segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Ai que o Obama está zangado com os ratinguistas

O Obama pôs-se a gastar a torto e a direito como o nosso Sócrates e agora os ratinguistas engataram com ele. Mais um que vai pelo mesmo caminho: daqui a nada, está a estudar filosofia na Sorbone.
As agências de rating não de destinam a avaliar a divida dos países. Isso é feito "de borla" e apenas com fins de promoção.

A função dos rantinguistas é avaliar empresas que têm informação confidencial.
Por exemplo, a Petrobras precisa de financiamento para um investimento em Angola mas não pode revelar quais os furos que dão petróleo porque ainda negociou os contratos. Não pode sequer revelar que tem resultados positivos em Angola tendo antes desviar as atenções dizendo que os investimentos são para a Bacia Amazónica.
Como todas as empresas dizem maravilhas sobre os seus negócios, ninguém acredita.

As agências de rating analisam a informação, vão a Angola ver os furos, mandam especialistas ver se têm mesmo petróleo e com que qualidade e depois dão uma classificação de risco global da empresa sem nunca revelarem a informação secreta.
As pessoas das empresas acreditam que não vai haver fugas de informação e os investidores acreditam que a empresa de rating fez uma avaliação o melhor possível.
Certo que erram mas é uma questão probabilística: quantos médicos já disseram que o paciente está bom e ele morre nesse mesmo dia? São os problemas da estatística.

Há muitas empresas de rating
Mas é muito difícil vingar neste mercado principalmente porque é preciso um longo historial de confidencialidade. É importante acertar mas o principal é a confidencialidade.
Já imaginaram se o ratinguista vai vender a informação Shell, tipo o que fez o das secretas portuguesas, para depois arranjar lá um tacho a ganhar milhões?
Já estão a ver como é difícil manter um historial impecável de confidencialidade ao longo de dezenas de anos quando há milhões de euros em jogo.

Quanto à avaliação dos países
É feita com informação publicamente disponível pelo Banco Mundial e pela OCDE.
Arranjam meia dúzia de variáveis (dívida externa, défice corrente, crescimento do PIB, défice público, etc.) e fazem uma análise em componentes principais e classificam os países. Depois, de baixo para cima, classificados os países como nós fazemos aos alunos: uns têm 20, outros 15, outros 10 e outros 5.
Quando o Krugman diz que as agências de rating apenas dizem o que já sabemos, nós também já sabemos isso.

Eu tive dificuldades em justificar o AAA para os EUA
Recordo que me vi à rasca para justificar os USA terem AAA.
Usando dados de 2009, os EUA já estavam numa situação perigosa e na outra variável estavam a par da Itália. Somamdo, a situação é bastante má.
Tive que lançar mão da ideia de que os USA podem  desvalorizar e aumentar a inflação para arranjar uma qualquer racionalidade ao AAA.  
Agora, começa-se a antecipar que isso pode vir a acontecer pelo que a taxa de juro a pagar em dólares vai disparar.
Se a China decidir não emprestar mais dinheiro aos USA (e é a decisão de um só homem), a taxa de juro americana dispara para os dois dígitos.
Já imaginaram o poder desse chinês?
São AAA tal como o Benfica é a maior equipa do Mundo. Sonhos.

Um abraço para o meu amigo Vítor que está no Estado Federado do Rio de Janeiro.


Pedro Cosme Costa Vieira

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