sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

A avaliação dos professores, os salários e a imigração

Todos os jovens fazem a mesma pergunta:

Qual a justiça de o Cristiano Ronaldo ganhar tanto dinheiro e ter uma namorada tão boa e eu não ter nada?
A razão está no facto de, apesar de também termos duas pernas e dois braços, não sermos capazes de criar riqueza na mesma medida que o Ronaldo.
É das diferenças na capacidade de gerar riqueza (determinada por sorte seja à nascença ou depois) que resultam as diferenças nos nossos salários.
Muitos mais treinaram futebol nos mesmos sítios em que o Ronaldo mas, porque já eram diferentes à partida, o Cristiano  transformou-se no "melhor do mundo" e os outros ficaram-se pelos "solteiros contra casados".
(Mas, mesmo assim, o Ronaldo teve que emigrar!)

Fig. 1 - Porque não temos todos direito a uma Irina? (e, depois, o que aconteceria às simpáticas?)

Com se transforma a capacidade de gerar riqueza num salário?
Se ouvirmos a argumentação dos esquerdistas (ou direitistas como a Marine Le Pen) sobre a  necessidade de haver um salário mínimo digno e de haver entraves à imigração para combater a exploração do trabalho pelo capital, não conseguimos compreender como o Ronaldo ganha muito mais que 633,33€/mês, o salário mínimo espanhol.
Apesar de o mercado dos futebolistas ser altamente concorrencial, o Ronaldo não se aflige com isso porque é exactamente a concorrência que faz o seu salário ser elevado.

É a concorrência que transforma a capacidade potencial em efectiva.
Num mundo em que há concorrência entre os trabalhadores (por um salário mais elevado) e entre os empregadores (pelos trabalhadores mais produtivos) então, cada salário vai traduzir a quantidade máxima de riqueza que o trabalhador consegue produzir.
Cada trabalhador vai, saltando de lugar em lugar, procurar a empresa onde é mais produtivo e, cada empresa, contratando e despedindo continuamente os trabalhadores menos ajustados, vai procurando maximizar as capacidades produtivas das pessoas.
Se as empresas não puderem despedir, cada pessoa ficará para todo o sempre no seu primeiro emprego pelo que nunca poderão experimentar outras ocupações que poderiam ser melhores.

Vejamos o exemplo das macieiras (de Lucas, jnr.).
Existem macieiras altas e baixas e trabalhadores altos e baixos (metade de cada). Um trabalhador alto produz mais numa macieira alta e um baixo numa macieira baixas (1000kg/dia). Um mau ajustamento implica (um alto numa baixa e um baixo numa alta) menos produção (100kg/dia) e mais esforço humano.
Vamos supor um salário igual para todos de 2/3 da produção média. Então, se o ajustamento for perfeito (alto-alta e baixo-baixa), o salário médio será de 667kg/dia. Se o ajustamento for totalmente mau (alto-baixa e baixo.alta) o salário ficará nos 67kg/dia.
Mas não sabemos quais são as árvores altas nem as pessoas altas pelo que o ajustamento é aleatório, por tentativa e erro.

T1 - Os trabalhadores são inicialmente colocados aleatoriamente.
Neste caso haverá, em média, 50% de trabalhadores que encontram a árvore certa pelo que a produção média vai ser de 550kg/dia por trabalhador e o salário de 367kg/dia.

T2 - Os maus ajustados são despedidos e novamente re-colocados.
Neste caso, metade dos despedidos vão ajustar bem pelo que passará a haver 75% de trabalhadores na árvore certa. A produção média vai aumentar para 775kg/dia e o salário aumenta para 517kg/dia.

T3 - Os maus ajustados são novamente despedidos e re-colocados.
Nesta terceira iteração a produção média aumenta para 888kg/dia e o salário para 592kg, 60% acima da situação em que não havia tentativa e despedimento.

Se estendermos o modelo a centenas de capacidades e postos de trabalho diferentes concluímos que, sem flexibilidade no mercado de trabalho que permita repetidas tentativas e erro (despedimento), o nível de produção e os salários vão ser escusadamente baixos.

O Ronaldo estava no Andorinhas
e não criava riqueza mas os olheiros viram nele capacidade para, na estrutura do Sporting, gerar milhões e o Ronaldo viu que no Sporting poderia, com melhores treinadores, gerar muito mais riqueza e ter um salário muito superior ao que teria se continuasse no Andorinhas de St. António.
Mas mesmo assim, por vontade do Sporting o Ronaldo ainda lá jogaria mas a ganhar uns 1500€/mês. Depois veio o Manchester e, vendo a capacidade no puto, entrou em concorrência com o SCP oferendo-lhe logo uns milionários 200mil€/mês (e uma maquia para o SCP). Depois vieram mais e mais clubes (e mais e mais mulheres) a querer o homem de forma que agora já ganha mais de 1,5 milhões € / mês.

Não podemos ter medo da concorrência.
Quantos mais empregadores (maximizadores do lucro) e trabalhadores (maximizadores do salário) existirem no mercado, mais o salário de cada trabalhador se vai aproximar da sua capacidade máxima de gerar riqueza.
Quem tem valor, e todos temos pelo menos algum, vai sair beneficiado pela existência de empregadores maximizadores do lucro. Se, por exemplo, o Sporting não procurasse maximizar o valor de transferência do Ronaldo, no dia 6 de Agosto de 2003 não o teria posto a jogar frente ao Manchester e hoje, provavelmente, o moço seria roupeiro.
Se vivêssemos num mundo como os esquerdistas e o Papa Xico acham que seria perfeito (onde as pessoas não procurassem o lucro máximo), a nossa vida seria muito pior. É que ninguém procuraria o ajustamento entre as capacidades capacidades e os seus processos produtivos.
E mais produção implica melhor qualidade de vida.

Mas "se eu fosse despedido não arranjava mais emprego".
O Ronaldo não pensa assim  mas a maioria das pessoas pensa-o (e com razão) porque o nosso mercado de trabalho é muito rígido. Como os empregadores não conseguem experimentar quem se adequa melhor ao seu processo produtivo (porque há muitos entraves à rotação dos efectivos, i.e., ao despedimento), apesar de ser quase certa a existência de ocupações onde seríamos mais produtivos, mais felizes e onde poderíamos ter um salário superior, não temos a oportunidade de as experimentar.
Nem o empregador nos pode dar essa oportunidade (pois tem lá outro trabalhador pior do que nós que não pode despedir) nem nós podemos deixar o nosso emprego pois, em caso de algo correr mal, temos dificuldade em arranjar outro.

Vamos ao teste dos professores.
É o Estado que regula e controla o funcionamento das universidades e politécnicos (publicos e privados) e é também o Estado o empregador de muitos dos licenciados (os professores). Então, seria de pensar que bastava ao Estado regular a atribuição dos graus académicos para não precisar avaliar os candidatos aos postos de trabalho público.
O problema é que:
1) existe liberdade de ensinar pelo que o conteúdo dos cursos pode não ser adquado ao que o Estado quer para os seus trabalhadores;
2) existe bastante disparidade entre as notas das diversas escolas superiores;
3) há mais candidatos ao emprego público que lugares disponíveis, havendo necessidade de hierarquizar os candidatos e;
4) a licenciatura não avalia a pessoa num trabalho concreto pelo que há sempre a necessidade de avaliar como a pessoa se ajusta a cada uma das multiplas ocupações distintas.

Naturalmente
Quando se candidatam 100 pessoas para um emprego público de "especialista em redes de comunicação com licenciatura na área" existe uma entrevista e um teste de conhecimentos para escolher o melhor de entre todos os candidatos pelo que, havendo vários candidatos a cada lugar de professor,  também é aceitável que exista um teste para hierarquizar os candidatos.

Mas dezenas de milhar nunca voltarão a ser professores.
As pessoas gostam de viver na ilusão e uma delas é a de que toda a gente pode ser professor numa escola pública a ganhar ordenados churudos. Apesar de isso ser possível há 50 anos porque só 3% da população tinha licenciatura, agora é impensável porque, felizmente, mais e mais pessoas têm um grau académico.
Agora é preciso adaptar a tabela salarial às novas dinâmicas do mercado. Há 50 anos o salário dos professores precisava ser elevado porque ser licenciado era raro mas agora, porque há muito mais licenciados, naturalmente que os seus salários (e dos dos professores em particular), têm que ajustar em baixa.
O ajustamento em baixa dos salários é a forma mais justa e eficiente de as pessoas perderem a ilusão de que vão ser professores e passarem a pensar noutras potenciais actividades profissionais.

Fig. 2 - Parece uma doença ter escolaridade mas a doença é os escolarizados quererem salários elevados o que leva os patrões a pensar que, depois da formação no posto de trabalho, eles se despedem.

Porque os salários dos licenciados têm que diminuir.
Localizemo-nos em 1960 onde existiam 3 pessoas licenciadas em cada 100 pessoas. Nesse tempo o salário médio era de 190€/mês (a preços de 2013) e estava dividido entre os licenciados (que ganhavam 1500€/mês) e os outros (que ganhavam 150€/mês). Os licenciados podiam ser uma elite com 10X os salários das outras pessoas porque havia poucos:
      150€ x 97% + 1500€ x 3% = 190€

Avancemos até 2013, o salário médio aumentou para 900€/mês porque o PIBpc aumentou, em média,  3%/ano.
Agora, o problema é que as pessoas de cada categoria (licenciados e outros) querem que o seu salário aumente na mesma proporção que aumentou o salário médio, 750€/mês para os outros e 7500€/mês para os licenciados, mas isso não é possível porque aumentou a proporção dos licenciados (os que ganhavam mais).
Pensemos que agora temos 20% de licenciados. Para ter um salário médio de 900€ e permitir que os salários mais baixos tenham aumentado à taxa de crescimento do PIBpc (para 750€/mês), os salários dos licenciados têm que ficar nos mesmos 1500€/mês de 1960.
      750€ x 80% + 1500€ x 20% = 900€

É uma ilusão que tem que ser desfeita.
Se achamos uma questão de justiça social que os salários mais baixos aumentem à taxa de crescimento do PIB, os salários dos licenciados têm que estagnar e, no futuro, diminuir porque o número de licenciados está a aumentar mais rapidamente que o crescimento do PIB (que está estagnado há 15 anos). Este problema é muito grave, por exemplo, no Brasil onde o Salário Minimo está obrigado por lei a aumentar à taxa de crescimento do PIB.
Os licenciados pensarem que podem manter o nível de vida dos liceniados da geração dos seus pais é uma total ilusão que tem que ser desfeita rapiramente sob pena de termos uma multidão de licenciados inactivo.
Se hoje é muito mais fácil ter uma licenciatura do que era há 50 anos, também temos que aceitar que o ganho patrimonial de a ter tem que ser menor.
Não é possível defendermos que o progresso deve trazer mais igualdade social e depois querer para nós um salários de minoria.
A média é a média e se há mais pessoas com  salário elevado (licenciados) esse salários tem que ficar relativamente menor.

Os 74 sirios que vieram da Guiné-Bissau e os 75 romenos que foram repatriados.
Quando falamos dos milhares que entraram na WWII com "vistos falsos" emitidos pelo Aristides da Souza Mendes dizemos que foi um heroi porque salvou pessoas que acabaram por ficar do lado certo da barricada.
Se nos compararmos com 1940, o que se passou na Guiné-Bissau foi exactamente o mesmo só que ainda não sabemos de que lado estas 74 pessoas irão ficar na História.
Também são seres humanos como nós que fogem de uma guerra terrivel e que usam passaportes alegadamente falsos.

Serão mesmo como nós?
Nós somos muito mais civilizados que qualquer povo do mundo porque temos leis que metem na cadeia quem "maltratar os animais domésticos". O problema é que preocupamo-nos muito com o peixe do aquário mas pouco com os peixes que vivem no mar e ainda menos com as pessoas que, por esse mundo fora, morrem de fome, guerra e miséria. E nós poderíamos fazer muito mais por essas pessoas e, mesmo assim, podiamos ficavar a viver melhor.

Os esquerdistas dizem que estamos a perder jovens para a emigração.
Se é mau a nossa joventude sair para ir trabalhar por esse mundo fora, deve ser bom receber a juventude desse mundo todo para vir trabalhar para cá.

Nós podíamos e deveriamos receber 5 milhões de trabalhadores imigrantes.  
Quando falam em imigração, pensamos logo que nos vêm roubar os postos de trabalho, fazer peditórios à porta dos supermercados e viver à custa de segurança social mas essa análise está errada.
O nosso problema é que raciocinamos como os "especialistas" que aparecem na TV que não percebem nada sobre o assunto.
Vejamos os erros:

Erro 1 - É desumano pagar 0,50€/h a um imigrante.
As OMT - Organização Mundial do Trabalho indica como salário de sobrevivência num país pobre, 2USD por 9h de trabalho que, corrigido das diferenças de preços (3:1) e do câmbio (0.75€/USD), traduz um salário de 6,00h numa jorna de trabalho de 12h (0,50€/h).
Se a OMT diz que é digno então, não podemos dizer que é desumano.
O que acontece é que somo hipocritas. Achamos que uma pessoa trabalhar VOLUNTARIAMENTE em Portugal por 0,50€/h é uma exploração mas essa mesma pessoa trabalhar por menos ou mesmo morrer à fome no seu país, já não é problema nosso.

Fig. 3 - Por amor de Deus, deixem-nos ir trabalhar na apanha da zeitona que estamos a morrer de fome.

Erro 2 - O número de empregos disponíveis é fixo.
Podemos pensar que, por haver uma certa quantidade de oliveiras, há automaticamente um certo número de postos de trabalho para apanhadores de azeitonas quer se pague 0,50€/h ou 100€/h.
Mas todos sabemos que isso não é minimamente verdade, sabemos que o número de empregos disponíveis diminui com o salário.
Se fosse possível contratar imigrantes a 0,50€/h, muitos postos de trabalho seriam criados, desde pastar cabras e ovelhas até cortar as acácias infestantes das nossas matas.
Assim, os imigrantes iriam criar, pelo baixo salário, os seus próprios postos de trabalho.

Erro 3 - Os baixos salários destroiem emprego.
Se um trabalhador ganhar 0,50€/h, o seu consumo vai ser muito pequeno pelo que essa pessoa não terá impacto na economia. Por outro lado, irá destruir, por substituição, empregos melhor remunerados.
Mas isto está errado porque, apesar de consumir (e produzir) pouco, produz alguma coisa.
E as coisas que produz, por exemplo, azeitonas, apesar de terem pouco valor acrescentado, potenciam o desenvolvimento (e não a destruição) das actividades que estão no seguimento, os lagares de azeite, o que cria empregos com salários superiores.
Sempre que as actividades que geram pouco valor acrescentado não possam ser deslocalizadas (são coisas não transaccionáveis) como, por exemplo, varrer estradas, arrumar quartos de hotel ou podar macieiras, um país ganha nivel de vida para os seus nacionais se contratar estrangeiros com baixos salários para realizar essas actividades. É assim que vive, por exemplo, a Suíça.

Erro 4 - O número de candidatos é fixo.
Em Portugal o SMN é de 5€/h (se contarmos com as transferências para a Segurança Social). Quando na India ou na África houvem falar deste valor, milhares de pessoas pobres sentem vontade de vir trabalhar para Portugal.
Se, pelo contrário, houvesse liberdade de contratação, o salário do imigrante iria descer por aí abaixo e, quando chegasse a 0.50€/h, já ninguém quereria vir trabalhar para Portugal.

Como deveria ser a nossa politica de imigração.
O que eu vou propor não sai da minha imaginação pois é apenas uma adaptação do que fazem na Suiça.

Primeiro.
Cria-se o Visto Especial de Trabalho Temporário, VETT.
O processo de emissão do visto parte de um contracto de trabalho que tem que dizer o dia de entrada, os meses de duração da estadia, o número de horas de trabalho, o salário horário e o dia de saida.
O empregador tem que prestar caução dos salários, alimentação, alojamento e da viagem de repatriamento.
Assim que termine o seu tempo de trabalho, o imigrante tem que retornar ao seus país.

Fig. 4 - Sou uma jovem de 15 anos que trabalha 14h/dia, 7 dias/semana por 40€/mês. 
Deêm-me uma oportunidade de ir para Portugal.

Segundo.
Fazia-se um Código de Trabalho para os VETTs.
1 - O salário mínimo fica reduzido a 20% do SMN, 0,725€/h;
2 - O salário fica limitado a um máximo de 80% do SMN, 2,90€/h (para acabar com a ideia de que os imigrantes são uma ameaça aos "postos de trabalho dos portugueses" );
3 - O horário de trabalho máximo aumenta para 72h/semana (12h/dia x 6 dias/semana).
4 - O empregador fica obrigado a pagar a viagem de vinda e repatriamento do trabalhador além de ter que fornecer gratuitamente alojamento e alimentação numa qualidade idêntica ao que o trabalhador tinha no seu local de origem.
5 - No anúncio da contratação (e no contracto) têm que ser publicitadas as condições de trabalho, de estadia e de remuneração.

Terceiro.
O cumprimento do VETT sem incidentes policiais dá pontos ao trabalhador com vista à obtença de um visto de residencia permanente para ele e para a família (sob a condição de saber falar português).
Por exemplo, é atribuido um ponto por cada 1000h de trabalho (que corresponde a 6 meses de trabalho) e, com 30 pontos, o trabalhador tem direito ao visto de residência.

O processo.
O empregador arranja os trabalhadores, seja em Goa, no Vietname ou no Sudão do Sul, faz-lhes um contrato de trabalho e vai ao SEF (a ver se não são criminosos).
Depois, presta a cauça, compra-lhes a viagem e manda-os vir.

Fica a questão da Segurança Social.
Terá que ser criado um regime especial de SS.
1 - O empregador desconta 35% de TSU e o trabalhador fica isento.
2 - Uma parte da TSU, 25% do salário, vai para uma conta pessoal do trabalhador com vista à atribuição de uma pensão de velhice calculada segundo o sistema de capitalização.
3 - Outra parte, 10% do salário, forma um fundo solidário a utilizar apenas com os VETTs.

Termino com a história dos 75 romenos e do sr. padre.
Vieram 75 romenos para trabalhar na apanha da zeitona.
Ao trabalhar pelo salário possível estavam a criar postos de trabalho para portugueses nos lagares e a promover a exportação de azeite e de azeitona curada.
Mas uns iluminados decidiram que era escravatura moderna. Mandaram 71 com as mãos a abanar de volta para a miséria da Roménia e 4 foram viver à nossa custa na cadeia (os 4 custam 200€ por dia ao orçamento de estado).
Perderam os 71 romenos (que poderiam levar uns euros para casa) e perdemos nós (porque estamos a gastar 200€/dia e as azeitonas estão por apanhar).
Um padre numa terra tinha um funeral para fazer e as azeitonas para apanhar.
Então decretou:
-Como não tenho romenos, preciso de ir eu apanhar as azeitonas. Se alguém me vier ajudar na apanha, eu faço o funeral. Caso contrário, os do SEF que o façam. 

Fig. 5 - Na Roménia vivemos nesta casa e ninguém se preocupa. Quando vamos trabalhar para Portugal obrigam o patrão a meter-nos num hotel de 5*.

Pedro Cosme Costa Vieira

5 comentários:

Newton Pessoa disse...

Prezado Professor,

Suas postagens são sempre pertinentes e deixa-nos com "um gosto de quero mais", como popularmente dizemos no Brasil.

Por que o senhor, no final de cada postatem, não coloca um tópico chamado "Para saber mais" com os livros e trabalhos acadêmicos que aprofundam o tema abordado?

Newton Pessoa disse...

Outra coisa: sabemos que o seu foco é, naturalmente, os leitores portugueses, mas nós, brasileiros e demais habitantes de países de língua portuguesa, também acompanhanhos o seu blog e, pelo menos no meu caso, tenho dificuldade quando escreves sobre políticos e personalidades portuguesas.

Sugiro acrescentar uma pequena explicação. Por exemplo: "...o Saldanha, secretário de energias renováveis, disse certa vez que..."

As siglas também precisam de uma pequena explicação tipo: "O BNDES (Banco de Desenvolvimento Econômico e Social), banco estatal de desenvolvimento do Brasil, implantou..."

Antonio Cristovao disse...

bem visto Newton. Como somos portugueses por vezes esquecemo-nos que somos uma minoria e vamos como unicos.

Fernando Gonçalves disse...

É incrível a sua postura extremista na veneração das virtudes do mercado.Com que segurança sairiamos à rua com pessoas com salários tão miseráveis assim,seria certamente um ambiente ainda pior que no Brasil.Haveriam sempre nativos a aceitar esses salários,empurrando assim em baixa os salários.Os neoliberais adoram isso,porque têm a expetativa de preços mais baixos ainda,mesmo que seja à custa de mais e mais injustiças sociais.O lema deles é o mundo é uma guerra,salve-se quem puder.Em países civilizados como a Dinamarca ou Suíça um trabalhador pouco qualificado tem um poder de compra bem maior que o seu equivalente em Portugal por exemplo,porque esses países querem legitimamente manter a sua coesão e paz social.Não queiramos acabar com a mesma em Portugal.

Fernando Gonçalves disse...


Diga-me se considera aceitável um professor universitário só passar 10h por semana e 6 meses por ano na saula de aula e ganhar vários salários mínimos?Tal é o tempo livre que têm ainda disposição e tempo para dar palestras,escrever livros e blogues,gerir negócios,etc.Ao pé destes os privilégios dos professores de liceu são insignificantes.Gostaria também que dissesse que futuro tem o país perante um cenário como este:casal de trabalhadores com salários mínimos ou até um deles desempregado,na casa dos 30 anos,e que ainda não encontraram condições de tempo e dinheiro sobretudo para ter um filho,apesar que gostariam de tal?O professor só vê números na sua cabeça,e as suas relações sociais devem ser da classe média alta para cima,este é o handicap que define a sua ideologia,e não factos baseados numa ciência exacta,coisa que a Economia não é de facto,mas já o são exactos as vidas concretas das pessoas.

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