Cada vez mais pessoas falam ser inevitável Portugal sair da Zona Euro. Anunciam um processo catastrófico mas, pelo verificado em Santo Aleixo dos Mendigos, nada disso corresponde à verdade. Comparando com o caso observado, vai tudo correr bem.
Seria uma catástrofe é se o presidente da junta, o jotinha, uma pessoa sem força para aumentar os juros bancários e para diminuir os salários nominais, teimasse em manter Santo Aleixo na Zona Euro.
Fig. 1 - Arrumem-se que vem aí o tsunami "Saída da Zona Euro"
Corrigir o défice público, custa mas tem que ser.
Isto tem que ser feito quer estejamos na Zona Euro ou fora dela. O Estado cobra 80€ de impostos e gasta 100€. Isso é bom mas acabou-se porque não há mais quem lhe (nos) empreste os 20€ que faltam.
O jotinha acredita que, a prazo, consegue descer a despesa pelo que, no curto prazo vai subir os impostos para 90€ e pedir à Troika os 10€ que faltam. Se no longo prazo não conseguir cortar na despesa, tem que subir os impostos para os 100€ ou para 20 contos. Mas tem que resolver a coisa.
O problema é que o jotinha pensa que, estando o défice público nos 3%, está tudo resolvidos.
Ai como estás tão enganado. O défice público é um dos menores problemas que Portugal enfrenta.
Fig. 2 - Sou mesmo lindo mas não sei o que hei-de fazer. Vou às gajas.
A teimosia de não re-indexar os contratos de crédito à habitação
Também é necessário subir as taxas de juro dos contratos indexados à EURIBOR. Como os credores nos meteram a todos na classe LIXO, a nossa banca não se consegue financiar a curto prazo a menos que 5%/ano e, a médio prazo, a menos que 8%/ano. E tem milhares de milhões de euros aplicados a menos de 3%/ano. Não é possível.
A minha Análise Técnica aponta para que, no Natal de 2013, a cotação do BCP atinja os 0.01€ por acção e o banco abra falência.
Fig. 3 -Análise Técnica do BCP e previsão de evolução da cotação (fonte:
bolsapt).
Nota: Esta análise técnica apenas contém como informação o histórico das cotações do BCP disponibilizadas no sitio http://www.bolsapt.pt/. A previsão apontada por mim não corresponde, necessariamente, à evolução futura da cotação do título. Não é um aconselhamento financeiro relativamente a comprar, vender ou manter acções do título. Qualquer transacção realizada pelo estimado leitor com títulos BCP é de sua inteira responsabilidade.
Seguido do BCP, em 2014 os bancos portugueses vão falir uns a seguir aos outros. Aí o jotinha vai acordar para a situação insustentável que os bancos vivem mas já vai ser tarde. Vai ser terrível pois estamos a falar em passivos totais na ordem dos 500 mil milhões de euros.
São 100 BPNs. CEM.
Se as taxas de juro dos contratos de longo prazo não forem re-indexados, nos finais de 2014 a dívida pública portuguesa vai disparar para os 300% do PIB.
A teimosia de não descer os salários nominais
O desemprego está cada vez maior já estando na casa das 700 mil pessoas.
Fig. 4 - Evolução do número de pessoas desempregadas (dados:
INE)
Se os custos do trabalho (dentro da zona Euro implica a descida dos salários nominais) não descerem 20%, nos finais de 2014 a taxa de desemprego vai estar nos 20%.
Santo Aleixo saiu da Zona Euro há 5 anos e ainda não se viu nenhuma nota de escudos
Eu li muitas pessoas importantes, professores de universidades que respeito muito, que a saída da Zona Euro implica uma forte desvalorização do Escudo. Mas Santo Aleixo já saiu da Zona Euro há 5 anos e a desvalorização está na meta anunciada pelo Governo, está dentro do crowling peg com desvalorização deslizante de 0.4%/mês, (1$/€)/mês.
Vejamos o porquê de estar tudo dentro do previsto.
Santo Aleixo está numa Zona Monetária Mista Escudo+Euro
Em solução de canto
As pessoas têm dinheiro no bolso para poderem fazer compras no dia a dia. Ou então, têm dinheiro numa conta à ordem (e o banco tem o dinheiro físico, parte) e fazem pagamentos por multibanco ou cheque.
Por um lado, ter dinheiro no bolso (ou à ordem) tem um custo (os juros que poderia ganhar) mas, por outro lado, andar sempre a levantar 1€ de cada vez também tem o custo do tempo perdido.
Terei menor quantidade de dinheiro no bolso se
A) a taxa de juro for mais elevada
B) o custo de levantar dinheiro for menor
Quanto maior a velocidade de desvalorização (antecipada) maior será a taxa de juro da moeda pelo que
Havendo duas moedas, terei menor quantidade da moeda que se desvalorizar mais rapidamente.
Santo Aleixo tinha a Balança Corrente desequilibrada pelo que, aquando da saída, o governo decidiu que a moeda ia desvalorizar 0.400%/mês, 4.677%/ano, durante 5 anos (desvalorizar +-20%). Se a taxa de juro de curto prazo em Euros é 5.000%/ano, com uma desvalorização de 4.677%/ano, teremos uma LISBOR em Escudos de 10.152%/ano.
Esta taxa de juro é aceitável estando na ordem de grandeza da taxa de juro das obrigações do tesouro a 10 anos actualmente pagas pelo dívida pública portuguesa (12%/ano).
A boa moeda expulsa a má moeda
Como os Pedintes têm a alternativa entre ter Euros (que quase não desvalorizam) e ter Escudos (que desvalorizam pelo que a taxa de juro nominal é maior) então, ninguém vai querer ter Escudos na mão. As pessoas vão possuir apenas notas de Euros e contas à ordem em Euros.
Isto é uma solução de canto muito conhecida na literatura económica e referida pelo Sr. Silva em relação ao Santana Lopes.
Todo o mundo quer ter Euros e ninguém quer ter Escudos.
Fig. 5 - Lá se foi a má moeda para as reservas
E qual a implicação da "solução de canto"?
Se for obrigatória a passagem dos depósitos bancários para Escudos, haverá uma corrida aos bancos pelo que o sistema financeiro português entra em colapso.
A) Os depósitos bancários têm que se manter denominados em Euros
Os analistas que tenho lido nos últimos dias (por exemplo,
http://www.dinheirovivo.pt/), não prevêem a possibilidade de os depósitos bancários se manterem em Euros. Sendo que saímos do Euro, pensam ser natural que os depósitos passem a Escudos. No entanto, existem muitos países fora da Zona Euro que têm contas bancárias em Euros, por exemplo, a Turquia. Se eles têm porque é que Santo Aleixo não poderia ter?
B) A desvalorização é um decisão do Governador do Banco de Portugal
Como ninguém tem escudos, não há qualquer hipótese de haver um ataque especulativo ou de pânico que faça o Cambista esgotar as suas reservas em Euros. Nem o contrário pois o Cambista tem notas de Escudos suficientes para a eventualidade de toda a gente querer apenas Escudos (esta seria uma situação se Santo Aleixo tivesse superavite da BC, o caso da Alemanha)
O jotinha diz qual vai ser a velocidade de desvalorização e o governador do Banco de Portugal executa isso anunciando em cada dia qual é o câmbio do Escudo contra o Euro.
Fig. 6 - À pois, no Escudo mando eu, só eu e mais ninguém.
Não há mercado
Não vai haver transacções no mercado Escudo-Euro enquanto a desvalorização estiver a acontecer pelo que a desvalorização será totalmente administrativa.
Tal e qual como o preço do m2 em Júpiter que sou que decido (eu sou o único proprietário de Júpiter e ninguém quer comprar nenhum bocado porque está em constante desvalorização).
Isto parece-me claro como as águas do Rio Trancão.
Então, para que serve termos Escudos se está tudo na mesma e ninguém tem Escudos?
A) Descer os salários reais de forma a combater o desemprego
Os contratos de trabalho passam a estar denominados em Escudos (obrigatoriamente). Assim, uma desvalorização do Escudo equilibra o mercado de trabalho. Além disso tem as seguintes implicações
A1) Desce os preços de forma a equilibrar a Balança Comercial
Os preços são determinados livremente no mercado. No entanto, uma desvalorização faz reduzir os salários (em euros) o que faz diminuir os custos de produção (em euros) e diminuir os preços finais (em euros).
Será de prever que alguma da desvalorização fique nos preços: haverá inflação. Mas o importante é que, em euros, os preços vão diminuir. Por exemplo, há uma desvalorização do escudo de 5%, os salários em escudos sobem 2% (mas descem 3% em Euros), os preços em escudos sobem 4% (mas descem 1% em Euros).
A2) Desce as transferências sociais de forma a equilibrar a Segurança Social
As pensões e outras transferências sociais serão denominadas em Escudos. Assim, uma desvalorização do Escudo faz diminuir a despesa da Segurança Social.
A3) "Renegocia" as Parcerias Publico Privadas.
Ao denominar (uma parte) dos contratos públicos em Escudos, ao desvalorizar o Escudo, o Estado irá pagar menos Euros pelos contratos mal negociados pelo guterrismo-socratismo. Funciona como uma renegociação que se aplica a todos e sem problemas legais.
A4) É neutro em termos de défice público.
Ao descer, em Euros, os salários dos funcionários públicos, as reformas e transferências sociais e as prestações das PPP, a desvalorização do Escudo ajuda o Estado a diminuir a despesa (em Euros). Como também diminuem os impostos (em Euros), a desvalorização será neutra em termos de contas públicas.
B) Adequar as taxas de juro às condições de mercado
O Banco de Portugal calculará a LISBOR como a taxa a que os bancos portugueses se conseguem financiar e, ao re-indexar os contratos de crédito à LISBOR, o sistema financeiro ficará equilibrado.
Será preciso calcular a LISBOR€ (em Euros e que substituirá a EURIBOR) e a LISBOR$ (em Escudos para quem quiser passar os seus contratos de crédito ou ter contas a prazo em Escudos).
Calculada a LISBOR€, basta acrescentar a taxa de desvalorização do escudo que é administrativa pelo que será perfeitamente antecipável.
Por exemplo
LISBOR€ a 6 meses é 5.123%/ano e a
Desvalorização prevista do Escudo a 6 meses é 4.677%/ano (administrativa)
Então a LIBOR$ a 6 meses será (1+5.123%) / (1-4.677%) -1 = 10.281%/ano.
E os contratos de créditos, por exemplo, à habitação?
Quem passar os seus créditos para Escudos, terá que pagar a taxa de juro indexada à LISBOR$.
Se os mantiver em Euros, fica indexado à LISBOR€.
Como a diferença entre a LISBOR€ e LISBOR$ é a taxa de desvalorização, estas duas opções serão exactamente equivalentes.
E a Bolsa de Valores?
Para ficar na Euronext, a praça de Lisboa pode-se manter em Euros. Mas a moeda da praça não tem qualquer significado. Por exemplo, uma empresa inglesas transacciona-se em Libras em Londres, em Euros em Frankfurte, em Dólares em Nova York e em Iens em Tókio. tirando os Dólares do Zimbabwe, a moeda da praça não tem relevância.
A primeira semana da vida do Cambista de Santo Aleixo dos Falidos na Zona Mista
Interessa ver o que se passou na primeira semana depois da saída do Euro que se anunciava como a mais difícil.
Santo Aleixo tem um PIB de 170€/ano e a cotação do Escudo é 200$/€
Fig. 7 - Diziam que a primeira semana ia ser terrível mas não foi.
Segunda-feira, circulam na aldeia 40€, o Cambista tem 10€ de reservas e 40€ de Títulos do Tesouro. Então, o Cambista mandou imprimir 10000$ que ficaram como reservas. Ter o total dos euros em escudos torna impossível ficar sem escudos (o que implicaria a valorização do escudo - aplica-se ao caso da Alemanha sair) e, como não há escudos em circulação, é impossível que alguém lhe esgote os euros (o que implicaria a desvalorização "descontrolada" do escudo).
Durante a semana, a balança corrente está desequilibrada. Exportando menos do que importa, a liquidez da aldeia vai diminuindo. Para um défice corrente de 8.5% do PIB, no fim da semana, a moeda em circulação está em 39.72€.
Domingo, o cambista tem que repor o nível de liquidez. MAU.
Operação de Open Market, no Domingo o Cambista vai comprar 0.28€ de Títulos do Tesouro no Mercado Secundário injectando assim na aldeia os 0.28€ que faltam para a semana seguinte iniciar com 40€ em circulação.
Se Santo Aleixo tivesse excedente da Balança Corrente (estivesse na Alemanha) chegava ao fim da semana com mais de 40€ em circulação. O Cambista vendia divida pública retirando euros de circulação.
No fim da semana o cambista continua com 10000$ de reservas.
As reservas em euro diminuíram para 9.72€ e os Títulos do Tesouro aumentaram para 40.28€.
A primeira semana correu bem. Vejamos ao fim de 6 meses.
A desvalorização do escudo para 205$/€ fez com que o Défice Corrente tivesse diminuído um pouco. No entanto, o constante défice corrente e a constante intervenção do Cambista na reposição da liquidez fez com que, ao fim de 6 meses, no seu balanço conste
Dívida Pública: 47.00€
Reservas em Euros: 3.00€
Reservas em Escudos: 10000$
O escudo desvalorizou para 205$/€ porque o jotinha assim o decidiu.
O mercado de câmbios continua morto.
Ninguém cambiou Escudos por Euros.
As reservas em Euros do Cambista estão-se a esgotar
Precisa da ajuda da Troika
Mas a ajuda da troika não deriva de Santo Aleixo ter saído da Zona Euro mas apenas de ter um défice da Balança Corrente: sai mais dinheiro da aldeia do que entra.
Desvalorizando mais o Escudo, a balança corrente vai equilibrando lentamente e, previsionalmente, daqui a uns 5 anos, o Cambista já não precisará de mais ajuda.
Decorridos 5 anos
A) Os escudos desvalorizaram 20% (para 250$/€).
B) O mercado Escudos-Euros continua morto e ninguém tem Escudos.
C) O Cambista nunca usou os 10000$ de reservas.
D) Os depósitos bancários ficaram sempre em Euros, as pessoas compraram e venderam as coisas sempre em euros, tiveram sempre euros na carteira e nas contas bancárias, mas Santo Aleixo já não está na Zona Euro.
Os salários
No final, um escudo está cotado 254.74$/€ (desvalorizou 21.3% relativamente ao Euro).
Um salário inicial de 1000€ passou a ser 200482$ e, como os salários aumentaram 3%/ano então, o salário está em 232414$ (um aumento em Escudo de 15.9%) mas 912.35€ (uma redução em Euros de 8.77%).
A inflação na Zona Euro foi de 2%/ano, pelo que os salários dos nossos parceiros aumentaram para 1104.08€.
Então, os salários reais diminuiram de 1104.08€ para 912.35€ (uma queda de 17.37%)
Os preços
A inflação em Escudos foi de 4%/ano.
Um preço inicial de 100€/u, 20482$/u, passou a ser 24392$/u.
Como o escudo devalorizou para 254.74$/€, o preço em Euros acabou em 95.75€/u.
Com a inflação do Euro, os preços relativamente aos nossos parceiros do euro, diminuiram em termos reais para 86.72€/u (a preços de há 5 anos), menos 13.38%.
A balança Corrente
O défice da Balança Corrente melhorou de 8.5% do PIB para 2.5% do PIB que é insuficiente.
O Cambista recebeu 78€ de ajuda da Troika, que está a dever.
E para os próximos 2 anos?
A Balança Corrente tem que passar a +5% mas ainda está deficitária pelo que a desvalorização tem que continuar.
Estava previsto que, se os salários se mantivessem constantes (em escudos), uma desvalorização de 20% em 5 anos equilibrava a Balança Corrente. Por motivos diversos e por os salários terem subido 3%/ano em Escudos então, a desvalorização não foi suficiente pelo que o jotinha anunciou, já há 1 anos, que a política de desvalorização deslizante ia continuar por mais 2 anos.
Decorridos 7 anos
No total, em 7 anos, o Escudo desvalorizou para 280$/€, os salários em escudos aumentaram 23% (em euros, diminuíram 12%) e em Euros de há 7 anos desvalorizaram 23.4%).
Os preços em escudos aumentaram 4%/ano mas,, em termos de Euros de há 7 anos, diminuíram 18%.
O mercado Escudos-Euros continua morto e ninguém tem Escudos.
A Balança Corrente já está nos +5%.
A desvalorização deslizante parou.
Fig. 8 - O Presente foi o Futuro no Passado e será o Passado no Futuro
E o Futuro
Agora, Santo Aleixo tem duas opções
A) Continua na Zona Mista Escudo-Euro
Tem a vantagem de, caso aconteça um crise com repercussões nas contas externas, o jotinha poder desvalorizar o Escudo. Caso aconteça o milagre de Portugal ter uma Balança corrente muito excedentária, o jotinha pode valorizar o Escudo. Assim, tem o instrumento cambial para controlar a economia da aldeia.
B) Acabar com o Escudo e volta a entrar na Zona Euro.
É uma opção fácil de implementar porque ninguém chegou a ter escudos.
À cotação do dia, faz-se a transferência dos contratos, activos e passivos denominados em Escudos para Euros.
Observando o que se passou em Santo Aleixo nos últimos 15 anos (com o guterrismo-socratismo), está opção não é aconselhável.
Poderá a Zona Mista Escudo+Euros instabilizar?
Vamos supor que as contas externas estão equilibradas pelo que o jotinha anuncia que a desvalorização acabou.
Se uma pessoa não acreditar e antecipar que o Escudo vai desvalorizar então, apenas vai querer ter Euros.
Se, pelo contrário, antecipar que o Escudo vai valorizar, apenas vai querer ter Escudos.
A solução será sempre de canto.
Mas, como o Cambista tem igual valor em Escudos e em Euros, responde a qualquer eventualidade.
Como cada pessoa tem a sua ideia, em equilíbrio haverá pessoa que se convencem pelos Escudos e outras pelos Euros.
Como "a mão que embala o Escudo" não tem a mesma credibilidade quanto à desvalorização como a Sr.a Merkel, o mais certo é, nos próximos 50 anos, ninguém querer ter Escudos na mão.
Nota Final:
Tenho que fazer justiça ao professor Miguel Beleza porque já propôs o Escudo como "moeda escritural". E, de facto, Santo Aleixo tem uma moeda em papel, o Euro, e uma moeda escriturário, o Escudo, que apenas serve para os contratos ligados ao trabalho.
Santo Aleixo saiu da Zona Euro de jure mas, de facto, continua tudo como se ainda estivesse na Zona Euro.
É o que se observa no Kosovo: não está mas é como se estivesse.
Fig. 9 - Ài que o Beleza tem uma fraquinho pela FCF
Pedro Cosme Costa Vieira