terça-feira, 26 de julho de 2016

Ser bombista suicida, a lógica do ilógico

Todos pensamos que ser bombista suicida é um ato de loucura.

Como pode uma pessoa no seu juízo perfeito, com a mente a trabalhar sem estar sob o efeito de drogas ou alucinado por uma promessa de 72 virgens no paraíso, transformar-se num bombista suicida?
Mais não pode ser que não praticado por um louco e num momento irrefletido.

Nada mais errado.
Para resolvermos este problema, e é o caso de Israel, apenas o conhecimento cientifico nos pode dar uma ajuda. Para isso, temos que começar pelas regularidades estatísticas.
1) Os atentados ocorrem em guerras onde há uma grande desproporção entre forças, sendo o suicida da parte mais fraca.
2) Os bombistas suicidas, BS, são jovens adultos masculinos.

A senhora reconhece o seu filhinho?

A desproporção das forças.
Na guerra, uma coisa certa é que algumas pessoas morrem. Por exemplo, na Segunda Guerra mundial, um em cada doze alemães morreu e na ex-URSS foi um em cada sete.

H1) Vamos supor que as partes A e B estão em conflito por um recurso ou por uma ideia e ainda que:

H2) A parte A é muito mais forte pelo que, se houver um ataque convencional com 1000 elementos de B, conseguem matar  100 elementos inimigos (da parte A) mas à custa de 500 baixas.

H3) Vou supor que se um elemento de B se fizer bombista suicida, consegue matar 10 elementos da parte A.

Vamos ao planeamento do atentado suicida.
Os 1000 elementos de B pensam assim:
"Sendo que pretendemos matar 100 inimigos, tanto 1000 de nós podem fazer um ataque convencional como podemos fazer 10 ataques suicida. Para o mesmo resultado, em qual das situações conseguimos atingir os objetivos com:
1- menor uso de recursos bélicos?
2 - menor probabilidade de cada um de nós morrer?"

Agora a questão matemática.
Se for feito um ataque convencional, a probabilidade individual de morte é de 500/1000 (e serão precisas armas fortes).
Se forem feitos 10 ataques suicidas, a probabilidade individual de morte é de 10/1000, calculada antes do sorteio (bastando uma bomba artesanal, um machado ou uma faca de talhante).

Temos que concluir que o racional é ...
Fazer um sorteio no qual se escolhem 10 pessoas (probabilidade de 1%) que se vão transformar em bombistas suicidas.
Depois, calhando na pessoa concreta (cuja probabilidade de morte passa a ser de 100%), tem que aguentar. Notar que alguns dos escolhidos desanimam, os israelitas têm números sobre isto mas que não divulgam pois, alguns deles, passam-se para o outro lado.

Porque será que os bombistas suicidas são jovens adultos?
Esta evidência vem de Israel e do Japão (WWII). Por esta regularidade é que os terroristas capturados são libertados quando atingem os 50 anos de idade.
Pela mesma razão, nas nossas forças militares existe uma idade máxima de candidatura (por exemplo, até aos 24 anos de idade no caso de praça da Marinha) e o contrato tem a duração máxima de 6 anos. E não pensem que é por causa da capacidade física pois, se fosse assim, faziam renovações condicionadas a testes físicos de aptidão.

Tem a ver com as hormonas.
Isto acontece com todos os mamíferos.
Imaginemos que toda a humanidade ainda é formada por pequenas aldeias espalhadas pelo sul da África. A probabilidade de uma aldeia desaparecer por causa de um ataque de elefantes ou pela seca é muito elevada pelo que a sobrevivência dos seus genes obriga a haver migração de alguns elementos entre aldeias mas não é fácil porque os leões podem comer a pessoa pelo caminho e o ambiente na outra aldeia é diferente.
A evolução das espécies fez com que essa missão ficasse confiada aos humanos masculinos jovens.
Quem controla se um humano é masculino jovem é o nível de testosterona.

O povo diz que ...
"A idade acaba por trazer o carro ao caminho."
Traduz isto que aqueles jovens rebeldes,que dão cabo da cabeça aos pais, acabam por tomar juizo com o tempo (porque as hormonas descem).

Um touro capado é dócil.
Uma das formas de domesticar os animais é capar os machos. 
Também se caparem um potencial terrorista suicida, ele deixará de o ser.

Estimado Reitor!
Bem sei que, por seremos engenheiros, temos dificuldades em compreender as palavras, mas, se fizeres um esforço, como eu costumo fazer, vais compreender que eu não estou a defender que os potenciais terroristas devam ser capados.
Também nunca defendi que se deveria afundar os barcos da pretalhada ou abate-los a tiro, apenas que, em termos científicos, para acabar com os afogamentos, tanto se podem mandar os aviões da TAP como ameaçar que vamos afundar os barcos (pode reler o texto aqui, Vamos resolver o problema dos afogamentos no Mediterraneo).
Agora, também só estou a dizer que, em termos científicos, capando uma pessoa ela perde a vontade de se tornar um bombista suicida, não que eu seja a favor disso.

Por falar dos aviões da TAP.
O que tem o Rui Moreira, o esquerdista do CDS, a dizer sobre a ponte Porto-Lisboa da TAP?
Disse tanto mal e agora está calado porquê?


Um abraço ecuménico e não se esqueçam de rezar o terço antes de deitar.

Maria Clara

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