terça-feira, 10 de setembro de 2013

As exportações e o PIB

Haverá uma relação entre aumento das exportações e crescimento do PIB?

Baseado numa simples relação contabilistica entre o total de recursos disponíveis e o total de aplicação desses recursos, as nossas escolas de economia têm ensinado que existe uma causalidade entre o aumento das exportações e o aumento do PIB.
Esta lavagem ao cérebro vai fazendo os seus estragos a ponto de toda a gente, da esquerda à direita, perguntarem-me por ela.

Mas o que produzimos vem do trabalho.
O total produzido na nosso economia, o PIB, resulta apenas do uso de trabalho, N, e de capital, K, com um factor de escala (o nível tecnológico, A):

     Y = A x N^0.67 x K^0.33

Não existe outra forma de produzir que não seja assim.
Desta forma, para haver crescimento económico é obrigatório que mais pessoas trabalhem ou que cada pessoa trabalhe mais, que exista mais capital (investimento que obriga a haver poupança) ou que aconteça uma inovação tecnológica não contabilizada como capital (por exemplo, a difusão a partir dos países mais desenvolvidos).

O PIB tem como destino o consumo.
É verdade que, em termos contabilisticos, podemos igualar o total de recursos disponíveis com o total dos seus destinos (consumos).
Podemos colocar de um lado da igualdade a produção, Y, mais as importações, Imp, (recursos disponíveis) e do outro lado da equação o consumo interno, C, o investimento, I e as exportações, Exp (o destino dos recursos):

     Y  + Imp = C + I + Exp

Fig.1 - É a minina estar sentada aí e não no meu colinho

Agora vem o erro.
Até aqui está tudo bem mas a manipulação algébrica desta igualdade encaminha as pessoas para o erro de pensar que esta igualdade é uma relação causal que determina o PIB:

    Y  = C + I + Exp - Imp

De repente, as pessoas esquecem-se de que a produção resulta do trabalho e do capital e passam a pensar que resulta do consumo, investimento, exportações e exportações.
A relação é ao contrário: apenas se pode consumir se houver produção.

Aplicando diferenciais (em euros), vem:

   d Y  = d C + d I + d Exp - d Imp

Podemos transformar esta relação em taxas de variação multiplicando pelos respectivos valores e dividindo pelo PIB. Resulta o crescimento do PIB como uma soma ponderada do crescimento dos diversos destinos em que o ponderador de cada variável é o seu valor em termos de percentagem do PIB:
   D Y  = 0.85 D C + 0.15 D I + 0.39 D Exp - 0.39 D Imp

Mas não existe causalidade.
Reforço que é errado afirmar que "o aumento das exportações em 1% causa uma expansão do PIB em 0.39%"  porque esta relação é apenas uma igualdade contabilistica e não é uma relação de causalidade.
Nunca nos podemos esquecer que para o PIB aumentar é preciso que se trabalhe mais (mais pessoas, mais horas ou mais intensamente), que haja mais capital (investimento que vem da poupança) ou que haja inovação tecnológica.
Não existem caminhos fáceis para fazer a economia crescer.

Burridades 1.
Há um país à beira mar plantado em que todas as pessoas têm as mãos algemadas atrás das costas (a rigidez do mercado de trabalho).
Naturalmente que nesse país se produz pouco.
O actual governo abriu uma discussão sobre o que deve ser feito para que a economia cresça e estão em cima da mesa dois "caminhos de  crescimento".

Caminho 1) Aumentar as exportações, o consumo e o investimento e reduzir as importações.
Esta é a medida proposta pelos os especialistas da esquerda. Afirmam, baseados na teoria do "puxão keynesiano" e em dados empíricos, que há uma relação entre o aumento das exportações e do consumo e o aumento do PIB. Dizem que, se o consumo aumentar 1% e as exportações 1%, mantendo-se tudo o resto constante, o PIB aumentará cerca de 1.25%.

Caminho 2) Desalgemar as pessoas para que elas possam trabalhar mais.
Esta é a medida proposta pelos especialistas da direita. Afirmam baseado no facto de o trabalho ser o mais importante factor de produção e em dados empíricos que se aumentar a quantidade de trabalho em 2%, o PIB aumenta 1.33%.

Qual será a politica que de facto faz aumentar o PIB?
Esta situação pode parecer absurda mas é o que se está a discutir, há décadas, em Portugal.
De um lado temos a esquerda que diz serem o consumo e as exportações o motor do crescimento e, do outro lado, o Passos Coelho (Gasparzinho, Álvaro e o falecido António Borges) a dizer que é a flexibilização do mercado de trabalho que é a chave do nosso futuro crescimento económico.
Fig. 2 - A safa é que, por esse mundo fora, os burros ainda têm muita saída.

Burridade 2.
Mas os "das exportações" não desarmam à primeira. São como o Al-Assad que pensa derrotar a máquina de guerra do colosso americano com a promessa de "estudar a hipótese de entregar as armas químicas que nunca tivemos e que não poderíamos ter usado porque nunca as tivemos".

Existe sub-emprego de factores de produção.
Porque as fábricas estão paradas a maior parte do tempo e existe desemprego então, existe sempre capacidade sub-utilizada (i.e., desemprego de factores de produção). Havendo um reforço da procura, o "puxar da procura" keynesiano, essa capacidade desaproveitada vai ser mais utilizada aumentando assim o PIB.
Como a procura não pode aumentar pelo reforço do consumo interno ou do investimento porque o acesso ao crédito está dificultado, a única forma de aumentar a procura é aumentar as exportações.
O "puxão keynesiano" é extraordinario porque vem associado com um aumento dos salários (da retribuição dos factores de produção).
Mas esta visão tem vários problemas.

Problema 1 - Os factores de produção não são homogéneos.
Apesar de, em termos macroeconómicos, existir sub-emprego de factores, esses recursos são de sectores obsoletos e sem  capacidade para reforçarem rapidamente os recursos dos sectores onde a procura vai iincidir. 
Se a Economia fosse estática, fazendo-se sempre os mesmos produtos usando a mesma tecnologia, um empresa teria sempre os mesmos trabalhadores e seria igualmente competitiva ao longo dos séculos. Acontece que o progresso tecnológico leva ao aparecimento de novos produtos e novas formas de produção que, lentamente, tornam obsoletos os sectores tradicionais.
Por exemplo, a construção naval na Europa acabou quando os asiáticos (Coreia do Sul, Formosa, Japão) desenvolveram novas formas de fazer barcos (pré-fabricados por módulos). Os nossos trabalhadores dos estaleiros navais foram para o desemprego e aí ficaram porque não sabiam fazer mais nada.
Os factores, seja trabalho ou capital, são heterogéneos de forma que um trabalhador da construção civil desempregado ou uma grua não utilizada não conseguem transformar-se no curto prazo num trabalhador de calçado e numa máquina de costura. O desemprego de factores não consegue ser mobilizado para dar resposta ao reforço da procura porque apenas existe nos sectores que estão em re-estruturação (construção civil).

Problema 2 - Como não existe capacidade de mobilizar os recursos sub-utilizados, as empresas para produzir mais têm que aumentar os salários o que implica custos e preços aumentados. Então, o reforço da procura vai causar aumentando dos preços (e salários) mais que aumento das quantidades.
Problema 3 - As empresas vão ter que ficar à espera que as exportações aumentem como que por milagre. Têm que acreditar que rezando uma Avé Maria à NS de Fátima, logo as exportações aumentam.
Será como imaginar o Sporting do ano passado (em que ficou em 7.º) a ganhar o campeonato deste ano porque os outros clubes vão, sem mais quê, deixar de marcar golos.

Vamos à verdadeira causalidade.
Para podermos aumentar as exportações temos que:

Baixar os preços dos nossos produtos
Um produtor de sapatos que exporta 1000 pares por semana sabe que, se quiser passar a exportar 2000 pares por semana, tem que baixar o preço de venda. E sabe ainda que apenas o consegue fazer sem ir à falência se produzir mais com os mesmo empregados (muito difícil para não dizer impossível) ou contratar mais empregados com salários mais baixos (o caminho viável).
Baixando os salários, as empresas conseguem produzir a um custo mais baixo, tornando-se capazes de vender a preços menores ganhando conta de mercado.
Apesar de os esquerdistas dizerem que as empresas não vão ter a quem vender porque o rendimento dos trabalhadores fica diminuído (e que é a grande fatia do rendimento disponível), como estamos inseridos numa zona de comércio livre, a União Europeia, cuja economia é 80 vezes o tamanho da nossa, este problema nunca se colocará.

Fig. 3 - Os custos do trabalho começaram a diminuir no principio de 2010, em simultâneo com o aumento das taxas de juro (dados: EuroStat)

Onde pára a espiral recessiva anunciada pelo PS (e o Cavaco)?
O Seguro só aguenta em cima do burro até ao fim de Setembro.
Batalhou tanto na "espiral recessiva" de
Salários mais baixos -> menos rendimento -> menos compras -> não há a quem vender -> menos emprego

Que agora é por demais evidente que não passava de uma cavalgadura porque a austeridade sempre é expansiva:
Salários mais baixos -> preços mais baixos -> mais exportações  -> são preciso mas trabalhadores -> mais emprego

Quando saírem os resultados das autárquicas vai ter que apear-se

Concluindo.
Dizer que as exportações causam crescimento do PIB é equivalente a dizer que quem tomar um medicamento durante muito tempo, fica velho.
À posteriori observamos que as pessoas que tomam o medicamento durante 100 anos ficaram muito velhas mas não podemos garantir que quem se proposer tomar o medicamento esse tempo todo o consiga fazer.

Pedro Cosme Costa Vieira

10 comentários:

João Pinto disse...

Caro professor,

No mesmo artigo, o professor diz que não é errado dizer que é com as exportações que vamos lá e que baixando os preços exportaremos mais...

Concluo então se trata apenas de uma questão de linguagem. Como não temos dinheiro para comprar, só vendendo ao exterior é que conseguiremos tornar as nossas vendas sustentáveis...

No século XXI o problema não é produzir, o problema é ser competitivo para conseguir vender mais do que os concorrentes.. não chega comerçarmos e empregar mais pessoas e produzirmos o dobro; a nossa produção tem de ser vendida a alguém e esse alguém só nos compra se os nossos produtos tiverem uma vantagem competitiva (preços mais baixos ou diferenciação)... nem sempre a redução do preço leva a mais comeptitividade e consequentemente mais vendas. Já que fala em sapatos, somos um dos países que sapatos mais caros. Os nossas empresas de calçado não competem pelo preço (aí nunca teriam hipótese, uma vez que outros países conseguiriam preços muito mais baixos), mas pela inovação, pela diferenciação.

Diogo disse...

A "espiral recessiva": Salários mais baixos -> menos rendimento -> menos compras -> não há a quem vender -> menos emprego

A austeridade expansiva: Salários mais baixos -> preços mais baixos -> mais exportações -> são preciso mas trabalhadores -> mais emprego


O economês é, de facto, muito traiçoeiro. Relembremos o que afirmou acima : O total produzido na nossa economia, o PIB, resulta apenas do uso de trabalho, N, e de capital, K, com um factor de escala (o nível tecnológico, A):

Y = A x N^0.33 x K^0.67

Ou seja, no seu exemplo, o capital é responsável por 2/3 do custo e o trabalho apenas por 1/3.

Vamos supor que o preço de um dado cabaz de compras é de 3300 euros. O capital é responsável por 2000 euros do custo (2/3) e o trabalho por 1000 euros do custo (1/3). Os outros 300 euros são o lucro.

O salário do trabalhador são 1000 euros. O trabalhador pode comprar mensalmente 30 por cento do total dos produtos do cabaz.


Agora, recapitulemos a «sua» austeridade expansiva:

Salários mais baixos -> O salário desce para 700 euros -> Mas o custo do capital mantém-se = 2000 euros (e supondo que o lucro também = 300 euros).

Preços mais baixos -> O preço do cabaz desce para 3000 euros - >

Mais exportações -> Sim - >


Mas o salário do trabalhador são agora 700 euros. O trabalhador pode agora comprar mensalmente apenas 26 por cento do total dos produtos do cabaz. Logo - >

Menos procura interna ->

E como a procura interna representa muito mais que as exportações ->

São preciso MENOS trabalhadores ->

E, portanto, MENOS emprego


QUOD ERAT DEMONSTRANDUM

Económico-Financeiro disse...

Estimado Diogo,
Agradeço ter identificar que o 0.33/0.67 estava erradamente trocado. Já corrigi.

O rendimento das famílias é não só os salários mas também os lucros, juros e rendas a que se soma o rendimento das empresas (que é re-investido). Cada euro a menos de salários é um euro a mais de lucros, juros e rendas.

A descida dos salários "apenas" causa uma re-destribuição dos rendimentos (e não uma diminuição). Havendo desemprego elevado, a descida dos salários faz aumentar o rendimento disponível das famílais (o PIB).

Se, eventualmente, no Futuro ninguém precisar de trabalhar, todo o rendimento das famílias virá dos lucros, juros e rendas que será usado para adquirir todos os bens e serviços produzidos pelas máquinas-robô. viveremos como vivem os dos UAE.

Um abraço,
pc

Diogo disse...

PC: «Cada euro a menos de salários é um euro a mais de lucros, juros e rendas»

Caro Professor, estou deveras espantado com as suas palavras. É exatamente ao contrário daquilo que diz. Qual é a percentagem de famílias que recebe lucros e juros? Ou mesmo rendas?

A esmagadora maioria das pessoas que vive de «lucros», estes referem-se aos pequenos rendimentos (quando os há) de negócios minúsculos: tascas, quiosques, mercearias, retrosarias, barbearias, etc. E todos os «lucros» destes negócios caem com a descida generalizada dos salários, provocando falências e desemprego.

Quanto aos juros, para os remediados que ainda têm algumas poupanças, sabe você a quanto é que os bancos os estão a remunerar? Quase a 0%!

E quando àqueles que recebem rendas, a descida dos salários leva ao atraso no pagamento daquelas ou ao abandono puro e simples dos inquilinos.


Se, eventualmente, no Futuro ninguém precisar de trabalhar, todo o rendimento das famílias virá da distribuição equitativa dos bens e serviços produzidos pelas máquinas-robô, propriedade de toda a sociedade. Porque se ninguém trabalhar, não haverá salários. Sem salários não há vendas. Sem vendas não há lucros. Sem lucros não haverá propriedade privada dos meios de produção - as máquinas-robô.

vazelios disse...

Diogo aplicação a prazo num banco X ainda ontem, aplicados a 18meses, rendia 4,8%.

Professor, temos 3 opticas de medicação do PIB.

Com esta lenga lenga toda, o que quer dizer é que o PIB na optica da produção é a que realmente consegue medir a variação do PIB e que as outras duas opticas são um reflexo da primeira?

Ou seja, por exemplo na optica da despesa, se o consumo, investimento e exportações decrescem e as importações aumentam, isso é um reflexo do PIB na optica da produção, que prouzimos menos?

E o mesmo se aplica à otica do rendimento, essa optica é o reflexo da optica da produção?

As exportações não são um factor de expansão economia mas sim um reflexo dessa expensão (se claro compensar a quebra nas outras variáveis)?

Económico-Financeiro disse...

Estimado João Pinto,
Apesar de se falar muito do nosso calçado, o "couro e afins" são responsáveis por 1% do nosso PIB e 4% das nossas exportações (dados: INE). 4% é alguma coisa mas não corresponde ao destaque dado na TV.

Estimado Vazelios,
Tal e qual. A produção é que dá oportunidades para aumentar as exportações ... e o consumo.
Moçambique começou a exportar carvão porque começou a produzir carvão e não por os chineses e indianos o começarem a importar.
A China começou a exportar texteis para o Ocidente (nos anos 1960) porque começou a produzi-los.
Existe sempre um preço que torna qualquer produto competitivo no mercado internacional.

Estimado Diogo,
em Portugal 35% do rendimento das famílias são lucros, juros e rendas (pordata) mas nos EAU é muito maior (acima dos 90%, estimo eu).
Nos tempos biblicos, os 10 mandamentos, era proibido trabalhar mais de 2744h/ano (os irmãos do meu pai, agricultores, trabalhavam mais). Hoje trabalhamos metade destas horas e vivemos muito melhor que nesses tempos. Mantendo a tendência, daqui a 3000 anos, vamos (vão) trabalhar 900h/ano e viver ainda melhor do que nós.
Para viver não precisamos de trabalho mas sim de produção de bens e serviços.
A propriedade dos meios de produção "pela sociedade" foi experimentada na URSS e na China e não deu resultado. A História serve para nunca mais se repetirem os erros do passado.

Um abraço,
pc

Diogo disse...

Professor: «em Portugal 35% do rendimento das famílias são lucros, juros e rendas (pordata) mas nos EUA é muito maior (acima dos 90%, estimo eu).»

Diogo: Como disse atrás, os «lucros» são o resultado do trabalho dos donos e únicos trabalhadores de negócios minúsculos: tascas, quiosques, mercearias, retrosarias, barbearias, etc. E todos os «lucros» destes negócios caem com a descida generalizada dos salários, provocando falências e desemprego.

Eu recebo duas rendas – estão, agora, ambas atrasadas mais de seis meses por causa da austeridade, e os inquilinos pagam quando podem (o marido de uma dessas famílias suicidou-se há cerca de um mês).


Professor: «Para viver não precisamos de trabalho mas sim de produção de bens e serviços.
A propriedade dos meios de produção "pela sociedade" foi experimentada na URSS e na China e não deu resultado. A História serve para nunca mais se repetirem os erros do passado.»

Diogo: A propriedade dos meios de produção "pela sociedade" na URSS e na China falhou porque o trabalho do homem ainda é importante na produção – e, portanto, quando toca a trabalhar e se a coisa é de todos, todos fazem o menos possível.

Mas, a evolução tecnológica é exponencial. A automação e a inteligência artificial dão passos cada vez maiores (conhece a lei de Moore da Intel? Os processadores duplicam a sua capacidade a cada 18 meses). Donde, a produção estará completamente automatizada dentro de 30 ou 40 anos.

Assim, como não haverá salários – porque não existirão empregos – não faz sentido a propriedade dos meios de produção.

Abraço

João Pinto disse...

Caro professor,

Claro que o sector do calçado não é dos mais significativos, mas é um exemplo do que pode ser seguido noutros sectores.

Relativamente ao outro ponto, na minha opinião bem mais importante, respeita ao facto de não ser apenas através dos custos que podemos e devemos competir. O calçado mostra-nos isso, que o preço não é o mais importante. Haverá sempre quem produz a um preço mais baixo do que o nosso.

O problema não é produzir, é vender. Se fosse produzir era fácil. Contratavam-se pessoas e produzia-se mais. É preciso vender o que se produz. E neste caso a diferenciação é bastante mais importante que o preço, para um país como Portugal

jfdr disse...

Pequena correcção: «em Portugal 35% do rendimento das famílias são lucros, juros e rendas (pordata) mas nos EUA é muito maior (acima dos 90%, estimo eu).»

Creio que era EAU = Emiratos Árabes Unidos.

Só nos países exportadores de petróleo é que as rendas representam uma fracção tão importante do PIB.

Cumprimentos
João

Económico-Financeiro disse...

Obrigado jfdr pela correcção.

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