terça-feira, 12 de setembro de 2017

Os Rohingya entre o racismo e o nacionalismo

O racismo e a xenofobia é a arma dos esquerdistas.
Quando alguém diz alguma coisa que os esquerdistas não gostam, a armam para o destruir é a acusação de racismo e xenofobia, é-lhe metido na cabeça o carimbo RX.
As mentes fracas, que é a maioria do nosso país, com o título de que são anti-RX, tornam-se elas xenófobas pois excluem do seu convívio, emprego ou mesmo negócio todas as pessoas a que os esquerdistas meteram o carimbo RX na testa.
 
 
Infelizmente, no caso do André Ventura, o CDS-PP enfiou o barrete e a "candidata" a Lisboa foi na boleia sem tomarem consciência de que estavam a ser usados numa estratégia vil de que eu também fui e sou vítima.
 
O que será o racismo e a xenofobia?
É eu pensar que uma pessoa é inferior a mim apenas por pertencer a um grupo étnico ou cultural diferente do meu (ou ser mulher, panasca, bissexual, judeu, islâmico, ou outra cosia qualquer diferente do que eu sou).
Mas uma coisa é o que cada um de nós pensa, e desde que acabou a inquisição e a União Soviética que os crimes de pensamento deixaram de existir (pelo menos em teoria) e outra coisa são os actos que cada um de nós pratica.
Eu posso pensar que os ciganos são todos uns porcos mas, uma vez no mercado, se um cigano me tentar vender uma camisa por 1€ igual a outra camisa que um "branco" que tenta vender por 1,05€, eu compro a camisa ao cigano.
Uma coisa é o que eu penso, outra coisa é um descriminar negativamente alguém pelo simples facto de pertencer a um grupo que eu não gosto.
 
Já agora.
Eu acho que os islâmicos são potencialmente terroristas e um perigo para a segurança dos europeus.
Mas, estranhamente, a minha empregada domestica, a Madina, islâmica, balkar de Kabardino-Balkaria, ela e toda a sua família (que não conheço).
e tem a chave da minha casa! Pode lá entrar com o "terrorista" do marido e explodir-me a casa.
Mas se acho que, no colectivo, os islâmicos são um perigo, em termos pessoas, acho-a uma santa, incapaz de matar uma mosca.
E também o meu amigo do Judo que é da "cabeça da serpente" (isto é, é iraniano) também é um santo que até me convidou para o casamento.

Qual é a fronteira entre o Racismo e o Nacionalismo?
A portaria que regula a descolonização diz que as pessoas que viviam em Angola, Moçambique ou Guiné-Bissau são cidadãos português se um dos avós tiver nascido na Europa.
A ideia do "ter nascido na Europa" foi uma forma de ultrapassar a clivagem branco/preto.
Interessante que um dos meus companheiros de praia conheceu em Moçambique uma mulata filha de um grego a quem foi dada a cidadania portuguesa! E também um aluno que tinha, retinto da Guiné-Bissau, porque nasceu nos Açores antes do 25 de Abril, era português.
É uma realidade que existem os países e estes, à luz do direito internacional, têm total liberdade para escolher os critérios definidores de "cidadão nacional". Alguns favorecem o nascimento (é cidadão todo o que tiver nascido no território) enquanto que outros favorecem a ascendência (apenas é cidadão aquele cujos pais sejam cidadãos).
 
Vamos à Birmânia.
Muitos países têm na sua origem um grupo étnico-linguístico-religioso.
A França é dos falantes de francês, a Alemanha dos falantes de alemão e Portugal dos falantes de português.
No caso da Birmânia, agora chama-se Myanmar, é a fronteira da expansão dos indianos (bengalis) e do islão para Leste. Assim, tem de Ocidente o Bangladesh que é islâmico e bengali, e de Leste a Tailândia, o Laos  e a China (budista/xintoista).
No meio de 51 milhões de pessoas, pouco mais de 2 milhões são islâmicas, pessoas que migraram de ocidente para oriente ao longo dos séculos e de que fazem parte os Rohingyas.
Bem sei que já lá estão há muitos anos, mas não são originariamente dali.
 
Interessante notar que ...
foram os portugueses que levaram os Rohingias para ali, no Sec. XVII, vendidos como escravos.
Quem diria que a raiz daquele problema fomos nós?
Se fomos nós que criamos esse problema, o governo dos esquerdistas tem a obrigação moral de os trazer para cá! Penso que seriam óptimos no combate aos incêndios.
 
Quando houve a independencia da birmânia!
Se calhar, os territórios onde a maioria da população era islâmica/bengali talvez devesse ficar a pertencer ao Paquistão Oriental (actual Bangladesh) mas, por questões de pertença histórica, manteve-se na Birmânia que, agora, não os quer como seus cidadãos.
 
Problemas de nacionalismos.
Um problema como tantos que existem por esse mundio fora. 
Desde a invasão da Krimeia e Leste da Ucrânia pela Rússia, à guerra da China por ilhas perdidas no meio do nada ou o referendo da Catalunha, são tudo problemas de racismo e Xenofobia ou serão apenas nacionalismos?
Será que Israel dizer que é seu cidadão quem for filho de mãe judia independentemente do local de nascimento é racismo ou a pura definição do Estado de Israel como a pátria dos judeus?
 
É sempre difícil traçar a fronteira entre o que é perna e o que já é sapo
 
A culpa de Tancos foi do Passos Coelho.
O roubo do material militar de tancos nunca existiu, foi uma forma de o Passos Coelho dizer que comprou material de guerra sem o ter comprado e, desta forma, ter cortado um pouco mais sem que ninguém tenha visto.
E o corte na cerca não passou de uma forma das "guerreiras da vida" (masi conhecidas por putas) poderem entrar sem o ser pela porta da frente onde teriam que bater a pala aos comandantes.
Quanta empresa diz que compra materias primas e que depois, numa ssalto, inudação ou incêndio diz destruido para reduzir aos lucros?
E coitadinho da Geringonça que foi acusada de ter culpas no cartório quando estão completamente inocentes.
E os incêndios ou mortos de Pedrogão Grande também não aconteceram agora, foram terras queimasdas mortos que já estavam queimadas e mortos há muito ano mas que o Passos Coelho empurrou para a frente apenas para prejudicar o país de maravilha criado pelo Costa.
Por redução ao absurdo, vivemos uns tempos de absurdo.

Desejos de bom regresso ao trabalho e, quando alguma coisa lhe correr mal, diga isto mesmo ao patrão: "aparentemente, dei um empurrão ao computador ele avariou  mas, por redução ao absurdo, nunca avariou. De facto foi feito e comprado já avariado".
Pensem um pouco no vestido que antes de ser vestido já era vestido ou na pescada...

2 comentários:

Silva disse...


Caro PCV

Antes de mais é importante relevar a importância da vontade política ou coragem política do governo birmanês, tomou a decisão de correr os rohingias e foi para a frente com essa decisão deixando a implementação com as Forças Armadas/policiais.

Por cá, PPC esteve 4 anos à frente do governo e não implementou nenhuma reforma estrutural.

PPC teve a oportunidade de aplicar um valente pontapé no traseiro dos eleitores se implementasse reformas estruturais, assim sendo, foram os eleitores que deram um valente pontapé no traseiro do PPC.



"Se fomos nós que criamos esse problema, o governo dos esquerdistas tem a obrigação moral de os trazer para cá! Penso que seriam óptimos no combate aos incêndios."

É sempre importante recordar a psicopatia do Costa.

Silva disse...


"Quando alguém diz alguma coisa que os esquerdistas não gostam, a armam para o destruir é a acusação de racismo e xenofobia, é-lhe metido na cabeça o carimbo RX."

Caro PCV

Nada melhor que carimbar os esquerdistas como ignorantes, psicopatas, ordinários, labregos, etc.

Adjectivos há muitos.

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Nacionalismo é apenas o aproveitamento político que certas pessoas fazem através dos partidos.

Patriotismo sim, é algo substancial, diria mesmo elevado.

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