quarta-feira, 10 de setembro de 2014

A inflação e o crescimento

Volta e meia, 
os esquerdistas falam da necessidade de aumentar a taxa de inflação para aumentar o crescimento da Zona Euro. 
O problema é que a inflação não se relaciona com o crescimento económico. É tal qual como pensar que rezar Avé-Marias faz chover ou que assobiar conquista as gajas boas que vemos na rua. 

Abram bem os olhos.
Para ver se encontram alguma relação, coloquei num gráfico a taxa de inflação e a taxa de crescimento do PIB per capita de muitos países do Mundo, médias das décadas 1974-83; 1984-93; 1994-2003 e 2004-2014. Os dados são do Banco Mundial e apresento apenas as taxas de inflação entre 0%/ano e 20%/ano.

Fig. 1 - Só com uns óculos muito especiais é que se vê aqui uma relação entre inflação e crescimento do PIBpc.

Viram alguma coisa?
Quem conseguiu ver alguma relação, também ouviu no debate Costa / Seguro que o PS tem ideias sobre como deve ser a governação do nosso país sem austeridade e sem nos mandar outra vez para a bancarrota.

Fig. 2 - "Bobi, como encontraste uma relação entre inflação e crescimento, encontra-me agora uma ideia do Costa ou do Seguro".

O que será ser contra?
Como sou contra a pena de morte, se eu ficasse a mandar no Mundo, a pena de morte acabava imediatamente.
O Seguro e o Costa são contra a Sobretaxa do IRS, o aumento do IRS do Gasparzinho, o fecho das maternidades, o fecho dos hospitais, o fecho dos Estalaleiros Navais de Viana do Castelo, o fecho dos tribunais, haver tantos professores desempregados, os cortes nos subsídios de desemprego, os cortes no RSI, os cortes nos salários dos funcionários públicos e nas pensões, etc., etc., etc.
Pensava eu que, sendo contra isto tudo, quando chegassem ao governo iriam acabar com isto tudo.
Se está mal, se eu lutei para que isto nunca acontecesse, se sou contra então, quando chegar lá, isto vai tudo à vida.
Mas não. Vai ficar tudo na mesma.
O máximo que poderá acontecer é que não haverá mais cortes mas isso já o Passos também prometeu.
Afinal, o Passos está a fazer o que eles também fariam mas são do contra.

Pedro Cosme Costa Vieira

4 comentários:

Pedro Alexandre disse...

Caro Professor,

Eles são contra tudo, eles são do contra porque a sua política xuxa e Keynesiana só trouxe pobreza e desregulaçao econômica e financeira em toda a linha e agora amuaram.

O mais engraçado é que eles mentem como as crianças quando amuam, começam a omitir a realidade, mas a realidade não se muda, muito menos se imagina como os Keynesianos adoram fazer.

Eles que metam na cabeça que este governo só teve que sacar da folha de excel e começar a cortar as asneiras atrás de asneiras que eles criaram e que eles faziam exatamente o mesmo.

Cumps

CsA disse...

Apesar de o professor não defender inflação alta nunca o vi ir contra a inflação de 2% (a tal meta do BCE). Porquê 2%?

Também gostava que o professor comentasse os dados económicos dos EUA entre 1870 e 1900:

Indice de Preços nos EUA em 1870: 12.65.
Índice de Preços nos EUA em 1900: 8.14.

PIB per capita EUA (2009 usd) em 1870: 3040 Usd.
PIB per capita EUA (2009 usd) em 1900: 6004 Usd.

Deflação (queda de preços) neste período: – 35.6%.
Crescimento no período: 97.5%.

Trata-se de o período de maior crescimento e progresso da história dos EUA. Um período em que vigorava o padrão-ouro e não havia banco central.

Será que a queda de preços resulta apenas da menor oferta monetária ou do entesouramento? Não resultará também do aumento de produtividade? Não será este um crescimento mais saudável e sustentável do que o crescimento fictício gerado pela expansão creditícia (possível graças ao sistema de reserva fraccionaria que o professor defende) que vivemos nos dias de hoje?

Fico a aguardar uma resposta do professor ou um post sobre este tópico.

Económico-Financeiro disse...

CsA,
A inflação é uma relação entre produto, quantidade de moeda e velociade de circulação da moeda.
Se o PIB aumenta, com quantidade fxa de moeda, os preços caiem.
PF, veja este pequeno texto:
http://www.fep.up.pt/docentes/pcosme/sistema_monetario_pcosme.pdf

pc

Rodolfo disse...

Professor, li o seu pdf.
É muito interessante, mas surgiu uma questão..
- o dinheiro foi realmente 'inventado'? O que eu entendo é que o dinheiro foi tão inventado como os pulmões o foram. Na realidade, o dinheiro evolui à medida que o sistema económico vai ficando maior e mais complexo. E isto acontece de forma espontânea, e não porque alguém o decidiu. O dinheiro é sempre, ao longo da história, um bem bastante importante na sociedade onde este surge, não esta coisa do fiduciário.

Além disso, como o professor chega aos necessários 2% de inflação? .. Porque não 2.1%, ou 1.9%?
Na minha opinião, deve ser de 0%, mas o mercado encarregar-se-ia de colocar pressão para que assim o atingisse. Isto num sistema de dinheiro de mercado e não num sistema fiduciário.

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