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domingo, 20 de novembro de 2011

A inflação é um fenómeno puramente monetário

A moeda é apenas o lubrificante da economia
As pessoas pensam que ter dinheiro é ter riqueza mas não é assim.
O dinheiro serve apenas para facilitar as trocas por ser um referencial de valor (que permite comparar os preços relativos dos milhares de bens e serviços existentes) e uma reserva de valor que permite "guardar" o valor dos bens e serviços desde a hora que os vendemos até à hora em que compramos outros bens e serviços.

Por exemplo,
Eu trabalho hoje 8 horas e recebo 50€ em dinheiro como um armazenamento do valor do meu trabalho.
Amanhã posso meter 33 litros de gasolina descarregando o valor do meu trabalho (entregando as notas) para o gasolineiro.
Depois, o gasolineiro descarrega o valor do meu trabalho (enviando as notas que lhe dei) na compra de gasolina à Petrogal.
A Petrogal descarrega o valor do meu trabalho para a Arábia Saudita (em troca por petróleo).
A Arábia Saudita descarrega o valor do meu trabalho para a Alemanha (em troca por um Mercedez)
A Alemanha descarrega o valor do meu trabalho para Portugal (em troca de uns sapatos).
O sapateiro descarrega o meu trabalho para os impostos (em troca de o filho estar a estudar).
O Governo já tem outra vez dinheiro para me pagar o dia de amanhã.

Fig. 1 - Guardava o valor do meu trabalho de uma semana numa nota de 500€ que depois usava para a menina guardar o valor do seu trabalhinho de 30 minutos. Ai que dentes lindos.

As notas vão circulando pela economia mas são sempre as mesmas.
As notas são importantes como mecanismo de lubrificação da economia mas não são elas próprias valor. O valor do dinheiro consiste no valor dos bens e serviços que podemos comprar com ele.
Se deixar de haver bens ou serviços (por exemplo, se houver uma guerra) o dinheiro perde valor porque não há o que comprar.
É como o cartão de pontos do Continente: se o supermercado não tiver nada para vender, os pontos não valem nada.

E se não houvesse notas?
Notas e dinheiro não são a mesma coisa. Na teoria económica o dinheiro divide-se em
     Inside money que apenas existe em termos contabilisticos e
     Outside money que são as notas e as moedas.
Por exemplo, em termos de inside money, no fim do meu dia de trabalho, fica registado na contabilidade do meu banco "+50€". Quando eu for meter gasolina, com o cartão multibanco, a contabilidade do meu banco lança na minha conta "-50€" e lança "+50€" na conta do gasolineiro.
E por aí fora.

Funciona tudo na mesma.
Mas as notas são o meio tecnologicamente mais barato de fazer dinheiro. Se imaginarmos o interior de África onde circulam Dólares Americanos (na candonga), vemos que o inside money obriga a uma sociedade mais organizada.
Mas a tendência é a mudança. Com a internet pode existir inside money nesses países esquisitos mas localizado noutro local. Por exemplo, via internet fazem-se transferências no meio de África entre contas bancárias localizadas no Luxemburgo ou no Mónaco.

Já estão a ver a importância de haver offshores?
Permite que pessoas localizadas em países onde nada funcionatenham uma forma segura de ter um pé-de-meia.
No meio da República do Congo, em plena guerra civil, um camponês qualquer pode colocar de lado 50€ numa conta offshore.
Pode vir a ser o finaciamento da educação dos filhos. Ou, depois de ter que abandonar a sua terra, vir a facilitar-lhe o recomeço da vida.

Mas há a história da "circulação da nota" que paga dívidas.
A minha história é inspirada nas da internet em que a nota parece, ao circular, melhorar a economia (paga dívidas).
A conclusão está errada porque não é a nota que circula mas é o valor do meu trabalho que viaja pelo Mundo. Se eu não trabalhasse, se o gasolineiro não tivesse gasolina, se a Petrogal não tivesse petróleo, etc. a nota de 50€ não fazia nada.
Já se imaginaram no meio do deserto, sozinhos, com uma nota de 50€? Para que é que isso serviria?

O Ouro é uma moeda supranacional
Para se sair da economia de sobrevivência foi obrigatório que os agentes económicos aceitassem uma moeda. Como na antiguidade não se sabia nada de Economia e não havia FMI nem bancos centrais, o Ouro surgiu como moeda por evolução natural.
A princípio o Ouro era um bijuteria estranha porque não oxidava e, com o tempo, foi-se tornando unidade de valor, meio de reserva e meio de troca.
O seu valor derivava, pensavam os antigos, de ser um bocadinho do Deus Sol. A Prata era um bocadinho da Deusa Lua.
Ainda hoje o Ouro é aceite por todos os Estados como uma moeda supranacional.
Existem actualmente cerca de 170 mil toneladas de Ouro disponíveis das quais 30500t são reservas dos bancos centrais (fonte: World Gold Council). Sendo a produção de 2350t/ano então, a quantidade de Ouro disponível aumenta cerca de 1.4%/ano.

O Cavaco não sabe nada. 
É incrivel como uma pessoa que se diz economista sabe tão pouco. Mas eu conheço mais professores catedráticos de economia que não sabem nada de economia. Eu sei pouco mas fico boquiaberto.
O Cavaco nem dá conta que está a defender ideias dos equerdistas.
Com tanta ignorância é impossível fazer o povo compreender como se deve governa um país de forma eficiente.
Agora imaginem o que o Passos sabe de economia. Se não fosse ele ler este blog, estavamos pior governados que os da Venezuela.
Eu penso que é culpa dos alemães. Daquele alemão, o dr. Alzheimer.

O valor da moeda é um valor especulativo
Apenas troco o meu trabalho pelas notas porque antecipo que amanhã consigo trocar essas notas por 33 litros de gasolina.
Se eu imaginasse que amanhã eu não conseguia comprar nada com os 50€, eu não aceitava trocar o meu trabalho pelas notas.
Contrariamente ao que anunciam os esquerdistas, a economia existe porque todos nó somos especuladores.
O Duarte Lima especula que, se rezar uma Avé Maria todos os dias, vai para o Céu.
Especulo que, se depositar dinheiro num banco, daqui a 5 anos tenho lá o dinheiro mais os juros.

A velocidade de circulação da moeda.
Vamos imaginar que eu recebo o ordenado ao fim do dia e que o gasto ao longo do dia seguinte seguinte. Então, em média vou ter 25€ no bolso.
Se recebo no fim do mês 1500€ que vou gastando ao longo do mês seguinte, em média terei 750€ no bolso.
A relação entre o PIB do país e a quantidade de moeda em circulação chama-se "velocidade de circulação da moeda".
Comparando o PIB mundial com a quantidade de outro disponível, existem 380$ por cada grama de Ouro. A 55$/g, temos uma velocidade de circulação do Ouro de 7 trocas por ano.

Se o dinheiro fosse inside money, a velocidade de circulação da moeda poderia ser infinita (a soma de todos os saldos ser zero) ou ainda maior! (a soma de todos ser negativo). 

A emissão de moeda
O BCE, o soberano, é monopolista na emissão de notas e moedas.
Emitir notas dá muito lucro. Por exemplo, produzir uma nota de 500€ custa cerca de 20€. Então, "vender" uma nota de 500€ dá um lucro de 480€ ao BCE.
Dos 480€ de lucro, o BCE fica com 8% (38.40€) sobrando 441.60€.
Este dinheiro é entregue, proporcionalmente à dimensão das economias, aos países.
     Portugal recebe 12.01€ (2.50%)
     A Alemanha recebe 129.91€ (27.06%)
     Malta recebe 0.43€
A Alemanha recebe mais dinheiro porque a maior parte das notas são "vendidas" a alemães.

Se a velocidade de circulação da moeda fosse infinita, em toda a Zona Euro apenas haveria em circulação uma moeda de 1 cêntimo.

O que fazem os países com o dinheiro?
O BCE emite cerca de 50 mil milhões € por ano recebendo Portugal recebe cerca de 1.1 mil milhões € por ano.
Os países gastam esse dinheiro pagando salários, pensões e fornecimentos de bens e serviços.

Finalmente, já podemos ir à inflação.
As pessoas têm dificuldade em compreender como a moeda se liga à inflação. Eu posso explicar um pouco como isto funciona porque trabalhei no meu mestrado nisto (com o ex- sr. ministro das finanças) que demorei 6 anos a concluir.
Vou ter que dividir o mecanismo de transmissão em termos microeconómico (expectativas adaptativas) e em termos macroeconómicos (expectativas racionais).

Fig. 2 - A inflação nestas boobies foi um excelente acontecimento

Conversavam dois amigos  
- O meu filho fez o mestrado em Economia em 2 anos e o teu filho anda lá há 6 anos. Deve ser muito burro.
- Não pá, ele já me explicou, ele é muito fino. Quando o meu filho chega a um exame faz o que sabe. Mas, no fim, se não estiver tudo certo desiste para estudar mais. Quando o meu filho vier da FEP vai saber mais que o Cavaco.

A inflação na microeconomia (expectativas adaptativas)
Um industrial de sapatos tem 500 pares à venda numa loja a determinado preço.
O sapateiro repõe 100 pares por semana e o stock mantém-se nos 500. Quer dizer que, em média, as vendas são 100 pares por semana.
De repente, o Estado, com o dinheiro obtido pela emissão de moeda, começa a comprar 10 sapatos por semana. Então, semana após semana, o stock começa a diminuir.
O sapateiro, vendo o stock a diminuir, tem duas hipóteses

H1. Aumenta a produção 10% mantendo o preço.
O aumento da produção implica um aumento dos custos unitários de produção porque os trabalhadores, para fazerem horas extraordinários, querem mais salário.
Os esquerditas, comunas, broquistas, keynesianos acreditam que é isto que vai acontecer.
Mas o aumento da produção vai reduzir o lucro porque. Por um lado, os trabalhadores querem mais salários e, por outro lado, os fornecedores vão querer aumentar os preços.

H2. Aumenta o preço 10% mantendo a produção.
O aumento do preço em resposta a um reforço da procura nunca leva à diminuição do lucro.
Como o nível de produção é o mesmo, é antecipável que os preços das matérias-primas e da mão-de-obra vão-se manter.
Os direitistas, clássicos acreditam que é isto que vai acontecer.

Sob espectativas adaptativas vai haver um período transitório.
Em que os trabalhadores não são conta que os preços estão a subir pelo que mantêm o salário nominal.
Então, o erro leva a que o salário real diminua transitoriamente e que o PIB aumente.

Fig. 3 - Evolução do PIB com expectativas adaptativas

Fig. 4 - Evolução dos preços com expectativas adaptativas

Se as expectativas fossem adaptativas faria sentido usar a emissão de moeda como um intrumento de estabilização da economia ao longo do ciclo económico:
Nas crise o Governo emitia mais moeda como defendem os esquerdistas no qual se inclui o Cavaco.

Fig. 5 - Estabilização económica com emissão de moeda (se as expectativas fossem adaptativas, se)

A inflação na macroeconomia (expectativas racionais)
O efeito transitório acontece porque os agentes económicos estão enganados, principalmente os trabalhadores.
Como à primeira qualquer um cai mas à segunda só cai quem quer, quando os trabalhadores observam uma emissão de moeda, antecipam logo que os preços vão subir pelo que querem um aumento imediato dos salários.
Os fornecedores de bens e serviços igualmente pelo que deixa de haver período transitório.

Emitir de moeda é igual a cobrar um imposto
O governo, ao emitir moeda, adquire bens e serviços. Como a produção não aumenta (porque ninguém se deixa enganar), o povo tem acesso a menor quantidade de bens e serviços.
É o Crowding Out.
Os povos ignorantes não sabem desta equivalência (o Cavaco, o Louçã e milhões de parolos) pelo que preferem o aumento da inflação.
Os povos sábios (como os filandeses e os alemães) sabem desta equivalência e preferem pagar impostos.

É impossível ter povos que preferem inflação a pagar impostos, os latinos, na mesma zona monetária de povos que preferem pagar impostos a ter inflação, os bárbaros.

Pedro Cosme Costa Vieira

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

A bancarrota Grega

Não se conhecem as condições do "Acordo de Bancarrota" entre a Grécia e os seus credores.
Apenas se sabe que "os credores perdoaram 50% da dívida".
como o credores são pessoas inteligentes, para os o terem aceite é porque não é muito desvantajoso Enquanto não surgem as condições exacta, vou mostrar como a perda de 50% do valor pode não ser tão má para o credores nem tão boa para o país incumpridor como parece à primeira vista.

Fig.1 - Não podes pagar? Mas tens bons activos: duas caixa vazias ..., ora mostra-te de frente...

Swap de obrigações gregas de curto prazo por obrigações europeia de longo prazo
Existia (e ainda existe) um risco muito elevado de a Grécia não pagar nada do que deve. Então, as obrigações gregas (e portuguesas) estão muito desvalorizadas (ou dizemos que as taxa de juro, yields, estão elevadas).

Por exemplo, quem emprestou à Alemanha (sem risco) 100.00€ a um prazo de 10 anos com uma taxa de juro de 2.0%/ano então, a divida grega correspondente (com risco) só vale 19.00€. Quer dizer que os investidores antecipam uma probabilidade de 81% de a Grécia não pagar a dívida.
A divida portuguesa correspondente já só vale 45€ (a probabilidade de portugal não pagar a sua dívida é calculada como 55%).
Se os bancos quiserem reaver hoje o valor emprestado à grécia, por cada 100€ emprestados o "mercado" apenas lhes consegue dar 19€.

A solução, que não acarreta perda para os credores, é trocar, swap, as obrigações grega (a dívida) por obrigações europeias de longo prazo.
Imaginemos a troca de 100€ de dívida por uma obrigação com valor nominal de 60€ que pague um cupão de 3.9€/ano (juros de 6.5%/ano), com uma maturidade de 30 anos e que seja garantida pela Alemanha. Como a Alemanha tem uma taxa de juro de longo prazo de 3%/ano, esta obrigação vale actualmente 100€. Era exactamente isto que o credores queriam.
Como a nova obrigação tem valor nominal de 50€, para as mesmas condições, o credores perdem 15% do crédito que têm sobre a Grécia.
No fundo, é um negócio vantajoso para os banco porque estão a trocar uma dívida de alto risco de 100€ que só vale 19€ por outra dívida de baixo risco que tem um valor actual de 85€.
O cupão de 6.5%/ano foi o valor acordado no  "Resgate Grego 2"

Fig 2 - Mais vale uma na mão que duas a sonhar.

Porque o "directório" não aceitou os 60%?
O resgate dos países falidos tem um custo elevado para o países bem comportados (traduzido pelo aumento da taxa de juro que têm que pagar pela sua dívida). Por exemplo, a taxa de juro da dívida pública alemã aumentou 10% ( de 2%/ano para 2.2%/ano) depois de anunciado o "Resgate Grego 3". Por isso, o valor de 60% pareceu-lhes muito elevado.
Por outro lado, era preciso impor prejuízo aos privados para os usar como instrumento de política.

É muito mais fácil disciplinar  os agentes económicos que os Estados.
Os países bem comportados da Zona Euro não conseguem impor penalizações aos países que se endividam. viriam logo os esquerdista (e direitistas como vemos na Itália e França) dizer que os alemães querem mandar nos países e dificuldade.
Então, a solução é privatizar a função disciplinadora.
Como me disse o meu amigo Samuel, os bancos de um país emprestavam ao Estado, às empresas públicas, autarquias e regiões administrativas todo o dinheiro que eles pedissem. Mais taxa, menos taxa, nunca faltava dinheiro.
Agora vão ter que pensar duas vezes porque, se a coisa der para o torto, é o dinheiro dos accionistas que vai à vida.
No futuro o "mercado" vai ser um agente disciplinador das finanças públicas sem qualquer carga política.

Será que podemos recomeçar o regabofe?
Ninguém mais vai emprestar Dinheiro à Grécia (nem a Portugal). Para a Grécia ter as contas externas desequilibradas terá que se socorrer os dinheiros da Troika. então tem que seguir à rica o programa de estabilidade.
No dia que a Troika disser "não há mais dinheiro", a Grécia (e Portugal) tem que corrigir imediatamente a Balança Corrente. Nem que para isso o porco tenha que tossir.
A cada momento os gregos (e portuguêses) têm que optar entre corrigir as contas em 3 ou 4 anos como acordado com a Troika ou fazê-lo já hoje.

Não está mal pensado.

Pedro Cosme Costa Vieira

sexta-feira, 6 de maio de 2011

O protocolo de entendimento com a Troika

 Será que me enganei e que vamos mesmo ser ajudados?
O Sócrates firmou o acordo com a Troika. Será que vou ser obrigado a reconhecer que errei nas minhas previsões. Infelizmente não.

Fig. 1 - Parece que estou engana ...do ...o ...o ... mas não.
Porque é que a ajuda do FMI é a uma taxa de juro inferior à dos nossos amigos europeus?
Há várias coisas de que tenho a certeza. Uma é que vou morrer e outra é que Portugal vai entrar em bancarrota. Só falta saber em que dia é que isso vai acontecer. Eu tenho a quase certeza de que não vou morrer nos próximos 50 anos, mas sei que posso morrer ainda hoje.
No dia da bancarrota, o FMI vai receber o dinheiro que nos emprestar. O mecanismo de ajuda mútuo do FMI tem um poder de tal forma compressivo que ainda ninguém ficou por pagar um plano de ajuda do FMI. Não há como fugir.
O fundo de resgate europeu, FRE, vai receber como os outros credores: para aí 70% do que nós lhe devermos. Os 200 pontos base traduzem que o Fundo antecipa em 75.6% a probabilidade de Portugal falir num dia qualquer dos próximos 13 anos. Pode ser já no mês que vem.
1x(1–75.6%) + 0,7x75.6% = 1/(1+2%)^13
Quanto mais dinheiro o FMI nos emprestar, menos esperança têm os outros credores de vir a receber algum porque eles recebem primeiro.
Hoje, com taxa de juro a 10 anos a atingir 9.75%/ano, os credores antecipam que, nos próximos 10 anos, a probabilidade de portugal falir é 99.9% e que só vai pagar 56% do que deve. E será que está toda a gente enganada menos o Sócrates?
Fig. 2 - Eu tenho a certeza que vamos ganhar a champion, não me chamasse eu Jesus

A ajuda não nos vai servir de muito
A ajuda do FMI e do FRE de 78MM€ corresponde a cerca de 40% da dívida externa portuguesa. Se o dinheiro nos fosse dado... e passássemos a ter um governo que se preocupasse não com as obras faraónicas mas com o bem de Portugal, já poderíamos respirar de alívio. O problema é que vamos ter que pagar e o desgoverno vai continuar.
Podiam-nos dar esse dinheiro. Era uma esmola de 200€ que cada europeu nos dava. Em 2010, cada cubano do contenênte deu 100€ à Madeira. Eles são coitadinhos mas nós também somos.

Como vamos ter que pagar, ajuda pouco
A proposta de OE2011, p.95, refere que o Estado pagou 4.78M€ de juros em 2009, 4.96MM€ de juros em 2010 (+4.3%) e prevê pagar 6.33MM€ em 2011 (+27.0%). A previsão era de a taxa de juro média passar dos 3.65%/ano (em 2009 e 2010) para 4.30%/ano em 2011. Onde isso lá vai.
A taxa de juro paga ao FMI é fixa nos 3,25% / 4,25% enquanto que a taxa de juro paga ao Fundo de Resgate é variável com um spread 2 pontos percentuais, 200 pontos base, acima da taxa de juro a que o fundo se consiga financiar no mercado que foi anunciada como 5.2%/ano.
 Vou ser optimista e trabalhar com estes os números anunciados e pensando que os 78MM€ nunca serão amortizados.
Actualmente o Estado deve 200MM€.
Motivado pelos défices terem sido relaxados, a dívida vai aumentar 23MM€ até 2014.
Dívida no fim de 2013: 26MM€ a 4,25%/ano + 52MM€ a 5,2%/ano + (122MM€ + 23MM€) a 3.5%
O total de juros em 2014 será 8800M€. É mais 80% do que foi pago em 2010.
Se agora estamos falidos, como é que vamos chamar à nossa situação em 2014 com mais dívida e mais juros para pagar? Isto é de loucos varridos.
Mesmo sendo de pouca ajuda, é duvidoso que o dinheiro venha.
Na Finlândia a televisão passa o que nós dizemos (até há quem leia este blog). E ninguém gostou de ouvir o nosso primeiro vir anunciar que tinha conseguido um acordo em que nos davam dinheiro e que não precisavamos fazer nada.
Mas fez um acordo com quem? Com uns funcionários e não com quem de facto decide: os deputados de cada país europeu.
Na Finlandia, 73% dos deputados finlandeses é contra o resgate nas condições previstas no anunciado acordo.
 Se houvesse certeza a taxa de juro de curto prazo diminuía e continua a aumentar. E as taxas de juro da dívida pública portuguesa continuam a bater máximos históricos porque ninguém acredita que a coisa vá para a frente.
Fig. 3 - a Taxa de juro já rebentou a escala
E a taxa anunciada pelo governo de 5.2%/ano é uma mentira
Não acham estranho irmos pagar menos que a Irlanda?
A UE criou o fundo de resgate mas os países não meteram lá dinheiro. O Fundo vai ao mercado pedir dinheiro emprestado e depois empresta-o à taxa que conseguir mais 2 p.p. Os 5.2%/ano é imaginando que o Fundo vai conseguir a taxa actualmente paga pela Alemanha, 3,2%/ano.
Mas os activos do fundo vão ser dívidas da Grécia, Irlanda e Portugal, 3 países falidos. Então, se a dr.a Merkel e o dr. Sarkozy não derem o aval dos seus Estados ao Fundo, a taxa de juro que este vai conseguir vai ser enorme. Ficamos na mesma pois a taxa que vamos pagar vai ser acima de 10%/ano.
Fig. 4 - A mentira é o caminho fácil mas não tem retorno
Vamos ver, em fins de Maio, quanto o FRE vai pagar na emissão das sua obrigações. 

Como estaremos daqui a 3 anos, se a ajuda vier?
Ontem ouvi o António Costa dizer que a crise é um exagero do Duque, “desses duques que andam por ai a pregar a desgraça. Portugal está uma maravilha”. Eles acham-se os ases.
Faz-me lembrar quando os ignorantes, achando-se sábios, queriam queimar o Galileu porque ele descobriu que a Terra andava à volta do Sol. Naqueles tempos, o Galileu, para salvar a vida, aceitou confirmar que o Sol é que andava à volta da Terra. E fez bem.
Hoje o Costa não pode mandar para a fogueira quem diz a verdade mas desvaloriza o crítico comparando o seu nome com uma carta do baralho. Não terá na cabeça argumentos e números que contrariem a desgraça anunciada pelo Sr. Prof. Duque? Tem que ir pelo caminho do achincalhar sem nada contra-propor?
Pelos visto os políticos portugueses são como o camarão: têm a cabeça cheia mas não é de ideias nem de argumentos lógicos.
Com políticos deste calibre, daqui a 3 anos vamos ter a linha Poceirão-Caia de TGV em grande avanço, a 3.a travessia do Tejo contratada e com clausulas de rescisão de centenas de milhões de euros para tornar a obra irreversível; a CP, a REFER, a RTP, etc. vão ter mais uns milhares de milhões de euros de dívida; A Ota vai estar em grande avanço a par do aeroporto de Beja e mais umas auto-estradazitas.
O tal Aeroporto Internacional de Beja abriu e, ainda antes de o primeiro avião se ter perdido no horizonte, já estava fechado.
Parafraseando o Cristo, estimados credores, perdoem-nos porque somos governados por quem não sabe o que faz.
Fig. 5 - Eu cheguei um minuto atrasado. O A.I. de Beja já funciona? O quê!? Já fechou!? Não acredito.

O PSD não terá ninguém de jeito? Chamem o brasileiro da TAP.

Com eu já disse, o Passos não convence ninguém e as sondagens cada vez o dizem mais alto. A minha sábia amiga Aurora disse-me ontem que “o Passos cada vez que abre a boca dá um tiro no pé”. Por isso é que tem estado calado e faz bem. Mas não podemos ter um Primeiro-ministro porque está calado. E o Ressuscitado Catroga nem no tempo de queda do Cavaco conseguiu convencer ninguém quanto mais agora.
O Passos deveria deixar as questões pessoais e a ganância pelo poder e arranjar alguém competente. Tenho vários nomes na minha cabeça. Por exemplo, estive a ouvir ontem o Rui Rio na rádio e confirmei que é muito melhor que o Passos. Também o Vítor Bento ou o Bagão Felix são bons nomes. Eu já me arrependi e não quero.
O nome perfeito é o Eng. Fernando Pinto, o brasileiro que gere a TAP. Esse é mesmo engenheiro e é sério, competente e firme no seu caminho. É este homem que Portugal precisa.
Fig. 6 - Este sim, é sério e competente.
 O Pinto da Costa é um dos homens mais sábio do Mundo.
Pegou numa equipa de bairro e fez dela uma super-potência. Quando chegou a director do futebol, podia-se sentir tentado a ser o treinador. Mas não: sabiamente, arranjou o Pedroto.
Passos pá, podes ter jogo de cintura para os corredores do PSD mas não tens estaleca para Primeiro-ministro. Teimas mas, nem comes o osso nem deixas comer e o povo é que vai pagar.
Pensa nisto camarada Pedro.
Quem vai ser ajudado
Os únicos beneficiários da ajuda são o Sócrates e seus apaniguados e todas as pessoas que vão morrer entre hoje e 31 de Dezembro de 2013. Gostava de ser um destes primeiros e vou fazer todos os possíveis para não ser um destes últimos.
Agora era preciso cortar os salários em 15%. Em 2014 será preciso cortar em 30%.
Fig. 7 - Os principais ajudados.

Pedro Cosme Costa Vieira

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