sexta-feira, 15 de maio de 2015

Eficiência à Pareto e os imigrantes

Primeiro tenho que agradecer aos meus leitores.
Quando, há 5 anos, iniciei este blog com o meu amigo PA, nunca pensamos ser possível ultrapassar a fasquia de 1 milhão de visualizações.
Ainda me lembro de, quando atingi as 3500, ter pensado "3500 pessoas leram as babuzeiras que eu escrevi".
Nesse dia fui lanchar com o Manuel de Oliveira Marques e gabei-me de ter "uma enormidade de visitas, 3500".
Ele perguntou "e como é que sabe que 3500 são muitos"?
Eu gostava do MOM e parece-me que ele tinha estima por mim.
Mais valia odiarmo-nos pois, passados estes 5 anos, o Manuel de Oliveira Marques já está enterrado há um ano (morreu em Maior de 2014 depois de um ano a lutar contra um cancro na cabeça) enquanto os outros continuam por aí.
E, mais ano menos ano, é esse o destino de todo e de cada um de nós, ir fazer tijolo pelo que não vale a pena stressar.
Obrigado a todos.

Última hora: vamos ter direito a uma parte dos refugiados.
Nos últimos dias têm dito que eu sou racista e que, por causa disso, os africanos não podem vir para a Europa.
É vontade de toda a gente que o governo português mande os aviões da TAP buscar as pessoas a África e ao Bangladeshe e que os traga para cá mas isso não pode ser feito porque eu não deixo.
Se eu deixasse, seria uma maravilha pois milhões e milhões de pessoas poderiam fugir da fome, da guerra e da injustiça.
Mas eu sou um entrave a isso.
10 459 998 portugueses querem que esses desafortunados venham viver para Portugal mas eu, o único que falta para fazer os 10 460 000, com este blog que é uma arma de Antimatéria com maior poder destrutivo das vontades que todas as bombas nucleares que existem no Mundo, não deixo.
Por mais força que os 10 459 998 tenham, eu neutralizo-lhes a vontade a partir daqui, com um simples teclar.

Fazendo bem a conta, 10 459 998 + 1 dá 10 459 999 e não 10 460 000! 
É que falta o Alberto João Jardim que não quer chineses nem indianos na Madeira (ver) mas que, à minha beira, é considerado um menino de coro.

Por agora vêm 704.
No últimos dias também avançou a ideia de cada país da União Europeia receber uma parte dos refugiados que diariamente entram na União Europeia, segundo o DN (ver) 3,52% são para nós, 704 refugiados no imediato e, no futuro,  35 em cada 1000 que chegarem.
Mas as pessoas estão com medo que eu sabote essa missão, que, usando este blog como arma de destruição massiva, torpedei essa missão que todos os portugueses abraçam com entusiasmo.
"Só é pena serem tão poucos" - dizem os 10 459 998 portugueses - "mas não podem vir mais estamos cheios de medo por causa do professor bloguista anticristo."

Será que alguém quer saber o que eu penso?
Talvez já saibam desde a primeira hora o que eu penso e apenas precisem escolher as palavras certas.
Penso que o Sol e todo o Universo andavam à volta da Terra mas, por culpa do Galileu, a Terra passou a ser um ponto insignificante do Universo que anda à volta do Sol.
Penso que nós, homem e a mulheres, éramos divinos, criados à imagem e semelhança de Deus mas que, por culpa do Darwin, deixamos de divinos e transformamo-nos numa insignificante espécie dos macacos.
E querem saber mais coisas que eu penso?
Pois aqui vai.

1 = Se o António Costa  ganhar as eleições legislativas, manda Portugal outra vez à bancarrota.
Aquele relatório dos "12 Sábios do PS" é uma história da carochinha que apenas prova que somos mesmo macacos.
Senão vejamos.
Nos 6 anos do governo do Eng. José Sócrates a economia portuguesa cresceu 0,40%/ano.
Agora, os "12 Sábios do PS" dizem que vai crescer 2,60%/ano.
Os "12 Sábios do PS" prevêem que, só no primeiro ano do eventual governo do Costa, a nossa economia vá crescer mais do que cresceu no total dos 6 anos dos governos do Sócrates.
E isto sem nenhum milagre, apenas repondo "as políticas de emprego e crescimento", os famosos PECs 1,2,3 e 4, que outros "sábios do PS" desenharam no tempo do Sócrates.
Alguém pensa, mesmo que não passe de um descendente de um macaco a viver num planeta que não é mais do que um grão de areia perdido no meio do Universo, que aumentar o Rendimento Mínimo, reduzir o horário dos funcionários públicos para 35h/semana e manter "as jóias da coroa" como a TAP e demais empresa de transportes falidas vai mesmo fazer com que a economia cresça num ano mais do que cresceu em 6 anos do Sócrates?
Prevejo eu que se o Costa repuser mesmo todas as políticas boas do Sócrates, acaba na cadeia.
Mas quem sou eu para fazer previsões! um fulano sem credibilidade que para chegar a "sábio" ainda tem que comer muitas sebentas.

2 => Portugal (e a Europa) deve receber todas as pessoas que queiram vir para cá.
É isto que eu defendo, já escrevi vários postes a defender esta ideia mas ninguém quis pegar nela.
Defendo que a TAP deve mandar os seus aviões por esse mundo fora, África, Ásia, Oceânia, América do Sul, Antárctida (ups! se calhar não há lá ninguém) e trazer todas as pessoas que queiram vir para Portugal (e que tenham bilhete para a TAP não falir de vez!). Nada de visto, nada de passaporte, basta o bilhete e embarcam para cá como fizeram aqueles sírios em Bissau.
Pensando um bocadinho, é natural que ninguém tenha pegado nesta minha ideia já que é igual à dos outros 10 459 9998 portugueses.
Pegar nesta minha ideia seria como mostrar num circo como aberração uma pessoa que tem uma cabeça e duas orelhas.

Porque querem as pessoas entrar na Europa?
Não é por gostarem muito de nós. É porque vivem em países onde o seu trabalho não lhes permite criar valor.
Considerando em termo de paridade do poder de compra, nos países mais pobres um trabalhador num emprego a tempo inteiro consegue um rendimento inferior  a 100€/mês (ver, Quadro1) enquanto que nos países mais ricos, num emprego equivalente consegue mais de 1000€/mês (ver, quadro 2 onde estão 11 países europeus).
Comparando a República Democrática do Congo com o Luxemburgo, um congolês precisa de trabalhar 120 dias para obter o mesmo rendimento que um luxemburguês num dia de trabalho.
É este o motor da imigração dessas pessoas para a Europa, a incapacidade de nos seus países criarem valor com o seu trabalho.

Quadro 1 - Salário mensal médio nos países mais pobres (estimativa do Autor baseada no GDPpc,ppp)

Quadro 2 - Salário mensal médio nos países mais ricos (estimativa do Autor baseada no GDPpc,ppp)

Porque será o rendimento tão baixo nesses países?
Porque não têm capital. Não têm máquinas, ferramentas, sistemas de irrigação e de tratamento de esgotos, estradas, portos, caminhos de ferro, casas, barragens hidroeléctricas, escolas, etc.
Vou então agora explicar como funciona uma economia (de forma simplificada).

O capital, o trabalho e a produção.
Os bens e serviços que consumimos no dia a dia e que investimos foram produzidos pelas mãos de homens e mulheres (o trabalho) e pelas máquinas e ferramentas (o capital). 
Em termos conceptuais, o Capital é tudo o que resulte de um processo de acumulação (a poupança faz aumentar o stock de capital enquanto que a depreciação o faz diminuir) enquanto que o Trabalho está ligado à capacidade das nossas mãos realizarem tarefas.
Apesar de o trabalho não ser homogéneo (uma hora de um trabalhador especializado produz mais valor que a de um trabalhador indiferenciado), em termos de abstração consideram-se "horas de trabalho equivalente" como uma soma do trabalho realizado pelas pessoas corrigido das suas diferenças. Por exemplo, consideramos na agregação que uma hora de um trabalhador licenciado corresponde a 1,6 horas de trabalho de um trabalhador com o 9.º ano de escolaridade.
Com o Capital passa-se o mesmo, soma-se tudo num número.

Fig. 1 - Temos que somar alhos com bugalhos.

O Capital e o Trabalho encontram-se nas empresas.
A empresa organiza o processo produtivo e distribui o valor criado (a produção) pelo trabalho e pelo capital.
Não pode haver produção sem capital nem sem trabalho. Sendo o Trabalho e o Capital igualmente fundamentais para que haja produção, tem que haver um critério para dizer que parte é justa para remunerar o contributo do trabalho (os salários) e que parte é justa para remunerar o contributo do capital (os lucros, juros e rendas). 

Fig. 2 - O capital, o trabalho e a produção (a preto) e a divisão da produção (a vermelho)

Havendo um mercado de trabalho competitivo, o salário será o incremento na produção de uma hora de trabalho e a "renda" será o incremento na produção de uma unidade de capital.

Voltando ao exemplo das "oliveiras".
Tenho 6800 "oliveiras" (que é o capital) no qual trabalham 10 pessoas (1853h/ano cada, que é o Trabalho).
Para sabermos o salário horário temos que quantificar quanto aumenta a produção por uma pessoa trabalhar mais uma hora.
Como, no caso desta hora a mais, a produção aumenta em 4,70€ então, o salário de todas as horas pagas aos 10 trabalhadores será de 4,70€/h. A produção da "última hora" é a medida para o salário de todas as horas.
Também posso calcular a "renda" de cada oliveira quantificando quanto aumenta a produção por ter mais uma oliveira.
A renda das oliveiras será de 5,35€/unidade.
(Usei a função de produção Y = 9.00 * N^0.7 * K^0.3 e PY = 1€/un.)

Os europeus não são racistas mas são egoístas.
As pessoas têm medo que os imigrantes lhes roubem o emprego.
Essa ideia está (ligeiramente) errada porque o número de empregos não é fixo (aumenta com a descida dos salários).
Mas está certa, no curto-prazo, porque a entrada de imigrantes induz uma redução nos salários.
O que diz a Ciência Económica é que no curto prazo (i.e., a quantidade de capital é fixa), o impacto da entrada de novos trabalhadores nos salários está entre 0,2 e 0,3. Isto traduz que o aumento em 1% no número de trabalhadores induz uma redução nos salários entre 0,2% e 0,3%.

Vamos supor que recebemos 5 milhão de trabalhadores.
Portugal tem aproximadamente 5 milhões de trabalhadores pelo que a entrada de outros 5 milhão de imigrantes levaria a pensar que ficaríamos todos sem emprego. Mas, a evidência diz que a duplicação do número de trabalhadores (com capital fixo) se traduziria na redução dos nossos salários em "apenas" 20%.
A economia conseguiria duplicar (mais ou menos) rapidamente os postos de trabalho com uma queda nos salários de "apenas" 20%.

Fig. 3 - Impacto nos salários da duplicação do número de trabalhadores.

O equilíbrio à Pareto.
Para os 5 milhões de trabalhadores poderem vir para Portugal (para ficarem melhor) nós teremos que aceitar uma redução nos nossos salários de 20% (temos que ficar piores).
Esta situação (para um melhor, outro tem que piorar) é um Equilíbrio de Pareto.
Eu prometi que era possível recebermos os refugiados, estes ficarem numa situação melhor do que têm nos seus países de origem e também nós ficarmos melhor do que estamos mas não o consegui.
Por exemplo, os congoleses ficariam melhor porque o seu salário aumentaria de 26€/mês (ver, Quadro 1) para 407€/mês (ver, Fig. 3) mas nós ficávamos pior (o salário reduzia-se de 505€/mês para 407€/mês).

E se "segmentássemos" a TSU?
Para ficarmos melhor, os nossos salários têm que aumentar para 507€/mês à "custa" de uma taxa de 100€/mês paga por cada imigrante.
Agora, os empregadores pagam 407€/mês a cada um dos seus trabalhadores mas os imigrantes pagam um sobretaxa de 100€/mÊs que vai para os trabalhadores portugueses. Então, o nosso salário passa, no total, a ser de 507€/mês e o dos imigrantes fica nos 307€/mês.
Nós portugueses ficamos melhor (ganharemos mais 2€/mês) e os congoleses também ficam melhor do que estão (o seu salário passa de 26€/mês para 307€/mês).

Então, a situação actual não é um Óptimo de Pareto.
Como viram, nós podemos ficar melhor e, ainda assim, melhorar a situação das pessoas que procuram  o nosso país para trabalhar.
Desta forma, penso ter conseguido provar que a política que está a ser levada à prática pela UE (pagar aos países magrebinos para que matem os emigrantes no deserto, sim, sim, Marrocos recebe dinheiro dos nossos impostos para mandar as pessoas para o meio do deserto, sem água nem comida) é, em termos económicos, errada.
Temos, com urgência pois está para falir, que mandar os aviões da TAP buscar os nossos 5 milhões de imigrantes.

E como ficam os donos das "oliveiras".
A renda do capital aumenta de 4,35€/oliveira para 8,70€/oliveira (duplica).
Este aumento da remuneração do capital induzido pela duplicação do número de trabalhadores faz com que o investimento aumente (as pessoas plantas mais "oliveiras").
Este processo vai demorar tempo mas vai levar a que, no longo-prazo, o número de oliveiras duplique o que fará com que o salário volte aos 505€/mês.
Como os imigrantes continuarão a pagar 100€/mês de taxa que vai para os trabalhadores portugueses, no equilíbrio de longo prazo ficaremos a ganhar 605€/mês (ficamos melhor) e os congoleses ficarão a ganhar 405€/mês (também ficarão melhor que estão agora no Congo).

=> Mas existe um grave dilema moral.
Mas de dilemas morais será o próximo poste.

Opção 1 = Os congoleses ficam no Congo a ganhar 26€/mês, e os etíopes ficam na Etiópia a ganhar 43€/mês (longe da nossa vista, longe do nosso coração) e nós  em Portugal a ganhar 505€/mês e os donos das "oliveiras" a ganhar 4,35€/oliveira/mês.

Opção 2 = Trazer 5 milhões de congoleses e etíopes para Portugal onde ficam a ganhar 307€/mês (à nossa vista, perto do nosso coração) e nós continuamos em Portugal a ganhar 507€/mês e os donos das "oliveiras" a ganhar 8,70€/oliveira/mês.

Com qual das opções fará a consciência humanista do Louça ficar mais tranquila?

Fig. 4 - A mim era era esta mocinha "Chamo-me Tanusheri, sou bengali, muçulmana e isto tudo é mesmo verdadeiro".

Pedro Cosme Vieira

6 comentários:

Tiago disse...

Bom post :)

Fernando Gonçalves disse...


Em Portugal há 40000 empregados domésticos que custam 6 euros à hora digamos.De repente há mais 40000 pessoas a oferecer esse trabalho.Como consequência o salário desce 25 %(valor médio da Estatistica apresentada) para 4.5 eur à hora e a procura aumenta exatamente 33.3%(6/4.5 - 1),simplificando de modo a não termos que nos preocupar em reafectar toda a restante procura.Vamos também ignorar a questão procura interna vs procura externa,como se um país fosse o próprio mundo.Então a procura de empregadas domésticas passaria de 40000 para 53333,mais 13333,e 26667(40000-13333)perderiam o seu trabalho.A somar aos milhares que também nesta área o perderam ou viram a carga horária reduzir-se nos últimos anos.Quem procura este trabalho ficaria melhor servido(gastaria o mesmo com mais serviço),os imigrantes também ficavam melhor,mas o desemprego aumentava.No curto prazo é assim,no longo prazo não sei,mas até lá são taxas de desemprego estruturais cada vez maiores que tendem a persistir,e as pessoas que existem no presente não podem esperar para sempre por um dia que nunca mais chega.A questão reside sempre no seguinte:o fator trabalho é profundamente heterogéneo,apenas no caso limite que todo e qualquer indivíduo tivesse capacidade de se converter competitivamente,então nesse caso poderíamos sempre olhar para qualquer choque num segmento específico do mercado de trabalho como uma fração homogénea do todo.Nesse caso aplicar-se-ia a lei de Say:"Toda a oferta gera a sua própria procura".Em Portugal há muita falta de formação nas áreas adequadas,que começa logo na juventude quando se vai para cursos errados,ou se abandona a escola precocemente.Portugal tem níveis médios de educação comparáveis a países em vias de desenvolvimento(Turquia?).

Fernando Gonçalves disse...

E ainda me esqueci de mencionar que os trabalhadores ficariam pior remunerados em 25 %,partindo do principio que não trabalhariam mais,pois se o fizessem a perda seria superior a 26667 nesse caso.

Fernando Gonçalves disse...

No meu comentário anterior eu baseei-me num setor em que o capital está ausente,contudo num setor com capital também não acredito que só porque num setor o fator trabalho aumente x % o capital aumentasse na mesma proporção,porque há imensos fatores que ditam a atração do capital para além dos salários e disponibilidade de fator trabalho,como legislação,custos de contexto,fiscalidade,clima,
ambiente,etc,etc;
qualquer dos modos,não quero prever o futuro.Avançando,gostava que o professor fizesse um post sobre a robotização que se baseasse em dados concretos,apesar que tenho pesquisado sobre isso e só encontro ideias,crenças,estatisticas nada.

Gonçalo Marinho disse...

Muito bom Professor.

O facto de ter aparecido no jornal I serviu, pelo menos, para que voltasse a seguir o seu blog, algo que não fazia desde os tempos em que era seu aluno.

É apreciavel a sua capacidade de informar, proporcionando umas gargalhadas pelo meio.

Um abraço

Gonçalo

George Stinney disse...

Bem!

Sr. Cosme, tenho de admitir que esse é dos comentário mais discriminatórios que li nos últimos tempos, mas com um certo floreado linguístico o Sr. consegue fazê-lo parecer aceitável! Ok! Assim seja!

Se fosse possível, gostaria que o Sr. me esclarecesse alguns aspectos, para os quais parece não haver solução nos seus contratos insanos! Aqui estão:

1- Numa fase inicial, a associação de Pareto, feita por si, até parece resultar. Contudo explique-me que tratamento será dado as gerações vindouras desses emigrantes??? Serão eternamente crucificados e destinados a pagar essa taxa???? Não, creio.

2- Assim sendo, creio que a longo prazo irá haver uma redução geral do salário mínimo nacional! Concorda comigo??? A longo prazo haveria 10 milhões de pessoas a trabalhar em Portugal todas elas com as mesmas condições! A não ser, que a insanidade ideológica o permitisse impedir que os imigrantes reproduzissem, e depois de mortos se fosse buscar mais 5 milhões!

3- O que faria quando umas pessoas dessem por si, e chegassem a conclusão que ganham cerca de 40% menos do que outras pessoas, exercendo exactamente as mesmas funções???? Pelo simples facto de terem de pagar para que a outra metade os aceite???? Como seria feita a contenção da fúria da população???? Matar todos os imigrantes???? Sr. Cosme o seu pensamento é exatamente o mesmo pensamento do escravizador perante o escravo, ou seja, achar, unilateralmente, que PARA O ESCRAVO ERA MELHOR TRABALHAR DE FORMA OBRIGADA, DO QUE MORRER!

4- Bem, pelo que percebo o Sr. é um economista nato, que crê que toda a acção deve ter uma reacção economicamente rentável! Correcto??? É contra a violência e a favor da compensação monetária pelo esforço de uma nação! Certo??? Assim sendo, qual acha que deveria ser compensação MONETARIA dos países europeus, pelos 500 anos de escravatura imposta a diversos países????? Ou nesse aspecto acha que não é necessário o equilíbrio de Pareto.



Sinceramente Sr. Cosme, estou certo que essa não seria em parte alguma uma solução. Fico profundamente preocupado ao reparar que o Sr. acha que o fim justifica todo e qualquer que seja o meio! A ponto de ser, para si, completamente irrelevante o facto de todo um país o achar alguém com um pensamento desprezível, desde que isso o torne ainda mais conhecido!

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