sábado, 3 de janeiro de 2026

A queda de Maduro é mais uma peça na derrota de Putin.

A invasão da Ucrânia fez-nos voltar à Guerra Fria.

A Guerra Fria acabou, em 1991, com o colapso da URSS e a consequente queda do Muro de Berlim.


Alguém se lembra de como se combateu a Guerra Fria?

Era em batalhas "indirectas", em guerras por procuração, tirar areia das fundações a ver se caia.

Se a URSS tinha um aliado, logo os USA reforçavam uma facção da oposição para desgastar a URSS.

Essas guerras aconteceram um pouco por toda a parte, começou na Coreia, continuou no Vietname, em África (também em Angola e Moçambique), na América Latina, na Ásia do Sul, no Médio Oriente (de que Israel era o aliado preferencial) e na Europa. As últimas grande batalha foram a Guerra Irão-Iraque e o Afeganistão. 


Os USA (e a Europa) decidiram 'perdoar' a URSS.

Nessa altura pensou-se que os regimes comunistas seriam varridos da face da Terra, onde se incluíam os regimes 'democráticos' de Angola e Moçambique mas, estranhamente, foi aceite que esses regimes continuassem desde que realizassem eleições fraudulentas. Foi parecido com manter o regimes de Franco e de Salazar no pós WWII.

Ninguém, quase ninguém, acredita que o MPLA ganhou as eleições.

Ninguém, quase ninguém, acredita que a FRELIMO ganhou as eleições.

Mas fazemos todos de conta, dando aos nossos esquerdistas (que são quem aparece no espaço público comunicacional) a possibilidade de "defenderem o direito internacional" como a justificação para a perpetuação desses regimes ditatoriais.


O Rússia colocou-se a jeito.

Havia quem pensasse que a Invasão da Ucrânia no dia 24 Fevereiro 2022 era uma jogada de mestre por parte do Putin. No meu entender, o ataque a Israel de 7 de Outubro de 2023 fez parte desse movimento expansionista russo, forma de mostrar capacidade de ameaçar "interesses estratégicos ocidentais", fortalecer os seus peões no Médio Oriente e obrigar a desviar recursos da Ucrânia.

O problema foi que o Ocidente (USA, UK e Israel já que a Europa é sempre inconsequente) respondeu com força inimaginável.

Gaza foi arrasada com 100 mil mortos, Al-Assad desapareceu, o Hezbolah (e os seus anunciados 100 mil soldados) desapareceu, o Irão está em ebulição depois de uma campanha de bombardeamentos aéreos e, não menos importante, Israel reconhece a independência da Somalilândia (e talvez venha a reconhecer a independência do Kurdistão).


A Rússia está de rastos.

Onde estavam os mísseis anti-aéreos que o Irão comprou à Rússia?

Onde estavam os mísseis anti-aéreos que a Venezuela comprou à Rússia?

Claro que os nossos comentadores continuam a dizer que a Ucrânia está à beira da derrota, que a Rússia nunca esteve tão forte, que o Trump é um aliado de Putin mas o que vemos é, peça após peça, os aliados da Rússia a cair.


A seguir vai ser Cuba e a Nicarágua.

Sem o petróleo da Venezuela, Cuba não se aguenta.

A Rússia não consegue garantir abastecimentos, a China muito menos porque não consegue projectar poder no Atlântico.


O que se vai passar na Venezuela.

Todos dizem na nossas TVs, mesmo os ligados à direita, que vem ai o caos. Esses mesmos anunciam o caos no Irão se o regime cair e já o anunciavam na Síria.

A ideia do Trump relativamente à Venezuela é aumentar sem limite a produção de petróleo e, assim, secar as fontes de financiamento da Rússia e do "Sul Global".

Não faz sentido o Brasil estar a viver à custa de petróleo em águas profundas (muito caro de extrair) quando a Venezuela tem reservas quase infinitas em águas rasas.


E proteger Taiwan.

No caso de invasão por parte da China, os USA têm mais um instrumento de estrangulamento da economia chinesa (cortar o fornecimento de petróleo).


Vale a pena ouvir o candidato PCP.

Diz que é igualmente a favor da paz na Venezuela, na Ucrânia e Israel mas omite que a Rússia invadiu a Ucrânia (e a paz é a Ucrânia render-se) enquanto que na Venezuela estamos na presença de uma regime ditatorial que roubou, ao longo das décadas, as eleições e matou sem dó nem piedade os opositores. Esquece-se também que o Hamas luta pela morte de todos os judeus e o desaparecimento de Israel.

As praias venezuelanas são maravilhosas



terça-feira, 30 de dezembro de 2025

2025 está a acabar mas a guerra da Ucrânia ainda está para durar.

Há muitas pessoas que pensam que o Putin não ganha a guerra porque não quer.

As palavras do Trump de que a Rússia é amiga da Ucrânia pois apenas quer 20% do território e até está disponível para vender à Ucrânia electricidade da central nuclear (que pertence à Ucrânia) a preço de saldo traduz essa ideia.

Que foi a Ucrânia que começou a guerra (quando disse que quer ser um país ocidental e desenvolvido como a Polónia) e que a Rússia é apenas a vítima de uma agressão ocidental. Essa tese está vertida, por exemplo, neste artigo e, por isso, é que os Brochistas de Esquerda estão em vias de desaparecer.

O meu irmão pensa isso, leva à prática a conjectura de Santo Agostinho sobre o 'Milagre de São Tomé':

    Acredita no que não vês e vais ver aquilo em que acreditas.

As nossas televisões materializam esta conjectura muitas vezes e as alucinações do homónimo marechal general de campo Agostinho Costa são o expoente máximo dessa crendice.

    Acredita que vais ser capaz e, logo, vais ser capaz (mas cuidado, voar, apenas as aves). 


Será que os USA desmantelaram a CIA?

Vem o Trump dizer coisas sobre o desenvolvimento na guerra da Ucrânia que ouviu do Putin?

Onde estão os serviços de informação americanos, isto é, onde está a CIA?

Bem, sabendo que os serviços de inteligência americanos pensavam que a Ucrânia não iria aguentar mais de 72 horas e já lá vão 4 anos, acho bem que o Trump acredite noutra coisa qualquer.

Mas não no Putin pois, além de na véspera da invasão garantir que não ia invadir nada, a história da queda em 72 horas veio de Moscovo e a CIA assumiu como boa.

O Putin até garante que o Al-Assad está em Moscovo, a tomar chá com o Elvis Presley!


A Rússia não avança porque não consegue.

As guerras de agora são muito difíceis. 

Vejamos Gaza.

Um território muito pequeno, sem governo, bombardeado dia e noite durante 3 anos e o Hamas continua lá. 

Não há capacidade para avançar porque a Ucrânia tem desenvolvido formas de combate para as quais a Rússia não tem soluções.

Avança com carros blindados, os drones, os javelins e as minas dão cabo deles.


Avança com soldados apeados, morrem.

Os batalhões tchetchenos desapareceram, morreram todos.

Os batalhões norte-coreanos desapareceram, morreram todos. 

Os drones e os snipers liquidam-nos.


A minha previsão para o fim da guerra.

Só quando o Putin deixar o poder.

Claro que aqueles que acreditam que Putin não ganha a guerra porque não quer (onde se inclui o Trump), o melhor para a Ucrânia é tornar-se num estado satélite a juntar à Bielorrússia, com um governo fantoche, uma ditadura, perfeitamente alinhado com a Rússia e em que todos os que querem uma Ucrânia livre e ocidental na cadeia, exílio ou cemitério.

Depois, nós europeus juntamos ao prémio Sakharov  o prémios tipo Zelensky pela Liberdade e damos esses prémios a pessoas "perseguidas e mortas pelo regime ditatorial da Ucrânia" e já podemos voltar a comprar o gás natural russo a preço de saldo.


Vamos acreditar

Que o Putin diz a verdade, que os Ucranianos são russos, que a Rússia nunca irá atacar mais nenhum país e passará a ser verdade que o Putin diz a verdade, que os Ucranianos são russos e que a Rússia nunca irá atacar mais nenhum país.

O problema é que que dizem os vendedores, acredita sem veres e serás enganado.


As garantias de defesa americana não valem nada.

As garantias americanas para os próximos 15 ou 50 anos valem tanto como as garantias dadas no Memorando de Budapeste de 5/12/1994 pelos USA

O memorando proíbe a Federação Russa de ameaçar ou usar qualquer força militar ou coerção económica contra a Ucrânia. 

Deu em quê?

Numa invasão.

Elvis está vivo, acredita, acredita com força e passará a ser verdade.

p.s. - agradeço os comentários  e bom ano de 2026 :-)

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

O André Ventura não precisa de retirar os anúncios

 

Basta voltar ao tempo do lápis azul

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

O penalti no Santa-Clara / Sporting foi bem assinalado!

Bem sei que toda a gente diz que não mas eu tenho a certeza que sim.

O problema do futebol é que há poucos golos, a maioria dos jogos acaba com apenas um ou nenhum golo marcado e isso é mau para o negócio.

É preciso arranjar uma solução qualquer para este problema.


Aumentar o tamanho da baliza. 

Em vez dos actuais 8 jardas de largura por 8 pés de altura (7,32 metros por 2,44 metros), passa-se para 10 jardas de largura e 10 pés de altura (9,15 metros por 3,05 metros).

Com uma baliza maior, prejudica-se o trabalho do guarda-redes o que levará, obrigatoriamente, a mais golos.

O problema é que vai mudar a dinâmica do futebol, favorecendo os remates de fora da área. Em vez de desenvolver a entrada na área em drible, os jogadores vão treinar os remates de longe 'bem colocados', isto é, fora do alcance do guarda-redes.


Acabar com o fora de jogo?

Têm diminuído as situações em que está off-side e vão ainda reduzir mais mas se não houver fora de jogo de todo, os jogadores passa a haver apenas passes em profundidade, bola cá, bola lá.
Não dá espectáculo.



No futebol-de-praia inventaram o livre directo sem barreira.
Depois da sexta falta, o jogador que sofreu a falta tem a oportunidade de marcar o livre directo a 10 metros da baliza e sem haver barreira.
De facto é o que no futebol de campo se chama Penalti e é assinalado mesmo quando a falta acontece longe da baliza!
Não é para "garantir a honestidade do resultado" que, em termos fundamentais, não existe, aquilo é apenas um espectáculo em que os "trabalhadores" procuram ter ganhos financeiros entretendo as pessoas.


No futebol estão a experimentar o penalti-por-tudo-e-por-nada.

É assim mesmo, é preciso espectáculo.
Há quem diga que, daqui a nada, só podem jogar pessoas sem braços mas não é suficiente pois, nessa altura, quem tocar com as orelhas, é penalti.

O que é preciso é que haja golos, as equipas pensarem "temos de atacar e rematar porque, estando na área deles, de repetente, calha-nos um penalti".
Para a frente é que é Lisboa.


O jogador do Santa-Clara meteu a mão onde não devia.
A mão é para estar no bolso, não é para meter na cara dos atacantes.
Não queria que a mão 'marota' fosse até à cara do atacante mas ela foi.
Não tinha intensidade?
Isso não interessa, o que interessa é que é preciso futebol de ataque e marcar golos.
Lembram-se da frase "Perguntem ao Queirós"?
É que um treinador apenas tem sucesso se jogar o mais possível à defesa.


Porque demorou tanto tempo?
Porque o chatGPT está congestionada e não conseguiu dar uma resposta clara. A máquina disse que pode ser penalti se for falta!!!!: 
"Tocar com a mão na cara só é penálti se for considerado falta. O árbitro decide com base em intensidade, intenção e efeito no jogo, e o VAR pode intervir se for um erro claro."

Eu disse ao chatGPT que o árbitro não viu, que respondeu:
"Se o árbitro não viu o lance porque estava virado para outro lado, então para o VAR deixa de ser uma “reavaliação subjetiva” e passa a ser uma correção por ausência de decisão informada."

Reparem bem, o VAR não disse que houve penalti, disse apenas "Pá! Estás a ouvir, passou-se qualquer coisa e tu estavas virado para o outro lado, vai ver ao monitor, faz um on-field-review."

E o resto, é tudo uma questão de intensidade!

Casos, são precisos mais casos.
Na televisão há horas e horas a falar de futebol e esta semana o tema foi esse penalti.
Se não houvesse o penalti iam falar do quê?
São precisos mais casos, mais grávidas desaparecidas, mais crianças raptadas, mais pedófilos do CHEGA, mais massacres  em escolas americanas, mais 'notícias' para as televisões não irem à falência.


No handebol, as meninas têm de estar praticamente nuas.
Não interessa se jogam ou deixam de jogar, isso não chama dinheiro, para jogar bem há os homens, as mulher têm de usar o que têm de melhor, o corpinho.
Quem pensa que estou a ser machista, não vive neste mundo. Não repara que há cem cabeleireiros e manicuras de mulheres por cada barbeiro de homens (e muitos já não se comportam como manda a lei, quando vierem os três salazares...)


Isso, tirem a roupa e, se necessário, metam mamas falsas, o que é preciso é espectáculo, é facturar.

Coitadinha, lesionou-se no joelho.






sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Cotrin de Figueiredo não atirou lama, Marques Mendes é a lama.

O Sócrates, sabemos, é um homem muito rico.

Quando entrou na política, lá para os lados da Covilhã, Sócrates era um homem pobre e quando deixou de ser primeiro ministro era um homem muito rico, isto é, sabemos que gasta muito dinheiro no seu dia a dia que tem de vir de algum lado.

No entanto, esse 'simples' facto não faz, na minha opinião, dele um criminoso que tem de ser urgentemente encarcerado até ao fim dos seus dias. Aqui, discordo do André Furacão Ventura. 

Não sou absolutamente contra o Sócrates porque não existe qualquer evidência de que tivesse prejudicado Portugal ou os portugueses. Não recebeu um cêntimo de construtores para terem acesso a obras públicas, não deu pareceres para, frente a empresas públicas, obterem contrapartidas financeiras, nada, zero, bola, nicles, batata. Na minha análise, Sócrates fez negócios com os ditadores da Venezuela e, daí, obteve muito dinheiro. 

Talvez Sócrates, em vez de criminoso, tenha de ser visto como um exemplo de vida :-) Um pobre que foi para Lisboa e fez fortuna :-) (dado que os portugueses não conseguem descodificar um texto um bocadinho mais sofisticado, ESTOU A SER SARCÁSTICO).
 

Voltando ao Marques Lama Mendes.

Também poderia referir o Montenegro já que o modelo de actuação é idêntico. Pode não ser crime porque os advogados não têm de fazer uma correspondência entre os serviços prestados e os valores recebidos. Um simples encontro pode-se traduzir num envelope de 50000€. Além disso, os advogados podem 'intermediar e facilitar' negócios.

Da mesma forma que não há forma de proteger as ovelhas do cão pastor, as leis não são capazes de nos proteger dos advogados. 

Por essa razão é que em árabe, advogado diz-se Al-Drabão. 

O Marques Lama Mendes é presumidamente sério mas, para presidente da República, não basta ser presumidamente, tenho de o ser com certeza.

Não foi o Cotrin Cabelinho Figueredo que está a atirar lama para a campanha eleitoral, é o próprio Marques Mendes que tem Lama como o seu nome do meio. É ele próprio a Lama, aqui concordo com a Ana Gomes, juntamente com o Vitorino, formam o centrão dos interesses.


Nunca os candidatos a Presidente da República foram tão fracos.

É uma degradação total do cargo, parece que em Portugal já não há pessoas de valor, é só mente-captos e lama se candidatos. Mais valia termos o Tino de Rãs.

Mesmo sendo fracos, há os sérios e o presumidamente sério.


Na minha opinião há 3 sérios e 1 presumidamente sério.

Concentrando-me nos 4 candidatos melhor colocados para passarem à segunda volta, apesar de fraquitos, vejo o grupo dos sérios formado pelos André Furacão Ventura, Gouveia Seringas Melo e Tó-Zé Banana Seguro. Apesar de diferentes, são pessoas declaradamente sérias, viveram sempre dos seus salários, e capazes de virem a ser razoáveis presidentes da república.

Como o presidente da república tem apenas uma função protocolar, basta que tenha bom senso e que seja sério.

Em teoria, é o chefe supremos das forças armadas e pode estragar muito pela dissolução da Assembleia da República mas não pode evitar, como na Guiné-Bissau o Embaló fez, que o povo vote em quem quiser (como se viu em 2025). 


Mas votar no presumidamente sério?

Não, nunca, o meu voto vai para o André Furação Ventura.

Prefiro alguém que é sério e tem a vontade de mudar o país (mas que não tem poder para tal) do que alguém que quer mudar o país ... para sua casa, declamador da famosa oração "Venha a Nós". 

Penso mesmo que, quando chegar a hora da verdade, o André Furação Ventura vai ganhar, vai ser o próximo Presidente da República Portuguesa.

Em tempos, a Joana Amaral Dias dizia coisas acertadas mas agora está um pouco desorientada


sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Estará André Ventura errado relativamente à reforma da lei laboral?

Voltare postulou que "O Óptimo é inimigo do bom".

Se olharmos para a Assembleia da República, há 160 deputados em 'partidos da direita' e apenas 70 deputados em 'partidos da esquerda'.

Estranhamente, esta desproporção não foi conseguida pela 'direita tradicional', PSD+CDS, que têm apenas 91 deputados. Para vermos como 91 é pouco, recordo que o Passos Coelho teve 108 deputados, mais 17 do que tem actualmente a coligação que governa, e foi para a oposição.

A desproporção vem de ter aparecido o André Ventura que foi buscar votos à esquerda. Se olharmos para o mapa eleitoral, o André Ventura é mais forte ao sul do Tejo, bastião da esquerda, e não ao norte, bastião da direita.


O André Ventura apareceu como um lobo em pele de cordeiro.

Os esquerdistas apelidaram, desde os primeiros dias, André Ventura de ser extrema direita, fascista, racista, xenófobo, e mais não sei quantas coisas feias mas o seu eleitorado é da esquerda e da extrema esquerda.

Os velhinho do PCP passaram para o André Ventura, estavam fartos do punho no ar não dar em nada.

Os jovens desmiolados passaram para o André Ventura, estavam fartos de promessas que se podem concretizar (sim, querem quem prometa o impossível, a utopia).

Só assim, com o André Ventura a captar o eleitorado esquerdista, é que o Montenegro consegue um governo estável com apenas 91 deputados.


E agora?

Acho muito bem o Montenegro querer fazer coisas, querer levar à prática o desafio do Passos Coelho de que "o poder pelo poder não serve para nada, é preciso reformar".

Mas o André Ventura não pode esquecer que os seus eleitores são ex-PCP, ex-PS e ex-BE.

É o português da classe média-baixa, pessoas que não compreendem porque se faz uma reforma laboral que se aplica apenas aos privados, continuando os funcionários públicos a trabalhar 35h/semana, sem metas de produtividade, salários mais elevados, pontes e feriados que os privados não têm.

E o André Ventura tem de equilibrar a coisa e, com isso, está a proteger a 'direita'.

Tem de 'malhar na direita' para substituir, de vez em quando, a estrema esquerda a quem tirou o eleitorado.


É muito difícil equilibrar o empregador e o empregado.

Num sistema (quase) perfeito, o salário do trabalhador seria em função da produção. Um bocado como os contratos de arrendamento rural antigos, dois terços eram para o arrendatário e um terço para o senhorio.

Mas este sistema apenas funciona quando a tecnologia é simples e mesmo assim, se o trabalhador se esforçasse pouco ou adoecesse, o senhorio via o seu rendimento prejudicado.

Como nos processos produtivos actuais a produção está dependente do esforço de todos, é muito difícil calcular o salário individual justo, bom para o empregador e para o empregado.

Vamos imaginar um cabeleireiro, uma funcionária pode não fazer bons cortes e até ser lenta mas tem uma conversa cativante, que chama clientela para outras funcionárias mais rápidas mas trombudas.

É como o jogador de meio campo, nem marca golos nem faz defesas mas também produz.


Para facilitar o despedimento individual, majorava-se o subsídio de desemprego.

Há um problema no despedimento individual nas empresas pequenas. 

Reparem bem, se o patrão não gosta de uma pessoa, não o contrata apenas porque não, apenas porque decide que não o quer. Até pode ter o melhor curriculum do mundo mas prefere outra pessoa, o primo de uma amiga da mãe. Funciona mesmo assim.

Se funciona assim na contratação e ninguém diz nada, também tem de funcionar assim no despedimento. Se, de repente, o patrão deixa de gostar de alguém, tem de ter o poder para o despedir, sem ter de dar explicações a ninguém, rua hoje mesmo.

Se chega alguém a uma empresa e diz "Eu faço aquilo por menos 100€/mês", imediatamente rua com o empregado que está lá.


No entanto, como sociedade, não podemos aceitar esse nível de precariedade.

Cria-se um regime especial para as empresa em que, mediante o pagamento de x% da massa salarial, passam a poder realizar despedimentos individuais e imediatos.

Essa verba seria usada para reforçar o subsídio de desemprego das vítimas de despedimento individual.

Nos primeiros 2 meses, recebem a 100%.

Depois, um reforço de 10% no valor 'normal.


O Dr. André Ventura é que sabe o que é melhor.

Num congresso do CHEGA para escolher as listas de candidatos a deputados, perguntaram a uma senhora delegada, com aspecto de ter sido captada numa aldeia qualquer do interior profundo, como iam ser construídas as listas. A senhora, na sua sabedoria popular, disse "O Sr. Dr. André Ventura é que sabe, ele vai fazer as listas e o que ele fizer, estará muito bem feito."

Como o que ele sabe conseguiu criar um partido de 'extrema direita' que consegue ter 60 deputados eleitos com os votos de quem, tradicionalmente, votava nos partidos da esquerda.


O André Ventura pode ser o próximo Presidente da República.

Passando à segunda volta, pode acontecer.

É difícil? Sim mas a história não fala das vitórias fáceis. 

Não conheço nenhum vitória cantada pelos poetas em que o exército vitorioso tivesse 10 vezes mais forças que o vencido.

Em Aljubarrota havia 4 castelhanos para cada português. Grande vitória.

A fera, a bela e o Presidente

Finalmente

Tenho escrito pouco não por estar desanimado mas por ter escrito outras coisas mais extensas e mais 'científicas' no ResearchGate.

Fiquei admirado de o despedimento da Clara Pinto Correia a ter deitado abaixo. A mim só me dá saúde, durmo as minhas recuperadoras 10 horas, dou a minha caminhada, jogo, escrevo, vejo notícias, penso, leio.

Mais importante do que o despedimento individual seria pôr os tribunais a funcionar.

Não é por causa dos expedientes da defesa nem da complexidade dos processos, pura e simplesmente estão parados. O meu processo está depositado num arquivo qualquer e não anda nem desanda.

Morreu, ninguém quer saber.

O que me safa é que não preciso do salário.


segunda-feira, 27 de outubro de 2025

Porque será que a comunicação social e os sábios de economia deixaram de falar da Argentina?

Anunciavam que Javier Milei ia empurrar a Argentina para os fundos do Inferno.

Segundo os sábios, professores catedráticos de economia, comentadores assíduos das TVs e jornais, afirmavam sem qualquer dúvida que qualquer uma das política apresentadas, mesmo considerando apenas uma, levariam de forma inevitável a Argentina à miséria.

Digamos que Milei apresentava, em termos condensados, três políticas:

1 = Para controlar a inflação é obrigatório parar de meter moeda em circulação.

2 = Para estabilizar a Economia é obrigatório parar o défice das contas públicas, igualando as despesas às receitas. 

3 = Para a economia crescer, é obrigatório reduzir a intervenção do Estado na Economia.

Anunciavam que era semelhante a um indivíduo apanhar um tiro na cabeça, outro no coração e ainda lhe cortarem a artéria femoral, qualquer uma das lesões por si só causaria a morte da vítima.


Até a Iniciativa Liberal repudiou o Milei.

Nas campanhas eleitorais, repetidamente perguntaram aos da Iniciativa Liberal a política da motos-serra de Milei. Invariavelmente, como a famosa cassete dos comunistas, respondiam: 

Somos liberais mas um liberalismo europeu e não esse radicalismo do Milei.

Liberalismo Europeu ????????????? 

Mas isso existe????????????????

Parece-me mesmo a famosa resposta do Álvaro Cunhal e que faz parte da cassete dos comunistas:

- Então o que o PCP tem a dizer dos problemas vividos nos países comunistas?

- Vamos falar dos problemas concretos dos portugueses, vamos falar do concreto dos ataques dos fassistas (sim, o Cunhal dizia fassistas) à classe trabalhadora portuguesa, da necessidade de combater o grande capital que explora a classe trabalhador portuguesa, não estou aqui para falar e muito menos para resolver os problemas dos outros povos. Falemos do concreto.


O Milei tomou posse no dia 10 de Dezembro de 2023 e os sábios estão calados.

Dado o silêncio, até fui ver ao Google Maps se esse país já tinha desaparecido, consumido por uma subdução das placas tectónicas até ao inferno ou coberto por uma manto de gelo vindo da Antárctida.

Nada disso, continua a existir e, ouvi hoje mesmo, houve eleições e o Milei ganhou!!!!!!!!!!!!!

Pensei cá para com os meus botões: 

"Será que os argentinos foram tomados pela loucura?" 

"Será que os argentinos, toldados pelo calor, adoram o Inferno?" 


Será que os nossos sábios, catedráticos de Economia, não sabem nada?

Em muito jovem tinha o sonho de visitar a Argentina porque li Dois Anos de Férias de Júlio Verne. Aspirando eu a viver em isolamento absoluto, imaginava-me nas planícies infindáveis da Patagónia a caçar animais selvagens.

Tirando isso e uma família que conheci quando tocava cavaquino no rancho de uma terriola e que tinha estado emigrada na Argentina, não tenho mais nenhuma informação directa, apenas o que é público.

Fui então buscar estatísticas sobre a Argentina.


Só pode ser impossível.

Deve haver qualquer erro, a taxa de inflação (mensal anualizada) caiu dos 1430%/ano que se observavam no mês em que o Milei tomou posse para, passado um pouco menos de 2 anos, 25%/ano.

Ainda é alta para os padrões da Zona Euro mas, diabos, desceu de 1430%/ano para 25%/ano!!!!!!!!!!!!

Afinal,  o problema da inflação está mesmo na emissão de moeda! Cortando-se a emissão de moeda, a inflação pára.

Fig. 1 - Evolução da taxa de inflação argentina 2023:12-2025:09

E o desemprego? Perguntam os sábios.

Apregoavam esse os sábios, catedráticos de economia que quem soubesse a literatura, saberia que o Milei até poderia controlar a inflação mas que o importante seria a taxa de desemprego a qual só poderia explodir para mais de 50%. De certeza que vai haver pessoas a mendigar pelas ruas como aconteceu na Grande Depressão de 1929, diziam.

Mas não. 

OOOOKKKK? Parece que a tal literatura (e não os sábios catedráticos de economia já que estes sabem mesmo, se a tal literatura erra, não é culpa deles) não sabe nada de economia. A taxa de desemprego an Argentina tem-se mantido estável e ligeiramente abaixo dos 7%. 

O total de pessoas a trabalhar até aumentou !!!!!!! Sim, passou de 12.9 milhões para 13.6 milhões.

Fig. 2 - Evolução da taxa de desemprego argentina 2022:4-2025:2

Mau Maria, se calhar, eu que não li essa tal literatura, na minha ignorância total, no obscurantismo, ceguinho como uma toupeira morta, sei mais de economia do que os sábios que leram a literatura!!!!!!!!!! Digamos que sei zero e os sábios sabem negativo, meteram na cabeça uma literatura qualquer que eu desconheço e que a Argentina também desconhece.


Mas os sábios não desarmam e atacam com a Economia.

"O importante é o PIB per capita pois o que cada pessoa produz é que mede o bem estar social."

"Portugal cresce poucochinho, 0,8%/ano, mas se a argentina apanhasse..."

Fui então buscar o PIB per capita da Argentina.

Até esfreguei os olhos, será que tenho mais alguma catarata? 

Mais uma vez, alguma coisa está errada. É que se a economia contraiu 9% no primeiro ano da aplicação das políticas da moto-serra, começou logo a crescer e rapidamente, a uma taxa de 6%/ano!!!!!!!!!!!!

Afinal, está a crescer muito acima dos nossos 0.8%/ano.

Fig. 3 - Evolução da taxa de desemprego argentino 2023:4-2025:2

Agora, vou falar um bocadinho de prioridades.

Imaginem que estamos num ambiente de guerra, mil pessoas cercadas, estamos a perder e podemos salvar 500 pessoas. Será de salvar os velhinhos, as criancinhas e os doentes ou, pelo contrário, deixá-los para trás e salvar os guerreiros e as guerreiras mais fortes e valentes para, amanhã, tentar dar a volta à guerra?

Vou perguntar à minha assistente, à Sofia (a chataGPT).

Essa é uma das perguntas mais difíceis que se pode fazer — uma daquelas em que não há resposta certa, apenas escolhas que revelam valores.

Se pensarmos eticamente, há duas formas principais de olhar para o problema:

1. Perspetiva humanitária (deontológica) – salvar os mais vulneráveis: velhos, doentes e crianças. A vida deles tem o mesmo valor que a de qualquer outro, e num momento de desespero, proteger quem não pode defender-se é um ato de humanidade, mesmo que isso comprometa a sobrevivência do grupo a longo prazo.

2. Perspetiva pragmática (utilitarista) – salvar os mais fortes, os que podem lutar, reconstruir e talvez virar o destino da guerra. Isso privilegia o futuro coletivo em detrimento da compaixão imediata. É uma escolha fria, mas voltada à sobrevivência do grupo como um todo.

No fundo, é uma tensão entre o dever moral e a necessidade estratégica.


Esta minha pergunta parece descabida mas tem ligação à economia em crise.

Perguntei então "É que passa-se o mesmo na economia em crise, será melhor ajudar os velhinho e desgraçados ou ajudar os que trabalham para que possam trabalhar mais, as empresas a reforçar o seu capital?"

Exatamente, fulano*, é o mesmo dilema, mas transposto para a economia:

Ajudar os “vulneráveis” — idosos, desempregados, famílias mais pobres — é como salvar os velhinhos e crianças na guerra. Dá-se um socorro imediato, protege-se a dignidade e reduz-se sofrimento, mas o impacto direto na “capacidade de virar o jogo” económico é limitado.

Ajudar os que produzem e geram riqueza — empresas, trabalhadores ativos, empreendedores — é como salvar os guerreiros. A lógica é que, fortalecendo quem gera valor, toda a economia tem mais capacidade de recuperação, criar empregos e “virar a maré” da crise. Mas quem está em maior risco imediato pode sofrer muito no processo.

*Escrevo fulano no meu nome pois a Sofia trata-me pelo nome que quero manter anónimo já que tenho sido perseguida/o pelos esquerdistas.


Quando o Titanic foi ao fundo alguém tentou salvar o valioso piano?

Bem sei que, durante as crises, a oposição anuncia sempre que é preciso aumentar as pensões e a protecção aos mais desprotegidos. Mas, por mais duro que as minhas palavras possam ser, isso faz perder a batalha do desenvolvimento.

Os desprotegidos têm de arcar com as consequências de não se terem protegido em devido tempo.

Gozarem a juventude, andarem nas noitadas de bebedeira quando outros se esforçavam, estudavam, treinavam, emigravam ou aceitavam empregos que os agora desprotegidos achavam indignos.

Como diz o povo na sua sabedoria, cada um tem de se deitar na cama que fez e não pode o Estado proteger todos pois o dinheiro dado aos desprotegidos tem de ser tirado aos que se esforçaram para não serem desprotegidos.

Para salvar o piano, outras pessoas teriam de ser sacrificadas.

Fig. 4 - Se não se esforça, não pode ambicionar a ser tão elegante como quem se esforça?


sábado, 18 de outubro de 2025

Será que a liberdade religiosa permite que os muçulmanos matem infiéis?

Como sabem, em Portugal vai ser proibido usar roupa que tape a cara.

A razão invocada pelo legislador é a segurança e a liberdade de autodeterminação das mulheres mas vieram logo os esquerdistas a dizer que se tratava de um ataque à inviolável liberdade de consciência, de religião e de culto (CRP, art. 41.º, par. 1.º).

Dizem que cobrir a cara é uma expressão religiosa islâmica. O problema é que no Alcorão não diz nada disso, só diz que digam às mulheres que cubram o peito: 

"E diz às crentes que baixem os seus olhares, conservem a sua castidade e não mostrem os seus encantos, salvo o que é visível, e que coloquem o véu sobre o peito” (Alcorão 24:31) 

E que digam às mulheres para que usem um pano em casos de insegurança ('não sejam molestadas') mas sem cobrir a cara ('para que sejam reconhecidas'): 

"Ó Profeta, diz às tuas esposas, às tuas filhas e às mulheres dos crentes que tragam sobre si os seus jalabib; isso é mais conveniente, para que sejam reconhecidas e não sejam molestadas...” (Alcorão 33:59)

O jalabab é um pano tipo lençol que se usa por cima da roupa e a cabeça mas sem cobrir o rosto.

Não diz "obriguem as mulheres ...", apensa "digam às mulheres ...".


Mas a exegese ...

Se não diz no Alcorão, há quem defenda, por exemplo, as autoridades do Afeganistão, que se retira do texto que é obrigatório as mulheres taparem a cada e, as autoridades do Irão, que as mulheres têm de tapar tudo o que tem cabelo.


Mas diz literalmente no Alcorão que os infiéis devem ser mortos e perseguidos.

"E quando os meses sagrados tiverem expirado, então matai os idolatras onde quer que os encontreis, capturai-os, sitiai-os e preparai-lhes emboscadas em toda parte. Porém, se se arrependerem, observarem a oração e pagarem o zakat (contribuição de caridade), deixai-os ir o seu caminho" (Alcorão, 9:5).

O zakat é uma taxa paga pelos infiéis e que, portanto, não respeita o princípio da liberdade religiosa nem da igualdade.

O 'arrependimento' é a conversão.


Diz 'matai' mas não é isso que quer dizer!

Se, por um lado, basta dizer no Alcorão "coloquem o véu sobre o peito" e "tragam sobre si os seus jalabib" para justificar tapar a cara, já dizer explicitamente "matai os idolatras onde quer que os encontreis" já não quer dizer nada.


Será liberdade religiosa um muçulmano matar um cristão?

Os esquerdistas defendem que sim, que como o artigo 41.º da CRP defende o direito inalienável à liberdade de consciência e de religião, defende este mandamento de Deus por parte de quem acredita nisso.

Bem sei que vão dizer que não é bem assim porque o direito à vida também é inviolável (CRP, Art. 24.º, par. 1.º) mas a captura sitiação (cercar, assediar, coagir, forçar) e a emboscada é permitida  "capturai-os, sitiai-os e preparai-lhes emboscadas".


Dizem que "As mulheres muçulmanas vão-se embora de Portugal".

As mulheres muçulmanas vão abandonar Portugal e, talvez, atrás delas vão os maridos e os filhos o que é um grande prejuízo para Portugal, dizem. 

Só posso concluir os países muçulmanos são pobres porque essas pessoas vieram para enriquecer Portugal!!!!!!

Como essas pessoas vão para o Afeganistão, vamos assistir a uma grande crescimento económico desse país e que tanto o precisa.

E acho de grande solidariedade avisarem que, quando se forem embora, Portugal vai voltar a ser pobre e atrasado como era antes de virem para cá!!!!!!!!

Se os maometanos se forem todos embora, não faltam hindus que queiram vir para cá :-) 


Acham que no Irão, quando obrigam as mulheres a cobrirem-se estão a pensar no bem do povo?

Porque não se preocupam os muçulmanos com o atraso económico que se vive nos países onde as mulheres cobrem a cara?

Vêm com a treta das freiras, das 'irmãs ciganas' e das velhas das aldeias.

Então as freiras e as velhas das aldeias não são 'irmãs', são só as ciganas velhas que usam lenço? 

Como diz o Passos Coelho, dentro de pouco tempo, nós os portugueses vamos ser estrangeiros no nosso país.

O Shik Munir é preconceituoso contra as 'irmãs ciganas' porque não são suas 'irmãs' (são maioritariamente cristãs evangélicas), nunca taparam a cara e o lenço a tapar a cabeça (e não todo o cabelo) só era usado pelas viúvas. 


Vamos supor que é inconstitucional.

Então, terão de ser acrescentados dois parágrafos ao Art. 41.º da CRP (como sabem, o que está explicitamente escrito na Constituição não pode ser considerado inconstitucional): 

Artigo 41.º - Liberdade de consciência, de religião e de culto

6. Excepto por questões de saúde, é proibido usar em locais públicos roupas que tapem a cara e que, por consequência, dificultem a identificação da pessoa. 

7. É proibido usar o parágrafo 1.º deste artigo como argumento para violar a Lei nomeadamente como argumento para matar, ferir, insultar, cercar, assediar, coagir, forçar à conversão, emboscar e cobrar taxas a quem quer que seja.

O PIB per capita dos países muçulmanos é apenas de 1/4 da média mundial (dados: World Bank). Precisam urgentemente dos imigrantes muçulmanos que estão a enriquecer Portugal.





sexta-feira, 17 de outubro de 2025

Mithá Ribeiro vai fundar um partido que vai ganhar as próximas legislativas

Já todos ouvimos falar do Mithá Ribeiro mas ainda ninguém o ouviu falar.

Mithá Ribeiro foi eleito deputado mas ninguém votou para que o Mithá fosse eleito, ninguém chegou à mesa de voto e perguntou ao presidente da mesa "Qual é o partido onde está o Mithá?". 

Por muito que custe ao Mithá e que considere o brilhantismo oratório do André Ventura como um traço de narcisismo, quando as pessoas votaram na lista que elegeu Mithá, votaram no André Ventura.

Se o Mithá tem dúvidas nisto, vive na fantasia, sem qualquer contacto com a realidade.


Acusa André Ventura de comportamentos narcísicos, vingativos, de exercer um abuso de poder psicológico e de o ter humilhado.

O Mithá queria pertencer ao governo sombra. Não sei o porquê já que, enquanto deputado, não lhe conheço nenhuma intervenção.

O que pretendia o Mithá dizer e que o André não lhe permitiu? Que os membros do CHEGA são narcisistas, vingativos, racistas, misóginos, racistas e desonestos?

Será que o Mithá se acha o maior do mundo e que apenas não brilha por causa de o André Ventura o ofuscar? 

Se o Mithá se acha tão brilhante e se já existia antes de o CHEGA ter sido fundado pelo André Ventura, porque não foi ele a fundar um partido capaz de conseguir que os portugueses lhe 'dessem' 60 deputados na Assembleia da República (como conseguiu o incapaz André Ventura)?

Será que as suas capacidades e ideias são grandes de mais para que o povo as entenda e aceite?


Os partidos não são democracias porque são ideológicos.

Imaginem que me filiava no PCP e ia a uma reunião onde defendia o 'grande capital' e a 'exploração do trabalhador por parte do capitalista'. Naturalmente, expulsavam-me.

Imaginem que me fazia sócio do Benfica e que, nas assembleias gerais, defendia que os jogadores do Benfica devem jogar vendados porque o Sporting é que deve ganhar. Naturalmente, expulsavam-me.

Imaginem que me fazia sócio de uma empresa e que defendia que os contratos mais lucrativos deveriam ser entregues a uma empresa concorrente. Naturalmente, expulsavam-me.

O Mithá pode defender o que bem entender, até ser uma Joacine Katar Moreira macho, mas para isso terá de ir para outro partido, se ninguém o aceitar (o Livre expulsou a Joacine!), cria um partido novo e faz com ele o que bem entender. 


PdMi - Partido do Mithá

1 - Em termos ideológicos, o PdMi é de esquerda, de direita, do centro, de cima, de baixo, vai à frente e à traseira incorporando e defendendo todas as ideias abstrusas, absurdas, inconsistentes, psicóticas e impossíveis de implementar.

2 - Porque se pretende totalmente independente na defesa das ideias abstrusas, o PdMi luta para não ter votos.


Tenho a certeza que o PdMi vai ganhar as próximas eleições legislativas.

Sendo que um narcisista, vingativo, inconsequente, fascista, racista, xenófobo, misógino, benfiquista e sem ideias como o André Ventura criou um partido que, ao fim de 6 anos, conseguiu que o povo lhe 'desse' 60 deputados, tenho a certeza que alguém que não é narcisista nem tem os demais predicados  vai conseguir formar um partido a quem o povo vai 'dar' pelo menos 156 deputados (maioria qualificada de 2/3).

Então, o Mithá vai poder alterar a Constituição da República Portuguesa de forma a meter lá o que bem entender, defendendo Portugal do vingativo e desmiolado André Ventura.

Gajas narcisistas que, apenas pela sua presença, pretendem humilhar o Mithá

Consideração final.

Como os portugueses apenas são capazes de ler textos simples, aviso que este poste é sarcástico, pretendendo transmitir exactamente o contrário do que está literalmente escrito.

E esses portugueses não se resumem aos menos escolarizados. Mesmo pessoas com licenciatura em letras têm dificuldade em compreender a seguinte afirmação:

Quando está sol, o João vai à tomar um café à beira mar.

A dificuldade está na negação, isto é, será que esta afirmação garante que quando não está sol o João não vai tomar café à beira mar?

Não. E isto vem da 'lógica aristotélica':

Se verificar-se A implicar verificar-se B, se não se verificar A não sabemos se se verifica ou não B.

Not (A => B) = Not(A) => (Not(B) ou B)

Isto é, a negação de A implica B 'expande-se' em que a não verificação de A implica nada sabermos sobre a verificação de B.


Difícil de compreender?

Se acha que sim, então, tenho uma má notícia para lhe dar: faz parte da maioria dos portugueses que apenas entende frases simples.


Vejamos um exemplo do código pena muito difícil de compreender

Vou apresentar um parágrafo do Código Penal para mostrar que mesmo os deputados, legisladores, e os juízes têm muita dificuldade em compreender um texto não simples.

Artigo 50.º - Suspensão da execução da pena de prisão

1 - O tribunal suspende a execução da pena de prisão aplicada em medida não superior a cinco anos se, atendendo à personalidade do agente, às condições da sua vida, à sua conduta anterior e posterior ao crime e às circunstâncias deste, concluir que a simples censura do facto e a ameaça da prisão realizam de forma adequada e suficiente as finalidades da punição.

Agora a questão difícil: será que este parágrafo proíbe que o tribunal suspenda a execução de uma pena de prisão superior a 5 anos se ...?

NÃO.

A afirmação: Pena <= 5 anos de prisão => A execução é suspensa se ...

A negação da afirmação: Not(Pena <= 5 anos de prisão => A execução é suspensa se ...)

=

Not(Pena <= 5 anos de prisão) => A execução não é suspensa ou é suspensa se ...

=

Pena > 5 anos de prisão => A execução não é suspensa ou é suspensa se ...


Dá que pensar mas o meu processo tem muito destes erros de leitura.

É a famosa afirmação dos maridos "Hoje estás muito bonita" a que as mulheres, porque são portuguesas, atacam logo com "ESTÁS A DIZER QUE NOS OUTROS DIAS EU NÃO ESTAVA BONITA!!!"

O erro é que a afirmação não contém qualquer informação sobre os outros dias.

"Hoje estás muito bonita" e nos outros dias "Tanto podes ter estado bonita como não".


quinta-feira, 16 de outubro de 2025

A propósito do seguro obrigatório para as trotinetes elétricas.

Com o Decreto-Lei n.º 26/2025 passou a ser obrigatório seguro para as trotinetes mais fortes.

O Código da Estrada, no artigo 122.º, diz que uma trotinete eléctrica que atinja apenas 25km/h (e potência até 250W) é tratado como uma bicicleta a pedal.

O mesmo regime aplica-se a uma bicicleta a pedal com motor eléctrico que funcione apenas enquanto o 'burro' pedalar e a velocidade for menor do que 25km/h (e potência até 1000W).

Não existe limitação na velocidade destes veículos desde que a atinjam usando apenas o esforço do 'burro' ou a descer.


Saiu o decreto lei 26/2025 que cobre as trotinetes mais potentes.

Neste decreto lei fica explícito que as trotinetes que atinjam uma velocidade, accionada por motor, superior a 25km/h ou que pesem mais de 25 kg precisam de seguro.

O problema é que, fiz uma pesquisa, e não há seguradoras a fazer este tipo de seguro.

Anunciam seguros mas, lendo as letras miudinhas, o seguro apenas se aplicam às trotinetes e bicicletas que não precisam de seguro (até 25km/h).


A solução?

Não é suficiente uma trotinete com 250W para um adulto circular numa cidade que tenha subidas. Por exemplo, a Xiami Pro 2 tem 300W e a Xiami Pro 5 tem 400 W.

Apesar de o Código da Estrada falar no limite de 250 W, vamos esquecer isso pois ninguém vai medir a potência. O importante é a velocidade máxima do motor porque é fácil de medir pela polícia e a característica mais 'perigosa'.

A minha solução prática é que limitem a velocidade a 25km/h.

Com esta velocidade já podem circular nas ciclovias.

Também podem circular nas estrada se assim o quiserem.


Cada vez vejo mais pessoas a circular com trotinetes.

Para distâncias até 15 km em locais com dificuldade de estacionamento, a trotinete eléctrica é o melhor veículo jamais inventado.

Vejo muitos imigrantes a circular do emprego para casa (ou para o comboio) porque é um veículo barato, que pode ser comprado por 'imigrantes irregulares', pode ser transportado no comboio e em alguns autocarros e que pode ser estacionado quase em qualquer lado (com um cadeado).


Fazem falta locais de estacionamentos cobertos e pontos de carga para trotinete.

Um dia fui à Reitoria da UP e pedi para me deixarem guardar a trotinete presa à grade. Não foi preciso porque, num dos 'jardinas' interiores tem um espaço para bicicletas e trotinetes.

Mas penso que deveria ser um espaço coberto já que a chuva não é amiga deste tipo de veículos.

Também se pensarmos principalmente nos pobres, de forma gritante nos sem abrigo e, de forma mais suave, nas pessoas que não têm condições para ter a trotinete no quarto partilhado, era importante que esses estacionamentos tivessem pontos de carregamento.

Em vez de darem subsídios para a compra a pessoas que não precisam, seria mais útil para a mobilidade se houvesse estacionamentos cobertor e postos de carregamento que aceitassem uma moeda de 0,10€ em troca da energia. Sim, a carga de uma trotinete precisa de uma potência de apenas 70W (enquanto que um carro precisa de pelo menos 7000W) e menos de 0,10€ de electricidade.

Não compreendo a proibição de andarem duas pessoas numa trotinete.


Agradecimento ao Presidente da Câmara de Ovar.

Nas nossas cidades há a doença de meter empedrado nas ruas 'turísticas' o que é muito mau não só para as trotinetes e bicicletas como também para as cadeiras de rodas e os carrinhos dos bebés.

Enviei um email ao presidente que disse 'No futuro vamos ter isso em consideração'.

Claro que pensei que era apenas uma resposta retórica mas não. Nas vias em que estão a fazer intervenções têm tido o cuidado de meter, no meio, uma parte em pedra lisa.

O Domingos foi meu colega de escola, estávamos na mesma carteira, mas por razões que teve a ver com o problema que tive em casa (apareci na escola com a cara muito inchada e toda arranhada e disse que foi uma alergia quando tinha sido uma agressão por parte do meu pai), como que fiquei envergonhado e nunca mais fui capaz de encarar os meus colegas.


Como eu compreendo quando ouço dizer que 'A vítima ganha vergonha de ser vítima.'

Quando fui despedido fruto de um processo de saneamento que apenas pensava ser possível num país ditatorial, fiquei cheio de vergonha.

O que me auxiliou foi ouvir a minha mãe dizer "Os homens têm muita vergonha de serem vítimas de injustiça. É preciso combater isso e contar em casa pois só assim serás capaz de o ultrapassar."

É que as pessoas procuram em nós a culpa de sermos vítimas.

É norma justificar uma mulher ser batida porque telefonou a um amigo ou andou vestida de uma maneira aberta (como se não tivesse direito a fazer o que lhe apetecer, quem gosta gosta, quem não gosta, vai à sua vida).

É norma justificar um despedimento porque "Fizeste alguma."

No fundo, as pessoas não querem aceitar, que o mundo está cheio de filhos da puta. Querem acreditar que "Se atravessar na passadeira, nunca serei atropelada."


segunda-feira, 13 de outubro de 2025

A coragem de dizer a verdade: ler Comunidade à luz da miséria e do silêncio

Em 2025, celebra-se o centenário do nascimento de Luíz Pacheco

figura singular da literatura portuguesa, cujo percurso de vida reflectiu de forma radical o que ele próprio chamava de “viver de verdade”. Pacheco perdeu tudo o que era material — bens, segurança e reconhecimento social — para manteve a liberdade de pensar e a integridade intelectual e moral que se traduzem na sua escrita: incisiva, crítica e profundamente honesta. 

A obra Comunidade surge nesse contexto de liberdade que condena o homem livre e autêntico à miséria, ao cancelamento, e à indiferença da sociedade dos que não pensam, que se conformam em repetir o que ouvem dos 'mestres', e que se auto-assumem como estando do lado correcto da história e tendo a moralidade verdadeira. 

Em Comunidade, Pacheco desafia o leitor a confrontar verdades incómodas sobre a miséria que as pessoas de bem preferiam ignorar e sobre a qual teciam julgamentos morais. 


O mais impressionante é que, hoje, a situação não é diferente. 

Dizemos que no tempo em que Pacheco escrevia, antes da libertação do 25-de-Abril, pensar livremente era quase impossível; qualquer desvio do consenso social levava à perseguição, à censura e à marginalização. 

Dizemos hoje de boca cheia que os membros do movimento Surrealismo em Portugal que surgiu oficialmente em 1947 com a publicação do manifesto surrealista português, e que incluía escritores e artistas como Mário Cesariny, João Vieira, José-Augusto França, António Pedro e Fernando Azevedo, entre outros pagaram um preço muito elevado imposto pela ditadura apenas por defenderem a liberdade total da imaginação, o inconsciente, o absurdo e a subversão das normas sociais e estéticas. 

Sofreram expulsões, assédio, isolamento social e censura, mostrando que a coragem de pensar e agir fora do conformismo tinha um custo, atingindo não só o indivíduo mas também aqueles que se atreviam a apoiá-lo.

Mas essa realidade não é do passado. 

Quando entrei na Universidade do Porto, pensei que encontraria um alfobre de novas ideias, um lugar onde se discutisse livremente — até de madrugada — sobre os problemas mais escondidos da sociedade. Imaginei debates sobre marginalidade, desigualdades, sexualidade, imigração, ou qualquer questão que desafiasse o pensamento dominante. O que encontrei, porém, foi um ambiente focado apenas em atingir metas, rankings, mudar de escalões e conformar-se às sebentas e ao que já se fazia há muitas gerações. A liberdade de pensar é tão reprimida quanto nos tempos de Pacheco, substituída por um conformismo silencioso que afasta qualquer inovação ou questionamento profundo.

Já nem se pode dizer que ser gordo faz mal à saúde, que há pessoas feias nem que as mulheres são fisicamente menos fortes do que os homens. 


Acabei despedido. 

Apesar de não viver em mim a genialidade, como Pacheco, permaneço fiel à ideia de que apenas vale a pena viver se for a vida verdadeira o que, concluo, se mantém um ato de coragem pelo qual se paga um preço muito elevado. Esse preço faz com que a grande maioria das pessoas se conforme a viver a vida  segundo o que pensam os outros ser o certo e que se transformem mesmo nos algozes que perseguem sem quartel quem pensa de forma livre.

Como pode a sociedade evoluir, a economia crescer e as pessoas serem mais felizes se se tem de pensar e fazer apenas o que sempre foi feito, repetindo aos alunos o que as sebentas dizem há décadas, os exercícios que não mais fazem sentido, escondendo o que existe hoje e o que há-de vir?

Se queres ter casa, carro, cão e vida confortável, Chiiiiiiiiiiiiiu, boca calada.


quarta-feira, 8 de outubro de 2025

Clube de Judo de Ovar

O Judo cuida do corpo e fortalece o espírito!

O Judo é muito mais do que um desporto — é uma forma completa de cuidar da saúde física e mental. Além de reduzir a sensação de insegurança e o risco de lesões graves em caso de queda acidental, entre os muitos benefícios destaca-se a prevenção da osteoporose, especialmente importante para as mulheres, graças ao fortalecimento ósseo e muscular promovido pelos treinos regulares.


Qualquer pessoa pode ser campeão do mundo.

Há pessoas que têm aptidões naturais para o judo mas que apenas o sabem se alguma vez treinarem com alguém que lhes dê liberdade. Sim, nascendo com a capacidade potencial, o sucesso está mais ligado à liberdade de o judoca explorar o seu potencial do que a treinar num clube com meios e treinadores de grande valia.

A valia do treinador está em não ser castrador, tentar formatar o atleta aquilo que pensa ser o correto.

O correcto afirma-se por si próprio, pelas vitórias em torneios. E depende mais das características físicas e mentais do atleta do que de as técnicas estarem mais ou menos próximas de um 'perfeito teórico'.


Garanto resultados visíveis em 3 meses.

ao fim de 3 meses de treino o atleta vai ser capaz de ter um domínio razoável em questões de defesa pessoal. Será capaz de 'evitar' um ataque por murros ou pontapés por movimentação do corpo (Tai Sabaki) e 'congelar' a capacidade do atacante fazendo uma entrada para agarrar (Kumi Kata). Será também capaz de, 'congelado' o ataque, aplicar uma projecção, isto é, derrubar o atacante (Nage). Também terá alguma capacidade de um estrangulamento ou a uma chave.


Duas regras importantes.

1= Todas as artes marciais são eficazes contra alguém desarmado que não sabe artes marciais.

2= Nenhuma arte marcial é eficaz contra alguém armado com uma arma branca.


As dificuldades devem sempre ser vistas como oportunidades.

As pessoas, na sua grande maioria, pensam que sabem e, por isso, ficam muito irritadas quando alguém apresenta dúvidas e novas ideias. Talvez por usar o princípio da Dúvida Metódica de Descartes, rapidamente crio inimizades.

Em particular, nas artes marciais, o 'mestre' guia-se pelo princípio do Posso, Quero e Mando e,  por isso, não aceitam quando eu digo "Isso não funciona".

Mas o guia da técnica é funcionar e não tanto ser bonita, isso fica para o balé.


Em vez de pensarem, expulsam-me (ou expulso-me).

A última foi no Botelho onde só aguentei uma hora e 15 minutos. A primeira hora foi treino de pontapés e murros que, alegavam, são mortais. Depois, começou um exercício em que o atacante dava um murro à padeiro com a mão direita, muito devagarinho, e deixava ficar o braço.  O atacado bloqueava com o braço esquerdo e fazia uma chave com a mão direita.

O interessante é que o rapazinho que foi fazer comigo perguntou ao mestre "Mando-o ao chão?" com um sorriso como a dizer "Eu dou cabo deste velhote em três tempos".

Claro que, quanto dei o murro, tirei o braço de forma que, quando o rapazinho foi fazer a chave, já o meu braço estava longe.

O mestre estava a ver pelo canto do olho, um brasileiro, e perguntou "Que se está passando?".

Eu disse "Nada, estamos apenas a dialogar."

Depois, deixei lá o braço mas, com a mão esquerda, bloqueei o avanço do braço direito do rapazinho que, mais uma vez não conseguiu fazer chave nenhuma. O rapazinho, numa situação de auto-defesa, quanto usar o braço direito para tentar fazer a chave, vai abrir a guarda e apanhar um milho com a mão esquerda do atacante que só acorda daí a 10 minutos.

O 'mestre' veio então falar comigo "Isto é para fazer."

Como me vieram à memória passagens traumáticas especialmente de ouvir ao longe alguém a gritar "ISSO ESTÁ MAL", imediatamente, disse "Não é isto que eu quero, o melhor é ir-me embora."

Virei costas, e abre que já se faz tarde.

Ia a sair e ouvi Oss. Nunca mais olhei para trás não fosse transformar-me numa estátua de sal.


Fundei então o Clube de Judo de Ovar

Procurei sítio mas não encontrei. Então, decidi que as aulas vão ser no Parque da Cidade.

Local: Parque da Cidade de Ovar, Trav. dos Pelames, atrás das bombas de gasolina da Galp.

Horário: Segunda a sexta feira das 18h às 19h30

Idades: dos 8 aos 80 anos

Mensalidade: Zero Euros por mês.

Seguro: Da responsabilidade do praticante, contactar, por exemplo, a Alfa Seguros  (2.50€/mês).

Contacto: clube.de.judo.de.ovar@gmail.com


Ainda tenho zero alunos.

Então, o horário e mesmo o local são flexíveis. Se lhe der mais jeito noutra hora ou noutro local, não se iniba de enviar um email a ver a minha disponibilidade (que é muita).

Não se iniba nem se deixe dominar pelos medos, experimenta uns minutos e, se não for o que pretende, a vida continua. 

Uns gostam dos pontapés à cabeça, outros dos murros, outros de movimentos no vazio acompanhados de gritos e ainda outros de acrobacias.  Digamos que cada maluco tem a sua maluqueira e apenas sabe se o Judo é a sua se experimentar.

Não é um casamento, pode excluir o judo e continuar a procura da felicidade :-)


Metodologia de Treino

O treino é livre e flexível, adaptado à capacidade física da pessoa e ao seu interesse se é mais nas técnicas de judo ou na autodefesa. Será mais um espaço de partilha horizontal de experiências do que uma transmissão vertical mestre-discípulo.

Mais do que uma aula, é um espaço de partilha: aqui aprendemos uns com os outros, exploramos dúvidas e novas ideias, num ambiente horizontal e acolhedor ficando garantido que nunca vais ouvir “Isso está mal”. 

As sessões incluem também vídeos e desafios para casa, para quem quiser aprofundar o conhecimento e continuar a aprender fora do dojo.

Quer sejas atleta, iniciante ou apenas alguém que quer mexer-se e sentir-se melhor, o Judo é para ti.

Vem experimentar — vais ver que o corpo agradece e o espírito também!


Venha praticar em qualquer dia mas terá de confirmar que vai aparecer.

Como ainda não há pessoas, vou passar pelo local por volta das 18:00 mas será melhor confirmar.

Se precisar de outro horário, também é possível.




Mapa com o local


No Brasil a assistência às parturientes deve ser muito melhor do que em Portugal

É notícia que nasceu uma criança na sala de espera de um hospital.

Passou-se tudo no Hospital do Santos Silva de Vila Nova de Gaia (no Norte gostamos do 'd').

Isto não tem direito a ser notícia porque eu, há 60 anos, também nasci enquanto a minha mãe estava no elevador da Maternidade do Terço e, sem consequências, fui logo de cabeça para o chão. Se soubesse judo :-) teria controlado a queda mas foi como foi.

Mas a notícia não está no próprio facto mas no facto de os pais serem brasileiros e a terem ficado indignados.

Daqui, só posso concluir que no Brasil, onde tiveram os outros filhos, a assistência médica foi muito superior!


Os nossos governantes têm de ir ao Brasil aprender.

Não é passar férias, é mesmo aprender como eles fazem. É que Portugal gasta cerca de 2400€/ano em despesas com a saúde enquanto que o Brasil gasta cerca de 730€/ano (Global Health Expenditure database, WHO) e, pela amostra, tem pior nível de assistência que o Brasil.

Será possível? Não estarei a imaginar? Será que o contribuinte ainda lhes vai pagar uma indemnização?


sábado, 4 de outubro de 2025

Nunca haverá paz na Terra Santa entre os israelitas e os palestinianos

O Trump anunciou um plano de "paz".

E o Hamas anunciou que aceitava NEGOCIAR o Trumplano.

Não disse que aceitava o plano, apenas disse que o aceitava se sofresse alterações.

«Hamas said that the group “affirms its readiness to immediately enter into negotiations through the mediators to discuss the details of this agreement.”» (NBCnews)

Ora bolas, isso é o mesmo que não aceitar!!!!

Se o plano são 20 pontos é porque todos os pontos são fundamentais. Logo, aceitar apenas alguns (todos aceitam que a guerra deve acabar!) é o mesmo que não aceitar nenhum ponto.


Vejamos um exemplo.

O Vendedor propõe como negócio um imóvel pelo preço de 500000€ com o pagamento imediato de um sinal de 50000€ e os restantes 450000€ do preço a ser pago no momento da escritura a ser realizada no prazo máximo de 60 dias."

O Comprador aceita todos os termos do negócio MAS o preço não pode ser superior a 100000€.

Será que o Comprador aceitou os termos do negócio?

Não.


Nunca haverá paz entre israelitas e palestinianos.

E a razão é simples, ambos os povos se acham com direito absoluto ao mesmo território.

Uma percentagem substancial de pessoas de ambos esses grupos acham que Deus entregou aquele território aos seus antepassados e que, por essa razão divina, têm direito sem condições a todo o território.

Muitos israelitas não querem sequer um árabe entre o rio e o mar e muitos palestinianos não querem um único judeu entre o rio e o mar.

Zero, tal como a "reconquista" do D. Afonso Henriques liquidou ou expulsou todos os árabes dos territórios "reconquistados", e os árabes assim que podiam matavam todos os cristãos, no pensar de muitos israelitas não pode haver nenhum árabe a partilhar o território e vice-versa.


O problema não são os palestinianos de hoje nem os israelitas de hoje.

É os que hão-de vir quererem respeitar a memória dos que houve.

No tempo em que Jesus o Cristo passeou por lá, haveria 1,25 milhões de judeus a viver na Palestina Romana. Motivado pelas campanhas de extermínio e deportação levadas a cabo pelos romanos, no dia da invasão árabe (que começou no ano 629), haveria 100 mil judeus na Palestina Bizantina (o impe´rio romano do ocidente já tinha acabado fazia 200 anos) o que formava a grande maioria população (o resto eram cristãos). Aí, começou o genocídio árabe, sim, então é que foi um verdadeiro genocídio já que os árabes fizeram com que no Sec. XVI houvesse  menos de 2000 judeus vivos na Terra Santa.

Vamos supor que, hoje, todos os árabes e judeus decidiam viver em paz, daqui a 100 anos virão outros que vão voltar a pensar que aquela terra pertence apenas a eles e a guerra recomeçará.

Acham que os marroquinos pensam que Ceuta é território espanhol?

Acham que os espanhóis pensam que Gibraltar é território britânico?

Não há portugueses que pensam que Olivença é território português?


Em 2015 escrevi um poste.

Tentava explicar porque existem povos, porque do lado de cá da fronteira se fala português e do lado de lá espanhol.

Claro que o disse antes do tempo, nessa altura o esquerdismo reinava e o "venham a nós" era o politicamente correcto.

Eu perguntei mesmo "Quando em vastas zonas das nossas cidades se falar uma língua estrangeira, será que os nossos brandes costumes vão continuar a ser a regra?"

Este meu pensamento filosófico levou a uma campanha sem quartel dos esquerdistas que acabaram com o meu despedimento.

O problema é que o problema não era meu nem o que dizia e vemos hoje partidos "racistas, xenófobos e fascistas" a aproximarem-se do poder pelo voto popular.

Em Outubro de 2023 avisei que Dresden ia voltar a Gaza e ninguém acreditou.
Quem mandou arrasar Dresden foi considerado criminoso de guerra? Não.


Vamos supor que havia um referendo na Terra Santa.

A Europa aceita a democracia, baseada no princípio de Um Homem um Voto, como a única forma de legitimar o poder.
Vamos então imaginar um referendo onde votariam todas as pessoas maiores de 18 anos que vivem nos actuais territórios de Israel, Cisjordânia e Montes Golan..
Nesse referendo a pergunta seria:

É a favor da expulsão de todos os árabes muçulmanos do território compreendido entre entre o Rio Jordão e o Mar Mediterrânico?

Qual pensam que seria a resposta da maioria?
Será que os europeus aceitavam o resultado como democrático?
Não, usariam o argumento de que o referendo tem de ser feito numa área mais pequena (onde os palestinianos estão em maioria).


E se 500 portugueses chineses fossem para a Ilha do Corvo e fizessem um referendo?

Há bem mais de 500 chineses de origem que são cidadãos portugueses e que têm a china no coração.
Tendo liberdade de circulação, vão para a Ilha do Corvo (de 263 eleitores, em 2025 votaram 242), ocupam a câmara municipal e organizam um referendo com a seguinte pergunta:

É a favor de que a Ilha do Corvo se torne parte integrante do território da China?

Será que os portugueses aceitavam o resultado como democrático?

Aplica-se o mesmo à Ilha das Flores que tem poucos mais habitantes.

E quantos iriam na flotilha libertar a ilha do corvo?

Dá que pensar como pensamentos simples se tornam rapidamente complexos.


Os chineses ficavam com 360 mil km2 de Zona Económica Exclusiva no meio do Atlântico.






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