sexta-feira, 24 de junho de 2016

O BREXIT ganhou e depois?

Mas, o mais certo, é nada acontecer.
Isto já aconteceu há um ano quando a Grécia votou um referendo contra a Austeridade (ver) e já antes, em 2005, quando a França e os países baixos recusaram o tratado orçamental.
Nessa altura, o Tony Blair (e não um populista de direita) anunciou que o tratado orçamental seria referendado.

A causa da saída é a extrema-esquerda e a esquerda demagógica.
A UE iniciou-se em 1952, chamando-se então CECA, na procura de resolver os desacordos históricos entre a Alemanha e a França e que já tinham levado a variadas guerras de que as de 1914-1918 e 1939-1945 foram as mais terríveis. Mas também serviu para  amarrar a Itália que estava sob ameaça do avanço soviético (em 1953, o PCI foi o segundo partido mais votado com 22,6% dos votos). Assim, foi formada pelos noivos (Alemanha e França), o padrinho (a Itália) e as damas de honor (Bélgica, Luxemburgo e Holanda). 
Nessa altura altura, a França era o país mais rico e a Alemanha estava nos 80% e a Itália nos 65% do PIB per capita francês.
Depois, em 1958, veio a CEE (Tratado de Roma) e, em 2007, a UE (Tratado de Lisboa).

Esquerda ou direita, radicais e demagógicas, são duas faces da mesma moeda


A CECA servia para liberalizar o comércio e acabar com os subsídios do Estado.
O comércio entre os países é muito importante para o crescimento económico mas, pensando cada país que as exportações eram fundamentais para o desenvolvimento das suas economias, em particular, da indústria do carvão e do aço, começou-se a instalar uma guerra de subsídios e de barreiras às importações que fez surgir novamente as tensões entre estes tradicionais inimigos. Com o importante é o comércio e não apenas as exportações, a UE surgiu para diminuir as barreiras às importações e os subsídios às exportações. 

A Holanda, Bélgica e o Luxemburgo serviam para diminuir tensões.
Inicialmente, as decisões eram tomadas por unanimidade, servindo os países do Benelux como mediadores dos conflitos. Imaginando que havia apenas a França, a Alemanha (Ocidental) e a Itália, o processo de decisão quase certamente ficaria bloqueado pelos interesses individuais.


Nos primeiros 30 anos, a CEE cresceu pouco.
Com a entrada em 1973 do Reino Unido, da Dinamarca, da Irlanda aconteceu um aumento de 20% na população. Com o alargamento de 1981, da Grécia e 1986, da Espanha e Portugal, houve um novo aumento de novos 20% da população. 
Quando caiu o Muro de Berlim, o CEE tinha 12 países e 330 milhões de habitantes, sendo que 2/3 residiam nos 6 países originais. 
As 12 estrelas na bandeira azul são colocadas então para assinalar os 12 países.

Mas, um dia, o Muro de Berlim caiu ...
A União Europeia aumentou de 12 países para 28 países e foi-se aprofundando, tendo cada vez mais poderes.
Gerir os interesses de 28 países não é a mesma coisa de gerir os interesses dos 6 países originais ou dos 12 pré queda do Muro.

Não se prevendo o fim da influência soviética na Europa de Leste, em 1986 imaginava-se a CEE eternamente com 12 países.

Vamos aos populistas.
A comunicação social tem grande asco aos partidos de direita, apelidando-os de radicais de direita, extrema direita e populistas de direita. Mas, quem alimenta esses extremos e populismo de direita são os extremos e populismo da esquerda que fazem crer aos eleitores dos seus países que vão bater o pé à Alemanha e a Bruxelas. Esses esquerdistas do Sul da Europa usam o chavão da legitimidade democrática para extorquir vantagens junto dos países do Norte da Europa.
Esta tentativa que os esquerdistas têm feito para chupar nos países anglosaxónicos é que tem levado a que, nesses países, os eleitores queriam a saída da UE.

Mas o interessante é os Esquerdistas radicais e populistas não defenderem a saída!
Não querem sair porque a sua plataforma política passa por extorquir dinheiro aos países cumpridores.
O Reino Unido ao votar pela saída não tem nada de radical, é apenas a legitimidade democrática que o Bloco de Esquerda e o Siriza invocam para não cumprirem o Tratado Orçamental.
E não são os partidos britânicos, sejam de direita ou de esquerda, que fizeram o RU querer sair da UE mas o votos dos eleitores, nada de mais democrático poderia ser feito ou defendido.

As instituições europeias...
Ameaçaram o Reino Unido com retaliações, prejuízos e a independência da Escócia e da Irlanda do Norte.
Mas essas pessoas não passam de funcionários, o importante é o que diz a Sr. Merkel.
Normalmente, os esquerdistas do BE berrariam muito mas, no caso, ficaram calados.
Penso ser a preparação para votarem a favor de 3000 despedimentos na Caixa Geral de Depósitos a que vão chamar "oportunidades para mudarem de vida".


E, agora, qual será o futuro?
Não vai acontecer nada de relevante.
Tecnicamente, o Tratado da União Europeia tem previsto no Art. 50.º (p. 54) que "Qualquer Estado-Membro pode decidir (...) retirar-se da União" e que essa saída é um processo negocial de que resulta um Acordo de Saída.
Mas, apesar de o Reino Unido ir sair do UE, em termos práticos, apenas será criado, um  novo estatuto que encaixe as exigências do UK (e de outros países reticentes como a Holanda e a Dinamarca).
Continuará a haver livre movimentação de bens, serviços e capitais pois é uma regra que se está a instalar entre todos os países. Mas a liberdade de movimentação de pessoas com o objetivo de irem viver da segurança social e de peditórios vai ter cortes e os benefícios sociais terão também ajustamentos para baixo.


Irá ter o RU sofrer prejuízos?
A esquerda radical e populista quer que o RU seja castigado de forma a que outros países não se arrisquem a sair. Em particular, estão a olhar para a Alemanha.
Digamos que a esquerda europeia é como a carraça que, uma vez arrancada, morre mas deixa lá a cabeça para causar o máximo de dano possível à vítima de forma a servir de aviso para as outras vítima onde as suas irmãs chupam sangue.

Até já falam, sem serem de lá, que a Escócia e a Irlanda do Norte vão abandonar o RU.

Se ele se emburracha e te bate, dá-lhe carinho que ele deixará o alcool e a violência e responderá com carinho.
(Mas não é exactamente este o ensinamento de Jesus Cristo?)

Mas que é que isso interessa para a Inglaterra e Gales?
A Escócia fica muito longe de tudo e a Irlanda do Norte não é um país viável (vai Bruxelas aguentar os terroristas católicos!). Irá que a Escócia e a Irlanda do Norte vão fazer um união?
Isto não tem pés nem cabeça e, mesmo que tenha, em termos de importancia relativa, a Escócia (5,4M) mais a Irlanda do Norte (1,8M), só têm 10% da população do RU, o que não conta para nada do que se vive no Sul da Grã-bretanha.
E irá a Espanha votar a favor da entrada de um paiséco que sai de outro país?

A Escócia e a Irlanda do Norte vão ficar dentro da UE com um estatuto especial.
Da mesma forma que o Kosovo faz parte da Zona Euro sem nunca ter entrado, também estes dois territórios vão continuar a pertencer ao RU e também continuar a pertencer á UE como sendo uma espécie de Zona Franca da Madeira.

E quais as vantagens para o RU?
Primeiro, é uma decisão dos votantes. Mesmo que isso lhes cause prejuizo económico, a vida não é só economia.
Segundo, apesar de o RU deixar de ter voto na condução dos assuntos da UE, será tratado como igual na relação bilateral com a UE.
Terceiro, o UK passará a ter total liberdade para fazer acordos bilaterias de livre comércio com os grandes países tradicionalmente seus parceiros como as suas antigas colónias (USA, Índia, Austrália, PAquistão, etc.) e com a China.




A estabilidade da UE vai aumentar.
Já vários políticos pediram referendos nos seus países quanto á saída  mas, o que irá acontecer é a diminuição da retórica dos países do Sul da Europa de culparem a Alemanha pelos problemas que vivem (pois, a partir de hoje, torna-se possível a própria Alemanha sair do projecto europeu).
Também será possível acomudar a Turquia, a Ucrânia ou a Geórgia com um estatuto semelhante ao futuro tratado com o RU.

Não poderá a permanencia na UE ser diferenciada?
Eu não compreendo, nem ninguém, porque a pertença à UE não possa ser personalizada para cada Estado quando à liberdade de movimentação de bens, serviços, pessoas e capitais, quanto à eprteça ou não ao Euro, quanto à aplicabilidade dos benefícios sociais diferenciados entre nacionais e estrangeiros.
No futuro, a UE vai evoluir neste sentido.

15 comentários:

Jorge Gaspar disse...

Ou isso, ou as pessoas vão perceber que não existe nenhum beneficio em pertencer á UE, excepto para os países que recebem dinheiro dos países mais ricos, e que sair não tem qualquer implicação. Eu acho que aos poucos e poucos a união europeia vai acabar. Não existe actualmente nenhuma razão lógica para ela existir, a não ser no que concerne á livre circulação de pessoas, capitais e mercadorias, mas essa mesma livre circulação pode perfeitamente existir sem a UE. Por outro lado, a UE é extremamente proteccionista com o resto do mundo, e quem sair dela, depressa vai descobrir como é benéfico ter acesso a outros mercados, isso e também, deixar de se preocupar com o tamanho dos mirtilos.
É irónico ter sido o sul da Europa a ameaçar sair, quando na verdade não o querem fazer e ser um país do norte da europa a sair mesmo.
A partir do momento em que criam uma excepção para o RU. Sempre que algum país não concordar com alguma coisa, irá exigir uma nova excepção, até chegarmos ao ponto em que de tantas excepções e regras existirem, não existe regra nenhuma.
Se na Europa não existissem graves problemas económicos e de imigração, não se colocava problema nenhum, com a Europa a ter um crescimento económico ridiculo e com a imigração muçulmana em grande escala, não vai ser possível segurar os partidos eurocépticos porque se limitam a ser a extensão política da vontade dos Europeus. No futuro a vontade de abandonar a UE vai aumentar e não diminuir, como tem sido a tendência dos últimos 10 anos.

Défice nos 3.2%. Surpreendido ou em linha com o que tens dito?

Fernando Gonçalves disse...

O Reino Unido só quer ter benefícios com a Europa sem pagar o devido preço,e com muitas excepeções,só porque é o Reino Unido.A França tb pode incumprir o défice só porque é a França.A Alemanha tb pode ter superavits excessivos só porque é a Alemanha.Portugal e a Grécia têm de cumprir tudo só porque são Portugal e a Grécia.Isto é a desunião Europeia,em que cada um faz o que quer em função do seu poder.Professor deixe lá a sua esquerda demagógica,a sua força está limitada à pequenez dos seus países,a política não interessa nada.

lazaro rocha disse...

Lamentável a saída do RU da UE, vai causar enormes transtornos para os mais de 1.300.000 que vivem na Itália, FRança, Espanha Portugal e outros países da Europa

Rodolfo disse...

Fernando, porque é que o Reino Unido tem de 'pagar' alguma coisa? Não basta haver comércio livre?

Fernando Gonçalves disse...

Todos pagam e todos tem regras.como se sabe o RU tem uma serie de excepcoes exclusivas,que tinham aumentado ainda mais este ano.para haver comercio livre são necessárias regras e politicas comuns.

Rodolfo disse...

"para haver comercio livre são necessárias regras e politicas comuns" .. isso é o que diz o Fernando. A UE faz trocas comerciais com a China e não tem acordo de comércio, e a China até é ditadura.

Económico-Financeiro disse...

Estimados comentadores e leitores,

Tenho que dar toda a razão ao Rodolfo pois o comérico faz-se, primeiro, dentro do acordo multilateral da Organização do Comércio Mundial que é favorável ao comércio livre e, depois, por ação/retaliação até haver um acordo bilateral pelo menos tácito entre os países.

A França impõe uma taxa de 20% sobre a importação de leite britânico e o RU retalia com uma taxa de 20% sobre os vinhos franceses.
Os portugueses impõem uma taxa de 25% sobre a roupa britanica e o RU retalia com uma taxa de 25% sobre o rendimento auferido pelos pensionistas britanicos que vivem no Algarve (isentos cá de IRS) ou sobre as importações de vinho do porto.

É certo que o RU vai fazer um acordo de livre comércio com os USA, Canadá e Austrália que são economias muito mais importantes e desenvolvidas que o conjunto da UE, e condições mais vantajosas com os restantes países da commonwealth.

Para vermos a importancia relativa do RU, lembremo-nos que, em 1940, a Alemanha derrotou a França em meia dúzia de dias e nunca conseguiu meter nem um só pé em solo britânico.

O RU poe manter a liberdade de circulação de pessoas mas usar as taxas para controlar os flucos.
Por exemplo, para diminuir a entrada de pedintes que vão viver à custa da segurança social britanica, pode impôr aos não residentes no RU uma taxa turistica no valor de 50 libras por dia, pagos logo 20 dias à entrada, em tudo semelhante ao que o António Costa fez para Lisboa.
Se é legam em Lisboa (com Portugal na UE e na ZE), mais será legal no RU fora da UE.
Essas 50 libras por dia serão usadas, dedutíveis, nas despesas em alojamento, comidas, entradas em museus, aluguer de carros ou outra qualquer coisa.
No final da estadia, se a pessoa esteve menos que os 20 dias, terá direito a devolução do remanescente.

Garanto-vos que o BrExit tem todas as condições para ser um sucesso.

Camões disse...

Há aqui alguma confusão quanto ao âmbito dos acordos de comércio livre porque não podemos confundir bens e mercadorias (acordo GATT) com serviços (acordo GATS). O segundo tipo é extremamente mais restritivo e normalmente não se aplica a serviços financeiros que é o que o Reino Unido vende. Também ninguém fala na cláusula da nação mais favorecida que se aplica no âmbito do direito internacional económico e que estende imediatamente os benefícios garantidos às outras partes da OMC; para escapar a isto, é preciso estar dentro de um bloco de integração regional por exemplo (aquilo de que o Reino Unido foge). Mais confusão ainda porque parece que ninguém percebe como funciona o mercado de serviços financeiros no quadro da União Europeia e que permite, ainda que de forma restrita (mas parece que os Brexiters exigem uma restrição ainda maior) liberdade de circulação e de prestação de serviços dentro da UE.
Contrariamente ao que é argumentado e a menos que se alterem todas as regras de comercio e lógica internacionais, não consigo ver, nas este post demonstra, em que é que o Reino Unido possa sair beneficiado. Quanto muito e depois de muitos custos de transacção poderá chegar a um acordo 'para ingles ver' muito perto mas não tao bom quanto aquele que têm actualmente. Já para não falar nas centenas de milhares de ingleses que vivem noutros Estados Membros e vice versa que vai ter que perder a sua liberdade de circulação dentro do espaço Europeu. Se isto é positivo, vou ali ja volto.

Camões disse...

Lamento dizer que há aqui muita incorrecção e confusão. Primeiro é preciso over o que o Reino Unido exporta principalmente e ver se estamos a lidar com o acordo GATT ou GATS. Sendo serviços, está em causa o GATS, o qual é de âmbito muito mais restritivo e nem creio que se aplique a serviços financeiros. Depois, no âmbito do direito da OMC vigora a clausula da nação mais favorecida que estende os benefícios garantidos a um estado aos demais estados salvo quando estejam em causa fenômenos de integração regional (aquilo de que o RU está a fugir). Não percebo como é que a Brexit possa trazer vantagens a não ser que seja tudo para 'inglês ver' e que no final de contas não haja saída.

Atenção que isto é so uma analise de ato internacional económico. Se formos ver as perdas que resultam da perda de liberdade de circulação de serviços financeiros a história é muito pior...

Económico-Financeiro disse...

Olá Camões,
Eu sou um liberal convicto e sei que a liberdade (que inclui o comércio, e a circulação de pessoas e de capitais) é um factor fundamental no melhorar das condições de vida da humanidade.
Mas nós vivemos num mundo em que os países pertencem aos povos e cada povo tem a liberdade de adoptar políticas mais restritivas mesmo que com isso implique terem perdas económicas.

Por exemplo, os ciganos portugueses não querem as crianças na escola porque, apesar de virem a ser mais ricas, correm o risco de deixarem de ser ciganas.

Também se Moçambique continuasse nossa colónia, os moçambicanos teriam um PIB per capita maior mas, primeiro, não é certo que esse PIB fosse para os verdadeiros moçambicanos (ficava nos "brancos") e, depois, a maioria prefere viver independentes.

Também o Ruanda meteu uma tarifa na importação de roupa em segunda mão (dada) e vai mesmo proibir a importação porque pensa que, assim, vai impulsionar a industria de vestuário local.

Quantos empregos que se vão perder na city são actualmente empregos de ingleses?
Eu não conheço o Reino Unido, mas poderá acontecer como na Jugoslávia dos anos 1980 onde o maior povo, os Sérvios, viviam na miséria.

E temos ainda que descontar os 11,3 mil milhões € / ano que o RU paga à UE para poder ter livre comércio.

Camões disse...

Mas o que é que isso tem a ver com os supostos benefícios comerciais que o RU pode atingir num cenário pos-Brexit. A minha única afirmação é que, a nível de comercio internacional, o melhor que o RU pode esperar é não prejudicar a sua situação. Isto é obvio à luz das regras do GATT e do GATS. Ainda para mais, para que a sua situação não piore, o RU terá de fazer piggy back nas negociações da UE. Eu sei que ha argumentos de principio e ha argumentos economicos por detrás do Brexit mas os últimos não fazem sentido...
Eu também sou liberal mas não creio que os Brexiters o sejam. O Reino Unido tem a perder a nível de comercio internacional, de comercio com a UE (principal destinatária das suas exportações de serviços: 85%) e a nível de massa critica capaz de inovar e finalizar a sua economia.
Se a questão é 'take back control', vamos então ver quantas e em que matérias de regulação econômica é que o RU votou contra no Conselho; e se pretendem sair da OMC. Presumo que a EFTA onde está a Noruega também esteja fora de causa uma vez que o RU terá de aceitar o caquis communautaire em matéria de mercado interno e sujeitar-se à jurisdição do EFTA Court. Ou somo sérios e discutimos estes assuntos, ou estamos a ser puramente demagógicos e a debitar balelas.

Camões disse...

P.S.: Se O RU optar por uma solução à la Noruega (que não resolve o problema do tabe back control e que por outro lado exclui o RU de tomar decisões), vai pagar 85% daquilo que paga actualmente

Camões disse...

Para se ter uma ideia do nível de demagogia e mentira da campanha do Brexit em termos econômicos basta ver a audição parlamentar do Cummings, o Director de campanha do leave (que alem do mais demonstra uma absoluta falta de respeito pelo parlamento britânico): https://www.youtube.com/watch?v=fJjShkGCa4c

Rodolfo disse...

Camões, veja este 'documentário'..
https://www.youtube.com/watch?v=UTMxfAkxfQ0

Camões disse...

Sobre a demagogia dos trade gains, ver a descrição que Cameron acaba de dar há alguns minutos no Parlamento: ‘ladrar’
34m ago
13:10
Crispin Blunt, the chair of the Commons foreign affairs committee, asks if Cameron agrees with one of the proposals in a recent report from the committee. It suggested that the UK could have a World Trade Organisation-type relationship with the EU.

He says he did see that. He says he is not free yet to say what he thinks, but that a place in London near to Dagenham comes to mind (Barking).
https://twitter.com/faisalislam/status/748125495129157632?ref_src=twsrc%5Etfw

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