quarta-feira, 17 de abril de 2013

Será que a dívida pública é pagável?

Os esquerdista que nos levaram ao actual nível de endividamento público gritam que não é possível pagar a tal dívida com que nos carregaram. Que o melhor é pedir mais emprestado e, depois, não pagar e continuar a pedir mais emprestado.

Endividamo-nos para nada.
O problema do endividamento dos últimos 15 anos (o pós-Cavaco) foi que o dinheiro foi gasto em consumo. Prova disso é o facto do crescimento potencial ter caído continuamente 0.8pp/ano.

Fig. 1 - Apesar do endividamento crescente, o crescimento foi decrescente (dados trimestrais anualizados: INE).

Tirando ser feia, gorda e burra, é a mulher perfeita.
Os socratistas andam a dizer que, em 2005 e 2007, houve um período de aumento do crescimento e o que se passou depois de 2008 foi causado pela crise do sub-prime.
Mas a história de um tsunami não se faz com o tempo de calma que medeia entre o tremor de terra e a chegada da onda. O relevante é ver o impacto total e, no nosso caso, numa era de 18 anos, cada vez ficamos com uma tendencia de crescimento menor.  E isto apesar do endividamento que dizem ser a política do crescimento.
Os sócratistas dizem que, tirando o endividamento e os anos em que houve  contracção do PIB, a governação do Sócrates foram apenas anos de grande crescimento económico.
Vigaristas.

Fig. 2 - Diz a dívida pública: coitadinho, quando deu conta, já estava esmagado. Lá se foi a política de crescimento.

Vamos à amortização da dívida.
Para simular a sustentabilidade da nossa divida pública vou considerar que vai atingir em 2014 um máximo de 130% do PIB.
Nas contas de 2012, a execução orçamental refere que as contas públicas tiveram um saldo primário de  0.3% do PIB , 533M€ (quadro 2).

Os juros foram de 8485M€ o que tem implicita uma taxa de juro média de 4.24%/ano.
Interessante que a Troika empresta-nos dinheiro a cerca de 3%/ano e os esquerdistas do PS dizem que é uma taxa muito elevada quando o Guterres e o Sócrates endividaram-se a uma média de 5%/ano e não dão sequer um pio sobre isso.
Vigaristas.

Vou adoptar mais umas hipóteses.
Crescimento económico de longo prazo -> 1.5%/ano
Taxa de inflação -> 2%/ano
Neste caso, daqui a 91 anos conseguimos reduzir a nossa dívida pública a 60% do PIB.

Mas o Gaspar diz que o saldo primário pode atingir 2.5% do PIB.
Neste caso, já só demoramos 25 anos a atingir o endividamento de 60% do PIB.

Fig. 3 - Trajectória da dívida pública portuguesa, 2014-2060

O Japão deve 220% do PIB.
E por lá não dizem que o Estado japonês vá bancarrotar.
Por isso, deixemos os vigaristas a pregar de que têm uma solução mágica apra todos os problemas actuais e, mesmo com um crescimento não muito grande, é perfeitamente possível pagarmos a nossa dívida pública.
Haja vontade. 

Pedro Cosme Costa Vieira

1 comentários:

menvp disse...

A FIRMEZA DO CONTRIBUINTE ALEMÃO ESTÁ A SALVAR A EUROPA
.
->>> Primeiro: Todos pudemos assistir a uma incrível e MONUMENTAL CAMPANHA no sentido de ridicularizar todos aqueles que eram contra o 'viver acima das possibilidades' - leia-se, campanha no sentido de ridicularizar todos aqueles que eram anti-endividamento excessivo -; um exemplo: no passado, Manuela Ferreira Leite foi ridicularizada...
->>> Depois: Hoje em dia, todos podemos assistir a uma incrível e MONUMENTAL CAMPANHA contra os defensores da austeridade; um exemplo: chegam a retratar o contribuinte alemão como novos nazis...
.
{ nota: o resultado do endividamento excessivo está aí à vista: a superclasse (alta finança - capital global) assumiu o controlo de bens estratégicos: combustíveis... electricidade... água... }
.
-> Marionetas ao serviço da superclasse CAVAM BURACOS SEM FIM (nas finanças públicas, nas empresas públicas, na Banca)...
-> Marionetas ao serviço da superclasse (alta finança - capital global) enfiaram-nos numa ratoeira: a Espiral recessiva...
.
-> 'Paladinos' do discurso anti-austeridade... ESTIVERAM CALADOS que nem um rato... ""ignorando"" o perigo que era os Estados andarem a endividar-se na construção de auto-estradas 'olha lá vem um', estádios de futebol sem público, nacionalização de bancos falidos, etc, etc...
.
-> O discurso anti-alemão que reina nos media internacionais (nota: são controlados pela superclasse) é uma consequência óbvia: depois de andar a 'cavar-buracos'... e andar a saquear contribuintes em vários países... a superclasse quer saquear o contribuinte alemão.
-> A firmeza do contribuinte alemão (não cedendo à pressão exercida internacionalmente...) é fundamental para salvar a Europa.
{ Nota: Depois de 'cozinhar' o caos... a superclasse aparece com um discurso, de certa forma, já esperado!... Exemplo: veja-se a conversa do mega-financeiro George Soros: «é preciso um Ministério das Finanças europeu, com poder para decretar impostos e para emitir dívida» }
.
.
P.S.
-> Um caos organizado por alguns - a superclasse (alta finança - capital global) pretende 'cozinhar' as condições que são do seu interesse:
- privatização de bens estratégicos: combustíveis... electricidade... água...
- caos financeiro...
- implosão de identidades autóctones...
- forças militares e militarizadas mercenárias...
resumindo: uma Nova Ordem a seguir ao caos - uma Ordem Mercenária: um Neofeudalismo.
{uma nota: anda por aí muito político/(marioneta) cujo trabalhinho é 'cozinhar' as condições que são do interesse da superclasse: emissão de dívida e mais dívida, IMPLOSÃO DA IDENTIDADE AUTÓCTONE, etc}

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | Best Hostgator Coupon Code