domingo, 22 de novembro de 2015

Hoje fiz feijoada brasileira

A vida é feita de encontros e desencontros.
Quando há um desencontro, passados uns anos, de vez em quando volta qualquer coisa à memória. No caso dos homens, volta o sabor das comidas que já não comemos. É que cada mão dá um sabor especial mesmo à comida que fazemos todos os dias.
Da carioca ficou a bavarois de leite condensado e a feijoada brasileira.
Como as receitas que aparecem na internet são complexas, tenho que apresentar aqui uma receita muito flexível e simples.


O feijão preto é um condimento.
A feijoada brasileira tem que levar obrigatoriamente feijão preto e mais nada.
É o feijão que dá a cor pretas e o sabor peculiar às carnes.
Não é preciso pensarmos nas carnes secas e salgadas, linguiça e outros enchidos, na couve mineira ou farofa pois o que é importante é o feijão preto.
Comprei meio quilograma de feijão preto por 0,97€ dos quais, ontem à noite, pus 200g de molho em água fria.
Hoje às 11h30, retirei-o da água com a mão (sem a água de demolho), meti-o na panela de pressão e acrescentei água até o cobrir.
Liguei o fogo e deixei cozer com a panela aberta durante 20 minutos.
É importante tirar o feijão à mão porque 1) a água do demolho tem um certo sabor a mofo e 2) o feijão pode ter pedras que ficarão no fundo da bacia. Um dente partido custa 500€ a substituir!

Usei frango, apenas.
Cortei o frango (que comprei por pouco mais de 1,00€/kg) aos bocados e acrescentei ao feijão que estava a ferver.
Acrescentei um pouco de massa de tomate, alho seco, cebola, piripiri (para imitar os enchidos) e cebola às rodelas e agitei tudo. As carnes não ficaram cobertas com água mas, como vou fechar a panela de pressão, a carne libertará liquido suficiente para ficar tudo coberto.
Reparem que não fiz estrugido nem acrescentei qualquer gordura, basta a da pele do frango.

Fiz couve e cenoura cozidas.
Em vez da couve mineira, cortei couve lombarda e cenoura em Juliana (às fatias) e cozi noutra panela.
Fiz também arroz branco.
Para engrossar o molho da feijoada, misturei um pouco de farinha em meio copo de água e, depois de abrir a panela de pressão, verto essa aguada no molho da feijoada e mexo.

E já está pronto a servir.

E a farofa com linguiça?
Não é precisa para nada.
É que o óptimo é inimigo do bom.

Pedro Cosme Vieira

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