Mais uma vez, observa-se que quase todos os comentadores são esquerdistas.
Como os esquerdistas não conseguem ler nada mais complexo do que um talão de um supermercado, aviso que este texto é irónico.
Quem não perceber nada de política, acha estranho o Irão não ter sequer esboçado uma defesa. Reduziu-se a mandar meia dúzia de misseis e drones contra países árabes, um ou dois contra Israel e ficou-se por ai.
Nem mandaram mísseis contra os aviões israelitas nem contra os navios americanos, já que têm armas capazes de afundar os porta-aviões americanos.
Tendo o Irão, segundo os comentadores encabeçados pela Marechal Agostinho em que acredito cegamente, um dos exércitos mais forte do mundo, milhares e milhares de mísseis e drones do mais avançado que existe, muito maior que o ucraniano que afundou os navios russos, a maior potência militar do mundo, mais do que certo que o Irão tem armas capazes de afundar os porta-aviões americanos, um país em decadência acelerada e governado por um louco que não sabe o que faz.
Digamos que o Trump e o Bibi vendo que o povo se estava a revoltar contra os aiatolas e, acreditando no Marchal Agostinho, vai dai, pumba, um ataque para ajudar os ditos aiatolas. E o Irão apenas não reagiu porque, "penso eu de que", sabe que o ataque americano-israelita serve apenas para ajudar os aiatolas, para reforçar o poder teocrático permitindo que o povo iraniano se una em torno do seu governo e contra os USA e Israel como ovelhas em torno do seu pastor.
Os eleitores americanos são contra o ataque mas o Trump fê-lo para ganhar vantagem eleitoral.
Vejamos se tem alguma lógica:
Se o Trump tem a taxa de aprovação mais baixa de todos os presidentes americanos e quer aumentar a taxa de aprovação, sabendo que os eleitores americanos são contra o ataque, avança com o ataque?
Daqui só se pode concluir que o Trump quer desagradar à maioria do povo americano, quere descer ainda mais a sua taxa de aprovação para bater mais um record. Digamos que é como o Ronaldo que é o jogador de futebol profissional que falhou mais penaltis!
Será que os USA violaram o Direito Internacional?
Todos dizem que sim mas vou mostrar que não.
Da mesma forma podemos dizer "O árbitro é um ladrão", apenas um tribunal penal pode declarar que, de facto, "O árbitro é um ladrão", a violação do direito internacional apenas pode ser juridicamente declarado contra Estados que aceitam a jurisdição do Tribunal Internacional de Justiça.
Os USA não aceitam a jurisdição do TIJ, logo, não pode esse tribunal declarar a violação do direito internacional.
Depois, O Conselho de Segurança da ONU pode declarar que houve um "Acto de Agressão" por parte dos USA mas como os USA têm poder de veto, essa declaração nunca passará (da mesma forma que não passa nada contra a Rússia nem contra a China).
No fundo, o Direito Internacional é voluntário no caso dos países grandes, não é mais do que o Direito da Força dos fortes e a vitória moral dos fracos.
Lembro-me de Portugal ter invocado em 1961 a violação do direito internacional quando a província de Goa-Damão-Diu ter sido invadida pela Índia. Deu no quê? em nada, em 1975 deixamos cair o problema e, hoje, já não se fala português nessa província que foi Portugal durante centenas de anos e que tem 1,75 milhões de habitante.
A Europa invocar o Direito Internacional apenas mostra a nossa fraqueza.
A União Europeia decidiu entregar à Ucrânia em 2026-2027 uma ajuda financeira de 90 mil milhões de euros. Simplesmente, pega-se na proporção do país no PIB da UE e calcula-se a contribuição individual, tal e qual como no nosso condomínio.
Se Portugal pesa 1,572% no PIB da UE, teremos de entregar 1415 milhões, a Bulgária 1044 milhões e a Eslováquia 647 milhões de euros. Ponto final.
O problema Eslováquio-Hungaro fica reduzido a 1691 milhões de euros. Se estes 2 países não entregarem a sua cota-parte, as instituições da UE são chamadas mas apenas para aplicar-lhes penalizações proporcionais.
Como ninguém quer pagar, inventaram um empréstimo com dinheiro pedido emprestado.
O Trump tem a obrigação de dar milhares de milhões mas nenhum país da UE quer dar sequer um euro.
Até chegam a argumentar que o Trump está a aproveitar-se da UE.
Vem ai algo muito pior.
O que guia os europeus é o medo de fazer seja o que for, é o adorar do impasse que se vive há décadas, cada vez mais irrelevantes, cada vez com governantes sem coragem, o que se observa de forma clara com o nosso governo e o novo presidente. Pedem licença a um pé para mover o outro pé mas, como a licença é emitida por alguém que não emite nada, os pés não saem de onde estão. "É melhor ficarmos como estamos porque há o perigo de ficarmos ainda pior."
Não interessa se o Trump está a fazer o que mais ninguém consegue fazer, mandar os regimes ditatoriais da Venezuela, Cuba, Irão e sabes lá mais quais. De ir, lentamente, descalçando a Rússia e a China nas suas ambições imperialistas. O que interessa é o medo dos "nossos interesses estarem em risco".
É como o medo que o Marcelo teve de dizer alguma coisa quando o angolano falou de Portugal colonialista, não lhe chamo presidente angolano porque nunca ganhou eleições, foi tudo uma fraude de que nenhum governante português quer falar porque "Há muitos interesses portugueses em Angola que interessa preservar".
Na sua moral bacoca, os esquerditas europeus ameaçam que vem aí coisa ainda pior do que os aiatolas o que traduz que o que está é mau. Cheguei a ouvir que apenas morreram pessoas no Irão porque o Trump deu esperança aos manifestantes. O culpado não é quem os matou, é o Trump que lhes deu esperança.
Mas, quando diziam que na Venezuela ainda viria um regime pior, que o povo se iria unir em torno do Madura mas, sabendo-se hoje que já foram libertados quase todos os presos políticos que os esquerdistas diziam que não existiam, calaram-se de falar da Venezuela. Apenas dizem "Vou uma violação do Direito Internacional para meter mão ao petróleo."
Também se calarão de falar do Irão.
Estão a ver o problema das Terras Raras?
Em vez de fazer como os europeus e canadianos que se ajoelham perante a ameaça chinesa de não fornecer Terras Raras, o Trump corta-lhes o petróleo.
É que 70% das importações de petróleo da China vem do Irão.
Se a China bloquear a venda de Terras Raras aos USA, Japão, Coreia do Sul e Taiwan, os USA cortam-lhes o fornecimento de petróleo da Venezuela, Irão e Rússia (apreendendo os petroleiros).
Fraco líder faz forte gente fraca e é o que vemos com os líderes europeus (e com os presidentes democratas americanos).
O Trump tem mesmo o exército mais forte do mundo e usa-o para submeter as ditadoras aos itneresses do ocidente.
Não fora isso, quando a China invadisse Taiwan o que iriam fazer os europeus?
Gritar "VIOLARAM O DIREITO INTERNACIONAL"
Agora, a China já pensa duas vezes. É que se invadir Taiwan, o mais certo é ser obliterado pelo poder militar e a vontade de ferro do Trump e o corte dos fornecimentos de petróleo.
Não interessa ter armas fortes se quem as segura é uma mão fraca.
E as negociações em curso?
Se o Trump disse "O Irão não pode ter qualquer capacidade de concentrar urânio, 0%, tem de destruir todos os mísseis e acabar com a produção de drones" e o Irão diz "Não, nem pensar", então as negociações estão acabadas.
Encontros para tomar chá que não levam a lado nenhum não são negociações, são 'empata fodas'.
E o Trump não está para isso, pão pão, queijo queijo, não dá, liquida-os.
E que Deus o ajude a limpar o mundo desses ditadores que querem apenas destruir.
domingo, março 01, 2026
