sábado, 14 de fevereiro de 2026

As cheias em Coimbra resultaram de um problema moral. Os homens e a AI.

 Parece estranho a minha afirmação mas as cheias não resultaram das chuvas intensas!!!!!!

Imaginemos um motorista de um comboio que circula a 140 km/h e que vê, à distância de 500 metros, que um carro, com 5 pessoas, está parado no meio da linha.

Podem acontecer duas coisas:

A) Se o motorista não fizer nada, as 5 pessoas morrem mas não acontece nada ao comboio nem às pessoas que nele circulam.

B) Se o motorista travar a fundo, as 5 pessoas dentro do carro não morrem mas morrem 3 pessoas dentro do comboio.


Onde está o problema moral?

D1) Se o motorista não fizer nada, a sua consciência vai afirmar que "As 5 pessoas morreram porque o carro era velho e parou no meio da linha. A culpa é das pessoas que não deveriam ter parado no meio da linha."

D2) Se o motorista travar a fundo, a sua consciência vai afirmar "As 3 pessoas morreram sem culpa nenhuma e apenas porque eu travei a fundo. A culpa é minha."


Este problema é mais difícil com incerteza e consequências sociais e legais.

A1) Se o motorista não fizer nada, as 5 pessoas morrem mas apenas se o carro, no entretanto, não conseguir sair da linha. Se as 5 pessoas morrerem, paciência, nada acontecerá em termos sociais ou legais ao motorista.

B2) Mantém-se que, se o motorista travar a fundo, morrem 3 pessoas dentro do comboio.

Agora, se o motorista travar a fundo, a sua consciência ficará ainda mais pesada se o carro, no entretanto, conseguir sair. Além disso, na sociedade será visto como um assassino, será despedido e preso por 15 anos.


Esta situação ocorre muitas vezes na guerra.

Quando, no dia 7 de Outubro de 2023, Israel foi invadido pelos combatentes do Hamas vestidos à civil, não havia como distinguir se eram atacantes do Hamas ou civis israelitas.

Então, quem, a partir dos helicópteros enviados de emergência, manejava as metralhadoras e os mísseis,  tinha de decidir, em fracções de segundo, se disparava e, portanto, se as pessoas à vista viviam ou morriam.

Se não disparasse, os terroristas continuariam a matar israelitas.

Se disparasse, poderia estar a matar israelitas.

Ainda em Israel, na Guerra do Yom Kippur, durante a noite, tanques do Egipto entraram na formação de tanques israelitas.

Os tanques israelitas não tinham como distinguir os "nossos" dos "atacantes" pelo que gerou-se uma grande confusão em que era preciso decidir "não faço nada e os do Egipto atingem mais e mais tanques israelitas" ou "disparo às cegas e tanto posso atingir tanques israelitas como do Egipto".

O general responsável não conseguiu decidir, entrou em confusão.

Nesse momento, o Ariel Sharon, que era um oficial de baixa patente, pegou no microfone e disse:

"Parem de disparar, metam uma bala no canhão e, vou contar até 3. Chegando a 3, acendam as luzes e disparem contra todos os tanques que tenham as luzes desligadas. 1, 2, 3."


Não interessa ter barragens se a pressão é para as manter cheias.

Nem que houvesse mil barragens no Mondego, com capacidade para armazenar todo o caudal do Rio Mondego de 100 anos se a pressão social, política e económica é para o gestor manter as barragens cheias, nas suas cotas máximas.

Eu acompanhei a questão da Barragem de Santa Clara que, depois de anos de seca e níveis abaixo dos 30%, atingiu numa quinta-feira 90% da sua capacidade máxima com previsão de chuvas intensas na semana seguinte.

A decisão do gestor foi ordenar que na sexta feira começassem as descargas.

Surgiu logo um coro de protestos nas redes sociais que obrigaram a que as descargas fossem suspensas o que coloca em risco as populações a jusante da barragem no caso de chover mesmo. 


A Barragem da Aguieira.

Tem capacidade útil de 304 milhões de m^3.

Apesar de parecer grande, estando vazia, apenas tem capacidade para armazenar um caudal de 1000 m^3/segundo durante 3.5 dias.

O caudal máximo que pode passar, sem impacto, em Coimbra é de 2000 m^3/segundo.

Quando vieram as previsões de muita chuva nos próximos dias, o gestor da barragem teve de resolver um problema moral:

A) Não fazer nada, manter a albufeira cheia o que maximiza a produção de energia eléctrica e guarda-se água para quando vier a seca. Esta posição é socialmente bem vista.

B) Esvaziar rapidamente a albufeira para evitar que o caudal ultrapassasse em Coimbra os 2000 m^2/s.

Vamos imaginar que as previsões de chuva intensa falhavam?

Logo toda a gente iria dizer "Despeçam o gestor porque não percebe nada de gestão de barragens, esvaziou a albufeira e agora não temos água."

Mesmo no seu emprego diriam "Está despedido porque a produção de electricidade diminuiu por sua causa."


Agora, entra aqui a Inteligência Artificial.

Os algoritmos não resolvem problemas morais, actuam de forma a maximizar uma função objectivo.

Calculando o prejuízo que a cheia vai causar com o prejuízo que vai acontecer na produção de electricidade, o Agente de Inteligência Artificial decidiriam esvaziar a albufeira até aos 10% (nível de menor prejuízo esperado) enquanto que o Agente Humano, pressionado pela sua entidade patronal (maximizar a produção) e pela sociedade (guardar água para a seca), vai manter a albufeira nos 90% da capacidade máxima.

Fig. 1 - Comparação entre a decisão do Agente AI e do Agente Humano

Em Israel compreendem o que é a decisão sob incerteza.

Numa operação militar para libertar os reféns, três homens saíram de uma casa e correram para os soldados israelitas gritando "Nós somos israelitas." 

Eram mesmo reféns mas também poderiam ser terroristas suicidas.

Levaram imediatamente com rajadas de metralhadora e, naturalmente, morreram, paciência, faz parte da da decisão sob incerteza.

Os helicópteros mataram vários israelitas, paciência, faz parte da decisão sob incerteza.

O Irão retaliou e matou vários israelitas, paciência, faz parte da decisão sob incerteza.


Em Portugal?

É logo crucificado.

Com esta cultura, naturalmente, os políticos não decidem, os gestores não decidem, a economia não avança, a ciência não avança, a liberdade não avança, a inovação não avança.

Contentamo-nos com o marasmo e, depois da trajédia, com uns subsídios e umas campanhas de solidariedade.


Daí o mérito do Sócrates e do Trump.

Pessoas sem medo de decidir, como respondeu a minha mãe velhinha quando eu lhe disse: "A menina Dulcinha nunca teve juízo!"

- "Meu filho, se eu e o teu pai tivéssemos juízo, nunca tínhamos tido 6 filhos. Na vida temos de decidir e assumir as consequências. Nós queríamos ter 6 filhos e toda a gente dizia que poderiam sair tortos. Nós decidimos, 'desse tabuado, desse casqueira', que íamos ter 6 filhos e tivemos."

Claro que, sendo a maioria dos portugueses e dos europeus a favor da não decisão, ... penso não ser preciso dizer mais nada sobre o ódio que os portugueses têm ao Sócrates e os europeus ao Trump.

O Sócrates cometeu crimes? Muitos mais cometeu o Marquês do Pombal, matou à força toda todos os que eram contra a industrialização, e tem estátuas em todas as grandes cidades portuguesas.

Nada estranho ter sido eleito como presidente da república, quase por unanimidade, alguém que não decide. Vai organizar reuniões em Belém com os partidos e as forças sociais para se criarem consensos em torno dos problemas que afectam Portugal.

Mas o principal problema que afecta Portugal é não haver quem decida, está-se sempre à espera de que alguém, o consenso, decida por nós.

Esperamos que o Estado proíba os nossos filhos de usar telemóvel porque nós pais não decidimos fazê-lo.

Esperamos que as escolas proíbam os nossos filhos de usar o ChatGPT porque nós pais não decidimos fazê-lo.

Esperamos que as escolas obriguem os nossos filhos a usar capacete quando andam de bicicleta porque nós pais não decidimos fazê-lo.

Esperamos que o Estado aumente as pensões dos mais pobres (pagas pelos nossos impostos) porque não decidimos, de livre vontade e do nosso bolso, ajudar os mais pobres.

Queremos levar  o nosso animal ao veterinário e pagar 50€ para que ele o mate porque não queremos  decidir e, muito menos, executar. "O animal está a sofrer muito, ladra toda a noite, o que acha melhor para ele sr. doutor? O sr. doutor é que sabe mas eu penso que é mesmo uma obra de caridade acabar com o seu sofrimento."


Acham que a vida que os alunos universitários vão encontrar é igual às aulas?

Acham que vão resolver integrais ou inverter matrizes?

Acham que a vida real tem, no fim do texto, a solução?

Acham que vão encontrar pessoas sérias, educadas e razoáveis como os professores modelo e os colegas?

Acham que tudo vai funcionar como os modelos certinhos apresentados nas aulas pelos brilhantes professores?

Acham que, numa situação de perigo, alguém vai baixar a cabeça para cumprimentar o atacante e, depois, o atacante vai obedecer às regras dos Judo?

Acham que, numa situação de perigo, há espaço para usar um pontapé alto do taekwondo sem cair?

Acham que, numa situação de perigo, dar um murro na cabeça do atacante não fractura os ossos todos da mão e do pulso?


Se o professor se aproxima da realidade, é despedido.

Estão a perceber?

Se o professor diz "Estas aulas prestam para pouco"; "Não é preciso serem capazes de resolver os exercícios, é apenas preciso saber o primeiro passo rumo à solução"; "Não é o professor que tem de saber resolver os exercícios, é o aluno." ...

É despedido, acusado de ser fascista, racista, xenófobo, misógino, machista e não ensinar nada. Os alunos apenas aprenderam porque se esforçaram. 

Ahhhhh! Os alunos não precisam de se esforçar, é só engolir a sebenta e já estão preparados para o mundo real.

Fig. 2 - Não precisas de te esforçar, precisa é de ter um professor que leia bem a sebenta.


quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

A Linha Eléctrica não pode ser enterrada por causa da Física

Houve muito vento o que destruiu linhas de alta-tensão.

No espaço comunicacional surgiu a ideia de que a linha eléctrica tem de ser enterrada para resistir a ventos como os que observamos nos últimos tempos.

Sendo que foi avançado o problema do custo, as opiniões foram por comparação: "Se a rede de água está enterrada, a rede eléctrica também pode ser enterrada."

Neste post vou mostrar porque, não motivado pela questão dos custos mas por limitações da Física, a rede eléctrica não pode ser enterrada em grandes distâncias.


Na rede de água transporta-se água enquanto que na rede eléctrica se transporta potência.

Na rede eléctrica não se pretende transportar electrões, pretende-se apenas usar os electrões para transportar potência. 

Como a grande maioria das pessoas não percebe nada de Física, vou primeiro fazer uma analogia, uma rede de água para transportar potência.

Para que a água não fuja, temos de a meter dentro de um tubo que corresponde ao isolante eléctrico.

A pressão da água, em atmosferas, corresponde à tensão em Volts.

O caudal de água em litros/segundo corresponde à Amperagem em Amperes.

Supondo que a água é descarregada à pressão zero (e a electricidade à tensão zero) a potência transmitida, em Watts, será:

     Potência com a água          =  Caudal * (Pressão - 0)

    Potência com electricidade =  Amperagem * (Tensão - 0)


Lei da Natureza - A pressão dilata o tubo.

A pressão vai aumentar o diâmetro do tubo sendo que uma pressão mais elevada cauda uma maior dilatação.

Fig. 1 - O tubo expande com a pressão

O efeito de expansão do condutor não existe com a electricidade mas o fenómeno comparável é o "efeito condensador" em que, havendo um excesso de electrões dentro do condutor, os electrões da vizinhança do cabo eléctrico são repelidos (os electrões repelem-se uns aos outros).

A expansão vai acontecer apenas "uma vez na vida", quando o tubo é carregado (ou o condutor eléctrico) pelo que, aparentemente, não tem relevância.


Transformação da pressão.

Como a potência é dada por Caudal*Pressão, Amperagem*Tensão, quanto maior a pressão, menor será o caudal.

Acontece que o diâmetro do tubo tem de ser maior quando o caudal é maior pelo que, com maior pressão, poderemos ter um tubo mais pequeno. Bem sei que mais pressão obriga a um tubo mais resistente mas, na electricidade, isso não acontece pelo que vamos assumir que o tubo é idêntico na resistência.

Vamos então ter uma rede com pressão muito elevada (150000 Volts, havendo linhas eléctricas com tensão superior a um milhão de Volts). Mas, como dentro de casa os equipamentos só funcionam com baixa pressão, vamos ter de transformar os 150000 Volts em 220 Volts.


É muito difícil transformar com corrente contínua

A geração de electricidade é em baixa tensão, por exemplo, 40 Volts num painel solar. Para ser transportada a longa distância em fios baratos, a tensão tem de ser elevada para 150000 Volts ou mais. No destino final, a tensão tem de descer para 220 Volts ou menos.

Com corrente contínua semelhante a um tubo que transporta água pressurizada, temos de ter, do lado da alta-tensão, um motor eléctrico e acoplado no lado da baixa tensão um gerador de baixa tensão o que tem baixo rendimento (na ordem de 70%) e, tendo partes móveis, é complexo, caro e está sujeito a falhas. 

Fig. 2 - Transformar a tensão obriga a ter um motor acoplado a um gerador (C. Contínua)

A rede tem de ser em tensão alternada.

Esta conclusão é do Nikolai Tesla.

Em vez de termos uma tensão constante e electrões a correr da origem para o destino, vamos empurrar e puxar os electrões com um "embolo".

Fig. 3 - Transformar a tensão é possível com um "embolo" (C. Alterna)

Agora, a tensão não vai ser constante mas vai variar ao longo do tempo. Vai ir "para a frente e para trás 50 vezes por segundo, 50 Hz, e numa linha que se denomina por 220 Volts vai oscilar entre -311 Volts e + 311 Volts.

Fig. 4 - Representação durante 0,06 segundos da tensão eléctrica da corrente de 220 Volts a 50 Hz


Onde está o problema?

Se a "pressão" varia dentro do tubo, este vai expandir e contrair 50 vezes por segundo.

No caso da electricidade, apesar de o cabo esta isolado, se a vizinhança do cabo for condutora (como é o caso do solo húmido ou da água), a tensão ao variar vai atrair e repelir os electrões da vizinhança o que cria uma corrente eléctrica parasita que se perde (perde-se potência).

Acontece ainda outro fenómeno físico ainda mais importante, a corrente eléctrica induzida.

A tensão ao variar, além de criar um campo eléctrico variável, vai criar um campo magnético também variável. Digamos que o cabo emite luz na frequência de 50 Hz que não é visível (a frequência da luz visível é acima de 400000000000000Hz), mas contém energia que se perde se induzir num condutor próximo outra corrente eléctrica parasita, por exemplo, na terra húmida. É a famosa a famosa Corrente de Foucault

Este fenómeno é importante porque permite, entre outras coisas, a construção dos transformadores compactos e sem partes móveis mas também proíbe que os condutores estejam próximos de material condutor.


No ar não existe esse problema.

O ar é um isolante eléctrico que apenas é atravessado, quebrado, com diferenças de tensão de milhões de volts por metros (dando origem aos relâmpagos que têm biliões de volts).

Nas linhas de baixa e média tensão, o Efeito de Condensador e as Correntes de Foucault são pequenas, sendo viável ter os cabos enterrados para distâncias curtas, na ordem de kilometros. É por essa razão que, no centro das cidades, não vemos cabos eléctricos pelo ar, estão enterrados.

Já para grandes distâncias, é preciso ter muito alta tensão, acima dos 150000 Volts, e, neste caso, já não é fisicamente viável ter os cabos enterrados. Se enterrarmos um cabo de 150000 Volts, ao fim de meia dúzia de quilómetros, a energia já foi toda perdida para as correntes parasitas.


Há cabos com mais de um milhão de volts.

Por exemplo, no Brasil, o Linhão Xingu-Rio é uma linha de 2500 km com tensão de 800 000 Volts.

Na China, o Linhão Changji-Guquan é uma linha de  3324 km com tensão de 1 100 000 Volts e tem a capacidade de transportar 12000000 KW de potência em cabos com 6 cm de diâmetro (7.6 kg/m). 

Se usassem uma tensão de 200 Volts, para transportar a mesma potência, o cabo teria de ter 43 cm de diâmetro (38000 kg/m).

Fig. 3 - Linhão Changji-Guquan transporta 12 000 000 KW de potência a 3324 km de distância



No mar é ainda pior.

A água salgada do mar é muito boa condutora pelo que não é possível trazer a electricidade dos vira-ventos off-shore para terra usando corrente alterna.

É preciso que o vira-vento gere corrente contínua (o que é mais dispendioso), transportar em corrente contínua no fundo do mar e, chegando a terra, transformá-la em corrente alterna, o que tem perdas.

Fig. 4 - A água do mar suga muita energia


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

No rio Mira não há cheias porque o Salazar sabia o que fazia.

A comunicação social e os esquerdistas gritavam que a Barragem do Rio Mira estava vazia.

Mas agora não fala que, por causa da barragem (que se chama de Santa Clara), não há cheias por lá.

O que acontece é que o Salazar sabia o que fazia quando desenhou uma albufeira enorme face ao caudal médio do Rio Mira. 

Em média, o caudal que entra na albufeira é de 2.87 m3/s, um total anual médio de 90.6 milhões de m3.

Sendo o caudal ecológico de 20% do caudal médio e sendo a capacidade total da albufeira de 485 milhões de m3, estamos a falar que pode armazenar 6 anos e 8 meses do caudal médio não ecológico. 

Isto traduz que, estando a albufeira com um nível de 15%, está quase seca na óptica da comunicação social e dos esquerdistas mas, a verdade, é que contém armazenada a água de um ano inteiro. 


Porque é que a albufeira é tão grande?

Porque na zona sul de Portugal, com clima mediterrânico, a chuva varia muito de ano para ano. Muitos anos chove pouco e, longe a longe, há um cataclismo atmosférico.

Há 2 anos, diziam a comunicação social e os esquerdistas que a agricultura de Mira era insustentável, que a barragem estava seca por causa da sobre exploração e do aquecimento global. 

Neste momento, está nos 90% e ninguém diz nada.

Apenas nos últimos 30 dias, o nível subiu 10 metros, tendo passado o volume armazenado de 60% para 90%, chegaram À barragem em apenas um mês o volume médio de 2 anos.


A sul do Tejo precisamos de albufeiras massivas.

Em vez de pensar em dessalinização no Algarve - uma tecnologia muito cara, que gasta muita energia eléctrica e causa efeitos nocivos no oceano (a salmoura descarregada) - têm de ser construídas albufeiras massivas para a dimensão médio dos rios, com capacidade para armazenar 10 anos médios.

Não é transportar água das barragens que já existem nem dessalinizar, é fazer novas barragens.

Naturalmente, durante a maioria dos anos essas albufeiras vão estar quase vazias mas permitem guardar a água dos períodos anómalos como o que estamos a viver para usar depois, a um custo de produção muito baixo, durante os frequentes anos de seca.

Se a dessalinização tem impacto ecológico negativo, as albufeiras massivas causam impacto positivo nas plantas, insectos, aves, peixes, anfíbios, agricultura e turismo.

Praia Fluvial da Albufeira de Santa Clara

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