quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Jerusalém: afinal, temos medo.

A minha mãe tem bom coração.

Quando era criança, o pai obrigava-a a ir com ele assistir a jogos de futebol.
Tinha que ser obrigada porque sofria muito durante o jogo: assim que uma equipa sofria um golo, o resto do tempo passava-o a rezar para que "o forte ficasse fracos e o enfermo são".
Claro que, com os anos, a "peninha" transformou-se numa doença: qualquer fiel farrapo que a abeira, tem logo direito a recebeu uma notinha porque "não te vai fazer falta".
 
Os esquerdistas sofrem da mesma doença.
Odeiam os governantes dos países ricos, para onde toda a gente quer ir mesmo tendo que pagar a "máfias" e arriscar a vida, e amam os governantes dos países pobres, onde ninguém quer estar.
Por isso, é natural que odeiem "os presidentes americanos" dizendo que o Trump é a pior besta que jamais apareceu à face da terra e amem "os presidentes da Venezuela" dizendo que o Chaves e o Maduro são verdadeiros democratas que os americanos só querem torpedear.
Naturalmente, os esquerdistas também odeiam Israel (um país neo-colonialista) e amam os palestinianos (vítimas do imperialismo americano pelo braço dos israelitas).
 
Agora, o Presidente Trump disse "Jerusalém é a capital de Israel".
Pensei eu que os esquerdistas iriam dizer algum argumento válido, do tipo, "como Jerusalém é muito pequenina e o Trump vai querer uma embaixada do tamanho de um elefante, não existe espaço para meter a embaixada dos USA em Jerusalém"
 
Fig. 1 - Segundo fonte credível (Marques Mentes), "a nova embaixada vai ser inspirada no que de mais belo existe nos USA" (um Cadillac?) 

Será em J' Oriental ou J' Ocidental?
Jerusalém está, no direito internacional, dividida na parte ocidental (território reconhecido por quase todos os países como fazendo parte de Israel) e a parte oriental (território ocupado em 1967).
Os esquerdistas poderiam dizer "muito bem, a capital fica em Jerusalém mas na parte ocidental".
Mas não, são totalmente contra sem apresentarem qualquer argumento.

No fundo, somos terroristas ou cobardes.
Os esquerdistas logo vieram dizer "os palestinianos vão dar cabo deles".
Por um lado, isto é uma esperança secreta de que alguém, um terrorista pobre e miserável, consiga dar cabo dos ricos e poderosos usando atentados mesmo que sejam perpetados contra outros pobres e miseráveis.
Imaginam que um atentado que mate 1000 ou 2000 pessoas, de preferência, velhinhos, mulheres e crianças, à saída de uma mesquita ou de um mercado algures no Paquistão, Iraque, Síria ou Bangladesh seja suficiente para ser interpretado pelos esquerdistas como "uma derrota pesada do Trump e do imperialista israelita".
Por outro lado, pensam que o Trump (e os israelitas) têm medo desse terrorista pobre e miserável.
 
Vamos às Filipinas, à República Centro Africana ou a Myanmar.
Nesses países houve atentados terroristas perpetados por radicais islâmicos contra populações civís sem defesa.
E o que aconteceu?
Retaliação. A ordem dos governos desses países foi "matar sem dó nem piedade".
Agora, os esquerdistas estão muito preocupada com a sorte dos islâmicos.
Se calhar, chama-se a este tipo de operações "terrorismo de estado" e as pessoas pensam que os palestinianos ou quaisquer outros povos originários do terrorismo estão a salvo disso porque "Israel e os USA são países onde impera o Estado de Direito" mas, com Trump, provavelmente, isso não está garantido.
Os Israelitas não são diferentes do Assad que, com a ajuda da Rússia e do Irão, já matou mais de meio milhão de pessoas, milhares e milhares executadas com um tiro na cabeça e outras milhares e milhatres em bombardeamentos indiscriminados.
Se o Assad faz (e os esquerdistas estão calados), porque não poderão os Israel e USA fazer o mesmo?

Vou reler um textozinho histórico sobre a tomada de Jerusalém pelos jordanos (em 1948).
Não podemos dizer que uns (os israelitas) são maus e outros (os palestineanos/jordanos) são bons.
Quando, em 1948, foi declarada a independência de Israel, pura e simplesmente, destruiram e mataram tudo o que, em Jerusalém, cheirava a judeu.
"... The operations of calculated destruction were set in motion.... I knew that the Jewish Quarter was densely populated with Jews who caused their fighters a good deal of interference and difficulty.... I embarked, therefore, on the shelling of the Quarter with mortars, creating harassment and destruction.... Only four days after our entry into Jerusalem the Jewish Quarter had become their graveyard. Death and destruction reigned over it.... As the dawn of Friday, May 28, 1948, was about to break, the Jewish Quarter emerged convulsed in a black cloud - a cloud of death and agony."
"For the first time in 1,000 years not a single Jew remains in the Jewish Quarter. Not a single building remains intact. This makes the Jews' return here impossible"
Abdullah el-Tal (comandante da brigada jordana que tomou Jerusalém)
 
O que quer dizer Trump com essa medida?
"Hei Rocky Man da Coreia do Norte, olha que eu não sou o Obama, eu sou mais maluco do que tu. Põe-te a medir forças comigo e, quando deres conta, enfiei-te um foguete no cu que te mandou para a órbita de Marte."

Fig. 2 - By By Rocky Man
 
Falar um bocadinho do Centeno.
Alguém achar que é muito prestigiante (para o próprio, o governo e o pais) ser eleito para um sítio qualquer onde o pagamento mensal é nada, parece-me pelo menos exagerado.
Não são os esquerdistas que defendem que as mulheres e os desvalidos têm direito a lugares importantes?
Ora, como ser "presidente dessa coisa" não tem qualquer difículdade em termos técnicos nem intelectuais, penso que seria um lugar perfeito para meter lá uma mulher, de preferência, loura, burra e ceguinha.

Fig. 3 - A roupa não é propria para ser presidente dessa coisa qualquer mas são ceguinhas!

4 comentários:

Silva disse...


http://www.gazetadopovo.com.br/rodrigo-constantino/artigos/tudo-que-voce-precisa-saber-sobre-trump-e-imprensa/

Caro PCV

Através duma fonte indirecta, está aí o que o Trump fez até agora desde que assumiu a presidência dos Eua.

Agora pergunto eu, de que vale isso tudo se não aboliu o salário mínimo, nem liberalizou os despedimentos nem aboliu os descontos.

Ele (nem as autoridades judiciaos) ainda nem sequer prendeu o fdp (nem sequer foi detido para averiguações) e se o deixam à solta esse fdp ainda é capaz de voltar para lá e continuar a espalhar a merda pelo mundo.

A vergonha deve ser tão grande mas tão grande tão grande que preferem andar com um gigantesco pepino no cu do que prenderem o fdp.

Anónimo disse...

Os judeus não constituem uma nacionalidade. A Palestina pertencia aos palestinianos antes de ter sido ocupada, no século XX, pelos ortodoxos inventores do Deus único. Eu estou muito longe de ser um esquerdista, mas reconheço que contra bombas atómicas e dinheiro não há argumentos. Já me dou por muito feliz se a seita dos evangélicos americanos não se lembrar de virar os seus mísseis com ogivas nucleares para Portugal onde se chegou ao ponto de expulsar judeus que não se converteram à religião oficial do então Reino de Portugal e dos Algarves d`Aquém e d`Além Mar!...Outros tempos!...

Económico-Financeiro disse...

Estimado Anónimo,
A verdade histórica não é essa.
Os judeus, comandados por David, tomaram Jerusalém aos Jebusita cerca do ano 1000 a.c.
No ano 586 os Babilónios conquistaram a cidade e os judeus foram deportados para a Babilónia, facto muito importante na Bíblia.
Em 333 a.c. Jerusalém passou a ser grega.
Jerusalém continuou grega/romana por 1000 anos, até ser tomada pelos persas em 614 d.c., voltou aos gregos em 629 d.c. e ser conquistada em 638 d.c. pelos árabes.
Em 1099 d.c. Jerusalém passa para os cruzados que mataram todos os habitantes árabes e judeus.
Saladino, árabe, tomou a cidade em 1187 e permitiu a reocupação da cidade pelos judeus.

A cidade ficou sob domínio turco, até ao fim da Primeira Grande Guerra que passar para protectorado do Reino Unido em que a população era maioritariamente judaica.
"a população em 1845 era de 16.410, 7120 judeus, 5.000 muçulmanos, 3390 cristãos, 800 soldados turcos e 100 europeus" e "De 1922 a 1948 a população total da cidade passou de 52.000 para 165.000, sendo dois terços de judeus e um terço de árabes (muçulmanos e cristãos)"

Depois, veio a guerra de 1948 e ai é que os judeus foram massacrados e expulsos o que fez Jerusalém passar, "pela primeira vez em mais de 1000 anos, a não ter judeus".

Até 1948 a maioria da população de Jerusalém era judaica e os árabes de lá eram só árabes. Depois, quando da divisão dos árabes em vários países, surgem primeiro os jordanos e, mais tarde, subdividem-se em palestinianos como instrumento da guerra fria dos russos contra os americanos.
Seria como dividir os portugueses em alentejanos (a sul do Tejo) e nortenhos (a norte do Tejo)

Anónimo disse...

Historicamente, a terra originária dos judeus não é a Palestina. Portanto, os judeus têm tanto direito à Palestina como os árabes têm direito à Andaluzia. A diferença está só no dinheiro e no armamento convencional e nuclear. No mundo atual, não tem sentido apoiar os argumentos dos evangélicos americanos, porém, sem dinheiro nem armas, reconheço que os europeus não são tidos nem achados num conflito que se desenrola à sua porta. Enquanto os muitos milhões de evangélicos estiverem bem doutrinados pelos poucos milhões de judeus, imensos milhões de muçulmanos têm de engolir à força que a cidade sagrada de Jerusalém é a capital dos judeus!

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