quarta-feira, 3 de junho de 2026

A razão do meu despedimento

Como sabem fui despedido ou despedida.

Digo despedida porque, como já sabem, mudei de nome e de sexo :-)

Meti um requerimento a pedir que o meu novo nome passasse a ser Eloah Abdelrahman mas não foi possível, o conservador do registo civil telefonou-me a dizer que não podia aceitar esse nome a menos que alegasse que se tratava de uma questão religiosa.

Em consenso, escolhi um nome mais soft, simplemente Eloá.

Mas vamos ao que interessa. No texto que vou apresentar a seguir estão afirmações e perguntas que levou os comunistas que enxameiam as instituições públicas a classificar-me de racista e xenófobo.

Além de mostrarem como os comunistas pegam numa frase e, recombinando as palavras conseguem destruir uma pessoa, é importante para todas as pessoas que tenham curiosidade em saber porque a economia de mercado funciona e o comunismo, a economia planificada, falha totalmente.

É tudo uma questão de no comunismo haver falta de informação.

Fiquei muito bem como mulher, não acham? 
Escrevi no braço: "Os comunistas gostam de fazer bicos"

O Sistema de Preços de Mercado como um sistema de recolha, processamento e distribuição de informação.

O primeiro texto é The Price System as a Decentralized Information Mechanism

Vejam como uma simples questão e uma dedução científica levam a que os comunistas destruam a pessoa.

Neste texto explico como funciona a economia de mercado, o mecanismo que determina os preços de forma descentralizada, localmente, e como tem impacto à escala do planeta.

Explicito que os preços não são um recurso escasso e que, portanto, não são um bem económico. Os preços são apenas informação 'destilada' dos gostos, preferências, capacidades e tecnologia dos agentes económicos e que os agentes económicos pretendem manter secretos para terem mais capacidade de comprar a um preço baixo ou vender a um preço alto.


Por exemplo

Quando um comprador acha um apartamento espectacular e está disponível a pagar 500000€ por ele, pretende que o vendedor não o saiba, que fique convencido que apenas estão disponível para pagar 300000€.

Por sua vez o vendedor está disponível para vender o apartamento por 300000€ mas pretende manter esta informação em segredo, convencendo o comprador que só vende por 500000€.

Da guerra 'informacional' será acordado um preço algures entre 300000€ e 500000€, por exemplo, 400000€.

O preço de 400000€ obriga o vendedor a revelar que está disponível para vender o andar por 400000€ ou mais e que o comprador está disponível para comprar por 400000€ ou menos mas não revela, exactamente, os preços limite, isto é, não dá detalhe sobre os gostos, preferências e custos.


A "Mão Invisível" de Adam Smith como processo de resolução da Economia.

O segundo texto é Markets as Distributed Optimization Systems: A Computational Interpretation of the Invisible Hand

Neste texto é detalhado o que é a "Mão Invisível" que os comunistas combatem com todos os dentes, dizendo que a mão invisível serve apenas para bater punhetas.

Como disse a SH, a tecnologia dos homens é atrasada porque é manual enquanto que a das mulheres é digital. Moça marota  :-)))).

Digamos que era a mão que o Salazar mantinha sempre no bolso para manter a dita-dura :-)



domingo, 17 de maio de 2026

Porque será que ainda há comunistas

Tenho escrito pouco!

Não é que não haja temos bons para escrever mas tenho andado distraido.

A guerra no Irão que o Marechal Agostinho da Costa diz que é uma derrota histórica para os USA.

A vergonha global que os zeros do PS dizem que Portugal sofreu por apoiar o nosso aliado, o nosso garante de que conseguimos defender os Açores de apetites chineses.

A falta de combustível que nos tem atacado.

A situação na Venezuela que, segundo os esquerdistas, vai de mal a pior e onde o Trump foi, mais uma vez, humilhado.

A situação em Cuba que demonstra que os cubanos estão a derrotar o imperialismo americano.

E, finalmente, Israel que está a cometer genocídio contra os árabes mas que continua, estranhamente, a acolher 2 milhões de árabes como seus cidadãos.

Fig. 1 - O Trump deveria ter escolhido esta para presidenta da Venezuela, não era uma carcaça, feia e escavacada.


Mas vamos aos comunistas.

Encontrei este texto que vale a pena ler pois indica algumas razões para o comunismo falhar e porque continua a ser atractivo nos meios intelectuais de que as universidades públicas portuguesas são um covil.

Why_Does_Communism_Remain_Intellectually_Attractive_Despite_Its_Historical_Failures?


terça-feira, 31 de março de 2026

A racionalidade de Trump no Irão resulta de ser um "Jogo com Solução Mista"

Os nosso comentadores não vêem lógica no Trump.

Mas vamos imaginar um problema simples que tem 4 soluções possíveis:

USA\Irão           paz            guerra

    paz           (100; 100)     (80; 120)     

    guerra      (120; 80)       (60; 60)

Até 1979 estávamos na situação paz/paz, os USA estavam em paz e o Irão também estava em paz. Mas esta situação é instável porque se um país entrar em guerra, aumenta o seu ganho de 100 para 120.

Foi isso que aconteceu em 1979, o Irão entrou em guerra com os USA e com Israel. Então, desde essa data, estamos na situação (80; 120). Esta situação, em que o Irão está em constante ataque aos interesses americanos e israelitas é estável pois, se os USA entrarem em guerra, a escala aumenta e passa de 80 para 60.

É este equilíbrio que os nossos comentadores e políticos europeus vêem, estávamos todos melhor se deixássemos o Irão continuar com o patrocínio do terrorismo e a sua política belicista.

Pensam os europeus, mesmo que o Irão desenvolver a bomba nuclear nunca a vai usar porque sofrerá destruição certa.

O problema é que, olhando outra vez para o jogo, se o Irão usar uma bomba nuclear para destruir Israel, os europeus não vão fazer nada e não é racional os americanos fazerem seja o que for porque "o preço da gasolina vai aumentar".


Usando a lógica, um poder racional não tem credibilidade para retaliar.

Quando o Putin disse: "Se os europeus não terminarem imediatamente a ajuda à Ucrânia, nós vamos lançar uma bomba atómica sobre Londres. Se retaliarem, bombardeamos todas as cidades europeias."


O que pensam os europeus?

Primeiro = Os da França  e do Reino Unido têm bombas atómicos e prometeram que iriam retaliar.

Segundo = Nós europeus pensamos: "O Putin é racional pelo que não vai lançar uma bomba atómica porque sabe que vamos retaliar".

Terceiro = E continuamos a pensar: "Se o Putin atacar, traduz que não é uma pessoa racional pelo que é provável que destrua mesmo todas as cidades europeias se retaliarmos. Como nós europeus somos racionais, não vamos retaliar."

Conclusão dos Europeus = Temos de 'bater a bola baixinho', deixar a Ucrânia cair e continuar a comprar gás natural e petróleo à Rússia.


Porque a ameaça do Putin não teve esta consequência?

Porque o Trump diz uma coisa e o seu contrário na mesma frase, não sabe o que faz e quem o rodeia ainda é pior. Contradizem-se uns aos outros e contrariam mesmo o Trump.

Contradizem os relatórios da CIA, combatem o Banco Central, são contra a vacinas e são guiadas por pastores evangélicos totalmente alucinados.

A administração americana é governada por 'luzes' que aparecem e desaparecem na cabeça do Trump, sem qualquer racionalidade.

Se o Putin destruir Londres, o lógico é o Trump não fazer nada mas como completamente maluco, vai bombardear as cidades russas "Apenas porque sim", apenas porque "quer ver Roma a arder". 


No Irão vai-se passar mesmo isto.

O Trump é maluco e, apenas por isso, decidiu acabar com o Irão como o conhecemos.

A ideia é o 'líder supremo' ser como o nosso cardeal patriarca, uma figura religiosa mas sem intervenção política nem administrativa e o governo fica para o presidente da república como nos USA.

A Síria pós-Al-Sadat, não está em paz com Israel mas fecha os olhos. Israel invade, mata, bombardeia e ninguém diz nada.

A Venezuela continua governada pelos mesmos mas obedece.

As pessoas esquecem-se mas, em 1945, o Japão ficou com o mesmo imperador e na Espanha e em Portugal, mantiveram-se os regimes aliados de Hitler.


O Irão não vai ser derrotado. 

Não vai haver invasão, combates terrestres ou rendição como aconteceu com a Alemanha Nazi.

Os governantes vão-se moderando seja pela selecção natural (as execuções selectivas feitas por Israel), seja pela racionalidade de quem fica.

O Irão parece ser muito forte ao fechar o Estreito de Ormuz mas, de facto, está a sofrer um embargo terrível, não consegue importar nada. Digamos que o Trump está a aplicar ao Irão o velhinho cerco que se aplicava às cidades nos tempos antigos até que se rendessem.

E vai chegar um dia em que a ideia "Basta de sofrer, vamos viver em paz" ganha importância dentro do poder iraniano e a guerra acaba.

Os iranianos vão cantar vitória como cantaram em Damasco no dia em que o Al-Assad desapareceu e o mundo ficará melhor.


Reparem que já não se fala da invasão de Taiwan pela China nem do embargo das terras raras.

Pois a China compreendeu que, se mijar fora do penico, o Trump faz-lhes um embargo de petróleo e bloqueia mesmo o Estreito de Malaca por onde passam os barcos chineses.

O Trump é maluco, nunca se sabe a maluqueira que ele vai tirar da cartola.








 


quinta-feira, 19 de março de 2026

Crise nos combustíveis: O último homem de Nietzsche e a decadência da Europa

Nietzsche anuncia a chegada do ‘último homem’ em Assim Falava Zaratustra.

Não é o 'último homem' no sentido apocalíptico, em que a humanidade se reduz a um último homem mas o 'último Homem' no sentido de ser uma visão pessimista do último estado de evolução da humanidade. 

O indivíduo dessa 'última civilização', seja por decisão interna ou por pressão social, procura perder-se no rebanho, não fazer ondas, fazer e dizer apenas o que esperam que faça e diga, esmaga a mais pequena ambição de grandeza que possa surgir no seu pensamento. 

Então, em o "Último Homem" devemos entender 'Homem' como a sociedade que agrega indivíduos medrosos e apagados e que, enquanto agregado, proíbe o sucesso e a liberdade de pensamento individuais porque isso pode perturbar o conforto da coesão social, a igualdade, a estabilidade das instituições e a paz enquanto uma anestesia de fracos e não uma conquista de guerreiros. Não interessa mais destingir o bem do mal, o que é preciso é que continue tudo na mesma.

E é por isso que é “último”: não porque tudo acabe depois dele, mas porque deixa de haver vontade de ir mais longe.

É a última estação do comboio. A partir daí, já não há destino — apenas repetição. Repete-se o que já foi dito, faz-se o que já foi feito, pensa-se o que já foi pensado. Tudo igual, séculos para trás e séculos para a frente. 

Como me aconselhou a presidenta do pedagógico Sofia, o indivíduo tem de se reduzir a dizer o que está escrito na 'sebenta'. Aulas em que se repetem exercícios que se aplicam apenas a 'mundos imaginários' vindos de séculos passados, sem questionar, chegar sempre ao mesmo resultado e chamar a isso saber.


O "Além do Homem"

Nos Estados Unidos, a sociedade valoriza o indivíduo que tem ambição, que arrisca, desafia normas, aceita falhar e, ainda assim, cria algo que não existia, constrói fortuna a partir do nada. Ali, o espírito do “Além do Homem” ainda sobrevive.

Na Europa, a história é outra. Vive-se com medo da mudança, de se perder o "estado social", a educação e saúde gratuitas, sob a sombra do “Último Homem”. Quando chega uma inovação — quase sempre importada — a reacção é limitar, regulamentar, enquadrar. Sempre com o argumento de que “é uma ideia perigosa que pode pôr em causa a humanidade”.


O medo da mudança é antigo. 

Na Bíblia, quando Roboão sobe ao trono, a situação torna-se ainda pior para o povo israelita, mostra ser um rei pior do que Salomão (sim, Salomão oprimia o seu povo), ainda mais rígido e pesado com o povo, acabando mesmo por criar divisão, instabilidade e a derrota imposta por exércitos estrangeiros que levou ao exílio na Babilónia.

E ainda hoje ouvimos o mesmo argumento: “A situação não é boa, mas se mexemos, vai piorar.”

É a justificaç~qo clássica dos fracos: não agir, não arriscar, não desafiar o status quo. Preferem manter o conforto aparente e a previsibilidade, mesmo que isso signifique estagnar.

Não se pode derrotar o regime sanguinário do Maduro porque "o Trump apenas quer o petróleo e vai lá meter um  ainda pior".

Não se pode derrotar o Hamas nem o Hezbolah, bandos de terroristas sanguinários, porque vem aí um ainda mais radical, ainda pior.

Não se pode derrotar os aiatolas do Irão, regime opressivo e terrorista, só podem ser substituídos por ainda piores, mais radicalizados. O coitadinho do Khamenei até era um moderado. 


Mas o medo europeu da mudança custa caro.

A guerra na Ucrânia mostrou que a política do apaziguamento e o conforto de comprar energia barata à Rússia e vender-lhe carros alemães não garantiram segurança. 

É que quem apazigua, quem procura a negociação interminável e sem resultados, apenas mostra fraqueza de vontade e de acção acabando por pagar o preço da sua própria hesitação. 

A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014 e o que fizeram os Europeus?

Protestaram com "as mais duras palavras que existem" e, passado uns meses, voltou tudo para o sofá.

O pequeno conforto proporcionado pela energia barata russa aconselhava a não fazer ondas.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 2022 e o que fizeram os Europeus?

Mais protestos mas, se não fosse a imediata acção dos americanos, ingleses e polacos, a Ucrânia tinha sido derrotada em meia dúzia de dias.

Agora, passamos a ajuda para 'divida comum' (como se ninguém a tivesse de pagar) e alegremente escudamo-nos atrás do Órban votar contra.

Ninguém tem culpa que não seja o Órban.


Estou farta de ter de tapar a cabeça

"Nós Europeus não tiveram nada a ver com a guerra no Irão".

Não fomos informados nem poderíamos ter sido porque dávamos logo com a língua nos dentes.

Na Europa, aplaudem-se os discursos dos governantes que negam ajuda aos EUA para manter o estreito de Ormuz aberto.

O problema é que o conflito envolvendo forças de Israel e USA tem grande impacto nos países dependentes da importação de petróleo e gás. Desta forma, mesmo que os europeus defendam na sua política de empata de que tudo deve continuar como está, deveriam ter agido rapidamente e em força não para dominar, mas para reduzir ao minimo a duração do conflito e minimizar assim o impacto económico e estratégico de uma redução de 20% no mercado de hidrocarbonetos.

Se temos reservas energéticas para 90 dias, temos de gerir a duração da guerra tendo sempre esses 90 dias na mente. 

Mas os europeus — e também japoneses e sul-coreanos — reagiram pela fraqueza: afirmaram que não eram parte do conflito, e até tentaram tirar proveito da situação através de ganhos indirectos, explorando a oposição gerada pela intervenção militar. Afinal, o Irão havia declarado que não deixaria passar navios de quem interviesse na guerra.


Mas a postura de “não intervenção” não gera autonomia, cria dependência. 

Dependência das decisões e vontades dos verdadeiros protagonistas do conflito — os Estados Unidos e Israel, que são exportadores de petróleo e gás natural e que, por isso, não se preocupam com a duração do corte nos abastecimentos.

Mais uma vez, a hesitação, o medo de agir e a busca por conforto e consenso, típicos do Último Homem europeu, mostram que escolher a segurança aparente às custas da liberdade estratégica tem um preço muito real.

Cada dia de discursos de feito feito é mais um dia de hesitação que mais não faz do que aumentar o preço da energia, fortalecer a posição de quem tem armas e recursos, e deixar claro que a dependência externa é um luxo perigoso. 

O medo de agir, a preocupação excessiva com o “politicamente correto” e a busca por consenso, que caracteriza o Último Homem europeu, traduz-se em vulnerabilidade concreta.


O futuro europeu? 

Será um passo a passo da Europa não para manter o "Último Homem" mas para a irrelevância.


Venezuela como o 51.º estado dos USA.

Os europeus vieram logo dizer que o Trump só pode estar maluco ao afirmar que a Venezuela até se pode tornar um estado americano.

Mas não é a União Europeia que está em processo de absorver a Ucrânia?

Neste momento a China tem 1400 milhões de habitantes e os USA tem 350 milhões. Olhando para a diferença na população, os analistas vaticinam que a China vai-se tornar a super-potência mundial por volta de 2150.

Mas esquecem-se que os USA podem aumentar de tamanho, incorporando territórios como Cuba ou Venezuela.

A Venezuela tem 30 milhões e Cuba têm 10 milhões de habitantes, somando 12% da actual população dos USA. Com um período de transição de uns 10 ou 20 anos, é viável tornarem-se estados dos USA.

A área da Venezuela, 916000 km2, é maior do que o Texas, 696 km2.

Não vejo porque não quando a Roménia ou a Hungria fazem parte da UE.




quarta-feira, 18 de março de 2026

O Trump sempre teve um nome para o Irão: Masoud Pezeshkian

Em Maio 2024, os israelitas mataram o presidente iraniano Ebrahim Raisi.

Claro que os iranianos vieram dizer que foi um acidente, que o helicóptero caiu por uma falha qualquer mas a verdade é que foram os israelitas. Digamos que o piloto do helicóptero recebeu mensagem no pager e blummmmmm, tudo para terra.

Depois, vieram as eleições para um novo presidente e, mesmo com muitos problemas no processo, foi eleito  um reformador, Masoud Pezeshkian, pelo voto directo do povo.

É este mesmo que veio pedir desculpa por o Irão estar a atacar os vizinhos.


O Irão é um regime igual ao da Guiné-Bissau.

Tem um presidente eleito, o Fernando Dias, mas quem manda são os militares.

No Irão os militares são um bocadinho mais "democratas", dão posse ao presidente mas fazem dele um verbo de encher. Assim que pediu desculpa aos vizinhos, veio logo a voz grossa dos militares que o obrigou a retratar-se.


Soube que o presidente Pezeshkian não tem segurança.

A minha fonte é a mesma que passava informações ao Marques Mendes e que, na reitoria da universidade do porto, passa aos jornais amigos (aquele a quem o UP paga avença) informação que convém ao reitor contra mim. 

O Pezeshkian aparece em público sem segurança, vive numa casa sem bunker e não parece estar preocupado com Israel, a preocupação dele é com a guarda republicana.

Soube também que o Trump já falou com o Pezeshkian e ficou acordado que o poder vai ser transferido para ele. Melhor dizendo, o Líder Supremo do Irão será o Trump que transmitirá as linhas estratégicas ao Pezeshkian. 

O presidente iraniano verá os seus poderes reforçados, passando a funcionar como um verdadeiro primeiro ministro, com controlo sobre os militares. 

O 'clube dos 88 sábios' perderá todo o seu poder executivo e será transformado num organismo puramente religioso.


Eleições? 

A ideia é ter no Irão um misto entre uma monarquia e uma república: 

i) O presidente é eleito para um mandato vitalício. 

ii) Apenas haverá novamente eleições quando o presidente morrer, ficar incapaz ou 'mijar fora do penico do Trump', altura em que morre.

Digamos que é como o mandato do Dalai Lama, assim que morre um, os 'sábios' identificam em que criança o morto Dalai Lama reencarnou. Essa criança, que nasceu no momento da morte do Dalai Lama anterior, vai iniciar um mandato que dura até morrer.


Identificar o Dalai Lama será tão difícil como se vê nos filmes?

Não, é um processo muito simples.

Apesar de o processo demorar 5 ou 6 anos, normal em qualquer processo administrativo, não é que haja muitos candidatos mas antes porque os 'sábios' precisam de tempo para identificar as qualidades da criança. Digamos que demora uns 6 anos a que a criança revele que é a reencarnação do anterior Dalai Lama.

Vejamos porque é simples: 

Nascem 65000 crianças por ano na Mongólia que, dividindo por 365 dias e considerando que o Dalai Lama é masculino, dá 89 crianças por dia. Então, os sábios têm apenas de comparar as virtudes de 89 crianças.

E, se houver registo da hora da morte do antigo Dalai Lama e do nascimento das crianças com uma margem de uma hora, o universo de pesquisa reduz-se a apenas 4 almas potencialmente reencarnadas.

Simples.


Agora, só é preciso derrotar o poder militar.

Não é preciso, como dizem os nossos comentadores esquerdistas, o Trump invadir o Irão com tropas no terreno. 

Apenas é preciso liquidar pessoas importantes no aparelho militar-repressivo de forma a que o Presidente Pezeshkian possa respirar.

E isso, os israelitas são os maiores especialistas do Mundo e de sempre.

Não é preciso matar os soldados já que a grande maioria só cumpre ordens. 

Cortando a cabeça, a perigosa cobra mais não é do que rolinhos de carne prontos a ser cozinhados.


Porque quem não ajudar a desbloquear o Estreito de Ormuz se vai arrepender?

O Trump avisou que não importa energia do Golfo, que é mesmo exportador e, por isso, a economia americana beneficia por o estreito estar fechado.

Os europeus e chineses acreditam, na sua cobardia, que se disserem não ao Trump que o Irão vai deixar passar os seus barcos. O problema é que pensam que o Trump é boa pessoa!!!!!!!

Sim, acreditam que o Trump vai deixar passar barcos do Irão com petróleo e gás natural.

O problema é que foi dada autorização a Israel para bombardear as infraestruturas iranianas de produção de gás natural e de petróleo.

Se ninguém ajuda, vamos fazer a guerra à nossa maneira.


Será o Trump mesmo amigo do Putin?

Um comentador, que agradeço, levanta esta questão, que o Trump está sempre a humilhar o Zelensky e a dizer bem do Putin.

Mas é exactamente a estratégia de conseguir derrotar o Putin sem ter medo de vir ai a terceira guerra mundial.

Enquanto os Europeus dizem muito bem do Zelensky, a ajuda continua bloqueada, sempre a arrastar os pés porque estão borradinhos de medo de o Putin usar o arsenal nuclear.

Enquanto o Trump diz mal do Zelensky e muito bem do Putin, corta a net ao Putin, dá informações valiosas ao Zelenky e vai cercando e derrotando os inimigos da Ucrânia.

Alguém acredita mesmo que o ataque à Venezuela, Cuba, Hamas, Hezbolah e Irão são favores que o Trump está a fazer ao Putin? Não será um cerco à Rússia e à China?

Acham mesmo? 

Só quem for um fervoroso fiel do Grande Oráculo Papa Marechal Agostinho da Costa.


quinta-feira, 12 de março de 2026

A Eleição do Líder Supremo do Irão foi uma jogada de mestre

Elegeram um morto, vai daí, os israelitas não o podem matar.

Ao estar morto, quem é que os israelitas vão liquidar?

Vão ficar como baratas tontas à procura de alguém que já está no céu a gozar as 72 virgens a que tem direito por ter sido vítima do Pequeno Satã. 


Mas isto não é novo.

Na Síria também constava que o Al-Assad estava em Damasco minutos antes da queda do regime mas ninguém o conseguiu ver. Apareciam uns comunicados, umas mensagens escritas mas nada da pessoa. 

A Sofia (o chatGPT) começa por dizer que Al-Assad estava vivo no dia 8 de Dezembro de 2024, no momento da queda, em Damasco. No entanto, depois de espremida, concluiu que o momento com imagens oficiais conhecidas foi na reunião no Kremlin com o Putin, no 24 de julho de 2024.

Como ninguém acredita que estando vivo não apareceu para dar animo às tropas, o Al-Assad morreu meses antes da queda do regime.


Eu penso que Platão inventou esta técnica.

Reparem bem, tudo o que conhecemos do pensamento de Sócrates é através dos escritos do Platão.

Não há nenhuma referência na história a Sócrates.

Agora pensem como eu, se Platão ia avançar com ideias que o poderiam prejudicar gravemente, nada melhor do que dizer: 

"Não fui eu que disse isto, foi Sócrates e que já foi executado."

O que poderiam fazer ao Platão? Nada, apenas escreveu umas coisas que outro, já julgado e executado, disse. 

Platão até poderia afirmar em público: "Atenção aos ouvidos mais sensíveis, vou-vos relatar pensamentos degradantes e que eu condeno com todas as forças que tenho. Ouvi-os de Sócrates e o meu consolo é saber que o facto pensador que avançou com tais aberrações, já foi julgado, condenado à morte e executado."


Quando o regime iraniano cair.

O Líder Supremo vai para Moscovo fazer companhia ao Al-Assad. 

Há quem diga mesmo que ainda vamos ver o Al-Assad e o Khamenei-filho, a fumar uns charutos com o Kennedy e a trocar umas bolas com o Maradona, num concerto ao vivo do Elvis. 


Como os americanos resolviam a coisa rápido e barato?

Cada militar americano recebe cerca de 5000USD/mês liquido e, em caso de fatalidade, a família recebe cerca de 600 mil USD mais uma pensão de 1600USD/mês para a viúva e filhos.

É por isto que as guerras americanas são muito caras.

Em alternativa, contratam ucranianos, uns 10000, e pagam em armas de longo alcance.

Os ucranianos são as "botas no terreno" que encurralam a guarda revolucionário e o Grande Satã, do ar, vai liquidando quem sai. 


E o petróleo?

Nós europeus demo-nos ao luxo de demolir centrais a carvão, encerrar centrais nucleares, e acreditar que estávamos no caminho certo ao comprar gás natural no Golfo Pérsico. Deitar fora equipamento que estava perfeitamente funcional pela fraqueza política de querer agradar a meia dúzia de Gretas.

O Carvão tem origem em locais seguros, a Austrália, e pode-se armazenar por anos apenas amontando-o. O gás natural e o petróleo não pode ser facilmente armazenado.

A invasão de 2022 deveria ter sido visto como um aviso mas, nós europeus, somos como o Seguro, meia dúzia de reuniões, uns consensos e uns grupos de trabalho e está tudo resolvido.

O problema é que, quando esta crise passar, nada irá acontecer na Europa.

O Trump não quer agradar a ninguém, faz apenas o que acha ser o melhor para a América.


Pura e simplesmente, metiam a Hungria fora.

Quando os 450 milhões da União Europeia não decide nada porque 9.5 milhões de húngaros bloqueiam as 'instituições', vemos que estamos condenados ao fracasso.


Que sorte, morreram todos os que estavam lá menos ele.


domingo, 1 de março de 2026

Ataque ao Irão - Mais uma violação do direito internacional (dizem os esquerdistas)

Mais uma vez, observa-se que quase todos os comentadores são esquerdistas.

Como os esquerdistas não conseguem ler nada mais complexo do que um talão de um supermercado, aviso que este texto é irónico.

Quem não perceber nada de política, acha estranho o Irão não ter sequer esboçado uma defesa. Reduziu-se a mandar meia dúzia de misseis e drones contra países árabes, um ou dois contra Israel e ficou-se por ai. 

Nem mandaram mísseis contra os aviões israelitas nem contra os navios americanos, já que têm armas capazes de afundar os porta-aviões americanos. 

Tendo o Irão, segundo os comentadores encabeçados pela Marechal Agostinho em que acredito cegamente, um dos exércitos mais forte do mundo, milhares e milhares de mísseis e drones do mais avançado que existe, muito maior que o ucraniano que afundou os navios russos, a maior potência militar do mundo, mais do que certo que o Irão tem armas capazes de afundar os porta-aviões americanos, um país em decadência acelerada e governado por um louco que não sabe o que faz.

Digamos que o Trump e o Bibi vendo que o povo se estava a revoltar contra os aiatolas e, acreditando no Marchal Agostinho, vai dai, pumba, um ataque para ajudar os ditos aiatolas. E o Irão apenas não reagiu porque, "penso eu de que", sabe que o ataque americano-israelita serve apenas para ajudar os aiatolas, para reforçar o poder teocrático permitindo que o povo iraniano se una em torno do seu governo e contra os USA e Israel como ovelhas em torno do seu pastor.


Os eleitores americanos são contra o ataque mas o Trump fê-lo para ganhar vantagem eleitoral.

Vejamos se tem alguma lógica:

Se o Trump tem a taxa de aprovação mais baixa de todos os presidentes americanos e quer aumentar a taxa de aprovação, sabendo que os eleitores americanos são contra o ataque, avança com o ataque?

Daqui só se pode concluir que o Trump quer desagradar à maioria do povo americano, quere descer ainda mais a sua taxa de aprovação para bater mais um record. Digamos que é como o Ronaldo que é o jogador de futebol profissional que falhou mais penaltis!


Será que os USA violaram o Direito Internacional?

Todos dizem que sim mas vou mostrar que não.

Da mesma forma podemos dizer "O árbitro é um ladrão", apenas um tribunal penal pode declarar que, de facto, "O árbitro é um ladrão", a violação do direito internacional apenas pode ser juridicamente declarado contra Estados que aceitam a jurisdição do Tribunal Internacional de Justiça.

Os USA não aceitam a jurisdição do TIJ, logo, não pode esse tribunal declarar a violação do direito internacional.

Depois, O Conselho de Segurança da ONU pode declarar que houve um "Acto de Agressão" por parte dos USA mas como os USA têm poder de veto, essa declaração nunca passará (da mesma forma que não passa nada contra a Rússia nem contra a China).

No fundo, o Direito Internacional é voluntário no caso dos países grandes, não é mais do que o Direito da Força dos fortes e a vitória moral dos fracos.

Lembro-me de Portugal ter invocado em 1961 a violação do direito internacional quando a província de Goa-Damão-Diu ter sido invadida pela Índia. Deu no quê? em nada, em 1975 deixamos cair o problema e, hoje, já não se fala português nessa província que foi Portugal durante centenas de anos e que tem 1,75 milhões de habitante.


A Europa invocar o Direito Internacional apenas mostra a nossa fraqueza.

A União Europeia decidiu entregar à Ucrânia em 2026-2027 uma ajuda financeira de 90 mil milhões de euros. Simplesmente, pega-se na proporção do país no PIB da UE e calcula-se a contribuição individual, tal e qual como no nosso condomínio.

Se Portugal pesa 1,572% no PIB da UE, teremos de entregar 1415 milhões, a Bulgária 1044 milhões e a Eslováquia 647 milhões  de euros. Ponto final.

O problema Eslováquio-Hungaro fica reduzido a 1691 milhões de euros. Se estes 2 países não entregarem a sua cota-parte, as instituições da UE são chamadas mas apenas para aplicar-lhes penalizações proporcionais.

Fig. 1 - Contribuição de cada país para somar 90 mil milhões de euros

Como ninguém quer pagar, inventaram um empréstimo com dinheiro pedido emprestado.

O Trump tem a obrigação de dar milhares de milhões mas nenhum país da UE quer dar sequer um euro.

Até chegam a argumentar que o Trump está a aproveitar-se da UE.


Vem ai algo muito pior.

O que guia os europeus é o medo de fazer seja o que for, é o adorar do impasse que se vive há décadas, cada vez mais irrelevantes, cada vez com governantes sem coragem, o que se observa de forma clara com o nosso governo e o novo presidente. Pedem licença a um pé para mover o outro pé mas, como a licença é emitida por alguém que não emite nada, os pés não saem de onde estão. "É melhor ficarmos como estamos porque há o perigo de ficarmos ainda pior."

Não interessa se o Trump está a fazer o que mais ninguém consegue fazer, mandar os regimes ditatoriais da Venezuela, Cuba, Irão e sabes lá mais quais. De ir, lentamente, descalçando a Rússia e a China nas suas ambições imperialistas. O que interessa é o medo dos "nossos interesses estarem em risco".

É como o medo que o Marcelo teve de dizer alguma coisa quando o angolano falou de Portugal colonialista, não lhe chamo presidente angolano porque nunca ganhou eleições, foi tudo uma fraude de que nenhum governante português quer falar porque "Há muitos interesses portugueses em Angola que interessa preservar".

Na sua moral bacoca, os esquerditas europeus ameaçam que vem aí coisa ainda pior do que os aiatolas o que traduz que o que está é mau. Cheguei a ouvir que apenas morreram pessoas no Irão porque o Trump deu esperança aos manifestantes. O culpado não é quem os matou, é o Trump que lhes deu esperança.

Mas, quando diziam que na Venezuela ainda viria um regime pior, que o povo se iria unir em torno do Madura mas, sabendo-se hoje que já foram libertados quase todos os presos políticos que os esquerdistas diziam que não existiam, calaram-se de falar da Venezuela. Apenas dizem "Vou uma violação do Direito Internacional para meter mão ao petróleo."

Também se calarão de falar do Irão.


Estão a ver o problema das Terras Raras?

Em vez de fazer como os europeus e canadianos que se ajoelham perante a ameaça chinesa de não fornecer Terras Raras, o Trump corta-lhes o petróleo.

É que 70% das importações de petróleo da China vem do Irão.

Se a China bloquear a venda de Terras Raras aos USA, Japão, Coreia do Sul e Taiwan, os USA cortam-lhes o fornecimento de petróleo da Venezuela, Irão e Rússia (apreendendo os petroleiros).

Fraco líder faz forte gente fraca e é o que vemos com os líderes europeus (e com os presidentes democratas americanos).

O Trump tem mesmo o exército mais forte do mundo e usa-o para submeter as ditadoras aos itneresses do ocidente.

Não fora isso, quando a China invadisse Taiwan o que iriam fazer os europeus?

Gritar "VIOLARAM O DIREITO INTERNACIONAL"

Agora, a China já pensa duas vezes. É que se invadir Taiwan, o mais certo é ser obliterado pelo poder militar e a vontade de ferro do Trump e o corte dos fornecimentos de petróleo.

Não interessa ter armas fortes se quem as segura é uma mão fraca.


E as negociações em curso?

Se o Trump disse "O Irão não pode ter qualquer capacidade de concentrar urânio, 0%, tem de destruir todos os mísseis e acabar com a produção de drones" e o Irão diz "Não, nem pensar", então as  negociações estão acabadas.

Encontros para tomar chá que não levam a lado nenhum não são negociações, são 'empata fodas'.

E o Trump não está para isso, pão pão, queijo queijo, não dá, liquida-os.

E que Deus o ajude a limpar o mundo desses ditadores que querem apenas destruir.


sábado, 14 de fevereiro de 2026

As cheias em Coimbra resultaram de um problema moral. Os homens e a AI.

 Parece estranho a minha afirmação mas as cheias não resultaram das chuvas intensas!!!!!!

Imaginemos um motorista de um comboio que circula a 140 km/h e que vê, à distância de 500 metros, que um carro, com 5 pessoas, está parado no meio da linha.

Podem acontecer duas coisas:

A) Se o motorista não fizer nada, as 5 pessoas morrem mas não acontece nada ao comboio nem às pessoas que nele circulam.

B) Se o motorista travar a fundo, as 5 pessoas dentro do carro não morrem mas morrem 3 pessoas dentro do comboio.


Onde está o problema moral?

D1) Se o motorista não fizer nada, a sua consciência vai afirmar que "As 5 pessoas morreram porque o carro era velho e parou no meio da linha. A culpa é das pessoas que não deveriam ter parado no meio da linha."

D2) Se o motorista travar a fundo, a sua consciência vai afirmar "As 3 pessoas morreram sem culpa nenhuma e apenas porque eu travei a fundo. A culpa é minha."


Este problema é mais difícil com incerteza e consequências sociais e legais.

A1) Se o motorista não fizer nada, as 5 pessoas morrem mas apenas se o carro, no entretanto, não conseguir sair da linha. Se as 5 pessoas morrerem, paciência, nada acontecerá em termos sociais ou legais ao motorista.

B2) Mantém-se que, se o motorista travar a fundo, morrem 3 pessoas dentro do comboio.

Agora, se o motorista travar a fundo, a sua consciência ficará ainda mais pesada se o carro, no entretanto, conseguir sair. Além disso, na sociedade será visto como um assassino, será despedido e preso por 15 anos.


Esta situação ocorre muitas vezes na guerra.

Quando, no dia 7 de Outubro de 2023, Israel foi invadido pelos combatentes do Hamas vestidos à civil, não havia como distinguir se eram atacantes do Hamas ou civis israelitas.

Então, quem, a partir dos helicópteros enviados de emergência, manejava as metralhadoras e os mísseis,  tinha de decidir, em fracções de segundo, se disparava e, portanto, se as pessoas à vista viviam ou morriam.

Se não disparasse, os terroristas continuariam a matar israelitas.

Se disparasse, poderia estar a matar israelitas.

Ainda em Israel, na Guerra do Yom Kippur, durante a noite, tanques do Egipto entraram na formação de tanques israelitas.

Os tanques israelitas não tinham como distinguir os "nossos" dos "atacantes" pelo que gerou-se uma grande confusão em que era preciso decidir "não faço nada e os do Egipto atingem mais e mais tanques israelitas" ou "disparo às cegas e tanto posso atingir tanques israelitas como do Egipto".

O general responsável não conseguiu decidir, entrou em confusão.

Nesse momento, o Ariel Sharon, que era um oficial de baixa patente, pegou no microfone e disse:

"Parem de disparar, metam uma bala no canhão e, vou contar até 3. Chegando a 3, acendam as luzes e disparem contra todos os tanques que tenham as luzes desligadas. 1, 2, 3."


Não interessa ter barragens se a pressão é para as manter cheias.

Nem que houvesse mil barragens no Mondego, com capacidade para armazenar todo o caudal do Rio Mondego de 100 anos se a pressão social, política e económica é para o gestor manter as barragens cheias, nas suas cotas máximas.

Eu acompanhei a questão da Barragem de Santa Clara que, depois de anos de seca e níveis abaixo dos 30%, atingiu numa quinta-feira 90% da sua capacidade máxima com previsão de chuvas intensas na semana seguinte.

A decisão do gestor foi ordenar que na sexta feira começassem as descargas.

Surgiu logo um coro de protestos nas redes sociais que obrigaram a que as descargas fossem suspensas o que coloca em risco as populações a jusante da barragem no caso de chover mesmo. 


A Barragem da Aguieira.

Tem capacidade útil de 304 milhões de m^3.

Apesar de parecer grande, estando vazia, apenas tem capacidade para armazenar um caudal de 1000 m^3/segundo durante 3.5 dias.

O caudal máximo que pode passar, sem impacto, em Coimbra é de 2000 m^3/segundo.

Quando vieram as previsões de muita chuva nos próximos dias, o gestor da barragem teve de resolver um problema moral:

A) Não fazer nada, manter a albufeira cheia o que maximiza a produção de energia eléctrica e guarda-se água para quando vier a seca. Esta posição é socialmente bem vista.

B) Esvaziar rapidamente a albufeira para evitar que o caudal ultrapassasse em Coimbra os 2000 m^2/s.

Vamos imaginar que as previsões de chuva intensa falhavam?

Logo toda a gente iria dizer "Despeçam o gestor porque não percebe nada de gestão de barragens, esvaziou a albufeira e agora não temos água."

Mesmo no seu emprego diriam "Está despedido porque a produção de electricidade diminuiu por sua causa."


Agora, entra aqui a Inteligência Artificial.

Os algoritmos não resolvem problemas morais, actuam de forma a maximizar uma função objectivo.

Calculando o prejuízo que a cheia vai causar com o prejuízo que vai acontecer na produção de electricidade, o Agente de Inteligência Artificial decidiriam esvaziar a albufeira até aos 10% (nível de menor prejuízo esperado) enquanto que o Agente Humano, pressionado pela sua entidade patronal (maximizar a produção) e pela sociedade (guardar água para a seca), vai manter a albufeira nos 90% da capacidade máxima.

Fig. 1 - Comparação entre a decisão do Agente AI e do Agente Humano

Em Israel compreendem o que é a decisão sob incerteza.

Numa operação militar para libertar os reféns, três homens saíram de uma casa e correram para os soldados israelitas gritando "Nós somos israelitas." 

Eram mesmo reféns mas também poderiam ser terroristas suicidas.

Levaram imediatamente com rajadas de metralhadora e, naturalmente, morreram, paciência, faz parte da da decisão sob incerteza.

Os helicópteros mataram vários israelitas, paciência, faz parte da decisão sob incerteza.

O Irão retaliou e matou vários israelitas, paciência, faz parte da decisão sob incerteza.


Em Portugal?

É logo crucificado.

Com esta cultura, naturalmente, os políticos não decidem, os gestores não decidem, a economia não avança, a ciência não avança, a liberdade não avança, a inovação não avança.

Contentamo-nos com o marasmo e, depois da trajédia, com uns subsídios e umas campanhas de solidariedade.


Daí o mérito do Sócrates e do Trump.

Pessoas sem medo de decidir, como respondeu a minha mãe velhinha quando eu lhe disse: "A menina Dulcinha nunca teve juízo!"

- "Meu filho, se eu e o teu pai tivéssemos juízo, nunca tínhamos tido 6 filhos. Na vida temos de decidir e assumir as consequências. Nós queríamos ter 6 filhos e toda a gente dizia que poderiam sair tortos. Nós decidimos, 'desse tabuado, desse casqueira', que íamos ter 6 filhos e tivemos."

Claro que, sendo a maioria dos portugueses e dos europeus a favor da não decisão, ... penso não ser preciso dizer mais nada sobre o ódio que os portugueses têm ao Sócrates e os europeus ao Trump.

O Sócrates cometeu crimes? Muitos mais cometeu o Marquês do Pombal, matou à força toda todos os que eram contra a industrialização, e tem estátuas em todas as grandes cidades portuguesas.

Nada estranho ter sido eleito como presidente da república, quase por unanimidade, alguém que não decide. Vai organizar reuniões em Belém com os partidos e as forças sociais para se criarem consensos em torno dos problemas que afectam Portugal.

Mas o principal problema que afecta Portugal é não haver quem decida, está-se sempre à espera de que alguém, o consenso, decida por nós.

Esperamos que o Estado proíba os nossos filhos de usar telemóvel porque nós pais não decidimos fazê-lo.

Esperamos que as escolas proíbam os nossos filhos de usar o ChatGPT porque nós pais não decidimos fazê-lo.

Esperamos que as escolas obriguem os nossos filhos a usar capacete quando andam de bicicleta porque nós pais não decidimos fazê-lo.

Esperamos que o Estado aumente as pensões dos mais pobres (pagas pelos nossos impostos) porque não decidimos, de livre vontade e do nosso bolso, ajudar os mais pobres.

Queremos levar  o nosso animal ao veterinário e pagar 50€ para que ele o mate porque não queremos  decidir e, muito menos, executar. "O animal está a sofrer muito, ladra toda a noite, o que acha melhor para ele sr. doutor? O sr. doutor é que sabe mas eu penso que é mesmo uma obra de caridade acabar com o seu sofrimento."


Acham que a vida que os alunos universitários vão encontrar é igual às aulas?

Acham que vão resolver integrais ou inverter matrizes?

Acham que a vida real tem, no fim do texto, a solução?

Acham que vão encontrar pessoas sérias, educadas e razoáveis como os professores modelo e os colegas?

Acham que tudo vai funcionar como os modelos certinhos apresentados nas aulas pelos brilhantes professores?

Acham que, numa situação de perigo, alguém vai baixar a cabeça para cumprimentar o atacante e, depois, o atacante vai obedecer às regras dos Judo?

Acham que, numa situação de perigo, há espaço para usar um pontapé alto do taekwondo sem cair?

Acham que, numa situação de perigo, dar um murro na cabeça do atacante não fractura os ossos todos da mão e do pulso?


Se o professor se aproxima da realidade, é despedido.

Estão a perceber?

Se o professor diz "Estas aulas prestam para pouco"; "Não é preciso serem capazes de resolver os exercícios, é apenas preciso saber o primeiro passo rumo à solução"; "Não é o professor que tem de saber resolver os exercícios, é o aluno." ...

É despedido, acusado de ser fascista, racista, xenófobo, misógino, machista e não ensinar nada. Os alunos apenas aprenderam porque se esforçaram. 

Ahhhhh! Os alunos não precisam de se esforçar, é só engolir a sebenta e já estão preparados para o mundo real.

Fig. 2 - Não precisas de te esforçar, precisa é de ter um professor que leia bem a sebenta.


quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

A Linha Eléctrica não pode ser enterrada por causa da Física

Houve muito vento o que destruiu linhas de alta-tensão.

No espaço comunicacional surgiu a ideia de que a linha eléctrica tem de ser enterrada para resistir a ventos como os que observamos nos últimos tempos.

Sendo que foi avançado o problema do custo, as opiniões foram por comparação: "Se a rede de água está enterrada, a rede eléctrica também pode ser enterrada."

Neste post vou mostrar porque, não motivado pela questão dos custos mas por limitações da Física, a rede eléctrica não pode ser enterrada em grandes distâncias.


Na rede de água transporta-se água enquanto que na rede eléctrica se transporta potência.

Na rede eléctrica não se pretende transportar electrões, pretende-se apenas usar os electrões para transportar potência. 

Como a grande maioria das pessoas não percebe nada de Física, vou primeiro fazer uma analogia, uma rede de água para transportar potência.

Para que a água não fuja, temos de a meter dentro de um tubo que corresponde ao isolante eléctrico.

A pressão da água, em atmosferas, corresponde à tensão em Volts.

O caudal de água em litros/segundo corresponde à Amperagem em Amperes.

Supondo que a água é descarregada à pressão zero (e a electricidade à tensão zero) a potência transmitida, em Watts, será:

     Potência com a água          =  Caudal * (Pressão - 0)

    Potência com electricidade =  Amperagem * (Tensão - 0)


Lei da Natureza - A pressão dilata o tubo.

A pressão vai aumentar o diâmetro do tubo sendo que uma pressão mais elevada cauda uma maior dilatação.

Fig. 1 - O tubo expande com a pressão

O efeito de expansão do condutor não existe com a electricidade mas o fenómeno comparável é o "efeito condensador" em que, havendo um excesso de electrões dentro do condutor, os electrões da vizinhança do cabo eléctrico são repelidos (os electrões repelem-se uns aos outros).

A expansão vai acontecer apenas "uma vez na vida", quando o tubo é carregado (ou o condutor eléctrico) pelo que, aparentemente, não tem relevância.


Transformação da pressão.

Como a potência é dada por Caudal*Pressão, Amperagem*Tensão, quanto maior a pressão, menor será o caudal.

Acontece que o diâmetro do tubo tem de ser maior quando o caudal é maior pelo que, com maior pressão, poderemos ter um tubo mais pequeno. Bem sei que mais pressão obriga a um tubo mais resistente mas, na electricidade, isso não acontece pelo que vamos assumir que o tubo é idêntico na resistência.

Vamos então ter uma rede com pressão muito elevada (150000 Volts, havendo linhas eléctricas com tensão superior a um milhão de Volts). Mas, como dentro de casa os equipamentos só funcionam com baixa pressão, vamos ter de transformar os 150000 Volts em 220 Volts.


É muito difícil transformar com corrente contínua

A geração de electricidade é em baixa tensão, por exemplo, 40 Volts num painel solar. Para ser transportada a longa distância em fios baratos, a tensão tem de ser elevada para 150000 Volts ou mais. No destino final, a tensão tem de descer para 220 Volts ou menos.

Com corrente contínua semelhante a um tubo que transporta água pressurizada, temos de ter, do lado da alta-tensão, um motor eléctrico e acoplado no lado da baixa tensão um gerador de baixa tensão o que tem baixo rendimento (na ordem de 70%) e, tendo partes móveis, é complexo, caro e está sujeito a falhas. 

Fig. 2 - Transformar a tensão obriga a ter um motor acoplado a um gerador (C. Contínua)

A rede tem de ser em tensão alternada.

Esta conclusão é do Nikolai Tesla.

Em vez de termos uma tensão constante e electrões a correr da origem para o destino, vamos empurrar e puxar os electrões com um "embolo".

Fig. 3 - Transformar a tensão é possível com um "embolo" (C. Alterna)

Agora, a tensão não vai ser constante mas vai variar ao longo do tempo. Vai ir "para a frente e para trás 50 vezes por segundo, 50 Hz, e numa linha que se denomina por 220 Volts vai oscilar entre -311 Volts e + 311 Volts.

Fig. 4 - Representação durante 0,06 segundos da tensão eléctrica da corrente de 220 Volts a 50 Hz


Onde está o problema?

Se a "pressão" varia dentro do tubo, este vai expandir e contrair 50 vezes por segundo.

No caso da electricidade, apesar de o cabo esta isolado, se a vizinhança do cabo for condutora (como é o caso do solo húmido ou da água), a tensão ao variar vai atrair e repelir os electrões da vizinhança o que cria uma corrente eléctrica parasita que se perde (perde-se potência).

Acontece ainda outro fenómeno físico ainda mais importante, a corrente eléctrica induzida.

A tensão ao variar, além de criar um campo eléctrico variável, vai criar um campo magnético também variável. Digamos que o cabo emite luz na frequência de 50 Hz que não é visível (a frequência da luz visível é acima de 400000000000000Hz), mas contém energia que se perde se induzir num condutor próximo outra corrente eléctrica parasita, por exemplo, na terra húmida. É a famosa a famosa Corrente de Foucault

Este fenómeno é importante porque permite, entre outras coisas, a construção dos transformadores compactos e sem partes móveis mas também proíbe que os condutores estejam próximos de material condutor.


No ar não existe esse problema.

O ar é um isolante eléctrico que apenas é atravessado, quebrado, com diferenças de tensão de milhões de volts por metros (dando origem aos relâmpagos que têm biliões de volts).

Nas linhas de baixa e média tensão, o Efeito de Condensador e as Correntes de Foucault são pequenas, sendo viável ter os cabos enterrados para distâncias curtas, na ordem de kilometros. É por essa razão que, no centro das cidades, não vemos cabos eléctricos pelo ar, estão enterrados.

Já para grandes distâncias, é preciso ter muito alta tensão, acima dos 150000 Volts, e, neste caso, já não é fisicamente viável ter os cabos enterrados. Se enterrarmos um cabo de 150000 Volts, ao fim de meia dúzia de quilómetros, a energia já foi toda perdida para as correntes parasitas.


Há cabos com mais de um milhão de volts.

Por exemplo, no Brasil, o Linhão Xingu-Rio é uma linha de 2500 km com tensão de 800 000 Volts.

Na China, o Linhão Changji-Guquan é uma linha de  3324 km com tensão de 1 100 000 Volts e tem a capacidade de transportar 12000000 KW de potência em cabos com 6 cm de diâmetro (7.6 kg/m). 

Se usassem uma tensão de 200 Volts, para transportar a mesma potência, o cabo teria de ter 43 cm de diâmetro (38000 kg/m).

Fig. 3 - Linhão Changji-Guquan transporta 12 000 000 KW de potência a 3324 km de distância



No mar é ainda pior.

A água salgada do mar é muito boa condutora pelo que não é possível trazer a electricidade dos vira-ventos off-shore para terra usando corrente alterna.

É preciso que o vira-vento gere corrente contínua (o que é mais dispendioso), transportar em corrente contínua no fundo do mar e, chegando a terra, transformá-la em corrente alterna, o que tem perdas.

Fig. 4 - A água do mar suga muita energia


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

No rio Mira não há cheias porque o Salazar sabia o que fazia.

A comunicação social e os esquerdistas gritavam que a Barragem do Rio Mira estava vazia.

Mas agora não fala que, por causa da barragem (que se chama de Santa Clara), não há cheias por lá.

O que acontece é que o Salazar sabia o que fazia quando desenhou uma albufeira enorme face ao caudal médio do Rio Mira. 

Em média, o caudal que entra na albufeira é de 2.87 m3/s, um total anual médio de 90.6 milhões de m3.

Sendo o caudal ecológico de 20% do caudal médio e sendo a capacidade total da albufeira de 485 milhões de m3, estamos a falar que pode armazenar 6 anos e 8 meses do caudal médio não ecológico. 

Isto traduz que, estando a albufeira com um nível de 15%, está quase seca na óptica da comunicação social e dos esquerdistas mas, a verdade, é que contém armazenada a água de um ano inteiro. 


Porque é que a albufeira é tão grande?

Porque na zona sul de Portugal, com clima mediterrânico, a chuva varia muito de ano para ano. Muitos anos chove pouco e, longe a longe, há um cataclismo atmosférico.

Há 2 anos, diziam a comunicação social e os esquerdistas que a agricultura de Mira era insustentável, que a barragem estava seca por causa da sobre exploração e do aquecimento global. 

Neste momento, está nos 90% e ninguém diz nada.

Apenas nos últimos 30 dias, o nível subiu 10 metros, tendo passado o volume armazenado de 60% para 90%, chegaram À barragem em apenas um mês o volume médio de 2 anos.


A sul do Tejo precisamos de albufeiras massivas.

Em vez de pensar em dessalinização no Algarve - uma tecnologia muito cara, que gasta muita energia eléctrica e causa efeitos nocivos no oceano (a salmoura descarregada) - têm de ser construídas albufeiras massivas para a dimensão médio dos rios, com capacidade para armazenar 10 anos médios.

Não é transportar água das barragens que já existem nem dessalinizar, é fazer novas barragens.

Naturalmente, durante a maioria dos anos essas albufeiras vão estar quase vazias mas permitem guardar a água dos períodos anómalos como o que estamos a viver para usar depois, a um custo de produção muito baixo, durante os frequentes anos de seca.

Se a dessalinização tem impacto ecológico negativo, as albufeiras massivas causam impacto positivo nas plantas, insectos, aves, peixes, anfíbios, agricultura e turismo.

Praia Fluvial da Albufeira de Santa Clara

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

A força de uma arma está na mão de quem a segura.

Vamos imaginar que o Seguro era o presidente dos USA.

Nesse mundo imaginário, um dia, a Rússia, a China ou a Coreia do Norte atacam os USA e a Europa com bombas nucleares.

Acham que o Seguro dará ordem para que as bombas nucleares americanas sejam disparadas contra esse ou esses países agressores?

Alguém acha mesmo que o Seguro vai abrir a mala preta e enviar os códigos para que os mísseis nucleares sejam disparados contra os seus destinos pré-determinados?

Não, ninguém acredita.

Acham que os que, o Macron e o Starmer darão ordem para que as bombas nucleares francesas e inglesas sejam disparadas contra esse ou esses países agressores?

Não, ninguém acredita.

Acham que os Alemães, Espanhóis ou Portugueses vão pedir ao Seguro, Macron e Starmer para usarem os mísseis para retaliar?

Não, ninguém acredita.

É esse o problema dos europeus e é por isso que toda a gente apoia o Seguro a presidente da república, o Costa foi lá para mandar na Europa, e o esquerdismo do "Já gastamos dinheiro de mais em defesa e não precisamos nada do Trump" tem 99% do tempo na comunicação social.

Em resposta aos bombardeamentos, íamos, europeus, enviar um baixo assinado, em letras capitais e a gordo para vincarmos a nossa repulsa e indignação:

"PROTESTAMOS COM AS PALAVRAS MAIS DURAS QUE EXISTEM ESSAS ACÇÕES CONTRA A HUMANIDADE E O DIREITO INTERNACIONAL E VAMOS PEDIR AO GUTERRES QUE AS CONDENE. 

SOMOS A FAVOR DA PAZ E CONTRA O GENOCÍDIO. 

EXIGIMOS QUE PARAREM IMEDIATAMENTE POIS, CASO CONTRÁRIO, VAMOS ENVIAR UMA FLUTILHA."

Na lista de assinaturas iríamos ver todos os que apoiam o Seguro à presidência da república, desde o CDS até ao BE.


O Zelensky tem toda a razão.

Os europeus, nós, falamos palavras bonitas, a Dinamarca diz que vai defender a Gronelândia, e a Europa diz que dá garantias de segurança à Ucrânia, mas somos uns bananas mas daquelas bananas muito maduras, já liquefeitas, somos geleia, não valemos nada.

Temos voz grossa, dizemos que vamos cortar com o Trump, mas é apenas um programa de rádio, temos voz de radialista, mas o conteúdo do discurso é um vácuo, é sempre "Vamos fazer, vamos actuar, vamos apoiar, vamos defender, vamos garantir" mas nunca dizemos "Fizemos, actuamos, apoiamos, defendemos, garantimos."

É sempre uma intenção mas que nunca se concretiza nada porque é preciso decidir e actuar e não o conseguimos fazer.

O Seguro é apenas mas um europeu típico, um burro no meio da ponte que nunca sabe para onde se virar. É outro Guterres. 


Alguém se lembra de Srebrenica?

Os europeus disseram que iam garantir a segurança dos bósnios que viviam na cidade.

Estavam lá 450 militares holandeses.

Os Sérvios chegaram e mataram todos os homens, 8000, e os holandeses não fizeram nada.

Tiveram que vir os Americanos resolver o problema com bombardeamentos aéreos da Sérvia pois os europeus nunca conseguiram decidir o que fazer.

Bombardeamentos que violaram o direito internacional.

8 mil homens executados em 2 dias.

Prendemos meia dúzia de pessoas e ficamos todos contentes.


Como pode a Dinamarca ou a Europa defender seja o que for sem orçamento?

Os esquerdistas que aparecem na comunicação social dizem que a Europa gasta muito dinheiro em defesa mas esquecem-se de dizer que esse dinheiro é quase todo gasto em salários dos soldados e que inclui as forças policiais como a nossa GNR que tem tudo menos capacidade de defesa.

Acham que os nossos soldados têm capacidade de combate nas trincheiras ucranianas?

Fugiam todos ou acontecia-lhes o que aconteceu aos soldados da Coreia do Norte e da Tchetchena, foram dizimados, não sobrou nem um para amostra.

E, mesmo assim, em percentagem do PIB, os Trump passou a despesa militar de 3.5% para 5% em 2026 enquanto que os europeus estão com pouco mais de 1% e "vamos aumentar para 5% em 2035"

Reparem bem, VAMOS AUMENTAR, nunca AUMENTAMOS


Eu vou votar no Ventura.

Se toda a gente anuncia apoio ao Banana Seguro, o homem deve ter muitos defeitos.

Isto nunca aconteceu, parece que estamos na Coreia do Norte, toda a gente apoia o Seguro, o que apenas traduz que já caímos numa ditadura.

E esta ditadura implantou-se como uma espécie de vírus que uniformizou a mente das pessoas.


A queixa do Montenegro traduz mesmo que estamos em ditadura.

E eu fui despedido, não por ter feito fosse o que fosse, chumbado alunos que sabiam, passado alunos que não sabiam por alguma razão escura, mas apenas por ter dito umas anedotas sendo que ninguém disse "ofendeu-me".
Se alguém conta uma anedota onde entra um alentejano, despede-se por xenofobia?
Se alguém conta uma anedota onde entra uma mulher, despede-se por misoginia?
Se alguém diz "é preciso estar com um olho no burro e outro no cigano" é despedido por racismo?
Isto é uma ditadura das mais violentas que existem.


quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Ao apoiarem o Seguro, os comunistas mostram que não aprenderam nada com a geringonça

Apenas há polícias enquanto há ladrões.

Os polícias sabem que, no dia em que acabarem os ladrões, são despedidos.

Da mesma forma, apenas há povinho a votar nos comunistas enquanto houver o risco do fascismo, do nazismo, da direita radica, da exploração do homem pelo homem, do grande capital.

O Cunhal ainda disse - "É um fassista que meteu o sagrado socialismo na gaveta, deu a mão ao patronato e ao grande capital mas, tapem-lhe a cara, engulam o sapo e votem no fassista Soares."

Este comunista de quem nem sei o nome, foi uma coisa sem qualquer dramatismo, "Votemos no Seguro".


O Seguro com tantos apoios, nem percebo porque há segunda volta.

O mais natural era o Seguro ter ganho a primeira volta com os números que vemos em Cuba, 99% dos votos e 1% a distribuir por nulos e brancos.


Os comunistas anunciaram que iam ganham força com a geringonça.

Nas eleições de que resultou a geringonça, o PCP teve 17 deputados e o BE 19 deputados. Juntos tiveram quase um milhão de votos.

Em 2025, PCP+BE tiveram 4 deputados e 310 mil votos, uma queda de 89% no número de deputados e de 69% no número de votos.

Mas vamos às presidenciais. Em 2016 o PCP+BE tiveram 650 mil votos. Em 2026, acabam de ter 209 mil, uma queda de 68%.


Os comunistas deveriam ter apoiado o Passos Coelho e apoiarem agora o Ventura.

É preciso as pessoas saberem o que é o fassismo, sofrerem na carne a exploração do patronato, o ataque do grande capital, a destruição do estado social, o imperialismo americano e muito mais coisas como se vê nos países fassistas como o Irão, Coreia do Norte ou Venezuela.

O André Ventura na presidência vai funcionar como uma vacina contra o fassismo que vai durar pelo menos 50 anos.

Se o Ventura ganhar, e eu penso que se arrisca a ganhar, o comunismo vai florescer em Portugal como nunca se viu, o PC+BE+Livre+PAN vão ter pelo menos 90% dos votos durante décadas a ponto de se poder equacionar acabar com as eleições.

Vamos enriquecer como enriqueceram os povos que já estiveram sob a libertação comunista.

Força Ventura, faz dos comunistas os salvadores da nação.


segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Portugal precisa da estabilidade do Seguro para continuarmos a empobrecer

Ouvi uma frase importante num debate.

A Cavalieri disse que os europeus, nós, não podemos fazer frente ao Trump e um esquerdista qualquer, não me lembro quem, disse: Mas o Brasil bateu o pé ao Trump.

A Cavalieri deveria ter dito "Mas penso que os europeus não querem ser pobres como os brasileiros, viver em favelas e cada dia que saem de casa, despedirem-se dos familiares de forma calorosa porque não têm a certeza de que vão voltar vivos."


Os do PSD estão em negação como o Santos Silva.

Eu penso que o André Ventura vai ganhar porque todos se juntaram para levar o Seguro à segunda volta e vão ficar por ali.

Pode acontecer que a maioria das pessoas que votaram Cotrim ou Marques Mendes não vai votar mas não os estou a ver a votar no Seguro.

É que, no fundo, estão a dar ao Seguro o poder para fazer o que fez o Sampaio com a maioria absoluta do Santana Lopes, iniciar uma cruzada de desgaste e mandar o parlamento ao charco.

Não nos podemos esquecer que o Montenegro tem muitos problemas judiciais e qualquer anúncio pode ser usado para o mandar abaixo.

O Santos Silva, que dizem ser o padrinho do André Ventura, quem mandou o PS ao buraco, quem atirou o PS para o pior resultado de sempre (quem o diz é o Ascenço) teima que o povo tem de ser educado a votar em quem defende politicas esquerdistas mas o povo não aprende.

Os graúdos do PSD e IL, aqueles que facturam centenas de milhar por ano a facilitar negócios, que vivem em grandes casas e deslocam-se em carros de luxo, pensam que os votos do André Ventura são enganos, quem nenhum eleitor quer votar Ventura, são pessoas sob a influência do sono ou de drogas duras que chegam à assembleia de voto sem saberem onde estão e que, no pior dos pesadelos, votam André Ventura. São esses eleitores as mesmas pessoas que, no pesadelo, se atiram abaixo de precipícios e são raptados por extra-terrestres. 


Vou agora falar de estabilidade e empobrecimento.

O argumento agora é que o Seguro representa a sensaboria, a previsibilidade e a estabilidade. Digamos que é uma espécie de Guterres (criado no mesmo partido) que está sempre indignado mas que toda a gente sabe que não vai fazer nada. Parece que está sempre com o cuzinho apertado, sempre a correr com pequenos passos para não chegar a lado nenhum, como a gueixas que transformam um quarto pequenino num estádio com 100 passinhos de comprimento.

Tique-tique-tique-tique-tique-tique e, decorrida uma hora de marcha, ainda não saiu do sítio.


Se eu estou saudável, tenho um emprego bom e uma mulher bonita, rica e jeitosa, quero estabilidade. 

O problema é que o nosso querido país está cheio de problemas.

Vou apenas mostrar a evolução do nosso PIB per capita, e que traduz o nível de vida, relativamente ao dos USA. 

Fig. 1 - Evolução do PIBpc português a dividir pelo americano 1990:2024 (dados: Banco Mundial)


Nos inícios dos 1990's, o nosso nível de vida estava entre 39% e 40% do nível de vida dos americanos. Depois de 35 anos de "estabilidade e crescimento", caímos para 33% a 34%.

Se é isto que queremos, que continue a estabilidade.


O PSD perde sempre.

Vamos supor que o Seguro ganha. Digam o que disserem, e do PS.

Alguém pensa que se o presidente fosse o Seguro, haveria a dissolução da Assembleia da REpública quando o Costa saiu?

Não, entrava o Centeno que ainda hoje seria o primeiro-ministro para manter a "estabilidade".

"Habituem-se porque vai ser assim nos próximos 4 anos" teria de ser levado à letra.

E se o Ventura ganha?

O PSD arrisca-se a tornar-se um pequeno partido. 


Quero também falar da Gronelândia.

A Europa não consegue fazer face ao Trump.

Se o Trump disser "Vamos retirar os nossos militares, equipamentos e ogivas nucleares da Europa (sim, os USA têm ogivas nucleares na Alemanha), a Ucrânia cai imediatamente.

A Europa não tem capacidade para garantir a segurança dos países bálticos ou da Moldava e mais não tem de fazer do que aceitar a instalação de governos como o da Bielorrússia.


O que deve a Europa fazer?

Fazer um meio termo semelhante ao que se passa no 'Direito Marítimo'.

As povoações onde há mais de 100 pessoas, terão um território de 12 milhas a contar do limite da última casa.

Esse território (que não será contíguo) continuará a ser dinamarquês mas todo o resto passará para os USA.

Os USA garantirão liberdade de circulação das pessoas e bens entre esses territórios assim como a  eventual prática agrícola e pesca do nativos inuitas.

Os USA dão 100 mil euros por km2 transferido, em equipamento militar à Ucrânia.



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