segunda-feira, 4 de setembro de 2017

William Carvalho e A Selva

Há muito que queria ler A Selva. 
Quando andava no secundário, havia Os Emigrantes que era de leitura obrigatória (mas que eu não li!) e A Selva, publicado em 1930, de leitura aconselhável (que também não li!).
Bem, recordando esses tempos, não li nenhum dos livros obrigatórios. Se calhar, eu não era um aluno exemplar :-)
Neste mês de Agosto, a Ucraniana mandou-me um dos contos do Tchekov (O Homem na Caixa). Depois, movido pela curiosidade,  estive a ler A Estepe, publicado em 1888, que descreve uma viagem que o autor fez através da parte ocidental da Ucrânia (a que agora está em guerra). Há um relato da paisagem, a estepe, e de como as pessoas viviam lá, incluindo a miséria, a sexualidade e os judeus.
A Selva, 1930, é quase uma adaptação d'A Estepe não faltando a referencia à miséria, à sexualidade e mesmo aos judeus que eram uma ínfima minoria no Brasil (em comparação com a Ucrânia).
Talvez por essas semelhanças e por A Selva ter sido publicada 42 anos depois de A Estepe é que Tchekov é um dos grandes vultos da história da humanidade enquanto que Ferreira de Castro é "apenas" uma referência de trazer por casa.

Mas vamos à Economia d'A Selva.
Primeiro, os fundamentais.
1) Há homens no Maranhão e no Seará disponíveis para trabalhar.
2) Há fazendas de borracha na Amazónia que precisam de trabalhadores.
3) Um dia de trabalho produz mais riqueza na Amazónia (a recolher borracha) do que no Seará (na agricultura convencional). 

Estamos então em presença de um problema de afetação de recursos em que um recurso é "não transaccionavel" (a terra não pode mudar de sítio) e um recurso que é transaccionável (o trabalho pode mover-se).
Este problema seria instantaneamente resolvido se não houvesse "custos de transacção" (a viagem de 3000km).

N'A Selva, o contrato de trabalho incluia um empréstimo inicial.
O trabalhador começa por receber um empréstimo sem prestar garantias para ajudar a família a sobreviver e para a viagem. Este crédito é na ordem dos 2000$00.
Nos "tempos bons", este crédito corresponderia à facturação de 100 dias de trabalho (5 kg/dia de borracha a 4$00/kg). Nesses tempos, mesmo descontando a alimentação que era mais cara que o normal, ao fim de um ano a dívida estaria amortizada e, depois, era tempo de juntar para levar um pecúlio para arranjar mulher e criar filhos.
Mas, nos entretantos, os tempos pioraram. Ferreira de Castro aborda a questão da concorrência da Malásia mas tanbém quer dizer que a pobreza é motivada pela ganância dos patrões.

O problema foi a inovação tecnológica.
As fazendas brasileiras de borracha, onde o avô da minha mãe também trabalhou para, depois, se estabelecer como comerciante em Manaus, funcionaram muito bem até ter havido uma inovação tecnológica na Ásia!
Pelo lado da procura, estava tudo bem, a borracha era usada para fazer pneus (para bicicletas, carros e camiões) cuja produção estava em grande crescimento principalmente durante a Grande Guerra, 1914-1918.
O problema é a procura ter criado inovação tecnológica por parte dos ingleses. Não fossem eles os pais da Revolução Industrial.
E Ferreira de Castro fala da concorrência dos ingleses sem dar conta que essa concorrência apenas existe porque ocorreu uma industrialização do processo.

A tecnologia na Amazónia.
A planta produtora da borracha, a Hevea brasiliensis* Ficus elastica, faz parte da floresta tropical brasileira.
Sendo nativa, no Brasil a tecnologia era recolectora:
Partindo de um ponto à beira de um rio, desbravava-se um caminho pela mata dentro procurando encontrar  árvores da borracha. Este caminho era difícil de iniciar e precisava de constante manutenção.
Como a floresta era impenetrável e ainda não havia drones, não havia possibilidade de escolher previamente o percurso pelo que encontrar mais ou menos árvores era um processo de sorte e azar. Assim, uns caminhos acabavam por ser mais produtivos e outros menos.
O caminho dava uma volta voltando ao ponto inicial e deveria ter uma extensão que permitisse  ser percorrido de manhã (para colocar os copos) e novamente à tarde (para recolher os copos cheios). Em média, um caminho tinha cerca de 10 km com 20 ou 30 árvores produtoras, espaçadas entre si uns 500m.
Dada a pouca densidade das árvores produtoras e a dificuldade do percurso, mais de 80% do tempo de trabalho do trabalhador era perdido. Além disso, o período da cheia impossibilitava o trabalho durante grande parte do ano.

A árvore da borracha é vulgar nos nossos jardins

* A Hevea brasiliensis é nativa do Brasil e conhecida por "árvore da borracha do Pará". A árvore que temos nos nossos jardins e casas é a Ficus elastica e conhecida por "árvore da borracha indiana". 
Esta nota deveu-se à chamada de atenção do Pedro Alves que agradeço.
Acrescento que a árvore do Pará é mais produtiva pelo que é a planta usada nas plantações. 
Actualmente, a borracha natural, num total de 12700kt/ano é produzida na Tailandia (4380t/ano), Indonésia (3230t/ano), Vietname (1120kt/ano), China (820kt/ano), Índia (750 kt/ano) e  Malásia (700kt/ano) e praticamente nada no Brasil ( 200kt/ano). A produtividade é na ordem dos 1150kg/ha e o preço na ordem dos 1,20€/kg (ver fonte).

Qual foi a inovação tecnológica?
Os ingleses pegaram em plantas recolhidas na Amazónia e fizeram plantações na Malásia.
Primeiro, desmataram a floresta e, depois, plantaram a Ficus elastica numa malha regular 3 x 10 metros. Na plantação, a densidade das árvores é 1000 vezes maior pelo que podem ser escolhidos os melhores terrenos (livres de inundação e mais próximos do alojamento) e o trabalhador não perde tempo a caminhar nem a desmatar o caminho. Desta forma, num dia de trabalho um malaio produzia 10 vezes mais do que produzia um trabalhador brasileiro e com menos esforço físico.
Se um brasileiro produzia 5 kg de borracha por dia, um malaio produzia 50kg.

Na Malásia, a plantação permitia muito maior produtividade

O problema não estava na exploração do trabalhador.
Estava na concorrencia que a industrialização colocou aos produtores tecnologicamente atrasados.
Interessant Ferreira de Castro nunca ter colocado a questão "Como conseguem os malaios produzir a preços tão baixos?"
O problema das fazendas brasileiras estava na elevada produtividade das plantações concorrentes, com uma diferença de 10 para 1,o que induziu quedas nos preços de tal ordem que as fazendas brasileiras ficaram inviáveis e isto mesmo que o searense trabalhasse apenas para não morrer de fome.
Tanto era evidente que o negócio da borracha como era feito estava condenado que Ferreira de Castro colocou como últimas palavras do patrão antes de ser assassinado "não estou para meter aqui o dinheiro que ganho na criação de bois."

Vamos ao William Carvalho.
No caso de um futebolista, o contrato de trabalho também tem um crédito inicial.
O William quando era gaiato, tal como milhares de crianças portugueses, queria ser um novo "ronaldo" mas, para isso, tinha que ter um bom treinador e jogar numa equipa de futebol e que fosse competitiva.
Estranhamente, mesmo com o melhor treinador do mundo, um jogador não evolui sem "jogo nas pernas" e num ambiente competitivo.
O problema é que uma equipa só pode jogar com 11 e não se podem meter todos os "jovens promessas"  a jogar porque isso iria custar derrotas. Então, cada equipa só pode tentar alguns o que traduz um Custo de Oportunidade.

Vejamos o contrato da "jovem promessa"
O jovem promessa, sem formação nem jogo nas canetas, vale 600€/mês a jogar no Fanhões de Baixo.
Mas, com o devido apoio, pode vir a valer milhões.
Então, o Sporting, antes de lhe dar a formação ao potencial craque, faz um contrato de longo prazo.
Supondo que o jogador tem 12 anos e que vale hoje, num horizonte temporal até aos 35 anos, uma média de  600€/mês. Então, o valor actual do jogador será de 75000€ (taxa de juro de 3%/ano)
   VA = 600*14 / 3%*(1-(1+3%)^-23)
Vamos supor que, por causa da concorrência, o sporting oferece um contrato até aos 35 anos de 1000€/mês, o que traduz um investimento acima do seu valor actual de mercado de 50000€.
A estes 50000€ acrescem as despesas de formação e o custo de oportunidade.

O Jogador joga muito.
Vamos supor que, chegado aos 22 anos, o jogador continua com os 1000€/mês mas que agora um clube estrangeiro está disponível a pagar 350 mil€/mês (até fazer 35 anos). Como o jogador tem um contrato de 1000€/mês com o Sporting então, pode ser trespassado por 43,5 milhões €.
Isto porque para o clube estrangeiro tanto dá pagar 350 mil€/mês como dar 43,5 milhões€ pela transferência ao Sporting e pagar 1000€/mês ao William.

O problema é que o jogador não vai querer jogar a ganhar 1000€/mês!
Existem estudos que dizem que o ser humano é invejoso.
Numa divisão, em que A determina a proporção e B aceita ou recusa, caso em que ambos perdem tudo, quando Adá a B menos de 30%, é quase certo que B vai recusar perdendo ambos tudo. Se A proposer 50%, é quase certo que B aceita.
Neste caso, se o William receber pelo menos 120 mil€/mês, quase com certeza que vai recusar, deixando de jogar.
Se a 1000€/mês o jogador vale 43,5 milhões€, a 120 mil€/mês desvaloriza para 28,5 milhões€.

Qual é o poder negocial do William?
O único poder é a greve de zelo, pura e simplesmente, recusar a transferência e deixar de jogar.
Como ganha o mesmo, e este é o problema da "economia igualitária socialista" defendida pelo esquerdistas, não se esforça.

O problema n'A Selva acabou por ser a falta de incentivos.
E é referido pelo autor.
Como o trabalhador nunca mais se libertava da dívida, pura e simplesmente, deixava de trabalhar. Só fazia o mínimo para não morrer de fome e ter direito a uma bebedeira de vez em quando.
Má tecnologia e errados contratos de trabalho levaram as fazendas de borracha à falência.

Como deveria ser o contrato de trabalho do seringueiro?
Além de dever informação que permitisse calcular o salário, devia haver uma partilha do resultado extraordinário do esforço do trabalhador de, pelo menos, 30%.
Assim, primeiro, deveria ser dito o rendimento esperado do trabalhador:

A) Em média, um seringueiro consegue recolher 1000kg/ano de borracha que é paga a metade da cotação de Belém que é actualmente de 5$00/kg.
B) Em média, os mantimentos para um ano custam 3000$00.

Depois, deveria ser dado um incentivo extra:

C) Metade de tudo o que conseguires produzir acima dos 1000kg, vai directo para a tua conta-poupança

Finalmente, uma claúsula de salvaguarda para partilhar o risco:

D) Se, por alguma razão, ao fim de 5 anos não conseguires saldar a dívida, esta será perdoada e ficas com o saldo da conta-poupança e ainda 10% de tudo o que facturaste.

É o salário por objectivos.
Em vez do contrato do jovem jogador ser 1000€/mês terá que ter ainda objectivos:
A) 1000€ por cada jogo realizado na equipa principal
B) 5000€ por cada golo marcado.
C) Uma claúsula de rescisão razoável.

Já me faz lembrar o André Carrillo.
Pressionaram o jogador, castigaram-no, proibiram-no de treinar e, no fim, pagaram um ano de salários, ele não jogou e receberam um monte de nada.
E o jogador também nunca mais se encontrou (porque o Benfica não tinha espaço para o meter).
Só espero que o Sporting tenha aprendido alguma coisa mas parece que não.

Se o Carrillo não tem sorte no jogo, tem sorte na mulher

11 comentários:

Silva disse...


Caro PCV

Mais uma história a comprovar a importância da inovação e da produtividade, assim como as reformas estruturais (inovação) que proponho a começar pela abolição do salário mínimo, liberalização dos despedimentos e abolição dos descontos (e outras) com vista a um aumento exponencial da produtividade.

Anónimo disse...

Os barões da borracha do início do século XX ganharam milhões à custa do látex, extraído das seringueiras amazónicas, e do trabalho de pobres homens, que, para além de serem muito mal pagos, caíam como tordos no inferno verde da selva, vítimas de doenças tropicais e de onças, serpentes e escorpiões venenosos. O Ferreira de Castro escapou porque tinha a quarta classe do tempo em que se ensinava a ler, escrever e contar e lá conseguiu um lugar menos mau no escritório do seringal.
Aqui temos, mais uma vez, uma problemática cuja compreensão completa não cabe dentro do domínio económico-financeiro, extravasando para a vastíssima área das Relações Internacionais, onde há lugar para tudo e todos, incluindo o Doutor Armando Vara!
Grosso modo, o Brasil tinha as seringueiras, e a Europa (principalmente a Inglaterra) e os Estados Unidos da América queriam comprar a borracha para fazer pneus; neste negócio chorudo, os brasileiros limitaram-se a vender a matéria-prima que lhes deu durante alguns anos muito dinheiro, mas os americanos e ingleses ganharam muito mais a vender automóveis que foram fabricados por operários que não se arriscavam a ser picados por escorpiões.
Mesmo assim, como os insaciáveis capitalistas quiseram aumentar os lucros, fazendo diminuir o preço da matéria-prima, plantaram seringais noutros territórios tropicais que dominavam e os brasileiros e imigrantes da Amazónia começaram a ver a vida a andar para trás. Quer dizer, os carros é que puxaram pela selva, e não o contrário!. O golpe de misericórdia foi dado pela química com os sucessivos melhoramentos introduzidos na produção da borracha sintética.
Moral da história: é melhor estar no lado da indústria do que no lado da matéria-prima.

Pedro Alves disse...

A arvore é a Hevea brasiliensis e não a ficus elastica.

Cumprimentos

Anónimo disse...

Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe.
A exploração dos seringais foi altamente rendível enquanto houve compradores interessados no látex necessário para fabricar a borracha dos pneus dos automóveis e das bicicletas. Nesta dualidade comprador-vendedor ambas as partes eram beneficiadas porque o primeiro recebia bom dinheiro e o que ficava com a borracha virgem sabia que introduzindo-a na cadeia de produção industrial fazia multiplicar por seis ou sete vezes o capital despendido inicialmente. Este foi um processo económico-financeiro clássico, perfeitamente analisável. O que já entra francamente no foro das ciências ocultas é procurar explicar centenas de licenciados, equivalentes a licenciados e doutores enfermeiros a gritar:
- OS ENFERMEIROS UNIDOS JAMAIS SERÃO VENCIDOS!
Os seus argumentos são mais brilhantes do que muitos silogismos da lógica aristotélica:

Os médicos são todos licenciados,
Os doutores enfermeiros são todos licenciados,
Logo, os doutores enfermeiros são todos médicos!

Os doutores enfermeiros não abdicam de um vencimento-base igual ao dos médicos, porque para licenciado igual salário igual! Depois, como toda a gente sabe, eles passam 24 horas por dia, incluindo domingos e feriados, a olhar para os seus doentes! O trabalho contínuo pesado deve ser valorizado!
As greves não foram inventadas para defender os trabalhadores doutores funcionários públicos!
Se a doutora Catarina Martins ceder perante as exigências dos doutores enfermeiros, abrirá um precedente gravíssimo, incentivando toda a massa de doutorados do antes e pós 25 de Abril a sair à rua pedindo equivalência a doutor enfermeiro.
Ou há moralidade, ou comem todos!

Económico-Financeiro disse...

Estimado Anónimo dos enfermeiros,
O salário não deve ser um valor determinado em função do grau académico ou de qualquer outra característica do trabalhador mas apenas de uma negociação de mercado, um encontro entre a oferta e a procura.
O problema não está nos enfermeiros ganharem pouco em relação aos médicos, está no salário dos médicos ser anormalmente alto porque, no passado, a Ordem dos Médicos conseguiu praticamente fechar as faculdades de medicina: havendo poucos médicos e muita necessidade de médicos, o salário aumentou.
Agora, (mérito ao Sócrates) como as escolas médicas já estão a funcionar plenamente, a prazo o salário dos médicos vai descer e os enfermeiros já ficarão contentes.
Interessante terem emigrado 14 mil enfermeiros (li no JN) e, mesmo assim, não haver falta de enfermeiros.
O problema está na demagogia da geringonça que anuncia todos os dias que o país está uma maravilha graças às politicas deles. E não está.

Anónimo disse...

Estimado correspondente económico-financeiro,
O problema essencial não está na geringonça. O problema é continuarmos a ser pobres, independentemente do manda-chuva se chamar Salazar, Cunhal, Soares, Cavaco, Coelho ou Catarina Martins.
Não é só o mercado que determina o salário dos trabalhadores. Não se esqueça de que estamos a falar de funcionários públicos. Sem a licenciatura, ou a sua equivalência, quase sempre obtida em regime de novas oportunidades, à maneira de Sócrates, Relvas ou Armando Vara, nunca os enfermeiros, que já o eram quando pouco mais tinham do que a quarta classe, se atreveriam a levantar a grimpa ao ponto de se compararem aos médicos, que eram seus superiores hierárquicos. Atualmente, penso que os cuidados vitais de alimentação e higiene são facultados aos doentes por dedicados auxiliares de ação médica que, apesar de ganharem muito menos do que os enfermeiros, não pedem salários de doutores só porque ainda não têm o canudo. Não acredite que o Portugal será mais rico se o sucesso escolar obrigatório der a todos os cidadãos licenciaturas rascas.

Silva disse...


"... porque, no passado, a Ordem dos Médicos conseguiu praticamente fechar as faculdades de medicina: havendo poucos médicos e muita necessidade de médicos, ..."

Caro PCV

Eis mais um problema grave a ser resolvido, o corporativismo.

Eis mais uma reforma estrutural que deve ser implementada, pois deve ser efectuada a liberalização (desregulamentação; facilitação) do acesso às profissões liberais.

Anónimo disse...

Minhas senhoras e meus senhores,

O doutor Silva veio novamente a terreiro, e, como já sabe que não queremos banha-da-cobra, propõe, como alternativa fácil, transformar - por meio de meia dúzia de sessões de "formação" com ranchos de raparigas e rapazes licenciados fora da Universidade - todos os enfermeiros em médicos doutorados. Normalmente, estas sessões de ilusionismo terminam com um Porto de Honra, seguido de um lauto jantar de confraternização entre as dúzias de novos enfermeiros doutorados, em grupo e simultaneamente!. O doutor Silva não consegue ver nada disto! A lei da selva resolvia tudo!

Económico-Financeiro disse...

Estimados leitores,
Tive dúvida se deveria aceitar o comentário anterior porque não contém informação e é quase um ataque gratuito a outro comentador. Caso achem que o devo cortar, por favor, digam-no.

Anónimo disse...

Estimado administrador do blogue,

O Anónimo informa-nos, por meio de parábolas irónicas, sobre a decadência moral que corrói as nossas instituições, nomeadamente a pouca vergonha que vai pelo ministério da Educação que incentiva humildes enfermeiros a exigirem ser reconhecidos como médicos especialistas, no que respeita a remunerações pecuniárias, só porque eles também têm especialidades que pagaram do seu bolso!
Haja bom senso!

Silva disse...


Caro PCV

Isto nem é sequer um ataque, é um pseudo-ataque, revela apenas desespero esquerdista que deve ficar disponibilizado ao público.

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