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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

A brincadeira do Luisão foi mesmo uma agressão ao árbitro alemão

Os desportos evoluem com o tempo.
Em termos tácticos, primeiro era o tudo a monte e fé em Deus e, depois, foram apareceram varias tácticas como a defesa em linha,  o 4+3+3, o losango, o 5+3+2, a marcação homem-a-homem ou à área, etc.
O problema é que, além da táctica, a pulhice também tem evoluído.
Primeiro foi o pé em riste, depois a entrada de carrinho, o tacle por trás, o abrir as asas (cotoveladas) e, nos últimos tempos, apareceu o bloqueio do jogador adversário que se desmarca (sem bola) e, no caso do Luisão, apareceu o bloqueio com entrada do ombro à cabeça.

Fig. 1 - Eu sou um coitadinho, um anjinho que não faz mal a ninguém

A entrada com o ombro.
O Jesus introduziu o bloqueio na técnica de defesa do Benfica.
O bloqueio é uma falta (obstrução) mas não é agressão.
Como a bola está longe do local do bloqueio, o árbitro não vê.
Como há impunidade, o Jesus ganhou confiança e avançou dois passos.

A) Na marcação de livres, agarrar o jogador adversário exactamente até ao momento em que a bola é batida. Como a bola ainda não está em jogo, não é marcada falta (penalty).

B) Aquando do bloqueia, rodar o corpo metendo o ombro à cabeça do adversário. Esta é muito maldosa. 

Como o jogador atacado não tem a bola, o árbitro está a olhar para outro lado e não vê.
O Pinto da Costa queixa-se das técnicas de bloqueio do Jesus, mas ninguém faz nada.
Os jogadores aparece caído mas nunca ninguém vê nada.
O Jesus ri-se, diz que os adversários são fraquinho, que foi teatro e a coisa passa.
O problema é que na Alemanha, a coisa correu mal.

Será a ombrada um golpe violento?
Os do Benfica dizem que não é nada mas vejamos os desportos mais "violentos".
     É proibida no Boxe;
     É proibida no Judo;
     É proibida no Jujitsu;
     É proibida no Futebol Americano;
     É proibida no Râguebi.
Apenas é permitida nos combates de MMA - Full Contact.
Se é proibida nestes desportos "violentos", é porque é um golpe muito antidesportivo.

Fig. 2 - Hoje, esta entrada acompanhada de "Vou-te f*der", dá vermelho directo.

Como se mede a violência de um golpe na cabeça?
Pela capacidade de causar aceleração no cérebro.
Como o cérebro é quase líquido, se a cabeça abanar, o cérebro desliga-se.

Vou supor que o movimento de rotação do ombro tem uma velocidade de 5m/s.
O Luisão pesa 81 kg e um raio médio de 13cm. Pensando que o movimento apenas se aplica a 2/3 do corpo (54kg), o movimento angular será 5 x 54 x 0.13  = 36 kg.m.
A cabeça do árbitro pesa 5kg e está a 20 cm do centro do Luisão.
A aceleração da cabeça vai retirar movimento angular ao sistema:
   V x 5 x 0.2  + V x 54 x 0.13  = 36
   V   = 36 / (1 + 54 x 0.13)
   V = 4.5 m/s
A velocidade da cabeça vai acelerar de 0m/s a 4.5m/s.

O KO de um boxer profissional acontece entre 4 g e 5 g.
A vitima desmaiar vai depender do tempo de aceleração (dos 0 m/s aos 4.5 m/s finais) e da resistência da pessoa.
Se o tempo de aceleração for de 0.125 segundos (4 frames do filme), a aceleração dentro da cabeça foi de 36m/s2, 3.6g.
Com esta aceleração na cabeça, a generalidade das pessoas fica KO.

Qual foi o "erro" do árbitro?
Os árbitros portugueses já estão preparados para estes golpes.
Quando os jogadores cercam o árbitro "fazendo peito", este recua para não ficar com jogadores nas costas (ângulo cego de onde vêm os cascudos) e anulando as entradas do ombro em rotação.
Como o movimento de rotação é de curta distância, o recuo de apenas um passo já retira o árbitro do perigo.
Mas o árbitro alemão nunca pensou que em Portugal havia tamanha selvajaria. Por isso, fez frente aos jogadores mantendo imóvel com ambos os pés no chão.
Os jogadores encostaram ao árbitro que aguentou (estou persuadido que os iria expulsar se os jogadores o desequilibrassem), altura em que o Luisão entrou com o ombro em rotação atingindo a cabeça do árbitro.

O árbitro não tinha condições médicas para continuar.
Como houve perda de consciência, o que se denomina por concussão cerebral, a prática médica diz que a vitima tem que ficar 12 horas sob vigilância devendo ser feita uma RM ou uma TAC para verificar a integridade cerebral.
Claro que os portugas acham-se muito machos não precisando de nada disso. Mas depois ...

Lembram-se do Joaquim Agostinho?
Morreu de uma coisa destas.
Um cão atravessou-se à sua frente e ele caiu da bicicleta tendo desmaiou. Como recuperou quase imediatamente, montaram-no na bicicleta e ele continuou. Morreu passados 10 dias.
Além do mais, a concussão cerebral causa confusão, dor de cabeça e sonolência podendo também causar tonturas, dificuldade de concentração, esquecimento, depressão, falta de sensibilidade ou de emoções e ansiedade.
Assim, é totalmente normal que o arbitro não tivesse continuado o jogo.

Não é por os árbitros alemães ser apaneleirados.
É por na Alemanha a população ser culta conhecendo a gravidade da concussão cerebral.

Os jogadores maldosos têm que ser irradiados.
Quem quiser dar pancada tem que deixar o futebol e dedicar-se a outra modalidade.
Se olharmos para o João Pinto, ele não abre completamente a boca porque o Paulinho Santos lhe acertou com uma cotovelada. Ficou famosa a sua intervenção televisiva
 - C'um car**lo, alguém viu alguma coisa? Não se vê nada nas imagens da televisão, c'um car**lo.

Fig. 4 - O Luisão que treine para MMA-Full Contact onde pode bater à força toda (mas não ao árbitro).

Pedro Cosme Costa Vieira

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Como classificar os nossos resultados olímpicos?

Pode parecer estranho que eu fale de desporto mas, como quero ser como o prof. Marcelo que fala de tudo, meti-me ao caminho para responder a duas questões.
P1 - O que distingue os países que têm bons resultados olímpicos dos que têm maus resultados?
P2 - Como podemos classificar os nossos resultados olímpicos? São bons, médios ou maus?

Fig. 1 - As minhas colegas que são contra este blog ter mulheres boas, devem ter protestado violentamente contra o comité olímpico por ter provas de voleibol de praia feminino.

Por incrível que pareça, o que distingue os países com campeões dos outros é o vil metal.
Fui ao wikipédia e retirei as medalhas atribuídas nas olimpíadas de 2000, 2004, 2008 e 2012. No total foram atribuídas 2151 medalhas (1206 de ouro, 1208 de prata e 1264 de bronze).
Somei as medalhas de cada país considerando que a prata vale metade do ouro e a bronze uma quarta parte.
Depois fui buscar a população e o PIB per capita.
Nos países que tiveram nas últimas quatro olimpíadas pelo menos uma medalha de bronze (um total de 100 países), observa-se que

Quando a população de um país é o dobro, o número de medalhas é 68% maior.
Quando o PIB per capita de um país é o dobro, o número de medalhas é 47% maior.

Ln(medalhas) = -0.710 + 0.470 Ln(PIBpc) + 0.683 Ln(Pop),  R2 = 0.46             (eq. 1)
                                        (5.1)                       (8.4)

Uso agora apenas o PIB como variável explicativa:

Quando o PIB de um país é o dobro, o número de medalhas é 59% maior.

Ln(medalhas) = -0.657 + 0.593 Ln(PIB),  R2 = 0.44                                           (eq. 2)
                                        (8.7)


 Fig. 2 - Relação entre o PIB e o desempenho olímpico. Portugal é a bola vermelha, estando abaixo do valor médio (a tracejado). Entre as linhas finas estão os países médios, 50% do total.
(Dados: Banco Mundial e Wikipédia, grafismo do autor)

Afinal, no nosso mundo mercantilista, tudo tem a ver com economia.
Mesmo aqueles que dizem que a meditação transcendental é a fonte última da felicidade, para nos dizerem isso obrigam-nos a pagar uma mensalidade.
Como as provas olímpicas femininas não chamavam audiências nem patrocínios, toca a OBRIGAR as atletas dos desportos onde elas são boas a descascarem-se. 

Fig. 3 -Esta ainda é mais boa. Atenção que isto deu na TV e as criancinhas estavam a ver.
Mais camiões de cartas de protesto contra o director das olimpíadas.

As nossas atletas, pelo contrário, se tiram a roupa, o televisor funde.

Fig. 4 - Força nisso Vanessa. És o nosso helicóptero, gira e boa.

Os resultados portugueses são normais mas para o lado do fracote.
Para o nosso nível de rendimento e a nossa população, acertar exactamente no valor médio do modelo seria ter 8.9 medalhas mas as nossas 3.75 estão dentro do intervalo [Média menos um desvio padrão; Média mais um desvio padrão] pelo que, em termos estatísticos, os nossos resultados são médios.
Prova que é muito difícil obter mínimos para as olimpíadas é que, num país em que tantas verbas são canalizadas para o futebol, só lá fomos em 1996 (4º lugar) e 2004 (14º lugar).

Fig. 5 - Valha-me Alá que esta Egipta quer fazer um filho com o tapete das olimpíadas.
Mais camiões de cartas de protesto para o Mubaraque que vai ter o ataque final. 

Fig. 6 - Esta sim, esta vai bem. Esta não leva cartas de protestos.

Como pode Portugal melhorar os resultados olímpicos?
Uma hipótese é ir buscar mais Obikwelos. É mandar alguém buscar aqueles Camarões que "fugiram" nas olimpíadas e naturalizá-los portugueses pois um fulano do meio de África chegar às olimpíadas mostra que tem potencial para nos dar algumas medalhitas.
A outra hipótese é apostar no desporto escolar e em modalidade em que haja classes de peso porque se adaptam à nossa pequenez física (não vale a pena apostar no Basquetbol) e tem muitas medalhas.
Judo: tem 7 categorias  = 7 medalhas de ouro, 7 de prata e 14 de bronze por género
                                        = 56 medalhas, 5.8% das medalhas totais atribuídas em Londres
taekondo: 4 categorias  = 4 medalhas de ouro, 4 de prata e 8 de bronze por género
                                        = 32 medalhas,  3.3% das medalhas totais atribuídas em Londres
Boxing: 10 H e 3 M       = 13 medalhas de ouro, 13 de prata e 26 de bronze
                                        = 52 medalhas,  5.4% das medalhas totais atribuídas em Londres
Luta: 14 H e 4 M           = 18 medalhas de ouro, 18 de prata e 18 de bronze
                                        = 54 medalhas,  5.6% das medalhas totais atribuídas em Londres

No total, os desportos de combate atribuem 196 medalhas, 20.1% do total
Como o futebol só atribui 3 medalhas e o judo 56, é natural que tenhamos mais possibilidade de os nossos judocas serem seleccionados para as olimpíadas e trazerem uma medalhita.

Portugal deve apostar nos desportos de combate  porque 1/5 das medalhas atribuídas nas olimpíadas são para estes desportos e adapta-se muito bem à canalhada brava e pouco escolarizada dos bairros periféricos das grandes cidades.
São desportos baratos, desenvolvem a disciplina e autocontrole, combatem o uso das drogas e a evidencia diz que também combatem a violência de rua.

Se não for feita uma análise custo/benefício de cada modalidade olímpica, nunca sairemos do marasmo com que já estamos a ficar conformados.

(15.08.2012) - Esqueci-me da halterofila que atribui 45 medalhas (24H e 21M), 4.7% do total.
As 5 modalidades com categorias de pesos atribuem 1 em cada 4 medalha das olimpíadas. 
E quanto tempo a nossa televisão dedicou a estas 6 modalidades?
Não me lembro de nenhuma transmissão de um combate de boxing, taekondo, luta greco-romana, luta livre ou prova de halterofilia.
Assim, nunca poderemos desenvolver atletas capazes de ganhar medalhas.
Pedro Cosme Costa Vieira

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