sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Será a tal política e crescimento o BCE deixar de controlar a inflação? II

No poste anterior, mostrei que o desempenho da nossa economia e da espanhola, corrigindo o efeito do desemprego, é idêntico ao da Alemanha.
O problema é que o nosso desemprego aumentou muito no pós-crise do sub-prime.
A evidência empírica mostra que, face a uma crise, a velocidade a que o mercado de trabalho ajusta nas economias do sul da Europa é inferior à velocidade a que ajusta o mercado de trabalho na Alemanha (ver, Fig. 1).
Isto é muito estranho principalmente para quem acreditar que haver maior inflação ajudava a ajustar o mercado de trabalho porque, estando todos na Zona Euro, sofremos todos a mesma taxa de inflação com um objectivo de 2%/ano.

Fig. 1 - Evolução da taxa de desemprego (Dados: OCDE)

Porque será que existe desemprego?
O Keynes, como referiu muito bem o Gonçalo, justifica a necessidade de investimento público porque existe sempre capacidade produtiva desaproveitada, principalmente durante as crises que são causadas por falta de procura.
Diz muito bem que Keynes diz mas tal não corresponde à verdade.

Vejamos o nosso automóvel.
A maior parte do tempo está parado. Está tanto tempo parado que até é preciso termos uma garagem. Mais interessante é que quando o nosso carro está a andar, a nossa garagem está desocupada.
Temos um quarto com uma cama que a maior parte do tempo não tem lá ninguém a dormir.
E a nossa casa de banho que só está ocupada uns minutos por dia?
Os bombeiros têm os carros contra incêndios florestais parados meses e meses a fio (durante o outono, inverno e primavera)

E o Vaticano?
O Estádio do Dragão tem lotação para 42700 pessoas e, em média desde a inauguração, está ocupado continuamente por apenas 200 pessoas. (7820000 pessoas durante 2h num total de 79000h).
Será que consideramos haver desemprego em alguma destas coisas?
Claro que não porque já foram dimensionados para estarem a maior parte do tempo sem emprego.
O nosso corpo foi feito com capacidade para trabalhar 14h/dia mas não o fazemos porque esse dimensionamento foi feito para utilizar apenas em situações extremas (por exemplo, aqueles desgraçados a fugir da guerra com tudo o que têm à cabeça).
Assim, apesar de se observar que as máquinas trabalham apenas 20% do tempo (1760h/ano), é mesmo assim, não existindo desemprego involuntário.

O que disse o Hayek já no tempo do Keynes.
As crises fazem parte do processo de crescimento económico. Se não houvesse inovação (que é o motor do crescimento económico), não haveria crises. Vamos ver a explicação do Hayek num exemplo simples:
Nos princípios do Sec. XIX, o transporte do Douro Vinhateiro para o Porto/Gaia era feito de barco ao longo do rio Douro.
Quando começou a ser construída a linha de caminho de ferro do Douro, foi preciso contratar os serviços de barcos para transportar os trabalhadores e materiais de construção o que aumentou a facturação dos barqueiros o que induziu o aumento do número de barcos.
A inovação tecnológica induziu duplamente um aumento da actividade e uma diminuição do desemprego.
Mas este processo continha a destruição dos barcos. A inovação é destruidora do que existe.
Quando a linha de comboio ficou concluída, os barcos ficaram obsoletos o que levou os barqueiros à miséria e ao desemprego.
Depois de uma grande expansão económica induzida pelo investimento, veio a crise. Mas, a inovação fez, a prazo, com que os transportes ficassem mais baratos o que fez diminuir o preço de venda do Vinho do Porto que induziu um aumento da produção de Vinho que absorveu a mão de obra dos barqueiros em actividades mais produtivas.

A crise de agora deve-se aos computadores e à Internet.
Quando a Internet começou (em 1990), foram criados muitos postos de trabalho em investigação, construção de equipamentos de comunicações, instalar cabos, empresas de conteúdos, etc. etc. sem produzir nenhum bem que competisse com os bens existentes (cinema, telefones, meios de publicidade, ensino, acesso a serviços, etc.). Desta forma, assistiu-se a uma expansão da economia com aumento dos salários reais (que parte teve que ir para poupança porque não havia bens disponíveis) e de consumo.
Em meados de 2000, o serviços com suporte na Internet começaram a aparecer (por exemplo,o home banking e a entrega de declarações de IRS, as comprar on-line, a TV cabo, a publicidade on-line) o que substitui muitas actividades tradicionais.
De repente, milhares de pessoas ficaram redundantes havendo agora necessidade de reconverter essas pessoas para novas actividades que ainda não se sabe quais serão.
Como a inovação tecnológica foi enorme, a crise é correspondentemente terrível.

É errado combater a destruição de empregos.
Com investimentos nos sectores que o progresso tecnológico condenou ao desaparecimento.
Os centros das cidades, com a facilitação das comunicações, vão desaparecer sendo um erro investir na sua reconstrução.
Já não é preciso ter sedes de bancos, de grandes empresas ou escritórios nos centros das cidades porque cada pessoa tem o seu banco, o seu fornecedor ou a sua consulta dentro de sua casa via Internet.
Por isso é que o Ricardo Reis (e outros keynesianos) estão errados a defender aplicar a mão de obras desempregada da construção civil em obras financiadas pelo Estado porque o Estado não sabe o que fazer ao dinheiro.
Já se construíram centenas de milhar de casas nas periferias das cidades não havendo agora ninguém que queira povoar os centros das cidades. Seria deitar dinheiro fora que não temos.

Quem escolhe onde o Estado deve investir?
Pergunta, sabiamente, o Fernando Ferreira.
Meia dúzia de burocratas que acordam um dia e decidem enterrar milhares de milhões onde a sua fesada diz ser bem meter o nosso dinheiro. Foi o que aconteceu com os Vira-Ventos, as SCUTs para lado nenhum, o Aeroporto de Beja, e mais uma lista sem fim.
Como não é dinheiro deles e, normalmente, são pessoas incompetentes ou corruptas, o resultado é quase sempre negativo.
Por isso é que o investimento público deve ser apenas onde uma larga maioria da população achar necessidade colectivamente investir, sem qualquer dúvida. Deveria ser necessário maioria absoluta no parlamento, 2/3 do votos, para aprovar investimentos públicos.

A boa notícia é que depois da crise vem a bonança.
Nos últimos 52 anos, os USA que são a fronteira tecnológica, teve 7 crises económicas. Como é o progresso tecnológico que causa as crises então, a médio prazo, a riqueza disponível ultrapassa o nível de riqueza que existia no período anterior à crise.

Fig. 2 - Evolução do PIB per capita dos USA (dados: Banco Mundial).

Vamos fazer uma conta simples que dá 6.50% de desemprego.
Se uma pessoa trabalhar 40 anos, cada ano reformam-se 2.5% dos trabalhadores e entram no mercado de trabalho jovens correspondentes a 2.5% da força de trabalho.
Se supusermos, como dizem as estatísticas, que os candidatos a novos activos demoram 18 meses a encontrar um emprego que responda às suas expectativas, este processo de renovação da força de trabalho causa, naturalmente, uma taxa de desemprego de 3.25% da população activa.
Agora vamos supor que a inovação tecnológica obriga a que, em média, cada pessoa tenha 2 empregos ao longo da sua vida (20 anos em cada emprego). Então, a taxa de desemprego será de 6.50%.
Está será a taxa de desemprego média, natural, que se vai observar na economia. Acontece que há períodos em que a destruição de empregos é maior (as crises) e outros em que é menor (o tempo das vacas gordas).

Fig. 3 - Além do PIB, as mulheres, quando não têm altos e baixos, perdem muita da sua graça.

Temos que aceitar que tanto pode haver grande crescimento económico como estagnação esteja a inflação acima dos 20%/ano ou nos 0%/ano (reconhecido pelo Daniel Tomé do Brasil). Então, a inflação não pode ser usada como "politica expansionista" pois não tem efeito nenhum nem no emprego nem no PIB.


Temos que aceitar que a emissão de moeda não consegue financiar os défices públicos porque é, no máximo, 1.5% do PIB (para uma taxa de inflação próxima dos 25%/ano). Como a quantidade de moeda em circulação é inferior a 10% do PIB e diminui com o aumento da inflação (chega, no caso das hiperinflações, a ser menos de 0.1% do PIB).
Os anos 1960 e 1970 foram de grande inflação porque a maioria dos governos acreditaram que poderiam fazer diminuir o desemprego aumentando a inflação. Só a Alemanha (RFA) resistiu a esta corrente. Foi a promessa de milagre proposta pelo Curva de Phillips (1958) que terminou em 1976 com a Critica de Lucas (Econometric Policy Evaluation: A Critique)

Como hoje já isto vai longe, terá que ficar para outro dia mostrar como evolui o custo do trabalho (em Portugal e na Alemanha) em resposta a alterações no nível de desemprego.

Pedro Cosme Costa Vieira 

9 comentários:

Filipe Silva disse...


A teoria dos ciclos económicos austríaca (Mises-Hayek) demonstra que a causa da crise é a intervenção da autoridade monetária criando uma bolha crediticia.

Temos que relacionar esta teoria com a teoria do capital de Mises (baseada na de Bohm-Bawerk), em que o crescimento sustentável assenta em crédito que tem o seu back up em poupança.

Para os interessados o Professor Huerta de Soto nesta aula explica de forma fantástica este fenómeno

http://www.youtube.com/watch?v=Xz0NOE2H3Ig

A crise que despoletou em 2007 e que ainda vigora nos dias de hoje, é uma crise induzida pelo sistema financeiro semi-público, o sistema de banco central.

Os keynesianos insistem que o problema é falta de consumo, que o Estado se devia substituir as familias e empresas e consumir, e que a divida não é nenhum problema.
Para estes a poupança é o inimigo do desenvolvimento, os "agentes económicos" devem consumir e nunca poupar, chapa ganha chapa gasta.

Mas voltando à teoria do ciclo económico austríaca, esta demonstra que a diminuição das taxas de juro artificialmente induz os empreendedores a investir em bens de capital dado que as taxas de juro baixaram,
os preços (a taxa de juro é um preço, a da preferência temporal) ao serem desvirtuados deixam de sinalizar as preferências reais dos consumidores,os empreendedores investem em fases do processo produtivo mais longe do consumo, enquanto que os consumidores continuaram ou aumentaram o seu consumo sem aumentar a sua poupança.
A realidade é que devido à manipulação os empreendedores deixam de conseguir antecipar, perceber os desejos dos consumidores levando a que estes invistam mal, criando problemas de maus investimentos.

Existe um grande desajuste entre os empreendedores e os consumidores


O problema origina-se quando as taxas de juro começam a subir e os investimentos realizados não são rentáveis nas novas situações do mercado.

A euforia do Boom dá lugar a depressão do Bust, mas a recessão é necessária ao reajustamento.

Esta teoria explica fantasticamente o que se passou, as causas e os efeitos (aconselho a ver os videos do youtube do Peter Schift em que ele preve a crise é gozado pelos outros comentadores, ou do Bernanke dias antes de tudo estoirar a dizer que os fundamentais da economia americana estavam fortes).

Von Mises disse ou se escolhe por fim à expansão crediticia por vontade própria ou a realidade trata de o fazer (estou a parafrasear)

Professor porque é que não é apresentado aos alunos em Portugal esta escola de pensamento?

É uma escola que tem muito mais lógica que as teorias neo clássicas, principalmente a keynesiana.

Acho fantástico ter tirado uma licenciatura na FEP de 4 anos e nunca ter ouvido falar sobre Von Mises.

A beleza da internet, a beleza do mercado livre.

PS- uma situação engraçada Em relação a Hayek, este é considerado pela maioria dos economistas da escola austríaca como sendo Socialista, enquanto por cá é um terrível neo liberal.



Daniel Tomé disse...

Que honra ver o meu nome mencionado num artigo do Professor.
Não quis sugerir que a inflação é boa, mas antes que o princípio "quanto mais baixa a inflação, melhor" não parece ir de acordo com as evidências empíricas.
"Evidências empíricas". Algo muito desconfortável para os defensores da escola austríaca! Mesmo Milton Friedman (que partilhava dos mesmos preconceitos contra o governo) escreveu que a explicação dos ciclos económicos por Mises e Hayek era contra factual.
Filipe Silva fala da "beleza do mercado livre". Sim, muito bonito.
Quando li "As Seis Lições" de von Mises, também fiquei muito cativado pela elegância dos seus ensinamentos: há algum problema na economia? Então a culpa é do governo intervir.
Que maravilha!
(Claro que os ciclos económicos já existiam sem a intervenção do Estado, mas enfim.)
Como Ha-Joon Chang mostra no seu livro "Kicking Away the Ladder", existe uma relação histórica (empírica) clara entre, por um lado, políticas de protecionismo e intervenção do governo na indústria e, por outro, o crescimento dos países (relação positiva, diga-se). Historicamente, todos os países hoje desenvolvidos usaram tais medidas de intervenção (tarifas, subsídios, proibição de certas importações, construção de infraestruturas, empréstimos, etc.) para chegar onde estão. O exemplo máximo disso é a Coreia do Sul. Mas mesmo os países historicamente mais notórios pela sua liberdade comercial, como a Inglaterra e os EUA, foram os países mais protecionistas do mundo durante a sua ascendência (décadas de 1720 a 1850, e 1830 a 1940, respetivamente).
Claro que depois deram um "pontapé na escada" por onde subiram, e agora insistem em "comércio livre" (do qual já podem beneficiar), para que os países pobres e economias emergentes não possam dispor desses mesmos instrumentos protecionistas para se desenvolverem e avançarem para setores de indústria mais sofisticados.
O que é que o Prof. Dr. Pedro Cosme pensa disto?
Uma última nota pessoal só para dizer que o facto de a escola austríaca ir completamente contra as observações empíricas não deve ser razão para que os seus defensores percam a fé. Não. No fundo, a escola austríaca é uma religião. E todos sabemos que quanto mais uma religião for contra os factos empíricos, mais virtuosa ela é.

Gonçalo disse...

Sobre as crises, existem várias escolas:
A austríaca, já referida.
A Keynesiana, que defende a instabilidade intrínseca do capitalismo, e coloca nas baixas expectativas de lucro das empresas um recuo no investimento, fonte de desemprego num processo que se auto-alimenta.
Minsky coloca a hipótese da instabilidade financeira, em que os bancos começam a inovar produtos financeiros e começam a aceitar activos de baixa qualidade como garantia. À medida que os incumprimentos aumentam, os bancos tentam-se desfazer desses maus activos, para manter a solvência.
Soros é autor da teoria da reflexividade que diz que a nossa função cognitiva é imperfeita, pelo que a compreensão da realidade nunca é totalmente perfeita. Além disso, somos manipuladores, e tentamos alterar os acontecimentos. Como os mercados são formados por seres pensantes, as expectativas que estes têm em relação ao futuro vão elas próprias alterar a realidade que por sua vez vão alterar as expectativas.
A economia comportamental fala do instinto de rebanho.

Não vejo razão nenhuma para que elas sejam mutuamente exclusivas e todas têm o seu quê de verdade.

"Os keynesianos insistem que o problema é falta de consumo, que o Estado se devia substituir as familias e empresas e consumir, e que a divida não é nenhum problema.
Para estes a poupança é o inimigo do desenvolvimento, os "agentes económicos" devem consumir e nunca poupar, chapa ganha chapa gasta."

Não é nada disso, caro Filipe.
O problema não é falta de consumo, nem a poupança é inimiga do desenvolvimento.
O consumo só deve ser estimulado DURANTE uma recessão, e o estado só deve ir para a linha da frente se o sector privado não conseguir, por si só, estimular o consumo.
Keynes é tão a favor da poupança que recomenda que o governo acumule superavit em fases de expansão.
Sobre a dívida, quando uma empresa compra maquinaria com recurso a crédito bancário está a endividar-se. Há algum mal nisso???

O Peter Schift também garantiu que os EUA iam entrar em hiperinflação no pós crise de 2008. É muito fácil acertar e errar, pelos vistos.



Filipe Silva disse...


Nenhum austríaco é contra as "evidencias empíricas", o que são contra é os que pensam que a economia está ao nível das ciências naturais, como a física, dado que é impossível fazer como nas ciências naturais colocar em laboratório seres humanos e estudar os efeitos de determinadas medidas, Hayek apelidava de "scientism" o que é impossível.
O que os Austríacos dizem é que a economia é o Estudo da acção humana, mas já agora que evidencias empiricas fala? da manipulação dos numeros que é feita?
Vejamos o CPI americano, hoje Bernanke diz que não existe inflação (apesar de para um economista austríaco a inflação é a expansão da massa monetária) porque os números do CPI estão abaixo do target, mas no CPI não entra nem o custo da energia nem da comida, por exemplo se utilizarmos a forma de calculo do tempo do Paul Volker (Fed chairman antes de Greenspan), cedida pelo Zerohedge vemos que nos USA a taxa de inflação hoje situa-se próximo dos 10%.
Os numeros podem ser trocidados para dar razão ao argumento que quero apresentar.

Entrar com os séculos XVIII e XIX para comparar quando o sistema de transportes era caro e ineficiente é ridículo. Lá por terem o feito não quer dizer que o contrário não tivesse dado maiores resultados.

O proteccionismo foi o que conduziu o mundo À 2ºGuerra mundial, se os produtos não entram, entram os exercitos tem sido esta a "evidencia empirica" da história.

O proteccionismo é uma tonteria, beneficia apenas uns poucos em detrimento da maioria, ver o caso da Argentina de hoje.
Ver o caso da China, desde que se começou a abrir ao mundo o seu crescimento tem sido avassalador, quando era proteccionista era uma miséria incalculável.
David Ricardo já demonstrou o beneficio do comercio internacional há já alguns séculos,
OS entraves ao comercio livre, não é mais que uma forma dos estados se financiarem e de darem beneficios aos amigos, porque é que nos mercados mais livres a inovação é muito mais forte do que é nos protegidos?
Não nos fartamos de ouvir dizer que os sectores da economia portuguesa expostos a concorrência internacional são os que tem se desenvolvido mais, ao da nível de inovação, do desenvolvimento de novos produtos, etc... e que os protegidos não inovam, que é só cobrar rendas e mais não sei o que?

Os estados unidos no seu período de maior expansão económica e do seu standard de vida, Sec XIX, foi o periodo em que a intervenção estatal foi menor, o peso do governo federal era de 1%.

Para quem gosta de falar em evidencias empíricas, recusar o argumento da intervenção do estado nos problemas da economia é ir contra as ditas evidencias.
Basta analisar o actual sistema financeiro para perceber que quem permitiu e criou as condições para o Estoiro de 2007 foi a FED(que apesar de ser um cartel de bancos privados, tem o monopolio dado pelo Estado americano e o seu chairman é nomeado pelo presidente dos USA),
O krugman em 2000 afirmou que "o que a FED deve fazer é insuflar uma bolha no imobiliário para sairmos desta das dot.com"

Em 1920/22 nos USA existiu uma crise de intensidade tão forte como a de 1929, em que se clamou pela intervenção estatal e o presidente da altura Warren G. Harding, cortou em metade o orçamento, reduziu todos os impostos e o mercado recuperou em 18meses

http://mises.org/daily/3788







Vivendi disse...

Apoiando naturalmente o Filipe pois a economia é o resultado da ação humana.

Os Keynesianos qd virem o estoiro do dólar é que irão perceber o que é uma grande verdade empírica!

O prof.Cosme qd tiver um tempo podia dedicar-se a escrever um post sobre a economia americana. O título do post pode ser: A queda de um império.




Miguel Fernandes disse...

Já que aqui foi de modo enganador, e talvez manipulador, referido que o Krugman em 200 afirmou "que a FED deve fazer é insuflar uma bolha no imobiliário para sairmos desta das dot.com", aqui fica o link para a respective crónica:

http://www.nytimes.com/2002/08/02/opinion/dubya-s-double-dip.html?smid=pl-share

Take your conclusions.

Gonçalo disse...

Caro Vivendi,

Pergunto eu:

se o dólar estoirasse, qual é que seria a moeda que iria valorizar em igual valor???

Se o dólar desvalorizasse 50%, qual era o país que aceitaria que a sua moeda valorizasse esse valor?

Se o Vivendi tem muitos dólares, e acha que eles vão estoirar, iria trocá-los por qual moeda?

Qual a moeda que pode ser reserva internacional?

Vivendi disse...

Caro Gonçalo,

Nunca se esqueça que a economia depende da acção humana. Mas podemos observar algumas tendências e encontrar também no passado algumas respostas.


A principal função de uma moeda é promover a troca.


Se o euro conseguir levar a avante a receita alemã conseguirá ser uma ótima moeda de reserva.

E temos sempre o ouro e a prata.

E deixo-lhe aqui uma pista, Kadafi pretendia ter a moeda dinar no lastro ouro e os americanos foram logo a correr para o despojar do poder perante tamanha rebelia.


Aconselho que visite o canal youtube do Viriatos onde pode ver uma série de vídeos dedicado ao tema.

http://www.youtube.com/user/VivendiPT?feature=watch

Cumprimetos

Ao serviço da República disse...

Para um melhor conhecimento sobre historia contemporânea a propósito de: "O proteccionismo foi o que conduziu o mundo À 2ºGuerra mundial, se os produtos não entram, entram os exercitos tem sido esta a "evidencia empirica" da história.". Encontra neste paper: http://www.interdependence.org/wp-content/uploads/2012/03/Paul-McCulley-Fellows-Paper.pdf
um óptimo dois em um...

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