sexta-feira, 25 de julho de 2014

O Costa e a restrição orçamental

Há uns dias o António Costa lançou "a estratégia para 2025". 

Mesmo sendo um génio, o Costa não consegue avançar com uma única linha sobre o que vai fazer em alternativa ao que o Sócrates acordou com a Troika para sairmos da bancarrota que resultou de 15 anos de guterrismo-socratismo.
Sendo que o Costa não vê alternativa, acredita que o resto do nosso povo não percebe nada de nada e que, por isso, vai conseguir captar votos lançando frases vazias mas com convicção.
Tal qual as missas, basta ter boas mamas e dizer "Vou acabar com a guerra e a fome no Mundo" para ser eleito.
Faz parte da estratégia para ser primeiro ministro entre 2015 e 2019 falar sobre o que é preciso fazer lá para 2025! É como comprar uma lata para matar mosquitos com uma campanha de marketing que diz:

  Compre esta lata e, daqui a 6 meses, todos os mosquito terão morrido de velhice

Já na antiguidade se sabia que a melhor forma de convencer os ignorantes era complexar a conversa com conceitos confusos e prometer a felicidade "na outra vida", uma "vida eterna  no paraíso" depois da morte com a companhia de 72 devoradoras virgens.
O problema de prometer a felicidade para depois de morrermos é que os mortos sofrem de impotência sexual grave que nem uma caixa de viagra resolve e ... 

as virgens mortas perdem rapidamente o sexappeal. 

O investimento, o lucro e o salário.
Vamos imaginar uma economia simples em que produzo milho com o meu trabalho e terra pela qual pago uma prestação. 
H1 => A terra é o capital da economia pelo qual é paga uma prestação (a remuneração do capital); 
H2 => A produção segue uma relação funcional em que M quantifica a área da terra:
     Produção = M^0,3 x 40 ^0,7
Esta relação codifica que existe complementaridade entre capital e trabalho e que, no ponto óptimo, o capital recebe 30% da produção e o trabalho 70%.
H3 => Com 200m2 e 40h/sem, a produção vai ser de 64,8kg/sem que se divide pelo meu salário, 44,8kg/sem, e pela remuneração do capital, 20kg/sem.

A Economia e as Finanças
Os esquerdistas gostam muito de confundir estes dois conceitos. O Costa, uma vez mais, veio com a cassete de que "temos que nos concentrar na Economia e deixar as Finanças".
Mas Economia e Finanças são as duas faces de uma mesma moeda. São a mesma coisa, tal e qual, mas com outros nomes.  
A Economia trata da realidade em termos físicos. Nesta face da moeda temos o capital (a terra) e a remuneração do capital (a renda).
As Finanças tratam da realidade em termos monetários. Nesta face da moeda temos o valor financeiro do capital (o preço da terra) e a taxa de juro.
São duas faces da mesma moeda que se relacionam em termos numéricos através da expressão da renda perpétua:

    Finanças                                                 = Economia
    Valor financeiro do capital x Taxa de juro = Renda

Se a taxa de juro for de 0,1%/sem e a renda de 0,1kg/sem/m2 então, o valor do terreno será de 100kg/m2 (preço do capital).

Se umas máquinas, o capital, rendem 300€/mês (líquidos de impostos) e a taxa de juro é de 3%/ano então, o valor das máquinas (realidade financeira) será de 12*300/0.03 = 120000 €.


Economia e Finanças são duas faces da mesma moeda

Podia arrendar os 200m2 de terra por 20kg/sem (pedia "emprestado" capital físico)  ou comprava a terra com um crédito de 200x100 = 20000kg pelo qual pagava 0,1%/sem de taxa de juro, 20000 x 0,1% = 20kg/sem (pedia "emprestado" capital financeiro).
Seria exactamente a mesma coisa. A diferença é que num caso a terra pertence-me mas eu devo "dinheiro" pelo qual pago uma prestação e noutro caso, a terra não me pertence e eu pagava uma prestação.

O défice público e o salário.
Se a minha produção liquida é de 44,8kg/sem, não posso comer mais do que esta quantidade sem me endividar. Neste caso, outras pessoas têm que comer menos que o que produzem para me possam emprestar o que eu como a mais do que produzo.
Para alguém ter défice, outro qualquer tem que ter superavit. 
Por exemplo, para eu consumir 50kg/sem, tenho que aumentar a minha dívida em 5,2 kg/sem pelo que um vizinho meu tem que consumir apenas 39,6kg/sem.
Mas o Guterres e o Sócrates usaram outra estratégia para eu poder comer mais do que produzo: puxaram o défice das famílias para o Estado e foram-se endividar lá fora.
O Estado assumiu o défice da economia cobrando menos impostos que o valor da despesa pública. Em termos simples, povo pagava 13kg/sem de impostos (no modelo, uma taxa de imposto de 20% sobre a produção total) mas recebia do Estado 18,2kg/sem em subsídios e serviços prestados. 

O défice público esconde a violação da nossa restrição orçamental.
Nós queremos ter uma vida como a das crianças que, não produzindo nada, acham sempre que têm direito a todos os brinquedos, sem precisarem de saber de onde vem o rendimento. Se não recebem os brinquedos, fazem birra que são as manifes dos esquerdistas.
Sempre que trabalhamos numa empresa que tem prejuízo, vivemos numa família que se endivida ou num Estado que tem défice, estamos a consumir acima das nossas possibilidades, i.e., estamos a violar a nossa restrição orçamental.
O problema é que não damos conta disso e não temos, ou não queremos ter, inteligência suficiente para o entender. Atirar as culpas para a "baixa produtividade", os "maus gestores", os "maus governantes", o "grande capital", a "banca" e o seguro, a porta e o coelho é muito mais fácil que assumirmos que fazemos parte do problema.
Mas, de facto, nós fomos os culpados da dívida pública porque recebemos serviços públicos e subsídios acima do que pagamos em impostos.
E fomos nós que elegemos o Guterres e o Sócrates.

Como podemos ter um salário superior?
Trabalhando mais horas. 
Se, em vez das 40h/sem, eu trabalhar 60h/sem, a produção aumenta para 86,1kg/sem que, descontando a renda, aumenta o meu rendimento líquido de 44,8kg/s para 66,1kg/sem.
Sim mas isso não parece interessar aos esquerdistas porque o trabalhador não foi feito para trabalhar.

E, como dizem os esquerdistas, investindo e aumentando o capital? 
O investimento é o aumento do capital.
Vou aumentar a terra para 515m2 de forma a obter, como com o aumento do trabalho, uma produção de 86,1kg/sem. Agora, apesar de a produção aumentar, como é preciso pagar mais renda, o salário diminui para 34,6kg/sem.
Não.

O investimento fora da decisão económica reduz o nível de vida.
O nível de vida das pessoas de um país apenas aumenta com o investimento se ele for decidido dentro da decisão económica. Quero com isto dizer que o investimento tem que ser pertinente, surgindo no quadro de funcionamento da economia em que o investidor procura maximizar o seu lucro e o trabalhador o seu salário.
Investir como arma política para ganhar votos leva, invariavelmente, à redução do nível de vida das pessoas, sejam elas aforradores (baixa dos juros), investidores (baixa dos lucros) ou trabalhadores (baixa dos salários).

O Espírito Santo Salgado vai ser o ministro das finanças do próximo governo socialista..
E o Álvaro Sobrinho (do BES Angola) vai ser Secretário de Estado.
Porque o Sobrinho é especialista em write-off de dívidas à banca e o Salgado é especialista em reestruturação de dívidas. 
Sobre o calote da Rio-Forte à Portugal Telecom, o melhor é o Granadeiro ir às dívidas do PT e também as reestruturar proporcionalmente. 
Reestruturar as dívidas é uma "maravilha" inventada pela esquerda para liberta as famílias, as empresas e os Estados dos passivos. O problema é que também destrói os nossos activos.
Para a raposa comer, a galinha tem que ser comida.

As reformas estruturais.
Os esquerdistas não dizem o que estão a pensar quando falam em reformas estruturais.
Para reformar é preciso alterar o que temos. Portanto, precisamos de propostas de mudança.
E o que será que o Costa vai mudar?
Pelos vistos vai voltar ao tempo do Grande Líder, ao tempo do Sócrates.
O consenso dos especialistas referem que reformas estruturais passa por flexibilizar o mercado de trabalho, acabar com as empresas públicas, equilibrar o sistema de pensões, reduzir a despesa pública em termos de percentagem do PIB.
Mas o Costa não refere nada disto.

Vamos à Guiné Equatorial.
É um país muito pequeno, 3/4 a área da Guiné-Bissau e, que, até 1995, também era um dos paises mais pobres do Mundo. Aconteceu o milagre de, em 1995, ter sido descoberto uma importante jazida de petróleo. Entre 1993 e 2005 o PIB per capita foi multiplicado por 24, cresceu a uma média de 30%/ano, tendo passado de 473USD/ano para 11457USD/ano.

Mas aquilo é uma tirania.
Ok, até pode ser uma tirania segundo os padrões portugueses mas, relativamente a África, está na média.
Por exemplo, a mortalidade até aos 5 anos era, em 1985 era de 20% (morria uma criança em cada 5 que nasciam) e em 2013 foi de 10% (morre uma criança em cada 10). Estes números são astronómicos, se transpostos para Portugal traduziriam a morte de 8000 crianças por dia mas é o normal em África. Na Guiné-Bissau morrem 12,9% e em Moçambique 9,0% das crianças antes dos 5 anos de idade.
É terrível mas está a melhorar.
Não é fácil uma economia passar de 400USD/ano para 12000USD/ano, digerir a multiplicação do PIB por 30 em pouco mais de uma década.
Temos que dar tempo ao tempo.

Comparação entre o crescimento do PIBpc da China e da Guiné-Equatorial (Dados: Banco Mundial)

Em termos históricos e geográficos, cabe como uma luva na CPLP.
Em tempos, até 1778, a Guiné Equatorial (melhor dizendo, a Ilha de Fernão Pó) foi colónia portuguesa, quando foi oferecida à Espanha.
A ilha de Fernão Pó (Bioko) tem quase o triplo da ilha da madeira e 260 mil habitantes, 1/3 da população da Guiné Equatorial e foi importante na economia portuguesa do séc. XVI quando se tornou o principal fornecedor de açúcar à Europa.
Depois, também muitos dos escravos que levamos para o Brasil circularam por esta ilha e, por isso, muitos brasileiros localizam os seus antepassados na Guiné Equatorial.
Era o famoso Comercio Triangular que estudamos na Escola Primária em que um dos vértices era na ilha de Fernão Pó.
E os esquerdistas esquecem-se de dizer que São Tomé e Príncipe faz fronteira com a Guiné Equatorial e partilha os campos petrolíferos e de gás. E a ilha de Príncipe só tem 5000 habitantes o que, atendendo ao referendo da Crimeia, pode vir a ser ocupada e "emancipada", por exemplo, com o patrocínio da Nigéria que é um colosso (tem "apenas" 170 milhões de habitantes).

São Tomé e Príncipe partilha o seu petróleo com a Guiné Equatorial

Por isto tudo, faz todo o sentido que as fortes ligações entre Portugal, Brasil e a Guiné-Equatorial se materializem com a passagem deste pequeno país para a CPLP.
Não falam português mas também na Guiné Bissau não falam.
É uma oportunidade para exportarmos bens (por exemplo, móveis), e quadros qualificados pois é um pequeno país em acelerado desenvolvimento.
É assim tipo Timor mas mais perto e melhor governado pois Timor, mesmo com petróleo, não sai da cepa torta.
Vamos ter um pouco de paciência porque uma democracia não se faz de um dia para o outro, basta olhar para Angola onde o "respeitado presidente" nunca foi eleito e está lá desde 1979. Como escreveu o Tribunal Constitucional de Angola "José Eduardo dos Santos pode-se candidatar a um novo mandato que será o primeiro pois, até à data, ainda não cumpriu nenhum".
Mas Angola, no olhar da Ana Gomes, ou Moçambique onde o candidato da oposição tem que andar escondido para não ser fuzilado, devem ser democracias consolidadas.

Com 35 anos de presidência, está a um ano de ultrapassar os 36 anos de governação do nosso Salazar sem nunca ter cumpriu nenhum mandato (TCA). E tudo isto em democracia.

E como vai a execução orçamental.
Vai difícil mas a consolidação é algo muito difícil de fazer.
O ano passado conseguisse os 4,9% mas com muitas medidas de emergência pelo que não é fácil fechar 2014 com os 4% pretendidos.
Mas a coisa está calma com as taxas de juro a reflectir isso mesmo. Por exemplo, a taxa de juro a 5 anos tem, nos últimas 10 semanas, oscilado entre 2,2%/ano e 2,6%/ano o que resulta de uma variação na cotação das obrigações em torno da média na ordem dos 1%, o que é pouco.
 
A taxa de juro das obrigações do tesouro portuguesas estão nos 2,4%/ano, abaixo dos 3%/ano defendidos pelos bancarrotanos

E a "guerra" em Israel?
É o problema das guerras assimétricas. 
Portugal viveu em África, durante 13 anos, guerras de guerrilha onde morreram 8831 combatentes (ver) e os 800000 que combateram nessas guerras assimétricas sabem que o terrorismo só pode ser combatido com retaliação, com punição colectiva. A questão está no nível aceitável de retaliação. 
Se um bombista suicida tenta entrar no objectivo "protegido" por civis mesmo que seja contra a sua vontade, não sobra outra solução que abater os inocentes. Se usam uma ambulância, uma escola, hospitais ou outra coisa qualquer, custa muito mas têm que levar chumbo.
É que se não for assim, Israel torna-se imediatamente indefensável.
No limite, se continuarem a cair misseis da Faixa de Gaza, o território terá que ser evacuado, minado e deixado aos animais. Não será nada diferente do que está a acontecer no Iraque com os Cristão.
Expulsar, destruir as igrejas e, quem ficar para trás, abatido.
E não vejo os esquerdistas do nosso parlamento a propor um voto de pesar pelos cristão do Iraque nem aos bombardeamentos indescriminados do Assad na Síria.
Já quase me esquecia. É que a Síria é aliada da Rússia e, mesmo já tendo acabado a URSS e o comunismo, os nossos comunas ainda vêm a Rússia como a sua "pátria".

Pedro Cosme da Costa Vieira.

6 comentários:

Pedro Alexandre disse...

Fugindo um pouco do tema de mais um exelente post do professor,

O passos fez muito bem em separar o que é público do que é privado, é preciso defender o que é público e defender o que é privado.

Os esquerdistas andaram 15 anos de guterrismo socrático a destruir o país porque nunca defenderam o que era público, apenas defenderam-se a eles próprios, se hoje a banca tem problema é porque o estado andou a meter-se onde não era chamado.

As políticas keynesianas são uma forma do poder político dominar o privado e fingir que existe setor privado em portugal.

O passos teve a decisão correcta, a banca não tem que fazer favores a ninguém, não tem de ser privada só para inglês ver, tem de assumir as suas responsabilidades e ser imparcial em todos os casos.

Cumps

Económico-Financeiro disse...

O Pedro Alexandre toca num ponto muito importante.
Se uma empresa vai ao mercado e não consegue crédito é porque não é viável. Quando os governos pressionam os bancos a "conceder crédito às empresas que criam emprego" estão a obriga-los a assumir riscos que, em termos de gestão eficiente, nunca seriam assumidos.
Depois, vêm os problemas, com os balanços dos bancos cheios de buracos.
No fundo, muitos dos problemas do GBES vêm do guterrismo-socratismo que obrigou o nosso sistema bancário a financiar PPPs, empresas públicas e privadas e a aquisição de imóveis por parte dos particulares muito para além do que seria razoável.
E muitos no PSD+PP também defendem que os bancos devem ser obrigados a conceder crédito, sendo o Pires de Lima, ministro da economia, o seu porta-voz.
Agora, toda a gente lava as mãos e atira a culpa para os outros.
Um abraço,
pc

Pedro Alexandre disse...

Caro professor,

É verdade que hoje em dia o estado está muito refém dos mercados financeiros, mas porque defendeu uma política keynesiana que pôs refém o privado em relação ao público.

O que os esquerdistas se esquecem de dizer é que foi o poder político que endividou a banca, pelo menos em portugal.

Como o professor disse, conceder crédito sem vista ao lucro da banca, que sabemos não criar crescimento económico, deve-se muitas vezes a uma banca que tinha que se endividar, para sustentar os interesses públicos sobre a economia, em empresas públicas, mas tambem privadas e que estava refem,e quando isso acontece a economia está completamente lixada, como aconteceu ao país.

Porque será que hoje a dívida pública está com melhores condições de rating, e os juros estão a descer? Talvez hoje o setor público assume as suas responsabilidades e não anda a culpar os erros da banca dos seus próios erros.

Cumps

Rodolfo disse...

A terra não é capital, pois não me possibilita produzir mais com a mesma quantidade de trabalho.

Económico-Financeiro disse...

Estimado Rodolfo,
Ver o processo produtivo como uma relação funcional entre factores e output é apenas a estratégia do metodo científico para conseguirmos compreender e optimizar a produção dos bens e serviços necessários ao nosso bem-estar.
Agora, a divisão entre os factores é discutível. Por exemplo, os escravos serão Capital ou Trabalho?
A mão de obra ser mais escolarizada será Trabalho, Capital ou Nível Tecnológico?
Se na nossa análise tivermos apenas Tecnologia, Trabalho e Capital, a terra é claramente capital. Se tivermos outros factores, por exemplo, Recursos Naturais, a terra vai para essa categoria.
Mas, concluindo, a classificação dos factores produtivos é uma construção subjectiva que apenas tem em fim a compreensão e optimização do fenómeno em estudo (a produção).
Um abraço,
pc

Rodolfo disse...

Bem, não sou economista. Mas do que entendo ser 'capital', digo que é algo que nos possibilita produzir o mesmo, com menos espaço e menos tempo. Portanto, utilizado para o trabalho.
Depois existem os bens de consumo (um carro tanto pode ser usado como capital, como bem de consumo, por exemplo).
Claramente a terra não é capital, já que este é definido como algo que diminui o tempo e espaço da produção (unidades de produção por hora, por hectare.... por exemplo). Será que se o dia aumentasse para 25 horas, essa hora extra seria vista como capital. No meu entender, não.

E os escravos são capital, já que são propriedade do 'senhor' e funciona para este como qualquer outra máquina actual. Precisa de combustível e ajuda-o a obter mais bens de consumo. Ao passo que a mão-de-obra escolarizada é capital.

Não entendo a categoria 'Tecnologia'. Esta não está inserida no 'capital'?

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