sábado, 27 de novembro de 2010

O par ibérico unido na desgraça


Apesar de o secretário de Estado do Tesouro e das Finanças português ter tentado tranquilizar os mercados no dia da votação final global do Orçamento do Estado para 2011, há opiniões segundo as quais o par ibérico devia pedir ajuda externa o quanto antes. A banca espanhola precisa pelo menos de 40 mil milhões nos primeiros meses de 2011 e o Estado de 30 mil milhões de euros. Se Portugal colapsar, a tragédia é mais interna. Se a Espanha entrar em falência, o caos é espanhol e de toda a Zona Euro. Espanha representa, em termos de PIB, tanto como Portugal, Grécia e Irlanda juntos.

Portugal deve o quanto antes recorrer ao Fundo de Estabilização da União Europeia antes que os mercados obriguem a tal. A sugestão está hoje nas páginas do jornal inglês Financial Times. No editorial deste sábado, o diário londrino explica que seria errado pensar que a ajuda à Irlanda era suficiente para acalmar os mercados.

O jornal diz ainda que, caso Espanha seja contagiada pela crise da dívida soberana, o Fundo de Estabilização da Zona Euro terá de ser duplicado e critica os líderes europeus por terem falhado em criar um fundo de montante suficientemente elevado para nunca ter de ser utilizado, porque a sua existência, só por si, seria tranquilizadora para os mercados.

O Financial Times não culpa, contudo, a chanceler alemã pela escalada da especulação em torno da dívida pública dos países periféricos da União.

Diz o jornal que, se não tivesse sido Angela Merkel a assustar os mercados, qualquer outra justificação seria utilizada pelos especuladores para virar os holofotes para Portugal, Irlanda e Espanha, depois da falência da Grécia.

Pedro Palha Araújo

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