sexta-feira, 21 de março de 2014

O Programa Cautelar é o último tiro do PS

O Passos tem 2015-19 dominado. 

Quando o Gasparzinho saiu, em Maio de 2013, com uma carta em que colocava dúvidas quanto à capacidade de o Passos Coelho conseguir manter o rumo da consolidação orçamental, os nossos credores também ficaram com dúvidas o que fez disparar as taxas de juro: se em meados de maio de 2013 a taxa de juro a 5 anos estava em 4,0%/ano e em princípios de Julho de 2013 atingiu os 7,3%/ano. 
A entrada da Maria Luís (e do Pires e Lima, alguém sabe que é feito dele, da Cristas, do Mota Soares e do Portas ?) parecia o voltar ao caminho socialista para o abismo mas, porque os esquerdistas começaram logo a gritar que "a Maria Luís é mais do mesmo", os nossos credores começaram a acreditar que a Maria era mesmo igual ao Gasparzinho: consolidação por convicção. 
Sem o saberem, os esquerdistas estavam (e estão) a apoiar o Passos Coelho (e a todos nós). Quanto mais o Seguro disser que não é possível o consenso com o Passos porque ele só pensa em austeridade, mais os agentes económicos acreditam que o Passos vai mesmo continuar o caminho da consolidação orçamental.


O Passos ganhando as legislativas de 2015.
Não haverá problema de financiamento. 
As taxas de juro estão muito baixas aponto de, nos prazos até aos 48 meses, estarem a bater mínimos históricos. 
Então, se o Passos ganhar as legislativas de 2015, o que eu penso ir acontecer, Portugal não terá qualquer dificuldade em obter financiamento para rolar os 200 mil milhões da dívida pública.  
Se o PS, com as "políticas de crescimento", entre 2010 e 2011 não conseguiu controlar a subida da taxa de juro de 2,4%/ano para 12,5%/ano e o Passos com as "políticas de austeridade" fê-las voltar aos 2,4%/ano (ver, Fig. 1) então, o caminho do Passos torna, aos olhos dos nossos financiadores, a nossa divida pública e a nossa economia  como sustentáveis.

Fig 1 - Evolução da taxa de juro a dívida pública a 4 anos (fonte: investing.com)


O Passos não tem qualquer necessidade de um programa cautelar.
Para quê se as taxas de juro de mercado são cada vez mais baixas?
Como a Sr.a Merkel confirmou ao Passos o que o ministro Schauble tinha dito em 2011 ao Gasparzinho (apoio total), mais não é preciso.
Esta conquista do Passos resulta de ter (termos) conseguido, em apenas 2,5 anos, trazer um endividamento externo de 145€/mês por pessoa para um superávite de 8,30€/mês por pessoa (ver, Fig. 2).

Fig. 2 - Evolução do endividamento ao exterior (Balança Corrente, €/mês/pessoa, Banco de Portugal)

Mas em 2010 vivia-se melhor que agora.
Pois os socratistas dizem isso, que no seu tempo os portugueses viviam melhor, mas esquecem-se de dizer que, nesse tempo, cada mês, cada português se endividava em 145€ ao estrangeiro . Nos 75 meses meses que durou o mandato socialista, cada português endividou-se em 11 mil euros ao estrangeiro.
Cada família de 4 pessoas endividou-se ao estrangeiro em quase 50 mil€. 
Naturalmente que, assim, vivíamos melhor mas era à custa do calote. 
 
Mas o défice público está mais dificil de controlar.
O défice (e a dívida) público está difícil de controlar porque existem leis que foram feitas no passado mas que têm impacto na despesa pública actual e futura. 
São as regras de atribuição das pensões, os salários fixos dos funcionários públicos e os encargo com os "serviços públicos" (empresas públicas de transportes e de comunicação social). No meio também aparecem as PPPs e as "energias alternativas" cujos negócios ruinosos foram traduzidos em contractos que é necessário honrar (rasgá-los é inconstitucional pois viola o principio da confiança e do Estado de direito).
O Mário Crespo reformou-se (mais uma despesita para a segurança social) mas merece-o porque teve o mérito de, muitas vezes, terminar os seus programas com "e terminado hoje, mais um milhão de euros dos contribuintes que foi à vida na RTP". Foi muito atacado em termos pessoas usando dinheiros públicos (na RTP e na RDP) mas nunca ninguém disse "o Mário mentiu". Não, aquilo é mais que verdade, cada dia, mais um milhão de euros ali, outro milhão na CP, outro na REFER, na METRO, etc. etc. etc. e, ao fim do ano, soma milhares de milhões.

As empresas públicas.
São uma espécie de cancro da próstata: todos (os homens) têm ou virão a ter que sofrer as suas consequencias e o bicho arde, chateia, corroí mas não morre mais. 
Apesar de o Passos ter conseguido, em termos numéricos, reduzir o défice "apenas" para metade, todos sabemos que o tem feito com toda a determinação.

Mas em 2010 vivia-se melhor que agora.
Pois vivia porque cada pessoa recebia em benesses do Estado mais 120€/mês do que pagava de impostos e agora só recebe 60€/mês. Naturalmente, nesse tempo vivia-se melhor que agora mas à custa do calote do Estado. 
É já conseguiu cortar o bicho para a metade. O problema é que lá para 2017 o bicho do défice tem que estar totalmente morto.

Fig. 3 - Défice público (€/mês/pessoa, Banco de Portugal)


Agarra-me senão eu bato-lhe.
O Seguro está como os franganotes que querem prometer porrada mas que, se chegarem a vias de facto, sabem que vão apanhar uma coça de todo o tamanho.
O Seguro antecipa que ganhando as legislativas de 2015 com o discurso eleitoralista do "vou anular esta austeridade do Passos e vou avançar pelo caminho do crescimento e emprego", as taxas de juro voltam a subir e o crédito volta a secar.
Depois, o Seguro imagina-se a levar à cena o papel do Holland: ir de cabeça baixa pedir ajuda à Sr.a Merkel e voltar de mãos a abanar.

Fig. 4 - Podes pedir mas não levas nada daqui (imagem da Merkel quando era mais nova).


Os esquerdistas estão a ficar sem cartuchos.
Os últimos 12 meses de governo Sócrates foi semelhante ao que se tinha vivido, 10 anos antes, no naufrágio do submarino Kursk.
O submarino, depois de anos de má manutenção denominada de кейнсианская рост (tradução: crescimento keynesiano), entrou nuns exercícios militares denominados por ипотечный кризис (tradução: crise do sub-prime).
O bicho começou a perder potência e a ordem de comando foi ACELERAR na despesa pública.
Aceleram e aceleram mas o bicho não andava até que se ouviu uma pequena  explosão.
Logo o contra-almirantado Sócrates veio dizer "não precisamos de pedir ajuda a ninguém" e contra atacou com o УИК 1 (tradução: PEC 1).
O problema é que o submarino começou a descer de forma descontrolada, havendo necessidade de novas injecções de divida com  o УИК2 e  o УИК3 mas o bicho já tinha entrado na Антикризисная спираль (tradução: espiral recessiva).
De repente, aconteceu a grande explosão e o bicho afundou de vez.

Fig. 5 - Evolução da taxa de juro a 10 anos nos finais do socratismo (fonte, Tradingeconomics)

О, мой бог нам нужно иметь УИК четыре
(tradução: Ai meu Deus que precisamos já do PEC4)
O problema é que já não havia salvação.
Apesar de ainda haver algumas bolsadas de ar, os marinheiros sabiam que estavam condenados. 
Os motores estavam parados e o governantes negavam-se a pedir ajuda.
Mais minuto, menos minuto, viria a morte. Só lhes restava rezar e escrever às escuras, umas notas de despedida para a família.
Моя мать, страна обанкротилась (tradução: Minha mãe, o país bancarrotou)

Fig. 6 - Um paralisou e o outro, desde então, repete qualquer coisa sem sentido (PEC 4, PEC 4, PEC 4, ...)

O tiro da bancarrota e do 2.º resgate.
O socratismo caiu sem ter reconhecido, nem então nem desde então, que cometeu erros.
Como pensam que tudo o que fizeram foi correcto, o Passos iniciar outro caminho seria, naturalmente, iniciar o caminho da perdição.
Como nos primeiros meses do Passos as taxas de juro não pararam de subir, parecia que o seu e nosso destino estava traçado: as politicas de austeridade estavam a levar Portugal, tal como aconteceu com a Grécia meses antes, para a Bancarrota e para a necessidade de um 2.º Resgate.
O problema é que, em Janeiro de 2012, as taxas de juro começaram a descer e Portugal começou a poder pedir dinheiro emprestado, primeiro a 3 meses depois a 6 meses e, finalmente, a 18 meses. 
Afinal Portugal não iria bancarrotar pelo menos já.
O primeiro tiro acertou na água.


O tiro da Espiral Recessiva.
Portugal até se podia financiar mas à custa do empobrecimento dos portugueses pois tínhamos iniciado uma espiral recessiva.
O Estado cortava da despesa e aumentava impostos mas o défice ainda aumentava porque:
    1) As famílias ficavam com menos rendimento 
    2) As famílias consumiam menos o que levava a que pagassem menos IVA
    3) As empresas não tinham a quem vender o que aumentava o desemprego
    4) Mais desemprego diminuía as contribuições e aumentava  a despesa social
    5) O défice público aumentava.
O caminho contrário (mais despesa e menos impostos => mais rendimento => mais emprego =>  menos défice) era o caminho correcto.
O problema é que em princípios de 2013 a economia começou a crescer com intensidade e o desemprego a cair com força.
O segundo tiro também acertou na água.

Fig. 7 - Os dois primeiros tiros acertaram na água.

O tiro da Saída Limpa.
Há uns meses já nos conseguíamos financiar com prazos curtos, a espiral recessiva já era só fumaça mas o Passo, à cautela, avançou com a ideia de pedir um "mini resgate". 
Na altura a taxa de juro a 10 anos estava nos 6,0%/ano e não havia a certeza se conseguiríamos em meados de 2014 uma boa taxa de juro. A ideia do governo era que "apenas será possível uma 'saida à irlandesa' se a taxa de juro a 10 anos descer para entre 4,0%/ano e 4,5%/ano".
Como o Sócrates tinha pago mais no primeiro mandato, os esquerdistas (e eu) pensaram que tal era impossível pelo que atacaram como lobos esfomeados.

Fig 8 - O Seguro atacou à força toda, cheio de fome, com o último tiro: a Saída Limpa.

Se houver um programa cautelar.
Primeiro, o Seguro vai poder dizer que o Passos falhou. 
Depois, pode fazer (alguns) disparates porque terá algum dinheiro (fala-se em 17000 milhões €).
Finalmente, tendo que rasgar as promessas eleitorais do "rasgar a austeridade" pode dizer que está amarrado de pés e mãos pelo que o anterior governo "neoliberal" do PSD+CDS  assinou em nome de Portugal.

O problema é que a taxa de juro a 10 anos já está abaixo dos 4,5%/ano.
Há 3 meses Portugal até se podia financiar mas teria de ter o apoio dos BE porque a taxa de juro ainda era razoavelmente altas.
Mas desde o discurso de ano novo do Cavaco, as taxas de juro começaram a afundar tendo, a 10 ano, fechado hoje nos 4,27%/ano e, a 3 anos, nos 1,70%/ano (neste prazo o Sócrates pagava 4%/ano).
O terceiro tiro acertou na água.

E os 70 asnos?
1,70%/ano é muito menor que os 3,0%/ano que os 70 da bancarrotagem dizem Portugal ter que impor aos credores.
Os 70 estão tão senis que pedem um máximo de 3,0%/ano quando já vamos nos 1,7%/ano.
É mesmo de quem não tem o que dizer.


Fig. 9 - A taxa de juro a 10 anos fechou hoje nos 4,27%/ano


E agora Seguro?
E agora o que haverá para dizer?
É continuar com o mesmo discurso, engatar o mp3 como faz tão bem o PCP com a cassete que gravou no anos 1970 da exploração dos trabalhadores, do fim do capitalismo e da união dos povos soviéticos de que a união entre ucranianos e russos é um bom exemplo.
É continuar a repetir que estamos a caminho da bancarrota, que precisamos de um 2.º resgate, que a espiral recessiva e o aumento do desemprego são uma realidade, que o programa cautelar já é uma realidade.
E é continuar a dizer que vai por outro caminho, o caminho do crescimento sustentável, da austeridade inteligente, do neokeynesianismo iluminado.
E que o socratismo foi um sucesso estrondoso, que divida pública diminuiu, o défice público foi controlado, o salário mínimo aumentou 25%, os gays passaram-se a poder casar e que os Estaleiros Navais de Viana do Castelo se tornaram o maior construtor naval do mundo.
É capaz de haver sempre quem acredite pois ainda há quem vá a Fátima a pé.

Pedro Cosme Costa Vieira 

13 comentários:

Bruno BaKano disse...

Estava a achar estranho que o Prof não mandasse a rabecada aos 70 do manifesto!

Pedro Alexandre disse...

Muito bom!! eles pedem 3% e já vai nos 1.7% ano? LOL cambada de dumbs!!!

BC disse...

Neste mundo globalizado a social-democracia é demasiado cara para permitir que um país possa ser competitivo. Em Portugal ainda não se percebeu isso. O PS nunca vai entender.

O fim da social-democracia enfraqueceria as máquinas partidárias. Deixaria de haver dinheiro em quantidade suficiente para tornar a vida partidária apetecível. Nenhum partido gosta de perder relevância e influência e eles vão tentar manter as coisas como estão enquanto conseguirem.

Gonçalo Dinis disse...

Boas, pelos vistos segundo um dos subscritores do manifesto (Paulo Trigo Pereira) a solução é o BCE passar a emprestar dinheiro a Portugal perpetuamente, ou seja, para sempre a uma taxa de juro de 0% mas será que estes tipos são crianças que ainda acreditam na fada madrinha e no pai natal?

vazelios disse...

Professor bom post.

É aliviante ver que os dados economicos começam a sustentar as suas teses.

Sempre acreditei (na maioria delas) mas de facto em 2012 e 2013 levamos (eu no meu seio familiar e de amigos) muita porrada por defendermos o "indefensável".

Acredito também com o PPC ganhe as eleições, tenho dúvidas é se ganhar com maioria absoluta - condição para que isto tudo continue a rolar dentro dos carris. Se tal não acontecer, a AR vira circo Chen durante 2 anos (Sim porque o governo entretanto cai).

Mas estou confiante pois vejo alguma opinião publica mais inteligente e informada a perceber que este caminho é duro, é longo, mas dará frutos no fututo.

E quanto mais tempo passar, menos dificil fica.

Cumprimentos

hynek disse...

bom dia, agradeço a análise e comentário deste artigo:

http://economico.sapo.pt/noticias/stiglitz-defende-reestruturacao-profunda-da-divida-portuguesa_189966.html

vazelios disse...

Em duas palavras:
Economista Keynesiano.

Mas deixo para o professor.


Hynek para uma resposta mais completa, leia esta noticia que fala duma recente restruturação e diga a sua opinião.


http://exame.abril.com.br/economia/noticias/bilionario-quer-confiscar-nave-para-argentina-pagar-divida?page=1



Taxa de juro a 10 anos abaixo dos 4%. A 5 anos quase em minimos de mais de 10 anos. Taxa a 2 anos em minimos de....não consigo ver o ultimo periodo tão baixo.


Mas o que é preciso realmente é restruturar a divida e voltar a gastar mais e consumir mais. Para novamente relançar a economia!

Cumprimentos

Helder disse...

austeridade não funciona em períodos de recessão económica. papers do fmi dizem-no. a história di-lo.
austeridade em período de crescimento funciona, como forma de combater os efeitos nocivos para a dívida pública decorrentes do aumento do investimento público em tempos recessivos.

n há país em q a austeridade tivesse funcionado em tempos recessivos. especialmente austeridade via cortes nas prestações sociais, cujo multiplicador é superior ao dos impostos.

o q se passa com a descida das yelds deve-se ao aumento da procura por obrigações portuguesas decorrente da rentabilidade destas no ano passado, devido à intervenção do bce, q é uma entidade mt + credível d q o governo português.

Económico-Financeiro disse...

Estimado Helder,
O problema é saber-se o que é período de recessão e de crescimento pois são conceitos ligados ao "crescimento potencial" (a tendencia média).
Há pelo menos um país onde a austeridae em tempos de recessão funciona e esse país chama-se Portugal.

A rentabilidade daa obrigação é a mesma coisa que a descida das yields.
Se a yield desce, a cotação sobe e vice-versa.
A evolução da cotação passada de um título não tem qualquer informação quanto à evolução futura da cotação.

pc

vazelios disse...

Países Bálticos after SubPrime

Irlanda 2010-2013

Suécia anos 90

Helder disse...

Quanto aos Países Bálticos:
- a dívida pública era inferior a 20/30% do PIB;
- aplicaram austeridade de uma vez e o PIB contraiu de 25 a 30%;
- mercado laboral muito mais flexível do que o nosso, por exemplo, o q é extremamente importante em períodos recessivos.

A consequência? O PIB deles ainda não está sequer perto do que era antes da crise, para além de que a crise deles se deveu a uma grande bolha imobiliária.


Irlanda?
Problema financeiro resolvido com intervenção estatal.
desemprego continua elevadíssimo, especialmente o jovem. Dívida pública continua alta.

Suécia? Não estou a par, mas basta dizer que tinham a sua própria moeda, que não estava indexada a nenhuma outra, nem estava sob o tratado de maastricht, o que, por si só, explica muita coisa.


Austeridade pode ser boa sim, mas somente em períodos de crescimento económico. Em períodos de recessão, austeridade vai provocar nada menos do que um colapso das economias. Prémios nobel dizem isto, o próprio FMI o diz em papers, ou acham que é possível que um país em que mal se paga salários, com um PIB pc abaixo da média europeia aí uns 30 pontos percentuais tenha sido o 2º país que mais remunerava os credores, a seguir à Grécia?

vazelios disse...

Caro Helder, então o que se faz em periodos de recessão?

Dê-me um exemplo de um país que tenha feito outra coisa e que tenha recuperado (mas recente por favor, não vale periodos de pós guerra ou quando o mundo mal conhecia o avião e os barcos demoravam meses a chegar aos sitios).

Os Bálticos (até ver) hão de recuperar o que perderam do PIB. O que interessa é criar as bases para se ter um crescimento sustentável. Não concebo a ideia de que países desenvolvidos voltem a crescer acima de 3-4%, pelo menos enquanto o petróleo estiver tão caro ou enquanto não se descobrir/comercializar novas formas de gerar energia.

A Irlanda segue o seu caminho, sim houve intervenção estatal, mas também cortaram em 10% os ordenados de todos os FP's logo no inicio, pensões idem, nós andamos ao tio ao tio. Lá vão recuperando, mas falta muito por fazer. O desemprego é sempre a ultima variável a voltar a estabilizar. E eles estão longe de ter resolvido tudo! (Assim como nós).

Tem razão em relação à Suécia (Aliás, pode também ter razão em relação aos outros 2, assim como eu tenho um pouco, nem tudo correu bem em lado nenhum!), o uso da própria moeda safou-os assim como nós temporariamente em 79 e 83. Ainda assim enfrentaram o problema de frente, equilibrando as contas e apostando na educação e inovação tecnologica. Austeridade é apenas um nome mau para equilibrio de contas (Austeridade para mim não é aumento de impostos - Nisso o nosso governo falhou redondamente)

Gerard Shroder também congelou salarios na Alemanha no inicio do seu mandato.


Só quis mostrar que existem exemplos em que correu melhor, do que enfrentar os problemas de forma contrária, como por exemplo a Argentina.

Nós só remuneramos bem os credores devido a dois factos: Somos estupidos o suficiente para incorrer em dividas astronomicas e certinhos o suficiente para saber abrandar e pagar.

Se não fossemos estupidos não tinhamos de ser certinhos. Podiamos ser certinhos logo de inicio.

Cumpts

Helder disse...

Caríssimo vazellius, quem referiu exemplos do paleozóico foi você, não eu.

voltemos aos bálticos.
a letónia aderiu ao € no ano passado ou neste ano.
a estónia aderiu para aí em 2010/2011 e a lituânia tem moeda própria.

para além disto, as diferenças entre estes 3 e os pigs:

1 - economias mt pequenas e mt "liberais", razão pela qual eram financeiramente importantes. n é d estranhar q tenham tido um grande boom d crédito e, qd isto foi À vida, o pib caiu p ali abaixo. ou seja, um problema d liquidez q se transformou num problema d solvência.
ora, qt + aberta uma economia é - dependente está d estímulos internos, isto é, está + dependente d estimulos externos. se o q está à volta piora, eles pioram, e vice-versa. c esta diminuiçao d pib, a população destes países diminuiu perto de 10 pontos percentuais.

2- custos d trabalho destes países eram mt inferiores à média europeia, pelo q, para se tornarem + competitivos, n precisavam d uma grd desvalorização interna.

3- um bcd o q já disse na 1, o setor financeiro é bastante importante nestas economias. presumo q dê p entender o q quero dizer c isto.

modelos d economias mt pequenas n podem ser comparáveis c médias e grds economias.

problemas d liquidez resolvem-se c a providência d tda a liquidez necessária, caso contrário tornam-Se problemas d solvência. foi o q aconteceu em tds os países intervencionados, c exceçao d grécia, e pq? pq asseguraram a liquidez necessária aos seus bancos, mas infelizmente, movido pelos estatutos, n viram o bce providenciar a liquidez necessária aos estados p cobrir prejuízos. trata-se, no fundo, d querer remunerar ao máximo os credores à custa do salários.

políticas d austeridade em tempos recessivos são soluções conjunturais d tal modo q a maior preocupação é precisamente a sustentabilidade destes cortes todos, ou o caríssimo vazelios crê q, se o bce acabar c o crédito ilimitado ao setor bancário europeu, as yields n sobem no momento seguinte?


o grd arauto da austeridade, o tal paper do rogoff e d reinhart, ou até d alesina e d ardagna, clamam q a austeridade pd ser expansionária. curioso q pc tempo dps se tenha descoberto uma quantidade infindável d erros e omissões nestes estudos

fala d atual crescimento económico português, é natural q ao fim d algum dia tenha d haver crescimento, n iamos descer ad eternum.


já agr, austeridade, a ser feita, seria sim c aumento de impostos. o multiplicador d impostos é inferior ao dos cortes na despesa (seja ela qual for), o q implica q teria menos efeitos negativos na economia.
Se, para si, austeridade =/= aumento de impostos, então só sobra corte de despesa. sendo q a maior parte da despesa é gasta em prestações sociais, educação e saúde, presumo q, para se apostar em educação, se tenha d cortar na saúde e prestações sociais... d acordo c o voce diz.


qt à nossa capacidade de remunerar bem os credores, tal cmo d grécia, deve-se ao q stiglitz já referiu: reestruturação da dívida. + alguma coisa, basta ler isto: http://www.reuters.com/article/2014/03/27/markets-bonds-euro-idUSL5N0MO1UR20140327

percebe-se q a descida das yields pc tem a ver c uma entidade fraca, cmo o caso dos governos, mas sim c uma entidade forte, q é o caso d bce.


qt ao q fazer em recessão? eu já disse indiretamente. investimento público. se nenhum credor emprestar dinheiro, d od virá ele? ou d eurobonds (q deviam existir e n existem), ou garantia de liquidez p parte d banco central.

p pagar esse dinheiro e diminuir o rácio d divida faz-se o q? austeridade em período d expansão económica. política contra-ciclica.

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