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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Emigração. O Passos Coelho disse o evidente.

Queremos pertencer à Zona Euro?
A condição necessária para pertencermos a uma Zona Monetária é que haja mobilidade nos factores de produção onde se inclui o factor trabalho e flexibilidade nos preços onde se incluem os salários.
Por isso, quem defende que temos que pertencer à Zona Euro está a defender que os salários podem diminuir em termos nominais e que as pessoas têm que emigrar.
Não se pode querer sol na eira e chuva no nabal.

O Seguro ao defender que o PPC minta é como o outro.
Quem quer ser guiado por cegos?

Que fazer aos professores?
Há pessoas que querem ser professores e que tiram cursos via ensino.
Mas o Estado não tem obrigação de arranjar emprego para toda a gente. Nós não somos Cuba.
e toda a gente sabe que  o sistema público de ensino não pode contratar mais professores. Não é que mais não melhorassem o ensino mas não há dinheiro para isso.
Se os salários dos professores actuais descessem para metade, era possível contratar os 50 mil que estão desempregados.
O sindicato que proponha isso: o Estado contrata mais mas mantém-se a massa salarial global.
Mas quem está não quer abdicar do muito que tem e que acha sempre pouco para dar algum aos que não têm nada.


O meu colega de cadeira é extraordinário.
o JC foi um aluno de licenciatura extraordinário, fez um mestrado brilhante, tem o doutoramento concluído e dá aulas melhores que as minhas. No entanto, leva para casa 325€/mês.
Apesar de salário ser muito baixo (menor que o SMN), o que mais o desgasta é o contrato ser por 6 meses.

Diz o Lucas
O Robert Lucas é o pai dos Novos-Clássico que defendem que o Estado deve-se retirar da Economia.
Os comunas dizem que o Lucas é o pai e o Milton Freedman a mãe de todos os neo-liberais.
O que o Lucas identificou é que não há desemprego em absoluto.
O que existe é uma desadequação entre as expectativas dos trabalhadores quanto ao salário e o que o empregador pode pagar pelo trabalho.
Tenho a certeza absoluta que se o salário de professor começasse nos 500€/mês e o 10.º escalão (o topo da carreira) fossem 1000€/mês, deixava de haver professores desempregados.
Garanto em absoluto que, quem quisesse dar aulas, não precisava emigrar.

A minha colaboradora doméstica
A Olga é enfermeira com especialidade em oftalmologia. É bom porque a minha mãe foi operada aos olhos e ela põe-lhe as gotas com todo o rigor.
Na Ucrânia tinha emprego e estão-lhe sempre a mandar cartas a pedir que volte ao anterior posto de trabalho que era num hospital publico de uma terra qualquer.
Na Ucrânia não há desemprego no sector público. Quem quiser, não falta emprego.
Professores, médicos, enfermeiros, engenheiros, calceteiros, varredores, não falta emprego.
Se alguém quiser emigrar para a Ucrânia, não falta emprego.
Mas para ganhar 80€/mês.
Aposto que já lhe passou a vontade.

Pedro Cosme Costa Vieira

sexta-feira, 17 de junho de 2011

A integração com o mercado de trabalho espanhol

A balança comercial

À Escala do Planeta Terra não se importa nem se exporta nada. Assim, somando o saldo comercial de todos os países, dá obrigatoriamente zero: Para um país ter défice comercial, outro tem que ter superávite.
Um país não é eficiente a produzir todos os bens e serviços sendo a mais óbvia das razões o haver diversidade de clima. Por exemplo, em Portugal não se podem cultivar bananas de forma eficiente.
As trocas comerciais entre os países são um factor muito importante no incremento do bem-estar das suas populações sendo tanto mais importante quanto mais pequenos forem os países.
Fig.1 - Balança desequilibrada

Como se equilibra a balança comercial?
Quando os preços internos diminuem relativamente aos externos, as exportações aumentam e as importações diminuem corrigindo-se assim o défice comercial.
Se o país tiver moeda própria, a alteração dos preços relativos é feito facilmente com uma desvalorização da moeda.
No caso português em que temos euros, os preços internos têm que cair o que só é possível se os custos do trabalho diminuírem (os salários).
E se o custo do trabalho não diminuir?
Primeiro, o país endivida-se enquanto puder.
Depois, a taxa de juro sobe o que também leva a balança comercial a equilibrar-se.
Mas a taxa de juro é uma variável muito perigosa porque se, por um lado, faz com que as pessoas poupem mais e consumam menos bens importados, por outro lado, faz com que o consumo interno diminua e com que as empresas invistam menos.
Estes dois efeitos são garras numa tenaz que destrói os postos de trabalho.
Fig.2 - A taxa de juro esmaga o emprego


No final, o salário vai diminuir na mesma porque as pessoas, para arranjar novo emprego, têm que se sujeitar a um salário menor. Mas, no entretanto, há a destruição das empresas, o que tem um efeito muito mais negativo que permitir logo que os salários desçam.
Supondo um trabalhador que gera 1500€ usando máquinas de que resulta um encargo de 300€ de juros então, o empresário pode pagar um salário de 1000€ e ter 200€ de margem.
Se a taxa de juro aumentar 50% e as receitas diminuírem 20%, se o salário não diminuir para 900€, a empresa vai à falência.
Apenas as pessoas mais produtivas conseguirão manter os seus empregos ao salário vigente.

E se mesmo a taxa de juro não conseguir equilibrar? Emigração.
Existindo uma legislação laboral muito rígida, um subsídio de desemprego muito avantajado ou um salário mínimo superior a 30% do PIBpc, o mercado de trabalho só ajusta com taxas de desemprego muito elevadas. Há países com taxa de desemprego na ordem dos 85% da população activa.
Neste caso entra a mobilidade internacional do factor trabalho: os desempregados de longa duração têm que emigrar.
Uma vez emigrados, mandam remessas para os seus países o que permite que se mantenha a balança comercial deficitária. 
Mas este mecanismo de correcção não funciona no logo prazo porque , com o tempo o emigrante vai-se integrando no país de destino, os filhos vão crescendo lá, e acaba por perder as ligações com o país de origem. No caso português, as transferências dos emigrantes medidas pelo peso no PIB tiveram um máximo em 1979 (9.6% do PIB) e têm caido continuamente à taxa de 7.1%/ano.
Fig.3 - Evolução das remessas dos emigrantes (PorBase - Banco de Portugal)

A emigração, no longo prazo, destroi os países pois diminui a sua população a zero.
Por exemplo, a Irlanda tinha, nos princípios do sec. XIX, 8 milhões de habitantes e, no fim desse século, ficou reduzida a pouco mais de 2 milhões.

A integração no mercado de trabalho espanhol obriga a repensar a segurança social.
Será preciso promover um acordo com Espanha para que o trabalhador emigrado possa continuar a manter a sua ligação com a nossa segurança social. Assim, a Espanha transfere a TSU para SS portuguesa e o tempo de serviço em Espanha conta para a reforma, assistência médica e protecção no desemprego do trabalhador.



Também podemos promover o que é nacional.
Fig.4 - Não queira essas galdérias estrangeiras. Esta portuguesa é séria e faz-lhe o servicinho.

Pedro Cosme Costa Vieira

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