Se com as taxas de juro de 2007, dos impostos que cada um de nós paga, 850€/ano são para juros, com as taxas de agora só teríamos que pagar 600€/ano para juros.
A crise finaneira está completametne ultrapassada. Mas o problema é saber se os fundamentos que deram origem à crise já foram ultrapassados ou se continuam no meio de nós.
Este erro levou o Guterres ao poder para iniciar uma politica de rendimentos e preços totalmente desligados da realidade da nossa economia que nos levou a um endividamento externo insustentável.
O sórates fechou os molhos quando, num curto espaço de tempo, aumentou o Salário Minimo Nacional de 403€/mês para 485€/mês.
Para que serve a moeda própria.
A moeda própria permite equilibrar rapidamente as contas com o exterior.
Se exportamos menos do que o que importamos, desvalorizamos o Escudo face aos nossos parceiros comerciais o que faz diminuir o preço dos nossos produtos (face ao exterior) e aumentar o preços dos bens importados (internamente). Este duplo efeito faz diminuir a importações e aumentar as exportações. Se, pelo contrário, exportamos mais do que o que importamos, valorizamos o Escudo face aos nossos parceiros comerciais o que tem o efeito contrário.
Em termos psicológicos, as pessoas não penalizam eleitoralmente o governo pelo ajustamento via devalorização.
Isto traduz que, nestes 15 anos, cada português se endividou face ao exterior em 20 mil €.
Uma família de 5 pessoas inflamou o seu rendimento com 100mil€ de endividamento externo.
Foram 250€/mês para cada trabalhador.
Este endividamento externo massivo causou um erro na percepção do rendimento disponível das famílias. Agora, os "cortes" que estamos a sentir é o reverso, não são uma verdadeira quebra de rendimento mas apenas o terminar desse endividamento externo.
No tempo do Sócrates endividamo-no sempre acima dos 10% do PIB, todos os anos.
Notar que o Durão Barroso conseguiu em 2 anos reduzir o défice de 10,3% do PIB para 6,5% do PIB mas os do PSD+CDS puseram-lhe os patins e veio o Santana Lopes que aumentou logo o défice para 8,4% do PIB.
Quem foi o ministro da finanças do Santana Lopes? (Veja a solução no fim que nem vai acreditar).
Como a queda dos salários induz contracção nominal do PIB, também é preciso reduzir a despesa pública.
Então, para podermos continuar na Zona Euro, a resposta a esta questão tem que ser afirmativa.
Tenho muitas dúvidas disso.
Bastaram 2 anos para derrotar o "outro caminho".
Na França, o Holland aguentou 2 anos om a conversa do "outro caminho" até que deu o braço a torcer.
No Egipto, a Irmandade Muçulmana também prometia um caminho de leite e mel. Apesar de anos e anos de repressão policial, a cada crise económica, a IM foi-se tornando cada vez mais populares até que, em 2011, a guerra civil parecia inevitável. A solução foi dar-lhes o poder para poderem implementar o prometido "outro caminho". O problema é que, ao fim pouco 2 anitos, o caminho foi tão desastroso que centenas de milhares de pessoas pediram nas ruas um governo militar.
Em Portugal, em 1974/1975 dois anitos de governo de influência comunista foi suficiente para os mandar, até hoje, para um canto da oposição.
Parece que 2 ano é a validae do governo demagógicos mas o Guterres aguentou 7 anos e o Sócrates 6 anos mas o nós temos a desculpa de termo sido enganado pelo crédito fácil (que acabou).
Volto a estar pessimista - o PIB cresce cada vez menos.
E estamos a divergir.
Em 1991 a Alemanha teve que digerir a economia da ex-RA o que lhe coloou sérios problemas. Isso mais a nossa entrada na CEE que actualmente se chama UE, pemitiu que convergissemos um pontos percentual por ano com a Alemanha.
O problema é que desde 2000, mesmo com endiviamento externo massivo, temos estado a divergir 0,5 pontos por ano.
Será que vamos continuar a divergir como no tempo das politicas de crescimento do Sócrates ou vamo quebrar essa tendência?
E fico ainda mais pessimista.
Muita gente pensa ser provável que, algures no futuro, o António Costa venha a ser primeiro ministro de Portugal. Mas, ao reparar que a Câmara Municipal de Lisboa reduziu os horários dos seus assalariados para 35 horas por semana, ganho a certeza que, nesse hipotético cenário futuro, vamos voltar aos tempos do Guterres+Santana Lopes+Sócrates de dar tudo a todos enquanto não rebentar.
Isto é totalmente demagógico e imoral porque o António Costa, por um lado, é contra o Passos Coelho estar a esmifrar os contribuintes mas, por outro lado, esbanja os nossos impostos para ser popular junto dos assalariados da CML.
Mas não é só lá.
O Magnífico Reitor da minha universidade queixou-se na comunicação social que os cortes orçamentais para 2014 são intoleráveis porque põem em causa o funcionamento da instituição.
Mas eu recebi um e-mail da comissão de trabalhadores a dizer que o Magnífico aceitou, sem mais, uma redução de 6,25% no horário de trabalho semanal.
Como é possível?
Haver uma Lei da República que obriga a 40h/semana de trabalho para TODA A GENTE e depois cada cacique torpedear isso localmente?
As pessoas são funcionários públicos ou funcionário da "empresa pública XPTO", uma entidade empregadora livre de acordar o horário que lhe der na real gana porque sabe que os salário serão sempre pagos pelo Orçamento de Estado?
No limite, podemos ter funcionários públicos dispensadas de trabalhar.
Vamos Seguro, mostra coragem e manda isto para o Tribunal Constitucional.
Como é possível um trabalhador num local, seja uma câmara ou uma universidade, trabalhar 40h/sem e outro trabalhar 35h/sem ganhando ambos pela mesma tabela salarial?
A redução dos salários de alguns funcionários públicos viola totalmente os princípios constitucionais da igualdade (entre funcionários públicos) e da confiança (dos contribuintes de que os governantes usarão os seus impostos com zelo).
Não estou certo que, no longo prazo, seja positivo para Portugal pertencer a uma zona monetária que inclui países do centro da Europa cujas culturas e economias são, tudo indica, diferentes da nossa.
As crises económicas de 2002, 2008 e 2010 mostraram que temos muita dificuldade em ajustar e as expansões de 1996 e 2009 foram muito ténues e com elevado endividamento externo.
No longo prazo é preciso responder a 4 questões.
1) No próximo período de expansão (2014-2015) vamos voltar ao desgoverno de 1995-2010?
2) Como irá ajustar a nossa economia quando aparecer a próxima crise (lá para 2017)?
3) Qual vai ser a taxa de crescimento do PIBpc na próxima década?
4) Conseguiremos inverter a tendência de divergência com a Alemanha?
Continuo pessimista quanto à nossa permanência no Euro.
Só se, em 2015, o povinho português rejeitar a ilusão do "outro caminho" dando o voto ao Passos Coelho é que eu me convencerei que temos algumas chances de continuar no Euro.
Actualmente ainda não acredito que o nosso povo esteja preparado para viver em Escudo.
Pedro Cosme Costa Vieira.
sexta-feira, janeiro 17, 2014



























