quarta-feira, 4 de novembro de 2015

É uma perda de tempo

Quando foram falar a Sua Excelência ... 

todos os esquerdistas disseram ao Cavaco Silva que dar posse ao Passos Coelho como primeiro ministro do XX Governo Constitucional seria uma perda de tempo pois havia um acordo à esquerda sólido e que o iria derrubar para, depois, encabeçados pelo Camarada Costa, assumirem-se como o XXI Governo Constitucional.
O Esquerdista Nóvoa veio logo dizer que "se fosse eu presidente, obviamente que daria posse ao António Costa."

Veio a marretada do Cavaco.
"Se o Governo formado pela coligação vencedora pode não assegurar inteiramente a estabilidade política de que o País precisa, considero serem muito mais graves as consequências financeiras, económicas e sociais de uma alternativa claramente inconsistente sugerida por outras forças políticas.
Aliás, é significativo que não tenham sido apresentadas, por essas forças políticas, garantias de uma solução alternativa estável, duradoura e credível." (ver, o comunicado integral)

A marretada uniu a esquerda!
Foi com o que contra-atacaram os esquerdistas encabeçados pelo Pacheco Pereira:
O discurso do Presidente é "o exemplo lapidar de como as coisas podem resultar exactamente ao contrário", já que, "em vez de dividir o PS uniu o PS, em vez de criar dificuldades para os partidos de esquerda criou uma fúria tão grande que ultrapassou as duas debilidades, fragilizou o Governo que pretendia apoiar e criou um beco sem saída para a sua própria decisão".  (ver, Público).
O que já traduzia que, quando foram falar a Sua Excelência, o "acordo" não passava de uma intrujice.

Afinal, era tudo mentira.
Foram nos dias 20 e 21 de Outubro dizer a Sua Ex.a o Sr. Presidente da República que tinham um acordo quando, afinal, não havia acordo nenhum e hoje, dia 4 de Novembro, vêm mesmo dizer que a coisa está muito tremida.
  -Qual acordo.
  -O acordo!
  -Ah, qual acordo?
  - O acordo?
  - Qual acordo!
  - O Acordo.
(veja, em primeira mão, O acordo de esquerda na íntegra)

Lembram-se de um prefácio qualquer do Cavaco de 2011?
Não me lembro onde escreveu isto mas escreveu mesmo que "Os dados da economia portuguesa pareciam-me negativos mas o Sr. Primeiro Ministro José Sócrates vinha-me dizer que as coisas estavam controladas e a correr muito bem e eu, por obrigação institucional, acreditava. Agora vejo que tudo não passava de mentiras."

Disse-lhe Pilatos: Que é a verdade?(João 18:38)
E Pilatos disse, "São coisas que os demoníacos [dirigentes esquerdistas] afirmam com o único objectivo de chegar ao poder."
Mas, como "Gato escaldado de água fria tem medo", o Cavaco meteu essa conversa do acordo das esquerdas no gavetão das "Verdades afirmadas a pés juntos pelos dirigentes Demoníacos [do PS]."

E agora?
"O político de apelido Costa, entregou-se a Jerónimo, que com certeza lhe reserva um lugar adequado."

Vejamos porque o acordo nunca pode acontecer. 
As pessoas esquecem-se que comunistas morreram às mãos da PIDE a lutar pela implantação da ditadura do proletariado. Pessoas ficaram horas e horas de pé, sem dormir, a apanhar chapadas, fritaram no Tarrafal, perderam empregos e benesses porque acreditavam, tal como São Pedro na salvação eterna, que poderia haver uma sociedade em que todos éramos iguais e ricos. Acreditavam e acreditam com toda a convicção que é possível ter.
Não há Testemunhas do Senhor Jeová que se deixam morrer porque "Deus disse que não podemos receber sangue de outros"?
Não há islâmicos que se explodem agarrados a uma bomba para poderem ter 72 virgens no Paraíso?
Não há os dos PCTP-MRPP que anunciam a "Morte aos Traidores"?
Os PCPs não são como os BEs, vivem na miséria, o Jerónimo com 850€/mês entregando todo o resto do seu rendimento ao Partido.
Os comunas são como os anões, não é deficiência nenhuma, é uma forma diferente, mais pequenina, de se ser humano.

Eu sou uma (mini)gaja boa.

Hoje li uma noticia interessante.
Claro que podem dizer que "mudam-se os tempos, mudam-se as vontades" e, a notícia que li hoje em meios reacionários que recebo na caixa de correio tem a ver com isso.
Nos princípios da década de 1490, cerca de 100 mil portugueses professavam a religião judaica (10% da nossa população seria de 1 milhão de habitantes). Depois, foram condenados à morte e, a forma mais fácil de identificar um judeu era, obriga-la a comer carne de porco que, segundo o Levítico, é pecado. Muitas pessoas preferiam a morrer a meterem o porco para dentro do bucho.
Agora vem a notícia. É que actualmente 57% dos judeus americanos comem regularmente carne de porco (ver).

Será que os comunas vão mudar? 
Não me acredito porque, no dia em que mudarem, desaparecerão.
Por volta de 1450 chegaram a Portugal os cristãos Arménios fugidos do avanço turco e os ciganos.
Os arménios foram muito bem tratados e hoje, não sobra nenhum.
Os ciganos foram excluídos, mortos, escravizados, e hoje ainda existem 40 mil.
Se os comunas se transformarem em pessoas normais, também desaparecerão.

É como a sexualidade católica.
Todos os problemas de adaptação da Doutrina da Igreja à sociedade actual, a homossexualidade, o casamento dos padre, o divórcio e o recasamento, a amancebia, são tudo problemas que resultam de a sexualidade ser entendida como algo ser regulada por Deus. Se foi possível, faz séculos, os católicos terem abandonado o Levítico quanto aos alimentos impuros para captar os romanos ...
“Vocês não poderão comer ... camelo ... coelho... lebre... porco. Tudo o que vive na água e não possui barbatanas e escamas será proibido para vocês" (Levítico 11)

Afinal, não foi uma perda de tempo.
Até o Esquerdista Nóvoa já veio dizer que "o Cavaco actuou muito bem".


Pedro Cosme Vieira


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