segunda-feira, 18 de maio de 2015

Eficiência à Pareto e os imigrantes - 2

O resultado mais importantes da Ciência Económica. 

Se o "João" tem à disposição as opções A, B, C, D e E  (imaginemos que são números dos sapatos) e tem informação sobre o impacto que cada uma das opções terá no seu bem-estar, se escolher, por exemplo, a opção A, fica revelado que ficará melhor com A do que se lhe for imposta qualquer uma das outras opções disponíveis.
O facto de o "João" ficar melhor quando opta por A, não implica que o "Joaquim" não fique melhor se optar por B (por o tamanho dos pés ser diferente).
É a falta de informação sobre "os números dos pés" (i.e., os gostos e preferências) das pessoas que faz com que o comunismo seja irremediavelmente pior que o capitalismo.
Pode parecer estranho mas a "exploração do homem pelo homem" é melhor para o homem que a "sociedade socialista perfeita".

Não podemos fazer um  julgamento moral sobre as decisões das pessoas.
Tem que ser cada pessoa a dizer qual é a melhor opção para si. Claro que as pessoas estão limitadas nas suas opções (o bom era ganhar o Euromilhões) mas a Economia trata exactamente disso, a melhor decisão do individuo sob a sua "restrição orçamental".
Não pode ser o "João" a dizer o que é melhor para o "Joaquim" usando argumentos morais do tipo "isso é degradante para a tua condição humana" pois isso só prejudica o "Joaquim" que se quer proteger.
Se o "João" não sabe o número do pé do "Joaquim", não pode decidir qual é o melhor par de sapatos para o "Joaquim".
Por exemplo, não posso proibir a prostituição por achar que é indigno para a prostituta pois, no final, apenas estarei a prejudicar a prostituta que quero proteger. Se a pessoa concreta se dedica voluntariamente a essa actividade é porque o seu bem-estar fica maior do que se se dedicasse a outra actividade para a qual tem aptidões. Pode até acontecer que a prostituta preferisse ser astronauta, mas essa actividade não está no seu espaço de opções, não está dentro da sua "restrição orçamental."

Vamos aos alienígenas.
Sendo dada a hipótese a uma pessoa, (por exemplo, da Eritreia), de comprar um bilhete da TAP e vir trabalhar para Portugal ganhando, por exemplo, 100€/mês, se essa pessoa optar por vir, então, revela que se sente melhor a viver e trabalhar cá por um salário considerado por nós de miséria do que ficar onde está agora. 

Vilfredo Pareto.
Pareto era filho de um italiano e de uma francesa, nasceu em França em 1848 e morreu na Suíça em 1923.
Por incrível que possa parecer, Pareto, que foi um dos mais importantes economistas de sempre, era Engenheiro Civil e foi o seu trabalho em Engenharia Civil que transformou a Economia. E o Walras que também é importantíssimo na Economia era Engenheiro de Minas (como eu)!
A sua tese de doutoramento em Engenharia Civil trata do equilíbrio de corpos sólidos ("Os princípios fundamentais do equilíbrio dos corpos sólidos"), metodologia que aplicou à Economia a partir de 1886, já com 44 anos, quando se tornou professor de economia na Universidade de Florença.
Pareto prova que o liberalismo económico (cada pessoa escolher o que acha melhor para si) é a melhor forma das pessoas melhorarem o seu nível de vida.

Fig. 1 - Estudo do Eng. Pareto => Quando uma estrutura super-critica está em equilíbrio, para diminuir a tensão numa barra (a vermelho) terá que haver aumento da tensão em pelo menos uma das outras barras (a preto).

E se a acção do outro me prejudicar?
Quando as pessoas não estão numa situação de equilíbrio de Pareto, é possível uma pessoa melhorar sem que a sua acção prejudique ninguém. Mas, quando as pessoas estão em equilíbrio, isso já não é possível, para uma pessoa melhorar, pelo menos uma outra pessoa vai ter que piorar o que é tal e qual o que acontece no equilíbrio super-crítico de estruturas (ver, Fig. 1).
Uma estrutura super-criticas é uma estrutura que tem "graus de liberdade", i.e., mais barras que as necessárias para que possa haver equilíbrio de forças.

Contrato à Coase.
Apesar de num equilíbrios de Pareto para uma pessoa melhorar outra tem que piorar, se o ganho de uma pessoa for maior que a perda da outra pessoa, é possível desenhar um contrato de compensação entre as pessoas que faça com que ambas fiquem melhor na nova situação (ambas ganham).

Exemplos de mecanismos de compensação.
Como andar de carro causa dano às outras pessoas (o fumo, as emissões de CO2 e o congestionamento das estradas), em vez de proibir os carros, o óptimo é o "colectivo" obrigar a pessoa que anda de carro a pagar um imposto (sobre o combustível e sobre o uso da estrada) que compense as pessoas prejudicadas.
Como fumar causa um previsível aumento da despesa do Serviço Nacional de Saúde, em vez de proibir fumar, o óptimo é o "colectivo" obrigar o fumador a pagar um imposto sobre o tabaco que compense o incremento previsível nas despesas médicas.
Como passar uma estrada em cima da minha casa causa incremento do bem-estar da "sociedade" (e um prejuízo para mim), o "colectivo" vai fazer a estrada indemnizando-me da perda.

E proibir fumar drogas?
A evidência diz que não causa mais dano (mais despesa à sociedade) do que fumar tabaco.
Então, em vez da proibição, deveria ser avaliado o prejuízo à sociedade e cobrado ao individuo um imposto que compensasse esse prejuízo.

O contrato de compensação entre o alienígena e os portugueses.
A entrada de imigrantes, sejam eritreus, somalis, nigerianos, birmanêses, bengalis, etc., causa um prejuízo directo aos trabalhadores portugueses (induz no curto-prazo uma diminuição nos nossos salários) e um benefício aos donos do capital (induz no curto-prazo um aumento nos lucros, juros e rendas).
Como o imigrante ao entrar no nosso país está a revelar que a sua situação melhora, vai estar disponível para pagar uma taxa que pague os prejuízos causados.
Agora, podemos desenhar um contrato com 3 partes, o imigrante, os donos do capital e os trabalhadores portugueses.

O que calculei no poste anterior (ver).
Que a duplicação no número de trabalhadores (correspondente à entrada no nosso mercado de trabalho de 5 milhões de trabalhadores) induz uma diminuição nos salários de 20% e um aumento nos lucros, rendas e juros de 60%. (No cálculo assumi que os salários não na ordem dos 55% do PIB, ver, PorData)
Se o incremento nos lucros pagar um IRC de 20% (que vai para os trabalhadores portugueses) então, o imigrante pagando uma sobretaxa de TSU de 10% sobre o seu salário mais do que compensa as perdas dos trabalhadores portugueses.
Se antes o salário disponível dos trabalhadores portugueses era 1000€/mês, com os imigrantes passam a ter 800€/mês. Mas, como o IRC aumenta 170€/mês e a sobretaxa de TSU sobre os imigrantes soma mais 80€/mês, os trabalhadores portugueses que vão receber esse valor como subsídio passam a ter um salário disponível de 1050€/mês.
Em vez da actual TSU de 11%, os imigrantes vão pagar uma TSU de 16% e os trabalhadores portugueses vão pagar uma TSU negativa de -10% (vão receber um subsídio).

Todas as pessoas ficam beneficiados.
Afinal, a Ciência Económica permitiu-me desenhar um contrato de compensação à Coase que faz com que a entrada (de 5 milhões) de imigrantes no nosso mercado de trabalho melhore o rendimento disponível dos trabalhadores portugueses (e o rendimento disponível dos donos do capital).
i) Se o candidato a imigrante sabe que vai pagar 10% de sobretaxa de TSU e, mesmo assim, que vir para cá viver e trabalhar, está a revelar que fica melhor vindo do que está hoje na sua pátria.
ii) Os donos do capital ficam com os seus lucros, juros e rendas aumentados.
iii) Por fim, a compensação dada aos trabalhadores portugueses vai fazer com que também fiquem melhor do que estão agora.

Mas não será a aplicação da sobretaxa de TSU aos imigrantes uma "escravatura"?
Nem pensar.
A diferença entre ser-se obrigado a recolher lixo porque não se arranja melhor emprego e ser escravo (mesmo que a recolher lixo) é que o escravo não pode escolher o trabalho nem o empregador.
O escravo é recolhe lixo quando queria apanhar morangos enquanto que o homem livre recolhe lixo porque, dadas as suas possibilidades, é o emprego que lhe dá mais bem-estar.
Quando os portugueses iam buscar as pessoas a África para os levar para o Brasil, isso era feito contra a vontade dos africanos.
O escravo não tem a opção de ir embora para a sua terra nem de trocar para um trabalho que ache melhor (mesmo que para nós não seja melhor).
Não se trata de escravatura porque o imigrante vem voluntariamente trabalhar para Portugal podendo ficar na sua terra e, além disso, a todo tempo pode voltar à sua terra natal.

Será que se sente escravo da sua mulher (homem)?
Não me vai dizer que a sua mulher (ou homem) é a coisa mais perfeita que existe no Mundo mas (dada a sua beleza, simpatia e riqueza) foi o melhor que conseguiu arranjar.
A economia é igual, dada a nossa capacidade (de sacrifício, de produzir, etc.) o nosso emprego foi o melhor que conseguimos arranjar e o que consumimos é o melhor que podemos pagar.

Fig. 2 - Com uma penezita que nem chega a 1MB, foram as maiores que eu consegui arranjar. Mas resolvo o problema fácil, dou biberão às crianças.

O amigo leitor não acredita que os imigrantes criem postos de trabalho.
Realmente é contra-intuitivo.
Se actualmente existem 1000 trabalhadores e só existem 900 empregos, então, parece evidente que aumentando o número de trabalhadores para 2000, vai passar a haver 1100 desempregados.
Esta dúvida está num extenso comentário do Fernando Gonçalves.

Ninguém acredita no que eu acabo de dizer porque não tenho credibilidade.
É difícil aceitar o que acabei de dizer porque vivemos num mundo intoxicado por esquerdistas e sindicalistas (todos cabeças de vento que se recusam a pensar).
Se eu tivesse a credibilidade dos "12 Sábios do PS", bastava-me dizer que a economia vai crescer num ano do Costa mais do que cresceu nos 6 anos do Sócrates para que toda a gente acreditasse.
No meu caso, vou ter que provar o que afirmo. Vou ter que responder à seguinte questão de investigação:

H1: A entrada de imigrantes aumenta o número de empregos da economia (?).

O que será que faz o número de empregos aumentar quase instantaneamente?
Isso acontece por duas vias.

1) Uma percentagem muito grande dos empregos que existem são de apoio directo às pessoas (cabeleireiros, restaurantes, limpeza das casas, recolha do lixo, ensino, saúde, construção de casas, etc.). Não estarei longe da verdade se afirmar que 3 em cada 4 empregos de uma economia são de apoio directo às pessoas.
Por esta via, a entrada de novas pessoas induz um aumento instantâneo no número de empregos.

2) Depois, o desemprego é "causado" por os salários serem superiores à produtividade do trabalhador (se os salários diminuírem, são instantaneamente criados novos empregos).
Por esta via, a descida dos salários faz com que sejam criados os empregos que ficam a faltar (que não são de apoio directo às pessoas).

Vou buscar o exemplo de Israel.
Israel foi criado em 1949 com o fim de aceitar os judeus da diáspora. Por causa disso, de vez em quando, observa-se a entrada massiva de "novos" judeus.
A) Entre 1989 e 1995 Israel recebeu 1,1 milhões de judeus vindos da URSS e da Etiópia e,
B) Entre 1995 e 2006, recebeu mais 1,2 milhões de pessoas vindos do espaço da Ex.-URSS.
No espaço de 15 anos, Israel recebeu 2,5 milhões de imigrantes que corresponderam a mais de 50% da população de 1989.
Para o caso português, corresponde a recebermos 5 milhões de imigrantes, recebermos 1000 pessoas por dia durante 14 anos.
Agora vou usar os dados de Israel para medir o impacto da entrada massiva dos imigrantes no mercado de trabalho no número de empregos disponíveis na economia.

Vamos então aos dados.
Fui ao Banco Mundial buscar os dados.
Olhando para os dados referentes a Israel (ver, Fig. 3), vemos que em 2006 a taxa de desemprego era exactamente a mesma taxa de desemprego de 1989!
Não pode ser (segundo os esquerdistas), depois de num espaço de 15 anos terem entrado imigrantes que aumentaram a população em mais de 50%, a taxa de desemprego ficou exactamente na mesma!
Nos dois casos de entrada massiva de imigrantes, no imediato, por cada 5 pessoas que entraram, criaram-se 4 postos de trabalho. Depois, o posto de trabalho que ficou a faltar foi criado em menos de 3 anos.

Fig. 3 - Taxa de desemprego em Israel (Dados: Banco Mundial)

Ficou provado.
Consegui provar que a entrada massiva de imigrantes causa uma (quase) imediata criação massiva de postos de trabalho para absorver a nova mão de obra.
Fica provado que a entrada de imigrantes aumenta o número de empregos da economia.

E também temos o exemplo da Alemanha que, em 1989, recebeu mais de 10 milhões de novos habitantes (da RDA). Inicialmente a taxa de desemprego aumentou mas hoje a taxa de desemprego é metade da média da Zona Euro (ver, Fig. 4).

Fig. 4 - Taxa de desemprego na Alemanha (dados: World Bank)

E como evoluiu a produtividade em Israel?
Como no curto prazo a quantidade de capital fica a mesma, no meu poste anterior (ver) mostrei que produtividade diminui (14% no caso do número de trabalhadores duplicar). Mas, como a rentabilidade do capital aumenta (60% no caso do número de trabalhadores duplicar), o investimento vai aumentar o que repõe rapidamente a produtividade no nível anterior.
Vou avaliar a seguinte questão de investigação:

H1: A entrada de imigrantes diminui o PIB per capita da economia (?).

Vou agora buscar os dados concretos da economia de Israel usando o PIB per capita como medida da produtividade.

Olhando para os dados.
Não só a produtividade não diminuir como ainda teve um salto em 1994 (ver, Fig. 5).
Além disso, a taxa de crescimento acelerou.
Isto é totalmente ao contrário ao que seria de esperar.
Como é que com a entrada dos russos, ucranianos e etíopes a produtividade não só não diminuiu como cresceu?
Isso traduz que a entrada dos "novos" judeus, além de induzir um aumento no investimento, permitiu p explorar de "economias de escala" que existiam na economia (por exemplo, um policia tanto guarda 10 pessoas como 15 pessoas).
em termos de modelo traduz que a Economia é Y = 9 * N^0.35 * K^0.75 e não Y = 9 * N^0.30 * K^0.70 como a "minha" economia.
Fica provado que a entrada de imigrantes não diminui o PIB per capita.

Fig. 5 - PIB per capital em Israel (Dados: Banco Mundial)

Esta fase vai dar um poste do Louçã e uma primeira página do Jornal i.
Em termos simétricos, se a população diminui,r o desemprego não diminui porque entra em funcionamento o "mecanismo de criação de empregos" mas ao contrário. Acabam os empregos de apoio à pessoas e os outros também acabam por ser destruídos porque a rentabilidade do capital diminuiu. Este "efeito simétrico" verificou-se, por exemplo, na Ucrânia e no Ruanda onde, a população diminuiu significativamente mas o desemprego não diminuiu.
Por causa desta dinâmica, se matássemos todos os desempregados da Zona Euro, o desemprego cairia imediatamente para zero mas, rapidamente, tornaria ao nível actual de 11%.

Eu escrevi mesmo isto!
Óh Louça, eu escrevi mesmo que "Se matássemos os desempregados todos da Zona Euro o desemprego cairia imediatamente para zero", aproveita esta para entreteres os mentecaptos brochistas de esquerda que te seguem por seres o Deus Brainless.
E também vai dar uma capa no Jornal i e uma crónica do Bruno Nogueira.

No caso português, a criação de empregos será ainda mais rápido.
É que nós vivemos muito integrados num mercado que é pelo menos 50 vezes maior que a nossa economia, mercado esse que é concorrencial o que traduz que, quando um vendedor baixa um pouco o seu preço, as encomendas aumentam muito mais que proporcionalmente.
Então, a diminuição dos custos de produção induzida pelos baixos salários dos imigrantes induz um rápido aumento (quase ilimitado) de novas encomendas.

Para terminar, vamos ao dilema moral.
Quando os esquerdistas decretam que "o capitalista explora o trabalhador" assumem-se como julgadores morais da opção voluntária do trabalhador. Bem sabemos que as opções de cada um de nós estão limitadas pelos "recursos escassos" mas proibir a existência de empresas privadas com o argumento de que o capitalista explora o trabalhador é condenar o trabalhador a viver numa situação pior.
Se eu colocar um anúncio na Eritreia ou na Birmânia a dizer "venha trabalhar e viver para Portugal que temos um trabalho para si a ganhar 100€/mês" e se aparecerem candidatos é porque essas pessoas passam a viver melhor aqui do que estão.
Então, proibir que os 25 mil rohingya que estão perdidos no meio do mar à espera da morte venham para cá com o argumento de que "Eu sou uma grande humanista e, por isso, não aceito que venham para cá ser explorados pelo grande capital" é uma hipocrisia e uma falsidade.

Mas os comunas dizem que o meu dilema moral é um tetralema.

Opção 1 = Os Rohingya ficam onde estão (aquele povo que está a ser massacrado na birmânia longe da vista dos 1045998 portugueses que não são racistas, onde se inclui o Louçã, mas que se mantêm em silêncio sobre a situação destas pessoas a quem me acusam de eu, ao lhes ter chamado amarelados, os atirei para a morte certa no meio da mar ).

Opção 2 = Permitir que os Rohingya venham trabalhar e viver para Portugal (são 1 milhões) mas ficando a viverem nas condições que for possível sem haver prejuízo para Portugal. Nós queremo-las aqui mas, se não gostarem das condições, que fiquem onde estão.

Agora as outras duas opções dos esquerdistas:

Opção 3 = Os Rohingya apenas poderão vir para Portugal se lhes forem garantidos os mesmos direitos que os portugueses têm (e sem nos dar qualquer prejuízo).

Opção 4 = Vamos ajudar a Birmânia (mas sem termos qualquer prejuízo) a aceitar os Rohingya e a apoiá-los de forma a que se tornem um povo rico e feliz lá na terra deles.

Como devem ter visto na Euro-News, o primeiro francês Valls não os quer em França.
Não compreendo como o primeiro-ministro francês, um socialista dos quatro costado, não quer que a França receba a sua quota-parte (acho que se escreve assim e não cota-parte) de refugiados que chegam à UE.
É que, apesar de algumas cabeças de vento bem intencionado poderem pensar que as opções 3 e 4 existem mesmo, de facto são apenas uma forma de dizer que "eu não sou racista, sou um grande humanista, mas não quero cá essas pessoas." 
Ou será que é já um efeito da minha arma de antimatéria? Será que o Valls ouviu falar que "O Professor Racista diz que temos que afundar os barcos da pretalhada" e ficou instantaneamente com um cérebro racista?

Eu vou escrever uma petição à Assembleia da República.
Diz o Dalai Lama que "Não interessa se uma pessoa é boa ou má. Interessa é se faz coisas boas ou más" e eu, sendo mau, quero fazer uma boa acção.

Quero que Portugal aceite todos os refugiados que queiram vir viver e trabalhar para cá.
Assim, quero ajudar as pessoas boas, o Louçã e os seus esquerdistas seguidores, a fazerem algo de bom que sempre quiseram fazer mas que não se lembraram.
Tenho a certeza que o Louçã, assim como os demais 10459998 portugueses não racistas, vai subscrever a petição.
E também tenho a certeza que a Assembleia da República vai votar a minha petição por unanimidade (talvez haja uma abstenção do deputado "meu amigo" que não chegou a ser "meu amigo").

Fig. 5 - Se eu tivesse uma pen de 20Gigas, queria esta mulher (dava para ter trigémios).

Pedro Cosme Vieira

9 comentários:

Tiago disse...

Gostei do texto :)

(aproveito para notar que o indivíduo se chamava Pareto, e que no título há uma gralha :) )

Económico-Financeiro disse...

Tiago,
Duplamente obrigado,
pc

Rodolfo disse...

A imigração pode não trazer problemas económicos, mas trás problemas de noutras áreas, nomeadamente na cultura. Se pusesse 10 milhões de muçulmanos em Portugal, e daqui a uns anos eles pudessem votar, de certeza que isso mudaria bastante, já que eles defendem uma cultura totalmente diferente da nossa, nomeadamente em relação à justiça. Da mesma forma, e em menor proporção, qualquer imigrante insere uma pressão na cultura nativa. Daí algumas pessoas defenderem que 'eles podem vir, mas têm de aceitarem e incluir-se na nossa cultura'.

Não é só a parte económica que conta.

BC disse...

Professor,

Tudo o que escreve neste post é inteiramente verdade mas... num país com liberdade de criação de negócios e emprego. A criação instantânea de empregos de apoio direto às pessoas pela vinda de imigrantes não aconteceria em Portugal porque temos forças de bloqueio como a ASAE ou IGT.

Entidades como estas atrasam e impedem a abertura de novos negócios e são uma resistência à inovação e à competição. É preciso ver que este país pretende proibir a atuação da UBER em Lisboa e Porto mas a CML admite permitir que a ANTRAL cobre €20 no mínimo numa viagem de táxi a partir do Aeroporto da Portela.
Também gostava de ver Portugal livre, dinâmico e recetor de imigrantes mas por enquanto é pouco mais do que uma miragem.

Fernando Gonçalves disse...

Pela sua lógica então se as centenas de milhares de portugueses que emigraram á força nos últimos anos não o tivessem feito o desemprego seria menor.Ou então se voltarem todos para Portugal de repente. É como aquela lógica de dizerem que há empregos com vagas por preencher,vamos a ver e é só para vendas de treta em que toda a gente os corre a pontapé quando nos batem à porta ou nos ligam para nossa casa,trabalhos de 60 horas na restauração por 500 eur,ou procura de engenheiros a low cost.Os liberais adoram esta selvagaria.Deveriam era assumir que pronto é assim a economia e devemos aceitar,que a riqueza se concentre cada vez mais nas mãos de uma elite,e não dizerem que todos ficam melhor,pois as estatísticas demonstram que a riqueza dum país pode aumentar e certos grupos sociais até ficarem pior.

Fernando Gonçalves disse...

Por essa lógica poderíamos trazer os nossos emigrantes de volta a Portugal o desemprego diminuía.Casos de outros países não são válidos para Portugal,porque cada país tem as suas especificidades,a sua mão-de-obra mais ou menos qualificada,etc;por exemplo em França ou na Inglaterra precisam de profissionais de saúde,os portugueses que vão para lá não tiram o emprego a ninguém.O professor refere onde há pessoas há empregos que se criam de imediato de serviços pessoais,eu digo errado,se houverem pessoas mas não houverem rendimentos então essas pessoas estão ausentes do mercado,vivem de rendimentos de outras pessoas,logo não acrescentam nada à economia.As pessoas que viriam ocupar certos empregos apenas estariam a substituir outras,o rendimento da economia não aumentava,apenas mais pessoas ociosas ficariam.Quando os liberais defendem as regras puras e duras do mercado deveriam ser francos e dizer que é assim a economia,devemos permitir que a riqueza aumente para um punhado enquanto que outros ficam pior,e não dizer que ficam todos melhor.Estatisticas mostram que um pais pode crescer e alguns grupos sociais ficarem piores,tudo depende de como fuciona a criação e redistribuição.A questão é que os liberais na criação de riqueza na hora de redistribuir ainda consideram que deve ser o mercado a funcionar.

BC disse...

O potencial de emprego num mercado livre é infinito. Se Portugal fosse um mercado livre o desemprego seria residual independentemente do número de imigrantes. Como o mercado livre tende para o equilíbrio se um dia se esgotasse a capacidade de criação de emprego no país os imigrantes deixariam de vir. E iriam embora se o desemprego aumentasse. Mas isso seria num mercado livre.

deathandtaxes disse...

@Fernando Gonçalves: no Post está bem claro que os novos imigrantes viriam trabalhar ao preço de mercado. Essa é a razão porque não é possível reintegrar todos os emigrantes Portugueses baixando automaticamente o desemprego. Apenas porque os Portugueses foram trabalhar para sítios onde se sentem mais confortáveis- i.e. foram trabalhar para locais onde o salário que lhes é oferecido é superior ao que conseguem em Portugal.
Isto é lógico, e corrobora em absoluto as explicações do(s) post(s) do Pedro Cosme.
Parece contra-intuitivo mas acaba por não ser - afinal, baixar o salário mínimo do País, faz bem aos habitantes desse País (Portugal) e aumenta o rendimento médio dos trabalhadores e da população em geral.

@Pedro Cosme: Falta só esclarecer que nem é necessário haver uma TSU diferenciada para os "Novos Imigrantes". Aposto que na re-integração dos Judeus em Israel, os "Novos Judeus" não tiveram que pagar TSU extra em comparação com os "Judeus Originais"!
Mesmo assim, a teoria funcionaria. A mesma tese poderia ser estendida a todos os Países da UE com o mesmo resultado.
Mas.......!!! há um mas.
Estes esquerdistas "Humanistas" que se preocupam demasiado com o "Racismo" dos outros, são mais papistas que o Papa!
À conta do racismo, rasgam as vestes e não discutem o problema de fundo. O "Nós (Portugueses/Europeus)" e o "Eles(coitadinhos pretinhos/amarelinhos)" continua a ser a questão que os impede de serem os "Não racistas" que se anunciam. Para defender os coitados/trabalhadores/explorados/pobres/tugas ="Nós", são contra a solução verdadeiramente humanitária de incluir os "eles" no seio da nossa Sociedade.

Artur Amorim disse...

Achei este post muito interessante. Parabéns. Contudo lembro-me de ter lido que existe um outro tipo de equilíbrio, o equilíbrio de Nash. O óptimo de Pareto que refere parece-me uma situação de equilíbrio. Existe alguma diferença entre os dois conceitos num contexto económico ? Li que no Dilema do Prisioneiro a situação (Denunciar,Denunciar) é um equilíbrio de Nash, mas não um óptimo de Pareto. Fiquei curioso em saber como é que isto aconteceria a nível económico : http://gazeta.spm.pt/getArtigo?gid=206

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