terça-feira, 29 de setembro de 2015

Os 7 graus da escala do poucochinho

Os 7 graus do poucochinho
Entre a derrota e a vitória por maioria absoluta, existe uma escala de 7 graus de Pucochinho sendo o grau 1 o mais poucochinho e o grau 7 o menos poucochinho.

Concretizando-se as sondagens da Católica e da Intercampus, a vantagem do PSD+PP relativamente ao PS vai ficar nos 16 deputados o que traduz que teremos uma vitória no grau 4 da escala do poucochinho.


Tabela dos 7 graus do poucochinho
O PSD+PP ganha com maioria absoluta (PSD+PP > PS + BE + CDU + Pequenos)
   7) PSD+PP > PS + BE + CDU
   6) PSD+PP > PS + CDU + Pequenos
   5) PSD+PP > PS + CDU
   4) PSD+PP > PS + BE + Pequenos
   3) PSD+PP > PS + BE
   2) PSD+PP > PS + Pequenos
   1) PSD + PP > PS
O PSD+PP perde (PSD+PP < PS)

Como será o 5 de Outubro?
Às 20h do dia 4 de Outubro, quando forem anunciadas as sondagens à boca das urnas, será dito que o PSD+PP ganhou com o grau 4 do poucochinho e, se não lhe acontecer nenhum encobrimento semelhante ao que deu ao Cravinho, minutos depois, o António Costa virá dizer "fui colhido de surpresa pelos resultados eleitorais pelo que me demito de Secretário Geral do PS".
Nas comemorações do 5 de Outubro, já será o Carlos César o secretário Geral interino.

O PS vai implodir

No 6 de Outubro, o Presidente Cavaco Silva vai começar a ouvir os partidos.
No grau 4 da escala do poucochinho, o PS poderá formar governo se tiver o apoio parlamentar da CDU. Mas isso não é viável porque precisaria de uma longa e difícil negociação, impossível para um secretario geral interino.
Então, mais não sobrará ao Cavaco Silva mais do que indigitar o Passos Coelho para formar governo.
 
O Passos Coelho lá fará o seu segundo governo.
O mais certo é que a maioria dos ministros permaneça. Talvez saia o Poiares Maduro e outros que nem me lembro quem mas, a Maria Luís, a Cristas, o Pires de Lima e o da mota (Soares) vão continuar e já fazem, com o Passos  mais o Portas, metade do governo.
Depois, o Cavaco vai dar posse ao governo que vai apresentar o programa à Assembleia da República.
 
Será que o programa de governo vai ser rejeitado?
Se for rejeitado, o governo cai (Art.º 195-d da Constituição Portuguesa).
Não acredito que um secretário geral interino tenha força política para chumbar o governo logo na entrada.
Vai passar com a abstenção do PS e os votos contra de todos os demais partidos da esquerda (somarão 30 deputados contra mais de 100 do PSD+PP).
 
Depois vem o Orçamento de Estado para 2016.
Mas existe a hipótese de o Passos Coelho não fazer um novo orçamento.
Argumentando que "o PS já declarou que vai chumbar o OE2016", o governo pode decidir não apresentar o OE2016 nem o OE2017 a votação.
Se isto acontecer, OE2015 mantêm-se em vigor.
 
Dadas as promessas eleitorais ...
O OE2015 é melhor para o Passos Coelho que um eventual OE2016 onde terá que introduzir as promessas eleitorais. Entre outras coisas ficarão congelados os:
=> Aumentos na Função Pública (O Passos Coelho prometeu que levantava 1/5 do corte de 10% imposto em 2010 pelo Sócrates)
=> Aumentos nas pensões (O Passos Coelho prometeu que subiria as pensões mais baixas)
=> Fim da sobretaxa do IRS (o Passos prometeu alívio de 1/4) e actualização nos escalões de IRS.
 
O Governo vai-se aguentar até ...
Será um governo fraco porque não conseguirá passar Leis na Assembleia da República mas vai governando mês após mês com o OE2015.
Por esta razão é que o Governo tentou fechar todos os dossiês antes do fim da legislatura (por exemplo, a privatização da TAP).
Além do OE2015, vai governar por Portarias, Decretos-lei e uma ou outra Lei para a qual haja convergência com o PS.
 
O governo cairá quando as sondagens forem favoráveis ...
Se as sondagens mantiverem as intenções de voto no PS na casa dos 30%-35% e o PSD+PP na casa dos 35-40%, o governo mantêm-se estável.
Quando as sondagens começarem a dar mais de 40% de intenções de voto no PS, vai haver pressão para que haja uma "união à esquerda" para viabilizar uma moção de censura ao governo.
Também, se as sondagens começarem a dar ao PSD+PP acima dos 45%, o governo vai começar a apresentar "Leis necessárias à modernização do país" para forçar a sua demissão e a marcação de novas eleições.
 
E o factor Presidente?
Podemos pensar que, se tivermos um presidente esquerdistas (tipo Nóvoas), o governo nunca se demitirá pois corre o risco de haver um governo PS+CDU. Mas este governo é impossível de acontecer.
 
Vejo no horizonte estabilidade governativa.
O governo tanto pode durar toda a legislatura (se as sondagem derem resultados próximos dos actuais) como durar 2 anitos (se as sondagens desempatarem) mas, mesmo com uma maioria de 4 na escala do poucochinho, vai haver condições de governabilidade, pelo menos, durante meia legislatura.
 
Apesar de parecerem todas parecidas (as esquerdas), é impossível uma frente comum entre o PS, o BE, a CDU, o Livre e o Marinho e Pinto
 
Pedro Cosme Vieira

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