segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Será falsa a redução do desemprego?

O PS voltou à política (da mentira).
O Ferro Rodrigues, que está cada vez mais feio e velho parecendo um monstro retirado de um filme qualquer de extraterrestres, veio dizer que, no tempo do Passos Coelho, o desemprego aumentou muito, não sei quantas centenas de milhar de cabeças.

Mas isso não tem qualquer correspondência com a realidade.
A realidade diz que, entre o dia em que o Sócrates entrou e o dia em que saiu, passou a haver mais 170 mil cabeças no desemprego quando ele tinha prometido que haveria menos 150 mil.
No caso do Passos Coelho, entre o dia em que entrou e os últimos dados, passou a haver mais pessoas no desemprego mas foram "apenas" 45 mil e está a reduzir rapidamente. 
Comparando o Sócrates com o Passos, por cada 1 pessoa que caiu no desemprego com o "política neoliberal" do Passos Coelho, tinham caido 4 pessoas com a "política de emprego e crescimento" dos xuxialistas.
Parece impossível mas é a realidade dos factos. 

Fig. 1 - Evolução da taxa de desemprego 1:2004-10:2014 (dados: INE)

Se tudo continuar assim.
Quando chegarmos ao dia das Eleições Legislativas de 2015, a taxa de desemprego já estará abaixo da taxa verificada no dia em que o Passos Coelho tomou posse. 

O que têm os xuxalistas a dizer?
1) A subida do desemprego no tempo do Sócrates foi por causa da Crise  do Sub-Prime e, assim que o Sócrates saiu, a crise acabou.
A verdade é que, entre meados de 2005 e meados de 2008, quando rebentou a crise, o desemprego manteve-se estável mas muito alto, na ordem dos 9% da população activa. Depois, realmente, a crise externa coincidiu com a subida do desemprego mas os seus efeitos foram mais extensos e mais pronunciados porque houve políticas de "protecção dos desempregados" que funcionam sempre como entrave à recuperação económica.
E a crise não acabou assim que saiu o Sócrates

2) Não pode ser verdade, os dados estão martelados e é devido à emigração.
Existem alguns problemas nos dados mas não justificam por si a quebra no desemprego e o emprego tem aumentado. Relativamente ao mínimo (1.º Trimestre de 2013),o total de pessoa empregadas aumentou 173 mil pessoas (3.º Trimestre de 2014), um aumento médio de 11500 pessoas por mês. Ainda faltam 560 mil empregos relativamente ao valores do 2.º trimestre 2008 (quando começou a crise) mas já só falta recuperar 240 mil relativamente a quando saiu o Sócrates.
O Sócrates "perdeu" 317 mil empregos e, até agora, o Passos 240 mil e está em recuperação.

O que será "martelar os dados" do desemprego?
É alterar os critérios de contagem dos empregados/desempregados pela alteração das políticas activas de emprego.
E, realmente, a pedido dos esquerdistas, o Passos Coelho / Portas deu início a estágios "financiados" para encaixar os desempregados em ambiente de trabalho o que altera a comparabilidade dos dados. 
Mas estão no mercado a produzir qualquer coisa e a valorizarem-se com o "learning by doing", o que é duplamente positivo.
Nessas "bolsas em ambiente de trabalho" as pessoas vão para um sítio qualquer trabalhar e recebem, somando tudo, uns 180€/mês.
Afinal, os esquerdistas reconhecessem que um salário baixo acaba mesmo com o desemprego.

O Salário Mínimo Nacional deveria ser de 250€/mês.
Na lógica da batata, só faz sentido haver um salário mínimo se estiver garantido que todas as pessoas que o queiram podem ter um emprego (perto de casa e razoavelmente adequado à sua formação) a ganhar esse salário. Então, o SMN deveria ser de tal forma que o Estado se pudesse comprometer a meter a pessoa a trabalhar em algum sítio, fosse numa autarquia, numa fábrica, numa escola, onde quer que fosse.
Seriam 12€/dia de trabalho.
E por 250€/mês já era possível arranjar emprego para toda a gente.
Depois, a pessoa saia quando quisesse deixar de trabalhar ou arranjasse um emprego melhor remunerado.
Um bocado como o Ronaldo que arranjou lugar no Andorinhas de Santo António (como muitos outros).

Será que as pessoas que têm arranjado emprego estão a produzir alguma coisa?
Primeiro, não há necessidade que estejam a produzir riqueza mas apenas que estejam a aumentar a probabilidade de arranjar um emprego "normal". É assim parecido com o Escola em que a criança deixa de contar como desempregado mas não está a produzir nada.
Mas como é que eu vou saber se as pessoas estão a produzir riqueza?
Parece muito difícil.
Vamos ver se eu sou capaz.

Uma conta simples.
Comparando com 2T2008, o PIB aumentou 8,9% em termos nominais enquanto que o emprego aumentou 4,3% o que traduz que a produtividade por pessoa empregada aumentou 4,4%, nada mal não ter diminuído o que traduziria que o povo estava a "fazer gaiolas".
Se olharmos para a evolução relativamente à Alemanha e ao Reino Unido, vemos mesmo que o nosso desempenho (em termos de melhorias na produtividade) tem sido idêntico ao destes países tidos como exemplo.

Fig. 2 - Evolução da produtividade considerando 3T2007-2T2006 = 100, por pessoa empregada (dados: Eurostat, cálculos e grafismo do autor)

Fig. 3 - Afinal, a situação tem evoluído bem e está a ficar boa.

Pedro Cosme Vieira

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