terça-feira, 24 de outubro de 2017

O Costa à moda do Guterres

O Costa pediu ajuda ao Guterres.
O Costa, à moda do Sócrates, baseia a sua vida nos amigos íntimos.
Até numa escuta, num negócio de cobrança de uma dívida à Venezuela (que, no meu intender, não tem nada de criminoso), o Sócrates falou que "o Costa foi o número dois do meu governo".
Sendo que a sua vida foi pedir ajuda aos amigos, soube eu pelo CMTV que, depois dos fogos florestais, o Costa telefonou ao Guterres.
 
-Está lá? António? És tu António?
-Yes yes, who is talking? 
- Sou eu, o António, o teu amigo íntimo de quando usavas bigode.
- My friend? António Banderas?
- Não pá!
- António Seguro?
- Não pá, como dizem aí na América "dei cabo do Seguro" é o meu nome do meio, sou o António Costa pá.
- Aahhhhhhh, queres me dar os parabéns por eu ser melhor que o Ronaldo, pá?
- Também pá, mas é mais porque preciso da tua ajuda!
- Oh pá, não me peças nada que estamos a ser escutados pelo Correio da Manhã!
- Não é isso, quero-te perguntar como me posso safar desta merda dos incêndios. é que tu, quando caiu a ponte de Entre os Rios, safaste-te à grande!
- Isso é fácil. Primeiro, arranja um ministro que se vá embora e, depois, manda massa para essa merda, anuncia que vais dar milhões para tudo o que mexe. Deixa-te dessas merdas que o dinheiro não é teu. Eu meti logo 10000 contos para cada morto e mais uns milhões para obras.
- Oh pá, muito obrigado, vou então anunciar uns 4 milhões.
- Não sejas burro, anuncia 400 milhões e depois logo se vê, o povo esquece.
 
Será que as medidas vão servir para alguma coisa?
Vão servir para que, nos próximos meses (por ser inverno) mais ninguém diga que o Costa não fez nada.
Se vierem umas inundações, ataca com "são os efeitos dos incêndios do verão passado mas já tomamos medidas"e, não havendo nada, ataca com "já estamos a resolver os problemas".
Assim, até junho do próximo ano, por este lado não virá mais problema nenhum.
 
Qual é o problema dos fogos florestais.
Não é feita uma análise Custo-Benefício.
Tem que ser ponderado o efeito de cada euro que se gasta no combate aos fogos florestais e, sem essa análise, não se pode duplicar a despesa em meios de combate.
Estamos a proteger o quê?
Qual o ganho que temos por cada euro que se gaste em prevenção e combate aos fogos?
Como nada disto foi feito nem vai ser feito, tudo o que foi dito e feito será sem sentido.
 
Vejamos esta análise Custo-Benefício.
Resumidamente, um homem bateu numa mulher.
A mulher foi para o hospital mas nada de grande monta, não partiu dentes, não perdeu visão nem audição, não ficou manca nem com um braço diminuído.
A violência doméstica é punida com pena de prisão entre 1 e 5 anos mas, juntando Posse de Arma Proibida, Fraude Fiscal, Tráfico de Influências, Branqueamento de Capitais, Usurpação de Funções, Homícidio na Forma Tentada, Atentado à Auto-determinação Sexual, Sequestro e mais uma lista enorme de coisas de que o ministério público é especialista em fazer Copy+Past, as esquerdistas esganiçadas pediam que o homem apanhasse pelo menos 5 anos de cadeia.
O problema é que Portugal já é um dos países do Mundo com mais presos e ter um homem um dia na cadeia custa 50€ aos contribuintes pelo que, se o tal meliante estivesse preso 5 anos, teríamos que pagar mais 91250€.
Será que se justifica que nós contribuintes paguemos mais 91250€ porque um homem não gostou de ser corneado?
O juiz teve toda a razão.
O melhor  é mandar o corno em paz com o conselho "Para a próxima, arranje uma mulher muito feia a ver se não é novamente corneado".
 
Qual é o problema da nossa floresta.
É económico.
Um hectare de floresta rende 200€/ano e "limpar" o terreno de forma a evitar a propagação rápida dos fogos florestas custa entre 500€/ano (terreno plano) e 1000€/ano (terreno acidentado).
Porque é que o Estado não "limpou" o Pinhal de Leiria?
Porque as nossas autoestradas têm as margens cheias de vegetação alta?
Porque custa muito dinheiro cortar e, com o nosso clima, aquilo rebenta e, passados alguns meses,  volta tudo ao mesma.
 
Terá solução?
Como diz o povo, tudo tem solução, mais não seja, a morte.
Neste caso, também tem solução.
 
Questão importante: não interessa que arda menos.
Em média, todos os anos arde cerca de 1,5% do nosso território, cerca de 65000ha de matos e 65000ha de floresta.
No mato cresce vegetação rasteira (tojo e giestas) e arbustiva (loureiro, carvalhadas e, cada vez mais, alta e densa por causa das acácias).
A floresta é um mato onde alguns carvalhos, pinheiros ou eucalíptos conseguiram vingar, normalmente, com pouca densidade, menos de 100 árvores por hectare.
O que interessa não é que arda menos mas antes que, ardendo esta mesma área (ou até maior), o prejuízo causado seja menor e o custo de prevenção e combate também seja menor.
 
Fogo tático.
Pelas imagens da TV, os bombeiros deixam que os incêndios se propaguem de mancha floresta em mancha florestal pelas zonas de mato.
Então, o que é preciso é que em Março-Abril-Maio se queimem as zonas de mato.
Bem, era isto o que os pastores faziam!
Para isso é preciso que os bombeiros (ou empresas privadas certificadas) promovam e apoiem a queima controlada de mato, à força toda, nunca menos que 130000ha por ano.
 
 
Vejam esta conta.
Tal como a UE dá um subsídio de 400€/ha/ano para ter silagem, dá 200€/ha/ano para os terrenos de pastagem ficarem incultos, também pode subsidiar os matos que vão ser queimados, com 200€/ha/ano (que é a rentabilidade média conseguida na floresta).
Pagar 130 000ha de matos para queimar serão 26 milhões€/ano em subsídios aos proprietários que comparam com os mais de 200 milhões €/ano que se gasta em combate aos incêndios.
Parece-me mais produtivo e os donos dos terrenos ficarão muito mais contentes.
E nesses matos queimados, pode ainda surgir o pastoreio como actividade secundária.
 
Contra fogo.
Uma vez começado o fogo, tem que se usar contra-fogo de forma massiva e nunca bombeiros que mais aprecem baratas tontas, a arriscar as suas vidas com uma mangueira que dá umas mijadelas.
 
Não se pode aceitar que um incêndio atravesse uma autoestrada de 6 faixas, mesmo que ladeada por acácias.
 

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Tanto Estado e, afinal, o povo tem que se desenrascar?

Já não sei se esta geringonça é de direita ou da esquerda. 
Os de Direita, dizem que o Estado não pode tomar conta das pessoas. Como diz (ou pensa) o Trump, cada um que se aguente como puder, se está doente e não pode pagar por não trabalhar nem se esforçar, que morra longe para não pegar a peçonha.
Mas em Portugal, contra o neo-liberalismo, apareceu a geringonça a dizer que o Estado, com mais e mias impostos, vai resolver todos os problemas de toda a gente.
Não é agora que.em, face do falhanço do Estado nos incêndios, vem a ministra d administração interna dizer que "as populações têm que se tornar resilientes às catástrofes?"
Então para que são os nossos impostos? Para meter nas contas da Suíça do Carlos Santos Silva?

O Obamacare e a procura de trabalho.
O Estado Americano pode bem pagar a assistência médica aos pobrezinhos e desempregados mas a questão não é essa.
É que quem tem emprego, tem seguro de família e a falta de assistência médica para os pobrezinhos desempregados é apenas uma pressão para que procurem emprego.
Bem sei que os esquerdistas gostam muito de anunciar o "estado social" mas estão todos contentes por o pagamento do Subsídio de Desemprego estar a diminuir.
Porque será que o subsídio de Desemprego não é pago aos desempregados de longa duração?
Por é que a geringonça não estende o prazo do subsídio de desemprego?
Porque, se o aumentar, o povinho não procura emprego.

O assédio sexual.
É por todos sabido que, em igualdade de competência, as mulheres bonitas têm mais sucesso que as feias.
Naturalmente, têm mais sucesso porque se insinuam junto dos homens.

Faz-me lembrar uma adivinha.
Qual a diferença entre uma puta e uma esposa?
A esposa tem contrato sem termo.

Mas vamos ao Weinstein.
A sexualidade é uma vulnerabilidade dos homens e uma arma das mulheres.
Interessante que, quando subiram depois de se deitarem, nenhuma dessas mulheres disse que as prejudicadas foram as que não se deitaram e que elas passaram à frente.
Nenhuma disse "Eu consegui este papel no filme passando à frente centenas de pessoas melhores do que eu porque sou uma puta e descobri que o Weinstein é um fraco."
Porque é que essas mulheres não se puseram ao fresco?
Porque queriam o dinheiro e aquilo não se rompe.
Atacaram o coitadinho como antes atacaram o Dominique Strauss-Kahn ou o Carlos Cruz.
Nós homens temos que ouvir essas acusações com muita reserva e não embarcar na caça às bruxas porque essas mulheres não passam de umas putas.

O que terá a sexualidade de tão especial?
Nós vivemos num mundo perigoso.
A sexualidade é uma coisa como outra qualquer.
Um homem (ou uma mulher) sentir-se sexualmente atraído por uma mulher (ou por um homem), são coisas totalmente naturais e, se uma mulher se mete debaixo de um homem para subir na vida, isso é o pão nosso de cada dia.
O Weinstein tinha um negócio privado, onde metia os atores que bem quisesse e, se os filmes não prestassem, era ele que tinha prejuízo.
Se a fama dele era que se mandava às atrizes, que fossem para outros filmes, de outros gajos.

Imaginem os filmes pornográficos.
Não acham natural que, chegando lá uma atriz para fazer o casting, tenha que tirar a roupa fora e fazer uma cena adequada ao filme?
Se o produtor se meter em cima dela, será apenas para ver se a coisa enrola ou desenrola.
Vir depois a atriz dizer "Quero um milhão de euros porque fui engana. Como o filme se chamava "Mulher com boca divina", pensei que era para ler a Bíblia".

As férias.
Um casal de classe média/baixa estava na brincadeira e a mulher disse:
- Sabes amor, há tantos anos que não vamos comer a um restaurantes, já não tiramos férias há mais de 10 anos, gostava tanto de ir a algum sítio como a nossa vizinha!
- Mulher, realmente tens razão, também tenho andado a pensar nisso e penso que tenho a solução. A começar hoje, sempre que fizermos amor, meto uma nota de 5€ na gaveta e, quando chegar a Julho, vemos se o dinheiro dá para irmos a algum sítio.
Os meses foram passando e, chegado Julho, o homem lembrou-se que era tempo de ver o saldo da gaveta.
- Amor, é hoje que vou ver o dinheiro que temos para as férias, pelas minhas contas, se comermos sandes e fizermos campismo, dá para tirarmos 7 dias no Algarve.
- OK? Devemos ter dinheiro para passar um ano no Rio de Janeiro num hotel de 5 estrelas com tudo incluído. Abre lá a gaveta!
A gaveta lá tinha meia dúzia de notas de 5€ e muitas mais, dezenas, de 20€, 50€, 100€ e até tinha uma de 200€.
- Mas mulher, como é que tem aqui estas notas tão altas?
- É que nem todos são forretas como tu.

É como no meu judo.
Na minha primeira aula de judo eu achava que era forte, já tinha feito 3 anos de Kung Fu, tinha andado uns meses em Luta Urbana ...
Então, o Mestre mandou-me fazer um combatezito com uma mocinha que, na minha óptica, tinha um "bocadinho" de peso a mais o que, entre outros sítios, se traduzia numa mamas muito avantajadas.
O Mestre disse-me, e por isso é que ainda estou vivo, "quando não puderes respirar ou achares que o braço vai partir, bate com a mão para avisares a Mafalda".
Eu pensei "O Mestre está maluco, algum dia este moça me vai derrotar"
Começamos, ela no espaço de 5 segundos, manda-me ao chão e, quando dou conta, estou a asfixiar porque ela prendeu-me pelo cinto na posição Norte Sul (Kami Shio Gatame) e tinha metido as mamas em cima da minha cara tapando-me a boca e o nariz.
Eu bem tentei gritar mas não saiu nada.
Lá me lembrei de bater com a mão nas costas dela que parou. Senão fossem as palavras do Mestre ...

Mas vamos aos incêndios.
Naturalmente que os incêndios traduzem incompetência.
Quando ardem milhares e milhares de hectares, morrem dezenas e dezenas de pessoas e continua tudo na mesma.
Quando o presidente da liga dos bombeiros vem dizer que "a ciência não serve para nada no terreno, que venha quem vier, vai arder na mesma" e continua lá.
Se ninguém (que lá está) consegue fazer nada, naturalmente, seria tempo de dar lugar a outros.
E dar lugar à experimentação de novas metodologias de combate e controle dos fogos.

Os bombeiros fazer lembra os Vietcoms (uma arma dava para 10 combatentes) pois uma mangueira ocupa uns 10 bombeiros, todos a perder tempo, água e a exporem-se ao perigo de forma desnecessária e sem resultado

Vamos ao problema.
O incêndio tem uma Frente entre a área queimada e a área virgem.
A Frente tem chamas altas e a área queimada não tem chamas mas está em combustão lenta nas raízes e na madeira carbonizada, que vai durar horas a extinguir-se.
Quando os bombeiros atacam a frente, apagam apenas as chamas altas de forma que, se não ficar terreno livre entre a zona queimada e a zona virgem, passado um bocado, acontece um re - acendimento.
É um erro, é deitar água fora, tentar parar a progressão da Frente no meio do matagal porque vai tornar a arder.
Tem que se usar as estradas, caminhos, rios e outros locais sem vegetação para local de ataque à progressão da Frente.
Eu já fiz queimadas e isto parece-me elementar.
Não compreendo como milhares de bombeiros no terreno não compreendem isto, que estão a perder o seu tempo e a dar caminho livre aos incêndios.
Apagam e logo recomeça e volta a apagar e volta a recomeçar até que vem a chuva.

A Frente é muito quente.
Ninguém consegue fazer frente à Frente de fogo num dia de calor e vento.
Então, tem que se fazer um contra-fogo a começar no local onde existe a barreira sem vegetação.
Mete-se uma barreira com tecido que não arda e começa-se o contra-fogo à força toda.
E os meios, em vezes de tentarem apagar a Frente, ficam a controla a progressão do contra-fogo que é muito mais fácil de fazer que apanhar de frente com a Frente de fogo.
Isto, não é preciso tirar uma licenciatura em Proteção Civil para saber isto.
E não em venham dizer que é por causa das equivalências.

Isto vai cair nos mais desfavorecidos.
Quem é que vai apanhar com a fava do fogos florestais?
Os velhotes que têm um terrenito perdido no meio de nada.
Vão chumbar com taxas, impostos, multas e ainda com cadeia.

Sabem porque este fim de semana houve tantos incêndios?
E isto porque as Câmaras estão a mandar centenas de cartas a ameaçar "Ou limpam os terrenos ou apanham com uma multa que até lhes vão cair os dentes."
Os velhotes aproveitaram o anúncio de que viria um furação para queimar o mato.
E queimou mesmo, já estão limpos.

Qualquer dia!
Não estranhem se, qualquer dia, começarem a aparecer licenciados em Bombeiro com mestrado em Mangueirista e doutoramento em Ramos (a bater nas chamas).
Como dizia a minha mãe (Deus lhe dê muitos anos de vida) "Meu filho, arranja qualquer coisas no Estado que és tão malandro que não te safas em mais lado nenhum."
Bombeiro parece-me bom, meia dúzia de incêndio em que, se não fizer nada, será dito que nada poderia ser feito e, o resto do ano, a assobiar para o ar. E, depois, tem noites e horas extraordinárias.

A Mata de Leiria ardeu!
Então é culpa dos velhotes não limparem as matas ou é culpa do Diabo?
Como podem as mesmas pessoas que deixam as matas do Estado arder virem dizer o que os privados devem fazer para evitar os incêndios?

Dá para asfixiar

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Sempre conseguiram empurrar o Rui Rio

Dois anos para preparar aquele discurso? 
Muito pobrezinho.
Quem me chamou à atenção para a pobreza franciscana do discurso foi o meu amigo SP.
Primeiro, perder tanto tempo a tentar justificar a razão de, no passado, estar sempre a fazer peito para, depois, recuar com o rabinho entre as pernas.
Era a Câmara do Porto?
Mas em 2010, quando o Passos Coelho avançou depois da derrota da Ferreira Leite contra o Sócrates, ninguém adivinhava que, passado apenas uns meses, o Sócrates ia cair.
E o Rui Rio poderia ser presidente da Câmara do Porto e presidente, na oposição, do PSD?

Vamos para a esquerda!
disse ele.
Mas o que é isso de estar na direita e ir para a esquerda?
Mas a esquerda tem sido o voltar para trás, volta 43 anos parar trás para "as conquistas do 25 de Abril de 1974".
O Passos Coelho foi andar para a frente, a liberalização do mercado do arrendamento que levou à explosão do alojamento local e da reabilitação dos centros históricos com o turismo.
Será que o Rui rio quer fazer as coisas voltar ao primeiro semestre de 2008?
Será que o Rui Rio quer, tal como aconteceu em 1640 que voltaram a 1580, esquecer que o Passos Coelho existiu e voltar ao último dia do governo do Sócrates, a 21 de Junho de 2011?

O que o Rio deveria ter dito.
A Economia tem duas partes, a Produção e o Consumo.
A Produção são os empresários com o investimento e o progresso tecnológico, o abrir de novos mercados para a exportação, o captar turistas, e o fazer bens e serviços melhores e mais acessíveis.
O Consumo tem os funcionários públicos, os reformados e pensionistas e os trabalhadores.
Acontece que não pode haver melhorias no Consumo sem haver progresso na Produção.
Porque o Consumo tem muito mais votantes que a Produção, o governo populista do António Costa foca a sua acção política no Consumo desvalorizando a Produção e carregando-a com impostos.
É que há muitos mais votantes do lado do Consumo do que do lado da Produção.
Porque sabemos que não pode, no futuro, haver melhorias no nível de vida das pessoas sem aumentos na produção, no meu governo será dada mais atenção à Produção.
Bem sei que este discurso não é popular mas nós, enquanto políticos preocupados com o bem estar futuro de todas as pessoas, estamos aqui com a função pedagógica de demonstrar aos eleitores de que a política actual das esquerdas não tem futuro. 

Vamos ganhar em 2019.
Ao dizer isto, o Rio está a dizer que, na noite das eleições legislativas de 2019, quando se souber da sua derrota, vai sair borda fora.
O que devia ter feito era preparar o período pós-derrota dizendo:
O meu caminho nunca foi nem nunca será guiado por interesse eleitoralistas de curto-prazo mas por batalhas que levem ao bem comum.
Daqui até 2019 não posso prometer que, comigo ao leme do PSD, vamos conseguir mostrar aos eleitores que o caminho socialista está errado mas prometo que vou lutar para que isso aconteça.
Mesmo lutando muito pela verdade, muito provavelmente, em 2019 sofreremos um derrota. Mas teremos que lutar nem que seja por 100 anos pois acredito que, tal como em 2011, acabaremos por mostrar ao povo português que o caminho socialista apenas nos vai levar à pobreza.

E do Santana Lopes?
Apenas dizer que é mais um para queimar.
Quer palco para as presidenciais mas não é o sítio certo.
Mais uma vez, longas palavras para justificar porque deixou o Passos Coelho com as calças na mão em Lisboa, dizendo que estava a pensar avançar para logo dizer que "A Santa Casa, blá blá" para deixa-la passado poucos meses.

Vão voltar as Santanetes

Será que a Catalunha já é independente?
Os nossos esquerdistas defendem que a Catalunha tem todo o direito a fazer o referendo e que deve ser independente.
Porque será que se esquecem do exemplo de Tawain, um país com 24 milhões de habitantes, independente de facto há mais de 60 anos, com exército, governo e presidente democraticamente eleito e uma economia 2,5 vezes a nossa economia?
Porque será que se esquecem de tantos outros territórios por esse mundo fora como a Tchetchénia ou Cabinda?
É que, depois do casamento gay, do aborto, das ambulâncias e bombeiros para socorrer os animais feridos, a única "questão fracturante" que os esquerdistas identificam é a independência da Catalunha contra a austeridade da direita central de Espanha.

Se todos têm direito à autodeterminação.
Também os ciganos têm direito a fazer um referendo para a independência das barracas e o direito à contrafação.

Kisses friends,

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

As sondagens no Porto dão a vitoria a ...

Como sabem, saíram 3 sondagens sobre o Porto. 
Estas 3 sondagens dão muita proximidade entre o Rui Moreira e o PS com o PSD num miserável resultado.
O Rui Moreira ficou um pouco zangado (mas, veremos, não tem razões para isso) e o Álvaro Almeida um pouco triste, deve-se estar a lembrar dos 5-0 do Benfica contra o Basileia :-(.
Como é meu hábito vou pegar nas 3 sondagens, fazer umas contas e apresentar as minhas previsões para os resultados finais.
Eu já expliquei a metodologia num post (penso que há uns 2 anos, aquando das legislativas 2015) mas que não sei onde está, Se, no entretanto, o encontrar, meto-o aqui.
Com a informação disponível (não encontrei as fichas técnicas mas, provavelmente, se procurasse mais teria encontrado), as sondagens de base que vou usar são as seguintes.

Católica Antena1/Rtp CM/Aximage
RM 34,0% 34,0% 39,9%
PS 33,0% 34,0% 20,8%
PSD 13,0% 9,0% 13,0%
CDU 8,0% 8,0% 8,9%
BE 6,0% 7,0% 5,3%
N 1239 1100 900

Assumindo que 25% respondeu que não sabia ou não vai votar, obtive a mega-sondagem seguinte

RM 26,73%
PS 22,46%
PSD 8,73%
CDU 6,19%
BE 4,61%
Não sabe 31,28%
N 3239

Com esta mega-sondagem fiz um bootstrapping no R e obtive a seguinte distribuição de mandatos com a respectiva probabilidade (a bold, o mais provável):
Rui Moreira =>    4 (0,0%)      5 (53,9%)      6 (46,1%)
PS =>                  4 (43,8%)    5 (56,2%)      6 (0,0%)
PSD =>               0(0,0%)       1 (67,4%)      2 (32,6%)
CDU =>              0(0,0%)       1 (100%)       2 (0,0%)
BE =>                  0 (34,9%)    1 (65,1%)      2 (0,0%)

Ainda avaliei mais duas coisas
Probabilidade do Rui Moreira ganhar => 99,96%
Probabilidade do PS ganhar => 0,04%

Probabilidade de Rui Moreira mais PSD fazerem maioria
Rui Moreira + PSD =>    6 (28,7%)      7 (63,9%)      8 (7,4%)
                                        7 ou 8 (63,9% + 7,4% = 71,3%)

Acrescentei a sondagem da Eurosonadagens.
Acrescentei a sondagem da Eurosondagem na qual o Rui Moreira tem 40,8% de intensões de votos e recalculei a minha mega-sondagem

Catolica Antena1/Rtp CM/Axiomage Eurosondagens Perc total
RM 34,0% 34,0% 39,9% 40,8% 27,2%
PS 33,0% 34,0% 20,8% 30,8% 22,3%
PSD 13,0% 9,0% 13,0% 11,0% 8,5%
CDU 8,0% 8,0% 8,9% 6,9% 5,9%
BE 6,0% 7,0% 5,3% 5,4% 4,5%
N 1239 1100 900 836
NS/NR 25,0% 25,0% 25,0% 29,2% 31,6%

Depois, re-estimei os resultados que vieram sensivelmente iguais.
O Rui Moreira sobe aumenta a probabilidade de ter 6 vereadores (de 46% para 74%),
O PSD diminui a probabilidade de ter 2 vereadores (de 33% para 20%)
O BE diminui a probabilidade de ter 1 vereador (de 65% para 50%)
A probabilidade de RM+PSD terem maioria absoluta aumenta (de 71,3% para para 83,9%)

Rui Moreira =>    4 (0,0%)      5 (53,9%)      6 (46,1%)
4 sondagens         4 (0,0%)      5 (26,3%)      6 (73,7%)  Sobe

PS =>                  4 (43,8%)    5 (56,2%)      6 (0,0%)
4 sondagens         4 (43,4%)    5 (56,6%)      6 (0,0%)   Mantem

PSD =>               0(0,0%)       1 (67,4%)      2 (32,6%)
4 sondagens         0(0,0%)       1 (79,9%)      2 (20,1%)  Desce

CDU =>              0(0,0%)       1 (100%)       2 (0,0%)
4 sondagens         0(0,0%)       1 (100%)       2 (0,0%)   Mantem

BE =>                  0 (34,9%)    1 (65,1%)      2 (0,0%)
4 sondagens          0 (50,4%)    1 (49,6%)      2 (0,0%)  Desce


Probabilidade de Rui Moreira mais PSD fazerem maioria
Rui Moreira + PSD =>    6 (28,7%)      7 (63,9%)      8 (7,4%)     7 ou 8(71,3%)
4 sondagens                     6 (16,1%)      7 (74,0%)      8 (9,9%)     7 ou 8(83,9%)


Tabela de probabilidades combinadas, 4 sondagens (a bold, o caso mais provável)

                 PSD
             1             2
M   5   16,1%    10,2%
      6    63,8%    9,9%

Resultados efectivos.
No dia 1 de Outubro houve as eleições e as sondagens acertaram na vitória do Rui Moreira, os mandatos do PSD, CDU e BE foram o cenário mais provável.
Falharam dando mais ao PS e menos ao Rui Moreira do que se concretizou.

Rui Moreira =>    44,46% = 7 mandatos Significativamente acima das sondagens
PS =>                  28,55% = 4 mandatos   Dentro das sondagens, cenário menos provável
PSD =>               10,39% = 1 mandato  Dentro das sondagens, cenário mais provável
CDU =>              5,89 = 1 mandato   Dentro das sondagens, cenário mais provável
BE =>                  5,34  = 0 mandatos Dentro das sondagens, cenário mais provável

Rui Moreira + PSD =>    54,85 = 8 mandatos Dentro das sondagens, cenário menos provável



#Código R usado nos cálculos que pode ser usado e adaptado por quem quiser
Iter=100000

M<-rep(0,Iter)
PS<-rep(0,Iter)
PSD<-rep(0,Iter)
CDU<-rep(0,Iter)
BE<-rep(0,Iter)
vit<-rep(0,Iter)
M.PSD<-rep(0,Iter)

for (j in 1:Iter)
{
  d<-rep(1,5)
  C<-rep(0,5)
  #Amostra
  dados<- sample(1:6,3239, replace = TRUE, prob = c(26.73,22.46,8.73,6.19,4.61,31.3)/100)
#Com as 4 sondagens fica
#dados<- sample(1:6,4075, replace = TRUE, prob = c(27.17,22.33,8.54,5.92,4.45,31.59)/100)

  for (i in 1:5)
      C[i] <- length(dados[dados==i])/3239
#Com as 4 sondagens fica
#       C[i] <- length(dados[dados==i])/4075

  #Ver quem ganha
  if(C[1] > C[2])
    vit[j]=1
  else
    vit[j]=2
  #distribuição de deputados
  for (i in 1:13)
    {d[which.max(C/d)] = d[which.max(C/d)]+1
    }

  M[j]<-d[1]-1
  PS[j]<-d[2]-1
  PSD[j]<-d[3]-1
  CDU[j]<-d[4]-1
  BE[j]<-d[5]-1
}

#Estatísticas
table(M)/Iter
table(PS)/Iter
table(PSD)/Iter
table(CDU)/Iter
table(BE)/Iter
table(vit)/Iter
M.PSD <- M+PSD
table(M.PSD)/Iter



sexta-feira, 25 de agosto de 2017

A economia dos hosteis

Os pobres tinham os albergues. 
No antigamente, o turismo eram peregrinações em romaria a lugares santos, fosse Santiago de Compostela, Bom Jesus de Braga, Fátima ou mesmo Roma e Terra Santa, para pagar promessas de milagres já recebidos ou a pedir proteção e coisas impossíveis aos santos.
Etimologicamente, peregrino é "aquele que vem do estrangeiro" e romaria "é um grupo de romanos em viagem à Terra Santa".
Fosse um "Valha-me Deus" ou um "Nossa Senhora me salve"  dito numa hora de aflição ou um "Milagroso Santo António desencrava a minha filha" e já estava criada a obrigação de fazer a viagem.
Como as pessoas tinham que pernoitar em algum lado porque, garante o povo, "A noite foi criada pela Coisa Ruim para que lá possa andar o que não pode andar de dia" (i.e., as coisas demoníacas e as almas danadas), uma das obra de misericórdia corporais da Santa Madre Igreja é "Dar albergue aos peregrinos" para que possam pernoitar debaixo de telhado.

À noite, o diabo anda à solta

Notar que, realmente, não foi Deus quem criou a noite! 
"No princípio criou Deus o céu e a terra (...) [e, então,] "havia trevas sobre a face do abismo (...) [Depois] disse Deus: Haja luz (...) e fez Deus separação entre a luz e as trevas (...) e às trevas chamou Noite" (Ge 1:1-5).
Motivado por a Noite ter sido criado por alguém que não Deus, talvez a Força do Mal, e contra essa força Deus nada poder fazer, durante muitos séculos discutiu-se se Deus é realmente Omnipotente e omnipresente. E ficou a dúvida até que Espinoza matou Deus.

Continuando. 
Nos tempos das peregrinações, as casas eram fracas, mais barraca que outra coisa, pelo que o peregrino se contentava a pernoitar com muito poucas condições. Bastava pão de centeio com um caldo de couves e alguns feijões engrossado com farinha regado com um copo de vinho carrascão para jantar, um balde com 2 ou 3 litros de água morna para tomar um banho, um monte de palha para fazer de cama e uma manta grossa para quebrar o frio para se ter um albergue de 5 estrelas.
E havia quem prometesse ir a "pão e água".
Lembro-me dos anos 1970 em que toda a gente da minha terriola foi a Fátima a pé, a minha mãe foi 5 vezes para ver se Deus lhe arranjava forma de poder criar os filhinhos. Depois de caminharem todo o dia o máximo que as forças permitiam, uns 40 km, assim que a tarde começava a morrer, os peregrinos batiam às portas das casas a pedir guarida sabendo-se que iam ficar todos à molhada, muitas vezes numa garagem ou num casebre de apoio à agricultura. Se a pessoa fosse daquelas que diziam "Não posso minha senhora, já tenho tudo lotado", logo era obrigada a continuar com "mas duas casas ali ao fundo vai conseguir arranjar, pergunte pelo Senhora Maria do Céu que ela tem bons cómodos onde vão poder passar a noite e por pouco dinheiro, é uma viúva muito devota de Nossa Senhora".
Chegados lá e ouvido da boca da senhora o sim, imediatamente começava a negociação à moda do cigano. Por um lado diziam os peregrinos "Não podemos dar mais do que 10 paus por cabeça porque estamos muito falhos de dinheiro" para logo a senhora contrariar com "Não posso fazer por esse preço, o mínimo são 20 paus por cabeça mas dou-lhes uma sopa quente" para logo, depois de proposta e contra-propostas sem conta, acabar o preço nos 13 paus, com a prometida sopa quente e ainda, pela manhã do dia seguinte, uma sande de queijo e marmelada com uma aguadilha de café, tanta quanto quisessem.
Dormia tudo à lota, homens num quarto e mulheres no outro, às vezes em casas diferentes, uns com os pés para cima e outros com os pés para baixo, pelo menos 4 em cada cama. 
Como bem sabia aquele descanso depois de horas e horas a pisar os pés, muitas vezes descalços.
No dia seguinte, mal o galo cantava e o burro zurrava, o povinho punha-se todo a pé, engolia a tal sande com a beberagem e já estava pronto para recomeçar a marcha rumo à santidade.
Ir da minha terra a Fátima eram 4 dias, de Coimbra a Santiago de Compostela seriam 9 dias enquanto que ir de Coimbra à Terra Santa já não era para qualquer um, obrigava a 200 dias, isto só para ir pois ainda era preciso outro tanto para voltar a casa.
Como o peregrino ia em marcha, naturalmente, só ficava uma noite em cada lugar.

Agora há os hosteis.
Um hostel é a versão moderna da albergaria improvisada e o turista faz o papel do peregrino dos outros tempos.
O turista não vai em agradecimento de uma graça recebida nem à procura de santidade, vai apenas para gastar o tempo e meter umas fotografias no Facebook e no Instagram.
Cada cidade, terriola ou lugar tenta identificar uma particularidade mais que não seja o nome para aproveitar uma fatia do mercado do "Tenho que ir lá tirar uma fotografia no meu smartphone".
Não se aposta mais no mercado da repetição. Se há 500 milhões de pessoas na União Europeia com possibilidade financeira para fazer pelo menos duas viagem de avião por ano em low-cost, se conseguirmos que 10% desses visitem a nossa terriola uma vez na vida mesmo que apenas para a "fotografia", vamos ter 3500 visitantes por dia a precisar de comer e dormir.

Como se faz um hostel.
Pega-se num imovel qualquer, uma casa, um apartamento, um anexo onde antigamente se guardava forragem ou gado, esteja em bom estado ou não pois o típico também tem clientela.
Depois, metem-se uns beliches, um quarto com 13 m2 aguenta com 6 hóspedes (3 beliches de dois andares e um pequeno armário com 6 divisões).
Depois, basta uma casa de banho com chuveiro.

Num hostel cabem 6 num quarto mas, à escala de Auschwitz, caberiam 60 

Serão os hosteis a galinha dos ovos de ouro?
Pelo menos em Portugal, os hosteis estão a ser vítimas de um grande ataque por parte do governo  e autarquias esquerdistas com taxas, taxinhas e impostos e ainda uma campanha de que este tipo de turismo está a retirar as casas do mercado de arrendamento para habitação.
Vejamos se então a economia de um hostel.

Vamos fazer hostel num T3.
Destinam-se 2 quartos e uma casa de banho para mulheres (12 lugares) e 1 quarto, a sala e a outra casa de banho para homens (12 lugares). Fica ainda a cozinha para fazer os hospedes poderem fazer cozinhar qualquer coisa simples.
Transformamos um T3 com 100m2 num hostel com 24 camas, uma média de 4m2 por cama.
No mercado de arrendamento, este apartamento se bem localizado e numa razoável cidade custa pelo menos 600€/mês.

Qual o preço de uma noite num hostel?
Estive a ver no Booking.com e o preço ronda os 10€/noite.
Para hoje, encontrei os seguintes preços (o mais baratos):
Roma => 9 €
Madrid, Londres, Berlim, Lisboa => 10 €
Paris => 14 €
Moscovo e Kiev => 3 €

Que margem dá cada hóspede?
Lavar a roupa e passar os lençóis, fazer a cama e arrumar a casa gasta pelo menos 20 minutos de tempo de trabalho. A 6,00€/h são 3,00€ por dormida.
Depois, acrescenta a água, eletricidade e internet, 1,00€ por dormida
Ainda temos o custo do Booking.com que vou assumir como 1€ por dormida.
Dá uma margem de 5,00€/dormida.

Vamos à conta final do lucro do negócio.
Era bom se a ocupação fosse a 100%
Lucro = 30 dias * 24 camas * 5€/dia - 600€/mês = 3000€/mês
O problema é a taxa de ocupação
   20% => 120€/mês
   25% => 300€/mês
   30% => 480€/mês
Este lucro vai ser o pagamento para a pessoa que recebe os hóspedes (o hostel está aberto 24 horas por dia), zelar pela segurança das pessoas e dos bens.
24 camas já é um negócio grande, equiparado a um pequeno hotel e não dá nem o salário mínimo.
Só dá para um casal de chineses. A mulher faz as camas e arruma a casa (ai meu Deus, que estou a ser sexista) enquanto o homem lava e passa os lençóis e faz a segurança.
Já estão a ver porque é que em todos os hosteis está um chinês: é o patrão que dorme no meio dos hospedes abatendo 2 camas à lotação.

Aquilo do "livro para meninas" é uma perigosa loucura dos esquerdistas.
Se não pode haver descriminação de género, porque obriga a lei a haver casas de banho para homens e para mulheres nos establecimentos comerciais e industriais?
Porque há provas físicas diferentes para homens e para mulheres quando se candidatam à tropa, PSP ou GNR?
Porque é que a maior parte das lojas de roupa são para mulheres?
Porque é que os homens têm que usar fato escuro e gravata e as mulheres não?

E quanto será a taxa de ocupação?
Aqui é que está o problema maior.
Uma colega minha perguntou-me "O que achas de eu fazer um hostel? Herdei uma casa em Espinho com 8 quartos e gostava de rentabilizar aquilo".
Se consultarmos o Booking.com hoje às 22h, o mês mais forte do turismo, em Paris ou Londres, há N hosteis com vagas disponíveis.
Se nesses locais existem vagas, será que em Espinho se consegue uma ocupação média de 20%?
Eu ainda disse à ucraniana "Os teus pais podiam vir por ai abaixo e explorarem o hostel" mas a moça não tem cabeça, fez de conta que não ouviu.
Só dá para monhés.

Deixem os hosteis em paz.
Porque não são eles que estão a ter ganho por causa do turismo.
Quem está a ter ganho são os outros, cafés, restaurantes, táxis, e outros apoios ao turista, que exploram as massas que esmagaram o preço da estadia.
Assim, cobrar taxas é a esses e não às albergarias pois o 1€/dia que cobra Lisboa são 10% do preço de uma estadia e os 2€/dia que o Porto quer cobrar é uma aberração.

O hostel não dá nada mas ser muito bom viver em Portugal porque há muita caça

Finalmente, será que o MPLA ganhou as eleições em Angola?
Concerteza que sim e com maioria absoluta.
Será que o MPLA foi o partido mais votado nas eleições de Angola?
Se em 1992 o MPLA não conseguiu 50%, ia conseguir agora, depois de 25 anos de desgaste executivo, conseguir 61%?
Concerteza que não e perdeu por muitos.
Mas nunca jamais os esquerdistas, sejam angolanos, venezuelanos, cubanos ou portugueses, deixarão o poder podendo mantê-lo mesmo que por meios violentos.
Acontece é que os nossos esquerdistas ainda não atingiram esse patamar pois de democratas não têm nada.

Boas férias e tratem bem o chinês.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Fogos florestais: o progresso obriga à mudança

A "tecnologia" do incêndio florestal. 
As árvores são formadas por celulose (tem outras moléculas mas simplifiquemos) que é açúcar  polimerizado que oxida continuamente (é o normal envelhecimento da madeira e de tudo que é orgânico), libertando energia:
      (n)C6H10O5 + O2 => CO2 + H2O + Energia (4kcal/g)
Esta reação nas condições normais de humidade e temperatura é muito lenta, demorando milhares  de anos a oxidar uma simples folha de papel (que é feita quase integralmente de celulose).
Claro que existem fungos que conseguem realizar esta oxidação muito mais rapidamente (o apodrecimento) e mesmo animais (por exemplo, as térmitas) mas, mesmo assim, a oxidação ocorre de forma muita lenta e incompatível com um incêndio pois, a 60.ºC, os seres vivos morrem (acontece a pasteurização).

Aumentando a temperatura, a velocidade de oxidação acelera.
Se abaixo dos 100.ºC a oxidação é muito muito lenta, acima dos 300.ºC a celulose começa a decompor-se muito mais rapidamente em carvão (sólido) e em gases (simplificadamente, metano e monóxido de carbono).
      C6H10O5  + Calor => Carvão (C) + gases (CH4 e CO)
Quando mais elevada for a temperatura, mais rápida é esta decomposição que se chama "destilação".
Agora, o carvão arde ficando em brasa (a combustão mantém-se estável porque a camada exterior da "pedra" não deixa o oxigénio  entrar) mas os gases ardem muito rapidamente chegando a explodir.
A elevada temperatura, uma folha de papel que demoraria milhares de anos a oxidar, oxida numa fração de segundo.

Um incêndio é um "reator" com uma reação em cadeia.
Para que aconteça a decomposição da madeira, a temperatura tem que se manter acima dos 300.ºC o que acontece quando o carvão está a arder "por baixo".
Sem a temperatura fornecida pelo carvão, a madeira não liberta gases e não se transforma em mais carvão necessário para alimentar o "reator".
Os gases, porque atingem elevadas temperaturas, também ajudam a fornecer o calor necessário para que a madeira se continue a decompor.

 Fig. 1 - Esquema de uma fogueira ativa

A frente de fogo.
Tem a vegetação rasteira, muito fina e seca, a fornecer calor para que os arbustos e copas das árvores libertem gases inflamáveis que vão criar temperaturas muito elevadas (por irradiação) que ajudam a propagação do incêndio junto ao chão.
A dinâmica é favorecida em terrenos a subir e a favor do vento.



Fig. 2 - Esquema da frente de incêndio

Qual o efeito da água no "reator"?
A água arrefece o "reator" o que, por um lado, para a reação acelerada de oxidação do carvão e, por outro lado, evita que a madeira liberte mais gases combustíveis.
É semelhante a, quando no campismo fazíamos uma fogueira (bem sei que agora é proibido), ao efeito de espalharmos o material (deixaria de haver temperatura suficiente para a reação em cadeia continuar).

O contra-fogo é a tecnologia "inversa" à água.
Não arrefece a "reação em cadeia" na hora em que ela está a acontecer mas, queimando previamente parte da vegetação rasteira, deixa de haver densidade de combustível suficiente para que a temperatura atinja os valores necessários para que o fogo se auto-alimente.
Assim, quando a frente de fogo chegar a uma área previamente "tratada" com o contra-fogo, não consegue continuar.

Agora, a minha proposta para controlar os fogos florestais.
Usar água é pouco eficiente no combate aos fogos florestais porque:

A) A água tem pouca capacidade de apagar fogos o que obriga a transportar continuamente grande quantidades e a grandes distâncias (em camiões e aviões).

B) Tem que haver estradas até ao local o que é impossível porque a frente de fogo é dinâmica, e o transporte aéreo é muito caro.

C) O dinamismo da frente de incêndio obriga a que seja preciso repetidamente combater o incêndio (o que regamos agora de nada vai servir daqui a um minuto porque o fogo caminha para a frente).

D) Como a dinâmica é incerta, não é possível fazer um planeamento dos meios (os bombeiros têm que ficar à espera da chegada da frente de fogo).

Contra-fogo com uma tela de pano ignífugo.
Um pano ignífugo é uma tela feita em fibra de vidro, leve e barata, que serve de barreira à propagação de calor, chama e não arde.
Quando temos uma "estrada" estreita onde se vai fazer o contra-fogo, há o problema de haver um atravessamento ao longo da linha em chamas e ainda de o sapador sofrer muito calor.
O pano ignífugo vai fazer uma muralha com 3 metros de altura e uma extensão de 100 metros o que dá tempo para que a linha de contra fogo se afaste da "estrada".
Como o pano evita a passagem de calor, a necessidade de meios para evitar os atravessamentos tornam-se muito reduzidos podendo mesmo ser feito sem necessidade de água.
Naturalmente, eu proponho uma tela com 3 metros de altura e 100 m de extensão mas isso terá que ser determinado por experimentação no terreno.
Esta tela não será de difícil uso (mesmo com vento) porque pode ser usado na horizontal (deitada sobre o material a queimar).

Fig. 3 - Esquema de contra-fogo com tela ignífuga


Quanto custará a tela ignífuga?
Estive a ver uns preços e anda na ordem dos 5€/m2.
3 m x100 m = 300 m2 que custarão 1500€.
Pensando que terá um sistema de suporte e controlo (pegas, pilares e apoios), ficará nos 3000€.
E a tela pode ser usada vezes sem conta.

Na frente de fogo.
E tecnologia da tela ignífuga também pode mesmo ser usada como auxiliar das mangueiras de água na frente de fogo, situação em que será apenas necessário usar água no que passar por baixo da tela e não a apagar o fogo diretamente.

Fig. 4 - O contra-fogo faz-me lembrar que nem tudo o que está queimado é feio





terça-feira, 8 de agosto de 2017

Robôs: os novos inimigos dos esquerdistas

Como os robôs são máquinas ...
E como máquinas são capital e capital lembra capitalistas, ai está o inimigo público a abater pelos esquerdistas.
É o grande capital que vai tomar conta dos robôs e, com isso, tomar conta dos indefesos trabalhadores.
Por causa disso, mais impostos sobre o capital em particular, sobre os robôs.
Já uma taxa de 100€/mês sobre as máquinas de lavar roupa porque estão a destruir o emprego das mulheres de limpeza.

O que seria o homem sem tecnologia?
Há cerca de 5000 anos, no fim da idade da pedra, quando as pessoas viviam da recolha e caça, estimo que vivessem no território do atual Portugal continental um máximo de 3000 pessoas.
Essa população seria formada por famílias com 5 pessoas, 2 adultos e 3 crianças.
As famílias organizavam-se em clãs, cada um formado por 20 famílias.
E haveria uns 30 clãs espalhados pelo território que agora é Portugal.
Apesar de haver poucas pessoas, mesmo assim, passavam fome e necessidades materiais de toda a espécie, incluindo naturalmente, a doença.
Esta minha estimativa não tem fonte sólida (ver aqui) mas também pouco interessa para aqui.

Hoje somos 10000000 pessoas.
Hoje, apesar de viverem 3330 pessoas do território em que vivia apenas 1 pessoa, é inquestionável que  vivemos com muito mais qualidade de vida.
E isto não se deve ao facto de sermos mais inteligentes, fortes, altos ou bonitos que os nossos antepassados pré-históricos mas deve-se apenas à tecnologia e ao capital que se foram acumulando ao longo dos séculos.

Um pequeno modelo com capitalista.
Para compreendermos como funciona a nossa economia com especialização capitalista / agricultor vou apresentar uma pequena economia agricultura com apenas duas pessoas: o capitalista que produz "terra arável" e o agricultor que "cultiva a terra".
Será matematicamente muito simples e "estática" no sentido de que os indivíduos trabalham sempre 10h/dia.

Vamos à caracterização do meio ambiente:
1 - Inicialmente existe um baldio com 1000 unidades de área onde cada "recoletor" consegue obter 0,1 kg de alimentos por cada hora de trabalho.
2 - Se o baldio fosse transformado em "terra arável", nesses 1000 ua seria possível o "agricultor" produzir 1,0kg de alimento por hora (tecnologia proporcional).
3 - São precisas 100 horas de trabalho para transformar 1 ua de baldio em 1 ua de "terra arável".
4 - A "terra arável" regride para baldio à razão de 5% por ano.
5 - A "função de bem-estar", U, diz que uma pessoa vive melhor se comer mais (Y é a produção diária) e se trabalhar menos (T é o trabalho diário) segundo a seguinte relação:
  U = Y^0.5 - T^0.5
Atualmente trabalham ambos 10h/dia tendo um nível de vida igual a (1/10)^0.5 = 0,32

A especialização capitalista / agricultor.
Os recoletores reúnem-se e fazem um contrato em que um deles vai ser o capitalista (transforma o baldio em terra arável que passa a ser sua) e o outro vai ser seu empregado recebendo metade do que produzir como agricultor.
Depois de muitos anos de investimento, com 10h/dia de trabalho o equilíbrio atual é haver 730 m2 de terra arável onde o agricultor produz 7,3kg/dia dos quais recebe 3,65kg/dia de salário.
Agora, o nível de vida aumentou para (3,65^0.5 = 0,60

O capitalista demorou muitos anos de trabalho para acumular os 730 m2 de terra arável.
Inicialmente teve que trabalhar 20000h sem nada receber (endividar-se e passar fome) para poder ter os 200m2 que tornaram  a agricultura mais rentável que a recoleção. 
Depois, ainda teve que trabalhar muito mais até atingir os 730m2 de equilíbrio.
Claro que agora o agricultor esquerdista pode dizer "a terra arável a quem a trabalha" esquecendo que este capital apenas existe porque o capitalista trabalhou e poupou ao longo dos anos.
Se o agricultor expropriar metade de capital (para dizer que é justo) passando ambos a ser agricultores, não haverá nenhum problema no curto-prazo mas, o problema surge de cada ano 5% desse "seu" capital desaparecer até voltar tudo a ser baldio.

Vamos então aos robôs.
Um robô não é nada mais que uma máquina/ferramenta.
Se, inicialmente, uma máquina/ferramenta era uma vara endurecida na fogueira, depois uma pedra atada com cabedal a uma vara e por ai fora, agora um robô é o mesmo conceito mas tendo um computador como "cérebro". 
Um robô não é em nada diferente do cão domesticado que o caçador usava na pré-história: o cão acabou com a atividade de "batedor humano" com muita vantagem.
Mas que primitivo quereria que o seu filho fosse batedor humano?
Como exemplo de robôs temos a máquina de lavar roupa (que libertou a mulher da cozinha), o multibanco (que transfere dinheiro a qualquer hora do dia sem custos) ou uma máquina de soldar chapas (que diminuiu radicalmente o custo de ter um automóvel).

Será que os robôs vão acabar com os empregos?
Claro que não, isso é uma tontaria que a esquerda abraça e que está ao nível dos programas do canal História onde pessoas aparentemente sadias defendem que descendemos de répteis vindos do Espaço.

Os robôs vão acabar com os taxistas.
Isto é uma verdade como a canalização acabou com os aguadeiros (pessoas que vendiam água), as garrafas de gás acabaram com as carumeira (mulheres que cortavam caruma nos matos do interior para ser vendida nas cidades) e os tratores acabaram com os fazedores de carros de bois.
Mas não ouço ninguém a defender essas profissões talvez porque já passou algum tempo desde que desapareceram.
Vão acabar os taxistas e muitas outras profissões que conhecemos hoje mas isso é o normal progresso da humanidade, outras surgirão. Por exemplo, é do meu tempo o aparecimento dos portageiros nas auto-estradas e é do meu tempo o seu fim.
O certo é que cada vez teremos empregos mais agradáveis e onde seremos mais produtivos.

A próxima revolução está nos veículos sem condutor.
Já há veículos que circulam em auto-estrada sem condutor.
Parece pouco mas, mais do que transportar um passageiro que não quer conduzir, já permite que um camião vá de um "terminal TIR" até outro "terminal TIR" sem intervenção humana.
Isto vai ser uma revolução na logística, ser possível dizer a uma palete de carga "vai até ao terminal TIR de Estugarda num máximo de 36 horas" e pronto, ser a palete a "procurar" a melhor forma de chegar lá.

O trânsito nas cidades.
Aparentemente o problema dos congestionamentos dentro das cidades é haver muitos carros a circular.
Mas se repararem bem, o problema está nos carros parados e estacionados que ocupam bem mais de metade do espaço que deveria ser usado para a circulação automóvel.
O veículo autónomo (e que se deve vir a chamar apenas "autónomo" tal como o "veículo automóvel" se reduziu a automóvel) vai ter a capacidade de, sem ninguém lá dentro, desaparecer para se enfiar num estacionamento longe da vista.
Agora não em apetece escrever mais sobre isto mas pense como seria possível enfiar milhares de autónomos baixinhos em cavescom apenas 1,60 m de pé-direito, todos encostadinhos. Na área onde hoje cabe um automóvel estacionado, no futuro caberão 50 autónomos.

Eu tenho este robô em casa! Será que corro perigo de vida?







quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Serão os automóveis elécticos o futuro à nossa espera?

Como estamos de férias, tenho que falar de algo levesinho. 
Estive ontem um bocadinho na praia e posso garantir que as portuguesas estão com corpos muito bonitos.
Quanto aos homens, não reparei!
Será que é por causa do imposto que o Costa meteu nas bebidas com açúcar?
Quanto aos carros, a industria (ou a comunicação social) está a caminhar em dois sentidos que considero ter pouco potencial para melhorar as nossas vidas e poderiam concentrarem-se em algo mais valioso.

Será que os carros elétricos são o futuro?
Peguei na minha fatura deste mês, retirei os 3,02€ da "contribuição audiovisual" e calculei o preço da energia elétrica que foi de 57,23€ / 228kwh = 0,251€/kwh.
Pensando que a carga da bateria e descarga têm um rendimento aproximado de 80%, a energia de um veículo elétrico colocada na roda sem considerar o ISP (imposto sobre os produtos petrolíferos) é de 0,30€/kwh.

Vejamos o preço dos combustíveis fósseis.
Para podermos comparar com os automóveis que usam combustíveis fósseis temos que retirar o ISP.
Na primeira semana de Agosto o gasóleo está cotado a 1,663 USD/gallon o que se traduz em 0,37€/litro. Acrescentando despesas de distribuição e IVA teremos, sem ISP, um preço na ordem de 0,50€/l.
Cada litro de gasóleo tem 9,0kwh de energia e o motor diesel tem um rendimento de 35% (potência colocada na roda) o que dá 3,15kwh/litro.
então, o preço da energia produzida com gasóleo será de 
0,50€/litro / 3,15 kwh/litro = 0,16€/khw.

Não pode ser!
A energia na roda de um automóvel elétrico custa 0,30€/kwh enquanto que a energia na roda de um automóvel a gasóleo custa 0,16€/kwh.
O gasóleo custa metade da eletricidade.
O problema é a desinformação e os impostos (o ISP e o IVA sobre o ISP).
A gasolina fica um pouco mais cara, 0,22€/kwh, porque o motor tem menor rendimento mecânico.

Vejamos agora as contas apresentadas na comunicação social.
Os nossos automóveis têm uma bateria de chumbo com uma capacidade de armazenamento de 0,6 kwh que permite uma potência de 150w durante 4 horas, suficiente para um ciclista a circular a 20km/h em estrada plana. Assim, a nossa bateria totalmente carregada dá para percorrer 80km de bicicleta.
A bateria de chumbo tem como principal vantagens usar um material que existe em abundância na Natureza (o chumbo) e ter uma potência de pico muito elevada (750w) mas tem as desvantagens de o chumbo ser venenoso (é um metal pesado) e de pesar 13kg (1kwh por 20kg).
Em comparação, os carros elétricos e híbridos usam baterias de Lítio que é uma matéria-prima rara.
O ZOE, o carro elétrico da Renault, tem uma bateria 67 vezes mais capaz, com 40kwh cujo carregamento custará cerca de 12€ (um preço de 0,25€/kwh e um rendimento de 85%). 
Se compararmos com Gasóleo, esta bateria é equivalente a 12 litros de combustível que, sem ISP, custariam na ordem dos 6,00€.
O ZOE anuncia que consegue percorrer 400km com 40kwh o que se equipara ao anúncio de um consumo de 3,0litros/100km dos carros Diesel de gama equivalente.
Mas, como sabemos, o mínimo que consegui fazer no meu carrito 107 foi um resvalar de 10% (4,2litros/100km para um anúncio de 3,8litros/100km).

E ainda falta o preço, a duração e o peso.
A bateria de lítio pesa cerca de 10kg/kwh o que dá 400 kg para a bateria do ZOE (também tem baterias menores).
Mais peso quer dizer que o caro elétrico vai gastar mais energia!
Só permite cerca de 400 carregamentos totais e 800 carregamentos meios o que dá para 160000km se não houver resvalar muito grande no consumo.
A bateria é muito cara.

E o aquecimento?
Por cada kwh na roda, o motor diesel produz 2 kwh de calor à borliex. Assim, um carro diesel a 60km/h que gasta 3,0l/100km produz além dos 5,7 kw na roda, mais de 10kw de calor que pode ser usado para aquecer o interior do nosso automóvel.
Nos carros elétricos, o aquecimento vai roubar energia à bateria o que faz com que, nos dias frios no Norte da Europa, pelo menos metade da energia da bateria tenha que ser usada no aquecimento.
Assim, no Inverno o consumo duplica e a duração da bateria reduz-se a metade.

Será que a eletricidade não produz CO2?
Eu gasto mais ou menos 60 litros de gasolina por mês que precisaria de 160kwh de energia electrica.
Isso corresponde a 70% da energia que eu gasto em minha casa.

Dados actualizados.
Fui ver dados à wikipedia e diz o seguinte:
A autonomia de uma bateria de 40kwh é de 300 km (e não de 400 km).
A bateria custa 79€/mês para um percurso máximo de 12500km/ano, 40 cargas/ano, o que dá 24€ por cada carregadela mais os 12€ pela electricidade!
O peso do ZOE é de 1428kg que compara com os 912kg do Clio.

Concluindo?
Para já, veículo electrico eficiente terá que ser uma bicicleta porque os motores a explosão pequenos não funcionam bem.
O preço da eletricidade terá que ser muito menor, na ordem de 1/3 do preço atual, para que os automóveis elétricos se tornem competitivos face aos automóveis normais.
Não tem a ver com baterias nem com autonomia mas apenas com o custo do combustível que é muito mais barato se usarmos gasóleo.

Mais importante é o preço da bateria.
Uma bateria de lítio tem um preço com IVA de 300€/kwh, 12000€ num veículo com autonomia inicial de 300km (40khw e um consumo de 0,13khw/km).
A bateria vai perdendo capacidade. Se for substituida quando atinge 50% da capacidasde inicial, conseguem-se aproximadamente o equivalente a 750 recargas o que dá, numa bateria normal de 24khw  (que custa 7200€) qualquer coisa como 140 mil km.
Isto dá um custo da bateria (sem consumo de electricidade) ligeiramente superior a 5€/100km.
Assim, para os veículos electricos serem competitivos face aos veículos a conbustíveis fósseis (sem ISP), o preço da bateria tem que descer dos actuais 300€/khw para 100€/khw (que é o preço das baterias de chumbo mas que pesa muito mais, uma de 40kwh pesaria 1100 kg)
Só acho estranho ninguém fazer estas contas.
Será que estou enganado?
Que os investidores que meteram milhares de milhões de euros na Tesla estão malucos?
Lanço aqui o desafio para que os esquerdistas que anunciam que eu não digo coisa com coisa.

Cuidado com o Sol que é como o Amor, mata devagarinho.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

O modelo de combate aos fogos florestais está errado

🙏A floresta não rende quase nada.
As estatísticas mostram que a área florestal e de mato ardida tem uma média de 125 000 ha por ano o que representam 1,4% do território nacional (ver).
Estes 1,4% traduzem que um terreno arde a cada 70 anos.
Em termos económicos, se tivermos um pinhal de 10000m2 com 500 árvores com 30 anos avaliados em 4000€ (um rendimento de 133€/ano) e a madeira queimada perder 50% do valor, um seguro contra incêndio custará qualquer coisas como 30€/ano/ha.
Comparando com a despesa de "limpar o mato", é melhor gastar os 30€/ano no seguro pois este dinheiro só dá para 3 horas/ano de limpeza que não dá nem para aquecer a roçadoura.
Resumindo, em termos médios, um hectare de pinhal rende 100€/ano.
Para se ver quão miserável é o rendimento da floresta, para cobrir o meu custo salárial seriam precisos 650 ha de pinhal o que é uma enormidade.
E eu a trabalhar 24h por dia, 7 dias por semana não conseguiria limpar esses 650ha de pinhal de forma a evitar o risco de haver um incêndio florestal!
 
Fig. 1 - O meu custo salarial corresponde a um pinhal do tamanho de grande parte da Cidade do Porto
 
Gastam-se 200 milhões€/ano em combate florestal.
Se a floresta, como dizem, rende 1300 milhões €/ano este custo corresponde a 15% do rendimento da floresta o que traduz que o decisor político pensa que os meios de combate reduzem a área ardida em pelo menos 90%.
Vejamos de onde tirei este número.
Para ser economicamente racional, gastam-se os 200 milhões porque, se não se combatesse os incêndios, o rendimento da floresta seria inferior a 1100 milhões€.
  Rendimento Potencial sem incêndios = 1300/(1-1,4%) = 1320
Daqui tira-se que o risco de incêndio, x, resolve a desigualdade seguinte
  1320*(1-x) < 1100  <=> x > 1100/1320 - 1 =16,7%
A redução terá que ser de pelo menos 16,7%/(16,7%-1,4%) - 1 = 91,5%

Venham mais 4 aviões.
O Costa resolveu a guerra da propaganda encomendando mais 4 aviões com capacidade para combater fogos florestais.
Mas ninguém ainda deu conta que o modelo de combate aos fogos florestais está errado?
Que daqui a nada se gasta mais dinheiro a combater os fogos florestais que todo o prejuizo possível de acontecer?
Se um ha rende 100€/ano, como se pode obrigar os velhinhos do interior a cortar o mato?
E para quê gastar tanto dinheiro se o mato não tem qualquer valor?
 
Ordenar a floresta não é destruir o coberto vegetal.
Ordenar será dividido a zona florestal em favos e desenhadas "faixas de corta-fogo" onde, em caso de incêndio num favo, possa ser garantido que o fogo não sai dessa área.
Se os favos tiverem 1000 ha e a faixa de conta-fogo de 25 metros, teremos um desmatamento de 1,6%.
Naturalmente, o combate ao incêndio seria apenas na faixa de corta-fogo e o corta-fogo feito contra o vento e a subir.
Deixar os bombeiros à espera que a frente de fogo chegue é uma perda de tempo pois vai passar e um perigo de vida.

Fig. 2 - O contra-fogo deve ser feito contra o vento para "cortar" o caminho à frente de fogo.
Os bombeiros garantem com os auto-tanques que o contra-fogo não atravessa a "faixa de contra-fogo" o que é muito mais simples do que enfrentar a frente de fogo.
 


 Fig. 3 - Em terreno inclinado, o contra-fogo deve ser feito a subir (e contra o vento).
É mais fácil um contra-fogo em terreno acidentado (exactamente o mais difícil de apagar com meios convencionais) porque a inclinação ajuda a encaminhar o contra-fogo.
 
Será que alguma vez veremos corta-fogos?
Não acredito nisso.
Claro que deveria ser feito um ensaio de combate com contra-fogo massivo mas não temos governantes com estaleca para isso.
O que veremos é mais e mais aviões, helicópteros, autotanques e bombeiros.
E também veremos mais e mais incêndios florestais porque há cada vez menos pessoas nas zonas florestais e a floresta cada vez rende menos.
 
Fig. 4 - Só vos peço que não pensem mais em fogos e que descansem a mente com um pouco de ioga.
iooooooooooooooooooooooooooo
Que par de pés ;-)

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