sexta-feira, 31 de julho de 2020

O grave não é a economia ter caído 16,5%

Saíram hoje os números provisórios do PIB.

E nestes números, produziu-se no 2.º trimestre menos 16,5% do que no 2.º trimestre de 2019.
Este trimestre inclui Abril, Maio e Junho. 
Esta queda é brutal, a maior desde que a guerra civil de 1828-1834.
Mas o problema não é a queda mas se ela vai perdurar no tempo.

Imaginemos o fim de semana.
Depois de uma semana de trabalho, no Sábado e ainda mais no Domingo, a actividade económica cai abruptamente, mais de 50% mas, logo na Segunda-feira, a economia retoma ao nível da Sexta-feira passada.
Também em Julho e Agosto, quando uma percentagem grande das pessoas está de férias, a produção diminui muito significativamente, mais de 16,5% relativamente à média dos outros meses, mas dá-se uma retomar plena logo em Setembro.
Se a queda do PIB foi / fosse integralmente causada pelo confinamento obrigatório decretado pelo Governo, não nos teríamos que preocupar muito. 
Será / seria como partir uma perna, causa dor, necessita de internamento hospitalar, mas passa.

O problema é que a queda não se deve ao confinamento!
Vou fazer umas pequenas contas.
No período 1/1/2016 até 31/12/2019 a o crescimento médio trimestral foi de 0,66%.
O confinamento começou em 13 de Março pelo que a paragem forçada da economia (correspondeu a 20% do tempo total do 1.º trimestre) e a economia contraiu 3,76%.
Então, na segunda quinzena de Março, a queda do PIB foi de (3,76%+0,66%)/20% = 15,5%

Em Abril o confinamento continuou.
Mas desde 4 de Maio, o confinamento começou a diminuir para, actualmente, ser muito pouco expressivo.
Apenas estão fechadas as discotecas e bares, os estádios de futebol estão sem assistência, os restaurantes, cafés, ginásios e transportes públicos estão com lotação diminuída.

É grave a queda no 2.º Trimestre ser maior do que na segunda quinzena de Março!!!!!
Sendo que em grande parte do 2.º T o confinamento já estava muito reduzido, isto traduz que já não é o confinamento que está a travar a economia mas a alteração do comportamento das pessoas.
Os nossos parceiros comerciais não importam os nossos bens, os mercados emissores de turismo não mandam turistas para o nosso país, os portugueses evitam ir a espaços onde existam multidões.
Os estrangeiros devem fazer uma ideia errada dos portugueses já que, quando transmitem reportagens sobre a dificuldade de manter distanciamento profilático nos transportes colectivos de passageiros, os clientes são de pele escura e, quando se vê um branco, é um ucraniano.
Quem tem rendimento para fugir do risco, não se mete em confusões.

Numa estação de comboios portuguesa só se vêem africanos, indianos e um ou outro ucraniano.

Vamos supor que é verdade que 2,9% da população portuguesa já foi contaminada.
Eu não acredito pois traduziria que os tais milhões de testes só teriam conseguido "positivar" um caso em cada 6 pessoas contaminadas.
Uma implicação destes "5 contaminados escondidos" é que surgiriam surtos a partir de, aparentemente, nada.
Não se pode, por um lado, dizer com grande destaque que estamos a testar muito e que os positivos estão a diminuir e, depois, vir dizer que, 5 em cada 6 infectados não são detectados.
Mas vamos supor que são verdadeiros, que existem 300 mil contaminados e vamos ainda supor que é verdadeiros que morreram 1700 pessoas.

Então, o Bolsonaro e o Trump têm toda a razão!!!! 
A mortalidade do Covid-19 é de 0,6% sendo que, nas pessoas saudáveis e com menos de 75 anos, a mortalidade, é de 0,03%, uma morte em cada 3500 contaminados.
Com nos países pobres não há doentes nem velhos, mais vale deixar a coisa andar.

Em Portugal já só há partidos sindicalistas.
Bem dizia o Rui Rio de que o PSD era um partido de esquerda.
Mas não é só o PSD que se transformou num partido sindicalista a pedir mais e mais "para manter os postos de trabalho dos desgraçados trabalhadores" mas até o PAN (que deixou de falar dos animais e da natureza) e o CDS que deixou de falar dos valores da família, da educação dos filho no espírito cristão, do fim da fornicação recreativa, do respeito pelos mais velhos para se concentrar em "salvar empregos".

São todos um Copy+Paste dos BEs - Brochistas de Esquerda.
O CHEGA é o inimigo número um de todos os partidos porque é o único partido de Direita.
A Direita não fala de trabalhadores das empresas públicas, fala das pessoas que se esforçam diariamente para ganhar algum.
Defendem as pessoas que se esforçam para comprar um carro a prestações, uns energumenos destroem ou roubam o carro e a polícia apenas lhes diz "a queixa foi arquivada por falta de dados".
Os velhinhos incomodadas nos seus passeios por jovens acompanhados por cães, que escorreram nos cagalhotos que esses cães largam pelos passeios e jardins, ameaçados pelos donos quando dizem "meu menino, olha para este relhoto" e que a polícia diz "não podemos fazer nada porque os animais estão legais. Meu amigo, vivemos num país onde os cães têm mais direitos que os velhos!".

Até Sua Alteza Real Isabel II é Brochista de Esquerda, vêem lá o broche, uma safira e 12 diamantes, que representa Jesus e os 12 apóstolos?

Sim, estou a falar do velhinho que matou um fulano a tiro.
Alguém pensa que um velhinho de 80 anos dá 4 tiros a uma outra pessoa apenas porque quer ir para a cadeia em vez de ir para o lar da terceira idade, comer e beber à conta do contribuinte?
Não.
Eu já fui várias vezes incomodado e ameaçado por pessoas com cão e uma dessas pessoas, dias depois, espancou uma rapariga que esteve internada muitos dias no hospital.
Claro que me apetecia dar-lhe 4 tiros a ele e os restantes 2 ao cão.
E já muitos dos leitores também foram incomodados por cães, seja porque ladram de noite, tentam morder ou mijam nas rodas do nosso carro.
Se eu fosse Presidente da República, dava uma comenda à senhora em cujo canil o fogo queimasse 70 cães.

Relativamente à Economia, o que deveriam falar os partidos de direita.
Começar a trabalhar no cenário de que o vírus não se vai embora, a vacina nunca virá e que, portanto, tem que haver uma re-estruturação da nossa economia.
A re-estruturação vai obrigar à perda de milhares e milhares de empregos e a criação de outros tantos empregos.
E para que essa re-estruturação aconteça é preciso cortar os rendimentos às pessoas dos sectores ameaçados para que estas se comecem a mexer.
Se o Estado garantir o rendimento, mesmo que isso fosse possível, a economia ficará sempre neste marasmo.
Restaurantes às moscas, hotéis e hosteis a apanhar vento, aviões a viajar com 5% de ocupação e o contribuinte a pagar isto tudo.

E o Estado?
guardar o dinheiro que esta a desbaratar para se manter popular e usar na mudança da coisas, por exemplo, das escolas.
Não basta dizer que as escolas vão abrir com máscaras pois a máscara, no longo prazo, não faz efeito porque as pessoas deixam de a usar.
O que é preciso é fazer salas grandes, onde os alunos possam estar a pelo menos 2 m uns dos outros e não "1 m quando for possível".

Se as máscaras funcionassem ...
No Japão, terra onde toda a gente usa máscara, já não haveria novos casos de Covid-19.
Mas o que se observa é que, depois de um período de descida até ao fia 20 de Maio, seguiram-se 3 semanas de estabilização à volta dos 40 novos positivos por dia e, desde a segunda semana de Junho, os casos estão a aumentar 7,5%/dia.
De 40 novos positivos por dia, ao fim de 7 semanas já esta acima de 1000 novos positivos por dia.

Evolução de novos positivos por dia (zero é o dia 1 de Maio 2020, dados: wiki).

Atendendo às diferenças na população, 40 casos no Japão correspondem a 3 casos em Portugal.
Os nossos 1000 casos correspondem a 80 casos.

O Marcelo vai ficar na história como "a caixa de ressonancia".
Mais não faz do que repetir as mentiras do Costa.
E acham que alguém de direita vai votar neste?
Eu, preferia votar no candidato do PCP, seja ele quem for.
Pelo menos diz-se de esquerda e é de esquerda.

1 comentários:

lusitânea disse...

Gostei

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