sábado, 17 de outubro de 2015

A libertação do Sócrates

O Sócrates não cometeu nenhum crime. 
Esta é e sempre foi a minha convicção (ver em novembro 2014).

O homem até pode ter 25 milhões € no cofre, muito mais que seriam possível a partir do seu ordenado como Primeiro-Ministro mas, até prova em como cometeu um crime previsto no Código Penal Português, prova que tem que ser feita pelo Estado (representado pelo Ministério Público), não existe crime nenhum.


Vi um filme interessante.
No contexto dos julgamentos dos crimes de guerra do período 1939-1445, uma mulher foi acusada de ter enviado um documento a dizer "Matem esta pessoa e aquela" e, se condenada, seria enfoircada.
O interessante é que a mulher era analfabeta, não sendo capaz de escrever, mas teve vergonha de o dizer.
Havia uma testemunha, um jovem que, em estudante, tinha sido amante de tal acusada e que sabia que ela era analfabeta. Mas, como não podia revelar que tinha sido amante de uma "criminosa de gueera" manteve o seu silência.
No final, foi condenada e enforcada.
Vamos imaginar que o Sócrates ganhou esse dinheiro no Euromilhões mas que, por ser Testemunha de Jepová (onde  jogar é um pecado muito grave), não pode revelar a origem desse dinheiro?

"Não existem amizades assim"
Compete ao Estado provar que esse dinheiro foi obtido em violação do que diz o Código Penal.
Não o provando, não serve de prova o ditado popular "Quem cabritos vende e cabras não tem, de algum lado eles vêm" ou argumentar que "não existem amigos assim".

Até prova em contrário, eu como poucochinho.

Há que destinguir Pecado de Crime.
Pecado é uma coisa que viola os mandamentos de Deus.
Crime é uma coisa que viola o que diz o Código Penal.
E no Código Penal não diz em lado nenhum que ser rico sem provar de onde veio a riqueza é crime.

Há pecados que já foram crime e que já não o são.
Lembram-se do pecado de meter o motor de arranque na mala do carro do vizinho?
Isso foi o pecado (alegadamente) que levou à destruição de Sodoma e Gomorra.
Há países em que é crime punível com a decapitação mas, em Portugal, é bandeira e prova da defesa do estado social, de um esquerdismo fracturante.
Os da direita que metem o motor de arranque na mala do carro são conhecidos por funileiros (i.e., fazedores de panelas).

O que é que apetecerá ao Bruno de Carvalho fazer a este rabinho com uma cueca do Benfica?

O Sócrates mandou-nos à bancarrota.
Mas isso não é crime, foi escolhido pelos portugueses e, por isso, os criminosos somos nós (e as vítimas).
Por isso, e atendendo a que a Maria de Belém não tem pernas para andar e o Nóvoa é uma nódoa de candidato, continuo a defender (Já o defendi antes) que o Sócrates se deve candidatar a Presidente da República.


Bom fim de semana que, daqui a pouco, vou até à praia, como o Candidato Marcelo.

Pedro Cosme Vieira

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