sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

A força de uma arma está na mão quem a segura.

Vamos imaginar que o Seguro era o presidente dos USA.

Nesse mundo imaginário, um dia, a Rússia, a China ou a Coreia do Norte atacam os USA e a Europa com bombas nucleares.

Acham que o Seguro dará ordem para que as bombas nucleares americanas sejam disparadas contra esse ou esses países agressores?

Alguém acha mesmo que o Seguro vai abrir a mala preta e enviar os códigos para que os mísseis nucleares sejam disparados contra os seus destinos pré-determinados?

Não, ninguém acredita.

Acham que os que, o Macron e o Starmer darão ordem para que as bombas nucleares francesas e inglesas sejam disparadas contra esse ou esses países agressores?

Não, ninguém acredita.

Acham que os Alemães, Espanhóis ou Portugueses vão pedir ao Seguro, Macron e Starmer para usarem os mísseis para retaliar?

Não, ninguém acredita.

É esse o problema dos europeus e é por isso que toda a gente apoia o Seguro a presidente da república, o Costa foi lá para mandar na Europa, e o esquerdismo do "Já gastamos dinheiro de mais em defesa e não precisamos nada do Trump" tem 99% do tempo na comunicação social.

Em resposta aos bombardeamentos, íamos, europeus, enviar um baixo assinado, em letras capitais e a gordo para vincarmos a nossa repulsa e indignação:

"PROTESTAMOS COM AS PALAVRAS MAIS DURAS QUE EXISTEM ESSAS ACÇÕES CONTRA A HUMANIDADE E O DIREITO INTERNACIONAL E VAMOS PEDIR AO GUTERRES QUE AS CONDENE. 

SOMOS A FAVOR DA PAZ E CONTRA O GENOCÍDIO. 

EXIGIMOS QUE PARAREM IMEDIATAMENTE POIS, CASO CONTRÁRIO, VAMOS ENVIAR UMA FLUTILHA."

Na lista de assinaturas iríamos ver todos os que apoiam o Seguro à presidência da república, desde o CDS até ao BE.


O Zelensky tem toda a razão.

Os europeus, nós, falamos palavras bonitas, a Dinamarca diz que vai defender a Gronelândia, e a Europa diz que dá garantias de segurança à Ucrânia, mas somos uns bananas mas daquelas bananas muito maduras, já liquefeitas, somos geleia, não valemos nada.

Temos voz grossa, dizemos que vamos cortar com o Trump, mas é apenas um programa de rádio, temos voz de radialista, mas o conteúdo do discurso é um vácuo, é sempre "Vamos fazer, vamos actuar, vamos apoiar, vamos defender, vamos garantir" mas nunca dizemos "Fizemos, actuamos, apoiamos, defendemos, garantimos."

É sempre uma intenção mas que nunca se concretiza nada porque é preciso decidir e actuar e não o conseguimos fazer.

O Seguro é apenas mas um europeu típico, um burro no meio da ponte que nunca sabe para onde se virar. É outro Guterres. 


Alguém se lembra de Srebrenica?

Os europeus disseram que iam garantir a segurança dos bósnios que viviam na cidade.

Estavam lá 450 militares holandeses.

Os Sérvios chegaram e mataram todos os homens, 8000, e os holandeses não fizeram nada.

Tiveram que vir os Americanos resolver o problema com bombardeamentos aéreos da Sérvia pois os europeus nunca conseguiram decidir o que fazer.

Bombardeamentos que violaram o direito internacional.

8 mil homens executados em 2 dias.

Prendemos meia dúzia de pessoas e ficamos todos contentes.


Como pode a Dinamarca ou a Europa defender seja o que for sem orçamento?

Os esquerdistas que aparecem na comunicação social dizem que a Europa gasta muito dinheiro em defesa mas esquecem-se de dizer que esse dinheiro é quase todo gasto em salários dos soldados e que inclui as forças policiais como a nossa GNR que tem tudo menos capacidade de defesa.

Acham que os nossos soldados têm capacidade de combate nas trincheiras ucranianas?

Fugiam todos ou acontecia-lhes o que aconteceu aos soldados da Coreia do Norte e da Tchetchena, foram dizimados, não sobrou nem um para amostra.

E, mesmo assim, em percentagem do PIB, os Trump passou a despesa militar de 3.5% para 5% em 2026 enquanto que os europeus estão com pouco mais de 1% e "vamos aumentar para 5% em 2035"

Reparem bem, VAMOS AUMENTAR, nunca AUMENTAMOS


Eu vou votar no Ventura.

Se toda a gente anuncia apoio ao Banana Seguro, o homem deve ter muitos defeitos.

Isto nunca aconteceu, parece que estamos na Coreia do Norte, toda a gente apoia o Seguro, o que apenas traduz que já caímos numa ditadura.

E esta ditadura implantou-se como uma espécie de vírus que uniformizou a mente das pessoas.


A queixa do Montenegro traduz mesmo que estamos em ditadura.

E eu fui despedido, não por ter feito fosse o que fosse, chumbado alunos que sabiam, passado alunos que não sabiam por alguma razão escura, mas apenas por ter dito umas anedotas sendo que ninguém disse "ofendeu-me".
Se alguém conta uma anedota onde entra um alentejano, despede-se por xenofobia?
Se alguém conta uma anedota onde entra uma mulher, despede-se por misoginia?
Se alguém diz "é preciso estar com um olho no burro e outro no cigano" é despedido por racismo?
Isto é uma ditadura das mais violentas que existem.


quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Ao apoiarem o Seguro, os comunistas mostram que não aprenderam nada com a geringonça

Apenas há polícias enquanto há ladrões.

Os polícias sabem que, no dia em que acabarem os ladrões, são despedidos.

Da mesma forma, apenas há povinho a votar nos comunistas enquanto houver o risco do fascismo, do nazismo, da direita radica, da exploração do homem pelo homem, do grande capital.

O Cunhal ainda disse - "É um fassista que meteu o sagrado socialismo na gaveta, deu a mão ao patronato e ao grande capital mas, tapem-lhe a cara, engulam o sapo e votem no fassista Soares."

Este comunista de quem nem sei o nome, foi uma coisa sem qualquer dramatismo, "Votemos no Seguro".


O Seguro com tantos apoios, nem percebo porque há segunda volta.

O mais natural era o Seguro ter ganho a primeira volta com os números que vemos em Cuba, 99% dos votos e 1% a distribuir por nulos e brancos.


Os comunistas anunciaram que iam ganham força com a geringonça.

Nas eleições de que resultou a geringonça, o PCP teve 17 deputados e o BE 19 deputados. Juntos tiveram quase um milhão de votos.

Em 2025, PCP+BE tiveram 4 deputados e 310 mil votos, uma queda de 89% no número de deputados e de 69% no número de votos.

Mas vamos às presidenciais. Em 2016 o PCP+BE tiveram 650 mil votos. Em 2026, acabam de ter 209 mil, uma queda de 68%.


Os comunistas deveriam ter apoiado o Passos Coelho e apoiarem agora o Ventura.

É preciso as pessoas saberem o que é o fassismo, sofrerem na carne a exploração do patronato, o ataque do grande capital, a destruição do estado social, o imperialismo americano e muito mais coisas como se vê nos países fassistas como o Irão, Coreia do Norte ou Venezuela.

O André Ventura na presidência vai funcionar como uma vacina contra o fassismo que vai durar pelo menos 50 anos.

Se o Ventura ganhar, e eu penso que se arrisca a ganhar, o comunismo vai florescer em Portugal como nunca se viu, o PC+BE+Livre+PAN vão ter pelo menos 90% dos votos durante décadas a ponto de se poder equacionar acabar com as eleições.

Vamos enriquecer como enriqueceram os povos que já estiveram sob a libertação comunista.

Força Ventura, faz dos comunistas os salvadores da nação.


segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Portugal precisa da estabilidade do Seguro para continuarmos a empobrecer

Ouvi uma frase importante num debate.

A Cavalieri disse que os europeus, nós, não podemos fazer frente ao Trump e um esquerdista qualquer, não me lembro quem, disse: Mas o Brasil bateu o pé ao Trump.

A Cavalieri deveria ter dito "Mas penso que os europeus não querem ser pobres como os brasileiros, viver em favelas e cada dia que saem de casa, despedirem-se dos familiares de forma calorosa porque não têm a certeza de que vão voltar vivos."


Os do PSD estão em negação como o Santos Silva.

Eu penso que o André Ventura vai ganhar porque todos se juntaram para levar o Seguro à segunda volta e vão ficar por ali.

Pode acontecer que a maioria das pessoas que votaram Cotrim ou Marques Mendes não vai votar mas não os estou a ver a votar no Seguro.

É que, no fundo, estão a dar ao Seguro o poder para fazer o que fez o Sampaio com a maioria absoluta do Santana Lopes, iniciar uma cruzada de desgaste e mandar o parlamento ao charco.

Não nos podemos esquecer que o Montenegro tem muitos problemas judiciais e qualquer anúncio pode ser usado para o mandar abaixo.

O Santos Silva, que dizem ser o padrinho do André Ventura, quem mandou o PS ao buraco, quem atirou o PS para o pior resultado de sempre (quem o diz é o Ascenço) teima que o povo tem de ser educado a votar em quem defende politicas esquerdistas mas o povo não aprende.

Os graúdos do PSD e IL, aqueles que facturam centenas de milhar por ano a facilitar negócios, que vivem em grandes casas e deslocam-se em carros de luxo, pensam que os votos do André Ventura são enganos, quem nenhum eleitor quer votar Ventura, são pessoas sob a influência do sono ou de drogas duras que chegam à assembleia de voto sem saberem onde estão e que, no pior dos pesadelos, votam André Ventura. São esses eleitores as mesmas pessoas que, no pesadelo, se atiram abaixo de precipícios e são raptados por extra-terrestres. 


Vou agora falar de estabilidade e empobrecimento.

O argumento agora é que o Seguro representa a sensaboria, a previsibilidade e a estabilidade. Digamos que é uma espécie de Guterres (criado no mesmo partido) que está sempre indignado mas que toda a gente sabe que não vai fazer nada. Parece que está sempre com o cuzinho apertado, sempre a correr com pequenos passos para não chegar a lado nenhum, como a gueixas que transformam um quarto pequenino num estádio com 100 passinhos de comprimento.

Tique-tique-tique-tique-tique-tique e, decorrida uma hora de marcha, ainda não saiu do sítio.


Se eu estou saudável, tenho um emprego bom e uma mulher bonita, rica e jeitosa, quero estabilidade. 

O problema é que o nosso querido país está cheio de problemas.

Vou apenas mostrar a evolução do nosso PIB per capita, e que traduz o nível de vida, relativamente ao dos USA. 

Fig. 1 - Evolução do PIBpc português a dividir pelo americano 1990:2024 (dados: Banco Mundial)


Nos inícios dos 1990's, o nosso nível de vida estava entre 39% e 40% do nível de vida dos americanos. Depois de 35 anos de "estabilidade e crescimento", caímos para 33% a 34%.

Se é isto que queremos, que continue a estabilidade.


O PSD perde sempre.

Vamos supor que o Seguro ganha. Digam o que disserem, e do PS.

Alguém pensa que se o presidente fosse o Seguro, haveria a dissolução da Assembleia da REpública quando o Costa saiu?

Não, entrava o Centeno que ainda hoje seria o primeiro-ministro para manter a "estabilidade".

"Habituem-se porque vai ser assim nos próximos 4 anos" teria de ser levado à letra.

E se o Ventura ganha?

O PSD arrisca-se a tornar-se um pequeno partido. 


Quero também falar da Gronelândia.

A Europa não consegue fazer face ao Trump.

Se o Trump disser "Vamos retirar os nossos militares, equipamentos e ogivas nucleares da Europa (sim, os USA têm ogivas nucleares na Alemanha), a Ucrânia cai imediatamente.

A Europa não tem capacidade para garantir a segurança dos países bálticos ou da Moldava e mais não tem de fazer do que aceitar a instalação de governos como o da Bielorrússia.


O que deve a Europa fazer?

Fazer um meio termo semelhante ao que se passa no 'Direito Marítimo'.

As povoações onde há mais de 100 pessoas, terão um território de 12 milhas a contar do limite da última casa.

Esse território (que não será contíguo) continuará a ser dinamarquês mas todo o resto passará para os USA.

Os USA garantirão liberdade de circulação das pessoas e bens entre esses territórios assim como a  eventual prática agrícola e pesca do nativos inuitas.

Os USA dão 100 mil euros por km2 transferido, em equipamento militar à Ucrânia.


Sobre o comentário "É mentira".

Vá à Faculdade de Economia e peça para falar com a Dr. Filipa Monteiro.

E pergunte-lhe directamente.

Peça também o contacto do Eng. Pinheiro ou do Sr. Francisco e pergunte-lhes.

Quem quer saber a verdade tem de investigar, não pode ficar por opiniões.

"Garantiram que os anjos lhes disseram que Jesus ressuscitou" (só acredita quem acredita que há anjos).

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Na Faculdade de Economia do Porto houve um caso de assédio sexual e ninguém fez nada.

O que eu vou escrever vai causar-me problemas, ainda mais, mas tem de ser dito.

Na altura em que era director da FEP, João Proença perseguiu, insultou, diminui, amesquinhou, destruíu a Filipa Monteiro, toda a gente o sabia, toda a gente sem excepção, e ninguém fez nada.

Todas essas frases da "gostas é de grande e grossa", "precisas é de peso em cima", "eu tenho com que te acalmar" que aparecem no Cotrin foram ditas à Filipa repetidamente.

A mocinha, que era uma jovem, queixou-se pelos corredores mas o que aconteceu? A vice-diretora de então, a Paula Africano, passou a tratá-la por "Miss" e explicitamente a dizer que "Tem problemas na cabeça".

O diretor João Proença desclassificou-a mando-a de secretária da direcção para auxiliar da biblioteca, ali ao balcão, onde as colegas a tratavam como se fosse lixo. Repito, AS COLEGAS MULHERES.

No meio da noite escura, toda a gente o sabia, toda a gente o via e ninguém acendeu a candeia, ninguém disse não.


O meu caso não é o único.

Fui perseguido e despedido usando acusações totalmente falsas.

Totalmente falsas, sem qualquer fundo de verdade.

Nada, nem a mais pequena verdade misturada no meio da mentira, tudo falso apenas porque eu nunca lambi botas.

Ninguém me defendeu, ninguém, zero, "Coitado, deveria ter falado menos" quando eu não falei nada, zero, é tudo mentira.


Sempre que via a Filipa nos "passos perdidos", parava e falava com ela.

As pessoas deixaram pura e simplesmente de falar com a mocinha, as colegas da secretaria tornaram-se algozes, os professores passaram a ignorara-la, e até os alunos deixaram de a respeitar, foi posta completamente à parte, como se tivesse lepra.

Eu parava em locais públicos para que nos vissem a falar. Implicitamente estava a dizer NÃO.

Podem pensar que foi pouco, nunca lhe disse "O Proença é um porco", eram apenas conversas de circunstância e hoje sei que foi pouco.

Eu disse que ninguém se solidarizou comigo mas estou a mentir, o Graça Moura sabendo antes de mim o que estavam a cozinhar, demitiu-se da 'direcção' e fez comigo o que eu tinha feito com a Filipa, nunca parando para falar com ninguém por causa da sua timidez, viu-me, desviou-se na minha direcção, parou e esteve a falar comigo um pouco.

Achei estranho o seu comportamento mas, passado uns dias, percebi! Foi um sinal que me fez passar a admirá-lo.

Também a Aurora Teixeira disse ao João Proença: "Tu és um mau carácter, não prestas!" e foi ameaçada.

Alguém disse Não mas pouco.


A Filipa teve de meter baixa médica.

Alegando que tinha uma infecção no olho (pois dizer que tinha um esgotamento nervoso só daria trunfos ao atacante e seus apaniguados), esteve de baixa até o João Proença ter saído de director.


quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

O assédio de Trump à Gronelândia e ao Irão e do Cotrin às mulheres

O assédio do Trump à Gronelândia.

Quando o Trump decide ajudar Israel ou atacar seja quem for no Médio-Oriente usa a Base das Lages para descolar os aviões de re-abastecimento porque os bombardeiros não têm autonomia para atravessar o Atlântico.

Nessa altura há sempre alguém esquerdista (que é a maior-parte da nossa comunicação social) que pergunta "O Trump pediu autorização? O governo tem de proibir o trânsito dessas aeronaves."

Ora, o Trump não precisa nem quer precisar de perguntar seja o que for quando está a defender os interesses ocidentais.

Naturalmente, se Portugal caísse para os esquerdalhos e proibisse o Trump de circular pelo espaço aéreo dos Açores, automaticamente, o Trump apropriava-se desse espaço aéreo. E só poderia ter o aplauso dos restantes países ocidentais.


Agora a Gronelândia.

O Trump gasta muito dinheiro na Gronelândia e quer gastar ainda mais por causa do "Escudo" com que quer proteger a América do Norte da Rússia (porque está a pensar que, no caso de conflito com a China, a Rússia se vai aliar à China). 

Além de gastar muito dinheiro, há o problema das TErras Raras que, neste momento, a China tem o monopólio.


Vejamos bem. 

O Ocidente está vulnerável relativamente às terras raras chineses, ainda agora, o Japão está a sofrer um embargo por parte da China porque disse que "em caso de invasão por parte da China, o Japão vai ajudar Taiwan".

Já ameaçaram o Trump e os países europeus.

Os 56000 habitantes da Gronelândia são contra a exploração mineira no território.

Acham que se na Gronelândia houver reservas de terras raras capazes de quebrar o monopólio chinês e, desta forma, 'salvarem os ocidentais' que alguém vai ouvir o que têm para dizer os 56000 habitantes locais?

Se os USA têm 2 300 000 de presos a quem não perguntam nada, passarão a ter 2 356 000.


Como vai ser a ocupação americana da Gronelândia.

Vão fazer como se fosse deles. 

Passa a haver voos para os aeroportos americanos que já existem na ilha sem supervisão de passaportes por parte da Gronelândia.

Depois, começam a concessionar zonas para exploração mineira, pesquisa de petróleo ou construção de bases navais ou terrestres sem perguntar nada a ninguém.

Também vai chamar governador ao que hoje é o primeiro ministro e serão atribuídos dois lugares no senado e um voto para o colégio eleitoral do presidente americano.

A UE vai dizer qualquer coisa e o Trump vai responder "Estou a fazer o melhor no interesse da América e também da Europa".

Haverá manifestações dos esquerdistas e nada mais.


Presidente dos USA, da Venezuela, da Gronelândia, de Gaza, do Irão e de Yakut.

O território será americano mas a população pode ser o que quiser (como as reservas índias) e até podem ter governo próprio eleitos pelos locais (como acontecia nos filmes do Farwest).

São livres de fazer o que quiserem, se não gostam, votam nos Democratas.

Mas o Trump não vai mais pedir autorização para o que quer que seja que queira fazer. Quer sobrevoar o território, sobrevoa. Quer explorar reservas minerais, explora. Quer lá meter mísseis nucleares, mete.

E os europeus que reclamem para o Direito Internacional. 


O Trump já falou de Yakut.

Todo o território oriental-Norte da Rússia é quase despovoado, são 5 Angolas povoadas por um milhão de pessoas. Mas, pior para a Rússia do que isso, é que é habitado por povos indígenas Yakuts que são esquimós com uma língua da família do Turco, o Mongol e o Coreano (que veio com o Gengis Kan) e que foram ocupados no Séc. XIX por Pedro-o-Grande.

Digamos que é uma colónia formada no tempo em a França e Portugal criaram as colónias africanas e que já são todas independentes. Sei que haverá quem diga que estou enganado, que as colónias portuguesas já existiam desde 1492 mas não é verdade. Até meados do Séc. XIX apenas havia pequenos interpostos comerciais pontuais.  E mesmo que o fosse, só reforçaria que o direito da Rússia a Yakut é muito fraquinho.

Fig. 1 - Mapa que mostra a desocupação Russa da Sibéria (República Sakha e vizinhas)


Como o Putin teima na guerra!

A única solução que sobra é derrotar o Putin e promover a 'independência' dos povos indígenas colonizados pela Rússia.

Fazer aos territórios orientais russos o que a URSS fez aos territórios que eram colónias europeias: reconhecer-lhes o direito à auto-determinação e meter lá governos pró-USA.


O assédio do Cotrin.

Há homens (e eu tenho repúdio total por esses homens) que, em situação de conflito com as mulheres, atacam com insultos sexuais.

Por exemplo, eu dou apoio a um doente esquizofrénico sem retaguarda familiar e que vive numa pensão a 50 m de minha casa. Lavo-lhe a roupa e dou-lhe "sessões de terapia".

A mente dele é de tal forma que acha que toda a gente lhe chama "paneleiro" ou, mesmo quando não chama, canta a música Olarilolé do Mafama ou Larilolé da Tonicha.

Quando isso lhe acontece, passa para o insulto sexual contra as mulheres. 

A "sorte dele" é que na maior-parte das vezes está sozinho (as pessoas que o insultam estão apenas na sua cabeça) ou as pessoas já sabem que são delírios devido à esquizofrenia.


Em contextos laborais, acontece isso mesmo.

Quando uma mulher é forte e diz a sua opinião discordante, esses homens que não merecem a designação de homens passam para "O que a senhora precisa é de peso" e coisas muito piores como "Eu calava-a com uma comprida e grossa". 

Claro que estas frases são para ofender e criar medo nas mulheres mas não são verdadeiramente assédio sexual, são antes tentativas de manipulação por alteração de humor.

O Cotrin, mesmo com aquele cabelinho todo colado e a armar ao jovem quando já tem 65 anos não estava a pensar "saltar à espinha" à senhora que, por acaso, é de grande beleza. É que "já nem levanta o mastro com Viagra" mas mantém esse discursos ofensivo de pseudo macho latino, fazendo voz grossa quando não tem argumentos válidos.

Reparem bem, as frases como "Já não levanta o mastro nem com Viagra" ou "Precisa de meio Viagra para não mijar nos sapatos" são o ataque reverso, com o qual as mulheres atacam (se defendem) os homens.

Há homens que se sentem muito ofendidos e outros não ligam.

Também dizer a uma mulher "Fala muito mas eu tapava-lhe a boca com o que cá sei" ofende e nunca deve ser dito mas há mulheres que não se sentem ameaçadas, respondendo, "Meta cá o morcão murcho e vai ver o que são dentes afiados, vai passar a mijar sentado, um coitado que fala muito mas nem a lavoura de casa consegue fazer."


O Cotrin não presta por outras razões.

Naturalmente, se passassem à segunda volta das presidenciais o André Ventura e a Catarina Martins, os Liberais votariam no André Ventura.

Por isso, não achei nada estranho que o Cotrin dissesse que era capaz de votar no Ventura.

O que me faz pensar que não presta é que, vendo um burburinho na comunicação social veio logo desdizer-se  "Arrependo-me, nunca o deveria ter dito, não sei o que me aconteceu para ter dito isso."

Devia assumir o que disse não é dizer que teve um lapso esquizoide.

Também não presta por pedir ao PSD que o apoie em desfavor do Marques Mendes para não passar o Seguro à segunda volta porque tal será muito mau para o país. 

Então, se diz que a candidatura do Marques Mendes tem méritos, porque não desiste ele em favor do Marques Mendes?

O Marques Mendes é mais velho e, por isso, deve-lhe respeito.


As guerras são por isso mesmo.

Quando o Trump disse "Agora sou eu quem manda na Venezuela senão as consequências serão terríveis", o poder órfão acreditou e começou logo uma política de desanuviamento. 

Quando o Putin disse "Rendam-se ou será mau para a Ucrânia já que vou matar muitos ucranianos" o Zelensky respondeu "Deixa-te dessas merdas ou será mau para a Rússia já que vou matar muitos russos".

Ninguém pestanejou, começou a guerra.

Quando o Trump disse "Se no Irão enforcarem algum manifestante, tomem nota do nome pois a América já está a caminho para os castigar".

Agora, é ver quem pestaneja. Se o Trump fizer como os europeus (vão fazer na Gronelândia), pestanejar, no Irão haverá um banho de sangue entre os manifestantes.


Fig. 2 - 
Se o Trump cumprir o que diz, os Ai-as-tolas vão-se juntar ao Al-Assad no Céu-dos-Passarinhos.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

A China preparava o bloqueio a Taiwan, o Trump bloqueou a China.

A China preparava-se para bloquear e invadir Taiwan.

Enquanto a Europa falava que a China viola o direito internacional quando ocupa ilhas um pouco por todo o Mar da China, a China ensaiou no final do ano o bloqueio naval de Taiwan.

Mais uma vez, os europeus vieram dizer que consideram inaceitável a China tomar Taiwan pela força mas nada fizeram. Uma nota diplomática "nos mais fortes termos" foi enviada pelo correio.

E nos últimos dias ainda vieram reconhecer o direito da China a ocupar esse "território rebelde". Digamos que o Trump ter 'invadido a Venezuela', dá direito a que a China faça o mesmo.

É que nós precisamos de baterias e carros eléctricos baratos vindos da China para diminuir os gases.

Não nos que podemos esquecer que o António Costa, no dia 12 de Outubro de 2016, enquanto primeiro ministro de Portugal, um país da NATO, disse  que "A China pode vir a usar a base das Lajes".

A China bloqueou Taiwan no dia 29 de Dezembro; No dia 30 Taiwan "entregou" 11 mil milhões ao Trump; No dia 3 de Janeiro começou o bloqueio à China com a captura do Maduro.

Ter amigos assim vale a pena, não é uns europeus medrosos, facilitadores de negócios e acanhados que se querem amigos de toda a gente. 

Fig. 1 - A China acha-se com força para bloquear Taiwan mas esquece-se que Taiwan tem um aliado capaz de bloquear a China!


Quantos americanos morreram na Europa na Segunda Guerra Mundial?

Os dinamarqueses dizem que morreram 43 no Afeganistão, alegadamente a defender os USA já que os Talibans eram e são muito amigos dos europeus e defensores dos valores da liberdade e tolerância que se defendem e vivem na Europa.

Morreram 43. E quantos americanos morreram a libertar a Dinamarca dos Nazis? Não falam nisso?

Na Europa morreram 250 mil norte americanos quando podiam ter ficado sossegados em sua casa.


Os Europeus pensam que ganharam a Guerra Fria.

Mas não, o discurso por aqui, lembro-me bem, era "Antes vermelho do que morto".

A Europa foi derrotada porque não conseguiu libertar-se dos interesses que tinha na URSS.

Não fizeram nada para a libertação dos países do leste europeu do jugo russo mas, depois da queda, correram a dizer "fomos nós". Ainda virá o tempo que dirão que "fomos nós que acabamos com o Maduro."

E nada querem fazer para que a Ucrânia vença. Argumentam que é impossível derrotar a Rússia não por ser impossível mas porque não nos interessa um Trump vitorioso.

A Rússia, no fundo, é um país europeu que nos pode ajudar a fazer frente aos USA ...

Fig. 2 - Depois da queda da URSS, a economia americana deixou a Europa "dos direitos" para trás.

Os europeus querem a Corina Machado como presidente da Venezuela?

Então, os europeus que o façam acontecer. Não é dizer que o Trump viola do direito internacional e, depois, ter de ser ele a substitutir o regime por quem os europeus acham ser melhor.

Acham ser fácil meter lá a Corina Machado?

Se acham, força, avancem.


E a Gronelância?

A Gronelândia é um território com a área de Angola + Moçambique + Guiné-Bissau + Cabo-Verde + Timor mas só tem 60 mil pessoas (cerca de 50 mil esquimós inuitas e 10 dinamarqueses)  espalhadas por meia dúzia de terriolas (Nuuk tem 1/3 da população e a quase totalidade dos dinamarqueses).

Mas há pouca população porque 90% é gelo que nunca foi pisado por humanos.

Na WWII na Dinamarca não foi capaz de defender nada, muito menos a Gronelândia e em 1946, podendo ter ficado com ela, os USA entregaram-na à Dinamarca.

A Groelândia doi um território nazi entre 1940 e 1945 (nessa altura, a Dinamarca tinha um governo Nazi) e forma os americanos a libertaram.


Isso não interessa nada à Europa é apenas para chatear os USA.

E a Gronelândia votou a saída da União Europeia porque estavam a roubar-lhe o peixe todo e tem direito à auto-determinação, é uma colónia.


Vamos supor que a China ocupa a Gronelândia.

Lá vão os europeus falar do direito internacional, blá-blá-blá-blá, violação dos direitos do homem, blá-blá-blá-blá.

E como diz o candidato Vieira, lá se vai o nosso bacalhau que já está pelas horas da morte por causa do embargo ao bacalhau russo.

E isto por culpa do Trump que não nos deixa viver em paz com o Putin que é muito respeitador do direito internacional.


Depois pedem reunião da ONU.

A China e a Rússia têm veto.

Ia o Trump pedir à ONU para poder prender o Maduro?

Só se fosse maluquinho.

Fig. 3 - O Trump tinha de pedir autorização à ONU para prender o Maduro!!!!







domingo, 4 de janeiro de 2026

A Europa estava a ganhar a guerra da Ucrânia com o direito Internacional e o Trump estragou tudo

Os Europeus, nós, não queremos que a raposa passe fome nem que a raposa morra.

Não queremos que a Rússia ocupe a Ucrânia mas não queremos que a Ucrânia se defenda, "O melhor é haver paz."

Queremos que Israel se Defenda mas não queremos que mate ninguém, "Estão a morrer poucos israelitas."

Não queríamos o Maduro na Venezuela mas também não queríamos que ele saísse, "Vai ser ainda pior".

E o argumento é sempre o do coitadinho, "Temos de defender o direito internacional pois só assim nos podemos defender da força."

Nós temos é de ter força para fazer valer os valores não pensar que os valores por si vão derrotar a força de que não tem valores.


O Maduro que vá agora para Tribunal Administrativo.

Se o Trump violou o direito internacional, o melhor é Portugal oferecer-se para resolver a contenda no Tribunal Administrativo.

Talvez lá para o ano 2040 a coisa chegue a julgamento e seja dada razão ao Maduro.


Nas relações internacionais só conta a força e a vontade.

Se, em Portugal, a administração pública, isto é, um pequeno ditador localizado na administração pública, viola os direitos de um cidadão como me aconteceu, não há o que fazer. Reclama-se para tribunal e, antes de haver decisão, o cidadão morre de velhice.

A China decide invadir ilhas um pouco por todo o lado. Não vejo ninguém falar do direito internacional. Vejo força e os esquerdistas calados.

Quando a China ocupa o Tibete não vejo direito internacional, vejo força e os esquerdistas caladinhos.


Se os israelitas contassem com os europeus, já não havia Israel.

Somos frouxos, sem coluna vertebral, deixamos que o Putin mate as pessoas e, depois, criamos prémios pela liberdade.

Dizem que o Trump só pensa em negócios mas está tudo a pensar no gás russo e em contar os tostões que se EMPRESTAM à Ucrânia.

Os ucranianos a morrer aos milhares na nossa defesa da Rússia e estamos a contar os cêntimos.


Porque é que Taiwan não tem direito à autodeterminação?

Taiwan é  um país independente de facto há mais de 75 anos, uma economia dinâmica, povo pacífico,  uma democracia consolidada e porque não pode ser independente?

Dizem os esquerdistas que é por causa do direito internacional.

Terei então de dizer QUE SE FODA O DIREITO INTERNACIONAL.


sábado, 3 de janeiro de 2026

A queda de Maduro é mais uma peça na derrota de Putin.

A invasão da Ucrânia fez-nos voltar à Guerra Fria.

A Guerra Fria acabou, em 1991, com o colapso da URSS e a consequente queda do Muro de Berlim.


Alguém se lembra de como se combateu a Guerra Fria?

Era em batalhas "indirectas", em guerras por procuração, tirar areia das fundações a ver se caia.

Se a URSS tinha um aliado, logo os USA reforçavam uma facção da oposição para desgastar a URSS.

Essas guerras aconteceram um pouco por toda a parte, começou na Coreia, continuou no Vietname, em África (também em Angola e Moçambique), na América Latina, na Ásia do Sul, no Médio Oriente (de que Israel era o aliado preferencial) e na Europa. As últimas grande batalha foram a Guerra Irão-Iraque e o Afeganistão. 


Os USA (e a Europa) decidiram 'perdoar' a URSS.

Nessa altura pensou-se que os regimes comunistas seriam varridos da face da Terra, onde se incluíam os regimes 'democráticos' de Angola e Moçambique mas, estranhamente, foi aceite que esses regimes continuassem desde que realizassem eleições fraudulentas. Foi parecido com manter o regimes de Franco e de Salazar no pós WWII.

Ninguém, quase ninguém, acredita que o MPLA ganhou as eleições.

Ninguém, quase ninguém, acredita que a FRELIMO ganhou as eleições.

Mas fazemos todos de conta, dando aos nossos esquerdistas (que são quem aparece no espaço público comunicacional) a possibilidade de "defenderem o direito internacional" como a justificação para a perpetuação desses regimes ditatoriais.


O Rússia colocou-se a jeito.

Havia quem pensasse que a Invasão da Ucrânia no dia 24 Fevereiro 2022 era uma jogada de mestre por parte do Putin. No meu entender, o ataque a Israel de 7 de Outubro de 2023 fez parte desse movimento expansionista russo, forma de mostrar capacidade de ameaçar "interesses estratégicos ocidentais", fortalecer os seus peões no Médio Oriente e obrigar a desviar recursos da Ucrânia.

O problema foi que o Ocidente (USA, UK e Israel já que a Europa é sempre inconsequente) respondeu com força inimaginável.

Gaza foi arrasada com 100 mil mortos, Al-Assad desapareceu, o Hezbolah (e os seus anunciados 100 mil soldados) desapareceu, o Irão está em ebulição depois de uma campanha de bombardeamentos aéreos e, não menos importante, Israel reconhece a independência da Somalilândia (e talvez venha a reconhecer a independência do Kurdistão).


A Rússia está de rastos.

Onde estavam os mísseis anti-aéreos que o Irão comprou à Rússia?

Onde estavam os mísseis anti-aéreos que a Venezuela comprou à Rússia?

Claro que os nossos comentadores continuam a dizer que a Ucrânia está à beira da derrota, que a Rússia nunca esteve tão forte, que o Trump é um aliado de Putin mas o que vemos é, peça após peça, os aliados da Rússia a cair.


A seguir vai ser Cuba e a Nicarágua.

Sem o petróleo da Venezuela, Cuba não se aguenta.

A Rússia não consegue garantir abastecimentos, a China muito menos porque não consegue projectar poder no Atlântico.


O que se vai passar na Venezuela.

Todos dizem na nossas TVs, mesmo os ligados à direita, que vem ai o caos. Esses mesmos anunciam o caos no Irão se o regime cair e já o anunciavam na Síria.

A ideia do Trump relativamente à Venezuela é aumentar sem limite a produção de petróleo e, assim, secar as fontes de financiamento da Rússia e do "Sul Global".

Não faz sentido o Brasil estar a viver à custa de petróleo em águas profundas (muito caro de extrair) quando a Venezuela tem reservas quase infinitas em águas rasas.


E proteger Taiwan.

No caso de invasão por parte da China, os USA têm mais um instrumento de estrangulamento da economia chinesa (cortar o fornecimento de petróleo).


Vale a pena ouvir o candidato PCP.

Diz que é igualmente a favor da paz na Venezuela, na Ucrânia e Israel mas omite que a Rússia invadiu a Ucrânia (e a paz é a Ucrânia render-se) enquanto que na Venezuela estamos na presença de uma regime ditatorial que roubou, ao longo das décadas, as eleições e matou sem dó nem piedade os opositores. Esquece-se também que o Hamas luta pela morte de todos os judeus e o desaparecimento de Israel.

As praias venezuelanas são maravilhosas



terça-feira, 30 de dezembro de 2025

2025 está a acabar mas a guerra da Ucrânia ainda está para durar.

Há muitas pessoas que pensam que o Putin não ganha a guerra porque não quer.

As palavras do Trump de que a Rússia é amiga da Ucrânia pois apenas quer 20% do território e até está disponível para vender à Ucrânia electricidade da central nuclear (que pertence à Ucrânia) a preço de saldo traduz essa ideia.

Que foi a Ucrânia que começou a guerra (quando disse que quer ser um país ocidental e desenvolvido como a Polónia) e que a Rússia é apenas a vítima de uma agressão ocidental. Essa tese está vertida, por exemplo, neste artigo e, por isso, é que os Brochistas de Esquerda estão em vias de desaparecer.

O meu irmão pensa isso, leva à prática a conjectura de Santo Agostinho sobre o 'Milagre de São Tomé':

    Acredita no que não vês e vais ver aquilo em que acreditas.

As nossas televisões materializam esta conjectura muitas vezes e as alucinações do homónimo marechal general de campo Agostinho Costa são o expoente máximo dessa crendice.

    Acredita que vais ser capaz e, logo, vais ser capaz (mas cuidado, voar, apenas as aves). 


Será que os USA desmantelaram a CIA?

Vem o Trump dizer coisas sobre o desenvolvimento na guerra da Ucrânia que ouviu do Putin?

Onde estão os serviços de informação americanos, isto é, onde está a CIA?

Bem, sabendo que os serviços de inteligência americanos pensavam que a Ucrânia não iria aguentar mais de 72 horas e já lá vão 4 anos, acho bem que o Trump acredite noutra coisa qualquer.

Mas não no Putin pois, além de na véspera da invasão garantir que não ia invadir nada, a história da queda em 72 horas veio de Moscovo e a CIA assumiu como boa.

O Putin até garante que o Al-Assad está em Moscovo, a tomar chá com o Elvis Presley!


A Rússia não avança porque não consegue.

As guerras de agora são muito difíceis. 

Vejamos Gaza.

Um território muito pequeno, sem governo, bombardeado dia e noite durante 3 anos e o Hamas continua lá. 

Não há capacidade para avançar porque a Ucrânia tem desenvolvido formas de combate para as quais a Rússia não tem soluções.

Avança com carros blindados, os drones, os javelins e as minas dão cabo deles.


Avança com soldados apeados, morrem.

Os batalhões tchetchenos desapareceram, morreram todos.

Os batalhões norte-coreanos desapareceram, morreram todos. 

Os drones e os snipers liquidam-nos.


A minha previsão para o fim da guerra.

Só quando o Putin deixar o poder.

Claro que aqueles que acreditam que Putin não ganha a guerra porque não quer (onde se inclui o Trump), o melhor para a Ucrânia é tornar-se num estado satélite a juntar à Bielorrússia, com um governo fantoche, uma ditadura, perfeitamente alinhado com a Rússia e em que todos os que querem uma Ucrânia livre e ocidental na cadeia, exílio ou cemitério.

Depois, nós europeus juntamos ao prémio Sakharov  o prémios tipo Zelensky pela Liberdade e damos esses prémios a pessoas "perseguidas e mortas pelo regime ditatorial da Ucrânia" e já podemos voltar a comprar o gás natural russo a preço de saldo.


Vamos acreditar

Que o Putin diz a verdade, que os Ucranianos são russos, que a Rússia nunca irá atacar mais nenhum país e passará a ser verdade que o Putin diz a verdade, que os Ucranianos são russos e que a Rússia nunca irá atacar mais nenhum país.

O problema é que que dizem os vendedores, acredita sem veres e serás enganado.


As garantias de defesa americana não valem nada.

As garantias americanas para os próximos 15 ou 50 anos valem tanto como as garantias dadas no Memorando de Budapeste de 5/12/1994 pelos USA

O memorando proíbe a Federação Russa de ameaçar ou usar qualquer força militar ou coerção económica contra a Ucrânia. 

Deu em quê?

Numa invasão.

Elvis está vivo, acredita, acredita com força e passará a ser verdade.

p.s. - agradeço os comentários  e bom ano de 2026 :-)

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

O André Ventura não precisa de retirar os anúncios

 

Basta voltar ao tempo do lápis azul

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

O penalti no Santa-Clara / Sporting foi bem assinalado!

Bem sei que toda a gente diz que não mas eu tenho a certeza que sim.

O problema do futebol é que há poucos golos, a maioria dos jogos acaba com apenas um ou nenhum golo marcado e isso é mau para o negócio.

É preciso arranjar uma solução qualquer para este problema.


Aumentar o tamanho da baliza. 

Em vez dos actuais 8 jardas de largura por 8 pés de altura (7,32 metros por 2,44 metros), passa-se para 10 jardas de largura e 10 pés de altura (9,15 metros por 3,05 metros).

Com uma baliza maior, prejudica-se o trabalho do guarda-redes o que levará, obrigatoriamente, a mais golos.

O problema é que vai mudar a dinâmica do futebol, favorecendo os remates de fora da área. Em vez de desenvolver a entrada na área em drible, os jogadores vão treinar os remates de longe 'bem colocados', isto é, fora do alcance do guarda-redes.


Acabar com o fora de jogo?

Têm diminuído as situações em que está off-side e vão ainda reduzir mais mas se não houver fora de jogo de todo, os jogadores passa a haver apenas passes em profundidade, bola cá, bola lá.
Não dá espectáculo.



No futebol-de-praia inventaram o livre directo sem barreira.
Depois da sexta falta, o jogador que sofreu a falta tem a oportunidade de marcar o livre directo a 10 metros da baliza e sem haver barreira.
De facto é o que no futebol de campo se chama Penalti e é assinalado mesmo quando a falta acontece longe da baliza!
Não é para "garantir a honestidade do resultado" que, em termos fundamentais, não existe, aquilo é apenas um espectáculo em que os "trabalhadores" procuram ter ganhos financeiros entretendo as pessoas.


No futebol estão a experimentar o penalti-por-tudo-e-por-nada.

É assim mesmo, é preciso espectáculo.
Há quem diga que, daqui a nada, só podem jogar pessoas sem braços mas não é suficiente pois, nessa altura, quem tocar com as orelhas, é penalti.

O que é preciso é que haja golos, as equipas pensarem "temos de atacar e rematar porque, estando na área deles, de repetente, calha-nos um penalti".
Para a frente é que é Lisboa.


O jogador do Santa-Clara meteu a mão onde não devia.
A mão é para estar no bolso, não é para meter na cara dos atacantes.
Não queria que a mão 'marota' fosse até à cara do atacante mas ela foi.
Não tinha intensidade?
Isso não interessa, o que interessa é que é preciso futebol de ataque e marcar golos.
Lembram-se da frase "Perguntem ao Queirós"?
É que um treinador apenas tem sucesso se jogar o mais possível à defesa.


Porque demorou tanto tempo?
Porque o chatGPT está congestionada e não conseguiu dar uma resposta clara. A máquina disse que pode ser penalti se for falta!!!!: 
"Tocar com a mão na cara só é penálti se for considerado falta. O árbitro decide com base em intensidade, intenção e efeito no jogo, e o VAR pode intervir se for um erro claro."

Eu disse ao chatGPT que o árbitro não viu, que respondeu:
"Se o árbitro não viu o lance porque estava virado para outro lado, então para o VAR deixa de ser uma “reavaliação subjetiva” e passa a ser uma correção por ausência de decisão informada."

Reparem bem, o VAR não disse que houve penalti, disse apenas "Pá! Estás a ouvir, passou-se qualquer coisa e tu estavas virado para o outro lado, vai ver ao monitor, faz um on-field-review."

E o resto, é tudo uma questão de intensidade!

Casos, são precisos mais casos.
Na televisão há horas e horas a falar de futebol e esta semana o tema foi esse penalti.
Se não houvesse o penalti iam falar do quê?
São precisos mais casos, mais grávidas desaparecidas, mais crianças raptadas, mais pedófilos do CHEGA, mais massacres  em escolas americanas, mais 'notícias' para as televisões não irem à falência.


No handebol, as meninas têm de estar praticamente nuas.
Não interessa se jogam ou deixam de jogar, isso não chama dinheiro, para jogar bem há os homens, as mulher têm de usar o que têm de melhor, o corpinho.
Quem pensa que estou a ser machista, não vive neste mundo. Não repara que há cem cabeleireiros e manicuras de mulheres por cada barbeiro de homens (e muitos já não se comportam como manda a lei, quando vierem os três salazares...)


Isso, tirem a roupa e, se necessário, metam mamas falsas, o que é preciso é espectáculo, é facturar.

Coitadinha, lesionou-se no joelho.






sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Cotrin de Figueiredo não atirou lama, Marques Mendes é a lama.

O Sócrates, sabemos, é um homem muito rico.

Quando entrou na política, lá para os lados da Covilhã, Sócrates era um homem pobre e quando deixou de ser primeiro ministro era um homem muito rico, isto é, sabemos que gasta muito dinheiro no seu dia a dia que tem de vir de algum lado.

No entanto, esse 'simples' facto não faz, na minha opinião, dele um criminoso que tem de ser urgentemente encarcerado até ao fim dos seus dias. Aqui, discordo do André Furacão Ventura. 

Não sou absolutamente contra o Sócrates porque não existe qualquer evidência de que tivesse prejudicado Portugal ou os portugueses. Não recebeu um cêntimo de construtores para terem acesso a obras públicas, não deu pareceres para, frente a empresas públicas, obterem contrapartidas financeiras, nada, zero, bola, nicles, batata. Na minha análise, Sócrates fez negócios com os ditadores da Venezuela e, daí, obteve muito dinheiro. 

Talvez Sócrates, em vez de criminoso, tenha de ser visto como um exemplo de vida :-) Um pobre que foi para Lisboa e fez fortuna :-) (dado que os portugueses não conseguem descodificar um texto um bocadinho mais sofisticado, ESTOU A SER SARCÁSTICO).
 

Voltando ao Marques Lama Mendes.

Também poderia referir o Montenegro já que o modelo de actuação é idêntico. Pode não ser crime porque os advogados não têm de fazer uma correspondência entre os serviços prestados e os valores recebidos. Um simples encontro pode-se traduzir num envelope de 50000€. Além disso, os advogados podem 'intermediar e facilitar' negócios.

Da mesma forma que não há forma de proteger as ovelhas do cão pastor, as leis não são capazes de nos proteger dos advogados. 

Por essa razão é que em árabe, advogado diz-se Al-Drabão. 

O Marques Lama Mendes é presumidamente sério mas, para presidente da República, não basta ser presumidamente, tenho de o ser com certeza.

Não foi o Cotrin Cabelinho Figueredo que está a atirar lama para a campanha eleitoral, é o próprio Marques Mendes que tem Lama como o seu nome do meio. É ele próprio a Lama, aqui concordo com a Ana Gomes, juntamente com o Vitorino, formam o centrão dos interesses.


Nunca os candidatos a Presidente da República foram tão fracos.

É uma degradação total do cargo, parece que em Portugal já não há pessoas de valor, é só mente-captos e lama se candidatos. Mais valia termos o Tino de Rãs.

Mesmo sendo fracos, há os sérios e o presumidamente sério.


Na minha opinião há 3 sérios e 1 presumidamente sério.

Concentrando-me nos 4 candidatos melhor colocados para passarem à segunda volta, apesar de fraquitos, vejo o grupo dos sérios formado pelos André Furacão Ventura, Gouveia Seringas Melo e Tó-Zé Banana Seguro. Apesar de diferentes, são pessoas declaradamente sérias, viveram sempre dos seus salários, e capazes de virem a ser razoáveis presidentes da república.

Como o presidente da república tem apenas uma função protocolar, basta que tenha bom senso e que seja sério.

Em teoria, é o chefe supremos das forças armadas e pode estragar muito pela dissolução da Assembleia da República mas não pode evitar, como na Guiné-Bissau o Embaló fez, que o povo vote em quem quiser (como se viu em 2025). 


Mas votar no presumidamente sério?

Não, nunca, o meu voto vai para o André Furação Ventura.

Prefiro alguém que é sério e tem a vontade de mudar o país (mas que não tem poder para tal) do que alguém que quer mudar o país ... para sua casa, declamador da famosa oração "Venha a Nós". 

Penso mesmo que, quando chegar a hora da verdade, o André Furação Ventura vai ganhar, vai ser o próximo Presidente da República Portuguesa.

Em tempos, a Joana Amaral Dias dizia coisas acertadas mas agora está um pouco desorientada


sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Estará André Ventura errado relativamente à reforma da lei laboral?

Voltare postulou que "O Óptimo é inimigo do bom".

Se olharmos para a Assembleia da República, há 160 deputados em 'partidos da direita' e apenas 70 deputados em 'partidos da esquerda'.

Estranhamente, esta desproporção não foi conseguida pela 'direita tradicional', PSD+CDS, que têm apenas 91 deputados. Para vermos como 91 é pouco, recordo que o Passos Coelho teve 108 deputados, mais 17 do que tem actualmente a coligação que governa, e foi para a oposição.

A desproporção vem de ter aparecido o André Ventura que foi buscar votos à esquerda. Se olharmos para o mapa eleitoral, o André Ventura é mais forte ao sul do Tejo, bastião da esquerda, e não ao norte, bastião da direita.


O André Ventura apareceu como um lobo em pele de cordeiro.

Os esquerdistas apelidaram, desde os primeiros dias, André Ventura de ser extrema direita, fascista, racista, xenófobo, e mais não sei quantas coisas feias mas o seu eleitorado é da esquerda e da extrema esquerda.

Os velhinho do PCP passaram para o André Ventura, estavam fartos do punho no ar não dar em nada.

Os jovens desmiolados passaram para o André Ventura, estavam fartos de promessas que se podem concretizar (sim, querem quem prometa o impossível, a utopia).

Só assim, com o André Ventura a captar o eleitorado esquerdista, é que o Montenegro consegue um governo estável com apenas 91 deputados.


E agora?

Acho muito bem o Montenegro querer fazer coisas, querer levar à prática o desafio do Passos Coelho de que "o poder pelo poder não serve para nada, é preciso reformar".

Mas o André Ventura não pode esquecer que os seus eleitores são ex-PCP, ex-PS e ex-BE.

É o português da classe média-baixa, pessoas que não compreendem porque se faz uma reforma laboral que se aplica apenas aos privados, continuando os funcionários públicos a trabalhar 35h/semana, sem metas de produtividade, salários mais elevados, pontes e feriados que os privados não têm.

E o André Ventura tem de equilibrar a coisa e, com isso, está a proteger a 'direita'.

Tem de 'malhar na direita' para substituir, de vez em quando, a estrema esquerda a quem tirou o eleitorado.


É muito difícil equilibrar o empregador e o empregado.

Num sistema (quase) perfeito, o salário do trabalhador seria em função da produção. Um bocado como os contratos de arrendamento rural antigos, dois terços eram para o arrendatário e um terço para o senhorio.

Mas este sistema apenas funciona quando a tecnologia é simples e mesmo assim, se o trabalhador se esforçasse pouco ou adoecesse, o senhorio via o seu rendimento prejudicado.

Como nos processos produtivos actuais a produção está dependente do esforço de todos, é muito difícil calcular o salário individual justo, bom para o empregador e para o empregado.

Vamos imaginar um cabeleireiro, uma funcionária pode não fazer bons cortes e até ser lenta mas tem uma conversa cativante, que chama clientela para outras funcionárias mais rápidas mas trombudas.

É como o jogador de meio campo, nem marca golos nem faz defesas mas também produz.


Para facilitar o despedimento individual, majorava-se o subsídio de desemprego.

Há um problema no despedimento individual nas empresas pequenas. 

Reparem bem, se o patrão não gosta de uma pessoa, não o contrata apenas porque não, apenas porque decide que não o quer. Até pode ter o melhor curriculum do mundo mas prefere outra pessoa, o primo de uma amiga da mãe. Funciona mesmo assim.

Se funciona assim na contratação e ninguém diz nada, também tem de funcionar assim no despedimento. Se, de repente, o patrão deixa de gostar de alguém, tem de ter o poder para o despedir, sem ter de dar explicações a ninguém, rua hoje mesmo.

Se chega alguém a uma empresa e diz "Eu faço aquilo por menos 100€/mês", imediatamente rua com o empregado que está lá.


No entanto, como sociedade, não podemos aceitar esse nível de precariedade.

Cria-se um regime especial para as empresa em que, mediante o pagamento de x% da massa salarial, passam a poder realizar despedimentos individuais e imediatos.

Essa verba seria usada para reforçar o subsídio de desemprego das vítimas de despedimento individual.

Nos primeiros 2 meses, recebem a 100%.

Depois, um reforço de 10% no valor 'normal.


O Dr. André Ventura é que sabe o que é melhor.

Num congresso do CHEGA para escolher as listas de candidatos a deputados, perguntaram a uma senhora delegada, com aspecto de ter sido captada numa aldeia qualquer do interior profundo, como iam ser construídas as listas. A senhora, na sua sabedoria popular, disse "O Sr. Dr. André Ventura é que sabe, ele vai fazer as listas e o que ele fizer, estará muito bem feito."

Como o que ele sabe conseguiu criar um partido de 'extrema direita' que consegue ter 60 deputados eleitos com os votos de quem, tradicionalmente, votava nos partidos da esquerda.


O André Ventura pode ser o próximo Presidente da República.

Passando à segunda volta, pode acontecer.

É difícil? Sim mas a história não fala das vitórias fáceis. 

Não conheço nenhum vitória cantada pelos poetas em que o exército vitorioso tivesse 10 vezes mais forças que o vencido.

Em Aljubarrota havia 4 castelhanos para cada português. Grande vitória.

A fera, a bela e o Presidente

Finalmente

Tenho escrito pouco não por estar desanimado mas por ter escrito outras coisas mais extensas e mais 'científicas' no ResearchGate.

Fiquei admirado de o despedimento da Clara Pinto Correia a ter deitado abaixo. A mim só me dá saúde, durmo as minhas recuperadoras 10 horas, dou a minha caminhada, jogo, escrevo, vejo notícias, penso, leio.

Mais importante do que o despedimento individual seria pôr os tribunais a funcionar.

Não é por causa dos expedientes da defesa nem da complexidade dos processos, pura e simplesmente estão parados. O meu processo está depositado num arquivo qualquer e não anda nem desanda.

Morreu, ninguém quer saber.

O que me safa é que não preciso do salário.


segunda-feira, 27 de outubro de 2025

Porque será que a comunicação social e os sábios de economia deixaram de falar da Argentina?

Anunciavam que Javier Milei ia empurrar a Argentina para os fundos do Inferno.

Segundo os sábios, professores catedráticos de economia, comentadores assíduos das TVs e jornais, afirmavam sem qualquer dúvida que qualquer uma das política apresentadas, mesmo considerando apenas uma, levariam de forma inevitável a Argentina à miséria.

Digamos que Milei apresentava, em termos condensados, três políticas:

1 = Para controlar a inflação é obrigatório parar de meter moeda em circulação.

2 = Para estabilizar a Economia é obrigatório parar o défice das contas públicas, igualando as despesas às receitas. 

3 = Para a economia crescer, é obrigatório reduzir a intervenção do Estado na Economia.

Anunciavam que era semelhante a um indivíduo apanhar um tiro na cabeça, outro no coração e ainda lhe cortarem a artéria femoral, qualquer uma das lesões por si só causaria a morte da vítima.


Até a Iniciativa Liberal repudiou o Milei.

Nas campanhas eleitorais, repetidamente perguntaram aos da Iniciativa Liberal a política da motos-serra de Milei. Invariavelmente, como a famosa cassete dos comunistas, respondiam: 

Somos liberais mas um liberalismo europeu e não esse radicalismo do Milei.

Liberalismo Europeu ????????????? 

Mas isso existe????????????????

Parece-me mesmo a famosa resposta do Álvaro Cunhal e que faz parte da cassete dos comunistas:

- Então o que o PCP tem a dizer dos problemas vividos nos países comunistas?

- Vamos falar dos problemas concretos dos portugueses, vamos falar do concreto dos ataques dos fassistas (sim, o Cunhal dizia fassistas) à classe trabalhadora portuguesa, da necessidade de combater o grande capital que explora a classe trabalhador portuguesa, não estou aqui para falar e muito menos para resolver os problemas dos outros povos. Falemos do concreto.


O Milei tomou posse no dia 10 de Dezembro de 2023 e os sábios estão calados.

Dado o silêncio, até fui ver ao Google Maps se esse país já tinha desaparecido, consumido por uma subdução das placas tectónicas até ao inferno ou coberto por uma manto de gelo vindo da Antárctida.

Nada disso, continua a existir e, ouvi hoje mesmo, houve eleições e o Milei ganhou!!!!!!!!!!!!!

Pensei cá para com os meus botões: 

"Será que os argentinos foram tomados pela loucura?" 

"Será que os argentinos, toldados pelo calor, adoram o Inferno?" 


Será que os nossos sábios, catedráticos de Economia, não sabem nada?

Em muito jovem tinha o sonho de visitar a Argentina porque li Dois Anos de Férias de Júlio Verne. Aspirando eu a viver em isolamento absoluto, imaginava-me nas planícies infindáveis da Patagónia a caçar animais selvagens.

Tirando isso e uma família que conheci quando tocava cavaquino no rancho de uma terriola e que tinha estado emigrada na Argentina, não tenho mais nenhuma informação directa, apenas o que é público.

Fui então buscar estatísticas sobre a Argentina.


Só pode ser impossível.

Deve haver qualquer erro, a taxa de inflação (mensal anualizada) caiu dos 1430%/ano que se observavam no mês em que o Milei tomou posse para, passado um pouco menos de 2 anos, 25%/ano.

Ainda é alta para os padrões da Zona Euro mas, diabos, desceu de 1430%/ano para 25%/ano!!!!!!!!!!!!

Afinal,  o problema da inflação está mesmo na emissão de moeda! Cortando-se a emissão de moeda, a inflação pára.

Fig. 1 - Evolução da taxa de inflação argentina 2023:12-2025:09

E o desemprego? Perguntam os sábios.

Apregoavam esse os sábios, catedráticos de economia que quem soubesse a literatura, saberia que o Milei até poderia controlar a inflação mas que o importante seria a taxa de desemprego a qual só poderia explodir para mais de 50%. De certeza que vai haver pessoas a mendigar pelas ruas como aconteceu na Grande Depressão de 1929, diziam.

Mas não. 

OOOOKKKK? Parece que a tal literatura (e não os sábios catedráticos de economia já que estes sabem mesmo, se a tal literatura erra, não é culpa deles) não sabe nada de economia. A taxa de desemprego an Argentina tem-se mantido estável e ligeiramente abaixo dos 7%. 

O total de pessoas a trabalhar até aumentou !!!!!!! Sim, passou de 12.9 milhões para 13.6 milhões.

Fig. 2 - Evolução da taxa de desemprego argentina 2022:4-2025:2

Mau Maria, se calhar, eu que não li essa tal literatura, na minha ignorância total, no obscurantismo, ceguinho como uma toupeira morta, sei mais de economia do que os sábios que leram a literatura!!!!!!!!!! Digamos que sei zero e os sábios sabem negativo, meteram na cabeça uma literatura qualquer que eu desconheço e que a Argentina também desconhece.


Mas os sábios não desarmam e atacam com a Economia.

"O importante é o PIB per capita pois o que cada pessoa produz é que mede o bem estar social."

"Portugal cresce poucochinho, 0,8%/ano, mas se a argentina apanhasse..."

Fui então buscar o PIB per capita da Argentina.

Até esfreguei os olhos, será que tenho mais alguma catarata? 

Mais uma vez, alguma coisa está errada. É que se a economia contraiu 9% no primeiro ano da aplicação das políticas da moto-serra, começou logo a crescer e rapidamente, a uma taxa de 6%/ano!!!!!!!!!!!!

Afinal, está a crescer muito acima dos nossos 0.8%/ano.

Fig. 3 - Evolução da taxa de desemprego argentino 2023:4-2025:2

Agora, vou falar um bocadinho de prioridades.

Imaginem que estamos num ambiente de guerra, mil pessoas cercadas, estamos a perder e podemos salvar 500 pessoas. Será de salvar os velhinhos, as criancinhas e os doentes ou, pelo contrário, deixá-los para trás e salvar os guerreiros e as guerreiras mais fortes e valentes para, amanhã, tentar dar a volta à guerra?

Vou perguntar à minha assistente, à Sofia (a chataGPT).

Essa é uma das perguntas mais difíceis que se pode fazer — uma daquelas em que não há resposta certa, apenas escolhas que revelam valores.

Se pensarmos eticamente, há duas formas principais de olhar para o problema:

1. Perspetiva humanitária (deontológica) – salvar os mais vulneráveis: velhos, doentes e crianças. A vida deles tem o mesmo valor que a de qualquer outro, e num momento de desespero, proteger quem não pode defender-se é um ato de humanidade, mesmo que isso comprometa a sobrevivência do grupo a longo prazo.

2. Perspetiva pragmática (utilitarista) – salvar os mais fortes, os que podem lutar, reconstruir e talvez virar o destino da guerra. Isso privilegia o futuro coletivo em detrimento da compaixão imediata. É uma escolha fria, mas voltada à sobrevivência do grupo como um todo.

No fundo, é uma tensão entre o dever moral e a necessidade estratégica.


Esta minha pergunta parece descabida mas tem ligação à economia em crise.

Perguntei então "É que passa-se o mesmo na economia em crise, será melhor ajudar os velhinho e desgraçados ou ajudar os que trabalham para que possam trabalhar mais, as empresas a reforçar o seu capital?"

Exatamente, fulano*, é o mesmo dilema, mas transposto para a economia:

Ajudar os “vulneráveis” — idosos, desempregados, famílias mais pobres — é como salvar os velhinhos e crianças na guerra. Dá-se um socorro imediato, protege-se a dignidade e reduz-se sofrimento, mas o impacto direto na “capacidade de virar o jogo” económico é limitado.

Ajudar os que produzem e geram riqueza — empresas, trabalhadores ativos, empreendedores — é como salvar os guerreiros. A lógica é que, fortalecendo quem gera valor, toda a economia tem mais capacidade de recuperação, criar empregos e “virar a maré” da crise. Mas quem está em maior risco imediato pode sofrer muito no processo.

*Escrevo fulano no meu nome pois a Sofia trata-me pelo nome que quero manter anónimo já que tenho sido perseguida/o pelos esquerdistas.


Quando o Titanic foi ao fundo alguém tentou salvar o valioso piano?

Bem sei que, durante as crises, a oposição anuncia sempre que é preciso aumentar as pensões e a protecção aos mais desprotegidos. Mas, por mais duro que as minhas palavras possam ser, isso faz perder a batalha do desenvolvimento.

Os desprotegidos têm de arcar com as consequências de não se terem protegido em devido tempo.

Gozarem a juventude, andarem nas noitadas de bebedeira quando outros se esforçavam, estudavam, treinavam, emigravam ou aceitavam empregos que os agora desprotegidos achavam indignos.

Como diz o povo na sua sabedoria, cada um tem de se deitar na cama que fez e não pode o Estado proteger todos pois o dinheiro dado aos desprotegidos tem de ser tirado aos que se esforçaram para não serem desprotegidos.

Para salvar o piano, outras pessoas teriam de ser sacrificadas.

Fig. 4 - Se não se esforça, não pode ambicionar a ser tão elegante como quem se esforça?


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