Cortar na despesa - a educação
Depois das transferências sociais e dos gastos em saúde, a educação é a rubrica orçamental que absorve mais recursos públicos
Será que o OE 2013 é exequível?
Na discussão em torno da actual crise económica portuguesa há duas perguntas que precisam ser respondidas. A primeira é se o OE2013 é exequível e a segunda é se existe uma alternativa à política de consolidação orçamental actualmente levada a cabo pelo governo português (a denominada austeridade)
Cortar na despesa - a Segurança Social
Analisando os OE2012 e OE2013, verifica-se que a consolidação real efectuada no período 2010-2013 de 10.0MM€ resulta de uma redução na despesa de 17.4MM€ (que compensa uma quebra na receita de 7.4MM€)
Será o "outro caminho" diferente da "austeridade"?
Vou mostrar que Portugal não vive em austeridade e que a "política de austeridade" é exactamente o mesmo que "a política do crescimento". Finalmente, mostrarei que o endividamento externo leva ao empobrecimento
Quanto custará Portugal sair do Euro?
Se saírmos da Zona Euro, o rendimento mantém-se mas as dívidas aumentam 25%. Actualmente ganhamos 1000 e pagamos uma prestação de 250.Se ficarmos na Zona Euro, passamos a ganhar 750 e continuamos a pagar 250.Se voltarmos ao Escudo, continuamos a ganhar 1000 e passamos a pagar 333. Isto é perfeitamente equivalente pelo que não haverá qualquer perda.
Porque os salários são altos nuns países e noutros não?
Quando eu (e outras pessoas com o António Borges) afirmo que "os salários em Portugal têm que descer para ganharmos competitividade" e assim melhorar as nossas contas externas (e o nosso nível de vida), os opositores a esta necessidade perguntam-me até quanto terão os salários que descer
O buraco dos transportes públicos
A subida dos transportes em 15%, 30% ou 50% custa muito mas vai melhorar a vida dos portugueses. De facto, o custo tem que ser pago pelos portugueses, e a política de preços baixos apenas serviu para ter uma rede de transportes exagerada e socialmente mal desenhadas.
sábado, 18 de abril de 2020
Corona - Eles sabem mais do que nos dizem.
sexta-feira, 17 de abril de 2020
O milagrete português
quinta-feira, 16 de abril de 2020
As três mentiras à volta da hidroxicloroquina.
terça-feira, 14 de abril de 2020
O que fazer para a economia retomar?
Já foi tentado na URSS e levou à pobreza, fim das liberdades individuais e tragédia.
No orçamento das câmaras para 2020 alguém atribuiu risco à cobrança das taxas turísticas?
Os financiamentos bancários aos alojamentos e atracções turística pensaram que, passados uns meses, estavam fechados?
A cabeça dele ainda está em Fevereiro onde a TAP transportou, em média anual, 1,5 milhões de passageiros quando deveria esta em Abril onde a TAP vai transportar menos de 5 mil passageiros. É o Costa capaz de garantir que daqui a 5 anos o número de passageiros transportados pela TAP num ano inteiro é maior do que transportado num mês antes do Corona aparecer?
Se não é capaz de garantir isto, como pode afirmar que a TAP é estratégica? Quer fazer do Montijo o novo aeroporto de Beja (que se deveria chamar Aeroporto José Sócrates).
Então, para ajustar a economia tem que haver alterações nos preços e salários, para baixo uns e para cima outros.
Uma crise implica sempre uma redução no nível de produção e, por isso, cada um tem que consumir menos. E consumir menos é austeridade.
E produz-se menos porque há uma quebra nos processos produtivos e de consumo.
Ao longo do tempo vão acontecendo inovações tecnológicas e alterações nos gostos e preferências dos consumidores que a economia não consegue ajustar.
Disse Confúcio que "Quem derrota o guerreiro é a esperança" e os agentes económicos vêem que o negócio não está a dar mas mantêm-se na vidinha deles porque têm esperança de que tudo vá melhorar em breve.
Esta "teimosia" vai fazer com que se acumulem ao longo do tempo desajustamentos na estrutura produtiva que, um dia, se tornam insustentáveis.
De um dia para o outro, a coisa rebenta.
Parece que a crise começa a partir de um determinado acontecimento mas não é verdade, esse acontecimento apenas faz os agentes económicos perderem a esperança de que tudo vai voltar ao que era.
Vamos a um exemplo.
Estão-se a desenvolver carros eléctricos, com grandes investimentos, mas não se tem a certeza de que seja esse o futuro dos transportes.
Vamos supor que, de repente, as pessoas se convencem que o futuro é a trotineta eléctrica. Nesse dia, os produtores de automóveis deixam de se conseguir financiar e, a partir dai, é preciso re-estruturar a economia: despedir milhões de pessoas que trabalham no sector dos automóveis e fornecedores desse sector porque ninguém vai comprar os carros que se antecipava antes.
Já há vacina para o Corona.
E Portugal tem capacidade para produzir essa vacina!
Vejam a minha lógica.
Se estar infectado criar anti-corpos para toda a vida e se a doença não causa problemas nas pessoas saudáveis com menos de 50 anos, basta recolher ranho dos 15 mil contaminados que existem e borrifar todos os portugueses saudáveis com menos de 50 anos de idade.
Quem diz 50, diz 40 ou 30, mas já é mais de metade da população.
Isto é simples, barato e eficaz.
Então, antes de se andar a gastar dinheiro em investigações sobre uma coisa que já existe à borliex, é preciso apenas saber se a pessoa estar infectada uma vez evita vir a ser infectada outra vez no futuro próximo.
Sem isto, é deitar dinheiro ao lixo.
É preciso pegar nos contaminados que estão curados e borrifá-los com ranho de outro contaminado a ver se voltam a ficar doentes. E isto tem que ser estudado ao fim de 15 dias, 30 dias, etc. até se descobrir a verdadeira estabilidade temporal dos anticorpos.
O Paster nem sabia que havia vírus. Tirava de um contaminado, diluía em água destilada, esperava um dia ou dois para "atenuar a virulência", injectava noutra pessoa e esperava para ver se dava resultado.
E, às vezes, dava. Por exemplo, na raiva que causava mortalidade de 100%, fui um sucesso imediato.
Contaram-me esta como verdadeira mas eu não ouvi.
A Gracinha, aquela velhotinha que diz coisas engraçadas sobre o Corona, perguntou à ministra da saúde.
Se o sabão mata o vírus, porque não fazemos uma vacina à base de sabão?
Ao Domingo a Economia pára, tem quebras na ordem dos 70% mas, logo na Segunda-feira, recupera para o nível habitual. Também em Agosto tem grande quebra e, logo em Setembro, retoma ao normal.
O Costa e outros que têm esperança, pensam que a economia parou como se fosse um Domingo mais forte, altura em que não há necessidade de ajustamento estrutural. Mas não se passa nada disso.
Tudo o que está relacionado com multidões como seja o turismo que engloba restauração, alojamento, viagens, parques aquáticos, distracções, guias turísticos, táxis, teve uma quebra enorme que não vai recuperar de um dia para o outro. Vai estar a menos de 10% enquanto houver o risco do Corona reaparecer.
Nestes sectores vão surgir centenas de milhar de desempregados que têm que arranjar outras actividades onde possam produzir valor e ganhar a sua vida.
O turismo é o que tem financiado as nossas importações pelo que esta quebra vai ter um grande impacto nas necessidades de financiamento do país.
Que sectores vão absorver essas pessoas e quanto tempo demorará?
Ninguém sabe ainda mas não é a TAP, a extensão do metro de Lisboa e do Porto ou o aeroporto do Montijo.
Quanto mais se protegerem os sectores condenados, mais tempo demorará a retoma!
Quanto mais subsídios o Costa prometer dar, mais esperança têm os condenados de que vai voltar tudo ao que era resistindo ainda mais à mudança.
Por isso, a ciência económica diz que se devem proteger os mais desfavorecidos mas incentivando os sectores condenados a desaparecer e os novos sectores a aparecer.
Vejamos a minha questão.
Se o subsídio por desemprego involuntário mínimo é de 438,81€/mês, porque razão no layoff paga um mínimo de 635€/mês (valor líquido de TSU de 565,15€/mês)?
Se o subsídio por desemprego involuntário máximo é de de 1097,03€€/mês, porque razão no lay-off o pagamento máximo é de 1905€/mês (valor líquido de TSU de 1695,45€/mês)?
Será que o subsídio é maior porque o Costa pensa que estar em layoff com a esperança de voltar ao emprego habitual é pior que estar desempregado?
Voltamos ao tempo do Sócrates que se lembrou de majorar o subsídio de desemprego que, logo, logo, foi preciso cortar por falta de graveto.
Eu fui o primeiro em falar de quebras no PIB de 20%.
O Centeno veio agora dizer que "No 2.º trimestre haverá uma quebra no PIB 4 ou 5 vezes o pior que já tivemos e vai demorar 2 anos a retomar".
Fazendo as contas, o pior que tivemos foi -4,5% no 4.º trimestre de 2012. Então, o Centeno está a avançar com uma previsão de -12,8% em 2020 e - 8,9% em 2021.
Estão a imaginar o impacto que isto vai ter nas contas públicas?
Mais do triplo do que aconteceu em 2010/13!
Vai ser preciso.
Cortar salários, cortar reformas, cortar serviços públicos, aumentar impostos e até mesmo ir directamente ao bolso dos portugueses para ultrapassar a crise em que estamos enfiados.
Mas à força toda, fazendo o Passos Coelho parecer um menino de coro.
No entretanto, a taxa de juro vai subir para obrigar o Costa a deixar cair as suas vontades.
Não vai ser a Europa a falar mas as impossibilidades de financiamento.
O Sócrates também prometeu muito! e saiu de gatas.
Agora, o meu conselho para o Continente.
Dou este conselho por causa dos descontos de 5€ que recebo em minha casa e pelos produtos em fim de prazo com 50% de desconto.
Os hipermercados vão ter que aumentar enormemente de tamanho, multiplicar a área por 10, com corredores largos e eficientes sistemas de filtragem de partículas do ar de forma a que as pessoas possam circular com distância entre elas e respirar um ar seguro.
Se ficar caro fazer vários pisos, têm que ir para subúrbios ainda mais distantes.
segunda-feira, 13 de abril de 2020
A velha, ontem, dizia que não se devia usar máscara ...
São assim os especialistas que nos governam.
E dizem isto com cara de pau como se os outros é que fossem burros.
E a carta encomendada aos "150 especialistas"?
Quando o Bolsonaro, o Trump e o BOris disseram que a economia não podia fechar, estes mesmos especialistas da treta disseram que esses eram mentecapto, negacionistas, populistas, vigarístas, fascistas, tudo acabado em ista.
E agora, o esquerdista espanhol mais estes especialistas da treta dizem exactamente o mesmo com cara de pau como se os outros é que fossem burros.
A carta foi uma encomenda.
Como é possível manter tudo fechado e, sem receita fiscal, prometer que vão dar subsídios a toda a gente?
Hoje o Centeno referiu que o PIB vai cair mais de 20% o que atira a receita pública para uma queda muito maior.
Então, quando no dia 12 de Março, com 34 positivos, usar máscara era terrivelmente mau para a saúde, as escolas e a economia tinha que fechar, pessoas foram presas por não acreditarem nisso e, agora, com mais de 500 positivos por dia, está tudo bem, mete-se uma máscara de pano feita com um pano de cozinha dobrado e uma filtro de café no meio e já está tudo óptimo.
Eu estou fechado em casa há 1 mês porque corria grave perigo de vida e agora, um pano de cozinha dobrado tinha sido suficiente?
FODA-SE.
Será viável desinfectar a máscara?
sábado, 11 de abril de 2020
Vou acabar com a fome, as guerras e não haverá austeridade.
Até eu, facínora reconhecido, queria acabar com a fome, as guerras, o sofrimento das criancinhas, melhorar a vida dos velhinhos, fazer plásticas nas mulheres feias, terminar com o sofrimento dos homens e dos animais, acabar com o aquecimento global e a subida dos oceanos.
Pois, quem não queria.
Mesmo o Passos Coelho, homem considerado pelos esquerdistas como um robote de modo XZH-Neoliberex 2011, sem coração, apenas engrenagens, óleo queimado e gasóleo marado, era contra a fome, a guerra e a austeridade só que tinha os cofres vazios.
sexta-feira, 10 de abril de 2020
Mas afinal, porque fecharam as escolas?
quinta-feira, 9 de abril de 2020
A toleira do teste do Corona e a hidroxicloroquina
Também há uma rezazita.
E usada nos pacientes com sintomas, serve apenas para fins estatísticos.
Vejamos o problema.
Cada teste ao Corona tem um preço na ordem dos 100€.
Vamos imaginar um local com 200 pessoas, um lar de idosos, onde uma pessoa tem sintomas e há mais 10 contaminadas.
É feito o teste às 200 pessoas o que tem um custo de 20000€ e o teste até pode dar 10 contaminados mas, 1 ou 2 contaminados deram "falsos negativos", compensados por 1 ou 2 não contaminados que deram "falsos positivos".
O doente mais os 10 positivos são colocados em isolamento mas, passada uma semana, um daqueles falsos negativos aparece com sintomas e, no entretanto, contaminou mais 10 pessoas.
Volta-se a fazer o teste às 190 pessoas o que tem um custo de 19000€ e o processo vai-se repetindo semana após semana até darem todos positivos por nunca se retiram todos os contaminados.
Uma pura perda de tempo e de dinheiro.
O que teria de ser feito era ter as pessoas divididas em 20 grupos de 10 pessoas e cortar o contacto entre os grupos.
Vamos à hidroxocloroquina.
O Trump acredita na Hidroxicloroquina enquanto que outras pessoas acreditam no Paracetamol e ainda outros na Nossa Senhora de Fátima.
Todos, fazem a mesma coisas, são anti-inflamatórios, não fazem mal nenhum e são baratos mas a hidroxocloroquina é muito mais forte.
O Infarmed diz que uma caixa com 10 comprimidos tem um preço de 4,40€ e dá para 10 semanas.
Na prevenção do Coronavírus, deve-se tomar um comprimido hidroxicloroquina por semana faz melhor do que aquelas merdas que anunciam na televisão, muito melhor que comer laranjas e é altamente barato.
E, de facto, não é como dizem os esquerdistas militantes anti-Trump, existem mesmo estudos clínicos que dizem fazer bem (ver).
Em vez de fazerem testes a torto e a direito nos lares da terceira idade, era melhor dar um comprimidinho de hidroxicloroquina por semana porque, mesmo que não faça nada, dá esperança às pessoas (que estão irremediavelmente, lá à espera da morte).
E as pessoas precisam é de esperança.
É que o confinamento tem, um dia, que acabar porque não dá qualquer resultado.
O que dá resultado é o medo que as pessoas têm de ser contaminadas e, por causa disso, evitarem o contacto com outras pessoas.
Nas sala onde estão várias pessoas, por exemplo, nas salas de aula ou fábricas, deverão ser instalados sistemas de alto débito de aspiração e "purificação" do ar. Por exemplo, numa sala com 100 m2, ter capacidade de aspiração de 10 m3/s.
E vacinar toda a gente contra a gripe, novos e velhos, para não haver pessoas a chegar aos hospitais com gripe e tomados como eventuais contaminados pelo Corona.
E como está o impacto do "tudo fechado"?
Está muito fraquito.
Se têm medo que as pessoas sejam contaminadas nas cadeias e nos lares da terceira idade (onde existe confinamento), onde os GNR que mandam as pessoas para casa são quem as contamina, quando há pessoas contaminadas nos hospitais, está provado que não dá resultado nenhum.
E os dados mostram que, decorridas 4 semanas de confinamento quase total, o efeito é muito menos pronunciado que o verificado na China ou na Coreia do Sul.
O Costa perdeu definitivamente o tino.
Isto de mandar a polícia cortar pontes e auto-estradas, de proibir as pessoas de saírem do concelho de residência, é a toleira total.
E o Presidente Marcelo que mal soube que havia um caso se fechou em casa a 7 chaves e pensava que ia dar positivo para os anticorpos?
Será que o homem não sabe que só dá positivo em quem já tenha tido a doença?
E é este fulano o presidente da república?
Não tem ninguém que lhe dê umas pistas?
Meu Deus, estamos perdidos.
quarta-feira, 8 de abril de 2020
A dívida pública, os esquerdistas e a depressão do Corona
segunda-feira, 6 de abril de 2020
Qual o impacto do confinamento no Corona?
sábado, 4 de abril de 2020
Os erros à volta da Coronaeconomics
No lote dos que confundem estão o António Costa, Rui Rio e o presidente Marcelo.
Como penso que o estimado leitor também confunde estas coisas, como parece que sou o único no Mundo que compreende a diferença entre estas coisas, vou tentar explicar o meu ponto de vista com um exemplo muito simples.
Vamos ao pomar.
No Mundo só existem 4 pessoas (eu, o trabalhador e os donos do terreno e das macieiras).
Eu sou um empreendedor que não tem um tostão furado mas tenho uma boa ideia. E as boas ideias têm valor.
Vi um terreno cheio de silvas e veio-me à cabeça a ideia de fazer lá um pomar.
Se plantar lá 1000 macieiras, com um trabalhador a tratar daquilo, o pomar vai produzir 1000 kg de maçãs por mês.
Como não tenho um tostão furado, fui falar com o dono do terreno e consegui comprá-lo a crédito. Fico com a terreno para todo o sempre desde que lhe entregue 100 kg de maçãs por mês.
Fui também falar ao dono das macieiras que também mas vendeu a crédito e fiquei com o encargo de lhe dar 100 kg de maçãs por mês.
Arranjei um trabalhador que trata de tudo a quem pago 700 kg de maçãs por mês.
No final, pela minha ideia, vou ter um lucro de 100 kg de maçãs por mês.
Cada um de nós come as suas maçãs e vive gordo e feliz.
De repente, o Corona fez com que eu deixasse de produzir.
Se eu não produzo, até posso manter o posto de trabalho, com o trabalhador em casa, mas não tenho como lhe dar os 700 kg de maçãs por mês. Nem posso dar as maçãs a quem me vendeu o terreno nem a quem me vendeu as macieiras.
Parece por demais óbvio que, se eu não produzir, nenhum de nós vai poder comer maçãs.
Não há forma como manter os nossos rendimentos.
São uma forma de registar as transacções feitas na economia de forma a facilitar as transacções.
Os preços são determinados no mercado e são proporcionais à quantidade de moeda em circulação.
Vamos supor que cada kg de maçãs tem um preço de 1€ e a taxa de juro é 0,25%/mês.
Agora, eu recebo 1000€/mês de vender as minhas maçãs a mim próprio, ao trabalhador e aos proprietários do campo e das macieiras.
Dou 700€/mês ao trabalhador (que gasta a comprar maçãs).
Dou 100€/mês ao ex-dono do terreno porque lhe estou a dever 100€/0,25% = 40000€ da compra a crédito do terreno.
Também dou 100€/mês ao ex-dono das macieiras porque também lhe devo 40000€ da compra a crédito do terreno.
Vou introduzir um banco.
O Banco emprestou-me 80000€ que eu usei para comprar o terreno e as macieiras.
O Banco conseguiu emprestar-me os 80000€ com os depósitos de 40000€ do ex-dono do terreno mais 40000€ do ex-dono das macieiras.
O Banco tem um activo de 80000€ (o meu crédito) que é exactamente igual ao passivo (os depósitos).
De repente, o Corona fez com que eu deixasse de produzir.
Diz o Rui Rio, o Costa e o Marcelo que o Banco tem que me emprestar dinheiro para eu pagar o salário e demais encargos.
Mas o Banco não tem lá qualquer dinheiro pois o Activo que tem é a dívida que eu tenho para com ele.
O Activo dos bancos são dívidas!!!
Seria preciso o trabalhador emprestar os 700€ ao Banco para o Banco conseguir emprestar 700€ a mim para eu lhe pagar o salário. O ex-dono do terreno e o ex-dono das macieiras teriam que emprestar, cada um, 100€ ao Banco para este me emprestar os 200€ necessários para lhes pagar.
Mas não poderia consumir maças por dois lados!!!
Pelo lado económico, eu não produzo maçãs logo, ninguém pode consumir maçãs!!!!
Pelo lado financeiro, teriam que empresta todo o rendimento "monetário" ao Banco para que o Banco me emprestasse esse dinheiro para eu honrar os meus compromissos.
Se não há produção...
Não pode haver consumo.
Se as fábricas de automóveis estão paradas, como podem as pessoas comprar carros novos?
Se os restaurantes estão fechados, como podem as pessoas ir jantar fora?
O que interessa dar notas às pessoas se não se produzem bens, se não há bens que elas possam comprar?
Eu penso que não é preciso ser altamente inteligente para compreender isto!!!!
Somos nós governados por quem não compreende isto?
Imaginem esta situação.
Estão no meio do deserto num oásis e, de repente, o poço seca.
O que interessa alguém lhe atirar dinheiro de um helicóptero?
De que interessa recolher dinheiro para dar ventiladores aos hospitais se a falta de ventiladores não resulta de os hospitais não terem dinheiro mas de não haver produção suficiente de ventiladores!
O problema de terem mandado fechar tudo é que um dia terão que mandar abrir.
Reparem bem.
O António Costa no dia 12 de Março mandou fechar tudo e teve o apoio de toda a gente menos do Trump e do Bolsonaro que foram logo apelidados de mentecaptos, negacionistas e demais nomes feios.
Na semana anterior a este fatídico 12 de Março houve 69 pessoas de novo.
Para haver lógica, apenas vai ser decretada a abertura quando, na semana anterior houver menos de 69 pessoas de novo.
E se este dia nunca mais acontecer?
O Trump encomendou 2 milhões de ventiladores, 1 ventilador para cada 165 americanos.
O Trump está a acautelar-se pois a economia não pode ficar indefinidamente fechada.
O Costa encomendou 500 ventiladores, 1 ventilador para cada 20000 portugueses.
Isto diz tudo sobre o porreirismo.
Será que vamos conseguir controlar o Corona?
Normalmente, falo com muito poucas pessoas, mais agora que estou em confinamento.
No entanto, quando vou à padaria, supermercado, frutaria pergunto sempre, "acha que isto vai acabar?"
Todas as pessoas do povo me dizem "Não, isto vai morrer quem tiver que morrer e escapar quem tiver que escapar."
E porque eu penso que não vamos conseguir controlar?
Por causa da Coreia do Sul que, depois de um arranque de muito sucesso, está há 24 dias estagnada nos 96 novos infectados por dia.
E alguém acredita que vamos conseguir melhor do que a Coreia do Sul está a conseguir?
E com 96 novos casos por dia, tem que continuar tudo fechado.
Porque será que não cai a zero o número de novos contaminados por dia?
Eu vou propor duas teorias.
A primeira teoria usa como modelo o vírus herpes simplex.
Quando a pessoa é infectada com herpes simplex, fica com febre e aparecem bolhas.
O organismo cria anticorpos e a coisa, aparentemente, morre mas, de facto, o vírus esconde-se no cérebro onde não se reproduz e onde o sistema imunitário não é capaz de entrar.
Com o tempo, como o nível de anticorpos diminui, o vírus volta a invadir o corpo não causando sintomas ou apenas umas pequenas bolhinhas, é um surto.
O problema é que, mesmo sem qualquer sintoma, a pessoa pode contagiar outras.
O Corona, sendo também um vírus, pode funcionar da mesma forma.
As 10000 pessoas ficam curadas mas o vírus esconde-se no cérebro de cada uma e, de vez em quando, uma dessas pessoas torna-se novamente contagiante mesmo sem ter sintomas.
A segunda teoria usa como modelo o IVH, o vírus da SIDA.
Em algumas pessoas infectadas, além de não terem sintomas, o vírus multiplica-se muito lentamente.
A pessoa é portadora durante décadas, é denominado VIH positivo, sem apresentar qualquer sintoma. No entanto, pode contaminar outras pessoas onde a doença pode evoluir rapidamente.
A tuberculose é parecida apesar de não ser um vírus (mata algumas pessoas rapidamente e noutras, nem tem sintomas)
Pode acontecer que o Corona se comporte da mesma forma nas crianças, pelo menos em algumas.
Multiplicando-se o vírus muito lentamente na criança, não dá sintomas e o teste dá negativo (tem muito pouca carga viral). No entanto, de vez em quando, a criança consegue infectar um adulto.
Vamos supor o pior.
Que nunca se descobre uma vacina. Não será o primeiro vírus que não se consegue descobrir uma vacina.
Que não se consegue, no Mundo, descer a zero o número de novos infectados.
Algum dia vai ter que ser assumido que é preciso abrir a economia e que quem tiver que morrer, morre, e quem tem que escapar, escapa.
Uma coisa é certa.
Turismo?
Acabou.
Transportes públicos de passageiros?
Acabou.
Aviação?
Não acabou de vez mas vai ter uma redução de 95%.
Tudo que meta muitas pessoas juntas?
Acabou.
Se os sectores acabaram...
Não vale a pena a ilusão do lay-off pois os empregos estão mortos.
E os bancos?
Reparem bem!
Quem financiou esta explosão do turismo com hotéis, restaurantes, barcos, hosteis e mais coisas?
Isto está tudo no Activo dos bancos!!!!
Isto do turismo vai falir tudo e o buraco vai falir os bancos.
Como podem os esquerdistas (onde incluo o Rui Rio e o Marcelo), depois de anos e anos a afundarem-se, falarem de lucros na Banca?
Estão todos falidos.
quinta-feira, 2 de abril de 2020
O Rui Rio vai de mal a pior.
sábado, abril 18, 2020





















