segunda-feira, 23 de novembro de 2020

O congresso do PCP e as vacinas

Eu sou completamente a favor do congresso do PCP.

Se o PCP fez congressos com a PIDE em cima deles, cargas policiais, prisões e desterros para o Tarrafal, um viruzito lhes vá meter medo. Se os comunas não têm medo, as outras pessoas também não devem ter porque meter 600 pessoas no congresso é muito menos que os alunos de uma escola secundária. Diria mesmo que, pelas 7h da manhã, no Cais do Sodré se juntam mais de 600 pessoas e não vejo ninguém perder tempo de antena com isso. Até penso que o vírus não anda nos transportes públicos.

Se os comunas se querem juntar para se ouvirem uns aos outros, não virá mal ao mundo por causa disso.

Deixem os poucos comunas que ainda existem viver o resto dos seus dias à vontade.

O Chicão é politicamente um zero, mentecapto.

O moço não sabe o que há-de dizer. Conteúdo programático de direita, nem sabe o que isso é mas podia estudar e preparar-se mas não. Também poderia haver pessoas no partido, criar uma task force, um departamento de marketing político, que o aconselhassem, mas também não. Ligam a câmara, o rapaz vira os olhos para cima para ver se se recorda do que está no ar e repete de forma inflamada.

 

Estou muito pessimista relativamente às vacinas.

Bem, sempre estive pessimista.
Existem 2 problemas nas vacinas que estão ligados. O primeiro são as recaídas, as re-infecções, e o segundo é saber a razão porque há pessoas que a vacina "não pega".

As re-infecções tanto podem traduzir que, ao fim de uns meses, a nossa imunidade acaba como que existem várias estirpes de vírus em circulação e que a imunidade é apenas para uma estirpe.

Também a vacina não pega pode ser pela mesma razão, a existência de várias estirpes de covid-19.

Havendo várias estirpes, mesmo que agora a vacina conseguisse reduzir 99,9% dos casos, o 0,1% que representa uma estirpe minoritária vai começar a ganhar terreno. Se hoje é 0,1%, daqui a uns meses será 99,9% e o vírus terá ganho a batalha contra a vacina. 

As estirpes minoritárias podem ser mutações e "nascerem" a todo o tempo.

Erradicar a varíola foi fácil porque a imunidade é para todo o sempre e o vírus não tem mutações.


E como vai ficar a Economia?

Prevejo dias sombrios, piores que os enfrentado pelo Sócrates em finais de 2010 pelo que o Costa também não se vai aguentar.

Quando começar a ser preciso despedimentos (como os da TAP) e austeridade por não haver dinheiro (a bazuca da Europa é cada vez mais uma miragem), o Costa vai perder o riso trocista e vai-se abaixo.


segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Quem está esquecido e quer aparecer, malha no Chega!

O Chega é um partido liberal, logo, de direita.

O Chega! defende que a Economia deve ter por base Adam Smith, isto é, o liberalismo, em que existe  propriedade privada e estado de direito. Assim, o indivíduo tem o direito e a liberdade de fazer o que bem entender na procura da sua felicidade individual. Digo "sua" e "individual" para reforçar que o indivíduo (com os seus interesses e limitações - a restrição orçamental) é o centro da sociedade e não a sociedade em si, o colectivo, como defendem os esquerdistas.

O bem comum resultará de cada um procurar e conseguir o bem individual e não de o governo decidir o que é melhor para cada um de nós no melhor interesse da sociedade (sendo que ninguém consegue saber o que isso é, excepto as misses: acabar com as guerras e a fome no Mundo).

Por exemplo, terá lógica subsidiar todos os anos as empresas públicas de transporte colectivo de passageiros com mais de mil milhões de euros se as pessoas preferem andar de carro? Se gostam de subsídios, seria melhor reforçar o RSI (o Estado entrega às empresas públicas de transportes quatro vezes o valor que gasta em Rendimento Mínimo!!!!! sem contar com a TAP).


Os do PSD e do CDS esquecidos têm aparecido com uma copia da propaganda do António Costa.

São tão faquinhos de pensamento que nem conseguem criar insultos próprios. Precisam de ir buscar a cartilha que o PS criou de "partido xenófobo, racista, extremista e populista".

O último foi um meia leca, ex-qualquer coisa, desaparecido no nevoeiro, que vem atacar o Rui Rio por ter  conseguido o que já ninguém conseguia fazia há 24 anos: nos Açores, mandar abaixo o governo corrupto dos césares. Lembrando que o Estaline foi, na segunda guerra mundial, aliado, só quem não percebe nada de política é que pode afirmar que existem excluídos do processo de alianças com vista à vitória.

Será que já ninguém se recorda que o Rendimento Mínimo acabou por imposição do CDS de Paulo Portas para fazer parte do governo do Durão Barroso?  

Será que já ninguém se recorda que a Pena Máxima aumentou de 20 anos para 25 anos pela mão do Laborinho Lúcio quando fazia parte do governo do Cavaco Silva?

Ao longo do tempo, a direita foi-se transformando em socialista e, sendo o André Ventura uma pessoa de extraordinária inteligência, viu uma oportunidade recuperando os temas perdidos da direita.

 

O que eu penso da pena máxima.

Actualmente, não tem lógica nem capacidade de graduar o mal. Aplica-se a mesma pena de 25 anos a quem mata uma pessoa e a quem mata 100 pessoas.

Na pena deveria haver uma graduação, por exemplo, a pena máxima ser 50 anos e o homicídio ter uma pena de 40% da pena máxima "remanescente". Desta forma se um criminoso matasse uma pessoa, apanhava 20 anos,  50 * 40%, se matasse duas já apanhava 32 anos, 50 * 40% + 50 * (1-40%)*40%, e se matasse  3 pessoas apanhava 39,2 anos,  50 * 40% + 50 * (1-40%)*40% + 50 * (1-40%)^2*40%. Desta forma, no acto de loucura, o criminoso sentiria uma pressão para parar.

Depois, podia-se actuar ao nível da "pena suspensa" e da "liberdade condicional". Nos crimes leves seria preferível uma pena de 10 anos em que o condenado cumpria 1 ano e tinha 9 suspensos penas e nos crimes pesados, uma pena de 40 anos em que cumpria 10 e tinha 30 em liberdade condicional.

A pessoa que matou 3 pessoas, era condenada a 39,2 anos de prisão mas podia pedir "liberdade condicional" ao fim de 10 anos, por bom comportamento e por não oferecer perigo. Assim, ficaria livre mas sujeito a vigilância, se cometesse algum outro crime, poderia ser imediatamente preso para cumprir um pouco mais da pena.

É assim nos USA, por exemplo, condenam a 60 anos de cadeia mas só 20% é que são efectivos.

A diminuição da cadeia efectiva tem como objectivo poupar dinheiro aos contribuintes.


Eu sou a favor do rendimento mínimo mas deveria ter uma pequena mudança.

É um valor muito pequenino. Uma família de com 2 adultos e 4 crianças, sem qualquer rendimento, recebe 600€/mês (considerando 14 meses por ano). É muito pouco para pagar casa, água, electricidade, televisão, comida e transportes.

Considerando a despesa do estado, é muito inferior a 0,4% do total, muito menos do que o gasto na CP.

O problema é que desincentiva as pessoas de trabalhar pois, se um dos adultos trabalhar e receber o SMN, o RSI virá reduzido para 145€/mês (se estiver a trabalhar quando pede).

Uma alteração que faria seria abater menos quando a pessoa trabalha. Em vez de "descontar" 80% do rendimento, descontava apenas 40%. Assim, se o "homem" trabalhasse pelo SMN, o RSI viria reduzido para 473€.

Além disso, deveria ser feito um esforço para meter as pessoas a trabalhar mesmo que fosse na autarquia afazer qualquer coisa.

Os empregos públicos não devem ser para os mais capazes (que encontram emprego no privado) mas exactamente para os menos capazes. 

Uma ideia será empregá-los na linha de escolha e reciclagem de sucata e resíduos.

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

O PS só poderia manter o poder nos Açores com o apoio do partido "xenófobo".

Os esquerdistas estão de cabeça perdida.

Se olharmos para os comentadores, vemos finalmente (se é que havia dúvidas) que só há esquerdistas no espaço da comunicação social.

O argumento desses esquerdistas é que o Chega tem que ser contra a governação PSD+CDS+PPM de forma a viabilizar a governação PS+BE!!!!!!!!!!! Na mente desses broncos, o Chega! é tão estúpido que está  obrigado a uma constante guerra de irmãos, malhando na direita, para favorecer a governação corrupta da esquerda, onde ser familiar de alguém do PS é maior currículo que ter um doutoramento.

Interessante que eu também já tive essa argumentação :-) Disse eu que o PCP nunca iria apoiar um governo do PS contra o Passos Coelho pois isso iria condená-lo ao desaparecimento (como aconteceu um pouco por toda a Europa). Falhei na parte do "apoiar" mas parece que acertei no "desaparecimento".

Os esquerdistas enganaram-se e, agora, vendo o fim do seu reinado, não se conformam.

 

O Ventura não podia fazer outra coisa e o Rio fez bem em permitir uma saída para o Ventura.

O caminho mais fácil para o Rio seria o que o Costa ensaiou: vendo que o Chega! não podia viabilizar a governação corrupta do PS, atacava-o com a certeza de que teria o seu apoio. Mas não, avançou com um discurso de apaziguamento e o Chega! agradeceu e chegou-se à frente com um agradecimento à sua coragem.

Lembram-se do Costa ter dito que era tempo de derrubar o muro? Aqui está outro muro a ser derrubado.

O Chega! não é o Ventura, são todos os portugueses que votam nele, o Ventura apenas lhes dá voz. E esses milhares de portugueses também precisam de ser tratados com respeito. Se alguém que diz "Não gosto dos ciganos porque roubam" é xenófobo também excluir os portugueses que não gostam dos ciganos é xenófobo.

Se o comunismo matou milhões e milhões de pessoas e o Bloco de Esquerda e o PCP acham Estaline e Mao herói e defendem a sua ideologia (o fim do patronato e da liberdade individual em favor do colectivo), não vejo como um partido que não defende o Hitler pode ser apelidado de fascista.

 

Este sim, era o verdadeiro democrata.


O recolher obrigatório não vai resolver nada.

Os únicos países onde o número de novos positivos está a cair de forma dramática são o Brasil e a Índia.

Relativamente à semana com mais casos, o Brasil (26 de Julho) reduziu mais de 70% e a Índia (15 de Setembro) mais de 50%. Assim, estes países governados de forma caótica (na análise dos esquerdistas) estão a conseguir controlar a pandemia.

A Covid-19 mata pessoas? Mata. Mas será a solução fechar todas as pessoas dentro de casa?

Evolução da Covid-19 no Brasil e na Índia relativamente ao máximo de positivos (dados, wiki)


segunda-feira, 9 de novembro de 2020

A Covid-19 é terrível mas não se resolve com paninhos quentes

O pároco da minha terriola morreu de covid-19.

Bem sei que tinha 85 anos mas estava de boa saúde. Deu-lhe a covid-19, desenvolveu pneumonia e, em menos de uma semana, morreu. Fiquei triste mas tive o mesmo pensamento que quando a Dr.a Susana me disse "Tenho uma má notícia para si, a sua mãe acabou de falecer.", já não há nada que possa ser feito a não ser rezar pela sua alma. 

O problema dos problemas da covid-19 é que se espalha como fogo em seara seca, mata e nada pode ser feito para o evitar.

Bem, resolveria o problema se comprássemos comida para 30 dias e ficássemos todos, em todo o mundo, fechados em casa. Mas parece-me que isso não é uma solução que possa ser implementada. 


Se olharmos para a Koreia do Sul, onde todos usam máscara ...

A máscara e mais medidas diminuem a velocidade de aparecimento de novos contaminados mas não consegue derrotar o vírus.

No surto inicial, conseguiram reduzir o número de novos positivos a 7 casos por dia (Ponto A, 3-Maio); no segundo surto, já só conseguiram descer para 17 casos por dia (Ponto B, 18-Maio); no terceiro surto, ficaram-se pelos 29 casos por dia  (Ponto C, 01-Agosto) e; no quarto surto, ficaram-se pelos 71 casos por dia (Ponto D, 03-Outubro). 

Comparando com a nossa média de 5225, os 124 da Koreia do Sul são um número baixo mas o problema é que estão sempre a subir 1%/dia.

 

Evolução de novos positivos por dia (0 é o dia 15/02/2020, dados retirados da wikipédia)

 

A crise económica ainda não começou.

No primeiro confinamento, o impacto nas contas públicas foi na ordem dos 2000 milhões € por mês e, nos meses piores, o PIB caiu mais de 20% e que teria sido ainda mais se não tivessem sido os subsídios do Estado.

Agora, imaginemos que o Governo que que haja "apenas" 5000 novos positivos por dia e que por cada detectado existem outros 2 não detectados. Teremos crise para mais 2 anos.

Arranjará o Estado crédito de 50000 milhões de euros para manter o layoff simplificado mais 2 anos?

Será possível as discotecas, bares, hotéis, barcos turísticos, ginásios, centros comerciais, praias, blá, blá, blá ficarem fechados mais 2 anos?

Será possível a nossa industria de têxteis, vestuário, calçado aguentar com os centros comerciais europeus fechados?


Mas a vacina tem uma eficácia de 90%!

O problema é que o anúncio tem problemas.

Primeiro, decorreu muito pouco tempo. O anúncio refere que apenas na terceira semana de Novembra faz 2 meses que os voluntários levaram a segunda injecção. Assim, não se sabe o que acontecerá ao fim de 6 meses ou um ano.

Segundo, refere que há uma diminuição de 90% nos infectados com sintomas mas não dizem se também diminuiu o número de infectados sem sintomáticos.

Terceiro, em 44 mil vacinados apenas ocorreram 94 infectados com sintomas. Pensando que decorreram 8 semanas, dá uma média de 27 contaminados por 100 mil pessoas por semana o que é exageradamente baixo (Portugal está com 355).

Finalmente, as dúvidas não foram respondidas e ainda ninguém viu os resultados!

Parece-me um anúncio semelhante ao que fizeram os russos e os chineses, é só propaganda.

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Na América de Trump não se fala de crise nos hospitais!

Por a comunicação social transmitir duas mentiras.

A primeira mentira é que os USA têm muitos mais casos (corrigindo da população) do que nós. O facto é que, nos últimos 7 dias, tivemos 241 infectados por 100 mil habitantes enquanto que os USA tiveram 167.

A segunda mentira é que o Trump é um inapto. De facto, obrigou a GM a produzir ventiladores e os hospitais a reforçarem-se de forma que agora há camas mais do que suficiente para as necessidades.

Pelo contrário, por cá, o governo atira a culpas para as pessoas o que me faz lembrar o Salazar "Custa-me e é contra a minha vontade mandar bater nas pessoas e deportá-las para o Tarrafal mas a culpa é deles. Se  respeitassem os valores da família e os interesses do Estado, não seria preciso eu violar a minha vontade benévola." (meti aspas mas não é uma citação do Salazar :-).

 

Aqui, estou completamente de acordo com o Partido Comunista Português.

Não é com estado de emergência nem recolher obrigatório que se resolve a pandemia. Resolve-se pela existência de assistência médica, medicamentosa e hospitalar para todos o que dela precisem.

Se as pessoas não querem ficar fechadas em casa e o governo que foi eleito para cumprir a vontade das pessoas não se pode transformar no "bom ditador" e prender-nos em prisão domiciliária para "nosso bem".

No dia 13 de Março o Costa decretou o confinamento que durou 6 semanas. É verdade que esse confinamento permitiu que o R passasse para 0,85 o que levou a uma redução de 54 para 14 (positivos por semana, por 100 mil habitantes) mas o argumento foi que "precisamos de preparar o país para a segunda vaga".

Chegou agora a segunda vaga e de preparação, não existe nada, já estava tudo bem.

 

Precisamos de 15 semanas de confinamento.

Se se iniciar hoje um confinamento igual ao de Março-Abril, mantendo-se a tendência, daqui a 15 dias atingiremos um máximo de 450 e demorará 15 semanas a voltar a termos 14 positivos por semana, por 100 mil habitantes.

Nessa altura, em meados de Fevereiro de 2021, acaba-se o confinamento e a pandemia volta a crescer.


O Brasil, a Índia e os USA implementaram a política certa.

Na Índia e no Brasil, o número de novos positivos está em menos de metade do valor máximo verificado na segunda metade de Setembro. Não sabemos bem quantos casos tiveram mas, com umas contas que fiz, na Índia já terá havido 500 milhões de infectados e no Brasil 80 milhões.

Na USA a pandemia ainda está em expansão (porque ainda houve poucos infectados) mas prepararam os hospitais.

Agora, é aguardar porque não vamos ter vacina nenhuma.

 

O Tutancamon também morrer e não havia Covid-19

 

Eu penso que o Trump vai ganhar. 

Não é possível as sondagens estarem verdadeiras quando dão, desde a tomada de posse, que a grande maioria dos americanos não gosta do Trump.

Algo não bate certo.

Também só falta um dia para sabermos a verdade.


sexta-feira, 23 de outubro de 2020

O governo esquerdista vai derrotar o Covid-19 fazendo o TGV!!!!!!

O Trump é negacionista e maluco porque não ouve os especialistas.

O nosso governo esquerdista queria escolas com salas de aula maiores para os alunos estarem convenientemente distanciados, reforçar os hospitais e fazer mais médicos e enfermeiros mas os especialistas não deixam.

Dizem os especialistas que a solução está em fazer o TGV, reforçar os apoios à TAP e abrir mais uns buracos públicos.

Não sei que atracção têm os esquerdistas pelo TGV já que, assim que o povinho se distrai, atacam com isto. Seria muito básico e conspirativo eu pensar que estão à espera de comissões mas alguém consegue compreender esta obsessão?

 

Estamos pior que no tempo pior dos Estados Unidos da América.

Interessante a comunicação social esquerdista continuar a dizer que tudo nos USA e no Brasil são mal geridos pelos diabólicos Bolsonaro e Trump quando estamos com muito mais infectados que nos tempos piores desses 2 países.

A média da última semana dos USA+Brasil está com 105 positivos por dia por 100 mil habitantes enquanto que Portugal está com161.

Se temos hoje 3000 casos, para os USA que uma população de 328,2 milhões de pessoas estarem equivalentes, teriam que ter  96000 casos quando têm 69000.

Casos diários na última semana por 100mil habitantes (dados, wiki)

E os USA não têm confinamento.

 São os contaminados que vão acontecendo sem confinamentos, obrigatoriedade de máscaras, fechar as pessoas nos concelhos. E não há qualquer pressão nos hospitais americanos.

Se em Maio houve problemas com falta de camas e ventiladores, o problema foi totalmente resolvido nos meses de trégua.

Nós estamos na mesma!

Estão agora a refazer os hospitais de campanha que tinha desmantelado por o problema já estar resolvido.

E os mortos?

Os números não são comparáveis porque os critérios são diferentes e alteraram-se ao longo do tempo.
Há países com critérios mais abrangentes (basta ter no passado estado contaminado mesmo que morram atropelados) e outros com critérios mais restritivos (tem que estar positivo no dia da morte, ser saudável e ter morrido de pneumonia). 
Esta alteração de critérios justifica que houvesse milhares de mortos em Maio e actualmente haja centenas. Por exemplo, na Espanha a mudança de critérios fez com que a mortalidade diminuísse de 12% em Maio para 1,2% actualmente.
É desonesto comparar os países por mortalidade.
 
Olá Azar, o TGV sempre vai avançar, consegui convencer os pacóvios que andar no TGV cura o Covid-19.
 

sábado, 17 de outubro de 2020

Covid-19 : Já foram contaminados 73 milhões de brasileiros e 400 milhões de indianos.

Se os dados oficiais referem 5,2 milhões, querem saber como cheguei aos 72 milhões!!!

Olhando para os dados brasileiros, inicialmente o número de novos casos cresceu 35%/dia o que traduz uma taxa de reprodução de 1,35^5 = 4,54 (assumindo os dados espanhóis de que o ciclo de vida é de 5 dias). Este número traduz que, em média, cada pessoa contaminada vai contaminar 4,54 pessoas.

Entre o dia 20 e o dia 40 da pandemia, a taxa de reprodução caiu rapidamente de 4,54 para 1,34 (um crescimento no número de novos casos positivos de 6%/dia).

Desde então, a taxa de reprodução tem continuado a cair.

 

Fig. 1 - Taxa de crescimento diário de novos casos positivos ao covid-19 no Brasil (dados, wikipedia)
 

O que eu pensei.

Olhando o que diz a comunicação social, desde o dia 40 da pandemia não tem havido alterações nas políticas do Bolsonaro nem no comportamento das pessoas. O mesmo se passa na Índia. Então, a queda na taxa de reprodução tem que acontecer porque o vírus encontra mais e mais pessoas que estão imunes porque já estiveram contaminadas.

Vejamos um exemplo de como funciona uma epidemia. Uma pessoa contaminada cruza com varias pessoas ao longo dos dias e, porque espirra, tosse ou fala, liberta perdigotos que vão atingir algumas dessas pessoas. Estatisticamente, se a quantidade de perdigotos (a carga viral) for superior a um determinado valor, uma nova pessoa é contaminada. No dia 40 da pandemia, em média, o número de novos contaminados estava em 1,34.

Acontece que se parte das pessoas já tiver tido a doença, não vai ser infectado de novo, caindo os perdigotos em "saco roto". Se, por exemplo, 40% das pessoas com quem cruzamos estiverem imunes porque já estiveram contaminadas, então, o número de novos contaminados será de apenas 1,34*(1-40%) = 0,804 o que traduz que o número de novos casos diminui de dia para dia.

Se não houve alteração de comportamentos nem de políticas, então, a queda ao longo do tempo da taxa de novos contaminados traduz que cada vez maior percentagem de população já foi contaminada e está imune.

O R = 0 foi atingido no dia 170.

Isso traduz que no dia 170 desde o inicio da pandemia, meados de Agosto,  a percentagem da população brasileira que já tinha tido a doença e estava imune seria de 25%:

1,34*(1-X) = 1 <=>  (1-X) = 1/1,34 <=>  1- 1/1,34 = X <=>  X = 1- 1/1,34 = 25%

 E, desde meados de Agosto, mais pessoas têm sido contaminadas e, por isso, a taxa de crescimento de novos contaminados está em - 2,7%. Desta forma, calculo que já foram contaminadas e estão imunes cerca de 35% da população brasileira, isto é, 73 milhões de pessoas.

Por cada brasileiro que é testado e dá positivo, há mais 13 brasileiros que estão contaminados e que, ou porque não têm sintomas ou não podem ser testados, não são registados nas estatísticas.

Na Índia já houve 400 milhões de contaminados.

A evolução de novos positivos tem sido muito semelhante ao caso brasileiro. Depois de um período inicial de grande velocidade de propagação, por volta do dia 4o do inicio da pandemia, atingiu uma R igual ao brasileiro, de 1,34 (aumento de 6%/dia).

Ao dia 211 atingiu R = 1 (que no Brasil foi ao dia 170) e está actualmente nos 0,95 o que traduz que já 30% da população indiana foi contaminada e está imune. São então 400 milhões de indianos.

 

Por cada indiano que é testado positivo, há mais 53 indianos que estão contaminados mas que não foram testados. 

O número de contaminados não testados ser 53 quando no Brasil é de "apenas" 13 é razoável atendendo a que o teste tem um preço de 100€, mais do que o salário mensal da maioria dos indianos.

Fig. 2 - Taxa de crescimento diário de novos casos positivos ao covid-19 na Índia (dados, wikipedia)

A boa notícia é que, afinal, não morreram assim tantas pessoas e, a partir daqui, será sempre a descer.


sexta-feira, 16 de outubro de 2020

A obrigatoriedade de instalar o Satyaway covid é o princípio do estado policial

 Todas as ditaduras começam por uma boa ideia.

E todas essas boas ideias pretendem o bem comum do povo e são apelativas e correctas para a grande maioria da população. É uma boa ideia contra um Deus errado, que vai levar as almas para o Inferno, contra uma ideologia  que corrompe a juventude com a promessa da sociedade igualitária e justa ou contra uma doença mortal. O problema é que a boa ideia tem sempre falhas que, , quando se torna obrigatória de respeitar, obrigam a cada vez mais e mais obrigações.

Vejamos porque a obrigatoriedade de instalar o Satyaway covid é a semente da ditadura.

1) Vamos acreditar a 100% que actualmente a app mantém perfeito anonimato. Então, vai ser preciso que a polícia mande parar toda a gente e verifique no telemóvel se tem a aplicação instalada e a funcionar. Isto é impossível de implementar.

2) Para permitir a verificação policial sem revista, a app vai ter que quebrar parte do anonimato permitindo que um polícia, ao se aproximar de um qualquer telemóvel, receba no seu telemóvel por bluetooth se a aplicação está activa. Da mesma forma que inserem a matricula do carro a ver se tem estacionamento pago, Se não estiver activa, sai logo a multa.

3) Uma pessoa recebe o resultado "positivo" e, actualmente, é livre de o inserir na sua aplicação. Como quase ninguém insere, vai ter que passar a ser obrigatório. Aqui, vai passar a ser obrigatório inserir o resultado o que apenas é possível se se quebrar ainda mais a confidencialidade: o médico do médico "fala" com a aplicação e insere o código de infectado.  

4) Uma vez a aplicação comunicando que estamos em risco de estar contaminado, actualmente a pessoa não precisa fazer nada, ignora. Mas a polícia precisa saber se estamos em risco pelo que, finalmente, a aplicação vai ter que quebrar toda a nossa privacidade médica: vai dizer ao telemóvel da polícia se estamos em risco.

Depois das e-facturas e do Stayaway covid virá o Stayaway fuga fiscal.

Quando entrarmos num estabelecimento, a app vai comunicar às finanças que estamos lá e com uns algoritmos vai ser estimado o nosso consumo que será comparado com a e-factura.

Haverá outra app que vai controlar a velocidade do automóvel e passar logo a multa.

Onde é que eu já vi isto?

Terá sido num filme?

O Costa apenas se preocupa em transmitir a ideia de que a culpa não é dele.

No Brasil, a culpa é do Bolsonaro e nos USA a culpa é do Trump porque não tomaram as medidas que o nosso grande líder tomou por nós.

Mas essas medidas não deram em nada pois estamos numa trajectoria explosiva de casos.

Então, a culpa é dos alunos ERASMUS, das famílias, de o povinho não usar máscara na rua, de não instalar a Stayaway-covid.

Vai o Costa anunciar aos quatro ventos: "A minha política era a correcta mas o país não me deixou (obrigar a instalar a Atayaway-covid)"

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

As razões para o StayWay Covid ter falhado

Como já ouviram falar, há uma APP para smartphone para seguir o Covid-19.
Essa aplicação é simples.
O emissor de bluetooth,  tem um número único (de 48 bits), o bt-address, que emite sempre que detecta outro aparelho bluetooth. Um exemplo desse número, em hexadecimal, será 00:11:22:33:FF:EE
Em particular, os smartphones têm um emissor bluetooth e quando dois smartphones passam perto um do outro, trocam entre si a sua identificação.

O bt-address pode ser usado no marketing.
Imaginem uma pessoa que se aproxima de uma montra.
A loja capta o bt-Address guardando a hora e o tempo que a pessoa esteve em frente à montra.
No supermercado, com a ajuda das câmaras, pode ser registado por onde a pessoa passou e para onde olhou.
Um dia a pessoa entra na loja (com o seu smartphone) e é imediatamente emitido um "alarme" a dizer que a pessoa observou a montra sendo-lhe oferecido um "cupão de desconto" para as coisas que a pessoa observou.
Quando a pessoa chegar à caixa, é lido o bt-Address e, se a pessoa pagar com cartão multibanco, fica registado o seu nome.

Pode ser usado para coisas muito variadas.
Imaginem um cego que quer atravessar a rua.
Os semáforo emitem bip repetitivo que é incomodativo para quem vive perto. Como raramente p cego quert atravessar a rua, seria óptimo se o semáforo detectasse o bt-address do cego para ligar o bip.
Também uma pessoa de muletas pode ter mais tempo para atravessar a rua.

Mas vamos à aplicação.
1 = É gerado um número aleatório.
Quando a pessoa instala a aplicação no smartphone, é gerado um número aleatório, por exemplo 453.729.312.045.263.381, que mais ninguém sabe que é o nosso identificador.
Como este número é grande, fica garantido que mais nenhum smartphone criará um número igual.

2 = Quando dois telemóveis se aproximam.
Os smartphones trocam os números aleatórios. O telemóvel A fica com o número do telemóvel B e vice-versa e ainda é registado o tempo que estivemos próximos.
Na memória do nosso smartphone fica uma lista com todos os números aleatórios com quem cruzamos, com a hora/data.

3 = A comunicação de um caso positivo.
Se alguém ficar doente, insere o seu número aleatório numa base de dados.
Teoricamente, fica registado a nosso número aleatória mas nada mais sobre a nossa identificação.

4 = Verificação de casos positivos.
Regularmente, digamos que uma vez por hora, o nosso smartphone pergunta ao "dono" da App por todos os números positivos que foram registados nos últimos 14 dias.
Depois, vamos procurar na lista dos números aleatórios que guardamos se algum deles está lá e se o contacto foi maior do que 15 minutos.
Se estiver, somos avisados de que estivemos junto de uma pessoa contaminada.
 
A primeira falha é a não garantia de confidencialidade
Em teoria, a APP é totalmente anónima mas ninguém o verificou.
No software sensível como, por exemplo, de encriptação, a empresa disponibiliza o código fonte para que possa ser verificado por qualquer pessoa.
Ao não estar totalmente garantida a confidencialidade, as pessoas acabam por ter medo de instalar a app e, pior ainda, de introduzir o código quando estão positivos.

As pessoas positivas não precisam de ficar em confinamento.
Se a pessoa usar máscara, não tossir, falar ou espirrar, e guardar uma distância de alguns metros das outras pessoas, não existe qualquer problema em a pessoa com teste positivo fazer a sua vida normal.
Para "dominarmos" a covid-19 é preciso que todo e cada um de nós pense a cada momento que está contaminado e comportar-se de forma a não transmitir o vírus que está dentro de nós.
a pessoa, ao inserir o código de positivo, fica com medo de ser proibido de sair de casa.

Um dia o meu termómetro deu 37,7.ºC.
Também me doía qualquer coisa do lado direito, tipo o pulmão, e tinha tosse.
O problema é que no dia seguinte tinha que ir trabalhar.
Tomei 1g de Paracetamol, um Fluimucil e um omeprazol (poderia ser refluxo) e fui dormir.
No dia seguinte, levantei-me, medi a temperatura que deu 36,3.ºC e lá fui, com o cuidado de não me aproximar de ninguém.
Até poderia estar contaminado, não faço ideia, mas por causa do efeito psicológico de ficarmos doentes assim que pensamos que estamos doentes, não podemos parar assim que a aplicação nos diz que estivemos perto de alguém positivo.
Eu já estive relativamente perto de uma pessoa contaminada mas não fiquei em quarentena, fechado em casa. Tomei cuidado extra para não contaminar ninguém.
 
A segunda falha é a app dar pouca informação.
Dizer "Esteve, nos últimos 14 dias, a menos de 2 metros e por um período superior a 15 minutos de  uma pessoa que testou positivo" é muito pouco.
Essa pessoa positiva com com nos cruzamos estava de máscara?
Terá sido num local fechado ou ao ar livre?
Havia alguma coisa entre nós, por exemplo, uma divisão de acrílico?

A app deveria ter um contaminometro!
Esse contaminometro é uma escala de 0 a 100 onde o zero traduz risco muito baixo e o 100 risco muito elevado de termos sido contaminados.
Ao longo do dia, vamos metendo informação no nosso smartphone, com maior ou menor regularidade. Por exemplo, dizer "metemos a máscara" / "tiramos a máscara", "entramos num espaço fechado", "estamos em espaço aberto".
Agora, quando nos aproximamos de outro smartphone, fica registado se temos máscara, se a outra pessoa tem máscara, se estamos num espaço fechado ou aberto.
Também deveria estar registada a idade e se pertencemos a um grupo de risco.

A terceira falha é ser assumido que os portugueses são trafulhas.
Para dizer que está positivo, tem que haver um processo borucrático com a intervenção de um médico.
Acontece que, porque as pessoas instalam a app para seu benefício próprio, não se dão ao trabalho de inserir no sistema que estão positivas.
O problema deste cientístas do INESC é não saberem que é mais grave não haver dados do que haver dados com erro.
Putura e simplesmente, a pessoa deveria ter toda a liberdade para inserir "Estou doente" e mais algum detalhe relativamente a esta informação como "Tenho teste positivo" // "Não fiz teste".
No caso de "Não fiz teste" acrescentar "Tenho febre de 39,4.C", "Tenho tosse", "Tenho falta de ar", etc.
Também, quem não fez teste, poderia dizer "Disse há 3 dias que poderia estar contaminado mas já me sinto bem" ou "Disse que estava doente há 3 dias, fiz hoje teste e deu positivo".

O cálculo do contaminómetro usará inteligência artificial.
Com toda a informação, é possível usar "aprendizagem supervisionada".
Assim, a "supervisão" acontece quando uma pessoa insere no sistema "Estou contaminado com teste positivo".
Em função do dados de todos os utilizadores, será calculada uma "probabilidade" para nós em função dos nossos dados e de todas os contactos que temos registados.
O contaminómetro vai ainda dizer o que devemos fazer.
Se podemos sair de casa, ir trabalhar, fazer compras ou se devemos ir ao hospital.
Nos casos que o contaminómetro considere complicados, o nosso smartphone contacta um call-center para falar connosco.

E a informação falsa?
Isso faz parte de todo o sistema de previsão. Má informação é melhor que ausência de informação porque os sistemas de análise conseguem separar o erro da verdade.
Havendo milhões de dados continuamente a entrar, a inteligência artificial vai conseguir fazer melhor do que com meia dúzia de "bons dados".
Além disso, continua a haver "erro" que é os positivos não inserirem essa informação.

Se a stayaway covid fosse assim...
Muitas mais pessoas instalariam e colocariam informação pois, ao inserir dados, estavam a receber um serviço personalizado.

No entretanto, ultrapassamos a China em número de casos positivos.
Existe dúvida sobre o número real de contaminadas na China  não por darem dados falsos mas por as pessoas serem obrigadas a ficar 14 dias em confinamento sem serem testadas.
Isso acontece em toda a parte pelo que Organização Mundial de Saúde afirmou que já deve haver 800 milhões de contaminados apesar de só terem sido detectados 35 milhões (ver).
Comparando os positivos identificados, já temos mais do que a China e sempre a subir.
 
Número de casos positivos em Portugal (pontos azuis), dias desde o primeiro caso (2 de Março 2020).
Linha de tendência a vermelho (dados da DGS, grafismo do autor).








sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Bejamos porque é uma loucura os outros bancos financiarem o Novo Banco.

Para um banco funcionar tem que ter capitais próprios.

O capital dos bancos é metido pelos accionistas e, grosso modo, serve para proteger os depositantes do risco de falência do banco. 

Os bancos regulam-se pelo acordo de Basileia 3 que, grosso modo, obriga a que exista 6% de capital próprio relativamente ao volume de negócios (que se chama O Activo).

Se, por exemplo, a CGD tem um activo de 90 mil milhões de €, terá que ter um mínimo de 5400 milhões de euros de capital próprio (metidos lá pelo proprietário, o António Costa).

Se os negócios do banco derem para o torto, isto é, concederem créditos a Berardo ou ao Vieira, é o capital próprio que vai ser "roubado" e não os depósitos das pessoas.


Porque não pode o Novo Banco conceder crédito ao Novo Banco?

Na essência, é isto que os inteligentes do Bloco de Esquerda querem.

Se consolidarmos os bancos, somando todos os seus balanços, os créditos e participações cruzadas têm que ser anuladas para não haver "capital falso".

Vamos supor, hipoteticamente, os bancos BA e BC, cada um com 100 mil milhões de activo. Então, é preciso haver 6 mil milhões € no capital de cada banco, no sistema um total de 12 mil milhões €.

Agora vamos supor que o BA mete 4 mil milhões € no BC. Neste caso, apesar de em termos contabilísticos  6 mil milhões € em cada banco, em termos consolidados, já só existem 8 mil milhões €.

No limite, se o BA meter 5999 milhões € no BC e o BC meter 5999 milhões € no BA, em termos contabilisticos está tudo bem mas, consolidado, o sistema só tem 2 milhões € de capital.

Se um dos bancos falir, vai todo o sistema falir porque não existe capital em lado nenhum para acomodar as perdas.

O capital de um banco (ou de uma emrpesa) não pode ser crédito de terceiros pois esse capital existe para assumir o risco de perdas e os terceiros não estão avisados de que estão a assumir esse risco. Por semelhança, foi o que aconteceu aos Lesados do BES: carregaram-nos com perdas que eles não estavam à espera. Muito menos, pode ser crédito de outros bancos porque colocaria em risco de falência de todo o sistema bancário (e não respeitaria Basel 3).

Sim, os outros bancos que emprestem ao Novo Banco
 

Os esquerdistas podem dizer as maiores barbaridades que logo são assumidas por verdade.

Vou dar um exemplo de uma manipulação que a comunicação social tem andado a passar relativamente a hidroxocloroquina, as afirmações do Trump e um estudo publicado no JAMA.

O Trump disse que, como os casos mais graves de Covid-19 resultam de uma reacção inflamatória exagerada por parte do nosso sistema imunitário, um anti-inflamatório irá reduzir a severidade dos sintomas.

Como a hidroxicloroquina é um anti-inflamatório muito potente, as pessoas infectadas tomarem esta droga será positiva.

O estudo do JAMA, usando 125 pessoas divididas em 2 grupos semelhantes, verifica que em ambos os grupos houve um total de 4 contaminados. Daqui concluiu que a hidroxocloroquina não diminui o risco de a pessoa ser contaminada.


São duas coisas diferente.

Uma coisa é a hidroxicloroquina diminuir a severidade dos sintomas nas pessoas contaminadas.

Outra coisa é a hidroxicloroquina diminuir a probabilidade de a pessoa ser contaminada.


Vejamos uma comparação para compreenderem bem a diferença.

Quando temos gripe, tomar benuron diminui os sintomas e as consequências da doença.

Mas tomar benuron todos os dias não diminui a probabilidade de virmos a ter gripe.

Juntar tudo no mesmo saco não se deveria chamar a isto Fake News?

Não porque vem da esquerda contra a direita.

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

A dinâmica da bomba atómica e da covid-19

Aparentemente, covid-19 não tem nada a ver com a bomba atómica.

Haverá quem pense "a bomba atómica mata muita gente e a covid-19 também" mas a ligação entre estes dois fenómenos é diferente pois tem a ver com a dinâmica, tem a ver com o r.

Em ambas, por um lado, quando existe maior proximidade, o r é maior e, por outro lado, quando o nível de actividade é maior, a proximidade torna-se menor e, consequentemente, o r.


Como funciona uma bomba atómica.

Os átomos de Urânio 235 "explodem" naturalmente mas muito lentamente. Assim, se tivermos 1400 milhões de átomos, em média, um átomo explodirá a cada ano. Nessa explosão, será libertada energia e 3 neutrões.

A bomba atómica precisa de velocidades de explosão muito mais elevadas o que pode acontecer porque, quando um átomo de Urânio 235 adormecido é atingido por um neutrão, este explode quase imediatamente (ao fim de 10^-14 segundos) libertando energia e 3 novos neutrões.

Quando algum desses novos neutrões atingir algum novo átomo de Urânio 235, haverá uma nova "micro-explosão".

A probabilidade de um neutrão atingir um novo átomo será tanto maior quanto mais átomos houver e mais juntos estiverem.

Na figura seguinte representamos cada átomo por um ponto. Podemos ver de forma gráfica que, quando a densidade é menor (parte de cima), a probabilidade de um neutrão colidir com um átomo é menor do que quando a densidade é maior (parte de baixo).


Vamos então ao R da explosão nuclear.

Se tivermos R=0,99, quer dizer que se 100 neutrões atingirem um átomo cada um, estes explodem libertando 300 neutrões que vão conseguir atingir 99 novos átomos. Desta forma, a radioactividade natural vai ser ampliada 100 vezes, 1/(1-0,99), mas não há explosão.

Se tivermos R=1,01 a bomba vai explodir. Em menos de 1 segundo, sendo possível manter este R, os átomos explodem em cadeia. Esta grande velocidade de ampliação da radioactividade natural porque o ciclo de vida da reacção é muito curto (em apenas 1s, acontecem 100000000000000 ciclos).

 

 A dificuldade da explosão nuclear é manter os átomos juntos.

 Primeiro, o R tem que ser muito maior que 1 (o máximo teórico é 3) para a reacção continuar mesmo quando parte do combustível já explodiu. No máximo haverá reacção enquanto houver uma percentagem X de combustível que garantam que R.X > 1. Por exemplo, se R = 1,5, teremos X > 67%.

Depois, uma vez iniciada a explosão, o material da bomba vai expandir o que leva a que a reacção pare.

Assim, além de ser necessário ter, inicialmente, um R elevado, é preciso incluir a bomba numa esfera de aço com 20cm de espessura que seja capaz de conter a expansão da bomba.

Mesmo com 20 cm do aço mais resistente do mundo, apenas é possível manter a expansão durante uns milissegundos e, por isso, apenas uma percentagem muito pequena do combustível acaba por ser utilizado na explosão.


Vamos agora ao Covid-19.

Pegando nos dados iniciais (quando não se sabia que existia a doença), fiz umas contas obtive que a taxa de reprodução, o R, é 10 e o ciclo de vida é de 5 dias.

Quer isto dizer que, se hoje houvesse 10 contaminados, amanhã já haveria 16 contaminados e, ao fim de apenas 5 dias, 100 contaminados.

Mas a dinâmica  é muito semelhante à bomba atómica. Quando há muitos novos casos (e a severidade é elevada), as pessoas afastam-se e tomam precauções o que leva a que o R diminua. Pelo contrário, quando o número de novos casos diminui (ou existe pouca severidade), as pessoas aproximam-se e relaxam as precauções.

Desta forma, a dinâmica terá oscilações. Quando baixa o número de novos casos, há aceleração na propagação e quando aumenta o número de casos, há desaceleração na propagação.

 

Novos positivos diários de Covid-19 e linha de tendência a vermelho onde vemos as ondas (dados, DGS)

 

Estou cada vez menos preocupado.

O número de positivos está em máximos de sempre mas, se no início pouco me preocupava, agora estou mesmo no nada.

Eu ando no judo que é uma actividade classificada como de alto risco de contágio.

Andamos ali ali agarrados uns aos outros e, um dia, recebi um email a dizer "Urgente". Telefonei e um deles, um gordo barrigudo, tinha dado positivo. Foi visitar a mulher ao hospital, fizeram-lhe o teste e deu positivo.

Pensei eu, vamos ficar todos contaminados mas não. Não aconteceu nada.

E o gordo voltou, decorridos 14 dias, e diz que não lhe aconteceu nada. Que se não tivesse ido ao hospital não tinha sabido que estava contaminado.

Ficou contaminado e novamente descontaminado sem ter sequer uma pequena constipação, nada, absolutamente, nada, nem um peido deu, nada.

 


As normas das DGS para as escolas estão erradas.

Diz a DGS que os jovens na escola têm que manter distanciamento entre eles e usar máscara enquanto que em casa ou quando estão com quem vive com elas não precisam dessas cautelas.

Mas deveria ser exactamente ao contrário, segmentando a população por idades e não por agregados familiares.

Assim, junto com outros jovens, fosse na escola, no desporto ou nas discotecas, não deveriam usar máscara mas em casa, quando estivesse com pessoas com outras idades, deveriam manter distanciamento social e usar máscara.

O covid-19 não tem qualquer efeito negativo nos jovens pelo que, o mais inteligente, é deixar que se contaminem todos.

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

A "Educação para a Cidadania" é própria de um regime ditatorial

Educação para a Cidadania é uma disciplina do ensino básico.

Sendo obrigatória dos 6 anos de idade até aos 15 anos, pretende formatar o pensamento da criança no sentido que alguém acha como positivo para a sociedade, no sentido da maioria.

O problema desta disciplina é que as disciplinas que formatam o pensamento e os valores das crianças (e futuros adultos) de acordo com o que pensa a maioria são próprias de regimes políticos ditatoriais da esquerda à direita, como o fascismo, nazismo, salazarismo, leninismo, estalinismo ou maoismo e de correntes religiosas.

Ainda este ano, milhares de pessoas foram presas, torturadas e mortas por querem pensar de forma desadequada seja na Venezuela, na Bielorússia ou na Síria.

Hoje mesmo fecharam os tempos da IURD em Angola, por as pessoas terem um "errado" pensamento sobre Deus.


O pensamento não é o mesmo que a acção.

 Uma pessoa é formada pelo pensamento (que vive dentro do seu cérebro) e pela acção (que vive no exterior do corpo).

A acção ainda pode ser privada (que tem impacto apenas em si próprio ou em quem o quer) e pública (que tem impacto nos outros).

Desde que a Inquisição queimou milhares de pessoa apenas pelo os seus pensamentos, sem a pessoa realizar qualquer acção, a civilização veio reconhecer a liberdade de pensamento.

Não estando provado que exista alguma relação entre o que uma pessoa pensa em termos filosóficos/religiosos/estéticos e a sua valia como cidadão, jamais devem as crianças ser formatadas para o pensamento da maioria.

 

Vejamos alguns exemplos.

Vou apresentar aqui alguns exemplos que essa disciplina pretende retirar da cabeça das pessoas. 


Um casal homossexual.

Num país islâmico cortam-lhes a cabeça. Claro que achamos isso terrivelmente errado porque a sua acção é privada não tendo impacto em mais ninguém.

Agora vamos supor que alguém, por razão religiosa, cultural ou outra, pensa que a homossexualidade uma aberração da natureza mas que nada faz quando se depara com a situação.

Porque é que esta pessoa deve ser perseguida e normalizado o seu pensamento no nosso mundo livre? Estamos a ser iguais aos islâmicos mas do outro lado.

 

Alguém pensa que as mulheres são inferiores aos homens.

Pensa isso mas vamos supor que se fez médico especialista no cancro da mama salvando, no seu trabalho, muitas mulheres.

De que interessa o que ele pensa quando está a tratar de uma paciente?


Os ciganos.

Vivem em Portugal há pelo menos 500 anos e falam a língua que se falava em Portugal há 500 anos, parecido com o que nesses tempos escreveram Gilves Vicente ou Fernão Lopes.

Porque temos que obrigar as crianças ciganas na escola primária a ter aulas em português moderno?

Porque é que os ciganos não podem lutar pela preservação da sua "algarviada"?

O que a História mostrou.

Que as inovações disruptivas aparecem de pessoas com pensamento diferente da maioria.

Galileu pensava, contrariamente à maioria, que a Terra andava à volta do Sol.

Einstein pensava, contrariamente à maioria, que o povo judeu era o povo eleito por Deus.

Steve Jobs pensava, contrariamente à maioria, que era possível ter um computador em cada casa e, posteriormente, que o telemóvel poderia ser multi-média.

Na música, pintura, escultura, literatura, filosofia, na ciência e mesmo na paz, os prémios nobel são pessoas que pensam de forma diferente da maioria, que são capazes de ver soluções onde a formatação do pensamento da maioria só vê problemas.

 

Acabar com essa disciplina.

 Por tudo o que a História nos mostra, também sou a favor que essa disciplina acabe.

Oscar Wilde foi condenado e acabou por morrer por pensar de forma diferente da maioria


sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Aumento de Covid-19: A culpa é do Trump e do Bolsonaro

Como todos sabemos, o número de positivos está a aumentar.
Se na segunda semana de Maio, depois de um confinamento de 8 semanas, conseguimos diminuir para 200 por dia o número de novos positivos ao Covid-19, no entretanto, estamos no triplo desse valor, aproximando-nos rapidamente para valores recordes.
Essa subida foi paulatina, cerca de 1%/dia, interrompida que se começou a notar claramente a partir da segunda semana de  10 de Agosto.
Em Março, os esquerdistas garantiram-nos que "Se fizermos confinamento durante umas semanas, a doença desaparece". Para provar esta tese, os esquerdistas apontaram "O que se observa no Brasil e nos USA causado pelos negacionistas da ciência, populistas, demagogos e imbecis Bolsonaro e Trump."

Agora que é evidente a cada dia que passa que essa tese esquerdista estava errada.
Mas os esquerdistas não desarmam, avançam o argumento que ouvi ontem no judo de que "A culpa de os nossos números estarem a aumentar é dos negacionistas da ciência, populistas, demagogos e imbecis Bolsonaro e Trump."
Se o confinamento permitiu atingir em Junho na média da França e Espanha uma velocidade de contágio de 4 positivos semanais por 100 mil habitantes enquanto que na média dos USA mais Brasil estava em 60, desde então, a situação está muito mais controlada nos países americanos.
Mas como pode tudo o que os esquerdistas fazem, seja o Costa ou o Sanches em Espanha, estar bem feito com os números a aumentar?
Na média da França e Espanha os números estão a duplicar a cada 19 dias, 3,8%/dia.
Como pode tudo o que o Bolsonaro e o Trump fazem está mal se os números estão a diminuir por lá e já estão abaixo dos valores europeus?
Na média da França e Espanha os números estão a cair a metade a cada 64 dias, -1,1%/dia.

Fig. 1 - Evolução do número de casos positivos na última semana por 100 habitantes na Espanha mais a França e no Brasil mais os USA (dados, wiki, infograma do autor)

 

Vamos aos números em Portugal.
Estão a aumentar.
Se considerarmos todo o período desde o fim do confinamento (Fig.2, linha tracejada a azul), um uma pequena queda em Julho para "inglês ver", então, o número de novos positivos está a aumentar 1%/dia, a duplicar a cada 74 dias!
Se considerarmos que a queda de Julho foi verdadeira (Fig.2, linha tracejada a vermelho), então, a nossa situação é bastante pior pois os novos positivos estão a crescer 4,1%/dia, a duplicar a cada 17 dias, na ordem de grandeza da Espanha e da França (que estão a duplicar a cada 19 dias).
 

Fig. 2 - Evolução do número de novos positivos por dia em Portugal desde o confinamento (dados, DGS, infograma do autor)


E o que fazer agora?
Complicado, os esquerdista vão ter que reconhecer que os negacionistas estavam certos. 
Cada vez mais, o nosso Costa repete o discurso que o Trump iniciou em Março, "Our country wasn’t built to be shut down. This is not a country that was built for this.”
Fazer o mesmo mas dizer que estão a fazer exactamente o contrário.
Não é orçamento retificativo, é orçamento suplementar.
Não é austeridade é rigor orçamental.
Não é negacionismo da ciência, populismo, demagogia e imbecilidade mas exactamente o contrário. 
Os bons vi sempre passar no Mundo graves tormentos;
E para mais me espantar, os maus vi sempre nadar em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim O bem tão mal ordenado, fui mau, mas fui castigado.
Assim que, só para mim, anda o Mundo concertado.



segunda-feira, 14 de setembro de 2020

Japão - O balanço final da revolução Abe-economics e os negacionistas da ciência

O Japão respondeu à crise de 2008 com "contenção orçamental".
O Japão teve 3 fases de crescimento económico.
Até 1973 o PIB japonês cresceu 9,0%/ano, entre 1973 e 1992 reduziu o crescimento para 4,4%/ano e, desde 1992, consegui 1,0%/ano.
Quando chegamos a 2008 já a oposição esquerdista gritava que o Japão estava havia 16 anos a crescer pouco. Este discurso agudizou-se com a crise de 2008.

Veio, em 2012, o Shinzo Abe para implementar as políticas esquerdistas.
Se Abe apareceu em 2012 como uma esperança para quem defende (contra toda a evidência e conhecimento científico) que as políticas monetárias expansionistas são a solução para combater as crises económicas, deixou hoje de ser primeiro ministro com uma inflamação intestinal.
Claro que é uma doença mas talvez seja a vingança do destino, entrou cheio de cagança e saiu com problemas intestinais.

Mas vamos ao resultado económico.
Entre 1991 e 2007 o PIB japonês cresceu 1,0%/ano.
Entre 2007 e 2008 o PIB caiu 6,5% mas recuperou parcialmente em 2010 pelo que a queda se ficou nos 2,3%.
Desde então, mesmo com o que os esquerdistas apelidaram de "milagre económico de Abe", a economia voltou a crescer 1,0%/ano, exactamente como cresceu entre 1992 e 2007.
Afinal, as famosas políticas monetárias expansionistas defendidas pelos esquerdistas não tiveram qualquer impacto na economia real.

Fig. 1 - Evolução do PIB japonês (dados: WB; 100 em 1990)

Os esquerdistas são negacionistas da ciência.
Está mais do que assente na ciência económica que as políticas monetárias expansionistas não têm qualquer impacto positivo na economia real.
Este consenso é denominado por "super neutralidade da moeda" (Hayek, Friedrich A., 1931).
Reparem bem, já se sabe desde 1931 que as políticas monetárias expansionistas não têm impacto na economia real (apesar de ainda não nesse ano ainda não haver consenso) mas os esquerdistas, passados 90 anos, continuam a defender essa política que só leva a mais inflação.

A mortalidade do Covid-19 e o negacionista Trump.
O Trump disse que a covid-19 não poderia ser derrotada com confinamento.
A Europa usou o confinamento e, se teve resultados no curto prazo, hoje tem piores resultados que os USA.
Interessante que já nem os nossos esquerdistas defendem mais o confinamento mas também não dizem que o Trump/Bolsonaro talvez tivessem alguma razão.

Porque será que agora não morre quase ninguém?
Lembram-se que eu coloquei essa pergunta à avozinha Graça da DGS?
E a senhora veio responder dizendo "agora os contaminados são jovens".
Então, para avaliar essa afirmação peguei nos dados referentes à Espanha pois, relativamente a Portugal, os dados estão guardados a 7 chaves.
Talvez tenham medo de vermos coisas que não queiram que sejam vistas como seja as mentiras com que nos desinformam todos os dias.

A redução da idade dos casos positivos.
Comparei os dados do período até 21 de Maio (relatório n.º 32, total de 247 mil positivos e taxa de mortalidade de 8,2%) e o período desde 10 de Maio até ao presente (relatório n.º 43, total de 304 mil positivos e mortalidade de 0,46%).
Realmente, a percentagem de jovens infectados aumentou. Se no relatório n.º 32 havia 30% de infectados com idade inferior a 50 anos, no relatório n.º 43 essa percentagem aumentou para 70%.
Como há menos mortalidade nas pessoas mais novas, esta alteração demográfica explica a diminuição da mortalidade mas apenas em parte.
Dividindo as pessoas por classes etárias, aplicando aos dados demográficos do relatório n.º 43 as taxas de mortalidade por escalão etário do relatório do relatório n.º 32 a mortalidade deveria ser de 2,60%.

A diminuição da mortalidade nos escalões mais idosos.
Sem ser apresentada qualquer razão, a mortalidade nos escalões mais idosos diminuiu substancialmente.
Se até aos 50 anos a taxa de mortalidade diminuiu de 0,42% para quase zero, 0,015%, foi nas idades mais elevadas que a taxa de mortalidade mais caiu, de 15,9% para apenas 2,4%.
Se antes, nas pessoas com mais de 50 anos, morria uma em cada 6, agora só morre uma em casa 40.

No mínimo é estranho.
Se antes nos diziam que morriam 6 pessoas (corrigido da alteração das idades), agora morre dizem-nos que morre apenas 1 pessoas.
E isto sem ter sido descoberto qualquer tratamento, medicamento ou vacina.
Em contrapartida, cada dia morrem em Portugal mais 33 pessoas do que morreram o ano passado, exactamente o número de mortos que nos meses de Abril e Maio nos anunciavam como sendo de COVID-19.

Fig. 2 - Ali há gato.

Mas a ser verdade as novas taxas de mortalidade!
O que disseram o Trump, o Bolsonaro e eu, o confinamento não foi mais do que uma perda de tempo e de dinheiro.
Afinal, a Covid-19 não mata tanto como os esquerdistas anunciaram já que a sua taxa a mortalidade é de apenas 8 vezes a taxa de mortalidade da gripe de 2018.
Se em 2018 morreram 0,056% da pessoas que tiveram gripe (nos USA morreram 18 mil pessoas em 32 milhões de infectados), agora morrem 0,46% das que têm Covid-19 (na Espanha, após 10 de Maio).
Estes dados mostram que, afinal, os chineses ao apresentarem taxas de mortalidade de 5,9% estavam a exagerar!

Os nossos dados de positivos Covid-19.
Em termos de tendência, em finais de Março/princípios de Abril, tivemos ligeiramente acima de 600 casos por dia. Com confinamento rigoroso, os casos diminuíram para cerca de 180 por dia mas já estamos outra vez acima dos 600 casos por dia e com tendência para a subida.


Fig. 3 - Evolução do número de novos positivos em Portugal (pontos azuis) e a tendência (linha a vermelho. Dados da DGS.





quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Covid-19: o problema na vacina Oxford e o negacionista Trump

Comecemos pela guerra Esquerda // Direita.
Na nossa comunicação social e um pouco pela de todo o mundo, o que a Esquerda faz está sempre certo e o que a Direita faz está sempre errado.
Em particular, no ataque ao covid-19 surgiu, pelo lado da Direita, a normal resposta liberal, que a resposta deve ser individual, cada pessoa deve-se preocupar com a sua vidinha e proteger-se o melhor que puder. Depois, o vírus vai seguir o seu caminho e, quando se fartar de infectar pessoas, logo desaparece.
Pelo lado da Esquerda surgiu a resposta colectivista, em que a resposta tem que ser da sociedade como um todo, comandada por um novo staline. Retiram-se as liberdades ao indivíduo, obriga-se por lei que toda a gente fique fechada em casa e quem não respeitar levar cacetada da grossa e multas. Neste caso, o indivíduo é assumido como mentecapto e o nosso stalinezito é que sabe o que deve ser feito para o nosso bem.

O negacionista Trump (USA-Direita) e o iluminado Sanches (Espanha-Esquerda).
O problema dos esquerdistas é que a evidência nega a sua estratégia de limitar as liberdades individuais.
Naturalmente, se toda a gente ficar fechada dentro de casa, o vírus deixa de se poder reproduzir. O problema que se sabia desde o primeiro dia do confinamento é que isso não era possível ser feito por um período longo de tempo.
Se não se conseguia manter as pessoas fechadas dentro de casa até o covid-19 desaparecer, essa redução das liberdades individuais mais não foi/seria que uma perda de tempo e de dinheiro.

O que é preciso é manter a liberdade das pessoas poderem optar mas com informação.
Quando numa zona existem muitos assaltos, se essa informação for partilhada com a comunidade, as pessoas reforçam as portas e retiram os bens de valor de suas casas.
Reforçar a polícia e os tribunais será um caminho possível mas que terá que ser comparado em termos de custos com o reforço individual da segurança.
Passa-se o mesmo com as doenças.
Com informação, as pessoas optam entre manter a sua vida (com risco aumentado de serem infectadas) ou mudam de vida passando a protegerem-se.
Umas pessoas vão manter a sua vida porque assim querem ou a isso são obrigadas (por isso é que ainda há pessoas a trabalhar em profissões perigosas). Outras vão optar por evitar as outras pessoas e lugares fechados.

Vamos aos dados USA//Espanha.
Os USA têm um presidente, o Trump, que, no dizer da nossa comunicação social e mentes iluminadas, um sub-homem, sem inteligência, negacionista da ciência, mentecapto, demagogo, populista, racista e de cor laranja.
Pelas mesmas mentes, a Espanha é governada pelo Sanches que é exactamente tudo que o Trump não é mas que deveria ser.
O problema é que, nos USA, as pessoas foram obtendo informação e, de forma livre e informada, foram-se adaptando à doença.
Se, numa primeira fase, houve sucesso na Espanha (que reduziu o número de novos infectados por semana por 100 mil habitantes de 120 para apenas 5) e pouco sucesso nos USA (que em meados de Julho atingiu 140 novos infectados por semana por 100 mil habitantes), no últimas 6 semanas as coisas inverteram-se completamente.
Os USA desceram de 140 para 78 enquanto que os espanhóis subiram de 5 para quase 140. 

Evolução do número de positivos ao Covid-19 semanal por 100 mil habitantes, USA e Espanha
(dados, Wiki; cálculos e grafismo do autor)

Vamos ao problema da vacina da Oxford.
A vacina da Oxford é com vírus vivo transgénico.
A Oxford pegou num vírus que não causa grandes problemas (um adenovírus que causa um pequeno resfriado), junta-se-lhe um gene do Covid-19 e injecta-se o novo vírus nas pessoas.
Com esta estratégia procura-se que o novo vírus herde a benignidade do adenovírus (a sua "mãe") e a resposta imunitária do covid-19 (o seu "pai").

Onde está o maior problema.
É que o novo vírus está vivo e é capaz de se reproduzir. Pode acontecer que herde a perigosidade do "pai" em termos de capacidade de contágio e mortalidade, tornando-se uma nova doença infecciosa de consequências imprevisíveis.
Em Abril, quando ainda havia pouca informação, levantei a hipótese de que o Covid-19 é uma vacina falhada contra o Covid-02 e ainda penso o mesmo.
Disse na altura que injectar lixívia na veia das pessoas poderia matar a pessoa mas a "doença" não se propagava enquanto fazer uma vacina com vírus vivo pode curar a pessoa mas começar a propagar-se e matar outras pessoas aos milhões.
Imaginem que o novo vírus é testado apenas em pessoas com globulina-alfa-1 (95% da população) e verifica-se que é totalmente inofensiva e eficaz. Mas pode acontecer ser mortal para quem tem hemoglobina-alfa-2 e beta (5% da população). De repente, a vacinação mata 400 milhões de pessoas.

Não é isso que acontece com o Covid-19?
Nas pessoas saudáveis com menos de 70 anos o vírus nem causa qualquer sintoma e é bastante mortal nas pessoas com problemas cardíacos, pulmonares e diabetes.
Falei na hemoglobina mas existem muitas mais variações genéticas que podem tornar um vírus benigno numa doença altamente mortal e ai é que está o problema de uma pessoa vacinada ter ficado doente com uma doença desconhecida, uma nova doença.

Eu, em tempos ensinei Risco.
Vamos ver a coisa com 2 cenários.
No cenário 1, enfrentamos o Covid-19 de frente, como os forcados que seguram o touro pelos cornos, em que sabemos que há uma mortalidade entre as pessoas saudáveis 0,5% e 1% (e muito mais elevada nos grupos de risco).
No cenário 2, criamos criarmos uma vacina com um vírus vivo e esse novo vírus até pode acabar com o Covid-19 mas também pode dar origem a uma nova doença de consequências desconhecidas.
Será melhor enfrentar o cenário 1 (como dizem o Trump e o Bolsonaro) ou apostar no cenário 2 (como dizem os esquerdistas)?

Em termos pessoais, penso melhor apostar na cenário 1!

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | Best Hostgator Coupon Code