quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

Nunca haverá um governo PSD apoiado pelo PS

A ideia do Rui Banana Rio é a criação de duas tendências no PS-SD

Pensa o Rui Banana Rio, "Criamos o Partido Socialista Social Democrata e se a tendência PS tiver mais votos que a tendência PSD, governa o PS e governa a tendência PSD no caso contrário."


Esta ideia do Rui Banana Rio é uma revisão constitucional sem rever a Constituição.

As regras actuais é que, 1) as pessoas votam, 2) a partir dos votos são eleitos 230 deputados em círculos distritais, 3) havendo apoio de 116 deputados, forma-se o governo.

Mas não existe uma correspondência directa entre Votos. Deputados e Governo (existem os distritos onde os votos são distribuídos pelo Método de Hondt e o Governo pode ser minoritário). Esta forma de distribuir os votos e a divisão em distritos favorece ligeiramente o partido mais votado de forma que, com a actual distribuição dos votos pelos partidos, o vencedor consegue maioria absoluta, isto é, 116 deputados, com 42% dos votos (e não os 50% dos votos mais um).

Fig. 1 - Relação entre resultados eleitorais e número de deputados nas últimas 3 eleições legislativas


Mas a Grécia é diferente e ninguém diz que não é uma democracia.

Os votantes elegem 250 deputados e o partido mais votado tem ainda direito a mais 50 deputados.

Se o PSSD fizer uma revisão da constituição para a escolha dos deputados da nossa Assembleia da República  seguir o modelo grego, elegeremos 192 deputados (83,3%) pelos actuais círculos eleitorais distritais e o partido vencedor fica com mais 38 deputados (16,7%).

Neste modelo grego, para que o partido mais votado consiga a maioria absoluta só precisa eleger 78 deputados em 192 para o qual são suficientes 34% dos votos expressos pois ainda são somados os 38  necessários para os 116 deputados da maioria absoluta.


Porque não propõe o Rui Banana Rio esta revisão eleitoral?

A Constituição pode-se rever desde que a alteração seja apoiada por 154 deputados, isto é, por uma maioria qualificada de 2/3 dos deputados. O PS-SD tem sempre mais do que os necessários 154 deputados.

Pronto. fazem essa pequena alteração.

É simples, barato e acaba-se com a anunciada "Ingovernabilidade causada pela entrada de pequenos partidos".


Nunca o PS vai dar apoio parlamentar a um governo minoritário do PSD.

Em 30 de Janeiro, o mais provável, e essa probabilidade está acima de 99%, é o PS ganhar novamente com maioria relativa, talvez até os mesmos 108 deputados que tem agora. Mas, mesmo que por milagre o PSD tenha 114 deputados (e o PS apenas 14 deputados), se não conseguir com a IL e o CDS (e incluo também o CHEGA) a maioria de 116 votos, o PS vai conseguir governar apoiado pelos CDU e BE (mesmo que estes partidos tenham mais deputados que o PS).

A "sociologia política" portuguesa está assim, nesse cenário muito improvável do PSD ganhar, surgirá de novo o slogan "Toca a reunir que vêm ai as políticas neoliberais de direita" e o  PS minoritário formará governo com apoio parlamentar da esquerda toda.

Não sei onde o Rui Banana Rio tem a cabeça para acreditar que o PS vai viabilizar o "seu governo minoritário" quando não viabilizou o governo do Passos Coelho quando só lhe faltavam 8 deputados para a maioria absoluta.


Será que o governo PS é assim tão diferente do governo PSD?

Fui ao Banco Mundial buscar os dados sobre o PIB per capita a preços correntes dos países latinos (Portugal, Espanha, França e Itália) e calculei o nosso como uma percentagem da média destes 4 países.

Observa-se que, entre 1999 e 2010 a taxa de convergência com a média foi de 0,14 pontos percentuais por ano. Quer isto dizer que nestes 12 anos o nosso nível de vida aumentou muito ligeiramente de 59,8% para 61,4% da média.

Em 2010 veio a crise das dívidas soberanas, a bancarrota, e entrou o governo do Passos Coelho que introduziu reformas na economia no sentido da liberalização no mercado de trabalho (facilitou os despedimentos, diminuiu o sobre-preço das horas extraordinárias, facilitou os contratos a prazo) e no mercado imobiliário (facilitou o ajustamento das rendas antigas aos preços de mercado).

Crise é crise e, acabada em 2013, a economia começou a crescer mais do que essas economias latinas pelo que o nosso nível de vida começou a convergir 1,15 pontos percentuais.


Fig. 2 - Evolução do PIB per capita português (relativo à média dos FR, SP, IT e PRT)

O governo do António Costa não estragou o que o Passos Coelho fez.

O António Costa é, no seu discurso, um esquerdista radical pior que os piores da CDU e do BE mas, na prática, não é bem assim.

Em tempos em que o Tribunal Constitucional chumbava tudo o que o Passos Coelho precisava de fazer. Lembrei que quem avançou com os "recibos verdes" e os "contratos de trabalho a prazo" foi o Mário Soares (quando disse "tive que meter o socialismo na gaveta") que, propostos num governo de direita, seriam declarados inconstitucionais (por violarem o "direito ao trabalho").

O Costa tem um "Orçamento para os pardais" que são uns milhões para meter eu coisas sem futuro e que se traduzem apenas em prejuízo para os portugueses. É a TAP e demais empresas públicas mas também o salário mínimo. Digamos que mete 10% nestas merdas.

Depois, os restantes 90%, são idênticos ao que faria o Passos Coelho em "viagem de cruzeiro".

Por estranho que pareça, o esquerdista Costa sabe que as políticas esquerdistas levam, sem qualquer dúvida, à pobreza. Pelo contrário, o Rui Banana Rio não o sabe.


A diferença está mais no discurso que na substância.

O PS tem lá pessoas totalmente alienadas para as esquerdas mas o Costa abafa-as só lhes dando 10% do poder.

O PSD tem lá pessoas de muito valor e conhecimento, mas o Banana Rio abafa-as só lhes dando 10% do poder.

Digamos como o povo, são pães com formas diferentes mas feitos com farinha do mesmo saco.


Vou só falar um bocadinho do CHEGA e da obrigação de trabalhar.

O André Ventura defende que as pessoas que recebem subsídios e podem trabalhar devem ser motivados para trabalhar.

Digamos que o Rendimento Social de Integração deve ser transformado em Trabalho Social de Integração, da mesma forma que existem apoios apoiados para as pessoas menos válidas.

Claro que a esquerda diz que isso é totalmente inaceitável.

Mas vamos ler a Constituição Portuguesa de 1976, o texto original feito pelos esquerdistas. Não é que diz lá, que as pessoas têm a obrigação de, podendo, trabalhar (o negrito é meu)?

O dever de trabalhar é inseparável do direito ao trabalho, excepto para aqueles que sofram diminuição de capacidade por razões de idade, doença ou invalidez. (par. 2.º, Art. 51.º da CP de 1976).

Talvez se pegarmos nas ideias do André Ventura e dermos uma volta pelos países comunistas, se calhar, íamos encontrar lá muitas dessas (por exemplo, Cuba tem a pena de morte por esquadrão de tiro. Os últimos executados, em 2003, foi pelo crime de sequestro de um ferriboat com a intenção de roubar combustível para fugir para o USA).

Fig. 3 - O cabo José Cipriano Rodríguez lá se foi e não foi fuzilado pelo André Ventura!

sexta-feira, 26 de novembro de 2021

Em Portugal há muitos negacionistas mas estão na DGS.

Ninguém se questiona porque em Portugal não são disponibilizados os números da COVID-19?

Vem um qualquer às televisões  e arrota números e quadros mas, se alguém quiser os dados, é melhor estar quieto, sentado no sofá a ver comentários sobre futebol.


Vejamos esta grande mentira!

Por um lado, dizem que somos o país do mundo com maior percentagem de vacinados. Avançam mesmo com o número de temos mais de 87% da população vacinada (no site falam em 15212273 doses).

Fui ao Banco Mundial quantas pessoas existem em Portugal com menos de 12 anos e são 10,6% da população. Isto quer dizer que apenas há 2% da população que sendo adulta ou adolescente não está vacinada.

Por outro lado, dizem que as pessoas que estão internadas nos hospitais e as que morrem são, em grande maioria, não vacinadas.

Acham possível que a grande maioria dos internados nos hospitais pertençam aos 2% que faltam vacinar?

Para quê tantos anúncios a favor da vacinação se há apenas 2% das pessoas elegíveis que ainda não foi vacinada?


As pessoas são negacionistas mas disfarçam como podem.

Aquela frase do Vice Almirante Sebastião tirada da conspirativa QAnon "Isso da terceira dose é uma estratégia comercial dos laboratórios" ou a frase dos pediatras da ordem dos médicos de que "Não está provado que a vacina faça bem às crianças", adaptada do decreto Afegão de que "Não está provado que o Profeta aconselhe a vacinação das crianças", é uma tentativa para que não se vacinem as pessoas com mais doses.

Envio ao D. Sebastião a evolução do número de casos em Israel. Nesse país perseguido por todos os esquerdistas detectaram em princípios de Julho que estavam a chegar pessoas aos hospitais vacinadas. Vai dai, não ficaram à espera do que a decrépita a Avó Graça ou o Vice-almirante Cantigas tinham para dizer mas atacaram com a única arma que tinham à mão, a vacina. Decorridos 15 dias, no dia 29 de Julho, toca a dar a terceira dose a toda a gente.

E mesmo assim foram tarde pois só passados 33 dias, a partir do dia 31 de Agosto, os casos começaram a diminuiu.

Evolução de casos em Israel e localização do início da vacinação e da 3.a dose.

Vá lá em fins de Setembro.

Daqui a nada temos 10000 casos e 100 mortos por dia.

Olhando para os dados de Israel, mesmo os mais negacionistas, pelo menos desde finais de Setembro, que têm que aceitar que a terceira dose dá resultado. Não há mais nada, é barata, não causa dano e acaba a doença.

E o que temos por cá?

Uma ministra da saúde que parece uma barata tonta a atacar tudo e todos e depois a chorar.

O vice-almirante cantigas a demitir-se porque lhe anunciaram um tacho que, afinal, não existia e agora está mortinho por ser chamado outra vez.

"Especialistas" a proibir as crianças de serem vacinadas e das outras pessoas levarem a terceira dose porque "não têm a certeza dos benefícios". Quem não sabe é ignorante e, sendo que são ignorantes, não digam bacoradas dessas.

Mas quem decide a vida de cada um de nós são esses "especialistas" ou cada um de nós?

Se um pai quer vacinar a sua criança, que tem a velha de dizer que não pode?

O Grande Especialista Bruxo Zandinga aconselha à vacinação das crianças e com a terceira dose.
Sou tão sábio que me chamam o Sabão, escrevi uma tese tão boa que lhe chama o Tesão.


Hoje estou zangado!

Até pareço o Sócrates, o pai o "Ismo" que ninguém quis falar no livro da Maria João Avillez!

Enquanto o bicho dava de comer, era um tal beija-mão, Marx, Mao, Lenine e Estaline no Céu e Sócrates na Terra. 

Cobardes.


quarta-feira, 24 de novembro de 2021

O ensino está um caos porque a carreira de professor é defeituosa.

Ultimamente anunciaram que a "escola pública" tem falta de professores.

Dizem as notícias que há muitos alunos sem aulas por falta de professores e que, por causa das aposentações, nos próximos 10 anos será preciso contratar 3500 professores por ano, número superior aos alunos que frequentam cursos "via ensino".

Os sindicalistas dizem ainda que a falta de professores resulta de a carreira docente não ser convidativa (dizem que os salários são baixos).

Mas isso choca com o facto de cada aluno custar na escola pública 6200€/mês, muito mais do que nas escolas privadas da mais alta qualidade e um dos valores mais elevados do mundo.

Isto acontece porque a carreira docente desenhada por um estado socialista dependente dos sindicatos favorece princípios totalmente contrários à eficiência e à boa governação previstos no "tratado de Bolonha" (da flexibilidade e aprendizagem ao longo da vida).


Vejamos quando deve ser o salário de um licenciado de Bolonha.

O salário médio de um pessoa com o secundário completo é cerca de 1200€/mês (Pordata). Se assumir que no primeiro emprego essa pessoa ganhar 750€/mês e, por causa do "learning by doing", que aumenta 1,5% por ano (mais a inflação), não estarei muito longe da verdade. 

Se, em vez de começar a trabalhar, a pessoa entrar na universidade, vai gastar 600€/mês e ainda deixar de ganhar o salário. Depois, precisa de um incremento no salário para compensar essa perda.

Vou imaginar que a pessoa trabalha até aos 70 anos, que termina o secundário com 18 anos e a licenciatura com 21 anos.Vou ainda considerar uma taxa de juro de 1%/ano e que o esforço de ambos os trabalhos são iguais. Depois de fazer muitas contas, resulta um valor de 865€/mês para um licenciado (3 anos universitários) e 950€/mês para um mestrado (5 anos universitários).


750€/mês de pessoa com o Secundário = 865€/mês de pessoa com uma licenciatura de Bolonha

Olhando para a tabela de salários dos docentes do ensino secundário, temos 1381,40€/mês para o primeiro escalão, 60% acima do valor indicado pela racionalidade económica.

Portanto, a falta de professores não é por os salários serem baixos mas por erros no desenho da carreira docente.

Os docentes ganham bem de mais mas a carreira não é convidativa por ser estúpida


A falta de docentes resulta da carreira ser inflexível e desadequada.

Começa por o candidato ter que frequentar um curso "via ensino" que não serve para mais nada! O aluno entra na universidade, faz uma licenciatura e um mestrado "via-ensino" que inclui um estágio e, ao fim de 5 anos, não consegue arranjar colocação em lado nenhum ou arranja um horário parcial que não lhe permite obter nem o salário mínimo.

Para a carreira ser apelativa tem que ser, mais do que apelativa em termos de salário do professor profissionalizado com vínculo definitivo, flexível para diminuir o risco da profissão (alguém, aos 18 anos, investir 5 anos na universidade para, no fim, ter que ir trabalhar como caixa num supermercado ou servir às mesas).


Se eu fosse do CHEGA ou da IL, esta seria a minha proposta para uma carreira docente.

1) Em termos globais, o docente com uma licenciatura qualquer com 12 valores acede à carreira com o salário de 865€/mês. Este valor será o índice base de todos os salários.

Podem os sindicatos dizer que "um licenciado não está preparado para ensinar" mas isso é bullshit. Atendendo a que o programa das disciplinas é pré-determinado e existem livros com o conteúdo programático, qualquer licenciado, por exemplo, em Matemática está totalmente preparado para ensinar matemática no ensino básico e secundário.

2) A carreira vai ter um índice, a Cota, que inicialmente é a nota de licenciatura ou do mestrado a que se retiram 12 valores.

     2.1) A Cota vai aumentar 1 ponto por cada ano de trabalho. 

     2.2) A Cota aumenta 6 pontos se o docente concluir o mestrado.

3) O salário do docente vai ser dado por: Salário = Salário Base * (1+1,5%) ^ Cota

4) A seriação e colocação vai ser dependente da Cota.

5) Os contratos são todos a tempo inteiro. Terá que ser adaptado serviço de forma a que os docentes não fiquem com apenas meia dúzia de tempos e um salário que não dá para nada.


 Por exemplo, uma escola tem necessidade de dois professores de História e candidatam-se 3 pessoas. O João é licenciado com média de 15 valores e tem 3 anos de serviço, a Maria tem o mestrado com 14 valores e 25 anos de serviço e o António é licenciado com 13 valores e não tem tempo de serviço. A seriação será:

   1 = Maria, (14-12) + 6 + 25*1 = 33 pontos (Seleccionado)

   2 = João, (15-12) + 0 + 3*1 =  6 pontos (Seleccionado)

   3 = António, (13-12) + 0 + 0*1 = 1 ponto (Não seleccionado).

O salário da Maria será de 865*(1+1,5%)^33 = 1413,84€/mês e o do João será de 865*(1+1,5%)^6 = 945,83€/mês.


E como se inclui a avaliação de desempenho?

É incluir a avaliação na regra  2.1) "A Cota vai aumentar 1 ponto por cada ano de trabalho".

 2.1.a) Os docente, no fim de cada ano, serão avaliados e distribuídos num sistema com 5 níveis: 

          Insatisfaz  => Não acrescenta pontos à cota do docente;

          Satisfaz (50% dos docentes )  => acrescenta 0,6 pontos à cota do docente;

          Bom (35% dos docentes) => acrescenta 1,2 pontos à cota do docente;

          Muito Bom (10% dos docentes)  => acrescenta 1,8 pontos à cota do docente;

          Excelente (5% dos docentes)  => acrescenta 2,4 pontos à cota do docente.


E quando fica o docente com vínculo efectivo?

O docente, com o passar dos anos, com a conclusão do mestrado e com avaliações positivas vai acumulando pontos para a sua cota. Desta forma, pode escolher a escola em que quer leccionar e ficar sempre seleccionado.

Por exemplo, uma docente que teve sempre excelente, tem o mestrado com 16 valores e 10 anos de serviço, tem uma cota de (16-12) + 6 + 10*2,4 = 34 pontos que compara com 3 pontos de um recém licenciado com 15 valores.

Desta forma, além de ficar praticamente efectivo com o tempo, acaba o problema dos docentes que se efectivam longe de casa.

Pode ser introduzido um valor que efectiva o docente, por exemplo, ter uma cota de 25 pontos mas isto prejudicará a mobilidade.


Isto é um exemplo das reformas estruturais necessárias para que Portugal avance.

Simplesmente, quem actualmente tem contrato, fica com esse contrato mas, aos novos professores aplica-se a "nova" carreira.

Desta forma, existe uma diminuição do custo do ensino e melhora-se a vida dos jovens que querem ou precisam ser professores durante uns anos ou para toda a vida.

Se inicialmente o docente não profissionalizado pode ser menos competente, com o tempo, vai adquirir essas competências sem tornada "fixa" aos 18 anos, quando entra na universidade, a decisão de ser ou não professor. 



sexta-feira, 19 de novembro de 2021

Será que o PSD vai viabilizar um governo do CHEGA+IL+CDS ou prefere o PS do Costa?

Pois aqui está uma pergunta que ainda ninguém fez ao Rui Banana Rio.

O Rui Banana Rio diz que prefere deixar de ser primeiro ministro a ter ministros do CHEGA no seu governo.

Claro que as sondagens indicam que a "direita" (PSD+CDS+IL+CHEGA) está muito longe de ter  os 116 deputados que formam a maioria absoluta mas vou esticar um "bocadinho" as sondagens para um cenário que pode acontecer mas que é pouco provável.

Esquerda = 114 deputados:

    CDU = 5 deputados

    BE = 6 deputados

    PS = 101 deputados

Direita = 116 deputados

     PSD (30%) = 82 deputados

     CHEGA (9%) = 20 deputados

     IL (5,6%) = 10 deputados  

     CDS (3,5%)= 4 deputados


O PSD não poderá formar governo porque não quer o apoio do CHEGA.

Pois, mas pode haver um governo de coligação CHEGA+CDS+IL se tiver o apoio parlamentar do PSD.

Será que o PSD prefere dar o seu apoio a um governo esquerdista do PS?



Lembram-se da guerra do Costa contra o Passos Coelho sobre a natalidade?
Como se devem lembrar, a campanha de destruição do Costa (aliado ao Rui Banana Rio) contra o governo do Passos Coelho passava por casos pequeninos repetidos na comunicação social durante um mês.
Um dos casos mais badalado foi "a carta". Ainda alguém se lembra da carta que o ministro Gaspar tinha mandado para a Comissão Europeia?
Não, morreu mas a esquerda batalhou muito nisso, batalhou num monte de nada mas ainda ninguém desmontou isso.
Nos 5 anos do Passos Coelho, 2011-2015, nasceram 437259 crianças e foi um enorme sonoro do Costa  e seus esquerdistas a bradar que a culpa de tão baixa natalidade era das políticas neoliberais do Passos Coelho.

Agora é para ficarem de boca aberta.
Nos 5 anos do Costa, 2016-2020, nasceram 431579 crianças, menos 5680 alminhas do que no tempo do Passos Coelho.

E o Rui Banana Rio não diz nada?
É isto fazer oposição?
Sim, é fazer oposição mas ao PSD e a tudo a que o Cavaco Silva e o Passos Coelho conseguiram com muito sacrifício.
"Deixem-me trabalhar", gritava o Cavaco Silva.
 
Evolução do número de nados vivos 2010:2020 (dados, INE)


quarta-feira, 17 de novembro de 2021

A quinta vaga covid-19 apenas acontece por teimosia e tacanhês do governo e da DGS.

Como sabem o vice almirante disse que a 3.a dose é uma estratégia de vendas.

As pessoas que estão à frente do processo de vacinação, todos, desde a ministra ao vice almirante passando pela avozinha da DGS, falam muito de ciência, conhecimento cientifico, evidência científico mas, como nada sabem sobre o que isso é, apenas traduzem tacanhês e alegria por usarem do pequeno poder que possuem: o proibir que as pessoas tomem, além da segunda dose, as doses que bem entenderem.


Primeira verdade científica = A covid-19 mata.

Se pegarmos nos dados globais, morreram 5,1 milhões de pessoas de entre 254,4 milhões de contaminados. Estes dados indicam um risco de 1 morto em cada 50 contaminados.

Em Portugal temos uma mortalidade de 1,65% (1 morto em cada 61 contaminados). 


Segunda verdade científica = A vacina é segura.

Tomar uma dose de vacina não traz quase nenhum perigo para a saúde. 

No Reino Unido, entre 9/12/2020 e 8/9/2021 morreram 1645 pouco depois de terem tomado a vacina. Depois de aturadas investigações, concluíram que a vacina foi causa directa de 9 mortes (ver). Se pensarmos que foram injectadas 110 milhões de doses, estamos a falar num risco de 1 morto em cada 12 milhões de injecções.


Terceira verdade científica = A protecção da vacina diminui com o tempo.

Nos primeiros 5 meses, a vacinação diminuiu o risco de contrair a doença na ordem dos 90%. Partindo da ideia de que, sem vacina, ficamos contaminados se contactarmos com uma pessoa doente durante meia hora a menos de 2 metros em local fechado, vacinados precisamos contactar com 10 pessoas doentes nas mesmas condições. Nestes 5 meses iniciais, o risco quando se contrai a doença é na ordem de 1 morto em cada 300 doentes.

 

Quarta verdade = O preço das vacinas é baixo.

Uma dose de vacina contra a covid-19 da Pfizer tem um preço de 17,25€.

Um teste PCR à covid-19 tem um preço de 90€.

Um teste dá para pagar 5 doses e ainda sobram 3,75€.



Resumindo.

Sem vacina, morre uma pessoa em cada 50 contaminados.

Com vacina activa, morre uma pessoa em cada 300 contaminados.

Uma dose de vacina tem um preço de 17,25€.

A vacinação mata 1 pessoa em cada 12 milhões injectados.



A DGS está com medo do quê?

A presidenta da DGS começou por dizer que a doença nunca chegaria cá. Depois de muita asneira e do seu contrário, juntou-se ao vice almirante para afirmar que a terceira dose não serviria para nada.

Depois, que seria preciso vacinar 100 mil pessoas. Agora já são um milhão e tal.

No Reino Unido já 13 milhões de pessoas têm 3 doses.




Já se sabe desde Agosto que tem que haver revacinação.

Vou pegar apenas nos dados referentes a Portugal e calcular a letalidade, isto é, a percentagem de pessoas que morrem quando são contaminadas com Covid-19 (que se chama letalidade).

Observa-se que, tendo a vacinação começado em Janeiro de 2021, a partir de Março (atente-se a este atraso de 2 meses), a letalidade começou a diminuir de 3,2% (1 morto em cada 30 doentes) até atingir nos finais de Junho um mínimo de 0,23% (1 morto em cada 430 doentes). Desde então, a letalidade está a aumentar (já está acima de 1%, 1 morto em cada 100 doentes) o que traduz que a vacina deixou de fazer efeito (ver, Fig. 1).

Como as pessoas vacinadas em Janeiro começaram a morrer em Julho, dá 5 meses como validade para a vacinação. Fácil, basta olhar para o gráfico, não é preciso ter um doutoramento em virologia.


Fig. 1 - Letalidade da covid-19 (dados, DGS).

É preciso vacinar todas as pessoas a cada 4 meses.

Lembram-se que demora 2 meses à vacinação fazer efeito? Tirar 1 mês aos 5 meses para este risco e também para regularizar a vacinação. Se eu me vacinei em Agosto 2021, vacino-me novamente em Dezembro de 2021, Abril 2022 e repito o mês de Agosto em 2022, 

E as pessoas mais idosas, vacinadas a cada 3 meses.

Existem vacinas com fartura.

Vacinar por excesso não causa (quase) qualquer dano à saúde das pessoas. 

Dar uma dose da vacina a todas as pessoas a cada 4 meses tem um preço de 460 milhões € por ano, 0,2% do PIB.


Porque está a velhinha presidenta da DGS com tanto medo de avaçar?

Fechar de novo tudo tem um enorme custo económico e nada fazer mata pessoas.

Se uma pessoa adoece, uma porção de pessoas tem que fazer o teste o que tem elevados custos individuais.

Porque não posso eu ir a uma farmácia, comprar uma vacina e mete-la no meu braço?

Terá a velhinha medo que as empresas farmacêuticas tenham lucros?

É para mostrar que tem poder? Uma espécie de prova de vida?


Não percebo do que estamos à espera!

Lembram-se daquele fulano muito feio, matarruano, que aparecia com pompa e circunstância no meio de outros, sendos numa mesa muito velha, para anunciar que as medidas do Passos Coelho eram inconstitucionais?

Não bastava mandar a decisão aos requerentes como acontece agora?

Queriam aparecer, dizer aos netos que apareceram na televisão.

Desapareceu o Passos Coelho, desapareceram os bicho vestidos de preto.

Também não havendo problemas com a covid-19, a velhinha presidenta da DGS desaparece do radar, perde a fama de dizer tudo e o seu contrário.

Será isso? Quer aparecer?


Fig. 2 - Há pessoas que ficam bem vestidas de preto mas as do constitucional, valha-lhes Deus.


Acabo com uma palavra ao Doutor André Ventura.
Força, para a frente, que o PSD é um partido de esquerda e o CDS está acabado.
Não interessa fazer parte do governo (dos Açores) de "direita" para continuar tudo como se lá estivesse o PS.
É como ter o Pacheco Pereira como comentador da "direita", mais valia ter lá o Loução.

O PS de Costa quer oscilar entre ser de direita e ser de esquerda mas alegando sempre ter sido obrigado.
Reparem bem.
O PS perdeu as eleições em 2015 e, associando-se à esquerda, desgovernou à esquerda, mais impostos, mais despesa pública, mais TAP, mais salário mínimo, etc.
Nesta desgovernação, o Rui Banana Rio veio agora dizer "apoiamos o PS para que ele não caia no colo da esquerda e seja obrigado a adoptar políticas erradas".
Nos próximos 2 anos o Costa vai governar à direita mas apenas para amansar os da esquerda.
Daqui a 2 anos vai dizer ao PC e ao BE "Temos que reverter as políticas de direita que eu fui obrigado a implementar".
Mais 4 anos de geringonça. Depois, mais 2 anos com o PSD, até morrer de velhinho.
Vamos ter um Portugal semelhante ao México onde o Partido Revolucionário Institucional governou   ininterruptamente entre 1929 e 2000. 

Será que o Rui Banana Rio, apesar de ser burro e tapado, não tem ninguém que lhe diga que apoiar um governo do PS é preparar a geringonça?

Então o que fazer?
Dia 30 de Janeiro de 2022 há eleições.
Se não for possível formar governo, novas eleições em Outubro de 2022.
Se nessa altura também não for possível formar governo, novas eleições em Junho de 2023.
Até alguém ter maioria para governar.

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sexta-feira, 12 de novembro de 2021

Um governo reformador é perda de tempo porque os esquerdistas vão reverter tudo.

O Rui Banana Rio não presta mas tem razão numa coisa.

Não vale a pena apresentar projectos de reforma da nossa economia porque, assim que voltarem ao poder, os socialistas/comunistas vão reverter tudo.

O Passos Coelho, com grande sacrifício e desgaste, fez umas pequenas reformas para,logo a seguir, vir o Costa prometer e reverter tudo.

Para que serviu o sacrifício do tempo do Passos Coelho?

Para nada.


O Rui Banana Rio vai viabilizar um governo do PS mesmo que este perca as eleições.

E faz muito bem porque lutar é uma perda de tempo. Vai fazer guerra e, depois, o Costa volta a coligar-se com os esquerdistas e reverte outra vez tudo feito com sacrifício.

Um exemplo é o salário mínimo nacional que nos 11 anos dos mandatos do Sócrates e do Passos Coelho subiu 1,5%/ano, em linha com o aumento da produtividade e, mal entrou o costa, foi um tal subir por ai acima, 4,1%/ano. 

Razão tinha o Paulo Portas quando dizia ao Passos Coelho "Deixa-te dessas merdas de seres um estadista, o povo quer circo e demagogia."

Fig. 1 - Salário Mínimo Nacional a preços constantes de 2000



Cansar-se a fazer oposição ao Costa para quê? Tem é que lutar com os companheiros do PSD, convencendo-os que o melhor é fecharem o tasco e irem beber umas cervejolas e comer uns tremoços.

Nem todos os povos foram feitos para ser ricos e os portugueses foram feitos para a  chuva miudinha, molha mas não lava o carro, não anda para a frente nem para trás nem está parado.


Em 2015, o Passos Coelho teve 108 deputados e o Costa 86.

Agora, o Banana Rio vem dizer que se o PS tiver outra vez 86, que apoia o governo do PS para que este não se junte aos da extrema esquerda.

Mais vale acabar com as eleições. O Banana diz ao Marcelo que apoia o actual governo do PS e continua a coisa até o Costa morrer de velhinho.

Não é preciso mais eleições porque o Costa dança com a Cataria, com o Jerónimo ou com o Banana.

Fazer como o grande democrata Daniel Ortega faz na Nicarágua, o Maduro na Venezuela, o Lukashenko na Bielorrússia, o Putin na Rússia, e demais esquerdistas: meter toda a oposição de direita na cadeia e fazer de conta que se fazem umas eleições.


Naturalmente, não vou votar no PSD nem no CDS.

Nem aconselho ninguém a votar nestes partidos enquanto cederem à ameaça do Costa de que "ou me apoias ou mando o país para a bancarrota."

Deixa-o mandar Portugal para a bancarrota até que o povo se convença que o esquerdismo não presta, que só leva à pobreza.

Nessa altura pode até ser tarde (como é no Afeganistão) mas o povo terá o que pede e merece.


A situação faz-me lembrar quando me esforcei para ensinar economia a alunos de letras.

Esforcei-me a identificar os principais temas que circulam na comunicação social, arranjar exemplos ilustrativos, puxar a evidência empírica e o que diz a ciência económica.

Até lhes ensinei um bocadinho de contabilidade (que tive que estudar).

O resultado? Escorraçaram-me com um processo. Não queriam aprender, queriam continuar a acreditar nas fadas madrinhas, que é o Costa que dá o salário aos trabalhadores, que se aprovassem o OE2022 ia dar 1000 milhões € às famílias (do bolso dele), acreditar no que diz o Loução e demais esquerdistas, força nisso, desisto.

Depois queixam-se que, uma vez acabado o curso, vão ganhar o salário mínimo a caixas no Continente, servir às mesas nos cafés ou seguranças.

Fig. 2 - Servem mesas porque não quiseram aprender para mais.

segunda-feira, 8 de novembro de 2021

O próximo governo será PSD + CDS + IL + BE + PCP + PEV (se estes se moderarem)

Penso que o título deste poste diz onde quero chegar!

Nas próximas eleições legislativas de 30 de Janeiro, as sondagens indicam que o PS está com grande vantagem mas que não vai conseguir uma maioria absoluta.

Vamos supor que acontece como em Lisboa onde o PSD + conseguiu arrancar uma vitória no último minuto porque o que lá estava, o Medina, decidiu apoiar uma presidenta de uma junta de freguesia que obrigava os feirantes a darem-lhe fruta (e, olhando para ela, come bem). Nesse caso possível mas improvável, o PSD vai ter uma vitória longe da maioria absoluta, repetindo-se a situação de 2015  (em 2015 Passos Coelho teve 108 deputados e o PS 86  e governou) mas ao contrário, agora é o PSD que ganha com 86 deputados.

Pensemos que o CDS fica com 4 deputados e a Iniciativa liberal com 10 deputados, dá um total de 102 deputados, faltando 14 deputados para governar. Neste caso, o PSD vai buscar esses deputados ao BE, PCP e PEV mas na condição de estes três partidos se moderarem.


Alguém acha, no seu juízo perfeito, que o BE, PCP ou PEV se vão moderar?

Vão deixar de defender que é preciso nacionalizar a banca, electricidade, televisão, transportes colectivos de passageiros e todas as empresas "estratégicas" controladas pelo "grande capital" que explora os trabalhadores?

Vão deixar de defender que os salários têm que ser como os alemães sendo que produzimos apenas uma percentagem do que se produz por lá?

Vão deixar de defender que a Europa nos ata as mãos, não permitindo adoptarmos as políticas que "o país precisa" em termos de défice público, política de rendimentos e de apoio aos pobres?

Não.


Vamos imaginar um adepto do Sporting de Braga.

Este adepto, se quiser, pode fazer com que o seu clube ganhe o campeonato de futebol, basta que mude de clube, para o Futebol Clube do Porto.

Acham que não faz sentido?

Acham que nenhum adepto do Braga vai mudar para o Porto para que o seu clube de futebol seja campeão?

Acham.


O Rangel pensa que sim, que o BE, o PCP e o PEV se vão moderar e que o adepto do Braga vai mudar de clube.

Quando o Rangel, diz cobras e lagartos do CHEGA pensa duas coisas.

A primeira é que está a encurralar os eleitores do CHEGA e que aqueles alentejanos que votaram no CHEGA porque este disse mal de quem rouba cortiça, pinhas, azeitona e gado vão imediatamente passar a votar no PSD. 

Sendo assim, como será que o Rangel explica que nas legislativas de 2019 tenha havido 464 mil votos em partidos que nunca elegeram nenhum deputado? E diria mais, como pode ter havido 1457704 pessoas a votar no PSD quando todos sabiam que não iria conseguir formar governo?

Haverá alguém, um único, dos 36118 que votaram no PCTP-MRPP e que vai passar votar no PSD porque o Rangel só aceita governar com o apoio do PCTP-MRPP se este partido se moderar? Se estes acham que os do PCP e do BE são fascistas!


Será que não cabe na cabeça do Rangel que as Testemunhas de Jeová não querem ser a maioria?

Porque é que no Afeganistão as mulheres não cobrem a cabecinha e vão para casa?

Porque é que em Hong Kong não aceitam o poder tirânico da China?

Porque é que na Síria não se submetem ao facínora Assad?

Porque é que os pobres querem vir para a Europa, não se contentando com a sua vidinha de pobre?

Porque é que os judeus não viram palestinianos ou os palestinianos judeus?

Rangel amigo, chama-se a isso coluna vertebral, acreditar na sua verdade mesmo que para os outros pareça mentira.


Mas há apenas uma verdade!

Não é bem assim, chama-se "Princípio da incerteza de Heisenberg" (a observação altera a realidade).

Alguém acredita (tirando as Testemunhas de Jeová) que a Covid-19 é um sinal de que o fim do mundo está próximo? 

Alguém acredita (tirando os esquerdistas) que se resolvem todos os problemas do mundo aumentando os salários? Tentaram isso na URSS, China, Cuba, Angola, Moçambique, Zimbabwe, Coreia do Norte,  Venezuela, ... e apenas resultou em mais ... sabem.

Alguém acredita (o Pedro Nuno Santos acredita) que metendo mais e mais dinheiro do contribuinte nos comboios, TAP, RTP, EFACEC, ... ficamos todos ricos e acabamos com o aquecimento global?


O CHEGA é como é.

Quando o CHEGA apareceu já existia o PSD e o PS. Portanto, quem queria um partido moderado já tinha onde votar.

Mesmo assim, em 2019, houve 67826 que votaram no CHEGA. 

Será que esses 67826 votaram por engano querendo votar no PSD e PS ou votaram no CHEGA porque queriam votar num partido sem moderação?

Quando a sondagem de 26 de Outubro do SOL dá 9,2% ao CHEGA e uns míseros 30% ao PSD + CDS (contra 38,1% do PS), está apenas a mostrar que, esses 9,2% vão, logo que o Rangel anunciou que o CHEGA não se moderou o suficiente para entrar no governo,  a correr votar no Rangel para que este possa ganhar ao PS?


O que o Rangel tem que fazer que quiser ser primeiro ministro.

Começar por ler o programa do CHEGA classificando as políticas em três tipos 1) aceitáveis, 2) a implementar num futuro distante e 3) congeladas.

Se houver dúvidas, reúne-se com o Ventura e discutem ponto por ponto.

No final da reunião, fazem um documento que tornam público.


Por exemplo, a prisão perpétua.

O CHEGA defende que deve haver prisão perpétua para crimes muito graves  e o PSD acha que deve haver um limite.

Então, chegam a "meio caminho", por exemplo, com o seguinte "acordo escrito":

1) As penas para os crimes individuais são as que actualmente existem (por exemplo, 20 anos para homicídio).

2) No cálculo de vários crimes, somam-se as penas individuais e a pena de prisão global fica limitada a 80% da sua esperança de vida do condenado.

Se por exemplo, a esperança de vida é de 80 anos, se uma pessoa assassina 3 pessoas e tem 20 anos de idade, a sua pena fica limitada a 48 anos de prisão mas se tiver 60 anos, a pena fica limitada a 16 anos de prisão.

3) Cumpridos 50% do tempo da pena, a cada ano, mediante prova de recuperação e de quase certeza que não vai voltar a cometer crimes, será avaliada a concessão da liberdade condicional.

4) O condenado em liberdade condicional será acompanhado por um "agente".

5) Agora, entra o "período de ajustamento": Relativamente ao actual limite de 25 anos de prisão, esta aumentará 1 mês a cada 2 meses até atingir o máximo previsto no ponto 2).


É preciso trabalhar na solução, não esperar que caia de maduro.

Como o Costa trabalhou, em 2015, para conseguir um governo apoiado pela extrema esquerda.



terça-feira, 2 de novembro de 2021

A revisão eleitoral do CHEGA.

Esta minha proposta é minha, em nada vinculando o CHEGA.

A ideia do André Ventura é que existem deputados a mais que, por acaso, não concordo. Talvez tenha despesa a mais (cerca de 120 milhões € por ano) mas tal não resulta dos deputados eleitos mas antes dos assessores. Claro que os assessores técnicos são fundamentais porque os deputados não dominam os diversos assuntos que são discutidos mas até seria possível aumentar o número de deputados diminuindo a despesa total.

O problema não está no número de deputados pois um deputado tem um custo anual de cerca de 70000€/ano o que, multiplicando por 230 deputados, dá 16 milhões € por ano (menos de 1/7 do orçamento total da AE são custos directos com os deputados).

O segundo problema (não tenho de memoria se explicitamente referido pelo André Ventura) é a abstenção também eleger deputados.

A terceira ideia (de todos os pequenos partidos) é que a redução do número de deputados vai atirar os pequenos partidos para fora do parlamento (atendendo à forma como os deputados são eleitos).

A última ideia é que as coligações pré-eleitorais dão vantagens, o que prejudica os pequenos partidos radicais pela existência de "voto útil".


Passo 1 = Aumentar o número de deputados para 438.

Em vez dos actuais 230 deputados, aumenta -se o número de deputados para um total máximo de 438 deputado que serão divididos nos círculos eleitorais distritais com um número de deputados ímpar e proporcional à sua dimensão populacional.

Quadro 1 - Número máximo de deputados eleitos em cada circulo eleitoral.


Passo 2 = A abstenção evita que sejam eleitos tantos deputados.

Em vez de serem eleitos o número máximo de deputados, apenas vão ser eleitos os proporcionais à votação. Se, por exemplo, o círculo de Lisboa tem 93 deputados e a abstenção é de 52%, só serão eleitos 93*(1-52%) =  45 deputados.

Como a abstenção anda um bocadinho acima dos 50%, dos 438 deputados só serão eleitos cerca de 215 deputados.

Pode ficar como limite que cada círculo eleitoral elege pelo menos 3 deputados.


Passo 3 = Haver um contingente para as alianças de governo.

Para não penalizar os pequenos partidos pelo "voto útil", haverá um contingente (entre o número de eleitos e os actuais 230) que serão atribuídos ao partido ou coligação que apoiar o governo.

Vamos supor que o PS (que tem 108 deputados tinha 101 deputados na nova arquitectura ) se coligava com o PAN (que tem 4 e que, em hipótese, tinha 3 deputados). Ao coligarem-se, passariam a ter 101+3 + 15 = 119 que já seria maioria absoluta em 230.

Para incentivar os "pequenos", a distribuição dos deputados do contingente do governo será de  forma igualitária (no exemplo, ficariam 8 para o PS e 7 para o PAN).

Estes deputados serão escolhidos dos círculos eleitorais distritais pela ordem da sua dimensão (o primeiro será de Lisboa, o segundo do Porto, ...). 


Mas não chega a haver diminuição de deputados!

Pois não mas é uma forma para poder avançar uma alteração do sistema eleitoral pois favorece a entrada em alianças dos pequenos partidos radicais (o CHEGA, Iniciativa Liberal, PAN, BE e PCP) sem prejudicar os grandes partidos (PSD e PS). Além disso, favorece a governabilidade (a construção de alianças de governo estáveis).


segunda-feira, 1 de novembro de 2021

A "guerra" no CDS é o principio do fim do Iniciativa Liberal.

A "guerra" no CDS é entre profissionais da política que nada sabem fazer, nem política.

Apesar de não ter um discurso politico consolidado, eu gosto do Xicão por ser um jovem cheio de coragem. 

Recebeu o CDS com 5 deputados e cheio de dívidas (em resultado de a Cristas, herdeira por abandono do Paulo Portas, ter dado um passo maior que a pegada em termos de despesas porque alucinou, bebeu o juízo, convenceu-se que o partidito já era maior do que o PSD) e foi-se à coisa cheio de força e convicção.

As sondagens começaram a dar-lhes nas ventas para trás e o jovem fez-se ao caminho. Se não temos cão, usamos um gato, fez coligações muito honrosas para o CDS (digo honrosas porque não se basearam nas sondagens actuais que dão 1% de intenções de voto mas as antigas)l, manteve câmaras e ganhou, em coligação, câmaras importantes como Lisboa e Coimbra.

Meteu em Coimbra 1 vereador contra 3 do PSD (uma proporção de 25%) e em Lisboa meteu 2 vereadores contra 5 do PSD (uma proporção de 29%). Isto quando as sondagens lhe davam 1% de intenções de voto (ver, julho).


O Nuno Melo é um jovem velho.

Tem a mania que tem 18 anos, que é um menino guerreiro, mas já é um velhinho, com o cabelo todo branco.

Encabeça os "sócrates" do CDS, aqueles que levaram o CDS à bancarrota e a uma votação baixinha e que querem agora dar o salto para o Iniciativa Liberal.

Mas a razão não é discordarem do Xicão, é verem que o CDS não tem futuro eleitoral. Recordo que com a Cristas, ficou-se por 5 deputados, 2,2% do total de deputados.

E é aqui que vem a minha preocupação.

O Santana Lopes fez um partido liberal, o Aliança, mas quase não teve votos. Para esse não querem ir os descontentes do CDS, não porque o Aliança foi um nado-morto.

Também não querem fazer como o Doutor Carlos Guimarães Pinto, aprender o que é o liberalismo lendo o meu blogue, construir um "programa de governo" a partir das minhas ideias e, depois, fazerem-se ao caminho, com sacrifício pessoal, e ver se conseguem convencer alguém.

Não, querem o jogador já feito e sem pagar nada, filiam-se uns quantos e tomam o Iniciativa Liberal de assalto, como pretenderam (e foram derrotados pelo Xicão) fazer no CDS.


Fig. 1 - Os desempregados do CDS querem colonizar o Iniciativa Liberal e acabar com o liberalismo.


Será que os do CDS são liberais?

Pensemos um pouco.

O Moreira, no Porto, é do CDS. Já o ouviram a defender a privatização dos transportes públicos de passageiros? Não.

Antes pelo contrário, proibiu (ainda mais do que havia no tempo dos socialistas) as camionetas privadas de circular na cidade (com o argumento de que deitavam fumo, argumento falso porque esse problema é avaliado na inspecção periódica).

O Passos Coelho queria acabar com as empresas municipais e os autarcas do CDS o que disseram e fizeram? Foram totalmente contra e fizeram-lhe grande guerra (lembro-me da grande coligação autárquica do Rui Banana Rio com o António Esquerdista Costa contra as ideias "neoliberais" do Passos Coelho).

Nos Açores, o "governo" PSD+CDS" quer dar subsídios à tapzita de lá (chama-se SATA), na proporção da sua irrelevância, prejudicando a Ryanair, 


Carlos, põe-te atento, põe-te em guarda, afina senão, dão-te um chuto no cú que só paras em Marrocos.

O conselho que te dou é fazeres como os clubes de futebol onde os sócios mais antigos têm mais votos.


Uma boa regra é a decimal.

Sócios fundadores (os que estavam no pedido de legalização do partido), 100 votos cada pessoa.

Sócios inscritos antes de 31 de Dezembro de 2020, 10 votos cada pessoa.

Sócios inscritos depois de 1 de Janeiro de 2021, 1 voto cada pessoa.


Depois, vou propor a reforma do sistema eleitoral a defender pelo CHEGA e pela IL na próxima revisão constitucional,  quando formarem governo com o PSD+CDS mas não agora porque me doem as costas :-(.

Desde 5.a que estou com muitas dores de costas.

Estava mesmo inválido, nem me conseguia levantar, mas com a medicação (1/4 de penso de transtec 35 e naproxeno), já consigo levantar-me, caminhar e escrever este bocadinho no computador.

Nem tenho podido ir trabalhar :-))))))

quinta-feira, 28 de outubro de 2021

Chumbo do OE2022 - O PCP não quer ser abelha-operária e vamos precisar do CHEGA.

Vamos imaginar um futuro onde o PCP vence.

Nesse futuro distópico, não haverá guerra, fome nem sofrimento, as criancinhas brincarão sem perigo, o salário e a pensão mínimos serão de 10000€/mês, não haverá exploração do homem pelo homem nem da mulher pela mulher, acabou-se o cancro e todas as doenças graves e a esperança de vida será de 250 anos com saúde. Nesse mesmo futuro, todas as empresas serão públicas e ao serviço do povo sem olhar ao prejuízo, deixa de haver impostos e que se lixe o défice (tudo será despesa pública financiada por dívida que nunca será paga).

Imaginamos ainda que, nesse futuro, o PCP se reduz ao nível do MDP-CDE, isto é, desaparece.

Será que o PCP, da mesma forma que a abelha-operária se suicida para que a colmeia prospere, está disposto a desaparecer para que o futuro seja "perfeito"? 

Ou será que prefere ter 47 deputados como teve em 1979 (juntamente com o MDP-CDE) num futuro neoliberal, comandado pelos interesses estrangeiros e pelo grande capital?


O PCP, em 2015, foi a abelha-operária, pronta a sacrificar-se.

Melhor dizendo, o PCP não sabia que se estava a sacrificar em favor do "socialismo progressista". Estava cego pelo ódio ao "governo neoliberal do Passos Coelho" e o António Costa, qual raposa velha, aproveitou-se desse ódio.

Nos últimos dias, o PCP leu o meu poste (O erro do PCP foi em 2015 não ter apoiado o Passos Coelho, 28/09/2021) e, finalmente, convenceu-se que se estava a auto-condenar ao desaparecimento. Vai dai, saiu fora da geringonça.


Seria impossível subir o salário mínimo para 850€/mês.

O PCP, de repente, veio exigir que o SMN subisse para 850€/mês sabendo que tal seria totalmente impossível. Esse valor traduziria um aumento de 28% num ano e o SMN passaria a representar 55% do PIB per capita.
Bem sei que os média esquerdistas vieram referir que uns americanos, que ganharam o prémio Nobel, provaram que a subida do SMN não afeta o nível do emprego. Mas os dados utilizados foram dos USA onde o SMN representa 27% do PIB per capita e o nosso já representa mais de 45% (um total anual de 15080USD num PIBpc de 56299USD).

Se o nosso SMN estivesse ao nível relativo do dos USA, estaria em 411€/mês. Neste caso, subir 28% (para 525€/mês) não teria o mesmo impacto no emprego e no crescimento económico que teria subir 28% quando é de 665€/mês.

Fig. 1 - Valor do salário mínimo nacional em percentagem do PIB per capita


O Costa anuncia que queria dar 1000 milhões e às famílias e que não o deixaram.

E esse dinheiro caia do Céu?

Se caia do Céu como caiu o Maná, o melhor era dar 100 000 milhões!

Dizer que "dá" mais 50€/mês a quem ganha o SMN quando quem dá são os empregadores e o Costa ainda ia receber mais 16,88€/mês de TSU é uma total desonestidade. Mas há quem acredite que era o Costa a dar.

Dizer que "dá" 1800 milhões aos comboios quando são os contribuintes a pagar é uma total desonestidade. Mas há quem acredite que era o Costa a dar.

Dizer que "investe" 5000 milhões na TAP quando é dinheiro deitado fora e são os contribuintes a pagar é uma total desonestidade. Mas há quem acredite que era o Costa a dar.


Será que a esquerda pode ser derrotada?

Enquanto a maioria das pessoas acreditar que é o Costa que dá, nunca a direita pode derrotar a esquerda.

O trabalho da direita é educar os eleitores mostrando que: 

1) para vivermos melhor no futuro tem que haver crescimento económico, 

2) o lucro das empresas é o motor do crescimento económico, 

3) as empresas públicas destroem as empresas privadas pela concorrência desleal, 

4) o SMN, os impostos e a despesa pública elevados destroem as empresas privadas,

5) os funcionários públicos não podem ter salários superiores nem horários de trabalho reduzidos em comparação com os trabalhadores privados.

Vamos a isso, seja o Rio, o Rangel, o Xicão, o Melo, o Ventura ou o Contrim.


Vou propor um modelo para a aliança da direita.

Na direita existem 5 partidos, CDS, CHEGA, IL, PPM e PSD, cada um com o seu projecto político. O problema é que, apresentando-se separados às eleições, são penalizados pelo método de atribuição dos deputados.

Vamos supor que temos um circulo com 31 deputados e o resultado eleitoral é:

CDS 4% + CHEGA 8% + IL 4% + PPM 1% + PSD 30% // PS 41% + BE 6% + CDU 6%. 

A soma dá Direita 47% // Esquerda 53%.

Com listas independentes, teremos  14 deputados na direita (1, 3, 1, 0, 9) e 17 deputados na esquerda (13, 2, 2). O partido com mais deputados é o PS.

Com a direita coligada, os deputados serão 15 para a direita e 16 para a esquerda (13, 2, 1 ou 13, 1, 2). A coligação ainda não tem maioria absoluta mas ficou à frente e ganhou um deputado.


A coligação tem o problema da divisão dos deputados.

Como não se sabe a votação em cada partido, torna-se impossível, a partir dos resultados eleitorais, fazer uma divisão dos deputados que satisfaça todas as pessoas.

A minha proposta é haver uma sondagem à boca das urnas na qual os eleitores explicitam em quem votariam se as listas fossem separadas e, depois, atribuir os deputados em função dos resultados.


Mas ninguém se quer associar com o CHEGA por causa das suas políticas radicais!

Mas o CHEGA é fundamental para haver uma maioria de direita porque consegue entrar no eleitorado da esquerda de protesto!

Pensa, por exemplo, o Rangel que fazer uma coligação pré-eleitoral com o CHEGA vai reduzir a sua votação.

Mas se a coligação for:

A) O CHEGA (e demais partidos) vai ter a cota parte de os deputados a que tiver direito e dai não se conclui que vamos fazer uma coligação de governo.

B) Depois das eleições, e apenas se for necessário, será equacionada uma coligação de governo com o CHEGA, sempre com todas as políticas acordadas por escrito.


Cabecinhas pensadoras da direita.

Pensem nisto para atirarem o Costa borda fora em definitivo. 


Lembram-se do Pinto Balsemão dizer que o Presidente Marcelo é inteligente e vingativo?

O Costa não lei o livro mas deveria ter lido.

O Marcelo foi eleito depois da esquerda ter uma maioria sociologia fazendo-se de parvo, um fulano de cabeça vazia que se contenta a mostrar os dentes para as selfies e a tentar segurar a geringonça.

Da mesma forma que Staline na batalha de Leninegrado, o Marcelo estava à espera de uma oportunidade para mandar o Costa ao charco (e o Rui Banana Rio junto).

Em vez da Grandula vila Morena do 25-de-abril, a senha foi o artigo do Professor Cavaco Silva no Expresso que, segundo uma escuta, foi feito a pedido do Marcelo: "Cabeça de Cavalo, daqui é o Parvalhão da Selfie. Estou de ferrão amarrado pelo que tens que me ajudar, manda uma bomba das tuas para iniciarmos a invasão."

Cabeça de Cavalo é o nome de código do Professor Cavaco Silva e Parvalhão da Selfie é o nome de código do Presidente Marcelo.

Fig. 2 - O Costa ainda está para compreender como foi possível cair de um dia para o outro quando já se falava no governo dos 1000 anos do PS.

segunda-feira, 25 de outubro de 2021

Com Rui Banana Rio, o PSD teve o pior resultado em legislativas, mas foi uma vitória.

O Rui Banana Rio anunciou que sempre ganhou.

Disse esse banana que nas últimas legislativas teve um resultado abaixo do PS mas que foi uma vitória por comparação com o que as sondagens diziam. Disse ainda que foi uma vitória porque ninguém  teria conseguido melhor depois do que aconteceu com o governo do Passos Coelho. 

Pensei eu com os meus botões que, se ninguém faria melhor, mesmo que o chefe da banda fosse a Rangel, o resultado seria "bom" como o do Banana.

Mas o meu pensamento estava errado porque o Banana, dizendo que estava picado (como fazem aos touros espanhóis, para os tornar mais mansos?), veio dizer que "O adversário que tenho teve o pior resultado da história do PSD".


Mas no que ficamos?

Ao falar de si, "ninguém teria feito melhor", ao falar dos outros "foi o pior de sempre".

Para uma pessoa que se diz intelectualmente sério, é uma desonestidade até porque não é numericamente verdade.

Já agora, também poderia dizer que o Cavaco Silva teve em 1987 e 1991 no melhor resultado de sempre de qualquer partido português, acima dos 50%.


Fui ver os dados.

Como só existem eleições europeias desde 1987, só podemos comparar dados entre 1987 e 2019.

Nas Europeias, em 2019 e com Rangel a cabeça de Lista, o PSD teve 21,94%, é verdade ser o valor mais baixo de sempre em europeias (ficou 11,5 pontos percentuais abaixo da média das eleições anteriores).

Mas nas legislativas, em 2019 com o Banana a chefe da banda, o PSD teve 27,80%, o valor mais baixo de sempre em legislativas (ficou 10,2 pontos percentuais abaixo da média das eleições anteriores).


Mas se metermos a PAF ao barulho, o Rui Banana Rio é o "vencedor".

Em 2014 (para as europeias) e em 2015 (para as legislativas), o PSD coligou-se com o CDS.

Se considerarmos estas eleições, deixa de ser verdade que o Rangel tenha tido o pior resultado de sempre em europeias (PSD+CDS tiveram 27,71% em 2014 e 28,13% em 2019). No entanto, mantém-se que o resultado do Banana foi mesmo o pior de "sempre" (PSD+CDS tiveram 38,60% em 2015 e 32,00% em 2019).

Considerando o PAF, Rangel esteve 12,9 pp abaixo da média enquanto que o Banana esteve 13,2 pp abaixo da média.


Fig. 1 - Sou como o Banana Rio, ganhei o prémio Capitão Moura porque fiquei em segundo lugar. 
Viva os Rolingue Estones.

sexta-feira, 22 de outubro de 2021

Os impostos sobre a gasolina não podem descer enquanto não diminuir a despesa pública.

O problema dos governos populistas é prometer muita despesa pública e poucos impostos.

Pensando bem, é o que o governo dos esquerdistas, encabeçado pelo António Costa, sempre prometeu.

Mas isso não é possível porque, cada euro a mais em despesa pública, vai-se transformar obrigatoriamente em um euro a mais em impostos, multas, taxas e taxinhas.

Vir  o candidato Rangel do PSD defender a descida dos impostos sobre os combustíveis sem a consequente contrapartida de corte na despesa pública é uma promessa vazia ou, conquistados pelos anglófilos, uma fake promise. Aceitável se pensarmos que foi isso que prometeu o António Costa para chegar ao poder.

Metem milhares de milhões na TAP, CP, EFACEC, METRO, CARRIS, STCP, .... e o povinho acha muito bem. Depois, queixam-se dos impostos.

Haja decência.


Fig. 1  - O António Costa promete tudo a todos e grátis!


O preço relativo dos combustíveis está na média dos últimos 30 anos!

As pessoas queixam-se muito porque a memória é curta e querem acreditar nas fadas madrinhas (de que o Passos Coelho era o mau e que os esquerdistas iam mesmo dar tudo a todos sem nada cobrar).

Para medir a dificuldade em adquirir combustíveis, dividi o preço dos combustíveis (retirei da PorData) pelo PIB per capita a preços correntes (retirei do Banco Mundial) e escalei o valor ao ano 2000.

Contrariamente ao que pode parecer (ver, Fig. 2), entre 1975 e 1984, a gasolina foi vendida a 5,0€/litro, mais do que o dobro de agora. Os dados mostram ainda que, na média dos últimos 30 anos, a gasolina foi vendida a um preço médio equivalente de 1,69€/litro (actualmente está em 1,68€/litro, exactamente a mesma coisa). Quanto ao gasóleo, nesses 30 anos foi vendido a 1,28€/litro e está a 1,54€/litro (o preço aumentou 21%).

Fig. 2 - Evolução do preço da gasolina e gasóleo a dividir pelo PIB pc (dados: PorData e WB)

O imposto sobre os combustíveis aumentou para acabar com os 2,5% de sobretaxa de IRS.

Já ninguém se lembra disso mas o António Costa anunciou em 2015 que iria reverter as políticas neo-liberais do Passos Coelho acabando com a sobretaxa de 2,5% sobre o IRS.

Acontece que, como não caiem euros do Céu, foi preciso ir buscar o dinheiro a outro lado e, na altura, o bicho atacou os combustíveis com o argumento da "transição energética".

Agora, quem votou nos esquerdistas que aguente.


O Costa "dá o cu e dez tostões" para manter o poder.

Neste momento, com portarias, está a destruir o país apenas para manter o poder.

Até parece que o BE e o PCP têm maioria absoluta.

Acontece que o Costa está com medo e quer manter o poderzito que tem (e a comandita) mesmo que isso obrigue a arrastar Portugal para o buraco.

Antes, quem nos ia salvar era o PEC4, agora é a Bazuca.


Fig. 3 - Com o PEC 4 fica tudo bem, ficamos cheios de dinheiro, não é Fernando? (recordando Março de 2011)

quinta-feira, 21 de outubro de 2021

Os "humoristas" que confundem humor com bullying

A gente pequena acha que sabe tudo e daí maltratam e humilham os outros.

Esta frase, dita pela Luciana Abreu, responde a uma crónica (que não ouvi porque me recuso a ouvir lixo) da Joana Marques que se auto-intitula como humorista.

Nestas crónicas, a Joana gosta de atacar pessoas de forma suína, pensando que está a fazer humor.

Mas não é só ela, eu próprio já fui atacado por um fulano qualquer numa crónica que fazia na rádio.

Será que estas pessoas não sabem que fazer "humor" atacando os outros é bullying?


Eu sou vítima de bullying.

A minha mãe cultivou em mim a ideia de que tenho direito a ser diferente. Mas no nosso Portugal, decorridos quase 50 anos de alguém ter conquistado para nós o direito de sermos livres, esse direito não existe. Sim, em Portugal vende-se sempre a ideia de que o que temos de bom  foi-nos dado por algum herói da esquerda, mesmo que seja um assassino em série condenado, e o de mau "é culpa do Passos Coelho e das suas políticas neoliberais".

Só somos livres quando tivermos a liberdade de ser diferente, seja essa diferença física, religiosa, política, desportiva ou de qualquer outra espécie sendo tratados, nas outras partes, como se fossemos iguais.

O que quero dizer com isto é que se sou estudante, e insultei o professor, na parte da nota tenho que ser avaliado como se o tratasse bem (como os outros) sendo que o "insulto" tem que ser resolvido noutro local, em sede disciplinar.

Se eu sou um médico, professor, calceteiro ou coveiro competente, não posso ser prejudicado na minha profissão porque  fumo, sou gordo, cigano, testemunha de Jeová, africano, velho, homossexual ou manco.

"The most important kind of freedom is to be what you really are." (Jim Morrison)


Todos nós, onde eu me incluo, somos e fomos vítimas de bullying (e também somos agressores) e, ao rirmos quando alguém goza com a "gorda que parece a Miss Piggy" ou o "baixote que parece o Topo Gigio", estamos a colaborar com a cultura da agressão.

As crianças não têm "travões" à crueldade, sendo preciso que os adultos dêem o exemplo. Quando são os adultos, auto apelidados de "humoristas", que usam o bullying para "fazer humor", a sociedade está perdida.

Quando uma pessoa tem um emprego e não nos atribuem nada para fazer e nos mandam para casa para nos darem "insatisfação", também é uma forma de bullying.


quarta-feira, 20 de outubro de 2021

Não gosto do Rangel mas o Rui Banana Rio não presta, é um zero à esquerda.

O problema é que o Rio não presta como presidente do PSD.

Uma pessoa até pode odiar o Cavaco Silva e o Passos Coelho, como é o caso do Rio, mas essa pessoa não pode ser presidente do PSD.

Uma pessoa até pode ser de esquerda, de extrema esquerda, anarco-sindicalista ou extra-terrestre, como é o caso do Rio, mas essa pessoa não pode ser presidente do PSD.

Afirmando o Rio que é de "centro-esquerda e mesmo de esquerda" não tem argumentos para fazer oposição a um governo de "centro-esquerda e esquerda" mesmo que este tenha o apoio parlamentar da extrema esquerda.



Fig. 1 - Ganhei todas as eleições e as que perdi, ninguém conseguiria melhor resultado do que eu.

Quem disse isto foi o Cunhal e o Rui Banana Rio! Se ganharam todas as eleições não sei porque nunca nenhum dos dois chegou a lado nenhum.


Poderá o Rio alguma vez opor-se aos esquerdistas defendendo que :

1) O nosso salário mínimo deve ser de 40% do PIB pc, isto é, 561€/mês.

Não deveríam estar a falar em subir o SMN para 705€/mês mas para um máximo de 605€/mês. 

O SMN diminui a liberdade contractual e tudo que diminua a liberdade, é mau para as pessoas. Por exemplo, no interior, na agricultura à jorna, é normal os homens ganharem 40€/dia e as mulheres 35€/dia. Estes valores corresponderiam a um salário mínimo de 538€/mês e 470€/mês, respectivamente. Impor um salário mínimo de 705€/mês apenas faz com que as pessoas das regiões mais pobres tenham que trabalhar na ilegalidade.

Recordo que a Suíça não tem salário mínimo e, consta-me, vive-se por lá muito bem, muito melhor que por cá (que me conste, não temos ninguém da Suiça a trabalhar em Odemira).

O que eu ouvi do Rio foi que o SMN ainda deve subir ainda mais.

 

Fig. 2 - O valor que deveria ter o Salário Mínimo Nacional para corresponder a 40% do PIBpc


2) A nossa despesa pública deve ser de 40% do PIB pc.

Na proposta do orçamento de estado para 2021, a despesa pública já vai em 50% do PIB, uma enormidade só comparável à União Soviética, onde o estado procurava controlar tudo.

Naturalmente, ao defender a diminuição da despesa pública, os impostos, taxas e taxinhas poderiam descer.


3) Acabar com os monopólios dos transportes públicos?

Para que é que em Lisboa, ou Porto os transportes colectivos de passageiros são propriedade pública, cheios de prejuízos pagos pelo Zé Contribuinte e que proíbem os operadores privados de funcionar?

Se bem me lembro, enquanto autarca, o Rio defendeu com unhas e dentes, mais e mais subsídios e mais e mais monopólios municipais. E foi contra as privatizações dos transportes.


Façam um favor ao Rio e mandem-no para a sua vida privada.

O Rio tem dito nas televisões que se está a sacrificar. Por favor, deixem-no ir para a sua vidinha, dar voltas em carros velhos e dizer mal do PSD.

Se o PSD voltar ao governo, vai ter um grande futuro como comentador, chamado de direita e a malhar no governo da direita, à moda do Pacheco Pereira.


Não gosto do Rangel.

Gostava mais da Maria Luís mas é o que há como alternativa a uma nódoa.

Falou bem do Cavaquismo e do Passos Coelho, já é um bom sinal.

Quanto ao Rio, já provou que não vale nada, nem um tostão furado.


 

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