segunda-feira, 17 de outubro de 2016

O Guterres na ONU e o OE2017 a nú

Eu tenho estado ausente da escrita. 
E isso tem a ver com a Ucraniana que consome o meu pensamento.
Mas agora que, mesmo antes de começar, a coisa parece que já entrou em crise, já tenho a minha mente um pouco livre para escrever aqui algumas coisinhas.



És tão boa menina que até não me importava de partilhar a minha caminha com o teu corpinho angelical. Mas perna cruzada faz mal à circulação (ver).

Vamos então ao Guterres.
A criatura é o exemplo acabado do óptimo professor (no dizer dos alunos que gostam dele): "Sabe tanto e é tão inteligente que não consegue exteriorizar nada."
O Guterres é assim no sentido de que todos os amigos lhe reconhecem grande inteligência e demais qualidades intelectuais mas, se formos ver ao que o homem fez ou disse na sua vida, não lhe conseguimos encontrar uma única opinião sobre nada. 
Contrariamente ao Prof. Marcelo que já disse tudo sobre tudo, o Guterres disse nada sobre nada.
Sendo a única pessoa no Mundo que não se lhe conhece opinião sobre nada, apenas ele poderia ser Secretário Geral da ONU.
E vai continuar assim mesmo, com um discurso de entronização retirado tal e qual daqueles momentos ternurentos em que a Miss Mundo recebe a fita "Vou lutar para que acabem a fome e as guerras no mundo, em particular, com a guerra na síria que está a causar tanto sofrimento ao povo sírio."

Querem a minha opinião? Uma piroca deste tamanho é grande se vista de perto mas pequena se vista de longe, ou o seu contrário, se se usar um telescópio invertido.

Mas quem causa a guerra na Síria?
O problema é que são os sírios que estão a matar os sírios à força toda.
Então, se o "povo sírio" estivesse a sofrer, pura e simplesmente, ele próprio acabava de matar o seu irmão.
Mas, mais uma vez, o Guterres quis falar sem dizer nada. A guerra da síria não é uma questão do "povo da síria" vítima do abstrato inimigo mas de sírios apoiantes do Assad (shiitas) contra sírios contrários ao Assad.(sunitas).

O Vasco Polido Valente deve ter muitos processos disciplinares.
Eu por escrever umas merdazitas sem importância nenhuma, já fui perseguido pela polícia durante mais de um ano (que se deram ao trabalho de me cercar e apanhar num exame) e tenho muitos de processos disciplinares, imagino que a vida do VPV deve ser um inferno quando escreve isto sobre o Secretário Geral da ONU:
"Por acaso conheço a criatura. É um homem fraco, influenciável, indeciso e superficial. A crónica amnésia deste país fez desaparecer numa semana de glória o péssimo governo que ele dirigiu; um governo que estava sempre em crise porque o primeiro ministro avançava, recuava, não era capaz de resolver nada de uma vez para sempre e, como disse Medina Carreira, caía em terríveis transes de angústia quando tinha de dizer “não”. Esse é o Guterres de que me lembro e não me parece a encarnação de um grande diplomata. Quanto ao resto, o católico a roçar o beato, cheio de amor pelos pobrezinhos, também não me entusiasma: a ONU não precisa de uma nova versão de Sta. Teresa de Calcutá." (ver, observador).

E o Orçamento de Estado para 2017?
Primeiro, há uma questão filosófica em discussão.
O tempo é um fluir, uma linha contínua que vai caminhado para o futuro. Nessa linha há pontos (por exemplo, 24h00 do dia 31 de Dezembro de 2017) e intervalos de tempo, por exemplo, o ano 2017.
Agora, a grande dúvida filosófica:
Como o instante de tempo "24h00 do dia 31 de Dezembro de 2017" (que pertence ao ano 2017) é o mesmo de tempo que "00h00 do dia 01 de Janeiro de 2018" (que pertence ao ano 2018), mesmo havendo sobretaxa de IRS, será que podemos afirmar politicamente que a sobretaxa, existindo em 2017, acaba em 2017 (e não em 2018)?

De resto está tudo bem.
O Costa na oposição, dizia que os aumentos das reformas até 263€/mês feitos pelo Passos Coelho eram uma miséria (e eram. uma média de 2,50€ cada ano). Agora no governo, diz que esses aumentos são suficientes para, em 2017, não terem mais aumento nenhum.
A lógica dos nossos esquerdistas de barriga cheia é que "Sendo que quem tem uma pensão abaixo dos 263€/mês vive em grande sofrimento e é pobre, o melhor é cortá-las de todo pois, assim, acabamos não só com o sofrimento da pessoa e reduzimos o número de pobres em Portugal."
Digamos que é uma espécie de Novas Oportunidades para acabar com os pobres. De facto as pessoas não aprenderam nada mas, nas estatísticas, já estamos ao nível dos países mais desenvolvidos.

O errado é a subida do Salário Mínimo.
A minha ucraniana está a trabalhar (comigo!) no estudo da corrupção. A questão é que, apesar de a vermos globalmente negativa, a literatura aponta para o caso em que, havendo uma economia com um quadro legislativo ineficiente, a corrupção pode ter um efeito positivo no sentido de que permite que actividades proibidas possam ser exercidas. O exemplo histórico é o amanhar dos cadáveres que, apesar de proibido pela Santa Madre Igreja (ainda hoje, uma das obras de caridade é enterrar os mortos), mediante uns cobres, coveiros sem princípios vendiam cadáveres para as aulas ilegais de anatomia.
Uma uma colega minha, a ATL, toda socialista, disse logo, mas temos é que acabar com as más políticas.
Ora a subida do salário mínimo é uma das piores políticas para que uma economia possa funcionar bem.
Naturalmente, ao reduzir a liberdade de contratação do trabalhador (que não pode trabalhar, mesmo que queira, por um salário mais baixo), está a reduzir o seu bem-estar.
E este prejuízo é causado nas pessoas com menor produtividade, nos jovens, nas mulheres, nas pessoas com baixa escolaridade, nos velhos, exactamente quem, em teoria, os esquerdistas dizem querer defender.
Não há qualquer evidência empírica ou trabalho teórico que defenda que a existência do Salário Mínimo é bom seja para quem for. No entanto, ai está ele.
Se em Portugal, país de doutores, é assim, imagino como será na Ucrânia!
Por falar nisso, a minha ucraniana ganha como professora universitária com mestrado e doutoramento exactamente 3000 Merdas pior mês (a moeda de lá) que dá 103€/mês?
Como se pode viver com isto? Com muita dificuldade, (por exemplo, a mocinha disse que nunca come carne!) e ainda consegue poupar 20€ por mês.
Vou ter que dizer que a salsicha é de carapau.

Finalmente, o crescimento e a produtividade.
Lembram-se que os esquerdistas sempre disseram que a economia tinha que crescer, que o caminho não era a austeridade mas sim o crescimento da produtividade.
Não é que no primeiro semestre a produtividade se ficou pelos 0,3%/ano quando os países da OCDE têm uma média de 1,1%/ano?

Custa mais ser governo do que oposição.
A Geringonça prometeu que tudo iria ser devolvido, iria proporcionar um período de grande crescimento económico, em que as pensões e os salários iriam aumentar e os impostos descer, isto tudo com o bater do pé às instituições europeias.
Continuam a meter a palavra "devolver" antes de tudo mas o que estão a devolver é os pobres à pobreza, os ricos à riqueza (sim, o IMI desce para os mais ricos) e os desempregados ao desemprego.

Agora é que estou bem, não tenho que afirmar coisas na oposição para logo as desmentir no governo



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2 comentários:

Unknown disse...

Onde param as previsões pessimistas,k isto ia ser uma desgraça,etc.

Unknown disse...

Onde param as previsões pessimistas,k isto ia ser uma desgraça,etc.

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