quinta-feira, 7 de maio de 2015

Os comunas também são racistas

O José José fez num comentário uma pergunta interessante.

Até ao 25-de-abril-de-1974, como as colónias eram território português,  todas as pessoas que lá viviam eram naturais de Portugal (Lei 2098 de 29 de Julho de 1959).
Quem terão sido os racistas que retiraram a nacionalidade portuguesa aos pretos de forma a evitar que, em 1974/1975, apanhassem a ponte aérea da TAP para Lisboa (para poderem continuar portugueses)?
Se bem me lembro, no governo estavam os comunas e isto tem que estar numa lei qualquer.
E está, é o Decreto Lei 308-A de 21 de Junho de 1975, assinado pelo Vasco Gonçalves, Álvaro Cunhal, Almeida Santos, Salgado Zenha e Melo Antunes (entre outros) e mandado publicar pelo General Costa Gomes. 
Realmente, o decreto lei não separa Pretos de Brancos mas separa pessoas que nasceram (ou os seus antepassados) na Europa das pessoas que nasceram noutros sítios (na África, Ásia ou Oceania).
Não interessava onde as pessoas viviam mas sim se tinham nascido da Europa (i.e., se eram brancos) ou não.
 
Nossos pais nasceram portugueses (Carnaval, Gumbe, Guiné-Bissau)
 
Afinal, até sou mais brando do que os que dizem que eu sou execrável.
É que eu não assinei nenhum decreto-lei a retirar a cidadania portuguesa a milhões de pretos.
A única diferença é que eu não sou esquerdista, isto é, digo a verdade.
No dia da independência, todas as pessoas que eram portuguesas mas que não tinham nascido ou os seus antepassados até à terceira geração, na Europa (i.e., pretos, indianos, chinocas e timorenses, pois, quem mais!), perderam a nacionalidade portuguesa, de um dia para o outro, sem nada poderem fazer para o evitar, para todo o sempre.
Mesmo que apanhassem o avião para Lisboa enquanto ainda eram portugueses (antes da independência), no dia da independência da colónia perderam automaticamente a nacionalidade portuguesa (para a conservar teriam que residir na Europa pelo menos desde o dia 25/4/1969).
 
Um amigo meu, o Túru.
Foi o primeiro preto que vi na vida. Estava numa aula de Informática no anfiteatro do 2.º andar do Depart. de Minas e o Túru entrou a meio da aula Era um preto retinto, enorme, tão preto que parecia azul e refletia a luz. Tinha nascido em 1964 português, registado como português com o nome Joaquim mas que gostava que os amigos lhe chamassem Túru (talvez fosse touro ... em pretoguês).
O pai dele, também preto retinto, tinha sido combatente no exército português.
Os comunas deixaram-no ficar na Guiné-Bissau até ao dia em que foi fuzilado por ser colaborador com o colonialista.
E como o pai dele, os nossos comunas deixaram que milhares e milhares de pretos que combateram no exército português fossem fuzilados. lá era colaboradores com o colonialista e aqui eram colaboradores com o fascismo. 
(O Túru licenciou-se e vive no Algarve trabalhando no Casino de Vila Moura).
 
E esta, não dizes nada Louçã?
 
Pedro Cosme Vieira

13 comentários:

Pedro Rodrigues disse...

È bem verdade o que diz, os comunas sempre foram os egoístas que apenas olharam para o seus interesses pessoais.

Tenho 46 anos e lembro-me da altura do PREC quando no norte se incendiaram sedes do PC mas tendo o cuidado de por a escumalha "democrática" na rua e só depois incendiar o "antro".

Se fosse ao contrario não os imagino a fazer isso, aplicariam as boas regras estalinistas e provavelmente seriam executados no local.

Quanto ao tema, em Africa não há "negro", há PRETO, o termo não tem a conotação pejorativa que os arautos da democracia incutiram a este pobre povinho. Sim, foram os libertadores da pátria que começaram a adulterar o termo para convencerem os tuganinos (tuga pequenino)que o "antigo regime" era racista.

Quando um povo elege para 1º ministro uma criatura como o MS, o volta a eleger para PR, está tudo dito da qualidade de povo que somos.

Felizmente pertenço à minoria esclarecida que não se deixa levar por toda esta desinformação orquestrada por uma minoria de "opinion makers".

Lamento que o Verão quente não tenha se tenha prolongado até à primavera seguinte pois provavelmente esta escória que nos suga há 40 teria sido dizimada.

Saudações, e boa sorte...
P.M

Artur Amorim disse...

Tanto Estaline como Mao fizeram de Hitler um menino de coro no que toca a número de mortos e ninguém fala nisso porquê ? A nossa constituição impede que se formem partidos de extrema-direita (ainda bem), mas um partido Estalinista já não impede (ver artigo recente do Observador). Não deveria a constituição ser ideologicamente neutra ? Convém relembrar também a posição do PCP em relação à Coreia do Norte : http://www.publico.pt/politica/noticia/pcp-vota-contra-condenacao-de-crimes-do-regime-da-coreia-do-norte-1626615

Já agora deixo aqui esta pérola de um esquerdista acerca racismo : - https://vidabreve.wordpress.com/2015/02/17/o-pretinho-salazarista/

E o desprezo que um africano dá a tipos como o Louça, acusando-o de usar a miséria como arremesso politico : http://observador.pt/opiniao/pobreza-tenham-decencia-nem-sabem-que-estao-falar/

António Pires disse...

Este blog tem sido pasto para muitos mal-entendidos de parte a parte. Eu sou das ciências propriamente ditas, mais propriamente da Física da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. A Economia, não sendo carne nem peixe, quer dizer, não pertencendo totalmente às letras está muito longe de ser uma ciência, segundo a conceção do grande Galileu Galilei.
Com o 25 de Abril de 1974, Portugal, enquanto país reconhecidamente independente, deixa praticamente de existir. Nessa época, quem decidiu o triste futuro onde agora estamos foram os Estados Unidos da América do Norte, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, a República Popular da China e, evidentemente, os nossos velhos "aliados" do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte.
Basta ver o recente caso Maddie, em que o polícia português Gonçalo Amaral é condenado em tribunal, para ver quem manda em Portugal. Mas indo um pouco mais fundo na humilhação, lembrem-se de que os atuais nomes das nossas pequenas freguesias medievais perdidas nas serras foram impostos por estrangeiros que nem sabem que Portugal vem no mapa. Assim, falar de esquerdalha abrilista ou de neo-liberalismo, macaqueando ideologias que não são nossas, perdeu todo o sentido porque casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão. Uns espantalhos ainda são de palha, outros já são de plástico e têm cedês que brilham e rodam ao vento, mas cacau para fazer chocolate já não há!

Alvin Toffler disse...

Pedro Cosme Vieira
Eu não sou o Louçã, mas posso responder. A Direita portuguesa tem aproveitado a desinformação para desde 74 desinformar e manter na ignorância o povinho mais desatento, e assim passo a explicar em poucas linhas o contexto da descolonização :

1- A igualdade entre pretos e brancos fazia parte do programa eleitoral de John Kennedy (eleito em Novembro 1960).
2- Kennedy fez um discurso em que advertia as potências colonizadoras (Portugal, França, Espanha, etc.) que tinha chegado a hora da libertação dos povos colonizados.
3- Uma jornalista francesa perguntou a Salazar, porque é que Portugal não saia das colonias e Salazar respondeu : se Portugal sair, outros tomarão o nosso lugar.
4- A França acaba por ceder, e vai dar a independência (forçada e/ou pressionada pelos EUA e pela ONU) aos seguintes países :
a) Marrocos 1956
b) Tunísia 1956
c) Senegal 1960 (vizinho da Guiné)
d) Costa do Marfim 1960
e) Congo (Brazaville) 1960 – vizinho de Angola
f) Argélia 1962
5- Coincidência… a nossa guerra no ultramar começou em 1962.
6- Ora, como todos sabemos, o poderio e a influência da França, nos anos 60, não é ao de Portugal, além de ser uma das potências com direito a veto na ONU.
7- Portanto, foram essencialmente os EUA e a URSS que decidiram acabar com o velho colonialismo e de Tomarem o seu lugar! Assim, a URSS foi tomando conta de alguns (Angola, Moçambique, Argélia) e os EUA foram tomando conta de outros.

Aqui chegados, pergunto eu, mas quem somos nós para enfrentarmos as 2 superpotências?
Ninguém! Esta é a resposta.
Tudo o resto que se diga, são meras filosofias baratas que na maior parte dos casos só servem para gerar confusão e ignorância, nada mais !

Pedro Alexandre disse...

Caro professor,

Essa estratégia ja todos conhecemos professor, a receita é sempre a mesma, depois quem paga é o povinho, as finanças equilibradas é uma bricadeira de crianças e a inflação é algo que não existe para os esquerdistas.

Ignore professor, se fosse comigo nem mereciam resposta, muito menos dava entrevistas a jornalistas com segundas intenções, isso comigo era ignorar porque a campanha ja estava a ser feita e comigo acabava logo no dia a seguir.

Eu nem ligo ao que o professor escreve, alguma coisa é de facto exequível, mas sei que muitas vezes isso é ironia sem o mínimo de sentido numa economia de mercado.

Cumps

Unknown disse...

O que me deixa pasmado de imbecilidade é o facto de a maioria dos retornados do ultramar serem COMUNAS !
Acredito que a vida da grande maioria deles piorou desde que chegaram mesmo com os empreguinhos porreiros na função publica e casinhas do estado na cruz vermelha.

Mas foi a ideologia COMUNA que lhes acabou com as boas vidas nas colonias e que os recebeu cá em portugal.

Até ao dia da minha morte nunca vou perceber porque é que essa bicharada é toda comuna

Lura do Grilo disse...

Todos sabemos a igualdade com se tratavam, na URSS, os pretos das nossas províncias ultramarinas que foram primeiro receber treino de guerrilha e depois estudar.

Todos sabemos que em Angola a tropa cubana que por lá andou era ela própria composta de pretos ou mestiços pois os brancos nunca saíram de Cuba (a carne branca não era metida nesses apertos).

Quantos negros temos no governo cubano?

Harry Lime disse...

Os comunas também são racistas? Então isso significa que tu também és racista...

A palavra chava aqui é "também".

Rui Silva

Harry Lime disse...

Os comunas também são racistas? Então isso significa que tu também és racista...

A palavra chava aqui é "também".

Rui Silva

Miguel Matos disse...

Caro Rui,

Acordou tarde para a festa. Se ler os post anteriores vai perceber o "também".

Cumprimentos

José Jesus disse...

Os comunas são racistas por natureza. Desde as origens Marx-Engels, passando pelos Guevaras das t-shirts e desembocando nos que escrevem pérolas como essa do «pretinho salazarista».

Os comunas são bons em 31 de boca. Nada fazem pelos outros, mas «preocupam-se». Daí a sua auto-proclamada superioridade moral.

Escrevam ao patrão aqui do professor Cosme. Se ele for despedido, é mais um lanço de escadas que descemos em direcção à tirania. E é uma gaita para ele.

Zephyrus disse...

Eram racistas e não gostavam dos arco-íris.

O Fogaça do PCP foi apanhado em intimidades com um homem numa pensão nos idos anos 60 e expulsaram-no do partido.

Para a comunada a homo-bi-sexualidade era vício burguês do capitalismo que importava erradicar.

É curioso que agora haja tantos arco-íris metidos no BE e no PCP e que este passado recente seja ocultado.

Zephyrus disse...

«Mas indo um pouco mais fundo na humilhação, lembrem-se de que os atuais nomes das nossas pequenas freguesias medievais perdidas nas serras foram impostos por estrangeiros que nem sabem que Portugal vem no mapa. »

Curioso.

De que freguesia fala?

Sei que no Alto Alentejo há povoações que foram fundadas por colonos francos depois da Reconquista e têm nomes de povoações francesas. Nisa vem de Nice, há ainda Monforte ou Tolosa.

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | Best Hostgator Coupon Code