sábado, 7 de janeiro de 2012

Hoje decidi alterar a moderação dos comentários

Estimados leitores,

Hoje decidi alterar a moderação dos comentários.

A minha linha editorial neste blog é informar as pessoas.
Pego num tema que penso importante para a generalidade do meu povo, arranjo dados disponíveis publicamente (que indico sempre a fonte para poderem confirmar) e processo a informação de forma o mais rigorosa e acessível que posso.
Uso principalmente as bases de dados do Banco Mundial, da OCDE, do INE e da tradingeconomics.
Em média uso 10 horas para seleccionar, organizar e condensar informação  (mais os meus 20 anos de estudo de Economia) num texto que o estimado leitor consegue absorver em 15 minutos.
Assim, se o texto for útil a 1000 pessoas, consigo produzir 9750h de valor por semana (apesar de o "valor trabalho" ser uma mentira do marxismo).
Sinto-me útil à sociedade.

Nunca baseio o meu texto na autoridade.
Como o conhecimento que apresento não é religioso, obtido pela revelação divina a algum iluminado que depois a prega ao povinho, procuro sempre provar tudo o que afirmo.
É obvio que a acção de uma pessoa nunca é perfeitamente objectiva. A selecção da informação que faço já tem em si um inviesamento ideológico, no entanto tento sempre fundamentar as minhas opiniões em dados e teorias económicas aceites e validadas empiricamente por reputados autores.
E, quando critico uma teoria, uso sempre o princípio do contraditório.
Se falo numa pessoa e essa pessoa me faz chegar o seu ponto de vista, incluo-o no poste.

Claro que as minhas previsões são mesmo minhas.
Quando eu digo que os chinocas estão bem intencionados é uma opinião minha que apenas o futuro o poderá dizer. Mas apresento a informação que usei na construção da minha opinião.
Quando eu digo que é melhor uma mulher bonita, boa e simpática que uma mulher feia, gorda e antipática, é abusivo porque não conheço as mulheres.
Mas as minhas opiniões também acrescentam valor aos textos.
É como irmos ao médico e ele relatar-nos o que dizem as análises. Ficamos desconsolados porque o que queremos saber é a opinião dele à certa da nossa saúde. Saber "se o dr. acha que está na hora de deixarmos o vinhito".

Os comentários
Há comentários importantes, informativos para os leitores e que me ajudam na escolha dos temas. Frequentemente vejo que não foi clara a forma como escrevi.
Há comentários que não têm informação mas que ajudam a ver como a crítica fácil está errada.
Mas há outros comentários que são grosseiros, sem qualquer informação e que apenas usam uma técnica de rétorica. São pessoas que não dizem onde as coisas estão erradas e atacam num pormenor qualquer.
    "Tem erros ortográficos logo não tem credibilidade nenhum"
    "Tem mulheres boas logo o que diz não deve ser tomado a sério"
    "Chamou-lhe chinocas logo é um bandalho"
    "Ai que invocou a ciganada, seu racista que não tem credibilidade nenhuma"
    "Chamou-lhes pretos o que, num professor universitário, deita por terra tudo o que possa dizer"
    "Eu já li muita coisa e isso está tudo errado"

Cada dia que passa mais me convenço que estou certo.
Mas não dizem em concreto o que está errado.
Até hoje ainda ninguém disse, porque não teve interesse ou não o conseguiu fazer, que houvesse erro no mais pequeno pormenor ou no mais pequeno número que apresentei.
Pensei que fossem cilindrar as minhas deduções e não.
Estou admirado.

Eu sei que são os meus colegas.
Pela escrita até era capaz de apostar nomes mas, se o fizesse, revelava ser esquizofrénico.
Genericamente, são pessoas que se acham donas do saber.
Quando alguém quiser falar sobre a área em que se dizem especialistas, tem que lhes pedir autorização.
Esses sábios de papel, quando confrontados com os problemas do dia a dia não conseguem avançar com nada. Atiram com o "eu sou professor catedrático de economia há mais de 20 anos", "mas quem pensa que é para dizer isso". "eu é que sou especialista". 
Depois, atiram com livros, artigos, teorias, nomes, e mais entulho mas, analisada a conversa, não conseguem articular um raciocínio lógico.
E eu volto à carga, ataco com números, mando-lhes um e-mail e ficam calados.

Fig. 1 - É tão bom conhecer sábios destes

A história do Galileu foi há 500 anos mas repete-se todos os dias na academia.
Vêm o Loucã? "É o grande capital, a especulação, os mercados, blá blá blá" mas no concreto, não é capaz de explicar nada.
As pessoa habituadas a invocar a "autoridade" para justificar o que dizem não vêem que os textos existem per se. Uma vez escritos, passam a ser independentes do autor. Os dados estão lá e são públicos.

Uma senhora foi queixar-se à esquadra
- Senhor guarda, roubaram-me 20€ no autocarro, tinha o dinheiro aqui no sutie e um malandro roubou-mo.
-Mas a senhora não deu conta?
- Dei mas pensei que ele estava bem intencionado.

Por isto tudo, agora os comentários passam a ser mais dificeis de fazer.
Peço desculpa às pessoas bem intencionadas.
Recordo que qualquer pessoa é livre de fazer um blog e escrever lá o que lhe vier à cabeça, identificando-se ou não.
Não podem é parasitar o meu blog com comentários sem interesse nenhum (na minha óptica).

Pedro Cosme Costa Vieira

2 comentários:

HORIZONTE XXI disse...

Caro amigo,por outro lado pode sempre expressar a liberdade como expoente máximo, permitindo livremente os comentários e conferir-lhes o valor que para si realmente possuam, porque se reparar, a identidade de quem comenta não interessa para nada, o que interessa é a ideia exposta no comentário e essa pode sempre ser combatida com outra ideia.
Abraço livre.

Pedro Renner disse...

Tem sido um enorme prazer, de um mês para cá, parasitar o seu "blog" no afã de entender melhor alguns aspectos político-económicos que o senhor consegue apresentar de uma forma tão didáctica e suscinta, ajudando em muito a desmontar as teorias da conspiração que grassam por entre as pessoas. Há uns anos atrás, utilizei um exemplo de sacas de milho a substituir a moeda para explicar uma abordagem que estava a assumir na altura, mas foi quando apresentei o seu trabalho sobre "o-governador-do-bce-veio-me-consultar.html" que as pessoas perceberam a analogia.
Enquanto o Governador do Banco de Portugal, no seguimento de sua afirmação sobre a iliteracia financeira presente na população portuguesa, não apadrinha e ajuda a financiar o trabalho que aqui partilha, posso lhe transmitir que "Acabou-se a Festa" está no meu cronograma de obras a adquirir. Sei que não é grande coisa: caso necessite de um financiamento maior, então, se passar cá por Leiria, teremos todo prazer em partilhar consigo um bacalhau ao jantar. Mas é preciso combinar com antecedência, não tem sido assim a rotina.
E para as más línguas que lhe aborrecem e eventualmente queiram descredibilizar meu comentário, posso lhe dizer que, além de ter nascido no sul do Brasil, descender de famílias que fugiram da Prússia e da confusão pós-Napoleão (parece que por cá também houve disso, mas na era pré-dito-cujo), viver a quase 20 anos em Portugal, ainda não ter transmitido aos meus familiares a sua expressão "Como há pessoas sábias na Alemanha…" senão viria cá uma montanha de gente nos comer o marisco todo, não concordo inteiramente com as afirmações que faz: já reparei em hortas nestes três países e infelizmente até o momento não descobri nenhuma em que crescessem apenas pimentos e couves e não ervas daninhas. E isso não pretende ser uma indirecta sobre sua aversão ao acordo (h)ortográfico (acho que o Bagão Félix também anda a ler o seu "blog", conforme texto publicado no Jornal de Notícias. Espero que a Dilma Roussef também entre neste clube).
E, para terminar, meus parabéns: alguns dos seus textos ainda acabarão por fazer parte de uma antologia sobre princípios económicos. As demais discordâncias (leves, coisa pouca) ficam para ser discutidas no tal jantar.
Bom trabalho.
Pedro Renner

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