sexta-feira, 13 de abril de 2018

A nova ponte no Douro é uma insanidade.

O problema dos loucos é quando têm poder. 

Quando ouvi o anúncio da nova ponte sobre o Douro, achei muito estranho a coisa ter surgido assim do nada mas, mais estranho, foi o discurso do "não precisamos de dinheiro de ninguém" o que traduz que "não queremos ouvir a opinião de ninguém".
A ponte sobre o Douro é algo positivo mas não naquele sítio, que liga Nenhures com Lado Nenhum.
O lado de Gaia, temos a Praia do Areínho, um lugarezo que mais parece uma aldeia do interior, com campos de milho e batata. Do lado do Porto temos uma enorme escapa onde encosta a ponte dos comboios.
E pior ainda, tem a Ponte do Freixo a 500 m de distância, com 4 faixas para cada lado!!!


Alguém me consegue explicar!
Como pode uma ponte encostada à Ponte do Freixo, com a Ponte do Infante pelo meio, pode ser alternativa à Ponte D. Luís I se, por essa nova ponte, ir  da Ribeira de Gaia até à Ribeira do Porto passam a ser 7 km em estradas altamente congestionadas e outras autênticos caminhos de cabras?
E quando fica muito mais perto e rápido usar a Ponte do Infante que quase não tem trânsito?

Vamos supor que era importantíssimo fazer uma ponte à cota baixa ali.
Então, tinha-se feito a Ponte do Infante, feita apenas há 15 anos, com um tabuleiro inferior.
Será que, no entretanto, o trânsito aumentou?
Não, diminuiu.

O Problema não está ali!
O problema está na travessia do Douro pelo trânsito que vem da ligação da A28 (que vem de Norte junto ao mar - Matosinhos/Aeroporto/ Vila do Conde/ Póvoa de Varzim/Viana do Castelo) à A1.
São milhares e milhares de carros, camiões e autocarros que se congestionam na Ponte da Arrábida e que, a volta pela Ponte do Freixo, congestiona a VCI (e enche a cidade de poluição) e acrescenta 8 km ao trajecto.
Só estes 8 km, contabilizando apenas metade do combustível (0,04€/km), permitiria financiar um alargamento da Ponte da Arrábida com uma portagem de 0,35€ por cada veículo ligeiro e 1,20€/km por cada camião grande.

Para aqueles que diziam que o Luís Filipe Menezes era um louco!
Aqui está a resposta vinda das profundezas do manicómio.

Vão-nos dar cabo da praizinha do Areinho.

E o nome é uma parolada.
O que é que esse homem que foi bispo fez?
A cidade já teve centenas de bispos e que tem este de especial?
Não será de manter a regra do Local (Ponte da Arrábida e Ponte do Freixo) ou de uma figura histórica (Ponte de Luís I, Ponte da D. Maria II. e Ponte do Infante).

E o nome todo, como dizem as crianças?
A seguir a regra destes 2 parolos que agora presidem às câmaras do Porto e Gaia, a Ponte Luís I. terá que se passar a chamar Ponte Luís Filipe Maria Carlos Amélio Fernando Victor Manuel António Lourenço Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis Bento de Orleãns-Bragança e Saxe-Coburgo-Gotha. 
No máximo, deveria ser Ponte D. António mas em referência a António Ferreira Gomes e não a este António Francisco dos Santos que ninguém conhece.
Mas se querem o nome, ficava bem D. Vimara Peres que tomou a cidade aos mouros no ano 868.


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