segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

A zanga Holland-Netanyahu

O crime e a guerra.

As sociedades vivem em dois possíveis estados, a Paz e a Guerra.
Quando estamos no estado de Paz, as pessoas quando fogem à Lei estão a cometer um crime e a sociedade responde com o sistema judicial, com investigação policial, detenções, julgamentos, pensa de multa e privativas da liberdade.
Quando estamos no estado de Guerra Paz, não existe Lei (que não a Convenção de Genebra) pelo que as pessoas apenas cometem actos de guerra. Matar na Guerra não é a mesma coisa que matar na Paz. Mas neste estado a sociedade também responde com actos de guerra, com bombardeamentos e com snipers.

Aqui é que está o desacordo.
Segundo o Netanyahu, primeiro ministro de Israel (e o Obama, presidente americano), estamos perante uma guerra e, por isso, tem que se responder com bombardeamentos e execuções com drones.
Segundo o Holland, primeiro ministro da França (e o Bush, antigo presidente americano), estamos perante uma violação da Lei e, por isso, tem que se responder com investigação policial e com prisões (para o Bush, em Guantãnamo) .

Fig. 1 - O Holland pegou-se com o Netanyahu

O que será que disse o Netanyahu ao Holland para o irritar tanto?
Disse-lhe pura e simplesmente "se a França não actuar, actuamos nós e acabamos com esses terroristas."
O Netanyahu disse ao Holland que, se necessário, vai extender a sua politica de "liquidação selectiva de combatentes" ao território francês. Disse o Netanyahu que se liquidam fulano em Damasco ou Teerão, não se inibe nada de liquidar fulanos em Marselha, Lyon ou Paris. 

E porque será que o Obama faltou à marcha?
Pois eu também tive informação sobre isto.
É que a França, Holland e companhia onde se inclui a nossa Ana Gomes, fizeram uma guerra sem quartel contra os americanos por causa da monitorização "ilegal" que fazem na Europa das chamadas de telemóvel. 
Então, deveria ser de pensar que, sendo contra essa prática, nunca pediriam aos americanos para que lhes fornecessem essa informação.
Mas não é que, mal os atentados ocorreram o Holland pediu aos americanos informação sobre as chamadas telefónicas dos terroristas?
Bem, isso não lembrava ao diabo.
Vamos agora à Regionalização.
Achei interessante o Costa/Rio anunciar que vai voltar a Regionalização.
Isto seria parecido com, estando o Portas no governo, anunciar que estava a trabalhar no fim do aborto e do casamento gay.
Voltar ao PS de Costa + PSD de Rio é voltar ao passado, fazer uma ponte sobre o Socratismo como se nunca tivesse existirdo pois o povo ainda se lembra da bancarrota e anunciar o retorno ao "tempo do Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio." Será voltar a 6 de Abril de 2002, ao dia em que o Guterres nos deixou no "pântano."

Fig. 2 - Consegui acabar com a fome e as guerras no Mundo ou talvez não.

Mas afinal o que é o "fim da austeridade" do Costa?
Estive a ouvir atentamente o comicio que deu na TVI e nada.
Não vai repor os "cortes nas reformas"
Não vai repor os "cortes nos salários"
Não vai repor os "cortes nos tribunais"
Não vai repor os "cortes nos hospitais"
Não vai repor os "cortes nas fundações do Mário Soares"
Não vai reverter os "aumentos no IRS"
Não vai reverter os "aumentos no ISP"
Não vai reverter os "aumentos no IVA"
Não vai descongelar as "carreiras da função pública"
Não vai descongelar as "contratações na função pública"
Não vai reverter as "privatizações"

Alguém se lembra da "Novela da Carta"?
Foi uma carta que o Gasparzinho ou já a Maria Luís mandou para não sei quem e que o PS fez uma grande novela à sua volta. Masi alguma vez os esquerdistas falaram da "Carta" que ia entregar o nosso país ao grande capital e aos credores sanguinários da Troika?

A subida do Salário Mínimo e do desemprego.
O Tiago Mota chamou à atenção para isto, que o Salário Mínimo aumento 4,16% e o desemprego  recomeçou imediatamente a aumentar.
O mais interessante é nesse comício da TVI o António costa vir dizer que "o aumento do desemprego é a prova de que a política de austeridade do governo falhou" e não referiu que, no entretanto, o Salário Mínimo aumentou 4,16%, exactamente o contrário da política de austeridade.
Parece-e que o PS quer destruir a nossa economia para, depois, vir dizer que o Passos falhou. 

Mas afinal como irá ser "o fim da austeridade" e o "novo caminho"?
Já temos um apontamento de como será com o Holland mas, no dia 25 vamos mesmo cver como a coisa funciona pois, sendo que o Sirysa vai ganhar as eleições na Grécia, no dia 26 já vamos ver a coisa a funcionar.
So Help we God.

Fig. 4 - Como grega, também tenho direito a aparecer no blog do Cosme!

Pedro Cosme Vieira







3 comentários:

Carlos Neves disse...

"Quando estamos no estado de Paz, não existe Lei (que não a Convenção de Genebra)"
presumo que queria dizer:
quando estamos no estado de Guerra...

Chilavert disse...

Professor gostaria de saber qual é a sua opinião sobre a inversão de politica do BCE adoptando a "indesejada" expansão imprimindo moeda que em 2011 era determinantemente condenada e recusada pelo Governo de Passos, pela UE e pelo proprio BCE

Pedro Alexandre disse...

Caro Chilavert,

Eu gostaria também de saber onde é que você leu ou ouviu tal afirmação? Isso é mais uma ficção como muitas outras que se inventa sobre o governo e depois esses senhores como o Costa e afins é que se ficam a rir.

Acha que alguém no seu perfeito juízo é a favor de que a banca deixe de poder emprestar simplesmente porque não tem liquidez?

Claro que não, as decisões do BCE tem em conta fatores económicos e não fatores políticos, isto só significa que neste momento a economia europeia está a recuperar das políticas xuxas levadas a cabo pela economia keynesiana cega que levou à bancarrota europeia.

Cumps

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