sexta-feira, 25 de agosto de 2017

A economia dos hosteis

Os pobres tinham os albergues. 
No antigamente, o turismo eram peregrinações em romaria a lugares santos, fosse Santiago de Compostela, Bom Jesus de Braga, Fátima ou mesmo Roma e Terra Santa, para pagar promessas de milagres já recebidos ou a pedir proteção e coisas impossíveis aos santos.
Etimologicamente, peregrino é "aquele que vem do estrangeiro" e romaria "é um grupo de romanos em viagem à Terra Santa".
Fosse um "Valha-me Deus" ou um "Nossa Senhora me salve"  dito numa hora de aflição ou um "Milagroso Santo António desencrava a minha filha" e já estava criada a obrigação de fazer a viagem.
Como as pessoas tinham que pernoitar em algum lado porque, garante o povo, "A noite foi criada pela Coisa Ruim para que lá possa andar o que não pode andar de dia" (i.e., as coisas demoníacas e as almas danadas), uma das obra de misericórdia corporais da Santa Madre Igreja é "Dar albergue aos peregrinos" para que possam pernoitar debaixo de telhado.

À noite, o diabo anda à solta

Notar que, realmente, não foi Deus quem criou a noite! 
"No princípio criou Deus o céu e a terra (...) [e, então,] "havia trevas sobre a face do abismo (...) [Depois] disse Deus: Haja luz (...) e fez Deus separação entre a luz e as trevas (...) e às trevas chamou Noite" (Ge 1:1-5).
Motivado por a Noite ter sido criado por alguém que não Deus, talvez a Força do Mal, e contra essa força Deus nada poder fazer, durante muitos séculos discutiu-se se Deus é realmente Omnipotente e omnipresente. E ficou a dúvida até que Espinoza matou Deus.

Continuando. 
Nos tempos das peregrinações, as casas eram fracas, mais barraca que outra coisa, pelo que o peregrino se contentava a pernoitar com muito poucas condições. Bastava pão de centeio com um caldo de couves e alguns feijões engrossado com farinha regado com um copo de vinho carrascão para jantar, um balde com 2 ou 3 litros de água morna para tomar um banho, um monte de palha para fazer de cama e uma manta grossa para quebrar o frio para se ter um albergue de 5 estrelas.
E havia quem prometesse ir a "pão e água".
Lembro-me dos anos 1970 em que toda a gente da minha terriola foi a Fátima a pé, a minha mãe foi 5 vezes para ver se Deus lhe arranjava forma de poder criar os filhinhos. Depois de caminharem todo o dia o máximo que as forças permitiam, uns 40 km, assim que a tarde começava a morrer, os peregrinos batiam às portas das casas a pedir guarida sabendo-se que iam ficar todos à molhada, muitas vezes numa garagem ou num casebre de apoio à agricultura. Se a pessoa fosse daquelas que diziam "Não posso minha senhora, já tenho tudo lotado", logo era obrigada a continuar com "mas duas casas ali ao fundo vai conseguir arranjar, pergunte pelo Senhora Maria do Céu que ela tem bons cómodos onde vão poder passar a noite e por pouco dinheiro, é uma viúva muito devota de Nossa Senhora".
Chegados lá e ouvido da boca da senhora o sim, imediatamente começava a negociação à moda do cigano. Por um lado diziam os peregrinos "Não podemos dar mais do que 10 paus por cabeça porque estamos muito falhos de dinheiro" para logo a senhora contrariar com "Não posso fazer por esse preço, o mínimo são 20 paus por cabeça mas dou-lhes uma sopa quente" para logo, depois de proposta e contra-propostas sem conta, acabar o preço nos 13 paus, com a prometida sopa quente e ainda, pela manhã do dia seguinte, uma sande de queijo e marmelada com uma aguadilha de café, tanta quanto quisessem.
Dormia tudo à lota, homens num quarto e mulheres no outro, às vezes em casas diferentes, uns com os pés para cima e outros com os pés para baixo, pelo menos 4 em cada cama. 
Como bem sabia aquele descanso depois de horas e horas a pisar os pés, muitas vezes descalços.
No dia seguinte, mal o galo cantava e o burro zurrava, o povinho punha-se todo a pé, engolia a tal sande com a beberagem e já estava pronto para recomeçar a marcha rumo à santidade.
Ir da minha terra a Fátima eram 4 dias, de Coimbra a Santiago de Compostela seriam 9 dias enquanto que ir de Coimbra à Terra Santa já não era para qualquer um, obrigava a 200 dias, isto só para ir pois ainda era preciso outro tanto para voltar a casa.
Como o peregrino ia em marcha, naturalmente, só ficava uma noite em cada lugar.

Agora há os hosteis.
Um hostel é a versão moderna da albergaria improvisada e o turista faz o papel do peregrino dos outros tempos.
O turista não vai em agradecimento de uma graça recebida nem à procura de santidade, vai apenas para gastar o tempo e meter umas fotografias no Facebook e no Instagram.
Cada cidade, terriola ou lugar tenta identificar uma particularidade mais que não seja o nome para aproveitar uma fatia do mercado do "Tenho que ir lá tirar uma fotografia no meu smartphone".
Não se aposta mais no mercado da repetição. Se há 500 milhões de pessoas na União Europeia com possibilidade financeira para fazer pelo menos duas viagem de avião por ano em low-cost, se conseguirmos que 10% desses visitem a nossa terriola uma vez na vida mesmo que apenas para a "fotografia", vamos ter 3500 visitantes por dia a precisar de comer e dormir.

Como se faz um hostel.
Pega-se num imovel qualquer, uma casa, um apartamento, um anexo onde antigamente se guardava forragem ou gado, esteja em bom estado ou não pois o típico também tem clientela.
Depois, metem-se uns beliches, um quarto com 13 m2 aguenta com 6 hóspedes (3 beliches de dois andares e um pequeno armário com 6 divisões).
Depois, basta uma casa de banho com chuveiro.

Num hostel cabem 6 num quarto mas, à escala de Auschwitz, caberiam 60 

Serão os hosteis a galinha dos ovos de ouro?
Pelo menos em Portugal, os hosteis estão a ser vítimas de um grande ataque por parte do governo  e autarquias esquerdistas com taxas, taxinhas e impostos e ainda uma campanha de que este tipo de turismo está a retirar as casas do mercado de arrendamento para habitação.
Vejamos se então a economia de um hostel.

Vamos fazer hostel num T3.
Destinam-se 2 quartos e uma casa de banho para mulheres (12 lugares) e 1 quarto, a sala e a outra casa de banho para homens (12 lugares). Fica ainda a cozinha para fazer os hospedes poderem fazer cozinhar qualquer coisa simples.
Transformamos um T3 com 100m2 num hostel com 24 camas, uma média de 4m2 por cama.
No mercado de arrendamento, este apartamento se bem localizado e numa razoável cidade custa pelo menos 600€/mês.

Qual o preço de uma noite num hostel?
Estive a ver no Booking.com e o preço ronda os 10€/noite.
Para hoje, encontrei os seguintes preços (o mais baratos):
Roma => 9 €
Madrid, Londres, Berlim, Lisboa => 10 €
Paris => 14 €
Moscovo e Kiev => 3 €

Que margem dá cada hóspede?
Lavar a roupa e passar os lençóis, fazer a cama e arrumar a casa gasta pelo menos 20 minutos de tempo de trabalho. A 6,00€/h são 3,00€ por dormida.
Depois, acrescenta a água, eletricidade e internet, 1,00€ por dormida
Ainda temos o custo do Booking.com que vou assumir como 1€ por dormida.
Dá uma margem de 5,00€/dormida.

Vamos à conta final do lucro do negócio.
Era bom se a ocupação fosse a 100%
Lucro = 30 dias * 24 camas * 5€/dia - 600€/mês = 3000€/mês
O problema é a taxa de ocupação
   20% => 120€/mês
   25% => 300€/mês
   30% => 480€/mês
Este lucro vai ser o pagamento para a pessoa que recebe os hóspedes (o hostel está aberto 24 horas por dia), zelar pela segurança das pessoas e dos bens.
24 camas já é um negócio grande, equiparado a um pequeno hotel e não dá nem o salário mínimo.
Só dá para um casal de chineses. A mulher faz as camas e arruma a casa (ai meu Deus, que estou a ser sexista) enquanto o homem lava e passa os lençóis e faz a segurança.
Já estão a ver porque é que em todos os hosteis está um chinês: é o patrão que dorme no meio dos hospedes abatendo 2 camas à lotação.

Aquilo do "livro para meninas" é uma perigosa loucura dos esquerdistas.
Se não pode haver descriminação de género, porque obriga a lei a haver casas de banho para homens e para mulheres nos establecimentos comerciais e industriais?
Porque há provas físicas diferentes para homens e para mulheres quando se candidatam à tropa, PSP ou GNR?
Porque é que a maior parte das lojas de roupa são para mulheres?
Porque é que os homens têm que usar fato escuro e gravata e as mulheres não?

E quanto será a taxa de ocupação?
Aqui é que está o problema maior.
Uma colega minha perguntou-me "O que achas de eu fazer um hostel? Herdei uma casa em Espinho com 8 quartos e gostava de rentabilizar aquilo".
Se consultarmos o Booking.com hoje às 22h, o mês mais forte do turismo, em Paris ou Londres, há N hosteis com vagas disponíveis.
Se nesses locais existem vagas, será que em Espinho se consegue uma ocupação média de 20%?
Eu ainda disse à ucraniana "Os teus pais podiam vir por ai abaixo e explorarem o hostel" mas a moça não tem cabeça, fez de conta que não ouviu.
Só dá para monhés.

Deixem os hosteis em paz.
Porque não são eles que estão a ter ganho por causa do turismo.
Quem está a ter ganho são os outros, cafés, restaurantes, táxis, e outros apoios ao turista, que exploram as massas que esmagaram o preço da estadia.
Assim, cobrar taxas é a esses e não às albergarias pois o 1€/dia que cobra Lisboa são 10% do preço de uma estadia e os 2€/dia que o Porto quer cobrar é uma aberração.

O hostel não dá nada mas ser muito bom viver em Portugal porque há muita caça

Finalmente, será que o MPLA ganhou as eleições em Angola?
Concerteza que sim e com maioria absoluta.
Será que o MPLA foi o partido mais votado nas eleições de Angola?
Se em 1992 o MPLA não conseguiu 50%, ia conseguir agora, depois de 25 anos de desgaste executivo, conseguir 61%?
Concerteza que não e perdeu por muitos.
Mas nunca jamais os esquerdistas, sejam angolanos, venezuelanos, cubanos ou portugueses, deixarão o poder podendo mantê-lo mesmo que por meios violentos.
Acontece é que os nossos esquerdistas ainda não atingiram esse patamar pois de democratas não têm nada.

Boas férias e tratem bem o chinês.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Fogos florestais: o progresso obriga à mudança

A "tecnologia" do incêndio florestal. 
As árvores são formadas por celulose (tem outras moléculas mas simplifiquemos) que é açúcar  polimerizado que oxida continuamente (é o normal envelhecimento da madeira e de tudo que é orgânico), libertando energia:
      (n)C6H10O5 + O2 => CO2 + H2O + Energia (4kcal/g)
Esta reação nas condições normais de humidade e temperatura é muito lenta, demorando milhares  de anos a oxidar uma simples folha de papel (que é feita quase integralmente de celulose).
Claro que existem fungos que conseguem realizar esta oxidação muito mais rapidamente (o apodrecimento) e mesmo animais (por exemplo, as térmitas) mas, mesmo assim, a oxidação ocorre de forma muita lenta e incompatível com um incêndio pois, a 60.ºC, os seres vivos morrem (acontece a pasteurização).

Aumentando a temperatura, a velocidade de oxidação acelera.
Se abaixo dos 100.ºC a oxidação é muito muito lenta, acima dos 300.ºC a celulose começa a decompor-se muito mais rapidamente em carvão (sólido) e em gases (simplificadamente, metano e monóxido de carbono).
      C6H10O5  + Calor => Carvão (C) + gases (CH4 e CO)
Quando mais elevada for a temperatura, mais rápida é esta decomposição que se chama "destilação".
Agora, o carvão arde ficando em brasa (a combustão mantém-se estável porque a camada exterior da "pedra" não deixa o oxigénio  entrar) mas os gases ardem muito rapidamente chegando a explodir.
A elevada temperatura, uma folha de papel que demoraria milhares de anos a oxidar, oxida numa fração de segundo.

Um incêndio é um "reator" com uma reação em cadeia.
Para que aconteça a decomposição da madeira, a temperatura tem que se manter acima dos 300.ºC o que acontece quando o carvão está a arder "por baixo".
Sem a temperatura fornecida pelo carvão, a madeira não liberta gases e não se transforma em mais carvão necessário para alimentar o "reator".
Os gases, porque atingem elevadas temperaturas, também ajudam a fornecer o calor necessário para que a madeira se continue a decompor.

 Fig. 1 - Esquema de uma fogueira ativa

A frente de fogo.
Tem a vegetação rasteira, muito fina e seca, a fornecer calor para que os arbustos e copas das árvores libertem gases inflamáveis que vão criar temperaturas muito elevadas (por irradiação) que ajudam a propagação do incêndio junto ao chão.
A dinâmica é favorecida em terrenos a subir e a favor do vento.



Fig. 2 - Esquema da frente de incêndio

Qual o efeito da água no "reator"?
A água arrefece o "reator" o que, por um lado, para a reação acelerada de oxidação do carvão e, por outro lado, evita que a madeira liberte mais gases combustíveis.
É semelhante a, quando no campismo fazíamos uma fogueira (bem sei que agora é proibido), ao efeito de espalharmos o material (deixaria de haver temperatura suficiente para a reação em cadeia continuar).

O contra-fogo é a tecnologia "inversa" à água.
Não arrefece a "reação em cadeia" na hora em que ela está a acontecer mas, queimando previamente parte da vegetação rasteira, deixa de haver densidade de combustível suficiente para que a temperatura atinja os valores necessários para que o fogo se auto-alimente.
Assim, quando a frente de fogo chegar a uma área previamente "tratada" com o contra-fogo, não consegue continuar.

Agora, a minha proposta para controlar os fogos florestais.
Usar água é pouco eficiente no combate aos fogos florestais porque:

A) A água tem pouca capacidade de apagar fogos o que obriga a transportar continuamente grande quantidades e a grandes distâncias (em camiões e aviões).

B) Tem que haver estradas até ao local o que é impossível porque a frente de fogo é dinâmica, e o transporte aéreo é muito caro.

C) O dinamismo da frente de incêndio obriga a que seja preciso repetidamente combater o incêndio (o que regamos agora de nada vai servir daqui a um minuto porque o fogo caminha para a frente).

D) Como a dinâmica é incerta, não é possível fazer um planeamento dos meios (os bombeiros têm que ficar à espera da chegada da frente de fogo).

Contra-fogo com uma tela de pano ignífugo.
Um pano ignífugo é uma tela feita em fibra de vidro, leve e barata, que serve de barreira à propagação de calor, chama e não arde.
Quando temos uma "estrada" estreita onde se vai fazer o contra-fogo, há o problema de haver um atravessamento ao longo da linha em chamas e ainda de o sapador sofrer muito calor.
O pano ignífugo vai fazer uma muralha com 3 metros de altura e uma extensão de 100 metros o que dá tempo para que a linha de contra fogo se afaste da "estrada".
Como o pano evita a passagem de calor, a necessidade de meios para evitar os atravessamentos tornam-se muito reduzidos podendo mesmo ser feito sem necessidade de água.
Naturalmente, eu proponho uma tela com 3 metros de altura e 100 m de extensão mas isso terá que ser determinado por experimentação no terreno.
Esta tela não será de difícil uso (mesmo com vento) porque pode ser usado na horizontal (deitada sobre o material a queimar).

Fig. 3 - Esquema de contra-fogo com tela ignífuga


Quanto custará a tela ignífuga?
Estive a ver uns preços e anda na ordem dos 5€/m2.
3 m x100 m = 300 m2 que custarão 1500€.
Pensando que terá um sistema de suporte e controlo (pegas, pilares e apoios), ficará nos 3000€.
E a tela pode ser usada vezes sem conta.

Na frente de fogo.
E tecnologia da tela ignífuga também pode mesmo ser usada como auxiliar das mangueiras de água na frente de fogo, situação em que será apenas necessário usar água no que passar por baixo da tela e não a apagar o fogo diretamente.

Fig. 4 - O contra-fogo faz-me lembrar que nem tudo o que está queimado é feio





terça-feira, 8 de agosto de 2017

Robôs: os novos inimigos dos esquerdistas

Como os robôs são máquinas ...
E como máquinas são capital e capital lembra capitalistas, ai está o inimigo público a abater pelos esquerdistas.
É o grande capital que vai tomar conta dos robôs e, com isso, tomar conta dos indefesos trabalhadores.
Por causa disso, mais impostos sobre o capital em particular, sobre os robôs.
Já uma taxa de 100€/mês sobre as máquinas de lavar roupa porque estão a destruir o emprego das mulheres de limpeza.

O que seria o homem sem tecnologia?
Há cerca de 5000 anos, no fim da idade da pedra, quando as pessoas viviam da recolha e caça, estimo que vivessem no território do atual Portugal continental um máximo de 3000 pessoas.
Essa população seria formada por famílias com 5 pessoas, 2 adultos e 3 crianças.
As famílias organizavam-se em clãs, cada um formado por 20 famílias.
E haveria uns 30 clãs espalhados pelo território que agora é Portugal.
Apesar de haver poucas pessoas, mesmo assim, passavam fome e necessidades materiais de toda a espécie, incluindo naturalmente, a doença.
Esta minha estimativa não tem fonte sólida (ver aqui) mas também pouco interessa para aqui.

Hoje somos 10000000 pessoas.
Hoje, apesar de viverem 3330 pessoas do território em que vivia apenas 1 pessoa, é inquestionável que  vivemos com muito mais qualidade de vida.
E isto não se deve ao facto de sermos mais inteligentes, fortes, altos ou bonitos que os nossos antepassados pré-históricos mas deve-se apenas à tecnologia e ao capital que se foram acumulando ao longo dos séculos.

Um pequeno modelo com capitalista.
Para compreendermos como funciona a nossa economia com especialização capitalista / agricultor vou apresentar uma pequena economia agricultura com apenas duas pessoas: o capitalista que produz "terra arável" e o agricultor que "cultiva a terra".
Será matematicamente muito simples e "estática" no sentido de que os indivíduos trabalham sempre 10h/dia.

Vamos à caracterização do meio ambiente:
1 - Inicialmente existe um baldio com 1000 unidades de área onde cada "recoletor" consegue obter 0,1 kg de alimentos por cada hora de trabalho.
2 - Se o baldio fosse transformado em "terra arável", nesses 1000 ua seria possível o "agricultor" produzir 1,0kg de alimento por hora (tecnologia proporcional).
3 - São precisas 100 horas de trabalho para transformar 1 ua de baldio em 1 ua de "terra arável".
4 - A "terra arável" regride para baldio à razão de 5% por ano.
5 - A "função de bem-estar", U, diz que uma pessoa vive melhor se comer mais (Y é a produção diária) e se trabalhar menos (T é o trabalho diário) segundo a seguinte relação:
  U = Y^0.5 - T^0.5
Atualmente trabalham ambos 10h/dia tendo um nível de vida igual a (1/10)^0.5 = 0,32

A especialização capitalista / agricultor.
Os recoletores reúnem-se e fazem um contrato em que um deles vai ser o capitalista (transforma o baldio em terra arável que passa a ser sua) e o outro vai ser seu empregado recebendo metade do que produzir como agricultor.
Depois de muitos anos de investimento, com 10h/dia de trabalho o equilíbrio atual é haver 730 m2 de terra arável onde o agricultor produz 7,3kg/dia dos quais recebe 3,65kg/dia de salário.
Agora, o nível de vida aumentou para (3,65^0.5 = 0,60

O capitalista demorou muitos anos de trabalho para acumular os 730 m2 de terra arável.
Inicialmente teve que trabalhar 20000h sem nada receber (endividar-se e passar fome) para poder ter os 200m2 que tornaram  a agricultura mais rentável que a recoleção. 
Depois, ainda teve que trabalhar muito mais até atingir os 730m2 de equilíbrio.
Claro que agora o agricultor esquerdista pode dizer "a terra arável a quem a trabalha" esquecendo que este capital apenas existe porque o capitalista trabalhou e poupou ao longo dos anos.
Se o agricultor expropriar metade de capital (para dizer que é justo) passando ambos a ser agricultores, não haverá nenhum problema no curto-prazo mas, o problema surge de cada ano 5% desse "seu" capital desaparecer até voltar tudo a ser baldio.

Vamos então aos robôs.
Um robô não é nada mais que uma máquina/ferramenta.
Se, inicialmente, uma máquina/ferramenta era uma vara endurecida na fogueira, depois uma pedra atada com cabedal a uma vara e por ai fora, agora um robô é o mesmo conceito mas tendo um computador como "cérebro". 
Um robô não é em nada diferente do cão domesticado que o caçador usava na pré-história: o cão acabou com a atividade de "batedor humano" com muita vantagem.
Mas que primitivo quereria que o seu filho fosse batedor humano?
Como exemplo de robôs temos a máquina de lavar roupa (que libertou a mulher da cozinha), o multibanco (que transfere dinheiro a qualquer hora do dia sem custos) ou uma máquina de soldar chapas (que diminuiu radicalmente o custo de ter um automóvel).

Será que os robôs vão acabar com os empregos?
Claro que não, isso é uma tontaria que a esquerda abraça e que está ao nível dos programas do canal História onde pessoas aparentemente sadias defendem que descendemos de répteis vindos do Espaço.

Os robôs vão acabar com os taxistas.
Isto é uma verdade como a canalização acabou com os aguadeiros (pessoas que vendiam água), as garrafas de gás acabaram com as carumeira (mulheres que cortavam caruma nos matos do interior para ser vendida nas cidades) e os tratores acabaram com os fazedores de carros de bois.
Mas não ouço ninguém a defender essas profissões talvez porque já passou algum tempo desde que desapareceram.
Vão acabar os taxistas e muitas outras profissões que conhecemos hoje mas isso é o normal progresso da humanidade, outras surgirão. Por exemplo, é do meu tempo o aparecimento dos portageiros nas auto-estradas e é do meu tempo o seu fim.
O certo é que cada vez teremos empregos mais agradáveis e onde seremos mais produtivos.

A próxima revolução está nos veículos sem condutor.
Já há veículos que circulam em auto-estrada sem condutor.
Parece pouco mas, mais do que transportar um passageiro que não quer conduzir, já permite que um camião vá de um "terminal TIR" até outro "terminal TIR" sem intervenção humana.
Isto vai ser uma revolução na logística, ser possível dizer a uma palete de carga "vai até ao terminal TIR de Estugarda num máximo de 36 horas" e pronto, ser a palete a "procurar" a melhor forma de chegar lá.

O trânsito nas cidades.
Aparentemente o problema dos congestionamentos dentro das cidades é haver muitos carros a circular.
Mas se repararem bem, o problema está nos carros parados e estacionados que ocupam bem mais de metade do espaço que deveria ser usado para a circulação automóvel.
O veículo autónomo (e que se deve vir a chamar apenas "autónomo" tal como o "veículo automóvel" se reduziu a automóvel) vai ter a capacidade de, sem ninguém lá dentro, desaparecer para se enfiar num estacionamento longe da vista.
Agora não em apetece escrever mais sobre isto mas pense como seria possível enfiar milhares de autónomos baixinhos em cavescom apenas 1,60 m de pé-direito, todos encostadinhos. Na área onde hoje cabe um automóvel estacionado, no futuro caberão 50 autónomos.

Eu tenho este robô em casa! Será que corro perigo de vida?







quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Serão os automóveis elécticos o futuro à nossa espera?

Como estamos de férias, tenho que falar de algo levesinho. 
Estive ontem um bocadinho na praia e posso garantir que as portuguesas estão com corpos muito bonitos.
Quanto aos homens, não reparei!
Será que é por causa do imposto que o Costa meteu nas bebidas com açúcar?
Quanto aos carros, a industria (ou a comunicação social) está a caminhar em dois sentidos que considero ter pouco potencial para melhorar as nossas vidas e poderiam concentrarem-se em algo mais valioso.

Será que os carros elétricos são o futuro?
Peguei na minha fatura deste mês, retirei os 3,02€ da "contribuição audiovisual" e calculei o preço da energia elétrica que foi de 57,23€ / 228kwh = 0,251€/kwh.
Pensando que a carga da bateria e descarga têm um rendimento aproximado de 80%, a energia de um veículo elétrico colocada na roda sem considerar o ISP (imposto sobre os produtos petrolíferos) é de 0,30€/kwh.

Vejamos o preço dos combustíveis fósseis.
Para podermos comparar com os automóveis que usam combustíveis fósseis temos que retirar o ISP.
Na primeira semana de Agosto o gasóleo está cotado a 1,663 USD/gallon o que se traduz em 0,37€/litro. Acrescentando despesas de distribuição e IVA teremos, sem ISP, um preço na ordem de 0,50€/l.
Cada litro de gasóleo tem 9,0kwh de energia e o motor diesel tem um rendimento de 35% (potência colocada na roda) o que dá 3,15kwh/litro.
então, o preço da energia produzida com gasóleo será de 
0,50€/litro / 3,15 kwh/litro = 0,16€/khw.

Não pode ser!
A energia na roda de um automóvel elétrico custa 0,30€/kwh enquanto que a energia na roda de um automóvel a gasóleo custa 0,16€/kwh.
O gasóleo custa metade da eletricidade.
O problema é a desinformação e os impostos (o ISP e o IVA sobre o ISP).
A gasolina fica um pouco mais cara, 0,22€/kwh, porque o motor tem menor rendimento mecânico.

Vejamos agora as contas apresentadas na comunicação social.
Os nossos automóveis têm uma bateria de chumbo com uma capacidade de armazenamento de 0,6 kwh que permite uma potência de 150w durante 4 horas, suficiente para um ciclista a circular a 20km/h em estrada plana. Assim, a nossa bateria totalmente carregada dá para percorrer 80km de bicicleta.
A bateria de chumbo tem como principal vantagens usar um material que existe em abundância na Natureza (o chumbo) e ter uma potência de pico muito elevada (750w) mas tem as desvantagens de o chumbo ser venenoso (é um metal pesado) e de pesar 13kg (1kwh por 20kg).
Em comparação, os carros elétricos e híbridos usam baterias de Lítio que é uma matéria-prima rara.
O ZOE, o carro elétrico da Renault, tem uma bateria 67 vezes mais capaz, com 40kwh cujo carregamento custará cerca de 12€ (um preço de 0,25€/kwh e um rendimento de 85%). 
Se compararmos com Gasóleo, esta bateria é equivalente a 12 litros de combustível que, sem ISP, custariam na ordem dos 6,00€.
O ZOE anuncia que consegue percorrer 400km com 40kwh o que se equipara ao anúncio de um consumo de 3,0litros/100km dos carros Diesel de gama equivalente.
Mas, como sabemos, o mínimo que consegui fazer no meu carrito 107 foi um resvalar de 10% (4,2litros/100km para um anúncio de 3,8litros/100km).

E ainda falta o preço, a duração e o peso.
A bateria de lítio pesa cerca de 10kg/kwh o que dá 400 kg para a bateria do ZOE (também tem baterias menores).
Mais peso quer dizer que o caro elétrico vai gastar mais energia!
Só permite cerca de 400 carregamentos totais e 800 carregamentos meios o que dá para 160000km se não houver resvalar muito grande no consumo.
A bateria é muito cara.

E o aquecimento?
Por cada kwh na roda, o motor diesel produz 2 kwh de calor à borliex. Assim, um carro diesel a 60km/h que gasta 3,0l/100km produz além dos 5,7 kw na roda, mais de 10kw de calor que pode ser usado para aquecer o interior do nosso automóvel.
Nos carros elétricos, o aquecimento vai roubar energia à bateria o que faz com que, nos dias frios no Norte da Europa, pelo menos metade da energia da bateria tenha que ser usada no aquecimento.
Assim, no Inverno o consumo duplica e a duração da bateria reduz-se a metade.

Será que a eletricidade não produz CO2?
Eu gasto mais ou menos 60 litros de gasolina por mês que precisaria de 160kwh de energia electrica.
Isso corresponde a 70% da energia que eu gasto em minha casa.

Dados actualizados.
Fui ver dados à wikipedia e diz o seguinte:
A autonomia de uma bateria de 40kwh é de 300 km (e não de 400 km).
A bateria custa 79€/mês para um percurso máximo de 12500km/ano, 40 cargas/ano, o que dá 24€ por cada carregadela mais os 12€ pela electricidade!
O peso do ZOE é de 1428kg que compara com os 912kg do Clio.

Concluindo?
Para já, veículo electrico eficiente terá que ser uma bicicleta porque os motores a explosão pequenos não funcionam bem.
O preço da eletricidade terá que ser muito menor, na ordem de 1/3 do preço atual, para que os automóveis elétricos se tornem competitivos face aos automóveis normais.
Não tem a ver com baterias nem com autonomia mas apenas com o custo do combustível que é muito mais barato se usarmos gasóleo.

Mais importante é o preço da bateria.
Uma bateria de lítio tem um preço com IVA de 300€/kwh, 12000€ num veículo com autonomia inicial de 300km (40khw e um consumo de 0,13khw/km).
A bateria vai perdendo capacidade. Se for substituida quando atinge 50% da capacidasde inicial, conseguem-se aproximadamente o equivalente a 750 recargas o que dá, numa bateria normal de 24khw  (que custa 7200€) qualquer coisa como 140 mil km.
Isto dá um custo da bateria (sem consumo de electricidade) ligeiramente superior a 5€/100km.
Assim, para os veículos electricos serem competitivos face aos veículos a conbustíveis fósseis (sem ISP), o preço da bateria tem que descer dos actuais 300€/khw para 100€/khw (que é o preço das baterias de chumbo mas que pesa muito mais, uma de 40kwh pesaria 1100 kg)
Só acho estranho ninguém fazer estas contas.
Será que estou enganado?
Que os investidores que meteram milhares de milhões de euros na Tesla estão malucos?
Lanço aqui o desafio para que os esquerdistas que anunciam que eu não digo coisa com coisa.

Cuidado com o Sol que é como o Amor, mata devagarinho.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

O modelo de combate aos fogos florestais está errado

🙏A floresta não rende quase nada.
As estatísticas mostram que a área florestal e de mato ardida tem uma média de 125 000 ha por ano o que representam 1,4% do território nacional (ver).
Estes 1,4% traduzem que um terreno arde a cada 70 anos.
Em termos económicos, se tivermos um pinhal de 10000m2 com 500 árvores com 30 anos avaliados em 4000€ (um rendimento de 133€/ano) e a madeira queimada perder 50% do valor, um seguro contra incêndio custará qualquer coisas como 30€/ano/ha.
Comparando com a despesa de "limpar o mato", é melhor gastar os 30€/ano no seguro pois este dinheiro só dá para 3 horas/ano de limpeza que não dá nem para aquecer a roçadoura.
Resumindo, em termos médios, um hectare de pinhal rende 100€/ano.
Para se ver quão miserável é o rendimento da floresta, para cobrir o meu custo salárial seriam precisos 650 ha de pinhal o que é uma enormidade.
E eu a trabalhar 24h por dia, 7 dias por semana não conseguiria limpar esses 650ha de pinhal de forma a evitar o risco de haver um incêndio florestal!
 
Fig. 1 - O meu custo salarial corresponde a um pinhal do tamanho de grande parte da Cidade do Porto
 
Gastam-se 200 milhões€/ano em combate florestal.
Se a floresta, como dizem, rende 1300 milhões €/ano este custo corresponde a 15% do rendimento da floresta o que traduz que o decisor político pensa que os meios de combate reduzem a área ardida em pelo menos 90%.
Vejamos de onde tirei este número.
Para ser economicamente racional, gastam-se os 200 milhões porque, se não se combatesse os incêndios, o rendimento da floresta seria inferior a 1100 milhões€.
  Rendimento Potencial sem incêndios = 1300/(1-1,4%) = 1320
Daqui tira-se que o risco de incêndio, x, resolve a desigualdade seguinte
  1320*(1-x) < 1100  <=> x > 1100/1320 - 1 =16,7%
A redução terá que ser de pelo menos 16,7%/(16,7%-1,4%) - 1 = 91,5%

Venham mais 4 aviões.
O Costa resolveu a guerra da propaganda encomendando mais 4 aviões com capacidade para combater fogos florestais.
Mas ninguém ainda deu conta que o modelo de combate aos fogos florestais está errado?
Que daqui a nada se gasta mais dinheiro a combater os fogos florestais que todo o prejuizo possível de acontecer?
Se um ha rende 100€/ano, como se pode obrigar os velhinhos do interior a cortar o mato?
E para quê gastar tanto dinheiro se o mato não tem qualquer valor?
 
Ordenar a floresta não é destruir o coberto vegetal.
Ordenar será dividido a zona florestal em favos e desenhadas "faixas de corta-fogo" onde, em caso de incêndio num favo, possa ser garantido que o fogo não sai dessa área.
Se os favos tiverem 1000 ha e a faixa de conta-fogo de 25 metros, teremos um desmatamento de 1,6%.
Naturalmente, o combate ao incêndio seria apenas na faixa de corta-fogo e o corta-fogo feito contra o vento e a subir.
Deixar os bombeiros à espera que a frente de fogo chegue é uma perda de tempo pois vai passar e um perigo de vida.

Fig. 2 - O contra-fogo deve ser feito contra o vento para "cortar" o caminho à frente de fogo.
Os bombeiros garantem com os auto-tanques que o contra-fogo não atravessa a "faixa de contra-fogo" o que é muito mais simples do que enfrentar a frente de fogo.
 


 Fig. 3 - Em terreno inclinado, o contra-fogo deve ser feito a subir (e contra o vento).
É mais fácil um contra-fogo em terreno acidentado (exactamente o mais difícil de apagar com meios convencionais) porque a inclinação ajuda a encaminhar o contra-fogo.
 
Será que alguma vez veremos corta-fogos?
Não acredito nisso.
Claro que deveria ser feito um ensaio de combate com contra-fogo massivo mas não temos governantes com estaleca para isso.
O que veremos é mais e mais aviões, helicópteros, autotanques e bombeiros.
E também veremos mais e mais incêndios florestais porque há cada vez menos pessoas nas zonas florestais e a floresta cada vez rende menos.
 
Fig. 4 - Só vos peço que não pensem mais em fogos e que descansem a mente com um pouco de ioga.
iooooooooooooooooooooooooooo
Que par de pés ;-)

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Venezuela - Os esquerdismos, a pobreza e a ditadura

Boa tarde amigos.
Bem sei que tenho andado muito pouco activo!
Como não encontro razão substancial para, de repente, a minha mente ter feito um shut down, atiro as culpas para o evoluir da idade ou, mais provável, para a Ucrânianazinha.
 
Estas últimas semanas foram difíceis.
A mocinha não tem assistência médica. Acontece, de forma compreensível, que os estrangeiros que estão em Portugal, apenas têm acesso ao nosso SNS se tiverem visto de residência. Como não tem, tem que invocar o seguro de saúde que é o mesmo que dizer que tem que pagar do seu próprio bolso.
Então, tendo eu arranjado uma consulta de dermatologia na Dr.a Natividade Rocha pro bono e sendo que o diagonóstico foi "melanoma", a mocinha andou, tem andado, muito preocupada de forma que ontem o excisou na Clínica Douro Centro Médico que fica na Boavista-Porto.
Eu não fui (talvez estejamos afastados de forma permanente e irreversível).
Agora, são mais 15 dias de stress à espera dos resultados.
Se vier Positivo, há que ir outra vez à faca :-(
 
Os esquerdistas e a Venezuela.
Mas hoje quero falar de outras coisas, de como os esquerdistas tanto defenderam a revolução esquerdista na América do Sul.
Sim, mesmo aquele que agora banqueiro no Banco de Portugal onde lá está só a mamar dos nossos impostos.
Sim, a mamar dos nossos impostos porque, se não fosse a maquia que lá recebe sem nada fazer (porque também não o sabe fazer) essa massa entraria no orçamento de estado como receita.
Sim, estou a falar daquele que tanto falava contra o capitalismo mas que, assim que meteu a mão à massa, logo se calou.
Sim, afinal, foi aquilo tudo porque queria mamar na vaca das mamas gordas.
Agora vou falar no nome dele o que, com certeza, é um carimbo para mais um processo.
Sim, estava a falar do Sr. Professor Doutor Louçã.
 
 
Fig. 1 - Também eu gostava de ter qualquer coisinha no Banco de Portugal

 
A esquerda é a mãe da pobreza e da ditadura.
A ideia de pegar no que os ricos têm e dividi-lo pelos mais pobres parece levar a uma sociedade mais justa e em que as pessoas são mais livres.
Os esquerdistas chamam a quem é mais rico os exploradores, especuladores, esbanjadores e, aos outros todos, explorados, esforçados, trabalhadores.
Pegando na riqueza dos patrões, fiquemo-nos nos 10% da população, e dividindo-a pelos  restantes 90%, com certeza que vamos libertar os trabalhadores do jugo dos patrões, da necessidade de engolir sapos para poder ter o que comer ao fim do dia, da ditadura dos horários e das metas impostas pela avaliação de desempenho.
Isto, por parecer lógico, é que consegue convencer uma percentagem significativa da população. 
 
Se fizermos uma análise ao eleitorado das esquerdas.
Os esquerdistas colhem os votos das pessoas menos instruidas e mais mamonas.
Nas esquerdas antigas (maioria no PC e no PS) vemos velhos desdentados e analfabetos, daqueles que o José Cid disse virem de um sítio qualquer e, por isso, sofreu um boicote qualquer mas estava errado pois a maioria destes está lá para o Sul.
Nas esquerdas modernas (maioria no BE e ainda no PS) vemos filhos com 30 anos que vivem à custa dos pais e fundionários públicos que não fazem a ponta de um corno.
Certo, por esta análise, eu deveria ser do BE ou de coisa pior como o Partido dos Animais e da Natureza que é outra cambada de mentecaptos.
 
Hoje entrou uma vespa no gabinete de uma colega.
Veio a correr gritando "Tenho lá uma vespa que deve ter 20cm, anda lá matá-la" (bem sei no que estão a pensar, que este erro resulta de os homens mentirem às mulheres relativamente à fita métrica).
Eu defendi-me logo "Eu? Para ser despedido? Chama é a Liga de Defesa dos Animais e eles que a adoptem como animal de estimação pois é bem menos perigosa que esses cães assassinos que atacam crianças e que eles defendem."
Não existe qualquer diferença entre o frango que está assar no espeto, o porco cortado em febras no talho ou o cordeiro assado no forno e qualquer outro animal seja cão, gato ou piriquito.
Se se mata o frango, também se pode matar o cão.
 
Porque a ideologia esquerdista leva à estagnação económica.
Por variadíssimas razões estudadas e comprovadas pela Ciencia Económica mas, para não perderem tempo, vou apenas falar do risco.
 
Para haver crescimento, novas ideias têm que ser implentadas.
Todos nós que fazemos alguma coisas na vida (e isto não se reduz à nossa vida), achamos que eramos capazes de gerir a nossa "empresa" como está a ser gerida.
Depois de irmos uma dúzia de vezes ao barbeiro já nos achamos capazes de cortar cabelo, de andarmos um anito no ginásio, já nos achamos capazes de ser personal trainers daquelas gajas boas, depois de alguns anos no nosso emprego, já sabemos fazer tudo em piloto automático.
Olhando para uma sociedade assim, em que cada dia se repete o que se fez no dia anterior, os patrões são dispensáveis.
O problema é que para haver crescimento económico e desenvolvimento é preciso que hoje, com o mesmo esforço, consigamos criar mais valor do que criamos ontem e isso está apenas ao alcance de alguns.
 
A economia é tal e qual a escola.
Olhando para as crianças no primeiro dia de aulas, nada as separa. Mas, começando os testes, há umas que têm suficiente e outros, aparentemente iguaisinhos aos demais, têm excelente.
Digamos que a mente das crianças, aquele tecido gelatinoso que está dentro dos seus crânios, numas crianças tem mais capacidade de resolver os problemas dos testes que nas outras.
Na economia é igual, há pessoas que têm mais capacidade de criar valor, mais capacidade inventiva, inovadora, de observar oportunidades de criar valor e de implentá-las de forma eficiente.
 
Mas inovar tem riscos.
Se é verdade que apenas uma minoria de pessoas é criativa, existe ainda o problema de o lançamento de um novo produto no mercado acarretar custos iniciais e pode resultar, com grande probabilidade, num fracasso o que implica um prejuizo para o seu inventor.
Então, se o produto tiver sucesso (i.e, se o novo produto for entendido pelos consumidores como algo com maior valor do que o bem que vem substituir), tem que haver uma margem para compensar o risco do fracasso.
Em termo de esperança matemática, sendo
  LPA= Lucro do produto antigo (lucro normal, aceitável pelos esquerdistas)
  LS = Lucro em caso de sucesso
  PF = Prejuizo em caso de fracasso
  ProbS = Probabilidade de sucesso
O inventor apenas lançará o novo produto se: 
    LS * ProbS - PF * (1-ProbS) > LPA
Se, por exemplo, a probabilidade de sucesso for de 5% então, o lucro de lançar com sucesso um novo produto terá que ser mais de 20 vezes o lucro aceitável pelos esquerdistas.
Sendo assim, quem tiver sucesso, ficará rico e será atacado pelos esquerdistas que se "esquecem" que essa inovação apenas aconteceu porque o individuo correu o risco de perder as suas poupanças num fracasso mais que certo.
Tal como na raspadinha, sem o engodo do prémio gordo, não há inovação.
E por cada raspadinha premiada há muitas e muitas que fracassam.
 
Porque a ideologia esquerdista leva à repressão.
Porque os esquerdistas nunca reconhecem que estão errados.
Quando a economia pára,os esquerdisa em vez de arrepiarem caminho, acham sempre que é preciso "aprofundar o processo revolucionário".
E esse aprofundar é retirar mais aos ricos e dar mais aos pobres.
É atacar os especuladores, os exploradores do povo e os populistas onde se incluem os seguidores do Fethullah Gülen, a Mary Le Pen e o Trump.
Como cada "aprofundamento" leva a mais afundamento, o povinho começa a ver que a coisa não dá resultado e os esquerdistas têm que se virar para um estado policial.
Os culpados de tudo são os especuladores internacionais, os americanos encabeçados pelo racista e sexista Trump.
 
Por falar no Trump ter ajudado as mulheres.
Na sociedade maxista em que vivemos é entendido que uma mulher para ter sucesso na vida tem que ser o mais parecido com um homem.
Mas as mulheres burras bonitas e sofisticadas não podem ter sucesso?
É isso que a Ivanka Trump quer dizer quando diz que o pai ajudou as mulheres.
As mulheres também podem ter sucesso pela sua beleza e têm que o assumir sem complexo de inferioridade.
Quem tem cão, caça com cão, quem não tem, caça com gato.
Um homem bonito também pode usar a sua beleza para ter sucesso na vida.
 
Fig. 2 - Se a Irina andasse tapadinha, tinha que fazer limpezas para ganhar a vida.
 
"As coisas demoram tempo a dar resultado"
Quando os esquerdistas veem a economia a desabar, pedem mais tempo.
Não é possível transformar a sociedade capitalista em que o homem explora o homem numa sociedade justa da noite para o dia.
Há muitos interesses a combater, há todo o sistema que é corrupto.
Agora até parece que sou presidente de um clube de futebol.
 
 
Fig. 3 - Se o Maduro fosse um democrata não haveria povo na rua a pedir eleições, ele próprio as marcava.
 
 
 
 
 
 


quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Hoje vou falar do problema da dor crónica

OK, todos nós já estivemos doentes.
Eu já estive doente, já estive muito doente, já familiares meus diretos estiveram doentes e mesmo morreram e, no entanto, fui sempre trabalhar. Mesmo naquelas noite em que não preguei olho porque a minha mãe não parou de gritar, às 7h30 da manhã meti-me no meu carrinho e fui dar a minha aulinha por "respeito aos meus alunos".
Um do problema mais graves da vida, muito mais que a falta de dinheiro ou de mulher (parece-me que as duas coisas estão intimamente ligadas!) é a dor crónica que é capaz não só de destruir o corpo (causa pressão elevada e contração do vasos sanguíneos) como levar a pessoa ao desespero mental.
Em tempos, quando gritava toda a noite, a minha mãe sofria muito, queria que eu a matasse, mas, depois, foi a um médico anestesiologista que lhe receitou "uns farrapinhos" (como a minha mãe lhes chama) que, colados nas costas, acabam com a dor.
a minha mãe tomava tramadol ma causava-lhe muito vómitos.

Pareceu um milagre. 
Eu não dava nada por aquilo mas colei na mesma 1/16 e esperei. Ao fim de um dia, a dor reduziu a quase nada e, ao segundo dia, dormiu descansada. 
Depois fui investigar.
Esses farrapinho têm um químico, buprenorphine, que se liberta lentamente ao longo do tempo, um emplastro liberta 35 micrograma por hora mas, no caso a minha mãe, 1/16 de um farrapinho foi capaz de acabar com aquela dores terríveis. 
As instruções foram, primeiro colar 1/16 e, a cada 24 horas, se a dor persistir, colar mais 1/16 até a dor acabar. Será essa a dose indicada para controlar a dor.

Mas o que é a buprenorphine?
É uma molécula sintética da classe do opioides que foi sintetizada pela primeira vez em 1969 e que, depois de ano e anos de testes de eficácia e segurança, deu origem há apenas meia dúzia de anos a este farrapinhos.
É da classe do opioides porque bloqueia uns recetores de dor específicos que temos no cérebro mas é muito mais potente e seguro que a morfina.
A segurança do analgésico vem a possibilidade de ocorrência de paragem respiratória e, neste ponto, a buprenorphine é muito segura. 

Vamos agora à ucranianasinha.
 Sofre de endometriose, o que lhe causa grande sofrimento em cada 20 dias do ciclo menstrual.
A endometriose afeta muitas mulheres e destrói a sua qualidade de vida porque ninguém consegue funcionar com tamanha dor.
Qual a solução que indicam à mulheres? 
Uns comprimidinhos de paracetamol (que na Ucrânia se chama  ацетамінофен - acetaminofeno)

Ma agora está a experimentar Trantec.
Um farrapo tem 20 miligramas de buprenorphine e é ativo durante muito tempo mas, porque se trata de um problema de difusão, a quantidade disponível no corpo aumenta até ao quarto dia e, depois,  começa a diminuir.
Estudando a semi-vida do buprenorphine dentro do corpo humano (uma média de 37 dias), aplicando 1/8 de um penso de 35 microg/h antes 4 dias do início da menstruação (nessa altura já começa a sentir dores ligeiras), é exatamente no quarto dia que a quantidade dentro do corpo é maior, para uma pessoa com 48kg, atinge 3,6 microg/kg de buprenorphine (ver, Fig. 1).


Fig. 1 - Evolução da quantidade de buprenorphine no corpo com 1/8 de farrapinho (48 kg de peso)
 
Até ao quarto dia esteve tudo bem.
Ontem à meia noite telefonou-me (bem dizia o meu amigo cego que hoje, sem telemóvel, não se pode ter mulher) a dizer que tinha muitas dores, não tantas como era normal mas, mesmo assim, não conseguia dormir.
Disse-lhe "Cola mais 1/8"
- Mas isso vai criar habituação - disse a coitadinha mas, como as dores estavam a aumentar, lá colou mais um bocadinho.
"E toma um comprimido de naproxeno porque só vais sentir o efeito deste novo farrapinho pela manhã."
Como não quis tomar o naproxeno que teria efeito em alguns minutos, só adormeceu às 3h da manhã.
Hoje de manhã ainda sentia alguma dor mas por esta hora já está completamente sem dor.

 Fig. 2 - Evolução da quantidade de buprenorphine no corpo quando se acrescenta 1/8 de farrapinho e se mantém o outro que já lá está há 4 dias (48 kg de peso)
 
Mas não deveria ter retirado o farrapinho velho?
Diz na caixa que sim mas é apenas para que a quantidade dentro do corpo não varie tanto.Retirando, fica mais previsível além de que, com o tempo, o penso descola (meti um adesivo por cima) e causa coceira.

Penso que já sei a dosagem certa.
Com 3 microgramas/kg no corpo consegue controlar as dores iniciais mas precisa de 5 microgramas/kg  para controlar o primeiro dia. Então, se começar 4 dia antes com 1/8 e reforçar com 1/16 passados 3 dias, vai chegar ao primeiro dia de menstruação com 5 microgramas/kg, quantidade que se vai manter estável durante 4 dias e acima de 3 microgramas/kg até ao dia 10 do ciclo (15 do tratamento).
Penso ser suficiente mas no próximo mês vamos ver. Tudo isto é um processo de tentativa e erro

 Fig. 3 - Evolução da quantidade de buprenorphine no corpo quando se acrescenta 1/16 de farrapinho e se mantém o outro que já lá está há 3 dias (48 kg de peso)

É bom e barato.
Uma caixa com 10 farrapos custa 41€ sem comparticipação pelo que, usando 1/8 + 1/16, estamos a falar de qualquer coisa como 0,80€ por ciclo mentrual para destruir uma dor impossível de tolerar.
Com participação normal custa 28€ e, para doentes com necessidades especiais, fica por 4,10€ (é preciso invocar na receita a portaria não sei quê).
A coitadinha começava por tomar 1 Benuron a cada 8 horas mas nos dias piores tinha que tomar um a cada 3 horas o que dava qualquer coisa como 70 comprimidos por ciclo, 3,5 caixas de 20 comprimidos. era uma custo de 10€ o que, para uma pessoa que ganha 100€/mês, é muita coisa.

Porque será que não se usa mais Trantec?
É talvez por ser um medicamento novo para o qual os médicos e família ainda não estão avisados e talvez também pelo preconceito de ser um opioide.
Temos todos que lutar para que a dor saia da vida das pessoas e o Trasntec é um milagre moderno para uma enormidade de situações complicadas.

Espero com esta informação poder contribuir para que milhões de pessoa com dor vejam a sua vida melhorada.
A tecnologia não serve apenas para fazer carros ou aviões mas também para criar moléculas que acabem com a dor, sem qualquer preconceito.

Já agora.
Precisei, disse o meu médico, de meter uns diazinho de baixa.
O esquerditas defendem tanto o direito dos trabalhadores e um deles é exactamente este!


quinta-feira, 15 de setembro de 2016

A bomba nuclear norte coreana e o défice abaixo dos 2,5% e o crescimento nos 1,8%

São tudo coisas que queremos acreditar.
Eu ainda quero acreditar que, um dia, aparecerá uma gaja toda boa, de olhos azuis, bater à porta do meu gabinete a oferecer-se para ser minha amante.
Todos queremos acreditar que a Miss Mundo vai terminar com as guerras e fome no mundo mas, pensamos depois, "Tu eras boa era para fazer aquilo que eu sei" (pensou o Trump e assim o fez).

Numa viagem de avião ...
O Sr. Comandante avisa "Tenho a dolorosa obrigação de vos avisar que ambos os motores pararam e, como estamos no meio de nenhures, o avião vai cair dentro de 10 minutos. Façam o que precisarem fazer pois as vossas vidas chrgaram muito brevemente ao fim.
Uma jovem bem jeitosa levanta-se e grita "Por favor, eu sou uma menina e eu não quero morrer antes de alguém me fazer uma mulher de corpo inteiro, fazer aquilo que vocês homens sabem"
Levantou-se um homem nos seus 30 anos e ofereceu-se logo "Vamos ali para traz que eu faço-a já uma mulher"
Chegados lá atrás o homem tirou a camisa, tirou as calças e disparou logo "Queres ser uma mulher de corpo inteiro? Passa isto a ferro e cuidado com o duplo vinco senão ainda levas no focinho."

Será que a Coreia do Norte tem a bomba atómica?
Nem pensar nisso. 
O problema da BA de hidrogénio tem uma dimensão mínima de 225 kt e uma verdadeira Bomba H tem uma potência na ordem de 15000 kt e a coisa que rebentou foi anunciado que estava abaixo das 10kt.
E foi anunciado que a explosão aconteceu exactamente ao mesmo tempo que um terramoto para não ser possível medir no exterior qual a verdadeira potência da anunciada bomba.
O bicho esteve à espera que acontecesse um terramoto e, pumba, foi ai que rebentou a bomba.



E porque será que toda a gente dia que acredita?
Para ver se o bicho se convence que estamos convencidos de que ele tem a bomba o que, talvez, o faça acabar com essa toleira de tentar fazer bombas atómicas.

O défice e o crescimento são outra brincadeira.
Já estou como o cigano que vende coisas a partir da carroça 
"O défice numa loja qualquer é 2,2% mas para para o estimado freguês não vai ser 2,2%, 2,3% nem 2,4%, vai ser mesmo 2,5%. Mas como o freguês me parece estar enteressado, faço um défice de 2,5% e um crescimento de 1,8% se levar os dois em conjunto."
Não vai ser nada disso e só não compreendo porque a UTAO teima em dizer que o défice vai ser de 2,6% e o crescimento de 1,0% quando nem perto disto vão estar. Mas vamos esperar para ver onde a coisa vai cair que será, naturalmente, na cabeça do contribuinte.

Será que a Sobretaxa do IMI vai cair só no "grande capital"?
Naturalmente que não pois, se os esquerdistas tributarem apenas os ricos, como só há meia dúzia, a medida não dá receita nenhuma.
Agora, vai ser tudo uma questão de definição de rico. Lembrem-se que, antigamente, ser rico era ganhar o Salário Mínimo Nacional (530€/mês, 14 meses por ano) mas que, no governo do Sócrates, isso foi alterado para o Índice de Apoios Sociais (419,22€/mês, 12 meses por ano). Sim sim, e foi esse mesmo do olhinho, o Vieira da Silva que reduziu o patamar de rico de 7420€/ano para 5030,62€/ano, uma redução de mais de 30%. 
Agora vai ser igual, vão cortar as unhas até  eu me tornar um exemplo de "grande capital" (eu tehnho mhais de cinhquenta mhil euhros no bahnco!).
 
Aghora, a quehstão da muhlher vinhda de leshte.
Vhou ter que mehter um haga no mehio de cahda palahvra pahra que eshta parhte do texhto não poshsa ser tradhuzida pelo guhogla.
Nhão é que apahrecheu meshmo umha jovhem, vinhda de um pahís do lehste, pahra tenhtar fazher-me fehliz? De cahsa dehla ahté ao mheu gabhinete tehve que fahzer quahtro mhil, duzhentos e dohze quilhomehtros.
A coithadinha tehm trinhta e um anhos, ohlhos cinzehntos claros que shão azhul mahrinho ao shol, pehsa quahrenta e sehte quilos, é dohutorahda em ecohnomhia e prohfessohra nuhma univehrsidahde ucrhaniana e, conhfessohu-me, dehpois de fahzer umhas conhtas ao câmhbio da horha, "nhão pohsso anhdar de auhtocharro porhque gahnho cehnto e thrês euhros pohr mhês."
Dihgo-vos qhue é em bhom e ahté cenhto e três euhros por mhês ainhda lhos pohsso dhar, pesno que sehrá fáhcil amohrtizha-los.
Fihquei meshmo com pehninha, a coitahdinha até me mohstrou a carhteira onhde tihnha tohda a sua forhtuna que pouhpou ao lonhgo de tohda a suha vihda, mehia dúhzia de nohtas de vinhte euhros.
O intehressahnte é qhue mhe cohnheceu neshte blohgue!  Diz que tradhuziu no guhgla e qhue, por parhtilhar das mihnhas idheias, decihdiu vhir phor ai abhaixo.
(Teshtei o tehxto no guhogla e a mhoça nhão vhai meshmo conhseguir trahduzir eshta pahrte) 


O mhais cerhto é acabarhmos arraçahnados um cohm o ouhtro, com umha dúzhia de fihlhinhos.

A Clinton tem uma saúde de ferro.
Andei a pesquisar na internete e até encontrei quem dissesse que tinha SIDA. Desde demência até embolia pulmunar, encontrei de tudo.
Já o Trump, tem a mulherzinha para atestar que "Estar tudo em ordem" (tahmhbém vehio de lehste).

O Bill Clinton também está caquético, sempre com a boca aberta. Deve ser a maldição Lewinsky!

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

A vitória do Trump e a derrota da CGD

Não acham estranho que o presidente mexicano tenha convidado o Trump? 
Sendo certo, segundo os opinion makers, que o Trump vai perder por muitos, para que se deu o Presidente Enrique Peña Nieto ao trabalho de convidar o Trump para uma "visita de estado" com direito a uma conferência de imprensa conjunta?
Será que o Nieto é louco ao ponto de atribuir alguma probabilidade à hipótese estrambólica de o Trump vir a ser o próximo presidente americano?
Para responder a esta questão, fui ao www.realclearpolitics.com ver como andam as sondagens a 2 meses das eleições (que serão no próximo dia 9 de novembro).

Desde março, foram apresentados 179 resultados.
Mas são sondagens muito diferentes. Umas são inquéritos num site, outras são o acompanhamento semanal de uma painel (fixo) enquanto que outras são perguntas feitas pelo telefone. Também umas têm s
o dois candidatos e outras têm 4.
Num primeiro passo, homogeneizei os valores considerando apenas 2 candidatos e dividindo a abstenção e os votos nos outros candidatos proporcionalmente pelos 2 candidatos.
Num segundo passo, fiz uma média móvel ponderada pelo tamanho da amostra (dividi por 10 as sondagens em sites por não terem o mesmo rigor estatístico), considerando o peso de 10% à última sondagem.

O que observo 
é que, desde abril (mês 4), as intenções de voto estão sempre a subir mas que há dois incidentes que causam um trambolhão, o primeiro, em princípios de junho (mês 6) e o segundo em finais de julho (mês 7). Também observo que em meados de julho o Trump ultrapassou ligeira a barreira dos 50%, altura em que o Obama foi dizer numa visita de estado que "o Trump não é adequado para ser presidente da América e é mesmo um perigo para a ordem e paz mundiais."

Fig. 1 - Evolução das sondagens americanas (Trump vs. Clinton, média móvel de 179 valores, realclearpolitics)

Afinal, o Trump pode mesmo ganhar.
Pois se olharmos para as sondagens, em abril a Clinton tinha uma vantagem de quase 10 pp, depois, foi oscilando e agora está com uma vantagem de apenas 2 pontos percentuais, vantagem essa que se está a esfumar muito rapidamente.
Lá para finais de setembro, o Trump vai ultrapassar outra vez a Clinton e, se não houver mais nenhum sobressalto, chegados a novembro, o Trump vai mesmo ganhar e ser o próximo Presidente dos Estados Unidos da América do Norte.

O que eu quero falar sobre a caixa Geral de Depósitos tem a vem com o Slimani.
Como todos sabem, o Slimani é um jogador de futebol que o Sporting "despediu" por 30 milhões €.
Quer isto dizer que, o Sporting para dispensar os serviços do Slimani, o moço teve que pagar 30 milhões €.
Agora, para a CGD dispensar um colaborador tem que lhe pagar, em média, 233mil€ por cabeça.
Sim, diz a comunicação social que estão guardados 700milhões € para despedir 3000 trabalhadores

O que será que vos diz esta comparação?
Que o Slimani produz mais do que o salário que estava a ganhar no Sporting e, pelo contrário, os colaboradores da CGD recebem mais ordenado do que produzem.
Assim, o Slimani era um activo para o seu empregador enquanto que os colaboradores da CGD são um passivo.

Será que a geringonça não tem o dever de proteger os contribuintes?
Fui fazer uma simulação para a indemnização por despedimento colectivo (ver, simulador). 
Um trabalhador que ganhe 3000€/mês e que tenha 20 anos de serviço, tem direito a 48458€.
Se eu fosse despedido (em despedimento colectivo, tenho 27 anos e 4 meses de serviço) teria direito a 88104€.
Sendo assim, que contas está a fazer a geringonça e qual o fundamento legal para, em média, ir entregar 233 mil € a cada cabeça?
Será que a Geringonça é livre de entregar o valor que bem entender a quem bem entender?
Eu penso que não, que tem que se limitar ao que diz a Lei pois, caso contrário, estaremos em presença do esbanjar de recursos públicos que pertencem a todos nós.

Será que eu mereço o ordenado que recebo?
Claro que não e prova disso é que no meu emprego estão mortinhos por me despedir e, mesmo assim, eu não me voluntario a sair dali.
Penso mesmo que, no dia em que eu deixar de lá aparecer, vão mandar foguetes ao ar e estourar garrafas de champanhe. Mas o problema é que se, por um lado, os esquerdistas me odeiam, por outro lado, como sou funcionário público, defendem os meus direitos. E eu tenho direitos.
E qual será o meu futuro?
O mais certo é atribuírem-me cada vez menos trabalho até que fique totalmente sem fazer nada, em casa, a receber o mesmo, incluindo o subsídio de refeição (já estive assim 20 meses). Assim como o meu professor Augusto Rocha e Silva que esteve anos e anos sem nada fazer mas que, infelizmente, acabou por não resistir e "morrer num acidente estúpido" (suicidou-se da mesma forma que o Primo Levi! Não acham muita coincidência ter também caído no vão das escadas?).

Fig. 2 - Primo Levi, à volta de 1950


Finalmente, as prioridades da minha vida.
Quando eu andava pelas igrejas, diziam-me que tinha que fazer um "exame de consciência" para, assim, identificar quais são as prioridades da minha vida.
Depois de muitos anos a pensar, cheguei à conclusão que a minha prioridade é ser feliz.
Não é ter amigos, ser simpático, trabalhar, gostarem de mim como colega de trabalho, ser uma fodilhão de renome, nada disso, é ser feliz, eu próprio.
Vem isto a propósito de uma crónica que li no fim de semana num jornal qualquer (quando eu me lembrar do nome, escrevo-o aqui) que dizia, em resposta a uma leitora, que ter filhos era uma perda de tempo. Imaginei logo que a crónica era uma confissão sobre a sua má qualidade da autora enquanto filha.

A minha mãe disse-me apenas uma vez ...
Meu filho, eu dei-te a vida e criei-te o melhor que pude para que, agora que estou necessitada, trates de mim. Se tiveres que deixar de trabalhar, deixa pois eu estou primeiro porque te dei a vida e esses não te deram nada. Além disso, não te agradecem e eu, além de te agradecer em vida, quando chegar ao Céu, vou pedir a Deu por ti.
E assim eu faço desde há 23 anos, no principio estando ela válida e hoje, acamada e sem dizer coisa com coisa.
Claro que a minha mãe tem mais 5 filhos cuja primeira frase, por unanimidade, foi "mete-a no asilo que já nem sabe onde está".
Mas, se eu disse, "estarei sempre aqui", não é agora que vou abandonar o barco.

A questão que eu coloca.
Mas não terá um filho a obrigação de deixar o seu trabalho e uns anos da sua vida para ser escravo dos pais quando eles disso têm necessidade?

Por oposição, há o filho de uma colega minha.
A mãe está um pouco aflita com falta de dinheiro e o filho, pelo contrário, está médico e a ganhar balurdios, diz ela que mais de 3000€ por mês.
Não é que a mãe, esganada de dinheiro, lhe está a dar 850€/mês para ele pagar a prestação da casa e ele nada mais diz que não seja "preciso de juntar dinheiro para me casa"?
Isto é o que na minha terra se chama um grande filho da puta, não no sentido de que a mãe anda na estrada mas no sentido de que, filhos destes, dá gosto abortar.



Que Deus vos ilumine e guie no caminho da descoberta das prioridades da vossa vida. 
E, depois, cortem a direito com tudo o que se meter no meio do caminho para a felicidade.
Maria Clara

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