quarta-feira, 22 de setembro de 2021

A ignorância dos políticos sobre o leilão "marginal" do mercado eléctrico

 O leilão é a forma mais eficiente e rápida de afectar recursos escassos.

Da mesma forma que a comunicação social não pode colocar GNRs a falar sobre operações ao coração, também não pode meter advogados a falar sobre leilões de electricidade. Mais grave ainda é termos ignorantes a decidir sobre essas coisas.

A nossa economia é "desintegrada". Sendo que diariamente se produzem milhões de diferentes bens e serviços (finais e intermédios), essa produção é feita por produtores "locais" que não dialogam directamente com os outros produtores, isto é, os processos de fabrico não estão integrados. O diálogo entre os diversos agentes económico é feito pelo sistema de preços.

Por exemplo, um automóvel Tesla usa aço, cobre, alumínio, baterias, pneus, câmaras, processadores, programas (bens intermédios), que vai adquirir a alguém ao melhor preço.

A eficiência económica implica que os produtores que têm custos de produção mais baixo são os primeiros a vender e os consumidores que dão mais valor ao bem são os primeiros a comprar. Este princípio traduz-se na curva de oferta e na curva da procura.


Fig. 1 - Nasceu a burrinha do Baião, futura secretária de estado da energia


O preço fixo do supermercado.

Quando vamos ao supermercado, o preço é fixo, o que se denomina em economia como um mercado "take it or leave it". Mas nos mercados de "especialistas" existe negociação de preço e, quando existe concorrência, a melhor forma de negociar o preço é através de um leilão.

Por exemplo, o milho, trigo, soja, arroz, óleo de palma, de soja, de milho ou de amendoim, carne de porco, de frango ou de boi, leite, banana, petróleo, gás natural e electricidade são transaccionados, entre especialistas, em leilões que se denominam por "bolsas de mercadorias".

Apesar de no supermercado termos um preço fixo, esse preço é determinado indirectamente por um leilão porque o preço fixo considera o preço da "bolsa de mercadorias". Além disso, o supermercado vai ajustando, semana após semana, o preço na procura do ponto de lucro máximo. 

 

O leilão de muitos compradores e muitos vendedores.

Cada vendedor tem um preço de custo e cada comprador atribui um valor ao bem. 

A eficiência da economia obriga a que apenas os vendedores com menor custo de produção consigam vender e que apenas os compradores que dão maior valor ao bem consigam comprar.

Se o custo de fornecer água à minha casa pela empresa "Águas de Lisboa" é de 100€/m3 e se o custo da empresa "Águas Daqui" é de 1€/m3, a eficiência económica obriga a que seja a empresa "Águas Daqui" a fornecer-me a água.


Mas os custos de produção e os valores atribuídos são informação privada.

Essa informação vai ser parcialmente revelada no preço. 

Quando no supermercado vejo bolachas a 0,95€/pacote, isso revela que o custo de produção é inferior a 0,95€/pacote. Mas havendo "bolachas A" a 0,95€/pacote e "bolacha B" a 0,95€/pacote (bolachas iguais), o custo de produção da "bolacha A" pode ser 0,50€/pacote e a "bolacha B" ser 0,90€/pacote.

A "bolacha A" ter um custo de produção menor que a "bolacha B" não obriga a que seja vendida a um preço menor. Se o produtor da "bolacha A" tem uma margem maior é porque é mais eficiente a produzir que o produtor da "bolacha B" e não por estar a "explorar o consumidor". A margem acrescida vem do seu esforço em aumentar a eficiência do processo produtivo.

Aos esquerdistas custa a compreender que o progresso da humanidade apenas acontece quando as pessoas que conseguem optimizar os processos produtivos recebem uma remuneração, um lucro, superior à dos outros. Talvez por causa de procurarmos a maior remuneração (com certeza), as notas de candidatura a medicina é muito elevada (os médicos ganham mais que os historiadores). 


A negociação do preço.

Em muitas transacções o preço não é fixo, havendo a possibilidade de negociação.

Imaginemos que o bem vale para mim 100€ (valor que não vou dizer a ninguém), o custo de produção é de 50€ (que só o vendedor sabe) e o preço de venda é de 90€.

Apesar de o preço me permitir ter uma margem de 10€, vou tentar baixar este preço para aumentar a minha margem. Recordo que a negociação acontece sem eu conhecer que o custo é 50€ e sem o vendedor saber que eu valorizo o bem em 100€.

O vendedor vai baixar o preço se pensar que o valor que dou ao bem é inferior a 90€ (risco de eu abandonar o mercado sem comprar).


Vamos ao leilão.

Se tivermos muitos agentes económicos a negociar, o processo é lento e consome a paciência dos negociadores. O leilão vai permitir a negociação entre muitos agentes económicos num só passo.

Supondo que existem 100 vendedores e  100 compradores, cada um dá a sua proposta e, de um momento para o outro, o leilão determina o preço da transacção.

Sendo o leilão um processo rápido, com custos baixos e que permite compatibilizar em simultâneo milhares de agentes económicos, Paul Milgrom e Robert Wilson provaram que é eficiente (e, por isso, ganharam o prémio Nobel da economia de 2020).


Vamos ao exemplo do leilão de "carta fechada".

Vamos supor que existem 2 vendedores (cada um com o seu custo) e 15 compradores (cada um com o seu valor).

O vendedor A produz um máximo de 1000kg a 0,50€/kg e seria bom vender a 0,53€/kg mas os seus cálculos aconselham a que peça 0,95€/kg. Já o vendedor B produz um máximo de 1000kg e tem custo de 0,90€/kg e pede 0,93€/kg. Cada comprador vai adquirir 100kg (no final, são adquiridos 1500kg).

Neste leilão, o vendedor B que vai produzir e vender 1000kg  e o A vai produzir e vender 500kg, um custo médio de produção:

(500*0,5+1000*0,9)/1500 = 0,77€/kg.

Motivado por "erro de cálculo" por parte do vendedor A, esta transacção não promove a eficiência económica que obrigava a que fosse o vendedor com menor custo a produzir mais:

(1000*0,5+500*0,9)/1500 = 0,73€/kg.

Mesmo que haja um milhão de vendedores e 100 milhões de compradores, uma vez submetidas as propostas, o preço da transacção demora apenas um segundo a ser determinado.


A repetição do leilão ao longo do tempo.

A eficiência acaba por acontecer se o leilão se repetir todos os dias (o vendedor A acaba por baixar o seu preço até 0,92€/kg). No entanto, persiste o problema de 1) ser necessário fazer muitas contas na fixação do preço e 2) havendo constantes alterações dos custos de produção, é difícil "acertar" nos preços correctos (os preços eficientes). Estes problemas introduzem ineficiências na economia.


Leilão de "segundo preço".

O leilão da electricidade (e de muitas outras coisas) é um leilão de segundo preço.

Milgrom e Wilson provam é que, de todos os leilões eficientes possíveis de imaginar, o leilão de "segundo preço" é o melhor.

Neste leilão, o preço de transacção é igual para todos e independente do preço pedido pelo vendedor (ou oferecido pelo comprador). Se, por exemplo, o vendedor A pede 1€/kg, o B 2€/kg e o C 3€/kg, se o preço de transacção for 2,5€/kg, os vendedores A e B vão receber este preço e o vendedor C não vende.

Milgrom e Wilson provam sem margem para dúvida que todos os leilões são, em termos médios (que em estatística se chama 'valor esperado'), iguais mas o leilão de segundo preço é o melhor de todos porque os agentes económicos não precisam fazer contas, basta dizerem o seu custo de produção (os vendedores) e o valor que dão ao bem (os compradores).


Poderá o António Costa impor que os vendedores recebam apenas o custo de produção?

O problema é que, se os vendedores souberem que o preço que vão receber é o preço que pedem, vão começar a fazer contas e passam a pedir um valor superior ao custo. Voltamos assim ao leilão "em carta fechada" em que as propostas não traduzem os custos (nem os valores dados pelos consumidores).

Acaba-se com a eficiência.


Será possível o António Costa garantir que a electricidade não vai encarecer?

Só se fizer como na TAP, STCP, CARRIS, EFACEC, ..., enterrar lá dinheiro sem fim.

O preço da electricidade aumenta porque neste momento o consumo de energia é superior à produção de energia. Este consumo exagerado traduz-se na diminuição dos stocks de gás natural e de petróleo.

Este desequilíbrio ajusta-se pelo aumento do preço que vai causar, por um lado, a diminuição do consumo e, por outro lado, o aumento da produção.

Se o custa quer baixar o preço no consumidor, o consumo, em vez de diminuir, irá aumentar. Também querendo penalizar os produtores, em vez de aumentar a produção, irá diminuir.

No final, vamos ter um Inverno com cortes de energia eléctrica.

Isto já foi experimentado em muitos países, recordo a Venezuela! em que as pessoas têm que usar geradores a gasolina.


segunda-feira, 20 de setembro de 2021

O fim dos produtos petrolíferos, a lição exemplar do Costa à GALP e a produção de electricidade.

Quando falam de "gases", falam de combustíveis petrolíferos (e do carvão).

Os produtos petrolíferos são usados nos automóveis (carros, autocarros, automotoras e camiões) e no aquecimento (gás natural, gasóleo para aquecimento, ...). 

Fui ao PorData e à APETRO buscar o consumo de combustíveis nos automóveis e obtive um valor na ordem das 5700 mil toneladas por ano (de gasolina e gasóleo) a que corresponde uma potência média de 7500 MW. Pensando que o rendimento dos motores a explosão é na ordem dos 30% e dos motores eléctricos na ordem dos 75% (desde a produção até à roda),  a sua substituição precisa de 3000 MW.

Também fui buscar dados sobre os outros usos (excluindo o uso na industria química) e obtive um valor na ordem das 2000 mil toneladas por ano que corresponde a 2600 MW.

Somando as duas parcelas, teremos que passar da actual média de produção eléctrica de 5600MW para a futura 11200MW, exactamente o dobro.


A Europa quer acabar com os motores a explosão até 2035.

Vamos supor que a maioria dos automóveis com motor a explosão vão ser substituídos até 2045.

Pensando que todos os outros usos de electricidade se mantêm, será preciso que a produção aumente 3%/ano.


Mas o Lítio no Mundo não dá para tantas baterias.

Actualmente, todas as tecnologias de baterias para automóvel estão dependentes do Lítio que não existe nas quantidades necessárias para substituir todos os motores a explosão.

A traduzir essa dificuldade, o preço do Lítio aumentou 300% entre Setembro 2020 e Setembro 2021 (apesar de não traduzir o máximo histórico de 2018).

Claro que existe a promessa de a inovação tecnológica ser capaz, no futuro, de extrair o Lítio que existe diluído na água do mar (com aproveitamento de 50%, serão necessários 1 000 000 M3 de água do mar para obter o Lítio para um carro, i.e., 10kg) mas ainda é apenas uma promessa.

A dificuldade de extrair o lítio da água do mar é que em 1 000 000 M3 de água do mar existem 35 milhões de kg de sal (cloreto de sódio). É muito difícil retirar um catião de lítio do meio de 26 mil catiões de Sódio porque quando se "atrai" o Lítio (com 3,02 Voltes), o Sódio vai com toda a velocidade porque é atraído com uma tensão menor (2,71 Voltes).

Mas tenho que reconhecer que, aumentando o preço, logo a tecnologia e a prospecção vão fazer com que as reservas aumentem.


Mas porquê se usa o lítio e não sódio que é tão abundante?

Tem a ver com o tamanho do ião!

Quando a bateria de Lítio (Sódio) está carregada, o lítio está no composto LiFePO4 (NaFePO4) e para descarregar, o Lítio (Sódio) sai dali (e vai para a grafite) e deixa "buracos". Acontece que os buracos deixados pelo Sódio são muito grandes, levando à destruição da matriz do composto FePO4. Quando a bateria está carregada, há buracos na grafite que, com a descarga, são preenchidos com o lítio (sódio). Então,o problema dos "buracos" também se coloca no lado da grafite, onde o ião de Sódio não cabe.


Já pensaram como vai ser possível duplicar a produção de electricidade?

Vamos supor que a fonte é solar, em que uma potência média de 1kw precisa de 50m2 de implantação (potência nominal de 5kw) e, havendo necessidade de guardar a energia para a noite, de 18kwh de armazenamento.

Vão ser necessários 5 600 000 kW  * 50 m2/kw = 280 km2.

Parece muito mas recordo que o concelho de Serpa (onde Portugal tem mais luz solar) tem 1106 km2 (e o distrito de Beja de que faz parte tem 10225km2)! E Serpa é uma parte pequena de Portugal.


O armazenamento não poderá ser feito com Lítio.

O Lítio tem que ficar reservado para o veículos móveis e, se for necessário usar baterias para os usos fixos, a inovação tecnológica tem que investir mais nas baterias de Sódio (por exemplo, já existe a bateria Sódio-Enxofre de metal líquido a 400ºC).

concluindo, tenho toda a esperança de que, pelo menos até morrer aos 100 anos de idade, não vai haver racionamento de energia disponível.


Falar um bocadinho da GALP e do nosso "Camarada Costa".

O Costa defende o fim do uso dos combustíveis fósseis mas quer que a GALP, uma empresa que apenas refina petróleo, continue com as refinarias abertas.

Mas se não há petróleo para refinar para que é necessário manter as refinarias abertas?

Bem sei que as empresas públicas como a TAP, a CP ou a RTP continuam abertas e em expansão acelerada mesmo não tendo clientes porque o contribuinte contribui.

A solução?

Englobar todos os rendimentos no IRS para que o contribuinte passe a contribuir mais um poucochinho.


Vou dar uma lição exemplar à GALP e ao grande capital que suga o sangue dos trabalhadores


quinta-feira, 16 de setembro de 2021

O preço da electricidade e a razão é o aumento da procura.

O José Gomes Ferreira está como o "juiz negacionista": chalupa.

As doenças mentais são muito graves e é preciso ter muita paciência.

Eu sei isto porque já vivi fases de desequilíbrio mental e tratei muitos anos da minha mãe que sofria de demência.

As palavra de ordem são paciência, compreensão, relativização e retirada da pessoa de situações de stress.

Mas a generalidade das pessoas, pelo contrário,  têm tendência a atacar ferozmente quando alguém entra em fases menos lúcidas.

O "juiz negacionista" pediu a uma testemunha para tirar a máscara. Uma coisa natural pois queria avaliar, pela expressão facial, até que ponto a pessoa estava a dizer a verdade. O que deveriam ter feito era manter a pessoa aos tais 2 metros de distância e com as janelas abertas mas começaram logo um ataque feroz contra o homem.

O homem, em vez de atacado e processado, deveria ter sido aconselhado a meter baixa média e a  remeter-se ao silêncio. Os tais do conselho superior da magistratura deveriam ter ido a casa dele e ter dito, "Rui, faz um favor a ti e a nós que somos teus colegas, mete baixa e não digas mais nada, remete-se ao silêncio."

O Rui ia dizer impropérios, delirar, espumar, dar murros na cabeça e até peidar-se mas descontavam isso. Afinal, é apenas um ser humano.

O José Gomes Ferreira também está chalupa e a prova disso é ter começado a escrever Verdades da História que Ninguém quer Dizer.

Disse também que o homem nunca foi à Lua. Eu também tenho as minhas dúvidas mas, se foi ou não foi, se acredito ou não, isso não interessa a ninguém, é como as gordas que acreditam que beber um copo de água com três gotas de sumo de limão faz emagrecer mesmo vendo, dia após dia, mês após mês, ano após ano, que não emagrecem.


Mas vamos ao preços da electricidade.

A energia está muito cara.

O Carvão estava há um ano a 6,3€/MWh e está hoje a 22,5€/MWh (aumento de 250%).

O Gás Natural estava há um ano a 11€/MWh e está hoje a 52€/MWh (aumento de 370%).

O Petróleo também aumentou de 35€/b para 65€/b (um aumento de 80%).

Como uma parte importante da electricidade é produzida com combustíveis fósseis e também é um substituto dessas formas de energia (por exemplo, no aquecimento), o aumento do preço dos combustíveis levou, sem qualquer surpresa, ao aumento do preço da electricidade.


Vamos supor que o custo de produzir electricidade ficava exactamente igual.

É aqui que o Zé e os governantes espanhóis e portugueses falham.

Se se mantivesse tudo igual na produção da electricidade, o aumento do preço dos combustíveis induziria um reforço da procura por electricidade (o tal efeito substituição).

Como a produção de electricidade é, no curto prazo, fixa, para fazer face ao aumento da procura ou aumenta o preço ou tem que haver racionamento.

Se, por redução ao absurdo, os governos espanhol e português conseguirem fazer com que o preço da electricidade se mantenham iguais (com subsídios), vão ter que introduzir racionamento porque não há na Europa capacidade  para responder ao aumento da procura de electricidade.


Vamos agora falar das centrais nucleares (que têm custos fixos).

As barragens, as centrais nucleares e os vira-ventos não estão dependentes do aumento do custo dos combustíveis mas o lucro "excessivo" que têm agora faz parte do risco do negócio.

Também quando há um "incidente" numa central nuclear que obrigue a parar, quando num ano chove menos ou há menos vento, ninguém vai compensar esses produtores.

Usn anos têm prejuizo, outros anos têm lucro e, em média, tem que dar ela por ela (a menos que seja como as empresas públicas onde o contribuinte, cada ano, enterra milhares de milhões).

Será que, actualmente é mais caro extrair petróleo, gás natural ou carvão?

Não, igualzinho às centrais nucleares. Então vamos obrigar a Austrália, a Arábia Saudita e a Rússia a vender os combustíveis ao mesmo preço.

O que acontece é que, para fazer face ao reforço da procura, o preço sobe.

Será que o Zé não entende que o governo ao impor "taxas ad hominem" em função dos custos de produção está a favorecer os produtores menos eficientes?

E que isso, além de inconstitucional (os impostos têm que se aplicar a todos de igual forma), é uma expropriação? 

Se o Zé e o governo não quer que seja assim, que façam como na CP, TAP ou transportes colectivos de passageiros de Lisboa e Porto: retirem Portugal da Economia de Mercado.

O Estado que faça electricidade (e não se reduza, como os esquerdistas querem, a roubar quem a faz).

Na Venezuela o preço da electricidade não aumenta, cortam-na de vez.


Os produtores nucleares espanhóis avisaram.

Se o governo impuser um "imposto especial" sobre as centrais nucleares, pura e simplesmente, desligam-nas.


Os das nucleares espanholas são tesos. Se não pagam como aos outros, fechamos para manutenção.


quarta-feira, 15 de setembro de 2021

Todos falam em casas acessíveis mas não fazem nada por isso.

Na campanha eleitoral todos os candidatos dizem que o preço da habitação é um problema.

Como é um problema central na vida das pessoas das cidades, devem os candidatos propor soluções de política que os eleitores possam sufragar nas eleições.

Dizer em Lisboa, "Vou fazer 6000 casas em renda acessível" pode parecer alguma coisa mas é equivalente a dizer, a uma pessoa que não consegue respirar "vou-lhe fazer boca a boca 60 vezes"! Não resolve nada porque é uma política muito cara e que não introduz uma força, uma dinâmica, uma estratégia que permita resolver o problema de "uma vez por todos".


Vamos decompor os 40000€ de um apartamento em Lisboa - central.

Este apartamento T3, duas casas de banho, com 160m2 de área bruta tem um preço de 2500€/m2.

Acontece que, olhando para o preço médio de construção para 2021, encontro valores em torno dos 500€/m2 (CNAPU = 492€/m2 e FEPICOP = 525€/m2), apenas 20% do preço!!!!!

Sendo assim, é preciso saber para onde vão os 2000€/m2 e mais não pode ser que para o terreno onde se implanta a obra.


Sendo o problema o terreno, como não se podem inventar terrenos ... não há solução.

Pois, não ouvi nenhum candidato dizer "A câmara municipal vai comprar 680mil m2 de terreno no Alentejo por 170mil €  e mandamos os CTT deixa-lo no centro de Lisboa, entre a Rua do Arsenal (a Sul), o Castelo de São Jorge e a Sé (a Nascente), o Rossio (a Norte) e o Bairro Alto (a Poente)."

Que ideia fantástica e que implica um investimento de apenas 170 mil € mais portes de correio.

Fig . 1 - Prometo trazer um terreno de 680000m2 do Alentejo para o centro de Lisboa e assim fica resolvido o problema da falta de casas a preços acessíveis. Eu sou um génio.


Os esquerdistas vão dizer que os CTT não vão conseguir transportar o terreno.

Se não for pelos CTT, arranja-se outra empresa de transportes!

Os esquerdistas vão avançar com um argumento sem lógica: "Essa ideia é totalmente maluca,  os terrenos são bens imóveis e os CTT só transportam bens móveis"

Simples, vai-se às finanças da área e muda-se a classificação do terreno para Móvel. 

A minha solução pode parecer fisicamente impossível mas, pelo menos, é uma solução que não se reduz à afirmação gratuita dos esquerdistas do "Vou solucionar o problema fazendo mais casas de rendas controladas" 

Mas fazê-las onde as vão fazer? No Alentejo?


Só há uma solução fisicamente possível: aumentar a altura dos imóveis!

Pois, mas nenhum candidato falou disto.

Dizem "Vou solucionar" mas não dizem qual é a solução, mantendo tudo na mesma.

Para podermos ter casas mais baratas temos que meter mais casas no mesmo espaço e isso obriga a aumentar a altura dos edifícios.

Se, em média, os edifícios nas cidades portuguesas estão limitados pelo PDM a 5 pisos, passa-se essa limitação para 50 pisos.


Evolução do número de transístores por mm2.

Como sabem, os computadores estão cada vez mais potentes e cada vez mais baratos.  E isso só se consegue porque a tecnologia consegue meter mais e mais "pecinhas" (os transistores) na mesma área.

Por exemplo, meteram 275 mil "pecinhas" no Intel 80386 (1985) e 160 mil milhões no Apple M1 (2020). 

Também tem que ser possível meter mais pessoas por unidade de superfície.

Para não reduzir a área disponível por pessoa, tem que se crescer em altura.

Se em 1775 era tecnicamente, economicamente adequado e seguro construir 5 pisos , decorridos quase 250 anos, a técnica permite fazer muitos mais pisos.

50 pisos parece-me perfeitamente razoável.


Lisboa tem pouca densidade (ainda menor que o Porto).

O concelho de Lisboa tem 545 mil pessoas em 100 km2 (uma densidade de 5450 pessoas / km2).

O concelho do Porto tem 232 mil pessoas em 41,4 km2 (uma densidade de 5600 pessoas / km2).

O conselho de Manila tem 1780 mil pessoas em 42,9 km2 (uma densidade de 41500 pessoas / km2).

Se Lisboa ou o Porto multiplicar a população por 7 ainda fica menos densa que Manila.


Ainda há outro problema!

Se nas cidades é proibido construir mais de 5 pisos por uma razão qualquer, no tal terreno no Alentejo, não se pode construir nada!

As pessoas das grandes cidades não podendo casas a preços razoais (por causa da falta de terrenos e a limitação sem lógica da altura dos edifícios) poderiam pensar que nas "províncias" a habitação seria muito mais barata, aproximando-se dos 500€/m2.

Mas nessas terras, não é de todo permitido construir, nada, zero, nicles.


E o que eu ouvi dos esquerdistas para resolver isto?

A anafada e a gafa ainda foram ao Alentejo para que se proíba o fazer de casas para os trabalhadores sazonais, que vivam ao relento, que fiquem na terra deles para que o grande capital e o latifundiário não tenha a quem explorar.

Pois é, o grande capital
É o tal do gostinho especial
Gosto a limão, gosto a cereja
Gosto à opressão numa bandeja
Gosto à opressão numa bandeja

...

Uma pela frente, outra pelo recto



terça-feira, 14 de setembro de 2021

Passa-se fome no Afeganistão porque são negacionistas de esquerda.

Nos países muçulmanos, ser negacionista é não aceitar que Allahu Akbar.

Os nossos esquerdistas querem que se expulsem juízes, professores, alunos e que se multem e prendam todos os que duvidam das vacinas contra a Covid-19 (mas nada dizem sobre as outras vacinas).

Não só os esquerdistas mas também o mickey (o comentador Marques Mendes) afina por essa nota, o que é normal nos comentadores de direita já que apenas os que malham na direita podem ser comentadores de direita na comunicação social. Parece um contra-senso mas lembram-se do tempo, quando lá estava o Passos Coelho, em que os esquerdistas diziam muito bem da "direita civilizada" do rui banana rio porque este malhava na direita "neoliberal e selvagem" do Passos Coelho?

O problema é que os esquerdistas se esquecem que centenas de milhões de pessoas espalhadas pelo mundo fora (mesmo na Europa) apedrejam, espancam, prendem e matam pessoas usando o mesmo argumento de serem negacionistas, negam que Allahu Akbar, que as mulheres são subalternas ao homem ou que a música não faz mal a ninguém. 


A História deve ser estudada para não repetirmos os erros do passado.

Lembram-se do julgamento do Galileu? Foi acusado e condenado por ser negacionista!

Galileu negou que a Terra estivesse parada e o Sol girasse à sua volta, negando os ensinamentos da Bíblia:

Josué falou ao Senhor no dia em que ele entregou os Amorreus nas mãos dos filhos de Israel, e disse em presença dos israelitas: «Sol, detém-te sobre Gibeão, e tu, ó Lua, sobre o vale de Ajalon». E o Sol se deteve e a Lua parou, até que o povo se vingou de seus inimigos. Isto está escrito no Livro do Justo. E, de fato, o Sol parou no zénite e não se moveu durante quase um dia inteiro. (Josué 10:12-13)

Galileu foi apenas um de muitos que foram julgados e, se galileu escapou com uma advertência, muito outros foram queimados na fogueira por usarem o Positivismo (o Método Científico) para negar as verdades de então.

Giordano Bruno foi um dos que foi queimado na fogueira apenas porque afirmou que as estrelas são como o Sol mas localizadas muito mais longe. Disse ele, mais ou menos:

Facto 1 = A energia é constante.

Facto 1 = A área de uma esfera cresce com o raio ao quadrado.

Conclusão 1 = A intensidade da luz do Sol diminui com o quadrado da distância.

Conclusão 2 =  Se uma estrela for igual ao Sol mas estiver um milhão de vezes mais distante da Terra, a sua luminosidade fica reduzida a um pequeno ponto de luz.  


Os esquerdistas são negacionistas da Ciência Económica.

Existe a Ciência Economia (vou-lhe juntar a Gestão e a Engenharia), que trata da produção e da distribuição de bens e serviços no sentido da satisfação das necessidades do homem.

O objecto da Economia é valorizar o máximo possível os recursos naturais, numa cadeia de valor que começa na natureza, vai incorporando o esforço humano (trabalho) na produção de bens e serviços, e acaba na lixeira.

Tal como usando "conhecimento da bruxaria" em desfavor do conhecimento da medicina leva à morte prematura das pessoas, a pobreza dos países resulta de os povos não adoptarem o conhecimento da Ciência Económica mas o senso comum e as "verdades" dos esquerdistas (que são falsidades). 


Em tempos, ensinei economia a alunos da Faculdade de Letras.

Os alunos queriam que eu lhes ensinasse o que eles já sabiam que "o grande capital explora os trabalhadores", que "as importações destroem a nossa economia", que "os mercados financeiros são o cancro da sociedade", que "quanto maior o salário, melhor vivem as pessoas", que "os lucros, juros, rendas, royalties e direitos de autor são um roubo", que "os ricos que paguem a crise" e que "a inovação cai do Céu".

Como eu lhes mostrei que a Ciência Económica diz exactamente o contrário do que queriam ouvir (e que prega o Cardeal Louçã), sanearam-me com estrondo. 

Não conseguiram dizer que o que eu ensinava estava errado mas foram pelo normal caminho da esquerda, acusaram-me de ser fascistas, racista, xenófobo, misógino, ... e, se fosse agora, também teria sido acusado de ser negacionistas.

No fim de cada aula dizia "Hoje a aula correu bem! Pagaram-me 900€ e ninguém me bateu." Também lhes dizia que era funcionário público porque, quando era pequenino, a minha mãe não se cansava de repetir "És tão preguiçoso que só te safas se fores funcionário público"!

Durante a minha oração antes de me deitar repetia o que disse Jesus na cruz "Livrai-me Senhor desta provação", e fui ouvido.

Por isso, só tenho que agradecer aos esquerdista por me terem saneado. Mais que, no entretanto, todos os meses, o dinheiro cai na minha conta.


Os negacionistas (da medicina) chamaram coisas ao Ferro Rodrigues.
Subiu na minha consideração por dizer "Não vi nada".
Mas as televisões não falam de outra coisa que não "de vários crimes".
Interessante que quando os negacionistas (da Ciência Económica) chamaram de tudo ao Pedro Passos Coelho, estava tudo bem, era o direito à indignação. Malhar na direita e matar fascistas até tem a sua beleza.

Vou agora à fome no Afeganistão.

Há muitas pessoas no Mundo que vivem na pobreza, que não conseguem ter acesso a alimentação e água potável suficientes para uma vida sem fome. Naqueles que nos são próximos, temos os moçambicanos e os guineense.

Existem muitos estudos a tentar compreender porque há países pobres e países ricos e a conclusão principal é que resulta dos pobres não adoptarem as políticas económicas que a ciência identifica como as correctas, não acreditam na Ciência Económica.

Vou dar um pequeno exemplo. Na Guiné-Bissau os produtores de caju só podem vender a sua produção em Bissau, fazer o percurso por horríveis caminhos de lama, mesmo que vivam a dois passos do porto de Ziguinchor do Senegal. Dizem que é a única forma de cobrar impostos! Mas a ciência económica diz que deveria ser usado um método indiciário, por exemplo, cobrar IMI sobre as plantações de caju. 

O desenvolvimento da China é uma forte demonstração que a fome resulta não de qualquer fatalidade interna mas porque os povos pobres são negacionistas da Ciência Económica, negam a liberdade contractual, o primado do lucro, o mercado livre flexível de bens e de trabalho.

A China pela positiva e o Afeganistão pela negativa mostra ainda que não é a ajuda externa que acaba com a fome e a miséria mas a vontade interna de abraçar a Ciência Económica.

Em 1980, o nível de miséria na China era comparável à miséria que se vivia em Moçambique, na Guiné-Bissau ou no Afeganistão, estavam todos abaixo da linha de pobreza absoluta de 1USD/dia por pessoa.

Decorridos apenas 40 anos, a China chegou a 2020 com um PIB per capita de 8400USD/ano, uma taxa de crescimento média de 8,8%/ano. Por comparação, a GB, Moçambique e o Afeganistão não conseguiram sair da miséria. Hoje, o nível de vida das nossas colónias e do Afeganistão não chega a 7% do Nível de vida da China.

Fig. 1 - Evolução do PIB per capita, USD contantes de 2017 (dados, WB)


Será difícil compreender ...

Sendo que as mulheres são metade da população, se forem proibidas de sair de trabalhar, a riqueza produzida no país vai ficar reduzida a metade!

Se os talibã não gostam das mulheres, deveriam era proibir os homens de trabalhar e obrigar as mulheres a trabalhar o dobro!

Não compreendo como não compreendem nem querem compreender.


Alguém se preocupa com a fome na Guiné-Bissau e em Moçambique?

Eu preocupo-me um bocadinho mas muito bocadinho e penso que a maioria das pessoas ainda se preocupa menos do que eu.

Os nossos irmãos da Guiné-Bissau e de Moçambique são tão boas pessoas, tementes a Deus pai e ao seu filho Jesus Cristo, mas não aceitam a Ciência Económica. Não aceitam que a pequena agricultura, que a anafada do PAN e a gafa do BE foram defender a Odemira, não consegue matar a fome às pessoas.

Se não me preocupo com os nossos pacíficos irmãos, vou-me preocupar com terroristas que só pensam em destruir a nossa sociedade e que, se me caçassem, me matariam apenas porque eu acho que Israel tem todo o direito à existência?

Até cá, os esquerdistas me matavam se pudessem.


Nem um euro meu irá para o Afeganistão.

A menos que seja obrigado, que o Costa lhes dê parte dos meus impostos.

Deixem os afegãos seguir o seu caminho e, tal como no Biafra morreram milhões de pessoas pacíficas de fome, sede e doenças e ninguém se importou, deixem os afegãos ir para o Céu onde "pentiuns" de virgens esperam por eles.

Fig. 2 - No Biafra, cães e gatos foram maltratados e comidos. Mais de um milhão de pessoas morreu de fome, sede e doença, incluindo crianças e mulheres. E ninguém quis saber.


quinta-feira, 9 de setembro de 2021

O preço da electricidade está explosivo e a culpa é das eólicas.

Primeiro temos que compreender o funcionamento da tecnologia.

A electricidade é produzida por uns, transportada por outros e consumida por nós.

Os produtores de electricidade injectam a electricidade na "rede" e os consumidores retiram-na para consumo.

No caso português, o consumidor não compra a electricidade directamente ao produtor mas utiliza uma empresa intermédia que também pode ser, parcialmente, produtor. Por exemplo, a EDP pode comprar electricidade a uma central nuclear francesa que a rede espanhola transporta até à rede portuguesa que continua o transporte até nossa casa.

Os "electrões"  que a central nuclear francesa injecta na França não são os mesmos que chegam a nossa casa, podendo ser os primeiros ser consumidos em Espanha e os nossos virem de Espanha. Este tipo de bens (que se denominam por fungíveis) são denominados em economia por Comodities.

O preço que pagamos não é o preço a que a "empresa fornecedora" consegue comprar a electricidade aos diversos produtos mas resulta disso mas também da dinâmica concorrencial do mercado final (dos consumidores). 



Fig. 1 - Esquema da tecnologia de produção e distribuição da electricidade.


Mas o bem "electricidade" não é como "as batatas", é um fluxo.

Podemos ir ao supermercado e comprar batatas que foram produzidas há 3 meses mas a electricidade que o meu computador está a consumir neste momento está a ser produzida exactamente neste momento. Para ser mais rigoroso, não está a ser produzida exactamente neste momento porque viaja a "penas" a 90% da velocidade da luz. Assim, se for produzida a 2000 km do meu computador, foi produzida há 0,0074 segundos! 

Ao ter que ser produzir exactamente no momento em que é consumida, há necessidade de ajustar a produção aos consumo.

Se for injectada na linha mais 1% de electricidade que a consumida, a tensão vai aumentar 0,5% aumenta (os volts passam de 220 para 221,1) porque:

Potencia de uma resistência = V^2*Resistência

Se for injectada menos 1% de electricidade, a tensão diminui 0,5% (os volts passa de 220 para 218,9). 

Esta variação de tensão observava-se nas lâmpadas de filamento que ficam mais brilhantes quando a tensão aumenta (podendo fundir) e vice-versa. Nos televisores antigos, a imagem ficava mais pequena.


Regularização estatística.

Vamos supor que o nosso frigorífico gasta 500W durante 1 minuto e está parado durante 9 minutos. A média é de 50W mas a oscilação é total. Mas se juntarmos frigoríficos em casas diferentes, uns frigoríficos estarão ligados uns tempos e outros desligados, amortecendo-se as diferenças entre o consumo maior e o consumo menor. Estatísticamente, se tivermos 10000 frigoríficos, em 99,9% do tempo o consumo estará entre 465,5 KW e 568,9KW, uma variação de 10% relativamente à média.

Se tivermos milhões de consumidores a regularização será importante mas não consegue anular o efeito da hora do dia: durante a noite profunda o consumo é menor (na ordem dos 4600MW)  e durante o dia é maior (na ordem dos 6700 MW).

Terá então que haver forma de alterar a potência produzida para fazer face às oscilações no consumo. 


Algumas formas de tornar igual a produção estratégias.

Estas estratégias são utilizadas diariamente e em simultâneo.


1 = Ter excesso de produção e deitar fora o excesso.

Este sistema existe quando a produção é constante, não podendo aumentar nem diminuir, por exemplo, centrais nucleares, centrais a carvão ou barragens de fio de água.

Vamos produzir 6800 MW, de forma a que nunca falte electricidade (a tensão nunca desça abaixo de 220V).

Depois, vão existem interruptores que funcionam quando a tensão da rede sobe. Se a tensão atingir 220,1 V, abre-se uma resistência que retira 0,04525% da energia da rede, recordar a expressão lá de cima, que aplicada dará: (1-220/220,1)*2. Perdem-se assim 7000*0,04525% = 3,17 MW.

Depois, haverá outras resistência a tensão ligeiramente superior, por exemplo, 220,11 V e por ai fora até somarem a diferença de 2200 MW entre o consumo nocturno e os 6800MW produzidos (um desperdício de 32%).


2 = Alterar a potência produzida.

Este sistema depende da possibilidade tecnológica só existindo em centrais a gasóleo, em barragens com armazenamento e em centrais a gás natural. 

Assim que a tensão diminui, por exemplo, para 219,9V, um equipamento entra em produção injectando 0,04525% da energia da rede = 3,17 MW. 


3 = Desligar grandes consumidores.

Existem consumidores que pagam a electricidade ligeiramente mais barata mas que, de um momento para o outro, podem ser desligados da rede. Por exemplo, uma siderurgia que gaste 10% do consumo total tem um desconto de 25% para poder ser desligada sem aviso prévio. Estes consumidores vão ponderar o prejuízo causado pelo corte de electricidade e o desconto na tarifa. 


4 = No futuro - desligar pequenos consumidores.

No futuro próximo os electrodomésticos e os carregadores dos automóveis serão "inteligentes" e receberão mensagens que os ligam ou desligam em função da necessidade de equilibrar a rede. Um segundo o nosso carro está a carregar a 10kw e, no segundo seguinte, recebe uma mensagem e desliga da rede.


O título tem um pouco de provocador porque a razão não é apenas das eólicas.

As energias eólica cerca de 20% do tempo. Então, para em média produzir, por exemplo, para 50% do consumo é preciso ter uma capacidade instalada na ordem de 250% do consumo máximo.

Desta forma, nas horas e dias em que há vento, haverá produção excedentária (que tem que ser destruída pelo método 1) e nas horas e dias de pouco vento, haverá produção deficitária (que terá que ser resolvida pelo método 2 = gás natural que está muito caro, e pelo método 3).

Acontece que em Portugal e na Espanha a produção hídrica está em mínimos como é normal no fim do Verão.


Será que, como disse o ministro, a energia solar vai baixar o preço da electricidade?

Penso que já compreenderam que não pois, para o uso de electricidade solar se tornar uma percentagem importante do consumo, por exemplo, 25%, temos que dimensionar para o Inverno, havendo um enorme excesso de produção no Verão.

Faça,os umas contas.

Para atingir 25% (que será um máximo possível), no Verão é preciso usar apenas energia solar durante 10 horas por dia e 2 horas no Inverno, desligando tudo o resto (se é que isso é possível). Será então necessário ter uma capacidade instalada na ordem de 10000 MW para usar, em média, 2500 MW.

Isto coloca logo um problema de custos porque vai obrigar a usar centrais a gás natural (que está caríssimo) para cobrir as necessidades quando não há luz solar.

Comparando um mix "optimo" entre Carvão (mais barato, constante), gás natural (mais caro, pode-se variar), solar (barato, oscila muito), mesmo que a electricidade solar seja mais barata, meter mais energia solar na rede vai mesmo aumentar o custo médio da energia eléctrica por obrigar a usar mais gás natural.


Há uma solução que os PANs não querem.

É fazer as centrais solares (que dizem os PANs que atapetam o território de preto) juntas a sistemas de barragens reversíveis (que dizem os PANs que destroem os nosso rios). 

O que sobra é fazer isso em Marrocos (onde há mais sol e mais montanhas) e ligarmo-nos lá por um cabo eléctrico.


Para Marrocos fornecer uma média de 30000 MW à península ibérica.

Será preciso instalar 150 000 MW de potência solar o que ocupa 2500 km2 em que os painéis ocupam apenas a 30% da área.

Será ainda preciso construir barragens no Atlas com capacidade de 30 000 MW que bombeiam água para cima durante o dia e turbinam essa água quando não houver sol.

É ainda preciso fazer uma ligação eléctrica (sob o Mediterrâneo) a ligar Marrocos à península com capacidade de 40 000 MW (recordo que de dia o consumo é maior e poderá ser ainda maior para carregar as baterias dos automóveis).




Fig. 2 - 2500 km2 em Marrocos ou na Argélia é um pequeno quadrado cinzento no meio do deserto.


É pena o Professor João Duque não ser borrachão nem homossexual.
É que ideias para tornar Portugal uma país mais desenvolvido já ele tem. 
Não vou dizer mais nada, apenas que aconselho vivamente a ser lido o que está disponível on-line do livro Que Portugal para o Futuro?
Falta isto aos putativos candidatos a líderes do PSD.

Fig. 3 - Mostro apenas quanto o nosso PIB per capita tem divergido dos nossos parceiros da Zona Euro



Queria ainda falar de um país pobre ...
onde há fome generalizada, os homens tratam mal as mulheres, as crianças não vão á escola, principalmente as mulheres, batem nos jornalistas e andam em pick-ups Toyota.
O problema é que encontrei tantos países com estas características que não consigo avançar com o nome desse país.
Seria a Nigéria, onde vivem 220 milhões de pobres e onde raptam as rapariguinhas da escola para "abusarem delas"?
Níger?
Parece-me que não começava por N.
Era República Democrática de qualquer coisa, talvez do Congo onde sobrevivem 110 milhões de miseráveis? Da Coreia do Norte onde, a somar à miséria, há um embargo total que não preocupa ninguém?

Fig. 4 - Preocupam-se muito com as mulheres desse país e não com estas (será por as outras serem brancas? Who knows!)

terça-feira, 7 de setembro de 2021

IRS = Só existem escalões porque o povinho é ignorante

 O IRS é um impostos que pagamos sobre o nosso rendimento anual.

Recebemos rendimento, principalmente do salário, e, para obtermos o "rendimento colectável" (a soma sobre a qual vai ser aplicado o imposto), retiramos-lhe as contribuições para a Segurança Social e ainda uma soma  considerada como necessária à nossa sobrevivência, 4104€/ano.

Vamos supor uma pessoa que ganha 1500€/mês e desconta 11% para a SS. O seu rendimento colectável será:

Rend. Col. = 14meses/ano*1500€/mês*(1-11%) - 4104€/ano = 14586€/ano

(há mais umas deduções que não interessam para aqui).

Supondo que o IRS era a taxa única de 15% preconizada pela IL e o CHEGA, o IRS a pagar seria:

IRS = 14586€/ano * 15% = 2187,90€/ano

Dividindo por 14 meses, iriam ser "retidos " 156,28€/mês.

Salário líquido ficaria 1500€/mês*(1-11%) - 156,28€/mês = 1178,72€/mês.


Taxa de imposto constante com parcela a abater.

No Sec. XIX, os marginalistas avançaram com a conjectura de que quando uma pessoa tem baixo rendimento, a utilidade que retira de cada euro é superior a outra pessoa que tem elevado rendimento.

Vamos supor a pessoa A que ganha 100€/mês. Como este dinheiro vai ser aplicado em bens muito importantes para a vida (comida), se lhe retirarmos 1€ para impostos, o seu nível de vida reduz-se substancialmente. Já a pessoa B que ganha 1 milhão € / mês, retirarem-lhe 1€ para impostos, não tem qualquer impacto no seu nível de vida.

A primeira fase da implementação desta conjectura é considerar o IRS como uma taxa (e não um valor em euros). considerando uma taxa de IRS de 1%, a pessoa A iria pagar 1€/mês e a pessoa B iria pagar 10000€/mês. 

Talvez 1€ a menos na pessoa A tenha o mesmo impacto que 10000€ na pessoa B. É esta a conjectura da IL e do CHEGA em que a existência de uma "parcela a abater" e uma taxa de imposto fixa é  suficiente para corrigir a utilidade marginal decrescente com o rendimento. 

Se a taxa de IRS fosse de 15% e a parcela a abater fosse de 250€/mês, teríamos uma contribuição  zero para os mais pobres e crescente com o rendimento mensal:

100€/mês => 0€/mês

200€/mês => 0€/mês

500€/mês => 37,50€/mês

1000€/mês => 112,50€/mês

2000€/mês => 262,50€/mês

5000€/mês => 712,50€/mês


Taxe de imposto crescente.

Se todos, da extrema esquerda à extrema direita, aceitam que o imposto tem que ser uma taxa porque o rendimento é mais importante para os pobres do que para os ricos, os de esquerda conjecturam que uma taxa constante (mesmo com uma parcela a abater) não é suficiente para corrigir esse efeito.

Os de esquerda conjecturam que, 112,50€/mês tem um impacto maior numa pessoa que ganha 1000€/mês do que 712,50€/mês numa pessoa que ganha 5000€/mês. Juntando esta conjectura à "necessidade" de cobrar impostos, surge a "engenharia fiscal": para obter o máximo de receita fiscal causando o mínimo dano às pessoas, é preciso que a taxa marginal de IRS seja crescente com o rendimento.


Fig. 1 - Arrancar as penas ao ganso nos locais em que ele berre menos.

 

Dois escalões = por exemplo, é de 15% até 2000€/mês e 25% na parte acima dos 1500€/mês.

Agora, o rendimento colectável acima de 1500€, e apenas essa parte, vai pagar 25%:

500€/mês => (500 -250)*15% + 0*25% = 37,50€/mês

1000€/mês => (1000-250)*15% + 0*25% = 112,50€/mês

2000€/mês => 1500*15% + (2000-1500-250)*25% = 285,50€/mês

5000€/mês => 1500*15% + (5000-1500-250)*25% = 1037,50€/mês

O pagamento do IRS em euros cresce mais do que proporcionalmente.


Taxa marginal.

A taxa do segundo escalão só se aplica aos euros que estão acima do limite, não se aplicando a todo o rendimento colectável.

Se, por exemplo, uma pessoa ganha 1750€/mês vai pagar 15% -> (1750-250)*15% = 225€/mês. 

Quem ganha 1751€/mês, apesar de já estar no segunda escalão, vai pagar 25% apenas sobre o 1€ que está acima do limite, (1750-250)*15% + 1*25% = 225,25€/mês.

Assim, quem ganha 1751€/mês NÃO VAI PAGAR (1751-250)*15% = 375,25€/mês.


Existência de escalões ou uma função contínua?

Em termos conceptuais, para pessoas com baixo nível de conhecimento, a existência de escalões com taxas marginal crescente é compreensível mas difícil de compreender o conceito de "marginal". Por essa razão, a máquina fiscal cria escalões tentando, actualmente, o António Costa transmitir a ideia de que mais escalões é melhor do que poucos escalões.

Sabe-se pouca matemática!

Mas, se é melhor haver muitos escalões, o óptimo seria haver uma infinidade de escalões, isto é, a taxa  marginal de IRS ser uma função.

Se pegarmos nos escalões para 2021, para o rendimento colectável mensal, temos a expressão:

Taxa Marginal de IRS = 11,34%*Ln(Rendimento colectável) - 51,1% (expressão 1)


Esta taxa seria 0% para rendimento colectável abaixo de 91€/mês, sendo 25% para rendimento de 823€/mês e 45% para 4779€/mês (e 60% para 18015€/mês).

Acabavam os escalões sendo que o IRS passaria a haver 3 parâmetros

1 = A parcela a abater (os 4104€/ano)

2 = A velocidade de crescimento da taxa (os 11,34% da expressão 1)

3 = A taxa a abater (os 51,12% da expressão 1)


Fig. 2 - Os escalões de IRS (os losangos) ajustam 11,32%ln(Rendimento Colectável) - 51,12%


E qual seria a taxa média de imposto?

Seria obtida pelo integral da expressão 1.

Seria zero para um rendimento colectável abaixo de 79€/mês e para os limites calculados anteriormente (823€/mês, 4779€/mês e 18015€/mês) a taxa de IRS ficaria em 15,0%, 33,9% e 48,7%, respectivamente.

Sim, sem mais nada.


Não quer dizer que defenda esta progressividade.

Apenas quero mostrar que não é haver mais ou menos escalões que altera o IRS, podendo mesmo haver uma função que condensa em 3 parâmetros todos os escalões possíveis, imagináveis e inimagináveis, mais ou menos progressivos.


Faltou-me dizer que a propaganda à volta dos escalões é uma distracção.

Olhando para o OE 2021, está previsto que o IRS totalize 13400 milhões€ num total de receitas de 91430 milhões€, uns meros 14,66% da receita do Estado. 

Se diminuir no IRS os anunciados 0,2% do PIB (qualquer coisa como 400 milhões €), logo vai buscar isso, sem ser anunciado e sem ninguém dar conta, noutra coisa qualquer.

Pois a despesa do Estado é cada vez maior, a economia não cresce e o dinheiro não cai do Céu nem sai do bolso do Costa.


segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Querem saber as políticas certas para fazer Portugal andar para a frente? Digo-vos que sou borrachão e homossexual.

Esta semana, um putativo candidato a governar Portugal deu uma entrevista televisiva.

Pensei eu que esse putativo fosse dizer as políticas que, em oposição às do actual governo esquerdista (e ao rui banana rio, isto é, o vácuo) deverão ser adoptadas no futuro para que Portugal possa retomar o caminho do crescimento económico numa escala que nos permita aproximar (e não afastar) da média dos nossos parceiros da União Europeia.


Pensei que fosse falar da electricidade.

A energia é um daqueles bens que são fundamentais ao desenvolvimento, com um valor quase incalculável, e a que temos acesso a preço relativamente baixo.

Um ser humano na pré-história tinha que realizar tudo com os seus braços, desde deslocar-se, caçar,  recolher plantas, proteger-se contra o clima e as feras, construir abrigos. Para isso estava limitado a cerca de 2600 kcal/dia, uma potência média de 0,125kw.

Actualmente, cada cidadão dos USA gasta 70 vezes a energia usada pelo "homem natural" (dados, WB). Esta energia faz com que o PIB per capita seja 700 vezes o PIB per capita do "homem natural" (estimativa para o PIB per capita de 90USD/ano).

Se, de um dia para o outro tivéssemos que voltar à sociedade "natural" (como defendem os "naturalistas" do PAN e demais esquerdistas), sem acesso à energia não humana (incluindo a "exploração" dos animais"), morreriam de fome 999 em cada 10000 pessoas actuais, de 8 000 milhões ficaríamos, humanidade, reduzida a 8 milhões (ou talvez menos, ver).

O problema é que, estando nós habituados a energia abundante e barata, os governantes, enquanto representantes do povo, têm que implementar políticas que, pelo menos, mantenham a energia na situação actual.

O problema é que estamos numa transição energética em que os combustíveis fósseis estão a ser substituídos por electricidade com origem na luz solar.


As políticas energéticas terão que ser:

1 = Interligação das redes, ligando zonas com climas e fusos horários diferentes.

No nosso pequeno mundo, teremos que lutar para haver uma ligação ao centro da Europa com uma potência de, pelo menos, 10 000 MW.

Também deveremos, enquanto europeus, lutar por haver uma ligação ao Norte de África com uma potência ainda superior aos 10 000 MW.

2 = Fazer barragens (e melhorar adaptar as actuais) para poderem usar electricidade durante o dia e produzir electricidade durante a noite (sistemas reversíveis).


Pensei que fosse falar da liberalização da economia.

Haver mais liberdade contractual seja no mercado do trabalho, da arrendamento ou da entrada de "prestadores de serviços".


O elogio que fez a Passos Coelho foi depreciativo.

O rui banana rio tem um ódio figadal ao Passos Coelho, talvez por inveja de estar ao nível da sola dos seus pés. O nível zero absoluto.

O borrachão homossexual que nos pretende governar disse que Vila Real  deu "o melhor que o país podia ter, que se sacrificou pelo país e que nos salvou da bancarrota, o Pedro Passos Coelho".

Mas foi um elogio depreciativo porque retira ao Passos Coelho o estatuto de grande estadista que é (no mesmo patamar do Cavaco Silva), classificando-o como alguém que apenas é bom a reduzir danos. Serviu para nos salvar da bancarrota mas não serve para mais nada, não tem futuro, está morto, e isto por falta de capacidade.


Mas o que pensa Paulo Rangel fazer de diferente do António Costa?

Portugal tem o problema de na oposição apenas haver pessoas que querem imitar o António Costa.

Querem ser o D. Costa II e não o D. Cavaco II nem o D. Passos II.

Estão presos à retórica do Costa, como a rã está hipnotizada pela serpente, não estudam, não têm ideias, não sabem o que fazer, estão perdidos no discurso enfatizado e vazio, na violência das palavras e no alto tom de voz de frases que nada dizem sobre o caminho que devemos seguir.

Querem saber se a minha música é boa? Digo-vos que sou borrachão e homossexual.

sexta-feira, 3 de setembro de 2021

Nas e-bicicletas, os pedais não fazem sentido económico

Nos micro-veículos existem dois tipos, as scooters e as bicicletas.

A scooter é um veículo muito antigo, talvez já existindo na idade da pedra que, ainda hoje é muito utilizado em África, feito de madeira, usado para transportar cargas pesadas (com a pessoa a caminhar ao seu lado).

A roda tem uma maior eficiência energética do que arrastar a carga porque o "arrastar" entre o eixo e a "cama" é inferior à distância percorrida. Por exemplo, usando um eixo de 5cm uma roda de 50 cm de diâmetro, a energia necessária na scooter reduz-se 90%.

O termo inglês "scooter" (a tradução literal é 'um pessoa que anda a grande velocidade') resulta de os jovens conseguirem andar de pé, a grande velocidade, na scooter primitiva.

A tradução para francês é "vélocipède" que deu origem ao termo velocípede. 

Em português, a scooter mais simples chama-se trotinete (em Portugal) ou patinete (no Brasil), ficando o termos scooter reservado para uma espécie de motorizada (em que a pessoa viaja com os pés juntos).

grupo de quatro rapazes com scooters em madeira no Congo
Fig. 1 - Grupo de jovens com as suas scooters de madeira no Congo.


Fig. 2 - Aí vai o jovem, a espanar. Se a GNR de lá tiver radar, ...


A bicicleta é uma evolução da scooter onde o "pau" horizontal se transforma num quadro triangular metálico. Esta inovação diminui o peso do veículo, permite que a pessoa viaje sentada mas impossibilita que a pessoa "dê à perna".

O termos "bi" não se refere a haver duas rodas (a scooter já tem duas rodas) mas por ter sido acrescentada a "roda dos pedais". 


Então, porque não faz sentido, em termos económicos, a bicicleta eléctrica ter pedais?

Porque a energia "humana" é muito mais cara que a energia eléctrica.

Um ciclista, a 20km/h em terreno plano debita cerca de 150W de potência mecânica. Por causa do rendimento da máquina humana ser na ordem dos 20%, para percorrer os 20 km a pedalar será preciso comer 250g de pão o que tem um preço na ordem dos 0,50€.

Em comparação, os 150W eléctricos, considerando que a bateria custa 200€/kwh, aceita 500 cargas e o preço da electricidade são 0,20€/kwh, têm um custo na ordem dos 0,10€.

Fig. 3 - Veículo com capacidade para 5 adultos. Este tipo de transporte colectivo de passageiros é muito eficiente mas não é aconselhável que viajem homens juntos com mulheres ou gays!


Os pedais acrescentam complexidade à bicicleta.

A pessoa pensa que, ao pedalar, está a ser "amigo do ambiente" mas, por um lado, produzir 250g de pão gasta muita energia e, por outro lado, torna a bicicleta complexa, o que aumenta os custos (e a energia) de produção.

Além disso, a electricidade já é, na maior parte, produzida por fontes renováveis, com tendência para aumentar.


Custos.

Fiz uma pesquisa de e-sccoters e encontrei a Xiaomi Mi Electric Scooter Essential (Velocidade Máx: 20 km/h | Autonomia: 20 km) por 239€ (na  Gteche a mais robusta Trotinete Eléctrica Xiaomi Mi Electric Scooter 1S (Velocidade Máx: 25 km/h | Autonomia: 30 km) por 339€.

São fáceis de arrumar (no transportes público, no elevador, no carro ou em casa).

Como a pessoa viaja de pé, não precisa de vestuário especial (por exemplo, as meninas podem conduzir de mini-saia). É uma desvantagem para viagens longas.

Fig. 4 - Por 239€, consegue-se um veículo eléctrico descapotável de dois lugares.


Já há bicicletas sem pedais! 

O nosso governo ainda anda a investir em comboios que são uma solução, em termos económicos, completamente obsoleta. A iniciativa privada, vendo uma vantagem, aproveita-a logo em seu favor e do cliente.

A e-bike Storex Urbanglide 140 (Velocidade Máxima: 25 km/h, Autonomia: 18 km) está à venda na Radio Popular por 360 €, uns 100€  mais cara que uma e-scooter comparável.

E a Urbanglide C4, com pedais e mais robusta (Velocidade Máxima: 25 km/h, Autonomia: 33 km) está à venda na Radio Popular por 850 €, mais do dobro de uma trotinete comparável.


quarta-feira, 1 de setembro de 2021

Covid-19 e guerras americanas: o que conta são os mortos.

Todos os dias se ouvem anúncios de mais e mais vacinados.

Claro que é boa notícia mas o importante é ver quantas pessoas morrem por dia.

Em Israel, quando a vacinação se tornou quase universal, o nível de mortos diminuiu para quase nada, dias e dias sem morrer ninguém infectado com Covid-19 (nos 2 meses, entre o dia 10 de Maio e 9 de Julho, houve 0,5 mortos por dia).

Estranhamente, anunciam que estamos quase todos vacinados mas o número de mortos não diminui dos 12 mortos/dia!


Afinal, a vacina não nos libertou plenamente das mortes.

Neste momento, há um morto em cada 200 contaminados enquanto que a média de 2020 foi de um morto em cada 60 contaminados (e no primeiro trimestre de 2021 houve um morto em cada 30 contaminados e ninguém investiga o porquê!).

Vamos imaginar que todas as pessoas são contaminadas todos os anos. Estamos a falar de 28 mil contaminados e 140 mortos por dia.

Penso que teremos mesmo que ensaiar a terceira dose e, depois, a quarta e a quinta e a sexta ...


A Andaluzia leu o meu plano!

Escrevi eu há uns dias que, vacinadas as crianças com 12 anos e não havendo problemas, podem-se vacinar as com 11 anos!

11 anos é quase 12 anos, se não faz mal às de 12 anos, também não vai fazer mal às de 11 anos.

E por ai abaixo até aos 3 meses.

Aconselho a que se diminua a dosagem.

Fig. 1 - Em vez de tanta propaganda, era bom que se estudasse porque há tantos mortos.


Quantos americanos morreram no Afeganistão, no Vietname e na Coreia?

Apenas estou a pensar nas três guerras importantes que os americanos tiveram.

A Guerra da Coreia durou 3 anos, entre 25 de Junho de 1950 e 27 de Julho de 1953. Os americanos tiveram 36574 mortos (numa população de 180 milhões) e o total dos "aliados" tiveram 178224 mortos (wiki).

A Guerra do Vietname durou 20 anos, entre 1 de Novembro de 1955 e 30 de Abril de 1975. Os americanos tiveram 58281 mortos (numa população de 195 milhões).

A Guerra do Afeganistão durou 20 anos, entre 7 de Outubro de 2001 e 30 de Agosto de 2021. Os americanos tiveram 2420 mortos (numa população de 310 milhões).

Guerra da Coreia => 203 mortos/ milhão de americanos.

Guerra do Vietname => 299 mortos/ milhão de americanos.

Guerra do Afeganistão => 8 mortos/ milhão de americanos.


Comparando com a "nossa" guerra colonial.

Morreram 8831 soldados numa população de 8,8 milhões, cerca de 1000 por milhão.


Comparando com o Dia D.

Num só dia morreram pelo menos 4400 soldados aliados  (wiki), quase o dobro dos americanos que morreram em 20 anos de Afeganistão!

Durante os 5 anos da Segunda Guerra Mundial, os USA tiveram 407300 mortos, 3110 pessoas por milhão de habitantes!

E a Rússia teve 53000 mortos por cada milhão de habitantes!


Comparemos com os 8 mortos por milhão do Afeganistão.

Nós, pobretanas, tivemos na "nossa" guerra colonial tivemos 125 mais mortos! 

O Afeganistão foi uma guerrazita.


terça-feira, 31 de agosto de 2021

Daqui a um ano, ninguém se vai lembrar do Afeganistão

O Afeganistão é um país muito pobre.

O nível de vida no Afeganistão é muito baixo. Se acham que vivemos mal, o nível de vida de um afegão é 6% do nossos (Medido pelo PIB per capita em paridade do poder de compra). 

70% das pessoas sobrevive com base numa agricultura de subsistência (nada de estufas, como os esquerdistas gostam), da mesma forma que se sobrevivia no nosso interior no tempo do Marquês do Pombal.

Se pegarmos nos dados disponibilizados pelo Banco Mundial, o Afeganistão está no "meio de África". 

Logo abaixo em pobreza, tem 12 países africanos (Burundi, Somália, República Centro Africana, Rep. Dem. do Congo, Níger, Moçambique, Malawi, Libéria, Madagáscar, Chade, Serra Leoa e Guiné-Bissau) e, ligeiramente acima, tem 10 países africanos (Togo, Rwanda, Burkina Faso, Etiópia, Uganda, Gâmbia, Mali, Guiné Conacri, Tanzânia e Lesoto).

Para vermos como nos vamos esquecer do Afeganistão, sendo que nestes países africanos vivem 15 vezes mais pessoas do que no Afeganistão, passam-se semanas em que a TV não lhes faz uma única referência.


Faz-me lembrar o problema dos "200 cães e gatos" que foram repatriados de Cabul.

Quantos cães e gatos passam fome em África?

Quantos cães e gatos são guardados religiosamente na Coreia do Norte para poderemser comidos por  crianças subnutridas?

Alguém se importa com isso?

Eu importo-me muito mas devo ser o único! Nem nunca ouvi a anafada do PAN referir aos animais explorados em África.


Alguém quer saber se estas crianças africanas vão à escola? Então porque se fala tanto do Afeganistão?


Quem quer ajudar tem que ter a superioridade de espírito para não ajudar.

Nos sábados vou dar uma caminhada junto à praia faz anos e desde sempre passou por mim um sem abrigo que tem a mioleira queimada. Conversava com ele um bocadinho e ele dizia sempre qualquer coisa (apesar de a maior parte da conversa ser repetição do que eu digo).

Há cerca de um mês reparei que estava muito sujo, com a roupa encardida.

"Tem a roupa muito suja!" disse eu.

"Tenho a roupa muito suja" disse ele.

"Não tem quem lhe lave a roupa?" perguntei.

"Não tem quem lave a roupa" respondeu.

"Quer que eu lhe leve a roupa e lha traga para a semana lavada? Perguntei.

"Está bem, quero que leve a roupa e a traga para a semana lavada." Disse.

Por caridade, dei-lhe um saco e disse "Vá à sua barraca, meta a roupa neste saco que passo lá daqui a bocado, levo-a e trago-a para a semana lavada."

"Está bem, vou à barraca meter a roupa neste saco." Disse.

Fui lá passadas umas horas e nada.

Estava metido dentro de um tenda como um bicho, com tralha e dois cobertores muito encardidos.

"Quer que lhe lave os cobertores?"

"Está bem. quero que lave os cobertores."

Como não podia ficar sem eles, dei uma volta pelo linho que vai acumulando e encontrei  cobertores cheios de lixo e já a começar a apodrecer. Estive a espalhá-los para os poder tratar na semana seguinte.

Agora, sempre que me vê, foge. 

Pensei eu "Continua que vais no bom caminho, é menos prejuízo e trabalho que tenho, em Moçambique vivem de forma pior e ninguém que saber".


Os afegãos querem os talibã.

Não era possível os talibã tomarem o poder se não tivessem aceitação na comunidade.

Basta ver que as mulheres fogem do Afeganistão com "medo dos radicais talibã" mas, chegadas ao ocidente, não largam os panos a tapar a cabeça.

Agora, vão passar fome mas também se passa muita fome nos 22 países africanos que identifiquei (e, excepto eu e o Guterres, ninguém se preocupa).


Vejamos uma descolonização exemplar.

Descolonizar é retirar os efeitos da colonização.

Quando, em Outubro de 2001, os americanos iniciaram a invasão do Afeganistão, o país tinha 22 milhões de habitantes. Decorridos 20 anos, tem 40 milhões.

Para se "repor a situação inicial" será preciso que se "percam" 18 pessoas em cada 40.

Parece impossível mas não é. Por exemplo, em 10 anos, a Síria que é um governo menos fundamentalista (muito menos que o PAN) "perdeu" 9 pessoas em cada 40. O Afeganistão só tem que "tomar uma dose dupla do medicamento".

Em África há milhões de crianças que vivem pior que os bichos do João Moura e se nem o PAN  se lembra delas, alguém se vai lembrar do Afeganistão?


sábado, 28 de agosto de 2021

O PS fala muito de "mais" emprego mas esqueceu-se da produtividade!!!!!

Lembram-se do discurso do PS quando mandava o Passos Coelho?

Os sloganes eram "Temos que convergir com os nossos parceiros da Zona Euro" e "Temos que aumentar a produtividade".

Já temos governo PS há 5 anos e o que se passou no entretanto?

Não estão com curiosidade já que parece que estes dois sloganes caíram no esquecimento?

Como o rui banana rio não pede contas, vou eu, um desgraçado, mostrar como evoluimos nos últimos anos.


"Deixar as políticas neo-liberais para podermos convergir com os nossos parceiros da ZE".

Peguei no nosso PIB e o PIB da Zona Euro, a preços constantes, no Banco de Portugal, escalei-os a serem 100 no período 1999-2001.

Dividi o nosso PIB pelo PIB da Zona Euro e obtive quanto "convergimos" com os nossos parceiros da Zona Euro desde que a Zona Euro começou.

"Estranhamente", as políticas boas do PS (seja entre 2005-2011 do Eng. Sócrates ou as do Costa entre 2016-2021) não nos conseguiram afastar da tendência de afastamento da média da Zona Euro. ambos conseguiram um bumpezito para logo entrarmos em queda acentuada.

Bem sei que não foi culpa deles e que, se estivesse lá a direita, teria pior que o que se vive no Afeganistão mas o facto é que, cada ano, divergimos dos nossos parceiros da ZE. 

Fig. 1 - Evolução da "convergência" da economia portuguesa com a da Zona Euro (dados, BP)


"Criar empregos de qualidade, com elevados salários e elevada produtividade"

O Costa já não fala de produtividade, antes se gaba do emprego e do baixa taxa de desemprego pelo que o "problema" da baixa produtividade com que bombardeava o Passos Coelho já deve estar resolvido.

Peguei no nosso PIB, a preços constantes, do Banco de Portugal, e fui buscar o número de pessoas empregadas do INE e dividi um pelo outro.

Escalei os valores a 100 em 2016.

"Estranhamente", estamos bastante abaixo da produtividade de 2016, quando foram abandonadas "as políticas neo-liberais que destroem o emprego com direitos".

A média dos últimos 4 trimestres, a produtividade está 4,2% abaixo da produtividade no fim do mandato do Passos Coelho!!!!!!!!!

Bem sei que não foi culpa deles e que, se estivesse lá a direita, teria pior que o que se vive no Afeganistão mas o facto é que a produtividade diminuiu.


Os esquerdistas são vítimas da conjuntura internacional.

Bem sei que não foi culpa deles e que, se estivesse lá a direita, teria pior que o que se vive no Afeganistão. 

Bem sei que não foi culpa deles e que, se estivesse lá a direita, teria pior que o que se vive no Afeganistão. 

Bem sei que não foi culpa deles e que, se estivesse lá a direita, teria pior que o que se vive no Afeganistão. 

Bem sei que não foi culpa deles e que, se estivesse lá a direita, teria pior que o que se vive no Afeganistão. 

Bem sei que não foi culpa deles e que, se estivesse lá a direita, teria pior que o que se vive no Afeganistão. 

Bem sei que não foi culpa deles e que, se estivesse lá  a direita, teria pior que o que se vive no Afeganistão. 

Bem sei que não foi culpa deles e que, se estivesse lá a direita, teria pior que o que se vive no Afeganistão. 

Bem sei que não foi culpa deles e que, se estivesse lá a direitas, teria pior que o que se vive no Afeganistão. 

Bem sei que não foi culpa deles e que, se estivesse lá a direita, teria pior que o que se vive no Afeganistão. 

Bem sei que não foi culpa deles e que, se estivesse lá a direita, teria pior que o que se vive no Afeganistão. 

PS PS PS PS PS PS PS PS PS PS PS PS PS PS PS PS PS PS 


Repetindo uma mentira muitas vezes, esta torna-se a verdade.


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