Sim, tenho medo porque não existe liberdade de expressão em Portugal.
Como sabem fui despedido acusado de ser racista, xenófobo, misógino e machista.
O tribunal considerou que até aquela mocinha condenada a 25 anos de cadeia por assassinar alguém foi despedida de forma injusta mas porque não abriu a boca. Quem abrir a boca, não lamber botas, rua, pior do que no tempo do Salazar.
Nunca disseram o que de facto eu disse mais que não fosse umas coisas infantis como, por exemplo: eu tendo medo de afirmar que nós os homens casamos porque queremos foder de graça, fui despedido por dizer que casamos porque não queremos comer sandes.
Mais valia ter mesmo dito a verdade.
Mas vamos ao que interessa, casei-me mesmo.
Apenas posso dizer que me casei com uma mulher. Se calhar esta frase vai ser usada contra mim pois somos todos iguais, não havendo homens nem mulheres, apenas pessoas.
Mas dizer que somos pessoas também vai ser usado contra mim porque sou xenófobo relativamente aos animais.
Talvez fosse mais correcto dizer que me casei com uma coisa, talvez um mineral, vírus, bactéria, vibrião, fungo, vegetal, animal ou pessoa.
Parece que ouvi dizer que os imigrantes são bons para Portugal.
Penso não estar enganado ao afirmar que alguém disse que os imigrantes melhoram as contas da Segurança Social, aumentam o PIB e fazem muitas outras coisas boas por Portugal.
Parece que houve mesmo um estudo da Faculdade de Economia do Porto anunciado com foguetório de que eram precisos 150 mil imigrantes por ano para a economia crescer não sei quanto. Aqueles números de crescimento que se anunciam para o futuro, previsto com base em muita literatura, mas que nunca acontecem. No entanto, os sábios que os afirmaram e garantiram com a afirmação de que os outros não sabem nada da literatura continuam a ser tomados como sábios.
Baseado nestas afirmações e porque a minha aluna de pós-doc ucraniana teve muita dificuldade em arranjar visto para vir para Portugal há 11 anos fiz uma pergunta que acabou por me levar ao despedimento:
Como os imigrantes são bons para Portugal, porque não vamos buscar aqueles 70 mil que entraram em Ceuta e que a Espanha não quer?
Na altura pensei que se deveriam mandar os aviões da TAP mas, como Ceuta não tem aeroporto, mandavam umas barcaças da marinha.
Será que ouvi mal?
Será que estou a interpretar mal as palavras que ouvi sobre o lucro de termos imigrantes?
Cada vez mais me convenço de que só posso ser burro.
É que não consigo compreender minimamente o que os sábios dizem.
Vou então aos homens jovens que apareceram em Ceuta.
Seria óptimo se esses 70 mil jovens cheios de força e ambição viessem para Portugal.
Diminuindo as restrições e as dificuldades criadas pelas autarquias para poderem ter margem para uma corrupçãozinha, esses jovens iriam dinamizar a construção de habitação que tanta falta faz e dar força à agricultura intensiva que gera tantas exportações.
O problema é que apenas é óptimo se o nível de vida dos portugueses melhorar.
Mas este pensamento é perigoso, isso é xenofobia.
Dizem os esquerdistas que o simples facto de alguém pensar que existem os Nós, os que nasceram em Portugal filhos de Portugueses e que falam português, e os Outros, os que nasceram fora de Portugal, filhos de estrangeiros e que falam estrangeiro, é xenofobia.
Não compreendo como haver Nós e o Outros é xenofobia, como justificam a existência de fronteiras?
Não são as fronteiras, os muros de Ceuta, que separam os Nós dos Outros?
Porque o esquerdista espanhol não deita abaixo o que chama de "muro do apartai" de Israel que tem em Ceuta?
Outra prego no meu caixão, o meu despedimento, foi o exercício conceptual seguinte. Interessante é que este exercício aprendi-o numa conferência conceituada, na EcoMod, apresentado por um professor alemão conceituado de que já não me lembro o nome.
Há os Portugueses.
Vamos supor que o trabalhadores portugueses são todos iguais e cada um produz 20€/h.
Esta produção vai ser repartida pelo trabalhador mas também pelo empregador e pelo Estado que presta serviços e ajudar os reformados e os pobres.
O trabalhador fica com metade, 10€/h no seu bolso.
Há os Outros.
Vamos supor que o trabalhadores imigrantes são todos iguais e cada um produz 10€/h.
quarta-feira, agosto 05, 2026

