quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Na Faculdade de Economia do Porto houve um caso de assédio sexual e ninguém fez nada.

O que eu vou escrever vai causar-me problemas, ainda mais, mas tem de ser dito.

Na altura em que era director da FEP, João Proença perseguiu, insultou, diminui, amesquinhou, destruíu a Filipa Monteiro, toda a gente o sabia, toda a gente sem excepção, e ninguém fez nada.

Todas essas frases da "gostas é de grande e grossa", "precisas é de peso em cima", "eu tenho com que te acalmar" que aparecem no Cotrin foram ditas à Filipa repetidamente.

A mocinha, que era uma jovem, queixou-se pelos corredores mas o que aconteceu? A vice-diretora de então, a Paula Africano, passou a tratá-la por "Miss" e explicitamente a dizer que "Tem problemas na cabeça".

O diretor João Proença desclassificou-a mando-a de secretária da direcção para auxiliar da biblioteca, ali ao balcão, onde as colegas a tratavam como se fosse lixo. Repito, AS COLEGAS MULHERES.

No meio da noite escura, toda a gente o sabia, toda a gente o via e ninguém acendeu a candeia, ninguém disse não.


O meu caso não é o único.

Fui perseguido e despedido usando acusações totalmente falsas.

Totalmente falsas, sem qualquer fundo de verdade.

Nada, nem a mais pequena verdade misturada no meio da mentira, tudo falso apenas porque eu nunca lambi botas.

Ninguém me defendeu, ninguém, zero, "Coitado, deveria ter falado menos" quando eu não falei nada, zero, é tudo mentira.


Sempre que via a Filipa nos "passos perdidos", parava e falava com ela.

As pessoas deixaram pura e simplesmente de falar com a mocinha, as colegas da secretaria tornaram-se algozes, os professores passaram a ignorara-la, e até os alunos deixaram de a respeitar, foi posta completamente à parte, como se tivesse lepra.

Eu parava em locais públicos para que nos vissem a falar. Implicitamente estava a dizer NÃO.

Podem pensar que foi pouco, nunca lhe disse "O Proença é um porco", eram apenas conversas de circunstância e hoje sei que foi pouco.

Eu disse que ninguém se solidarizou comigo mas estou a mentir, o Graça Moura sabendo antes de mim o que estavam a cozinhar, demitiu-se da 'direcção' e fez comigo o que eu tinha feito com a Filipa, nunca parando para falar com ninguém por causa da sua timidez, viu-me, desviou-se na minha direcção, parou e esteve a falar comigo um pouco.

Achei estranho o seu comportamento mas, passado uns dias, percebi! Foi um sinal que me fez passar a admirá-lo.

Também a Aurora Teixeira disse ao João Proença: "Tu és um mau carácter, não prestas!" e foi ameaçada.

Alguém disse Não mas pouco.


A Filipa teve de meter baixa médica.

Alegando que tinha uma infecção no olho (pois dizer que tinha um esgotamento nervoso só daria trunfos ao atacante e seus apaniguados), esteve de baixa até o João Proença ter saído de director.


quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

O assédio de Trump à Gronelândia e ao Irão e do Cotrin às mulheres

O assédio do Trump à Gronelândia.

Quando o Trump decide ajudar Israel ou atacar seja quem for no Médio-Oriente usa a Base das Lages para descolar os aviões de re-abastecimento porque os bombardeiros não têm autonomia para atravessar o Atlântico.

Nessa altura há sempre alguém esquerdista (que é a maior-parte da nossa comunicação social) que pergunta "O Trump pediu autorização? O governo tem de proibir o trânsito dessas aeronaves."

Ora, o Trump não precisa nem quer precisar de perguntar seja o que for quando está a defender os interesses ocidentais.

Naturalmente, se Portugal caísse para os esquerdalhos e proibisse o Trump de circular pelo espaço aéreo dos Açores, automaticamente, o Trump apropriava-se desse espaço aéreo. E só poderia ter o aplauso dos restantes países ocidentais.


Agora a Gronelândia.

O Trump gasta muito dinheiro na Gronelândia e quer gastar ainda mais por causa do "Escudo" com que quer proteger a América do Norte da Rússia (porque está a pensar que, no caso de conflito com a China, a Rússia se vai aliar à China). 

Além de gastar muito dinheiro, há o problema das TErras Raras que, neste momento, a China tem o monopólio.


Vejamos bem. 

O Ocidente está vulnerável relativamente às terras raras chineses, ainda agora, o Japão está a sofrer um embargo por parte da China porque disse que "em caso de invasão por parte da China, o Japão vai ajudar Taiwan".

Já ameaçaram o Trump e os países europeus.

Os 56000 habitantes da Gronelândia são contra a exploração mineira no território.

Acham que se na Gronelândia houver reservas de terras raras capazes de quebrar o monopólio chinês e, desta forma, 'salvarem os ocidentais' que alguém vai ouvir o que têm para dizer os 56000 habitantes locais?

Se os USA têm 2 300 000 de presos a quem não perguntam nada, passarão a ter 2 356 000.


Como vai ser a ocupação americana da Gronelândia.

Vão fazer como se fosse deles. 

Passa a haver voos para os aeroportos americanos que já existem na ilha sem supervisão de passaportes por parte da Gronelândia.

Depois, começam a concessionar zonas para exploração mineira, pesquisa de petróleo ou construção de bases navais ou terrestres sem perguntar nada a ninguém.

Também vai chamar governador ao que hoje é o primeiro ministro e serão atribuídos dois lugares no senado e um voto para o colégio eleitoral do presidente americano.

A UE vai dizer qualquer coisa e o Trump vai responder "Estou a fazer o melhor no interesse da América e também da Europa".

Haverá manifestações dos esquerdistas e nada mais.


Presidente dos USA, da Venezuela, da Gronelândia, de Gaza, do Irão e de Yakut.

O território será americano mas a população pode ser o que quiser (como as reservas índias) e até podem ter governo próprio eleitos pelos locais (como acontecia nos filmes do Farwest).

São livres de fazer o que quiserem, se não gostam, votam nos Democratas.

Mas o Trump não vai mais pedir autorização para o que quer que seja que queira fazer. Quer sobrevoar o território, sobrevoa. Quer explorar reservas minerais, explora. Quer lá meter mísseis nucleares, mete.

E os europeus que reclamem para o Direito Internacional. 


O Trump já falou de Yakut.

Todo o território oriental-Norte da Rússia é quase despovoado, são 5 Angolas povoadas por um milhão de pessoas. Mas, pior para a Rússia do que isso, é que é habitado por povos indígenas Yakuts que são esquimós com uma língua da família do Turco, o Mongol e o Coreano (que veio com o Gengis Kan) e que foram ocupados no Séc. XIX por Pedro-o-Grande.

Digamos que é uma colónia formada no tempo em a França e Portugal criaram as colónias africanas e que já são todas independentes. Sei que haverá quem diga que estou enganado, que as colónias portuguesas já existiam desde 1492 mas não é verdade. Até meados do Séc. XIX apenas havia pequenos interpostos comerciais pontuais.  E mesmo que o fosse, só reforçaria que o direito da Rússia a Yakut é muito fraquinho.

Fig. 1 - Mapa que mostra a desocupação Russa da Sibéria (República Sakha e vizinhas)


Como o Putin teima na guerra!

A única solução que sobra é derrotar o Putin e promover a 'independência' dos povos indígenas colonizados pela Rússia.

Fazer aos territórios orientais russos o que a URSS fez aos territórios que eram colónias europeias: reconhecer-lhes o direito à auto-determinação e meter lá governos pró-USA.


O assédio do Cotrin.

Há homens (e eu tenho repúdio total por esses homens) que, em situação de conflito com as mulheres, atacam com insultos sexuais.

Por exemplo, eu dou apoio a um doente esquizofrénico sem retaguarda familiar e que vive numa pensão a 50 m de minha casa. Lavo-lhe a roupa e dou-lhe "sessões de terapia".

A mente dele é de tal forma que acha que toda a gente lhe chama "paneleiro" ou, mesmo quando não chama, canta a música Olarilolé do Mafama ou Larilolé da Tonicha.

Quando isso lhe acontece, passa para o insulto sexual contra as mulheres. 

A "sorte dele" é que na maior-parte das vezes está sozinho (as pessoas que o insultam estão apenas na sua cabeça) ou as pessoas já sabem que são delírios devido à esquizofrenia.


Em contextos laborais, acontece isso mesmo.

Quando uma mulher é forte e diz a sua opinião discordante, esses homens que não merecem a designação de homens passam para "O que a senhora precisa é de peso" e coisas muito piores como "Eu calava-a com uma comprida e grossa". 

Claro que estas frases são para ofender e criar medo nas mulheres mas não são verdadeiramente assédio sexual, são antes tentativas de manipulação por alteração de humor.

O Cotrin, mesmo com aquele cabelinho todo colado e a armar ao jovem quando já tem 65 anos não estava a pensar "saltar à espinha" à senhora que, por acaso, é de grande beleza. É que "já nem levanta o mastro com Viagra" mas mantém esse discursos ofensivo de pseudo macho latino, fazendo voz grossa quando não tem argumentos válidos.

Reparem bem, as frases como "Já não levanta o mastro nem com Viagra" ou "Precisa de meio Viagra para não mijar nos sapatos" são o ataque reverso, com o qual as mulheres atacam (se defendem) os homens.

Há homens que se sentem muito ofendidos e outros não ligam.

Também dizer a uma mulher "Fala muito mas eu tapava-lhe a boca com o que cá sei" ofende e nunca deve ser dito mas há mulheres que não se sentem ameaçadas, respondendo, "Meta cá o morcão murcho e vai ver o que são dentes afiados, vai passar a mijar sentado, um coitado que fala muito mas nem a lavoura de casa consegue fazer."


O Cotrin não presta por outras razões.

Naturalmente, se passassem à segunda volta das presidenciais o André Ventura e a Catarina Martins, os Liberais votariam no André Ventura.

Por isso, não achei nada estranho que o Cotrin dissesse que era capaz de votar no Ventura.

O que me faz pensar que não presta é que, vendo um burburinho na comunicação social veio logo desdizer-se  "Arrependo-me, nunca o deveria ter dito, não sei o que me aconteceu para ter dito isso."

Devia assumir o que disse não é dizer que teve um lapso esquizoide.

Também não presta por pedir ao PSD que o apoie em desfavor do Marques Mendes para não passar o Seguro à segunda volta porque tal será muito mau para o país. 

Então, se diz que a candidatura do Marques Mendes tem méritos, porque não desiste ele em favor do Marques Mendes?

O Marques Mendes é mais velho e, por isso, deve-lhe respeito.


As guerras são por isso mesmo.

Quando o Trump disse "Agora sou eu quem manda na Venezuela senão as consequências serão terríveis", o poder órfão acreditou e começou logo uma política de desanuviamento. 

Quando o Putin disse "Rendam-se ou será mau para a Ucrânia já que vou matar muitos ucranianos" o Zelensky respondeu "Deixa-te dessas merdas ou será mau para a Rússia já que vou matar muitos russos".

Ninguém pestanejou, começou a guerra.

Quando o Trump disse "Se no Irão enforcarem algum manifestante, tomem nota do nome pois a América já está a caminho para os castigar".

Agora, é ver quem pestaneja. Se o Trump fizer como os europeus (vão fazer na Gronelândia), pestanejar, no Irão haverá um banho de sangue entre os manifestantes.


Fig. 2 - 
Se o Trump cumprir o que diz, os Ai-as-tolas vão-se juntar ao Al-Assad no Céu-dos-Passarinhos.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

A China preparava o bloqueio a Taiwan, o Trump bloqueou a China.

A China preparava-se para bloquear e invadir Taiwan.

Enquanto a Europa falava que a China viola o direito internacional quando ocupa ilhas um pouco por todo o Mar da China, a China ensaiou no final do ano o bloqueio naval de Taiwan.

Mais uma vez, os europeus vieram dizer que consideram inaceitável a China tomar Taiwan pela força mas nada fizeram. Uma nota diplomática "nos mais fortes termos" foi enviada pelo correio.

E nos últimos dias ainda vieram reconhecer o direito da China a ocupar esse "território rebelde". Digamos que o Trump ter 'invadido a Venezuela', dá direito a que a China faça o mesmo.

É que nós precisamos de baterias e carros eléctricos baratos vindos da China para diminuir os gases.

Não nos que podemos esquecer que o António Costa, no dia 12 de Outubro de 2016, enquanto primeiro ministro de Portugal, um país da NATO, disse  que "A China pode vir a usar a base das Lajes".

A China bloqueou Taiwan no dia 29 de Dezembro; No dia 30 Taiwan "entregou" 11 mil milhões ao Trump; No dia 3 de Janeiro começou o bloqueio à China com a captura do Maduro.

Ter amigos assim vale a pena, não é uns europeus medrosos, facilitadores de negócios e acanhados que se querem amigos de toda a gente. 

Fig. 1 - A China acha-se com força para bloquear Taiwan mas esquece-se que Taiwan tem um aliado capaz de bloquear a China!


Quantos americanos morreram na Europa na Segunda Guerra Mundial?

Os dinamarqueses dizem que morreram 43 no Afeganistão, alegadamente a defender os USA já que os Talibans eram e são muito amigos dos europeus e defensores dos valores da liberdade e tolerância que se defendem e vivem na Europa.

Morreram 43. E quantos americanos morreram a libertar a Dinamarca dos Nazis? Não falam nisso?

Na Europa morreram 250 mil norte americanos quando podiam ter ficado sossegados em sua casa.


Os Europeus pensam que ganharam a Guerra Fria.

Mas não, o discurso por aqui, lembro-me bem, era "Antes vermelho do que morto".

A Europa foi derrotada porque não conseguiu libertar-se dos interesses que tinha na URSS.

Não fizeram nada para a libertação dos países do leste europeu do jugo russo mas, depois da queda, correram a dizer "fomos nós". Ainda virá o tempo que dirão que "fomos nós que acabamos com o Maduro."

E nada querem fazer para que a Ucrânia vença. Argumentam que é impossível derrotar a Rússia não por ser impossível mas porque não nos interessa um Trump vitorioso.

A Rússia, no fundo, é um país europeu que nos pode ajudar a fazer frente aos USA ...

Fig. 2 - Depois da queda da URSS, a economia americana deixou a Europa "dos direitos" para trás.

Os europeus querem a Corina Machado como presidente da Venezuela?

Então, os europeus que o façam acontecer. Não é dizer que o Trump viola do direito internacional e, depois, ter de ser ele a substitutir o regime por quem os europeus acham ser melhor.

Acham ser fácil meter lá a Corina Machado?

Se acham, força, avancem.


E a Gronelância?

A Gronelândia é um território com a área de Angola + Moçambique + Guiné-Bissau + Cabo-Verde + Timor mas só tem 60 mil pessoas (cerca de 50 mil esquimós inuitas e 10 dinamarqueses)  espalhadas por meia dúzia de terriolas (Nuuk tem 1/3 da população e a quase totalidade dos dinamarqueses).

Mas há pouca população porque 90% é gelo que nunca foi pisado por humanos.

Na WWII na Dinamarca não foi capaz de defender nada, muito menos a Gronelândia e em 1946, podendo ter ficado com ela, os USA entregaram-na à Dinamarca.

A Groelândia doi um território nazi entre 1940 e 1945 (nessa altura, a Dinamarca tinha um governo Nazi) e forma os americanos a libertaram.


Isso não interessa nada à Europa é apenas para chatear os USA.

E a Gronelândia votou a saída da União Europeia porque estavam a roubar-lhe o peixe todo e tem direito à auto-determinação, é uma colónia.


Vamos supor que a China ocupa a Gronelândia.

Lá vão os europeus falar do direito internacional, blá-blá-blá-blá, violação dos direitos do homem, blá-blá-blá-blá.

E como diz o candidato Vieira, lá se vai o nosso bacalhau que já está pelas horas da morte por causa do embargo ao bacalhau russo.

E isto por culpa do Trump que não nos deixa viver em paz com o Putin que é muito respeitador do direito internacional.


Depois pedem reunião da ONU.

A China e a Rússia têm veto.

Ia o Trump pedir à ONU para poder prender o Maduro?

Só se fosse maluquinho.

Fig. 3 - O Trump tinha de pedir autorização à ONU para prender o Maduro!!!!







domingo, 4 de janeiro de 2026

A Europa estava a ganhar a guerra da Ucrânia com o direito Internacional e o Trump estragou tudo

Os Europeus, nós, não queremos que a raposa passe fome nem que a raposa morra.

Não queremos que a Rússia ocupe a Ucrânia mas não queremos que a Ucrânia se defenda, "O melhor é haver paz."

Queremos que Israel se Defenda mas não queremos que mate ninguém, "Estão a morrer poucos israelitas."

Não queríamos o Maduro na Venezuela mas também não queríamos que ele saísse, "Vai ser ainda pior".

E o argumento é sempre o do coitadinho, "Temos de defender o direito internacional pois só assim nos podemos defender da força."

Nós temos é de ter força para fazer valer os valores não pensar que os valores por si vão derrotar a força de que não tem valores.


O Maduro que vá agora para Tribunal Administrativo.

Se o Trump violou o direito internacional, o melhor é Portugal oferecer-se para resolver a contenda no Tribunal Administrativo.

Talvez lá para o ano 2040 a coisa chegue a julgamento e seja dada razão ao Maduro.


Nas relações internacionais só conta a força e a vontade.

Se, em Portugal, a administração pública, isto é, um pequeno ditador localizado na administração pública, viola os direitos de um cidadão como me aconteceu, não há o que fazer. Reclama-se para tribunal e, antes de haver decisão, o cidadão morre de velhice.

A China decide invadir ilhas um pouco por todo o lado. Não vejo ninguém falar do direito internacional. Vejo força e os esquerdistas calados.

Quando a China ocupa o Tibete não vejo direito internacional, vejo força e os esquerdistas caladinhos.


Se os israelitas contassem com os europeus, já não havia Israel.

Somos frouxos, sem coluna vertebral, deixamos que o Putin mate as pessoas e, depois, criamos prémios pela liberdade.

Dizem que o Trump só pensa em negócios mas está tudo a pensar no gás russo e em contar os tostões que se EMPRESTAM à Ucrânia.

Os ucranianos a morrer aos milhares na nossa defesa da Rússia e estamos a contar os cêntimos.


Porque é que Taiwan não tem direito à autodeterminação?

Taiwan é  um país independente de facto há mais de 75 anos, uma economia dinâmica, povo pacífico,  uma democracia consolidada e porque não pode ser independente?

Dizem os esquerdistas que é por causa do direito internacional.

Terei então de dizer QUE SE FODA O DIREITO INTERNACIONAL.


sábado, 3 de janeiro de 2026

A queda de Maduro é mais uma peça na derrota de Putin.

A invasão da Ucrânia fez-nos voltar à Guerra Fria.

A Guerra Fria acabou, em 1991, com o colapso da URSS e a consequente queda do Muro de Berlim.


Alguém se lembra de como se combateu a Guerra Fria?

Era em batalhas "indirectas", em guerras por procuração, tirar areia das fundações a ver se caia.

Se a URSS tinha um aliado, logo os USA reforçavam uma facção da oposição para desgastar a URSS.

Essas guerras aconteceram um pouco por toda a parte, começou na Coreia, continuou no Vietname, em África (também em Angola e Moçambique), na América Latina, na Ásia do Sul, no Médio Oriente (de que Israel era o aliado preferencial) e na Europa. As últimas grande batalha foram a Guerra Irão-Iraque e o Afeganistão. 


Os USA (e a Europa) decidiram 'perdoar' a URSS.

Nessa altura pensou-se que os regimes comunistas seriam varridos da face da Terra, onde se incluíam os regimes 'democráticos' de Angola e Moçambique mas, estranhamente, foi aceite que esses regimes continuassem desde que realizassem eleições fraudulentas. Foi parecido com manter o regimes de Franco e de Salazar no pós WWII.

Ninguém, quase ninguém, acredita que o MPLA ganhou as eleições.

Ninguém, quase ninguém, acredita que a FRELIMO ganhou as eleições.

Mas fazemos todos de conta, dando aos nossos esquerdistas (que são quem aparece no espaço público comunicacional) a possibilidade de "defenderem o direito internacional" como a justificação para a perpetuação desses regimes ditatoriais.


O Rússia colocou-se a jeito.

Havia quem pensasse que a Invasão da Ucrânia no dia 24 Fevereiro 2022 era uma jogada de mestre por parte do Putin. No meu entender, o ataque a Israel de 7 de Outubro de 2023 fez parte desse movimento expansionista russo, forma de mostrar capacidade de ameaçar "interesses estratégicos ocidentais", fortalecer os seus peões no Médio Oriente e obrigar a desviar recursos da Ucrânia.

O problema foi que o Ocidente (USA, UK e Israel já que a Europa é sempre inconsequente) respondeu com força inimaginável.

Gaza foi arrasada com 100 mil mortos, Al-Assad desapareceu, o Hezbolah (e os seus anunciados 100 mil soldados) desapareceu, o Irão está em ebulição depois de uma campanha de bombardeamentos aéreos e, não menos importante, Israel reconhece a independência da Somalilândia (e talvez venha a reconhecer a independência do Kurdistão).


A Rússia está de rastos.

Onde estavam os mísseis anti-aéreos que o Irão comprou à Rússia?

Onde estavam os mísseis anti-aéreos que a Venezuela comprou à Rússia?

Claro que os nossos comentadores continuam a dizer que a Ucrânia está à beira da derrota, que a Rússia nunca esteve tão forte, que o Trump é um aliado de Putin mas o que vemos é, peça após peça, os aliados da Rússia a cair.


A seguir vai ser Cuba e a Nicarágua.

Sem o petróleo da Venezuela, Cuba não se aguenta.

A Rússia não consegue garantir abastecimentos, a China muito menos porque não consegue projectar poder no Atlântico.


O que se vai passar na Venezuela.

Todos dizem na nossas TVs, mesmo os ligados à direita, que vem ai o caos. Esses mesmos anunciam o caos no Irão se o regime cair e já o anunciavam na Síria.

A ideia do Trump relativamente à Venezuela é aumentar sem limite a produção de petróleo e, assim, secar as fontes de financiamento da Rússia e do "Sul Global".

Não faz sentido o Brasil estar a viver à custa de petróleo em águas profundas (muito caro de extrair) quando a Venezuela tem reservas quase infinitas em águas rasas.


E proteger Taiwan.

No caso de invasão por parte da China, os USA têm mais um instrumento de estrangulamento da economia chinesa (cortar o fornecimento de petróleo).


Vale a pena ouvir o candidato PCP.

Diz que é igualmente a favor da paz na Venezuela, na Ucrânia e Israel mas omite que a Rússia invadiu a Ucrânia (e a paz é a Ucrânia render-se) enquanto que na Venezuela estamos na presença de uma regime ditatorial que roubou, ao longo das décadas, as eleições e matou sem dó nem piedade os opositores. Esquece-se também que o Hamas luta pela morte de todos os judeus e o desaparecimento de Israel.

As praias venezuelanas são maravilhosas



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