sexta-feira, 18 de julho de 2014

O relatório da natalidade são só banalidades

O nosso problema é sermos racistas. 

Saiu um estudo sobre o "problema da natalidade"  (ver) que falha totalmente na identificação do problema.
É certo que, com a nossa fertilidade nos 1,30 filhos por mulher, no fim do século XXI já só haverá em Portugal 3 milhões de descendentes dos actuais portugueses. Mas quando há milhares de jovens que todos os dias tentam entrar na Europa e que, quando não morrem afogadas, são internados em campos de concentração e repatriados o mais rápido possível, não podemos dizer que nos preocupamos com a falta de jovens.
Para quê preocuparmo-nos a fazer nascer, aturar, alimentar, educar e escolarizar pessoas quando há milhões de jovens disponíveis por esse mundo fora a custo zero?
A razão está em sermos racistas e conservadores.
O que não queremos é africanos, magrebinos, brasileiros, vietnamitas ou indianos por aqui porque não aceitamos que se altere a "nossa matriz genética/ líguística/ cultural".

Fig. 1 - Para quê fazermos criançinhas se as etíopes são tão queridinhas? 

Achei interessante um comentário. 
Estava a ouvir um debate na TV e uma paineleira disse "a França conseguiu resolver o problema da baixa natalidade" a que outro respondeu "porque deixou entrar 5 milhões de magrebinos que têm muitos filhos". A outra pessoa rematou "não vamos agora separar os filhos dos magrebinos dos dos outros franceses porque isso é racismo".
Mas isto é apenas uma mentira "politicamente correcta". Se tanto dá ter portugueses filhos de magrebinos como filhos dos parolos que por cá vivem então, mandem-se logo vir magrebinos já criados e prontos a trabalhar porque criar filhos dá chatices e custa muito dinheiro.

1 - Será que precisamos mesmo de mais filhos?
O relatório sobre a natalidade encomendado pelo PSD deveria, como ponto prévio, provar que precisamos de ter mais filhos.
De que serve propor medidas para que as mulheres tenham mais filhos se não se começa por provar que essa necessidade existe?
É certo que nós temos um défice anual de 40 mil crianças mas existe uma alternativa, a importação de jovens já prontos.
Qualquer estudo sobre demografia tem que avaliar se será melhor fazermos nós essas crianças, gastando tempo e dinheiro na sua criação, educação, alimentação e escolarização ou se será melhor mandarmos vir do estrangeiro os 40 mil jovens por ano de que temos falta.

Até podemos impor critérios para a selecção dos imigrantes:
   1 => Cristão.
   2 => Coeficiente de inteligência superior a 115 pontos.
   3 => Cor da pele inferior a 27 pontos (na escala de von Luschan);
   4 => Pelo menos 11 anos de escolaridade.

Fig. 2 - Escala de cor da pele de von Luschan. Os portugueses estão, maioritariamente, entre o 12 e o 18. 

Será a selecção nas fronteiras um sistema de apartheid?
Claro que sim mas todos os países o fazem.
Os países têm o direito de barrar a entrada a quem bem entenderem. A Austrália recebe todos as pessoas que falem inglês e sejam brancas mas não quer mais ninguém.
Com o nosso país é igual aos outros, temos o direito de só deixar entrar quem entendermos, por exemplo, os vistos gold só deixam entrar as pessoas com dinheiro.
O verdadeiro apartheid (da África do Sul) era, dentro de um mesmo país, obrigar as etnias africanas a viver à parte das etnias europeias. Era um sistema de ghettos em que, na mesma cidade, os grupos étnicos moravam em bairros separados.

Podemos recrutar por esse mundo fora só os melhores.
Ser cristão não coloca o problema de termos as nossas ruas de povo com o cu para o ar a dar graças a Deus.
E não é demasiado restritivo porque existem milhões de cristãos por esse mundo fora que vivem na pior das pobrezas. Vou dar apenas o exemplo da Etiópia mas existem muitos mais por aí.

Na Etiópia há 45 milhões de cristãos cooptas. 
Considerando a média da população, os cristão têm 1,5 milhões de filhos por ano, 4,5 filhos por mulher.
50% da população etíope é cristã e vive em miséria extrema, com um rendimento médio inferior a 0,50€ por dia. O salário médio, quando existe um emprego, anda nos 30€/mês.
Além disso, existem 4 milhões de crianças órfãs.
Então, podemos facilmente ir às comunidades cristãs da Etiópia e seleccionar 40 mil jovens por ano do melhor que houver por lá.

Fig. 3 - Teremos uma "Rosa Mota" mais morena mas voltaremos a dar cartas na maratona. E, nem são feias de todo, dava-se-lhes um jeito.

Mas o melhor é começar cedo.
Como queremos pessoas escolarizadas e as famílias etíopes não as conseguem mandar à escola porque são muito pobres (60% dos etíopes não sabe ler nem escrever), precisamos iniciar o processo de recrutamento quando as crianças ainda são pequeninas.

Fase 1 - Selecção
A) Aos 6 anos, à entrada na escola primária, fazemos um teste para seleccionar as 250 mil crianças  mais brancas e, potencialmente, mais inteligentes, 17% da população infantil, a quem atribuímos uma bolsa de estudo de 5€/mês. Parece-nos pouco mas é suficiente para que uma criança etíope possa ir à escola.

B) Aos 10 anos, quando as crianças concluem o ensino primário, fazemos um desbaste escolhendo as 50 mil mais brancas e com melhores notas. A estas crianças aumentamos a bolsa de estudo para 25€/mês para que possam frequentar o ensino secundário.
Provavelmente a Etiópia não vai deixar que ensinemos português aos seus alunos mas, como ajudamos 250 mil, pode ser possível que no secundário as 50 mil já tenham uma disciplina de língua e cultura portuguesa.

C) Aos 17 anos, quando os jovens concluem o ensino secundário, fazemos o desbaste final pegando nos  melhores 40 mil, metemo-las num avião e trazemo-las para cá.
Este processo é duplamente positivo. Por um lado, ajudamos 250 mil crianças pobres a frequentar a escola primária e, por outro lado, ficamos com os 40000 melhores.
O custo desta fase de selecção é na ordem dos 165 milhões€ por ano, 4000€ por cabeça.

Fase 2 - Aculturação
D) Quando os jovens chegarem a Portugal, metemo-los na escola durante um ano a fazer o 12.º ano onde aprendem português, a nossa história e cultura e damos uma refrescadela aos conhecimentos em matemática e ciências da natureza.

E)  Pegamos nos 10 mil com melhores notas nesse 12.º ano e damos-lhes uma bolsa para tirarem uma licenciatura.
A aculturação fica mais cara porque é feita em Portugal. Um ano na escola mais 3 anos na universidade para 25% dos jovens implica um custos na ordem dos 330 milhões€/ano, 8000€ por cabeça.

Fase 3  - Trabalhar
Teremos cada ano mais 40 mil jovens morenos, inteligentes, com o ensino secundário concluído dos quais 10 mil serão licenciados.
Agora é só deixar o mercado de trabalho digerir esta força de trabalho.

Na minha opinião, é melhor importar jovens da Etiópia do que fazê-los por cá.
Criar um jovem com o 12.º ano em Portugal custa ao Estado 60 mil€ e aos pais 30 mil€. Se o quisermos licenciado, temos que acrescentar 25 mil€ à despesa do Estado e outros 25 mil€ aos pais.
(ver, custos do ensino primário, 2300€/ano/aluno, e secundário, 4600€/ano/aluno, Tribunal de Contas)
Em média, um jovem nascido em Portugal custa 100000€ enquanto que um etíope, que apenas tem a diferença de ser um pouco mais moreno, custa 12500€.
Para termos mais 40000 jovens por ano, se forem feitos cá custam 4 000 milhões € enquanto que se forem importados, custam 500 milhões €.

2 - Porque diabo as mulheres não têm filhos?
O segundo ponto de investigação deveria ser a descoberta das razões que levam as mulheres a não ter filhos.
Se alguém tem falta de ar, não se lhe vai dar um antibiótico contra a tuberculose sem saber se o problema não será uma crise asmática ou um cancro no pulmão.
Avançar com medidas antes de saber as causas é tempo perdido.
Se a redução da natalidade é um tendência de longo prazo, é preciso procurar, usando métodos científicos e não apenas o senso comum, uma explicar para evidencia empírica.
O que nós observamos é que:
     1) As pessoas mais pobres têm mais filhos.
     2) A natalidade está a diminuir há já 40 anos.
Controlando pelo aumento do rendimento, mesmo assim, a natalidade tem diminuído ao longo dos anos.

Fig. 4 - Evolução da fertilidade (filhos por mulher) por níveis de rendimento (dados: Banco Mundial)

Se se verifica que são os pobres que têm mais filhos, não podemos defender o aumento do rendimento disponível para que as pessoas para que tenham mais filhos (ver Fig. 1 e Quadro 1).

Década Elevado Médio Baixo
1960 2,73 5,78 6,60
1970 2,14 4,78 6,55
1980 1,89 3,81 6,10
1990 1,71 2,98 5,31
2000 1,66 2,50 4,58
2010 1,69 2,40 4,15
Quadro 1 - Evolução da fertilidade (filhos por mulher) ao longo das décadas em função do nível de rendimento dos países (dados: Banco Mundial)

O que a ciência diz sobre a decisão de ter filhos.
Todas as decisões humanas resultam de um problema de maximização. E todos os problemas de maximização podem ser divididos numa análise custo benefício em que se maximiza a diferença entre o custo e o benefício de ter um filho.
Dó temos que identificar quais são os custos e quais são os benefícios.

Custos de ter filhos.
Como todos nós somos filhos e alguns de nós pais, todos somos capazes de identificar os principais custos.

1) Custos humanos. A mulher considera andar grávida como um custo. Em termos físicos, andar com o peso é um sacrifício a que se acrescenta que vai engordar, ficar com as mamas descaídas, estrias, celulite, varizes e, nos casos mais grave, pode mesmo ficar com problemas de saúde. Em termos profissionais, vai perder um ano de trabalho e, durante a infância da criança, vai perder dias de trabalho, disponibilidade para viajar e concentração porque tem a prisão da criança.
Cada vez mais, o custo de tomar conta da criança também passa para o pai.

2) Os custos financeiros. A alimentação, infantário, roupa, casa, água, transportes etc. custam muito dinheiro. Numa família de rendimento médio, uma criança/jovem custa na ordem dos 150€/mês o que, em 21 anos, soma 40 mil€. Ter 2,1 filhos representa um investimento por parte dos pais de 80 mil€.

Quando o rendimento das pessoas aumenta, os custos humanos ficam maiores. Se o salário dos pais é menor, o tempo que gastam a criar as crianças tem menos valor pelo que, nos pobres, o custo humano de produção é menor. Também com menos rendimentos a criança tem menores custos financeiros porque, como sociedade, não permitimos que os mais ricos imponham aos seus filhos a mesma vida austera que fazem os pobres.
Em termos financeiros, se um pobre sustenta 2 filhos, um rico poderia sustentar 10 filhos mas a nossa sociedade não permite que um rico tenha 10 filhos pobres. Basta ver como os nossos tribunais obrigam os pais mais ricos a pagar pensões de alimento mais elevadas. Mas as crianças não têm todas os mesmos direitos? Se o filho de um pobre aguenta ser sustentado com 85€/mês, um filho de um rico também tem que aguentar.

Benefícios de ter filhos.
Vamos ver alguns dos benefício para os pais.

1) Benefícios humanos. A criança é um brinquedinho mais engraçado do que um cão. Fala, diz coisas engraçadas, está sempre à nossa beira, dá para vestir umas roupinhas bonitas. E, quando os pais forem velhinhos e menos válidos, os filhos vão tomar conta deles evitando assim que morram abandonados.

2) Benefícios financeiros. Um dia a criança vai trabalhar. Então, quando formos velhinhos imaginamos que os nossos filhos nos vão ajudar porque se lembram do que custaram a criar. Se investimos 80000€ nos nossos filhos mais milhares de horas, imaginamos que os nossos filhos nos vão, pelo menos, devolver esses 80 mil € mais juros.
O problema é que esta devolução é problemática (tem risco elevado) porque não existe nenhum mecanismo legal que obrigue os filhos a pagar aos pais o investimento feito.

Quando o rendimento das pessoas aumenta, os custos humanos de tomar conta dos pais aumenta. Então, em termos humanos, a probabilidade de os ricos não darem atenção aos pais é maior do que a dos pobres.

Vou fazer uma simulação.
Para criar uma criança:
    1 => Em termos humanos, os país gastam 15000 horas de trabalho.
    2 => Os pais gastam 10% do seu rendimento.
    3 => O Estado gasta 100000€ em cada criança.
    4 => O rendimento do filho é o custo de produção a dividir por 20 anos.
    5 => Na velhice, os pais precisam de 7500 horas de trabalho dos filhos.

H1 => Pais ganham 3€/hora 
O filho custará 170000€ dos quais 70000€ investidos pelos pais.
O rendimento do filho vai ser de 705€/mês
Para o filho, amortizar o investimento dos pais, o tempo gasto corresponde a 33000€ e a amortização da dívida financeira corresponde a 100 meses de trabalho.

H2 => Pais ganham 10€/hora
Filho custará 330000€ dos quais 230000€ investidos pelos pais.
O rendimento do filho vai ser de 1380€/mês
Para o filho, amortizar o investimento dos pais, o tempo gasto corresponde a 64000€ e a amortização da dívida financeira corresponde a 167 meses de trabalho.

Contra o senso comum. Como o Estado paga grande parte, através dos nossos impostos, dos custos de criar um filho (o custo médico e escolar), em termos financeiros e humanos é mais benéfico para os pobres terem filhos que os ricos.
Afinal, a ciência consegue explicar porque os ricos têm menos filhos que os pobres!

O que fazer para aumentar a natalidade?
Como já tenho uma ideia da forma como funciona a tomada de decisão quanto a ter filhos, já posso avançar com medidas para aumentar a natalidade.

Medida 1 => É calculado um custo padrão de criar um filho em termos humanos e financeiros e os filhos ficam legalmente obrigados a devolver esse investimento capitalizado à taxa de juro de mercado. Se não pagarem (em horas se atenção e financeiramente) os filhos sofrem uma penhora pelas finanças. Ao custo padrão acrescentam-se os custos que os filhos considerem bons como, por exemplo, ter carro e arrendar um apartamento enquanto estão na faculdade.

Medida 2 => Permitir que os pais ricos possam criar os filhos como se fossem os pobres, com os 85€/mês do abono de família e do RSI. Desta forma, é possível que os ricos venham a ter mais filhos.

Medida 3 => Como sociedade temos que deixar de ver cada criança como um principezinho e passar a ver a fotografia toda, as 120 mil que deveriam nascer cada ano e onde, mil acima ou abaixo, não interessa para nada.
Não interessa dizer que temos das mais baixas mortalidades infantis do mundo e depois não nascer ninguém.
Não interessa dizer que temos o melhor sistema de protecção de menores se não há ninguém para proteger.

Custa muito.
Ouvir dizer que uma mãe maltratou ou matou uma criança. Quando eu era criança, por volta de 1975, na minha terra lembro-me de uma mãe que tinha 7 filhos e que matou 3 e de outra mãe, esta que conhecia bem porque trabalhava lá em casa, que tinha 4 filhos e que matou 2, um deles, com poucos dias, mergulhando-o em água a ferver. A mãe que matou os 3 filhos apanhou 7 anos de cadeia e a que matou os 2 nem teve processo.
Temos meses a fio os noticiários a abrir porque uma criança inglesa desapareceu, uma mãe que simulou um rapto ou ou outra matou um filho. Mas se elas não tivessem abortado, não havia notícia nenhuma.
Com o passar do tempo, as penas aplicadas às mães e amas têm sido cada vez maiores e as crianças têm sido cada vez menos.
A protecção das poucas crianças que nascem não pode ser um entrave ao nascimento de outras crianças.
Se o Estado não quer ou não pode ter crianças em vez das mães então, tem que lhes dar carta branca.

A nossa mentalidade tem que evoluir.
Se os pais decidirem que as crianças se 10 anos ficam em casa sozinha a tomar conta dos mais pequeninos, ninguém tem nada a ver com o assunto pois foram eles que as tiveram. Quem se quiser meter que faça filhos.
Se acontecer algum problema, paciência, é meter que não terem feito nenhuma.

Não custam nada.
As 3 medidas que eu proponho não custam nada ao erário público e ainda permitem poupar dinheiro com esses processos contra mães que não fazem nada de positivo pela natalidade.

Os incentivos fiscais não vão dar qualquer resultado.
Porque a decisão quanto a ter filhos não foi compreendida, propõem-se medidas para reduzir os custos de produção das crianças que nunca poderão ter impacto.
Ter crianças para quê se não está garantido que esse investimento seja algum dia rentável?
a medida só propõe medidas que custam pipas de dinheiro e que não vão ter qualquer impacto.
Ainda bem que o Passos veio dizer que "temos que pensar" pois parece um relatório feito pelo Guterres: todo e qualquer problema pode ser resolvido enfiando dinheiro em cima dele.
É deitar dinheiro fora.

Fig. 5 - O Sr. Professor é feio e tem uma caneta pequenininha mas isso resolve-se com um boa nota mas não é dessas que dá nos testes, é das de 500€.

Pedro Cosme Costa Vieira

7 comentários:

Daniel disse...

Caro Professor,

Também não tenho problema com imigração cristã.

No entanto, quando o professor escreve:

>"Os países têm o direito de barrar a entrada a quem bem entenderem."
>"Com[o] o nosso país é igual aos outros, temos o direito de só deixar entrar quem entendermos"

está a esquecer-se que estamos na União Europeia (e no espaço Schengen), logo não temos na verdade controlo sob as nossas fronteiras...

No que toca à natalidade:

>"Quando o rendimento das pessoas aumenta, os custos humanos ficam maiores."

Acertou em cheio.

Como diz o Max More, quanto mais ricas as pessoas ficam, maior se torna o custo das crianças—que já não estão a produzir bens nos campos ou fábricas, mas antes a consumir bens: precisam de atenções, educação, viagens, brinquedos... por isso elas ficam mais caras à medida que ficamos mais ricos; também precisamos menos delas para que trabalhem por nós, e temos ainda uma rede de proteção social que toma conta de nós, por isso deixa de haver incentivos para se ter famílias grandes.

No entanto, não concordo com o Professor quando afirma—

>"Se se verifica que são os pobres que têm mais filhos, não podemos defender o aumento do rendimento disponível para que as pessoas para que tenham mais filhos".

Isto é falacioso, pois o rendimento delas só aumentará SE tiverem mais filhos.

E duvido imenso que os pais pensem como o Professor imagina que eles pensam. Escreve o Professor:

>"Se investimos 80000€ nos nossos filhos mais milhares de horas, imaginamos que os nossos filhos nos vão, pelo menos, devolver esses 80 mil € mais juros."

Na verdade, não conheço ninguém que pense assim. A medida 1 que sugere,

>"É calculado um custo padrão de criar um filho em termos humanos e financeiros e os filhos ficam legalmente obrigados a devolver esse investimento capitalizado à taxa de juro de mercado"

é absurda. Nenhum pai quer aprisionar os seus filhos com tal custo. Muitos pais nem pedem nada de volta, só querem ver os filhos felizes.

Eu defendo que uma medida mais interessante seria diminuir a idade da reforma para quem tem mais filhos.

Cumprimentos,
Daniel

Pedro Alexandre disse...

Caro Daniel,

Eu decidi responder em nome do Professor Pedro Cosme, porque de facto eu julgo que o acordo de Schengen se limita aos países europeus que assinaram esse acordo.

Como diz o Professor e muito bem os europeus não querem pessoas de raça negra nos seus países, por uma questão de racismo, mas toleram os imigrantes de raça branca.

E com razão porque os de leste em Portugal trabalham como cães enquanto os negros e os zucas não andam a fazer puto e se for para isso mais vale nem porem cá os pés.

Também concordo que os indivíduos de raça negra já foram e continuam a ser discriminados por vezes injustamente.

É um facto que a população deixou de ter filhos como antigamente porque tem mais dinheiro, só os esquerdistas é que pensam que é o contrário.

Quanto mais rendimentos menos filhos, menos produtividade e menos crescimento económico, isto não é mau se for sustentável e para isso temos de exportar, exportar e exportar.

Cumps

Pedro Alexandre disse...

Mas não concordo com o Professor quando diz que o Passos só vai torrar dinheiro, até acho que é uma ideia simplesmente brilhante e terá as suas virtudes no futuro.

Apesar de tudo uma redução de impostos em caso de ter mais filhos é importante, porque apesar de tudo é um incentivo extra para os tugas terem filhos, ao menos podem usar esse dinheiro para poupar para os filhos.

Ter muito ou pouco dinheiro não interessa, ter um incentivo fiscal para os fazer é importante.

Cumps

ADM disse...

A biologia anda atrás de si. Os alfas a certa altura na vida passam a patriarcas. Conheço um professor universitário que tem 60 anos e 2 filhos abaixo dos 10 anos. Voce ainda vai a tempo.

Fernando Gonçalves disse...


É claro que promover a natalidade custa dinheiro que o Estado não o tem,o que entrava as medidas da comissão, é um facto.Mas o professor confunde algumas ideias. É claro que os países de baixo rendimento procriam mais que os de alto rendimento,está relacionado com razões culturais e de análise de custo/beneficio.Contudo a natalidade responde positivamente a benefícios financeiros atribuídos às famílias,porque os mesmos influiem exactamente na tal análise custo/beneficio que as famílias implicitamente fazem.Assim se atribirmos abonos de família ou discriminarmos positivamente no domínio fiscal os casais com filhos,incentiva-se a Natalidade.O professor resolve tudo com imigração:se com salários de 500 eur ou menos náo há portugueses que façam determinado trabalho ou se não há natalidade suficiente.Nunca lhe passa pela cabeça simplesmente tentar melhorar as condições de vida para os próprios portugueses,como se a máxima da governação não fosse promover a felicidade do povo do país,e não propriamente transforma-lo num centro de produção competitiva à moda vanguardista de Novo Mundo pensada por Huxley.Além disso continuo a dizer:NÃO VALE A PENA NASCEREM CRIANÇAS SE HÁ TANTO DESEMPREGO JOVEM,é contrasenso.O professor só internaliza a economia nas suas reflexões, é caso para dizer "há vida para além da economia".

Helder disse...

a natalidade varia positivamente também com o nível de formação dos pais. Tenho 23 anos e não penso sequer em filhos, mas não são raros os meus colegas de escola do 2º/3º ciclos e até do secundário que não prosseguiram estudos e já têm 1 filho. Nalguns casos, 2 até.

a meu ver, prende-se tanto com entrada mais cedo no mercado de trabalho, como falta de formação, já q uma parte significativa dessas pessoas engravidou antes dos 18 anos.

Portuendes disse...

Confesso que não percebo muito bem a QUESTÃO ou o PROBLEMA da natalidade. O tamanho da população em si não é problema ou questão. A não ser que achem importante a dimensão da economia (e, assim, quantos mais, maior a economia do país), mas para mim: 1 - Portugal sempre será um país pequeno a não ser que tenha a densidade do Bangla Desh; 2 - PIB per capita é que me interessa. Ou então, o problema mesmo é o rácio pop. trabalhadora (contribuine) vs. pop. reformada (e propositadamente esquece-se a pop. desempregada) e vêm a natalidade como uma forma de resolução desse problema?

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