quarta-feira, 15 de setembro de 2021

Todos falam em casas acessíveis mas não fazem nada por isso.

Na campanha eleitoral todos os candidatos dizem que o preço da habitação é um problema.

Como é um problema central na vida das pessoas das cidades, devem os candidatos propor soluções de política que os eleitores possam sufragar nas eleições.

Dizer em Lisboa, "Vou fazer 6000 casas em renda acessível" pode parecer alguma coisa mas é equivalente a dizer, a uma pessoa que não consegue respirar "vou-lhe fazer boca a boca 60 vezes"! Não resolve nada porque é uma política muito cara e que não introduz uma força, uma dinâmica, uma estratégia que permita resolver o problema de "uma vez por todos".


Vamos decompor os 40000€ de um apartamento em Lisboa - central.

Este apartamento T3, duas casas de banho, com 160m2 de área bruta tem um preço de 2500€/m2.

Acontece que, olhando para o preço médio de construção para 2021, encontro valores em torno dos 500€/m2 (CNAPU = 492€/m2 e FEPICOP = 525€/m2), apenas 20% do preço!!!!!

Sendo assim, é preciso saber para onde vão os 2000€/m2 e mais não pode ser que para o terreno onde se implanta a obra.


Sendo o problema o terreno, como não se podem inventar terrenos ... não há solução.

Pois, não ouvi nenhum candidato dizer "A câmara municipal vai comprar 680mil m2 de terreno no Alentejo por 170mil €  e mandamos os CTT deixa-lo no centro de Lisboa, entre a Rua do Arsenal (a Sul), o Castelo de São Jorge e a Sé (a Nascente), o Rossio (a Norte) e o Bairro Alto (a Poente)."

Que ideia fantástica e que implica um investimento de apenas 170 mil € mais portes de correio.

Fig . 1 - Prometo trazer um terreno de 680000m2 do Alentejo para o centro de Lisboa e assim fica resolvido o problema da falta de casas a preços acessíveis. Eu sou um génio.


Os esquerdistas vão dizer que os CTT não vão conseguir transportar o terreno.

Se não for pelos CTT, arranja-se outra empresa de transportes!

Os esquerdistas vão avançar com um argumento sem lógica: "Essa ideia é totalmente maluca,  os terrenos são bens imóveis e os CTT só transportam bens móveis"

Simples, vai-se às finanças da área e muda-se a classificação do terreno para Móvel. 

A minha solução pode parecer fisicamente impossível mas, pelo menos, é uma solução que não se reduz à afirmação gratuita dos esquerdistas do "Vou solucionar o problema fazendo mais casas de rendas controladas" 

Mas fazê-las onde as vão fazer? No Alentejo?


Só há uma solução fisicamente possível: aumentar a altura dos imóveis!

Pois, mas nenhum candidato falou disto.

Dizem "Vou solucionar" mas não dizem qual é a solução, mantendo tudo na mesma.

Para podermos ter casas mais baratas temos que meter mais casas no mesmo espaço e isso obriga a aumentar a altura dos edifícios.

Se, em média, os edifícios nas cidades portuguesas estão limitados pelo PDM a 5 pisos, passa-se essa limitação para 50 pisos.


Evolução do número de transístores por mm2.

Como sabem, os computadores estão cada vez mais potentes e cada vez mais baratos.  E isso só se consegue porque a tecnologia consegue meter mais e mais "pecinhas" (os transistores) na mesma área.

Por exemplo, meteram 275 mil "pecinhas" no Intel 80386 (1985) e 160 mil milhões no Apple M1 (2020). 

Também tem que ser possível meter mais pessoas por unidade de superfície.

Para não reduzir a área disponível por pessoa, tem que se crescer em altura.

Se em 1775 era tecnicamente, economicamente adequado e seguro construir 5 pisos , decorridos quase 250 anos, a técnica permite fazer muitos mais pisos.

50 pisos parece-me perfeitamente razoável.


Lisboa tem pouca densidade (ainda menor que o Porto).

O concelho de Lisboa tem 545 mil pessoas em 100 km2 (uma densidade de 5450 pessoas / km2).

O concelho do Porto tem 232 mil pessoas em 41,4 km2 (uma densidade de 5600 pessoas / km2).

O conselho de Manila tem 1780 mil pessoas em 42,9 km2 (uma densidade de 41500 pessoas / km2).

Se Lisboa ou o Porto multiplicar a população por 7 ainda fica menos densa que Manila.


Ainda há outro problema!

Se nas cidades é proibido construir mais de 5 pisos por uma razão qualquer, no tal terreno no Alentejo, não se pode construir nada!

As pessoas das grandes cidades não podendo casas a preços razoais (por causa da falta de terrenos e a limitação sem lógica da altura dos edifícios) poderiam pensar que nas "províncias" a habitação seria muito mais barata, aproximando-se dos 500€/m2.

Mas nessas terras, não é de todo permitido construir, nada, zero, nicles.


E o que eu ouvi dos esquerdistas para resolver isto?

A anafada e a gafa ainda foram ao Alentejo para que se proíba o fazer de casas para os trabalhadores sazonais, que vivam ao relento, que fiquem na terra deles para que o grande capital e o latifundiário não tenha a quem explorar.

Pois é, o grande capital
É o tal do gostinho especial
Gosto a limão, gosto a cereja
Gosto à opressão numa bandeja
Gosto à opressão numa bandeja

...

Uma pela frente, outra pelo recto



2 comentários:

Silva disse...

Nunca votarei em quer fazer "casas acessíveis".

Isso é promover a criação de favelas, bairros-de-lata, bairros sociais, augis vulgo bairros clandestinos, musseques, etc.

Existem centenas de milhares de apartamentos vazios em todo o país.

Mrs. McCarthy Juan disse...

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