segunda-feira, 9 de outubro de 2017

O que é preciso para o PSD voltar a ganhar?

Parece uma pergunta muito difícil. 

Que me faz lembrar os anos 1950 quando se perguntava "Que armamento temos que desenvolver para derrotar a União Soviética"? 
E qual foi a arma? Foi a crise económica.
Também nenhum dos nossos "estadistas", aqueles que tudo indicava que ficariam lá para sempre, foi derrubado por ter surgido um líder da oposição com grandes ideias. Foram todos derrubados pelo desgaste  do tempo e pela crise.
Quem derrubou o Cavaco Silva?
Quem derrubou o Guterres?
Quem derrubou o Sócrates?
Foi a crise económica.
Também, o Costa vai cair não por o PSD se re-centrar (não sei o que isso é) depois de o Rui Rio se tornar  Grande Líder mas vai cair de podre, pela crise que há-de surgir.

Há tempo de construir e tempo de destruir.
Quando Paulo Rangel disse "Há tempo de rasgar e tempo de cozer, tempo de estar calar e tempo de falar"  (Ecl 3:7), todos pensaram que o Rangel estava a querer dizer que não ia falar (e ele mesmo indicou esse significado) mas o que estava a dizer é que as guerras têm tempo de avançar e tempo de recuar. Que o mar transforma as rochas em areia exactamente porque avança e recua.
E que o tempo de agora, é o tempo de recuar para rasgar o Rui Rio, deixa-lo avançar para se auto-destruir. Logo, em 2019, a começar logo na noite das legislativas, será tempo de cozer já com os fantasmas que sempre minaram (Rui Rio, Ferreira Leite, Marques Mendes, e muitos outros menos públicos como o Capucho) transformados em nevoeiro ténue.

Só para recordar.
Um comentador que não me lembro quem disse que "o PSD não se pode contentar a ser governo de vez em quando nos intervalos do PS". Mas olhando para as estatísticas, desde a Pintasilgo, Janeiro 1980, até hoje, o PSD+CDS foram governo durante 7585 dias e o PS+BE+CDU foram governo 6210 dias.
O PSD+CDS foram governo em 55% do tempo e o PS+BE+CDU em 45% do tempo.

A próxima crise vai ser pior que a de 2008.
E vai ser pior porque a dívida pública é hoje o dobro do que era em princípios de 2008.
Em princípios de 2008, devíamos 122 mil milhões € e agora devemos 250 mil milhões €.
Isto quantifica que, nos últimos anos, o Governo teve cada ano um défice público médio de 8,25% do PIB, uma despesa pública 14 mil milhões € maior que a receita pública, para tentar amenizar os efeitos da crise do sub-prime na vida dos portugueses.
Bem sei que, fazendo a média dos défices dos últimos 9 anos, temos 6,25% mas este número mente pois muita coisa foi directamente para a dívida pública sem ser ventilada nas contas do défice.
O que não mente é a dívida pública que é o que temos que pagar.

Mas há uma tendência interessantes.
 Apesar de a geringônça anunciar que repôs salários, de facto, o salário em termos de percentagem do PIB está a diminuir, o que é positivo para a economia.
Vendo o Governo do Passos Coelho, o custo do trabalho diminuir 1,5 pp. Quando entrou (no segundo trimestre de 2011) o salário era 108,5% e quando saiu (último trimestre de 2015) era de  107,0%.
Vendo o Governo do António Costa, o custo do trabalho desceu 4,0 pp. Quando entrou (último trimestre de 2015), o salário era 107% e agora (segundo trimestre de 2017) é 103%.
O Passos Coelho em 4,5 anos desceu os salários em 1,5 pp e o Costa em 1,7 anos já desceu mais do dobro.

Salário nominal relativo a 2008 a dividir pelo PIB nominal relativo a 2008 (dados, INE)

Mas já viram o PCP ficar na História como o apoiante do governo que levou à maior descida do peso dos salário no PIB do tempo da nossa democracia?
Há tempo de subir salários e tempo de descer salários e o tempo do PCP está a ser de descer salários de forma pior que o tempo do Passos Coelho.
Ainda bem que assim é pois, continuando assim, ficamos melhor preparados para fazer face à próxima crise.

Dá que pensar.
Enquanto se espera para ver o Rio e a independência da Catalunha a avançar ou talvez não.

2 comentários:

Anónimo disse...

A geringonça sobe salarios para a funçao publica.

Silva disse...


"O que não mente é a dívida pública que é o que temos que pagar."

"Em princípios de 2008, devíamos 122 mil milhões € e agora devemos 250 mil milhões €."

Caro PCV

Esse montante foi no final de Agosto, já estamos em Outubro e a dívida obviamente continua a crescer.

O OE2018, obviamente também será deficitário, ou seja, é preciso mais endividamento.

Os eleitores, irão continua a cantar e dançar como foi demonstrado nas últimas autárquicas.

A vitória do PSD não interessa se não forem implementadas, rapidamente e em força, reformas estruturais a começar pela abolição do salário mínimo, liberalização dos despedimentos e abolição dos descontos, seguindo-se ainda outras.

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