quarta-feira, 12 de maio de 2021

Será razoável colocar paineis solares na albufeira do Alqueva?

Parece boa ideia colocar nas albufeiras barcaças com painéis solares.

A ideia não é má de todo mas é preciso comparar os custos.

A vantagem das barcaças é não ocuparem terreno mas têm um custo superior (de instalação e a manutenção) além de terem que ficar quase na horizontal o que se traduz por uma eficiência diminuída (uma média de 5,5kwh/dia por kw nominal).

A instalação dos painéis solar em terra firme utiliza terrenos mas os custos são menores e têm maior rendimento (uma média de 9,0 kwh/dia por kw nominal).

Para uma produção média diária de 10000 MWh (já vou explicar este valor), na albufeira será precisa uma potência nominal de 1800 MW e ocupar 130 km2 que é cerca de metade da área máxima da albufeira (que corresponde à totalidade da área de verão). Em terreno firme será precisa uma potência nominal de 1100 MW e ocupar cerca de 200 km2 que são 20 mil ha (apenas serão ocupados 60km2 pelos painéis e 70% ficará espaço livre entre os painéis).

No caso de Alqueva, os terrenos circundantes à barragem são praticamente estéreis e existem estudos que mostram que a instalação dos painéis solares é compatíveis com a pastorícia de ovinos com vantagem porque a sombra protege os animais.

Fig. 1  - Uma ideia do que são 200 km2 nas vizinhanças de Alqueva, ocupados a 30% com painéis solares.


A EDP anunciou a instalação de 4MW nominais na barragem.

Dizem eles que vão ocupar 40 mil m2 e investir 4 milhões € (ver).

É um investimento de 1000€/kw nominal o que é pelo menos o dobro do investimento necessário em terra firme, mesmo contando com a renda do terreno.

Pelos vistos, custa mais do dobro fazer a barcaça do que pousar os painéis em terra firme.

Dá que pensar que se está a deitar fora dinheiro dos contribuintes em algo que parece barato mas que não é.


O porquê dos 10 000 MWh diários.

A barragem do Alqueva (à cota máxima de 152m) tem, mais abaixo, a barragem de Pedrógão (à cota máxima de 84,8 m) que armazena água que pode ser bombada para cima quando há excesso de energia na rede e turbinada para baixo quando há falta de electricidade na rede.

A capacidade do sistema de armazenamento do sistema é de exactamente 10000MWh.

Então, a energia solar produzida durante o dia (potencialmente a 0,012€/kwh) pode ser integralmente utilizada a bombar água de Pedrogão para Alqueva e  produzir electricidade durante as horas em que não há luz solar.

Actualmente, a capacidade máxima de produção de Alqueva é de 520 MW, pode funcionar à potência máxima durante 16 horas por dia.

O sistema solar-Alqueva-Pedrogão será capaz de fornecer 10% de toda a energia eléctrica consumida durante a noite.

 

A curto-prazo vamos ter excesso de capacidade.

Na Austrália já estão com excesso de capacidade de energia eléctrica produzida com origem solar (ver). E hoje, entre as 6h e as 9h tivemos mais produção em renováveis (que se usa ou se destrói, sendo paga na mesma porque está garantido!) do que consumo.

 

Fig. 2 - Produção com fonte renovável e consumo de electricidade, 12/05/2021 (fonte: REN)


Devíamos usar o dinheiro da bazuca para ligar a nossa rede eléctrica ao Norte da Europa (que não tem produção solar) mas somos governados por mentecaptos que só querem ver comboios a passar e ilusões à volta do hidrogénio.

Somos mesmo governados por mentecaptos em que os maiores dois são o Pedro Nuno Santos e o João Galamba. Mais valia meterem duas mulheres nisso que sempre têm mais senso prático.

Fig.3  - Nem para arrumadores de comboios servem.

sexta-feira, 7 de maio de 2021

Medicina na Universidade Católica por 100 mil €

A Universidade Católica vai avançar com o curso de Medicina.

Este curso, inicialmente com 50 alunos, vai implicar ao aluno o pagamento (se nunca reprovar) de 60 prestações de 1650€ mais matrícula, inscrições e umas coisita. Somando tudo, dará um total um bocadinho acima dos 100 mil€.

Claro que é muito dinheiro mas temos que ver esta verba amortizada ao longo da "vida útil do curso".

Se pensarmos que o aluno sai do curso acabadinho de fazer 25 anos e que trabalha até aos 67 anos (um total de 42 anos), para uma taxa de juro acima da inflação de 1%/ano, estamos a falar em 221€/mês, 14 meses por ano.

Será que um médico vai conseguir um ordenado superior em 221€/mês relativamente ao mesma pessoa com o 12 ano?

Tenho a certeza que sim.

 

Se fossemos governados por pessoas inteligêntes e que procuram o melhor para os portugueses!

O Estado iria desenhar um sistema de financiamento deste curso que permitisse, a prazo, alterar substancialmente o modelo de financiamento do ensino superior, aumentando a qualidade e a eficiência.

Vamos ver como isso poderia ser feito.

1 = O Estado criava "Certificados de Aforro Inversos".

A taxa de juro dos certificados de aforro está em 0,463%/ano. Se uma pessoa depositar lá 1000 euros, vai receber 4,63€/ano de juros.

O Estado criava o inverso dos actuais certificados de aforro em que o aluno "deposita dívida" e "levanta prestações".

Explicando melhor, o Estado empresta ao estudante exactamente nas mesmas condições em que recebe o dinheiro emprestado dos aforrados. 

2 = O Estado cobra a dívida no rendimento do licenciado.

Depois, ao longo da vida útil e da mesma forma que descontamos 11% de TSU para a pensão de reforma, uma percentagem do rendimento da pessoa vai directamente para a amortização da dívida (por exemplo, 10% do rendimento acima do SMN). Esta amortização será um abatimento ao rendimento colectável.

Qual a vantagem para as pessoas e para o Estado?

Primeiro, as pessoas podem escolher o seu curso sem estarem obrigados aos números clausus das universidade públicas. Se as propinas traduzem o custo de "produção" (mais um lucro), havendo mais alunos, haverá incentivos para que o número de vagas aumente.

Segundo, passa a haver um contrato entre o aluno e o Estado no qual o aluno se propõe esforçar no sentido de recompensar os contribuintes, muitos que nunca frequentaram a universidade, pelo esforço despendido.

Terceiro, as universidades públicas, em concorrência no mercado, ficarão obrigadas a procurar a eficiência em termos de binómio custo/qualidade.

 

E se o aluno fracassar e não puder pagar?

Aqui podemos implementar 2 sistemas, um "sem custos para o Estado" e outro com "custo para o estado".

No caso do sistema "sem custos para o Estado", os certificados de aforro inversos vão um spread para cobrir o risco, por exemplo, 0,5 pontos percentuais acima do que o Estado paga para "perdoar" aos alunos que não têm sucesso (que só se avaliará quando morrerem).

No sistema "com custos para o Estado", que é o sistema actual para todos os alunos de todas as universidades e politécnicos públicos, o Estado assume as perdas de quem não conseguir pagar.


Lentamente...

Governantes inteligentes usariam este exemplo para, lentamente, retirar o financiamento do ensino superior do Orçamento do Estado e mete-lo num sistema anexo semelhante a uma empresa pública (em que apenas são contabilizadas as garantias e os prejuízos).


Já agora, quanto vai custar aos contribuintes, mensalmente, o comboio da Covilhã até à Guarda?

O problema é que não temos oposição.

Os políticos estão entretidos com pequenos problemas introduzidos pela comunicação social populistas (ao julgamento do Sócrates seguiram-se os imigrantes em Odemira, e outras coisas virão, sem qualquer importância) e ninguém pergunta, "ouça lá homem, quanto é que esta brincadeira com os comboios vai custar, todos os meses, ao contribuinte?

Ninguém faz esta pergunta, o homem pode continuar a brincar aos comboios.

O comboio, ida e volta, vai ter um preço de 9,00€ para o passageiro (e não se sabe quanto para os contribuintes), sujeito a horários (haverá 6 por dia). De carro, no meu carro terá um custo de 15€ onde se incluem 5,30€ para as portagens na ex.SCUT A23 (que diminuem o pagamento do Estado pois o transito é pouco) e 3€ imposto sobre o combustível (que são impostos).

Se abatermos os "impostos" e pensarmos que vamos 2 pessoas (ocupação de 50%), o meu carro fica por um terço do que custa o comboio, SEM CUSTOS PARA O CONTRIBUINTE.

É que nem os ditos liberais fazem esta questão!

 

O que deveria dizer o CHEGA sobre Odemira!!

Se estão a trabalhar, se eles não se queixam, deixem-nos trabalhar, quanto mais melhor. 

Se estão a viver se subsídios, arranjem-lhes trabalho. Se não quiserem trabalhar, mandem-nos de volta para a origem.


Já agora, as vacinas.

Como os esquerdistas gostam tanto de roubar propriedade intelectual (as patentes das vacinas), porque é que a União Europeia não descobriu nenhuma vacina contra o Covid-19?

Porque é que o Pedro Nuno Santos, esquerdista tão defensor das empresas públicas, porque não meteu a TAP ou a CP, financiadas pela CGD, a desenvolver vacinas?

Dá que pensar.

Estamos mesmo entregue aos bichos.






quarta-feira, 5 de maio de 2021

Odemira - Serão prestador de serviços ou empregados? Em Portugal ou no Nepal?

Neste poste vou apresentar alguns exemplos da complexidade das relações de trabalho.

Os esquerdistas apenas conseguem ver a economia dividida em Trabalhadores + Estado + Empresas.

Os Trabalhadores são escravos e geram riqueza com as suas mãos que as Empresas sugam, pagando salários de miséria.

A única forma de termos uma sociedade justa é o Estado ser dono de todas as Empresas (em que são os Trabalhadores que pagam os prejuízos das empresas públicas :-).

Mas as relações de trabalho são muito mais complexas dessa visão marxista-leninista. Já, na sua origem, a visão de Marx sobre a economia estava errada e muito mais errada esta, decorridos160 anos.

Imaginem que íamos a um médio que ainda usava os livros de medicina de 1850! Aplicava-nos uma sangria feita por sangue-sugas.

Vou começar por exemplos simples e caminhar para situações cada vez mais nublosa até chegar a Odemira.

 

Prestação de serviços ou empregado? Em Portugal ou no estrangeiro?

Quando vou ao dentista, o Dr. Barros vê os meus dentes, tira uma radiografia, e faz o que achar ser necessário. No final, pago-lhe qualquer coisa. Apesar de o Dr. Barros estar a trabalhar para mim durante 30 minutos, é um prestador de serviços. Assim, não preciso de lhe fazer um contrato de trabalho (de muito curto prazo), descontar para a segurança social ou fazer seguro.

De igual forma, quando chamei o António do Elias para me resolver uma fuga de água, não precisei de lhe fazer um contrato de trabalho.

O Código do Trabalho refere as características de uma relação de trabalho.

1 = A actividade realizada pelo trabalhador é em local pertencente à empresa ou por ela determinado;
2 = Os equipamentos e instrumentos de trabalho utilizados pelo trabalhador,  pertencem à empresa;
3 = O trabalhador cumpre horário de início e de término de trabalho, determinado pela entidade empregadora;
4 = O pagamento ao trabalhador, pelos serviços prestados, é feito com determinada periodicidade ... e numa quantia certa, não se verificando o pagamento "à peça".
No caso do dentista ou do picheleiro, não se verifica nenhuma destas características pelo que fica, aos olhos da Lei, claro que estamos perante uma prestação de serviços.

A = Apoio escolar remoto.

Imaginemos que tenho uma criança em idade escolar e vou contratar uma pessoa no Brasil para a acompanhar. Coloco uma câmara e um microfone na secretária e, todos os dias da semana, entre as 14h e as 16h30, de forma remota, essa pessoa conversa e acompanha o estudo da criança. Pago o computador e ainda 125€ por mês.

Será que é um contrato de trabalho? E se for, em que país? (Não pode ser em Portugal porque a pessoa não tem autorização para trabalhar em Portugal).

B = Segurança remota.

Imaginemos que tenho uma empresa e que vou contratar quatro seguranças.

Coloco 100 câmaras de filmar com microfone em locais que considero importantes. Depois, contrato uma  pessoa na Guiné-Bissau, outra em Moçambique, outra na Índia e ainda outra no Bangladesh que vão, a partir de casa, visualizar as câmaras com horários diário (7 dias por semana) 0-6; 6-12; 12-18 e 18-24, respectivamente.

No caso de ser detectado qualquer problema de segurança, o contratado acciona um alarme e enviam-me uma SMS.

Pago o computador e a ligação à Internet e ainda 150€/mês.

Será que é um contrato de trabalho? E se for, em que país? (Não pode ser em Portugal porque as pessoas não têm autorização para trabalhar em Portugal).

C = Um transporte de mercadorias.

Imaginemos que a minha empresa tem que levar, semanalmente, uma carga de 25 toneladas de Lisboa para Kiev.

O camião (com matrícula e seguro de Itália) que pertence a uma empresa grega a quem pago 250€/semana, com três camionistas (um do Kosovo, outro da Bulgária e ainda da Roménia) a quem pago 250€/semana, vai percorrer a Ucrânia, Polónia, Alemanha, Bélgica, França, Espanha e Portugal. O combustível é metido na Ucrânia (0,84€/litro), usando o camião um depósito com 2500 litros.

O preço total pago é 250€ + 3*250 + 8100km / (27litros/100km) * 0,84€/litro = 2860€/semana

Serão contratos de trabalho? Se forem, terei que fazer um contrato em cada país que atravessam, no país de origem do camionista, na Grécia, Itália ou em Portugal?

D = Empregada doméstica portuguesa em Paris durante as férias.

Imaginemos que sou muito rico e que, indo passar uns tempos de férias a Paris, levo a minha empregada doméstica.

Será que lhe tenho que lhe fazer um contrato de trabalho em França ou serve o português?

E se contratar uma empregada portuguesa especialmente para me acompanhar a París, será que o contrato de trabalho é feito em Portugal ou em França?

E se a empregada for da Ucrânia com visto de trabalho na Espanha, será que o contrato de trabalho é em Portugal, Espanha, Ucrânia ou França?

 Qual a legislação aplicável?

Será que nos exemplos se aplica a legislação do trabalho do local em que o trabalhador está, do local onde está o contrato de trabalho ou de onde é realizado o trabalho?

 

Finalmente, vamos a Odemira.

Vamos supor uma empresa da Índia tem contrato de trabalho com 100 pessoas do Bangladesh. A empresa dedica-se à prestação de serviços de apanha de frutos e legumes.

Um agricultor de Odemira contrata a empresa indiana para apanhar amoras à qual paga 2,00€/kg, durante 9 meses.

Situação 1 = As pessoas manobram robôs a partir de casa.

Imaginemos que existem robôs de apanha de framboesas e que, cada pessoa, manobra um robô estando no Bangladesh. Os robôs trabalham 24h por dia pelo que cada robô vai ser controlado em turnos.

Situação 2 = As 100 pessoas deslocam-se do Bangladesh para Odemira.

Como não há robôs, as pessoas têm que usar as suas mãos para apanhar as branboesas, mantendo-se que são empregados da empresa indiana.

Estaremos ainda em presença de uma prestação de serviço não havendo necessidade de o agricultor fazer contratos de trabalho com os bengalis?

Será obrigatório os bengalis terem autorização para trabalhar em Portugal? E neste caso, mostram que contrato? O de prestação de serviços e o contrato de trabalho na Índia?

Estes seguranças cumprem todos os requisitos da relação de trabalho mas será mesmo que estas pessoas são meus empregados?

E se forem meus empregados, em que país é feito o contrato de trabalho? Não pode ser em Portugal porque estas pessoas não têm autorização para trabalhar em Portugal.

Regular é o termo usado pelos esquerdistas para retirar liberdade.

Fixem o que eu escrevo: a regulação que querem avançar apenas vai prejudicar os trabalhadores agrículos, tornando-se mais e mais difícil virem trabalhar para Portugal.

Não existe nada que proíba os trabalhadores agrícolas de arrendar uma casa "digna" mas não querem gastar dinheiro pois têm a sua mente no local de origem. Obrigar a "habitação digna" vai ter custos e, por isso, diminuir a liberdade dos trabalhadores.

Os trabalhadores deveriam ter a liberdade de viver como os outros trabalhadores agrícolas na Índia.

Exemplo de empreendimento habitacional de luxo em Bombaim.




 

segunda-feira, 3 de maio de 2021

Odemira - O esquerdismo no seu melhor.

Os esquerdistas dizem defender a liberdade mas a verdade é o seu contrário.

Para os esquerdistas, a liberdade tem associada um juízo de valor, feito pelos esquesridistas, sobre o que é melhor para o ser livre! Assim, o ser não sabe o que quer e, por isso, a liberdade tem que ser regulamentada.

Digamos que, aos olhos dos esquerdistas, somos todos vistos como uma criança a olhar para a escadaria do Bom Jesus de Braga: "CUIDADO - grita a mãe em pânico - O MENINO VAI-SE ATIRAR PELAS ESCADAS ABAIXO!!!!".

Em particular, uns esquerdistas em Lisboa decidem em bons gabinetes com ar condicionado a liberdade que um agricultor indiano pode ter, aos seus olhos gordos, de forma a que o magrito viva uma vida digna.


De onde vem a moralidade dos esquerdistas?

Quando um esquerdista faz uma afirmação do tipo "Vivem em condições indignas", "São fascistas, racistas, xenófobos e discriminatórios", "São radicais de direita não democrática" ou "não se pode contar uma anedota em que entrem alentejanos por isso é xenofobia", de onde virá essa "lei"?

Moisés disse "Foi Deus quem escreveu isto, com fogo", Salazar dizia "É para bem da Nação" mas os esquerdistas justificam as suas leis em quê? Por estranho que parece, a justificação é que estão a defender os interesses da pessoa a quem estão a tirar a liberdade.

Para proteger os agricultores dos fogos florestais, aplicam-se multas a esses mesmo agricultores "para bem deles".

Para proteger os imigrantes da exploração dos capitalistas gananciosos, proíbem-se de vir para cá e, caso insistam, matam-se, metem-se na cadeia e devolvem-se à origem.

Para proteger os trabalhadores agrícolas de Odemira de viver em condições fracas, obriga-se a que vivam 30 num quarto.

Disse alguém "Não vamos permitir que essas pessoas vivam em bairros da lata".

Então, vivem onde? Debaixo de uma árvore.

 

Uma vez um aluno meu suicidou-se.

Claro que fiquei triste quando me disseram. Por ser curioso perguntei o porquê!

"Ele tinha dívidas de jogo e, como andavam a ameaçar que o iam matar, ele meteu-se debaixo do comboio."

OK? Isto não faz sentido nenhum! Então se o iam matar, não valia a pena dar-se a esse trabalho!

É como o trabalhador que, recebendo a notícia que tem um processo disciplinar, despede-se com medo que o despeçam!


A vida das pessoas é uma economia.

Vamos entrar na mente do imigrante. AS suas decisões seguem o defendido por Friedman, vai dividir o que ganha cá de forma a ter um "rendimento permanente" (ver).

Na sua terra ganha 0,50€/hora e cá ganha 5€/hora. Se vier trabalhar 12 horas por dias, 7 dias por semana vai conseguir 1800€/mês. Com este dinheiro, pensam os esquerdistas, o imigrante tem dinheiro suficiente para arrendar uma casa "digna", ter boas alimentação e comprar roupas mas o pensamento do imigrante não é gastar o dinheiro pois está no futuro. 

Se o imigrante levar em 6 meses 10000€ para a terra, nos próximos 20 anos, em vez de trabalhar 12h/dia, pode-se dar ao luxo de trabalhar apenas 8h/dia.

Quando o imigrante gasta a soma corresponde um dia de trabalho cá, 60€, não está a pensar no dia de trabalho mas que "este dinheiro são 120 horas de trabalho na Índia".


A medida da dignidade deve ser a vida de origem.

Houve uma fase em que no supermercado havia uma ciganas de Bulgária. Como sempre admirei a resiliência da cultura cigana, na minha mente houve sempre a curiosidade de saber a sua origem. Para isso, conversava com as raparigas, cada uma com a sua criança ao colo. Certo dia, desapareceram, reaparecendo mais de um ano depois, já sem as crianças.

- Andaram desaparecidas! O que é feito das crianças!

- Estivemos na nossa terra e deixamos lá as crianças porque aqui a polícia raptas por vivermos em barracas.

- E como é na Bulgária, lá têm casas!

As duas mocinhas com aspecto de gémeas (as ciganas são muito parecidas entre si por causa da consanguinidade) riram-se.

- Lá vivemos muito pior, as barracas são horríveis, a água fica muito longe e no inverno, a neve enche o caminho de lama. É muito frio.

Estão a ver! Na longínqua vivem muito pior mas aqui, com o argumento "é para o vosso bem", roubam-lhes os filhos.

O imigrante de Odemira, seja da Índia, Bangladeshe, Vietname ou Nepal, vive numa minúscula barraca, sem portas nem janelas, água, electricidade ou esgotos, trabalha 12 hortas, 6 dias por semana para ganhar 0,50€ por hora. Por essas terras, para terem obesos têm que descer a fasquia para um índice de massa corporal superior a 18!

Até podem pensar que é anoréctica mas na Índia é uma criança compostinha!

 

Ninguém se importa com o trabalhador agrícola de Odemira quando está na sua terra de origem ...

Deve ser essa a sua medida de"dignidade".

Par acabar com a "exploração", o imigrante é que tem que decidir, em liberdade, o que é melhor para ele. Quantas horas trabalha, onde vive, o que come e onde trabalha não deve ser decidido pelos esquerdistas de Lisboa mas por cada indivíduo.

Se o indivíduo está no Nepal ou onde for e alguém lhe disser "Vens para Portugal 6 meses, vives numa barraca, trabalhas 12h por dia e, no fim, levas 10000€ para casa" e ele aceitar, nenhum esquerdista pode ter o poder de decidir por ele que "isso é indigno".

 

Eu já fui sem abrigo.

Não foi por necessidade mas por opção, para ver como era. No total, vivi 3 meses ao ar livre.

O que eu conclui é que, se uma pessoa vive na miséria, a habitação é a principal despesa que pode ser cortada. Um euro cortado na habitação tem muito menos impacto negativo na pessoa que um euro cortado na alimentação.

Se, por maior que seja o salário, os imigrantes consideram-se extremamente pobres (porque pensam no "rendimento permanente"), têm todo o direito a viver em barracas.

Os esquerdistas não se podem substituir às pessoas na hora de serem tomadas as decisões, mesmo que discordem dessas decisões. 

Mas os esquerdistas são mesmo assim, com eles, quem não for pelo caminho que eles achma ser o melhor para nós, está perdido.

quarta-feira, 28 de abril de 2021

Os comboios é mais uma loucura dos esquerdistas que nos vai ficar muito cara

Os esquerdistas têm a mania de deixar obras faraónicas.

Aprenderam na universidade marxista-leninista que o comboio é a maior conquista da humanidade, em particular, a linha Trans-siberiana, com os seus 9290 km, é a maior da maior conquista da humanidade porque, por um lado, conseguiu eliminar milhões de "fascistas, racistas e xenófobos da direita radical" ter ter que os matar (morriam por eles) e, por outro lado, permite que milhões de "democratas" possam passar dias felizes das suas reformas de miséria a ver os comboios a passar.

O melhor exemplo desses esquerdistas é o ministro Pedro Nuno Santos que não se cansa de avançar com projectos faraónicos que, a serem implementados, não passarão de encargos para o futuro.


Claro que o futuro é a electricidade solar, durante o dia!

No futuro dos próximos 10 anos, a energia eléctrica solar vai ficar a menos de 0,01€/kwh com o inconveniente de apenas haver enquanto houver luz do sol. Assim, será preciso armazenar energia nos dias mais solarengos para utilizar nos dias mais nublados e durante a noite.

Neste momento existem duas soluções de armazenamento, as baterias e as barragens hidroeléctricas reversível (que, durante o dia, bombam água da foz para a barragem e, durante a noite, turbinam essa água).

 

Portugal tem um óptimo local para fazer uma barragem reversível.

Portugal tem um consumo de electricidade na ordem na ordem dos 6000MW o que dá, com uma oscilação entre 4400 MW durante a noite e 6500 MW durante o dia.

Pensando em apenas energia solar, guardar 6000 MW para usar durante 14 horas corresponde a 84 mil MWh.

No vale do Rio Paiva, em Alvarenga, existe um local em que é possível fazer uma barragem capaz de armazenar 175 mil MWh (ver), o consumo correspondente a 30 horas. A barragem pode subir até aos 500 mil MWh (o correspondente a 80 horas de consumo).

Bem sei que uma barragem tem impacto ambiental e mais uma barragem reversível que enche e esvazia todos os dias mas é uma coisa tecnologicamente simples, barata e que tornará totalmente desnecessário preocupar-nos com o armazenamento da energia solar. 

O investimento será na ordem dos 1000 milhões, a eficiência na ordem dos 60% (são precisos 1,7 kwh para, depois, injectar 1kwh na rede) e baixos custos de operação.


O ministro maluco veio com a toleiras do "hidrogénio verde".

Fala num investimento de 16 mil milhões de euros (ver) numa tecnologia ainda nascente e com baixa eficiência energética.

A transformação da energia eléctrica em hidrogénio tem uma eficiência energética na ordem dos 70% (Kumar, Himabindu,2019, tabela 1) e 50% na célula de combustível (que vai transformar o hidrogénio de volta em electricidade. Isto traduz que são precisos 3 kwh iniciais para ter 1kwh disponível na roda do automóvel.

Por comparação, uma bateria de iões de lítio tem uma eficiência energética entre a electricidade da rede e a roda do carro de cerca de 80% (é preciso 1,25kwh iniciais para ter 1kwh disponível na roda do automóvel).

Mesmo que a bateria seja carregada de noite a partir de uma barragem reversível, a eficiência ainda é superior à do hidrogénio (2,2 kwh para produzir 1 kwh).

Além das baterias terem uma eficiência que é mais do dobro do que acontece com o hidrogénio,  o hidrogénio precisa de uma "fábrica de hidrogénio" e uma rede de distribuição do hidrogénio (que implica aplicar os tais 16 mil de milhões de euros) e ainda "células de hidrogénio" no automóvel (mais caras para o cliente que baterias) enquanto que a bateria inclui todos estes processes.

Bem sei que a bateria de iões de lítio é cara (para 120€/kwh e 1000 re-cargas, fica a 0,12€/kwh) mas a tendência é a sua redução. Anunciam que num futuro próximo será possível reduzir o preço para 85€/kwh e aumentar as re-cargas para 2000 o que baixará o preço para 0,043€/kwh).


Outra loucura são os comboios.

A loucura tem a ver com "os comboios usarem electricidade directamente da rede" e um comboio de carga  "retirar dezenas de camiões das estradas".

O comboio tem vantagens energéticas. Primeiro, retiram energia directamente da rede e, segundo, a roda de aço sobre carril de aço, tem menor perda de energia do que o pneu de borracha na estrada de alcatrão. Mas estas vantagens têm associadas desvantagens já que a linha tem que estar electrificada e a linha de caminho de ferro não pode ter subidas nem descidas.

 

A questão do comboio usar da electricidade directamente da rede.

Não existe nenhuma limitação técnica para os camiões não possam aceder a electricidade directamente da rede havendo apenas a necessidade de electrificar as auto-estradas (como os "trolleis"). A Alemanha tem uma experiência com uma autoestrada electrificada (ver).

O camião, enquanto circula na auto-estrada, pode usar a pista electrificada da qual retira toda a energia que precisa e ainda a necessária para carregar uma pequena bateria (de 100kwh) suficiente para fazer a ligação entre a auto-estrada e os pontos de carga de descarga.

O camião também pode ser híbrido, sem bateria mas com um motor auxiliar de baixa potência para usar fora da estrada electrificada.

Com actual tecnologia (com motorista) uma faixa electrificada é capaz de suportar 1000 camiões por hora, muito mais que uma linha de comboios (corresponde a um comboio de 33 carruagens a cada 2 minutos).

Um camião carregado a 50km/h gasta cerca de 80 kwh/100km e, com o aumento da velocidade, o consumo aumenta proporcionalmente (a 100km/h gata 160kwh/100km). Desta forma, durante o dia, quando a electricidade estará mais barata, a velocidade do camião aumenta e, durante a noite, quando o preço da electricidade aumenta, o camião pára. 

Com o desenvolver da condução autónoma, a capacidade de uma via electrificada vai aumentar para 2000 camiões por hora, suplantando em 5 vezes a capacidade de uma linha de caminho de ferro dedicada a carga.


Porque não podem circular comboios com intervalo de 2 minutos.

Por mais rápido que circulem os comboios e os camiões, uma hora vão ter que sair da faixa de rodagem / linha para seguir outro caminho (ou para parar). Acontece que o camião (e os automóveis) podem sair da faixa de rodagem à velocidade a que vão, não ocupando a via principal, enquanto que o comboio, por causa da agulha, tem que sair a baixa velocidade, ocupando a linha principal.

Se, por exemplo, um camião segue a 50km/h, havendo 1000 camiões por hora, cada um ocupa 50 m da faixa de rodagem (afastamento de 30 metros entre dois camiões). 

No caso do comboio com 33 carruagens (que mede 600m, à mesma velocidade de 50km/h, havendo 30 comboios por hora, o afastamento entre dois comboios parece muito mais do que suficiente (é de um pouco mais de 1000 m). O problema é que, quando chegar ao ramal, tem que reduzir a velocidade a 10km/h e, ai, os 600 m do comboio demoram 5 minutos a sair da linha principal. Então, só pode passar um comboio de 33 carruagens a cada 5 minutos, equivalente a 400 camiões por hora.

 

Os custos do transporte.

As mentes simples (como tenho muitos colegas na universidade), pensam que os principais custos são os contabilísticos, energia, veículo e pessoal, mas, no caso dos transportes, temos que somar o "custo de conveniência". Se eu tenho uma carga de 25 toneladas para transportar ao longo de 550 km, entre Tarouca (que fica no distrito de Viseu) e Aljezur (que fica no distrito de de Faro), para usar o comboio, tenho, primeiro, que carregar para um camião no local (nenhum local fica na linha de caminho de ferro) e levar a carga até Aveiro. Chegado lá, tenho que esperar que a carga passe do camião para o comboio. No local de destino tenho que usar novo camião para levar a carga do comboio até ao ponto final. O tempo que demora, ter que arranjar 2 camiões, o custo da carga e da descarga, tudo isso torna o camião muito mais competitivo.

Para vermos como o transporte em camião suplanta o transporte em comboios, basta recordar que mais de 90% das mercadorias na UE circulam de camião e, contrariamente aos comboios, os camiões não são subsidiados (ainda pagam impostos sobre os combustíveis).

 

O nosso sistema eléctrico vai entrar em colapso.

Portugal tem um consumo de electricidade na ordem dos 6000 MW e capacidade de produção com compra garantida (a energia de fontes renováveis) que oscila entre 1000 MW e 5000 MW (dia de hoje)da qual 3% é energia solar com um pico de quase 10% do consumo.

Agora vejamos o problema: é que existem 1000 MW solares (que produziram, em pico 530 MW) mas vão surgir a curto prazo em "mercado competitivo" (compra não garantida) mais 7000 MW e que vão ser colocados no mercado a um preço muito baixos.

Quando a energia solar começar a bombar, as comprar garantidas vão ficar sem clientes, havendo necessidade de nos cobrar enormes taxas na conta de electricidade.

Apesar de a electricidade até poder ser vendida a 0,012€/kwh, vamos pagar de taxas 10 vezes este valor, são os famosos "Contratos de Aquisição de Energia de longo prazo (CAE-LP)" e o "mecanismo de Custos de Manutenção de Equilíbrio Contratual (CMEC)".

O Sócrates deveria apodrecer na cadeia por causa dos CAE-LP e pelos CMEC que representam milhares de milhões de prejuízo para os consumidores de electricidade e deixem lá essa merda dos 34 milhões.

 

Viram 3 sítios onde Portugal deveria investir esses milhões da bazuca?

1) Fazer a barragem de Alvarenga.

2) Electrificar as auto-estradas.

3) Uma linha de muito alta tensão para exportar energia solar para a Alemanha (com o apoio da UE para "obrigar" a Espanha e a França a fazerem a linha).

 

Onde é que está a oposição?

O Rui Rio depois de ter dado um ar da sua graça para desancar no caso Sócrates, esquecendo que os esquerdistas estão a transformar Portugal na Venezuela europeia, voltou a adormecer.

É que a dívida pública na bancarrota do Sócrates, em finais de 2010, estava um pouco acima de 100% do PIB e neste momento já está acima de 135% do PIB!!!!!!!!

Nem sei porque os esquerdistas se ficam num aumento no SMN de 6% quando o camarada maduro avançou com 300%.

Força camaradas Maduro e Pedro Nuno Santos.

Homem, cessem do sábio grego e troiano que acabei de foder esta merda toda. Ainda vão ter saudades do Sócrates.


sexta-feira, 23 de abril de 2021

Corrupção, penas de prisão, RSI, vingança e inveja

Tem-se discutido, a reboque do Sócrates, a criminalização do "enriquecimento não justificado".

Dizem os nosso deputados que, quando não se consegue determinar que uma pessoa cometeu um crime, o simples facto de ser rico sem publicitar a forma, como escreveu o juiz Carlos Alexandre, "não ter cabras e cabritos vender", é um crime.

No meu limitado entendimento, o motor por trás deste movimento legislativo é o espírito mesquinho da inveja e da vingança.

Esta inveja também está contra os "ciganos que recebem 1000€ por mês de RSI sem fazerem nada".


Para que serve a criminalização?

Não é para o criminoso pagar o mal que fez à sociedade (pois não vai pagar nada, apenas dar ainda mais prejuízo) nem castigar os que erram tendo, NA TEORIA, dois objectivos mais humanos: 

1) Dissuadir a pessoa a cometer o crime; 

2) Separar a pessoa da sociedade para não causar prejuízo (prendendo-a, deportando-a ou liquidando-a).

O problema é que as pessoas, além de invejosas, são sanguinárias e pedem vingança.

E os deputados, porque querem ganhar eleições (são todos populistas), respondem a este espírito invejoso e sanguinário.

 

Cada preso custa 59,20€ por dia.

O relatório das prisões diz que, em 2019, o custo das prisões foi de 276,4 milhões de euros e havia 12793 presos. Dividindo o custo pelos presos dá 59,20€/dia por cada preso!!!!!

 

Pensemos em casos concretos.

Caso 1) A criança Joana Cipriano desapareceu no dia a 12 de Setembro de 2004 não se sabendo o que lhe aconteceu já que nunca mais apareceu. No seguimento, duas pessoas, o seu tio João Cipriano e a sua mãe, Leonor Cipriano, foram condenados a 16 anos de prisão. Pensando que cumpririam 5/6 da pena, o desaparecimento de uma criança causou aos contribuintes um prejuízo 577 mil€. Pensando que estas pessoas iriam trabalhar a ganhar meio salário mínimo nacional, temos que acrescentar 248 mil€ de prejuízo para a economia.

Mesmo supondo que a criança foi assassinada por estas pessoas. Será que esta pena (que tem associada um prejuízo para a sociedade 825 mil €), vai dissuadir outros tios e mães de matar os seus filhos?

Será que este tio e esta mãe, se não estivessem presos, iam matar mais crianças?

A criança era muito querida e fofinha e até pode ter sido assassinada mas, em minha opinião, esta pena apenas serviu para alimentar o espírito de vingança que corre na veia de todos nós, incluindo as juízas (uso o feminino para ser integrante).

Caso 2) Hoje, guiar automóvel, é uma necessidade. Acontece que os pobres, com baixa escolaridade, têm muita dificuldade em "passar" na carta. No meio destas pessoas estão os membros das minorias mais desfavorecidas como os ciganos (impossível para os analfabetos).

Um homem de 46 anos foi apanhado 16 vezes a conduzir sem carta. Não consta que tivesse tido acidentes mas, mesmo assim, foi condenado a 23 meses de cadeia efectiva, 600 dias. Se cumprir 5/6 da pena, vai causar um prejuízo aos contribuintes de 30 mil € e ainda o rendimento perdido (talvez uns 20 mil €) necessário à família.

Não seria melhor haver uma escola de condução para as pessoas  com dificuldades sociais e intelectuais?

 

Vamos ao RSI - Rendimento Social de Inserção.

O RSI em 2020 foram 355 milhões € de despesa pública (ver, p.6) a dividir por 212 mil pessoas (uma média de 120€/mês por pessoa, contando 14 meses por ano).

Existem pessoas sem capacidade de trabalho (crianças, velhos e doentes e pessoas que tomam conta das crianças e dos velhos) e pessoas com capacidade física de trabalho.

Ninguém deveria questionar que de deve dar o RSI às pessoas pobres que não têm capacidade de trabalho mas ainda há pessoas que, movidas pela inveja, são contra.

Uma mãe com 6 filhos menores e um marido "sem actividade" receber 1116€/mês, 12 meses por ano (891€ de RSI e 225€ de abono) para pagar todas as despesas não me parece muito (dá os tais 120€/mês por pessoa). Quando era criança, a minha  situação era mais ou menos esta, o meu pai ganhava 1100€/mês a preços de hoje e éramos 8 pessoas a comer à mesa, numa casa coberta com folhetas e as dívidas eram mais do que muitas.

Penso que esta família não deveria despertar a inveja por parte dos outros mas ainda desperta.

 

E as pessoas pobres com capacidade física de trabalho?

Meti a palavra "física" porque a maioria dessas pessoas não tem capacidade laboral seja porque têm ligeiros problemas mentais ou falta de competências profissionais.

Vão fazer cursos de formação profissional mas em coisas totalmente desadequadas às suas capacidades. Tipo, um curso para ciganos de "Recepção Hoteleira" onde tentam ensinar línguas estrangeiras a pessoas quase analfabetas e que nunca na vida terão um emprego num hotel.

Para os homens deveria haver cursos de Ajudante de Pedreiro e de Trolha que são actividades onde qualquer um consegue 40€/dia (um dos sem abrigo que guarda carros em frente ao meu andar está a trabalhar como ajudante de pintor, a 40€/dia) e para as mulheres, tomar conta das crianças e dos mais velhos.

 

Voltando ao crime de Enriquecimento sem Justificação.

Se uma pessoa enriqueceu e não se consegue descobrir o que fez de errado é porque o que fez não causou prejuízo à sociedade!!

Além disso, se o ricasso conseguiu esconder o "crime" também vai conseguir esconder a sua riqueza!!

Depois, vamos cair no que os esquerdistas tanto criticam no Caso Lula. Aconteceu que o Lula não tem nada em nome dele mas como foi ver com a mulher um andar luxuoso, tem que se concluir que o andar lhe pertence.

Quer dizer que eu que fui, uma vez, visitar o Museu do Louvre com a minha mãe e disse "Este quadro ficava melhor daquele lado" ... um juiz vai concluir que acumulei uma enorme fortuna de que o Louvre é apenas a ponta do icebergue (não iria ser dono do Museu do Louvre sem ter um iate, uma ilhar e milhões em offshores)!


No princípio todas as leis criminais parecem boas.

Mas no final, juntando a inveja e a vingança, rapidamente caímos na tirania.

Já notaram como cada vez mais pessoas, porque contaram uma simples anedota em que entra um alentejano, são acusadas de serem "racistas, xenófobos e misóginos"?

Já notaram como cada vez mais pessoas são acusadas dos crimes de "falsificação de documentos, fraude fiscal e branqueamento de capitais" só porque, num contrato de arrendamento escreveram que a renda é de 250€/mês quando é de 350€/mês (porque, num documento anexo, o inquilino tem que entregar 100€/mês para o condomínio)?

 

O Sócrates vive como um milionário.

Deixem-no em paz que o Luís Filipe Vieira causou muito mais prejuízo ao Novo Banco e ninguém quer saber.

Deixem de ser invejosos.

Se o Sócrates fosse para a cadeia só ia causar prejuízo ao país (no caso dele, custaria muito mais que 59€/dia).

Eu faria o mesmo se pudesse e soubesse como!

 

O que é este velhinho esteve a fazer na cadeia? Só deu prejuízo ao país.

 

quinta-feira, 22 de abril de 2021

O "Sistema Capitalista de Produção" é uma invenção de Karl Marx

O ministro Pedro Nuno Santos referiu-se à GroundForce como "capitalismo sem capital".

Acontece que o termo Capitalismo como a organização da sociedade em que os meios de produção são propriedade privada, existe liberdade de decidir o que produzir e como e os preços são determinados no mercado, é uma invenção de Marx (1867) no seu livro O Capital.

Até então, o capitalista era uma pessoa que tinha bens, um rico. Com o desenvolvimento, nos finais da idade média, do comércio, começaram a surgir pessoas do povo com riqueza, os mercadores, que ao viverem na cidade (no burgo) começaram a ser referidos como burgueses. Como o ser humano é intrinsecamente invejoso, o capitalista era tanto mais mal visto quanto mais fosse rico, pelo povo e mesmo pela aristocracia.

Marx designa a economia de mercado como Sistema Capitalista com um objectivo pejorativo.

Por isso, metam no vossa cabeça: o capitalismo não existe, o que existe é a economia de mercado.

 

A Economia de mercado organiza-se em agentes económicos tipificados.

Por um lado, temos os Consumidores e, por outro lado, temos os Empreendedores.

Os Consumidores adquirem bens (pelos quais pagam o preço) mas também fornecem trabalho (pelo qual recebem o salário) e poupam (pelo qual recebem juros, rendas e dividendos).

Os Empreendedores produzem os bens (pelos quais recebem o preço) usando trabalho (pelo qual pagam o salário) e máquinas e instalações (pelas quais pagam juros, rendas e dividendos).

Apesar de o Empreendedor poder ser o dono legal das máquinas e instalações, deve o "dinheiro" aos aforradores, pagando um juro.

 

 Mark (e todos os esquerdistas) confundem capitalista com empreendedor.

O Empreendedor tem a ideia do negócio, montou o processo produtivo de forma eficiente e pediu recursos aos aforradores (pediu crédito). O Empreendedor tem domínio sobre o processo produtivo e vai ter lucro se for capaz de gerar mais valor que a concorrência. 

     Lucro = Venda dos bens produzidos - Salários pagos - Juros, rendas e dividendos pagos.

Assim, o lucro é a margem de optimização que o empreendedor consegue além do que existe.

O capitalista é o dono dos fundos, somos todos nós que temos "dinheiro no banco". Emprestamos esses recursos aos empreendedores mas não temos poder de decisão sobre o processo produtivo.

O Pedro Nuno, porque foi beber a Marx a sua economia, confunde estas duas coisas.


Quanto "capital" meteu o Jeff Bezos na Amazon?

Zero. E tem hoje activos no valor de 195 mil milhões de USD.

Quanto "capital" meteu o Elon Musk na Tesla?

 Zero. E tem hoje activos no valor de 175 mil milhões de USD.

Quanto "capital" meteu o Bill Gates na Microsoft?

Zero. E tem hoje activos no valor de 140 mil milhões de USD.

Quanto "capital" meteu Mark Zuckerberg na Facebook?

Zero.  E tem hoje activos no valor de 110 mil milhões USD.

 

Vamos supor que a TAP era privada.

Vamos supor que era uma empresa estratégia para Portugal como dizem os esquerdistas.

Nesse caso, da mesma forma que o estado cobre o prejuízo da empresa por ser pública, também deveria cobrir o prejuízo na medida em que não fosse por culpa de má gestão do privado.

 

Se o Estado tem uma prisão.

A prisão só dá prejuízo, cerca de 60€ por dia por cada preso, um total de 276 milhões € por ano. Mas, se virmos a "prisão" como estratégica para o país, vemos a prisão como produtor de um serviço (guarda os criminosos) e, por isso, o prejuízo transforma-se em custo de funcionamento.

 Agora, acharíamos aceitável alguém privado receber 40€/dia para guardar os criminosos.

O prejuízo de 1230 milhões € da TAP (e das demais empresas públicas) é visto com os mesmos olhos que as cadeias, "A TAP presta um serviço imprescindível a Portugal" mesmo que ninguém consiga ver que serviçoé esse. 

Mas se o serviço é imprescindível, seria aceitável a TAP ser privada e o Estado dar esses 1230 milhões € como "pagamento do serviço estratégico".

Será que a TAP teve em 2020 menor prejuízo do que teria se se o David Neeleman e o Humberto Pedrosa fossem accionistas maioritários e gerissem a empresa?

Não me acredito mas, neste caso, o comunistazeco ficaria cheio de inveja dos "capitalistas sem capital".

 

O Estado deveria cobrir o prejuízo da Groundforce a fundo perdido.

Há ajudas para toda a gente menos para a Groundforce e o ministro ainda mover os cordelinhos para estrangularem financeiramente a empresa.

O que o comunistazeco quer é a nacionalização de tudo e viu uma forma de o fazer: força as empresas à falência.

 

Quanto nos vão custar as maluqueiras do comunistazeco?

Não é que o fulano que comboio para todas as sedes de distrito!

Que sentido económico faz repor a linha até Bragança!

Nenhum.


O Pedro Nuno Santos é outro Sócrates, megalómano e tresloucado, que nos vai deixar a pedir.


quarta-feira, 21 de abril de 2021

A lenta morte do ciclismo deve-se a UCI não quer evoluir

Nesta semana o presidente do Real Madrid disse que o futebol pode morrer.

Estive a pensar em desportos que já movimentaram multidões e que, ano após ano, tem perdido interesse.

Lembro-me ainda há poucos anos da Volta a França ou o Giro serem transmitidos em horário nobre e de agora, já só dá depois da meia noite ou em canais da cabo que ninguém vê.

 

A morte de um produto é uma coisa natural.

Uns mais rapidamente e outros mais de vagar, todos os produtos têm um ciclo de vida. Aparecem, desenvolvem-se e, depois, morrem. Por causa do ciclo de vida é que as marcas estão sempre a inovar com novos modelos de automóveis, novas cores de roupa, novos penteados.

O desporto não foge da sina do "ciclo de vida" e se neste momento o futebol está num período de expansão,  olhando para outras modalidades que já foram importantes e que estão a agonizar, podemos prever que o futebol um dia também vai morrer.

 

A UCI - União Ciclista Internacional não quer inovar.

O desporto profissional serve para o aparecimento de inovações que sirvam o mudo das pessoas normais. E, realmente,comparando uma bicicleta de hoje com outra de 1950, é muito mais leve e tem melhores travões mas fica-se por ai. 

O que eu propunha é que se introduzisse mais tecnologia na bicicleta, por exemplo, transformá-la num "veículo híbrido".

 

Como era empolgante ver o Lance Armstrong arrancar na montanha e deixar todos para trás.

Dizem que esses arranques se deviam a um motor eléctrico escondido algures na bicicleta :-)

Então, a minha proposta é que as bicicletas de corrida passem a ter motor eléctrico mas a carrida começar com a bateria descarregada.

Nos percursos a descer, o ciclista perde velocidade para carregar a bateria (o que torna a descida menos perigosa). Depois, nas subidas ou nas fugas poderia usar essa energia extra.

Nas transmissões televisiva até poderiam mostrar o estado da carga das baterias de cada bicicleta.

 

O benefício de a bicicleta ter motor e bateria.

A corrida teria muito mais estratégia pois o atleta terá que optimizar o esforço ao longo de toda a corrida. Por exemplo, o ciclista pode esforçar-se numa etapa plana para carregar a bateria que vai usar, numa futura etapa de montanha.

Também as etapas teriam muito mais montanha e etapas muito maiores. Recordo que, actualmente, as provas têm "buracos" em que os ciclistas vão de carro.

Como esta e-bike, até subia a Rampa da Senhora da Graça
 

 Também poderia haver ultra-etapas.

Se existe a ultramaratona badwater-135 que são 217 km que passam por picos com 4450m, 1859m e 2530m num ambiente muito hostil (o record são 21h33m01s, uma média de 10km/h), também poderia haver uma ultra-etapa de bicicleta entre Vinhais e Faro, uns 1000km sempre de seguida.


terça-feira, 20 de abril de 2021

A SuperLiga Europeia é igual ao Troféu dos Cinco Violinos

Os clubes de futebol jogam futebol e muito mais coisas.

Muitos dos clubes de futebol nem sequer têm futebol no nome como, por exemplo, o Sporting Clube de Portugal ou o Atlético Clube de Madrid e, mesmo os que têm, por exemplo, o Futebol Clube do Porto, incluem muitas outras modalidades desportivas, desde a natação ao judo passando pelo ciclismo e pelo hóquei em patins.

Os jogadores de futebol dos grandes clubes são profissionais mas, na generalidade dos clubes, os jogadores têm outras actividades profissionais fora de campo. Mas, mesmo os melhores jogadores do mundo como o Ronaldo ou o Méssi, têm a maior parte dos seus rendimentos de actividades ligadas à publicidade.

 

As equipas de futebol jogam torneios enquadrados na UEFA e na FIFA mas não só.

Todos nós já ouvimos falar do Troféu dos cinco Violinos que é organizado pelo SCP. Este troféu é um jogo que decorre em finais de Julho / princípios de Agosto entre o Sporting e uma equipa convidada. Reparem bem: a equipa é convidada pelo SCP, sem qualquer critério desportivo.

E existem, regularmente, torneios entre os "gigantes europeus" nos USA ou na China para fazer uns cobres. Por exemplo, a International Champions Cup tem jogos nos USA, China, Europa e Austrália e fazem parte desta "brincadeira" 15 equipas nas quais está o Benfica:

América do México, Barcelona, Benfica, Chelsea, Fiorentina, Inter de Milão, Los Angeles Galaxy,  Manchester City, Manchester United, Milan, New York Red Bulls,  Paris Saint-Germains,  Real Madrid, Roma e  San José Earthquakes.

Cai na classe dos "jogos particulares" e os clubes têm total liberdade para fazerem os jogos que quiserem. Inclusive, podem alterar as regras do jogo, por exemplo, fazer 10 substituições ou reduzir o tempo de jogo a apenas 30 minutos.

Tanto quanto sei, a UEFA nem a FIFA disseram nada sobre isto. E os nossos jornalistas desportivos não se indignaram por a pertença a este grupo ser por convite.

 

As equipas querem um modelo semelhante ao do pugilismo.

Os pugilistas não podem ter um combate todas as semanas, o corpo não aguenta.  Por exemplo, o Floyd Mayweather Jnr. realizou 50 combates em 25 anos, o que dá uma média de 2 combates por ano.

Para maximizar o interesse na modalidade (e a capacidade de gerar dinheiro) é os combates serem "desafios" onde o vencedor ganha pontos em função da categoria do adversário. Por exemplo, se A ganha a B que tem 140 pontos (dos últimos 5 anos), vai somar 14 pontos ao seu palmarés (supondo que, em 5 anos, faz 10 combates, cada vitória divide os pontos do derrotado por 10).

Esta metodologia também existe no Golf, Judo e muitos mais desportos em que os torneios são independentes e "privados" mas a "federação" atribui pontos em função da dificuldade do torneio. Por exemplo, o Europeu de Judo dá mais pontos para o ranking do atleta vencedor do que o Judo Grand Prix de Tel Aviv.

 

Imaginemos um campeonato de futebol.

Mesmo que digamos que, em Portugal, os clubes são todos iguais, em termos de geração de receitas televisivas, os jogos entre o Benfica, o Porto e o Sporting geram muito mais receitas.

Para maximizar o negócio do futebol, o campeonato deveria ter "três voltas" entre estas 3 equipas mais a quarta  classificada no ano anterior. Desta forma, haveria 36 jogos entre os "4 grandes" (em vez de 2 jogos, haveria 6 jogos, por exemplo, entre o Porto e o Benfica, três em casa e três fora). Para manter o mesmo número de jogos, os "4 grandes" jogariam apenas um jogo com os últimos classificados do campeonato anterior.

Desta forma, todos os fins de semana haveria um jogo entre duas equipas dos "4 grandes" o que iria gerar muito mais receitas e dar mais emotividade ao campeonato.

 

O futebol não é desporto, é um negócio.

As pessoas confundem actividade física com desporto que é uma actividade realizada para nos divertirmos.

Apesar de jogarmos futebol com os nossos amigos ser um divertimento, aquilo que os jogadores profissionais fazem é trabalho e os clubes profissionais são empresas que procuram o lucro máximo.

Actualmente, nas olimpíadas, já em nenhuma modalidade existem "desportistas" mas apenas trabalhadores que vivem de resultados e de patrocínios públicos e privados.

Não vale a pena vivermos na ilusão de que os grandes clubes de futebol podem pagar milhões de euros a jogadores e treinadores mas que não podem maximizar as suas receitas.

 

A Superliga Europeia é um torneiro particular como outro qualquer.

Não vejo como a lógica ou legalidade de a UEFA proibir os clubes de participar neste torneio.

É que até o mais lógico é os "clubes" utilizarem jogadores diferentes, numa espécie de franchising, apenas com o objectivo de equilibrar as contas.


sábado, 17 de abril de 2021

Biocombustíveis, painéis solares, hidrogénio e máquinas inteligentes

Tudo isto são o anúncio do futuro.

Nós, enquanto máquina, usamos uma potência de 100W, o equivalente a uma lâmpada incandescente.

Por comparação, um automóvel a 100km/h que gaste 5 l/100km de gasolina, usa uma potência térmica de 42000W, o correspondente a 420 humanos.

A pouca potência que usamos tem que ser suficiente para tudo, desde o funcionalmente do coração e dos pulmões até à elaboração do mais estranho pensamento.

O homem "ultrapassou" a natureza quando passou a ter acesso a mais e mais energia. Nos últimos 200 anos a fonte de energia tem sido o carvão, o petróleo, o gás natural e, em menor percentagem, a força dos rios e a energia nuclear. Mas, agora, estamos na fronteira do futuro.


Combustíveis e painéis solares = Poderá o homem superar a Natureza?

Quando se fala de Inteligência Artificial a primeira pergunta que vem à mente é "Será que o homem tecnológico é capaz fazer uma máquina mais inteligente do que o cérebro humano?"

Teremos que ver o que o homem tecnológico já fez para imaginar se o impossível se pode tornar possível.

 

Imaginemos um filme que, em Full HD e com duração de 2h30 (em filme de 35mm). Há apenas 30 anos precisava de cerca de 10 km de fita divididos em bobines e bobines, caríssimas. Por serem tão caras, o filme Branca de Neve só tem som :-)))))

Actualmente, podemos meter 15 filmes numa pendrive de 64GB que tem um preço de 10€.

Conseguimos ter memorias muito mais eficientes do que a fita.


Vamos comparar os biocombustíveis com os painéis solares.

Os europeus , alguns, pensam que podemos aceder a mais energia sem emitir CO2 para a atmosfera queimando matéria orgânica produzida pelas plantas, em particular, fazendo gasóleo a partir de óleo de palma (que é um alimento dos mais pobres).

Vendo que um automóvel usa a potência de 420 humanos, vemos que essa medida vai condenar os pobres à fome e o ambiente natural desses países à destruição para a plantação de culturas produtoras de óleos.

O melhor que se consegue na produção de óleo de palma são 5000kg/ha por ano, 1,4g/m2 por dia que corresponde a 0,015kwh. Como Portugal é atingido com uma média de 4,2kwh/dia de energia solar, temos um aproveitamento de 0,35%.

Se pegarmos em painéis solares, uma configuração economicamente razoável consegue transformar cerca de 10% da energia solar em electricidade, cerca de 0,42kwh por dia. Este valor mostra que o painel solar é 30 vezes mais eficiente do que as palmeiras oleaginosas e é uma "cultura" que não precisa de água! podendo ser "cultivada" em terrenos desérticos.

 

O homem tecnológico consegue extrair 30 vezes mais energia do que a Natureza.

Se pensarmos apenas em energia, um terreno com painéis solares consegue captar 30 vezes mais energia a partir do Sol do que as plantas. 

Mas esta energia não está na mesma forma.

Se quisermos transforma tudo em força motriz, como o rendimento de transformação dos combustíveis de 25% e da electricidade é de 85%, a vantagem do homem tecnológico ainda fica maior, 100 para um.

Já se quisermos produzir alimentos a partir de electricidade, já as plantas têm vantagem pois a produção artificial de matéria organica e virtualmente impossível.

 

Não é ético queimar matéria orgânica porque o homem tecnológico é mais eficiente do que a Natureza.

As pessoas que se preocupam com o ambiente devem defender que não se queime matéria orgânica porque é rara e necessária para os seres vivos.

Os ramos que estão espalhados pelos matos e que há quem defenda a sua "valorização energética", deve ser deixada no terreno para que os fungos e bactérias se possam desenvolver e os insectos os possam ter como alimento (sim, os insectos conseguem digerir a madeira podre).

Muitos insectos nas forma larvar vivem de comer madeira podres e, depois, os animais comem esses insectos.

Queimas a matéria orgânica natural e esmagar os ecossistemas.


Poderá a inteligência artificial suplantar o cérebro humano?

Apesar de o nosso cérebro ter muito volume, é pouco eficiente em termos de volume porque desenvolveu-se de forma a poupar energia. O nosso cérebro tem uma potência de cerca de 20W.

Por comparação, um processador topo de gama gasta cerca de 10 vezes a energia do cérebro e, por isso, pode fazer muitas mais operações por segundo.

Pensando na comparação que fiz entre painéis solares (que produzem electricidade) e palmeiras (que produzem óleo), o que os computadores fazem não é exactamente igual ao que os nossos cérebros fazem mas, em certas métricas, o computador já é mais capaz que um cérebro.

 

Vamos agora até ao Futuro.

No futuro, toda a energia "artificial" será electricidade obtida em painéis solares.

Cada pessoa vai gastar, no seu carro, emprego e casa, cerca de 40 kwh/dia (que é o consumo dos americanos). 

Por exemplo, se cada um dos 5 milhões de automóveis que existem em Portugal fizer 50km/dia, serão precisos 5kwh/dia por pessoa.

Para isso, vão ser necessários 90 m2 de solo ocupado com painéis solares, um total de 900 km2 que representam APENAS 3% da área total do Alentejo

Fig. 1 - Disponibilidade de energia eléctrica num dia médio com painéis inclinados a 60.º e 3x de espaço livre.


A sociedade vai ter que se alterar porque a energia nocturna vai ser muito cara.

A luz solar é mais intensa a meio do dia pelo que quanto mais inclinado for o painel, mais uniforme vai ser a disponibilidade eléctrica ao longo do dia mas menor será o aproveitamento do terreno por causa da sombra.

Fig.2 - Quanto mais inclinado for o painel solar (a azul), maior será a produção de manhã e à tarde e menor a meio do dia mas o espaçamento livre tem que ser maior por causa da sombra (a cinzento).
 

A electricidade durante o dia vai ser quase dada.

Nesse tempo, serão carregadas as baterias dos carros, será aquecida água para usar durante a noite, os frigoríficos terão forma de armazenar o frio e as fábricas funcionarão à força toda.

Quando deixar de haver luz solar, terão que ser usadas as baterias e, ai, tudo dependerá de como vão evoluir!


Comparemos apenas estes três números.

O preço da electricidade é de 0,1416€/kwh e o preço do gás natural 0,05650€/kwh (EDP).

O último leilão de electricidade solar foi de 0,012€/kwh (ver), um desconto de mais de 90% relativamente ao mix eléctrico e 80% relativamente ao gás natural que pagamos.

 

Vai ser possível cultivar plantas no deserto sem água!!!!

Imaginem que usamos o deserto para produzir electricidade com painéis solares. Depois, longe dali, vamos fazer estufas com lâmpadas para as plantas, poderem crescer dia e noite.

 

Será que o gás natural moçambicano será rentável?

Se a electricidade solar já está 80% mais barata do que o gás natural, será que daqui a 10 anos ainda se vai usar gás natural?

Talvez para fazer electricidade durante a noite!

terça-feira, 13 de abril de 2021

O Rt já está em 1,20

Hoje, 13 de Abril, foi anunciado um Rt de 1,05 mas já está nos 1,20.

Como já expliquei, o Rt quantifica quantos "filhos" tem o Covid- 19 a cada geração.

Como uma geração de Covid-19 são 5 dias, obtém-se o Rt dividindo o número de novos positivos de hoje pelo número de novos positivos de ontem e potenciado a 5.

R(t) = [NPositivos(t) / NPositivos(t-1)]^5

Mas, como o número de novos positivos varia muito ao longo dos dias da semana tem que se calcular o valor semanalmente, a variação homóloga: o número de positivos de hoje a dividir pelo número de positivos há uma semana potenciado a 5/7 porque a semana dura 7 dias e o ciclo de vida são 5 dias.

Fazendo esta conta e lançando os valores num gráfico vemos que existe uma tendência crescente desde meados de fevereiro. Nessa altura o Rt estava em 0,6 e agora está em 1,2.

Fig. 1 - Evolução do Rt entre 1/1/2021 e 13/4/2021 (dados, DGS)


O que traduz um Rt de 1,2?

Que demora 19 dias a duplicar o número de casos.

Sendo que estamos na zona amarela ( temos Rt maior que 1 e 71 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias temos ), entraremos no quadrante vermelho daqui a 14 dias!!!!

 

Segundo os critérios do governo!

Até podemos discordar nos critérios mas respeitando os critérios, o desconfinamento terá que parar um bocadinho.

Não sei como será possível abrir restaurantes e universidades com o Rt em 1,2.

Para os restaurantes é muito mau mas as universidades estão, genericamente, a funcionar muito bem e já só falta 1 mês de aulas para o semestre terminar.


Também vou falar um bocadinho do Rui Rio.

Parece que o Rui Rio se está a candidatar ao cargo de juíz do Tribunal Criminal Central.

Quando saem dados altamente negativos para o governo em termos de aumento da pobreza e redução nos nascimentos, números com que o Costa massacrou o Passos Coelho e que consegue agora ser ainda pior, o Rio fala do Sócrates.

Do que valem os 34 milhões do Sócrates em comparação com 2 milhões de portugueses em risco de pobreza?

Do que valem os 34 milhões do Sócrates em comparação com uma taxa de natalidade inferior ao pior valor do tempo do Passos Coelho?

Cada vez mais me parece que o Rui Rio é o porta voz do PS para os casos incómodos.

Faz a vez do Jorge Coelho, "...leva".


Também sobre o Coelho.

Não quero mandar a sua alma para o inferno mas o que estaria ele a fazer num apartamento na Figueira da Foz com uma senhora, em período de proibição de abandono do lar excepto para trabalhar, que o levou a ter um ataque cardíaco?

Dá que pensar sobre os tais coágulo de certos medicamentos!

segunda-feira, 12 de abril de 2021

O investimento em Hidrogénio é deitar dinheiro fora

O uso do hidrogénio é igual ao uso de uma bateria.

Ambos as tecnologias servem para armazenar energia na forma química que, mais tarde, vai ser utilizada. A única diferença está nas reacções químicas usadas. 

 

Numa bateria de Lítio.

Em termos simples, quando a bateria está carregada, o Lítio está na forma sólida. A produção de energia eléctrica acontece durante a dissolução do Lítio:

   Lítio sólido ->  Ião de Lítio dissolvido +  energia

Quando a bateria está descarregada, todo Lítio está dissolvido. A recarga faz o Lítio dissolvido tornar a ficar sólido:

   Ião de Lítio dissolvido +  energia -> Lítio sólido

Para realizar esta reacção electroquímica usa-se também o Carbono (na forma de grafite) e a Cobalto (na forma de óxido). Por isso, em termos técnicos, a bateria é de Lítio, Carbono e Cobalto.

A descarga tem duas reacções (uma em cada eléctrodo)

   CLi -> C + Li+ + e- (pólo negativo)

   CoO2 + Li+ + e- -> LiCoO2 (pólo positivo)

A energia é o electrão que passa pelo circuito eléctrico (exterior à bateria)

A carga inverte esta reacções

   C + Li+ + e-  ->  CLi (passa a pólo positivo)

   LiCoO2 -> CoO2 + Li+ + e- (passa a pólo negativo)

 Agora, é preciso energia para "empurrar" o electrão de volta ao CLi usando-se o mesmo circuito eléctrico (exterior à bateria)mas com polaridade trocada.

Durante o funcionamento da bateria de Lítio (carga e descarga), todos os elementos químicos estão fechados dentro de um reservatório.

Fig.1 - Esquema da descarga e recarga da bateria de Lítio

 

Numa bateria de Hidrogénio.

Em termos simples, quando a bateria está carregada, o Hidrogénio está na forma sólida e a produção de energia eléctrica acontece durante a dissolução do Hidrogénio:

   Hidrogénio gasoso ->  Hidrogénio dissolvido +  energia

Para a bateria se ver livre do Hidrogénio dissolvido, usa oxigénio que o transforma em água (que se deita fora). 

   Hidrogénio gasoso + Oxigénio ->  Água +  energia

A recarga da bateria faz-se fora da bateria, em unidades que vão produzir hidrogénio na forma gasosa a partir de água e de energia:

   Água +  energia -> Hidrogénio gasoso + Oxigénio

 Durante o funcionamento da bateria de Hidrogénio, carrega-se a bateria metendo hidrogénio (que vem da "fábrica de Hidrogénio")e deita-se fora água. Assim, é um sistema aberto.


São tecnologias concorrentes.

Ambas as tecnologias usam energia eléctrica para carregar o sistema e, depois, o sistema produz electricidade de volta.

Ao serem concorrentes e a tecnologia das baterias de Lítio estar em fase "madura" e com custo de produção competitivo, apenas teria racionalidade económica investir na tecnologia das baterias de Hidrogénio se as vantagens fosse muitas, o que não é o caso.

Vantagem da bateria de Hidrogénio.

Como o Hidrogénio é produzido fora da bateria, a "recarga" de um veículo automóvel será muito rápido. É só ligar o tubo e meter o gás num depósito.

Potencialmente, uso menos metais escassos.

Desvantagem da bateria de Hidrogénio.

O Oxigénio necessário ao funcionamento da bateria vai ser captado do ar. Como o ar, além do Azoto, tem muitos contaminantes, a bateria vai ficar rapidamente estragada, entupida. A solução é usar, além de Hidrogénio, também Oxigénio sem contaminantes mas isso duplica o custo do processo.

Vantagem da bateria de Lítio.

Como está tudo dentro de uma cápsula, a bateria dura mais, cerca de 1200 cargas. 

Desvantagem da bateria de Lítio.

A bateria demora muito tempo a ser carregada. Além disso, o Lítio e o Cobalto são matérias primas pouco abundantes.


Porque serão as baterias importantes?

Há quem pense que o problema está no uso de combustíveis fosseis produzirem gases com efeito de estufa, o dióxido de carbono, sendo obrigatório a sua substituição nos veículos automóveis por "energias limpas".

Mas a sua verdadeira importância resulta de a energia eléctrica solar estar cada vez mais barata de produzir e só haver luz solar durante o dia!!!!

 

Vamos fazer uma pequenas comparação.

 Pegando em dados americanos, o custo de produção usando carvão está nos 0,031€/kwh. Esta energia está constantemente disponível 24h/dia o que faz com que nas horas de maior consumo (durante o dia) o preço seja mais elevado e mais baixo durante as horas de menor consumo (durante a noite).

A energia eléctrica usando painéis solares está nos 0,011€/kwh (último leilão) e com tendência de queda. Como a energia eléctrica solar apenas existe durante o dia com um pico por volta do meio dia, no futuro vai ser preciso cobrar um preço mais baixo durante o dia (altura em que vamos carregar as baterias) e muito mais cara durante a noite.


O problema ainda está no custo das baterias mas já é competitivo.

Estimativas indicam que as baterias têm um custo na ordem dos 160€/kwh (fonte)

Tendo a bateria uma vida na ordem das 1200 cargas, 0,13€/kwh.

Somando que na carga se perdem 15% e ainda 0,02€/kwh para a REN (o transporte), o custo total será na ordem dos:

0,011/(1-15%) + 0,02 + 0,13 =  0,16€/kwh.

 

O preço da electricidade solar já começa a ser competitivo!!!!!

Há 10 anos atrás, era impensável algum dia a electricidade solar vir a ser competitiva. Na altura ficaria acima de 1,00€/kwh. Por oturo lado, as baterias também eram caríssimas.

Se a queda foi tão significativa, provavelmente, o futuro vai tornar obrigatório, em termos económicos, que toda a energia seja produzida a partir da luz do sol e o uso de baterias para termos energia nos veículos e durante a noite.


E porque não construir uma rede eléctrica trans-continental?

Tudo dependerá da evolução do preço das baterias.

Está previsto que caia brevemente de 120€/kwh para 85€/kwh mas são apenas previsões.

Num futuro próximo é capaz de fazer sentido económico haver uma ligação eléctrica entre Portugal e a Coreia do Sul ou o Japão, uns pequenos 13600 km.

Entre a Coreia do Sul e o centro da União Europeia existem 8 fusos horários pelo que poderá haver na Europa energia eléctrica solar entre as 2h da manhã e o pôr do Sol e no Oriente entre o nascer do Sol e as 2h da manhã.

Depois, as sociedade adaptam-se à nova energia barata.

Fig. 2 - Futura linha eléctrica que vai ligar campos produtores de energia eléctrica ao longo do paralelo 40 na Euro-Ásia. 


Deixem o Sócrates em paz.

O caso Sócrates não passa de uma novela da CMTV que a TVI e, depois, a SIC e a RTP copiaram.

Tal como ninguém questiona quanto Afonso Henriques roubou, deixemos essa novela para a História julgar.

E a discussão é desonesta pois não ficou provado que o Sócrates foi corrompido pois o despacho de pronuncia não é uma sentença. Apenas existem indícios que justificam haver julgamento.

E uma sentença nunca se deve pronunciar sobre os crimes prescritos porque o  "condenado" não pode apresentar prova sobre crimes prescritos.


sábado, 10 de abril de 2021

Sócrates = Será a corrupção grave para a sociedade?

 Um juiz disse que o José Sócrates foi corrupto enquanto que outro disse que não.

Mas não é sobre isso que quero escrever mas desafiar o leitor a pensar se a corrupção é grave para a sociedade, em particular, para a Economia.

Bem sei que muita gente aparece na TV, professores doutores, a dizer que é grave, que causa um prejuízo no nosso país maior que não sei quantos milhares de milhões por ano mas essas pessoas nunca dizem em que se basearam, que conta fizeram para chegar a esses números.

Mais ainda, assumindo que "toda a gente sabe do que eu estou a falar", não dizem o que é a corrupção e quais são os canais que levam ao prejuízo.

Estes professores doutores tanto são de direita como de esquerda, desde o Chega ao BE passado pelo CDS, PSD e acabando no PS e na CDU. Basta lembrar os nomes Paulo Morais da direita e Ana Gomes da esquerda.


O que é a corrupção?

É a degradação de alguma coisa. A corrupção de um discurso é a retirada ou acrescento de palavras que leva a que a mensagem se altere, deixe de ser compreensiva.

No tempo do Salazar havia um exemplo de corrupção.

Alguém escreveu "Fora com Salazar não é a pessoa certa para salvar Portugal" e foi imediatamente preso pela PIDE.

Levado a julgamento sumário, alegou que foi preso antes de colocar a pontuação. A frase que pretendia escrever era:

"Fora com Salazar? não!!! é a pessoa certa para salvar Portugal."

O sentido da mensagem alterou-se completamente, estava corrompido.


A corrupção não existe sem Lei.

A corrupção refere-se a não respeitar uma lei. Por exemplo, uma pessoa que circula na auto-estrada a 150km/h está a corromper a lei que diz que "o limite máximo de velocidade é de 120km/h".

Logo, numa sociedade sem lei, nunca pode haver corrupção.

Como a sociedade tem, além das leis, agentes que obrigam ao cumprimento da lei, a corrupção acaba por ser um "pagamento" por parte de quem viola a lei ao agente responsável por garantir o cumprimento da lei.

Haja ou não dinheiro em jogo, existe sempre corrupção.

A nossa lei separa o "agente passivo" (o que paga) do "agente activo" (o que recebe).


O que dizem os dados e os estudos.

Os países mais pobres são mais corruptos (medido como a percepção que as pessoas têm) mas a principal razão é os países pobres terem leis erradas (a corrupção é uma forma de lubrificar a engrenagem de uma sociedade mal governada).

É que a corrupção será boa quando as leis forem más e, como na génese da maioria das leis está a tradição e não a procura da eficiência da economia nem a felicidade das pessoas, muitas vezes, principalmente nos países mal governados, a corrupção é a única forma de a sociedade funcionar.

Em termos de impacto no desenvolvimento e crescimento económico, não se observa qualquer impacto, seja positivo ou negativo. ZERO. 

Além disso, o combate à corrupção tem custos e vítimas havendo que ponderar os custos com os benefícios.

Podem ler este estudo que usa toneladas de dados e que não encontra nada.

Para desenvolver o espírito crítico, vou apresentar alguns exemplos de "corrupção positiva".


Os vistos do consolado de Bordeaux.

Durante a 2.a Guerra Mundial, como milhões de pessoas queriam fugir da guerra, foi proibida às embaixadas e consulados portugueses na Europa a concessão de vistos (Circular 14 de 11 de Novembro de 1939).

Essa lei ainda hoje existe e, por isso, é que os do SEF mataram o ucraniano ou a GNR anda a caçar os marroquinos que chegam ao Algarve de barco.

Em o Cônsul Aristides da Sousa Mendes deixou-se corromper e passou milhares de vistos de entrada em Portugal e mesmo passaportes falso. Pode não ter recebido dinheiro mas deixou-se corromper pela pena, chegando mesmo a ser amante da refugiada Andrée Cibial.

Foi demitido por ser corrupto mas a História considera-o um Homem Justo.

 

Vamos a outro exemplo.

Na Koreia do Norte vive-se uma crise terrível, com os seus 26 milhões de habitantes a passar fome.

Imaginem que eu mandava vir 100 mil trabalhadores na KN e arranjava-lhes um trabalho a ganhar 5€/hora na"economia negra" (i.e., nem pagar taxas nem impostos). 

Começava por ser bom para o empregador (o SMN fica a 6,20€/h para o empregador).

Metia-os em barracas, dava-lhes a comer uma coisa qualquer e ainda 1,00€/h para levarem para casa.

Se trabalhassem 12h/dia e eu tivesse um encargo em alimentação e alojamento 3€/dia, ficava com um lucro de 4,50 milhões € por dia.

Pagando a viagem de ida e volta, ao fim de 6 meses tinha 750 milhões €.

Pegava nesse dinheiro, comprava 1750 mil toneladas de arroz no Vietname que exportava para a KN, dava 70 kg para cada pessoa.

Juntamente com as couves que produzem por lá, já dava para tapar a fome.

Mas para isso ser possível, seria necessário corromper muitas leis.

Teria mesmo que corromper as leis da aviação para a viagem ficar barata. Alugava um Boing 747 (desses que estão parados porque têm um problema qualquer não identificado)  e, num avião com 660 lugares sentados, metia outros tantos de pé. Conseguia transportar as 100 mil pessoas com apenas 75 viagens.


Um terceiro exemplo.

Um dia fui visitar um acampamento cigano da minha terra. No meio da conversa o "mais velho"disse-me "O que precisávamos era de um terreno para enterrar os nossos mortos. É que para a nossa etnia, uma vez enterrada a pessoa, não se pode mais mexer."

Fui estudar a legislação.

A Lei diz explicitamente que "A inumação não pode ter lugar fora de cemitério público (...)" (Par. 1.º do Art. 11.º do DL n.º 411/98, de 30 de Dezembro) mas contradiz-se logo na Al. b) do Par. 2.º, dizendo que " São excepcionalmente permitidos (...) A inumação em locais especiais ou reservados a pessoas de determinadas categorias, nomeadamente de certa nacionalidade, confissão ou regra religiosa, para tal autorizados pela câmara municipal respectiva"

Ora, atendendo às crenças dos ciganos, poderiam-se enquadrar na excepção. 

Como vi um mato à venda, barato (só me custou 4500€), longe de estradas e casas, comprei-o. Depois, perguntei às autoridades "Será que os ciganos podem fazer um pequeno cemitério no meu mato?".

As autoridades não disseram nada mas mandaram-me, por linhas travessas, um recado, "A gente não pode dizer que sim nem que não porque até nem sabemos que legislação se aplica mas eles que façam o que quiserem e que não digam nada a ninguém que nós fechamos os olhos. E quando for para enterrar, isso está delegado na  junta e ninguém vai dizer que não."

Respondam-me a isto, qual é o prejuízo de fazer um cemitério no meio de um mato, longe das vistas para lá se enterrar quem quiser?

 Mesmo que corrompa a lei (por omissão), será que os mortos vão fugir?

Se causa benefício a uns e não causa prejuízo a mais ninguém, faça-se.

 

Para a corrupção ser má tem que causar maior prejuízo do que o lucro.

A primeira regra a que devem obedecer as leis é que o lucro que induzem na pessoa que a viola tem que ser menor que o prejuízo nos terceiros mais o custo de a implementar.

 

Vejamos uns exemplos em que é custoso fazer cumprir a lei.

Num casal gay, o João bate muito no Alberto o que é um crime de violência doméstica mas, como se amam muito, querem continuar a viver na mesma casa. Será que deve ser colocado um GNR 24h por dia em casa dos gays (um custo para o contribuinte de mais de 5000€/mês) para que os dois possam viver juntos e sem violação da lei?

Uma pessoa gosta muito de silêncio mas vive num bairro social (de onde não quer sair) com outras 99 famílias que são muito barulhentas. Será que, para se respeitar a lei do ruído, será de "educar à bastonada" as 99 famílias em favor da pessoa que gosta de silêncio?

Uma pessoa tem uma casa cheia de riquezas mas não quer ter fechadura nas portas.  Acontece que, diariamente, entram-lhe em casa os amigos do alheio. Será que para cumprir a lei da propriedade privada se devem meter todos os amigos do alheio na cadeia onde custam 50€/dia ao contribuinte?

 

Se uns ganham outros perdem = É o equilíbrio de Pareto.

A economia tem duas partes, a parte da produção (que acontece nas fábricas, campos, escritórios, etc. mediante capital, trabalho, recursos naturais e conhecimento) e a parte da distribuição (a proporção de divisão da produção pelas pessoas).

No comunicação social fala-se mais da distribuição (se deve haver mais salários e menos lucros) em vez de se falar na produção (quais as barreiras que nos fazem ser menos produtivos que os alemães).

Quando um ganha à custa de outro perder, não existe perda para a sociedade como um todo. 

Se a Maria rouba 100€ à Joana, a Maria fica melhor exactamente como a Joana fica pior mas continua a haver 100€ na sociedade.

Muitas das vezes a corrupção é apenas um problema de distribuição: em vez de ser a Maria que fica com a maça, é o João. Neste caso, o impacto da corrupção na sociedade será nulo.

Diferente será se para a Maria ficar com os 100€, o prejuízo da Joana foi de 500€ (porque caiu e partiu um dedo).


Vejamos um exemplo em que a corrupção é negativa.

As sardinhas andam no mar e para haver peixes no próximo ano, este ano não podemos pescar todas as sardinhas. Vamos supor que estudos indicam que é sustentável pescarem-se 5000 toneladas todos os anos. Se a agente responsável pela pesagem do pescado corromper a balança, este ano até podemos pescar 10 000 toneladas mas, no futuro, as capturas vão ter que diminuir para 1000 toneladas por ano.

Este ano os pescadores vivem melhor e as pessoas podem comer mais sardinhas mas, no futuro, ficam na miséria.

 

A maior parte da corrupção não causa prejuízo à sociedade.

A maior-parte da corrupção é nos direitos de construção.

Existe um PDM que permite construir 4 pisos. Depois, alguém dá um dinheirito e altera-se o PDM para permitir 6 pisos.

Qual é a lógica de o PDM permitir apenas 4 pisos?

Ao passar ilegalmente de 4 para 6 pisos, quem é prejudicado?

Se na Rua do Barredo, no Porto, com 2 m de largura, a cércea é de 5 pisos, porque razão em ruas  largas é de apenas 3 pisos? Talvez porque no passado os do urbanismo eram corruptos!

 

Finalmente, um bocadinho de Sócrates!

Bem sei que dizem que o Sócrates nos levou à falência mas o julgamento não é sobre a governação do pais, é apenas sobre corrupção na Venezuela.

Qual o prejuízo que o Sócrates, mesmo que tenha corrompido a lei (por exemplo, o cargo de primeiro ministro tem que ser exercido em exclusividade e o Sócrates fez negócios na Venezuela durante o seu mandato), causou (além do lucro que teve)?

Quem são os prejudicados?

Onde é que eles estão?

Emprestar uma casa em Paris e fazer um contrato de arrendamento falso (para poder ligar a água e a luz) é um crime suficiente para acusar uma pessoa? Se assim fosse, estava toda a gente na cadeia.

Mas esse crime não foi praticado em França? Terão os nossos tribunais a obrigação de julgar crimes cometidos em França?

E os crimes cometidos na Venezuela por portugueses, o que é que temos a ver com isso? 

Será que todo o emigrante português que comete um crime tem que ser julgado em Portugal?

Não terão mais nada que fazer?

quinta-feira, 8 de abril de 2021

O problema da AstroZeneca pode ser resolvido dando apenas meia dose

 A AstraZeneca decidiu, sem base científica, que a dose normal da vacina deveria ser de 0,5 ml.

Acontece que, durante o ensaio da perigosidade e eficácia (a fase 3),  foi aplicada por engano a um grupo de pessoas apenas meia dose, 0,25 ml e, por estranho que pareça, essas pessoas mostraram ainda maior resistência à doença do que as pessoas que tomaram a dose toda (ver a notícia).

Se a dose toda pode causar uma morte em cada milhão de pessoas, a solução, em vez de "proibir" o seu uso, será experimentar dar apenas 0,25 ml.

Desta forma, cada frasco, em vez de dar para vacinar 10 pessoas, dará para vacinar 20 pessoas!

Acabam-se as mortes e vacinam-se mais pessoas, duplo ganho.

 

Na Coreia do Norte até podem usar uma dose para 100 pessoas.

A vantagem da vacina da AstraZeneca é que é formada por vírus vivos!

Sim, é um vírus transgénico, pegaram num vírus que normalmente causa constipação ou resfriado, um adenovírus, e acrescentaram-lhe um gene do Covid-19.

A vantagem disto é que, uma vez injectado no nosso corpo, o vírus reproduz-se enquanto o sistema imunitário não tiver anticorpos.

 Nos países muito pobres, onde não há vacinas, à falta de melhor, acrescenta-se soro fisiológico ao frasco e divide-se cada dose por 100 pessoas.

Fazer uma fila de povo, pegar num injector sem seringa, "injector a ar", e pumba, pumba, pumba, pumba. E a eficácia será pouco diferente.

Como diz o Costa, o poucochinho é melhor do que nada.


É o medo de inovar e falhar!

Deveria ser administrada meia dose da vacina a todas as pessoas e, só quando todos os portugueses tivessem a primeira meia dose é que deveria ser dada a segunda dose.

Mas os decisores políticos têm medo! 

É que se acertarem, ninguém lhes dá crédito mas, se errarem, a comunicação social e as redes sociais dão cabo deles.

Este problema coloca-se de forma grave nas empresas pois a inovação, apesar de ser o motor do aparecimento de novos produtos com maior valor, tem risco de fracassar. 

Será que os satélites da StarLink vão mesmo ter sucesso? Apesar de haver centenas de milhões de pessoas que vivem longe das cidades e, por isso, sem acesso à internet, tenho muitas dúvidas (direi mesmo que tenho a certeza que vai falhar mas já tinha essa certeza relativamente à Tesla). É que essas pessoas são pobres, não podendo pagar "tecnologia espacial" e a inovação tecnológica vai fazer aparecer novas soluções terrestres, muito mais baratas como, por exemplo, as redes wi-fi ponto a ponto entre telemóveis.

E, pelo menos em Portugal, o fracasso tem muito maior impacto que o sucesso (a quem ninguém dá crédito).


Vejamos um exemplo.

Há muitas empresas farmacêuticas e dezenas delas investiram milhões de euros no desenvolvimento da vacina para o Covid-19.

Muitas dessas empresas não conseguiram nada, foi fracasso total. O prejuízo que tiveram terá que ser suportado pelos seus donos sem ninguém dizer "esse fracasso foi importante porque permitiu eliminar caminhos sem futuro".

Algumas poucas conseguiram ter sucesso.

O que dizem as "grandes individualidades" do nosso pequeno país?

Que são uns exploradores sanguinários, retire-se-lhes as patentes.

Essas as "grandes individualidades" criaram alguma vez alguma coisa?

Nada, são apenas "grandes individualidades".

 

Parece que o Sócrates está acusado de fazer o que eu disse, há 6 anos, que tinha feito.

Foi à Venezuela (como primeiro ministro) e fez negócios com o Chaves (como presidente) que beneficiou empresas portuguesas e a ele próprio e foram ruinosos para a Venezuela (que não se queixou).

E isso é algum crime em Portugal? 

Tivéssemos nós, como os espanhóis, franceses, ingleses, americanos, suecos, ... têm, mais primeiros ministros a roubar por esse mundo fora em benefício de empresas portuguesas.

O bicho deveria era receber uma medalha.

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