domingo, 10 de julho de 2011

O Stiglitz é Prémio Nobel mas está errado

Há economistas reputados, sendo o maior deles o Joseph Stiglitz, que defendem duas teorias:
1.ª Que o salário não ajusta o mercado de trabalho.

2.ª Que os países falidos apenas podem pagar a dívida soberana investindo de forma a fazer crescer o produto.

Ambas estas teorias estão erradas e eu vou procurar demonstrar porquê.
Preparo o estimado leitor que este post é um pouco chato.

A loucura dos homens válidos.
Existem algumas pessoas loucas, alienadas, que é necessário internar em manicómios.
São completamente incapazes.
Mas não há ninguém que não tenha momentos de loucura, ideias loucas e parvalhices. A maioria das pessoas, descontados esses momentos, são profissionais competentes e cidadãos válidos.
Fig.1 - O Amor é uma grave doença mental, Platão
O Einstein era um génio, um cientísta reputado, um dos homens mais inteligentes e criativos que já mais existiram. No entanto acreditava firmemente na existência Deus. Por exemplo, lutou 40 anos contra a sua  interpretação probabilisticas da física quânticas (que trata dos fenómenos sub-atómicos que apenas acontecem em quantidades inteiras)  não podia estar certa porque "Deus não joga aos dados".
Era uma parcela de louco na mente de um génio.
O Dominique Strauss-Kahn é um financeiro muito competente mas, quando vê uma mulher, fica louco. 
O Stiglitz é Prémio Nobel mas, nestas teorias, está louco.
Stiglitz pá, se estás a seguir este blog, desculpa-me, mas só podes defender isto num momento de loucura.

Fig.2 - O Joseph é um gajo porreiraço. No Purim,  é de cair para o lado.
A informação assimétrica
Stigliz introduziu (juntamente com o Spence e o Akerlof) na teoria económica o conceito da informação assimétrica: qual a implicação de uns agentes económicos saberem mais que outros.
No exemplo do Akerlof, um vendedor de um carro em segunda-mão tem mais informação sobre o estado do carro que o comprador.
No exemplo do Spence, cada pessoa tem uma capacidade de trabalho que o empregador não consegue avaliar e na Escola os alunos não aprendem nada de relevante. Como os que estudam mais e são mais inteligentes conseguem ter melhores notas então, quanto mais alta for a sua média, maior será a sua capacidade de trabalho: a nota é apenas uma medida da capacidade de trabalho e não, necessáriamente, do conhecimento.
Outro exemplo (meu): uma mulher para ser elegante tem que se esforçar muito: dieta, ginásio, atenção à roupa, etc. Isso é um sinal de que essa mulher tem mais capacidade de sacrifício: vai ser capaz de trabalhar mais (obtendo melhor ordenando, que bom) e vai ter mais paciência para nos aturar. Daí, gostarmos mais das mulheres boas. 

1.ª O salário não ajusta o mercado de trabalho. Errado.
A ideia do Stiglitz é que se o salário diminuir, o esforço do trabalhador também vai diminuir.
Com um ordenado 50€/dia um trabalhador esforça-se 100 e produz 45€/dia vindo o prejuizo do empregador igual a 5€/dia.
Se o seu salário diminuir para 40€/dia, o esforço reduz-se para 80 e a produção cai para 34€/dia. Então, a redução do salário ainda aumenta o prejuizo do empregador.
Meia conclusão do Stiglitz: se o salário aumentar, o prejuizo do empregador diminui.
Conclusão final da teoria: O modelo tem três pontos de equilíbro, S1, S2 e S3.
Como o empregador é maximizador do lucro, S1 e S2 são globalmente instáveis pelo que o salário vai aumentar até infinito.

Fig.3 - O equilíbrio em Stiglitz é S3: salário = infinito.

Na realidade o salário não pode ser infinito. É por demais evidente que esta teoria está errada.
Esta teoria é um Paradoxo de Zeno.
Erro1. O esforço é parcialmente observável.
Na realidade, comparando dois trabalhadores, um que se esforça e outro que não, há medidas de esforço e de desempenho que conseguem medir, parcialmente, a produtividade e o empenho.
Por exemplo, o Pinto da Costa vê se o jogador chega a horas ao treino, se corre, se transpira. Se se deita cedo. Durante o jogo, mede quantos kilometros pedalou, quantos passes fez, ... vê logo quem se está a esforçar mais. Quem é "profissional" e quem não é.
O que acontece se o esforço for parcialmente observável?
Então a diminuição do esforço é inelástica com o salário: a diminuição (aumento) do salário em 1% induz uma diminuição (aumento) no esforço menor que 1%.
Sob esta pequena alteração, o mercado de trabalho já equilibra com uma variação do salário.
Se o salário estiver abaixo de S, vai subir. Se estiver acima de S vai descer.

Fig.3 - O equilíbrio é S: 0 < salário < infinito.

O salário vai ser maior que zero e menor que infinito, o que está de acordo com a realidade.

Portugal está abaixo ou acima de S?
Nos períodos de crise, o ponto S desloca-se para baixo. Como estamos em crise, então os salários estão acima do equilíbrio pelo que o caminho é a correcção em baixa.
Erro2. O mercado de trabalho também ajusta do lado da procura de emprego.
Lucas também é Prémio Nobel. e diz que nunca haverá falta de trabalho. O que há falta é de trabalho remunerado.
Robert Lucas, Jr. demonstra que o desemprego não existe em absoluto mas é relativo ao salário vigente. Se o salário diminuir, menos pessoas quererão trabalhar, diminuindo a quantidade procurada de empregos. Para um salário zero, ninguém quer trabalhar.
Como a taxa de desemprego mede a percentagem da população activa que procura activamente emprego então, a descida do salário faz, pelo lado da procura, o desemprego diminuir.
Na figura seguinte apresento o caso em que o mercado de trabalho ajusta considerando que apenas os trabalhadores reagem ao salário:
Fig.3 - O equilíbrio pode acontecer só com o lado da procura.

Stigliz não considera este efeito.

Portanto, as conclusões de Stiglitz quanto ao salário não ajustar o mercado de trabalho estão duplamente erradas.

Ontem fui à praia e, quando vinha às 10 da noite, duas jovens, boas como o milho, estrangeiras, pediram-me boleia.
Eu não parei porque ia para uma terra que não é destino de nada de jeito.

Fig. 5 - Será que eram anjos enviados por Deus para me castigar? Ai se o arrependimento matasse ...

No próximo post (chato) vou mostrar porque o Stiglitz está errado na teoria de que os países falidos, Portugal, Grécia e outros, não terem que poupar.

Pedro Cosme Costa Vieira

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