quarta-feira, 25 de julho de 2018

Será o nosso crescimento estrutural ou não passa das melhoras do moribundo?

O António Costa diz que "apresentou um modelo diferente". 
Diz ele que o Passos Coelho tinha um modelo e que ele tem outro modelo.
Que o do Passos Coelho leva à miséria e o dele ao paraíso.
E que prova disso é haver crescimento económico sustentável.
Vejamos o que dizem os dados.

As causas para o crescimento da economia.
A economia apenas pode crescer por 4 vias.
  Via 1 => Aumento da quantidade de Capital;
  Via 2 => Aumento da quantidade de Trabalho;
  Via 3 => Difusão tecnológica que inclui melhor afectação dos factores 1 e 2.
  Via 4 => Descoberta de "Petróleo".

A produtividade.
Como o Trabalho é o factor de produção mais importante, ponderando em cada ano cerca de 70% na produção, uma forma de medir se o crescimento se deve ao aumento na quantidade de Trabalho (crescimento não sustentável) ou pelas outras vias, calcula-se a produtividade dividindo o PIB pelo número de trabalhadores.
Escalando a produtividade ao nível 100 como a média para o período 1T:1998 / 1T:2018, observamos que a produtividade está a diminuir 0,35% por ano, desde princípios de 2012, já lá vão 6 anos, 3 no mandato do Pedro Passos Coelho, facto tanto atacado na campanha eleitoral pelo António Costa, e outros 3 no mandato do António Costa, facto silenciado pelo Rui Rio.
Se a produtividade está a diminuir, então, a economia por via das componentes que não o trabalho (e que traduzem a sustentabilidade do crescimento económico, capital e difusão tecnológica) está a contrair.

Fig. 1 Evolução da produtividade em Portugal, 1998/2018 (dados do INE; cálculos e grafismo do autor)

Vejamos a evolução do emprego.
Nos últimos 5 anos o emprego tem crescido uma média de 1,9%/ano e a PIB tem crescido uma média de 1,6%/ano os que traduz que, se o emprego não crescer, o PIB começa a contrair 0,3% por ano (na Fig. 1  a diferença dá -0,35%).
Se o crescimento económico deriva mais do que totalmente de a taxa de desemprego ter diminuído de 17% para 7%, agora já não há muita margem para diminuir à velocidade que tem vindo a diminuir já que a taxa de desemprego de equilíbrio anda entre os 5% e os 6%.
Além do mais, entre Novembro de 2002 que tinha uma taxa de desemprego idêntica à de hoje, houve uma perda de 300 mil trabalhadores (o que não é recuperável porque resulta do envelhecimento da nossa população, a menos que o António Costa mande vir 300 mil refugiados que queiram trabalhar, que não são fáceis de encontrar).

Fig. 2 - Número de trabalhadores, 1998/2018 (dados do INE; cálculos e grafismo do autor)

E como estarão as remunerações?
Ouvindo o discurso esquerdista de "reposição e aumento de rendimentos dos trabalhadores", é obrigatório mostrar o aumento do salário líquido dos trabalhadores.
Vemos que têm uma tendência constante de aumento em termos reais 1,1%/ano, com um período de ajustamento em baixa na crise de 2011 de 6,5%.

Fig. 3 - Evolução do salário médio, 1998/2018 (dados do INE; cálculos e grafismo do autor)

Finalmente, os custos do factor trabalho.
Se os salários aumentam em média 1,1%/ano e a economia excluindo o factor trabalho está a contrair, isto traduz que os custos do trabalho estão a aumentar o que vai colocar, novamente, à nossa economia problemas de competitividade.

Fig. 4 - Evolução dos custos do trabalho, 1998/2018 (dados do INE; cálculos e grafismo do autor)

Concluindo, o Jerónimo sempre teve razão.
PS e PSD são farinha do mesmo saco, a diferença é que uma diz-se de esquerda e outro de direita.
Um, o Costa, tem a comunicação social na mão e o outro, o Passos Coelho, não.

Olhemos para Lisboa e para o Porto.
Um diz-se do PS e outro "independente" do CDS.
Parcómetros, taxas e taxinhas, tudo igual.

quinta-feira, 19 de julho de 2018

O Penta-Xau e a economia do futebol

O Benfica perdeu o penta e o Rui Gomes da Silva veio dizer cobras e lagartos do Luís Filipe Vieira.
Neste poste vou tentar mostrar que o LFV está completamente certo e que, por oposição, o RGS está completamente errado.
Este poste também vai servir para destruir o mito de que eu só defendo o Bruno de Carvalho!
 
Como é a economia do futebol.
Um campeonato tem N equipas, desde a equipa 1 até à equipa N.
 
Primeira verdade:
O campeonato é organizado de forma a que, mesmo que todas as equipas sejam extraordinárias, juntando os melhores e mais caros jogadores, treinadores, presidentes da assembleias gerais, etc. do mundo, apenas uma ficará em primeiro lugar.
 
Segunda verdade:
Para uma equipa ter mais receita, as outras terão menos de receita.
Vamos supor que, se a equipa 1 aumentar a receita em 1,00€, as outras equipas diminuem a receita em 0,90€.
 
Terceira verdade:
Se a equipa 1 gastar mais dinheiro e todas as outras equipas mantiverem a despesa constantes (chama-se a esta situação uma análise em ceteris paribus), a equipa 1 consegue, em média:
A) Ter mais pontos.
B) Aumentar a receita (em bilhetes, publicidade, merchandise, direitos televisivos, patrocínios, etc.) porque os jogos têm mais qualidade.
Vamos supor que, se a despesa de uma equipa aumentar em 1 milhão €, o resultado aumenta em 1 ponto e a receita aumenta em 1,1 milhão €.
 
Quarta verdade:
Todas as equipas querem ganhar o campeonato, gastando o máximo dinheiro possível.
 
A dinâmica do campeonato.
Vamos partir de um campeonato financeiramente equilibrado e que o RGS ganha a presidência do SLB. Vai então aumentar imediatamente a despesa em 10milhão€ para ter mais 10 pontinho que garantem a vitória que fugiu em 2017/2018. 
Parece boa estratégia pois, por um lado, consegue o pontinho e, por outro lado, consegue melhorar as contas do SLB pois a receita aumenta mais do que a despesa.
O problema é que as outras equipas (principalmente o Porto), não ficam a dormir. Não querendo perder, vão responder aumentando a despesa também em 10 milhões €.
Então, vai-se iniciar uma "corrida aos armamentos" em que, no final, o resultado é o mesmo com um prejuizo para o SLF de 9 milhões € (e para todos os demais clubes que entrarem na guerra).
 
A história dos resultados.
Os pontos que um clube tem num determinado ano está muito dependente dos pontos conseguidos nos anos anteriores.
Pegando nos últimos 8 campeonatos, para as 9 equipas que competiram em todos eles, o resultado no ano seguinte foi o resultado no ano anterior mais ou menos 7 pontos (desvio padrão, corrigi o campeonato ter passado de 16 para 18 equipas).
 
Tabela 1: Resultados médios da Primeira Liga de Futebol, 2010/2011 até 2017/2018

EquipaPontosVariação
Benfica 77 5
FC Porto 77 8
Sporting 66 9
Braga 55 10
Vitória Guimarães 45 7
Maritimo 43 6
Rio Ave 42 5
Paços Ferreira 39 11
Vitória Setúbal 32 5
Média537
 
No passado, o Benfica conseguiu 4 campeonatos subindo um pouco a despesa o que levou a algum desequilíbrio financeiro. O ano passado perdeu o campeonato porque equilibrou as contas e foi vítima do azar (os resultados têm uma componente de sorte e azar).
Agora, para recuperar o campeonato, o Benfica pode manter a actual despesa e esperar pela sorte (como defende o LFV) ou aumentar a despesa em 5+8 milhões € (como defende o RGS) e acreditar que o Porto vai manter a sua despesa actual.
Como o mais provável é o Porto responder com um aumento da despesa, o mais inteligente para todos em termos económicos e desportivos é o Benfica manter-se como está e esperar que a sorte lhe traga mais campeonatos.

Até sou capaz de calcular as probabilidades do Benfica ganhar o próximo campeonato.
Partindo da Tabela 1, apenas existem 4 equipas com probabilidade de vitória no próximo campeonato:
Benfica = 46,1%
Porto = 46,1%
Sporting = 6,8%
Braga = 1,0%
 
Ouça, ouça, ouça, ouça, ouça, ouça, ouça.
É este o comentário que ouço mais sair do RGS.
 
O caminho é por aqui, é só seguir a ponta do meu dedo.  

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Mundial de Futebol e os meios jogos

Ok, a França ganhou mas não ganhou grande coisa.
Eu acho o futebol chato porque, uma vez uma equipa marcando, é muito difícil a outra dar a volta. 
Mais chato ainda é quando, tal como no Campeonato do Mundo de Futebol, o modelo é a eliminar porque as grandes equipas, aquelas que daria gosto ver jogar umas contra as outras, nunca se encontram.
Se a França tivesse jogado contra a Alemanha, Brasil, Argentina, Itália, Espanha (e Portugal ;-), ai, talvez os jogos tivessem ficado na memoria.
Agora, tudo joguitos tipo Moreirense / Farense, dá pouco gosto.
Então, veio-me à ideia que o formato do campeonato do mundo poderia ser alterado e, em vez de um modelo "taça da liga", poderia ser um verdadeiro campeonato onde veríamos jogos a sério, ou melhor, meios jogos a sério.

Os meios jogos.
Atualmente, os finalistas fazem 7 jogos espalhados durante 6 semanas que, contando com alguns prolongamentos, dão cerca de 720 minutos de jogo.
Se dividirmos esse tempo em meios jogos (uma duração de 45 minutos), as equipas poderão realizar 16 meios jogos, mais juntos no tempo, por exemplo, de 2 em 2 dias.

Como eu organizaria a coisa.
O campeonato começaria com os quartos de final onde haveria 6 grupos de 6 equipas cada, em que os cabeças de série seriam quem já ganhou o campeonato do mundo. Cada equipa jogaria 5 meios jogos e passariam 3 equipas por grupo.
Nas meias finais, teríamos 3 grupos de 6 equipas em que já haveria duas equipas boas por grupo. Haveria novamente 5 meios jogos mas passariam à final apenas 2 equipas por grupo.
Na final teríamos 6 equipas que jogariam 5 meios jogos. Neste grupo final com certeza que teríamos as grandes equipas mundiais.
O tempo de jogo seria de 15 meios jogos e com 36 equipas (atualmente, são 32).

Cada jogo seriam dois meios jogos.
Começava o jogo, fazia-se uma meia parte de 22,5 minutos, trocava-se de campo, fazia-se a outra parte meia parte e acabava.
Depois, fazia-se um intervalo de 10 minutos e entravam outras 2 equipas para o campo, fazendo o seu meio jogo.
Assim, com um bilhete, viam-se dois meios jogos.

Até metia um meio jogo de mulheres.
Porque não misturar no intervalo dos jogos um campeonato do mundo feminino com 18 seleções?
No espaço de 3 horas, haveria no mesmo campo, dois meios jogos masculinos e um meio jogo feminino.
Talvez fosse melhor do que proibir as televisões de captar imagens de mulheres bonitas!









sexta-feira, 13 de julho de 2018

Economia, mercados financeiros e derivados

Os esquerdistas falam que os mercados financeiros são um perigo.
Se a economia são mil euros, os mercados financeiros transaccionam um milhão de euros e os mercados de derivados mil milhões de euros.
O que vou (tentar) explicar neste poste é que, apesar de ser verdade esta desproporção, tal resulta apenas de haver baixos custos de transacção e que não trazem qualquer perigo à economia, pelo contrário.

Comecemos pelo "mercado" de resultados desportivos.
Este mercado é educativo porque não tem por base nenhum bem económico, apenas especulação quanto aos resultados desportivos.


Imaginemos o campeonato 2018/2019 onde há 18 equipas, um total de 153 jogos em que o resultado de cada jogo pode ser "Ganha-casa" ou "Empata".
Cada combinação resultado/jogo vai ser transformada numa "acção" que pode ser transaccionada.
Exemplo de acção será "Ganha-casa / Portimonense- Sporting" (jogo da 7.a ronda).
Então, iniciada a épocas, o mercado vai ter 306 "empresas cotadas" em que, a cada semana, 17*2 empresas "são liquidadas".

O mercado.
Cada pessoa tem uma conjectura quanto à probabilidade de um determinado resultado acontecer. Isto traduz que a empresa liquidada "Ganha-casa / Portimonense- Sporting" se concretiza favoravelmente.
No mercado, umas pessoas "compram" e outras pessoas "vendem" acções a um determinado preço.
No momento da transacção, o comprador paga o preço ao vendedor que fica com ele o que traduz um empréstimo "estranho". 
No fim do jogo, se o resultado for o previsto pelo comprador, o vendedor paga-lhe 10€. Caso contrário, o vendedor fica com o dinheiro.
Por exemplo, o João comprou uma acção por 0,90€ dando esse dinheiro à Maria.

Se o resultado for favorável, teremos
Resultado do João = +10€ - 0,90€ = 9,10€
Resultado da Maria = +0,90€-10€  = -9,10€

Se o resultado for desfavorável, teremos
Resultado do João = - 0,90€ = -0,90€
Resultado da Maria = +0,90€  = +0,90€

Como funciona a transacção de entrada no mercado.
Por simplicidade, vamos supor que, a cada 15 minutos, há um leilão que junta as propostas que entraram no sistema.
As pessoas têm previsões quanto à probabilidade de cada um dos 306 acontecimentos possíveis.
Por exemplo, o João prevê que o "Ganha-casa + Portimonense- Sporting" tem 10% de probabilidade de se concretizar pelo que coloca uma oferta de compra de 1000 acções ao preço de 0,90€/acção (um investimento de 900€ que pode perder). Neste caso, prevê ganhar 1000*(+10%*10€ - 90%*0,90€) = +100€
Já a Maria prevê que a probabilidade seja de 8% pelo que também coloca uma oferta mas de compra de 1000 acções a 0,90€/acção (recebe um crédito de 900€). Neste caso, prevê ganhar 1000*(-8%*10€ + 92%*0,90€) = +28€ com o risco de ter que pagar 10000€.
O leilão vai permitir que esta transacção se materialize.

Como funcionam as transacções de saída do mercado.
Havendo muitas pessoas continuamente a realizar compras e vendas, o preço de cada acção vai evoluindo ao longo do tempo em resultado da informação que vai sendo conhecida, por exemplo, um jogador que se lesiona ou um treinador que é despedido. Essa evolução traduz a probabilidade que, em média, as pessoas atribuem a cada acontecimento.
Imaginemos que a Maria, de repente, acha que a probabilidade aumenta para 12% e vê que o preço evoluiu para 1,1€/acção. Então, a Maria querendo anular o seu risco e porque não pode anular a sua posição, vai fazer uma transacção simétrica: vai comprar 1000 acções ao Alberto por 1100€.
A Maria, porque houve uma desvalorização, teve um prejuízo de 1100€-900€ mas conseguiu transferir para o Alberto o risco dos 10000€ de perdas.

Motivado pelos baixos custos de transacção.
Imaginemos que as transacções são gratuitas e que a "CMVM" cobra uma taxa de 1% sobre os 10€.
Então, vai haver milhões e milhões de transacções ao longo do tempo.
Uma pessoa vai entrar no mercado, por exemplo, adquirindo 250€ de diferentes acções e, a toda a hora, porque recebe informação que acha importante, vai recompor a sua carteira de activos.
Sempre que uma pessoa encontre um preço que, dadas as suas previsões, permita um ganho, faz uma transacção de recomposição da carteira.
Até pode acontecer que o investidor nunca chegue a esperar pela liquidação, i.e., nunca chegue a receber ou a pagar os 10€, vindo o seu ganho da diferença entre comprar e vender.
Os baixos custos de transacção fazem com que possa haver milhares de milhões de euros transaccionados, em valores 1000 vezes superior ao facturado pelos clubes mas essas transacções não traduzem nada pois a maioria delas anula-se.
Por exemplo, o João, porque recompõe a sua carteira centenas de vezes por dia, pode ao longo da época ter comprado e vendido milhões de euros, mantendo-se com uma carteira de 250€.  

Porque é o mercado financeiro positivo para a economia?
Primeiro, porque tudo o que as pessoas fazem, desde que não se prove que causa prejuízo aos outros, é positivo para a economia.
Segundo, tudo está nos custos de transacção baixos e na circulação da informação sobre a economia.
Vou dar um exemplo.

Um proprietário está a pensar plantar um pomar.
Tem um terreno que não produz nada e, com um investimento de 100000€, consegue passar a produzir, em média, 100 toneladas de maças por ano.
O proprietário pensa amortizar o investimento em 25 anos à taxa de juro de 5%/ano e precisa de  15000€/ano para tratar do pomar.
Em média, o preço de venda das maças terá que ser no mínimo 0,25€/kg.
Mas existem problemas.
1) O proprietário não tem dinheiro e o terreno não serve como garantia.
2) A produção só começa em 2025.
2) O preço médio das maças é na ordem dos 0,40€/kg mas na época da colheita é muito baixo, 0,10€/kg, porque os compradores aproveitam-se da situação de necessidade dos produtores.
3) A produção média é de 100 t/ano mas há anos em que é apenas 50 t pelo que a venda antecipada tem problemas. 

Vamos ao mercado futuro de fruta.
1 = O produtor conseguiu vender 75 t/ano de fruta em todos os julhos dos anos de duração do pomar, em 2025, 2026, ..., 2049 a 0,35€/kg. Por exemplo, o produtor obriga-se a entregar 75t de maçã em 2030 pela qual o comprador se obriga a pagar 26250€.
Se descontarmos estas vendas ao presente à taxa de 5%/ano, dará 260 mil€.

2 = O produtor vai usar as vendas já realizadas "vendendo" parte delas para obter financiamento. Assim, as vendas criaram um "activo financeiro" que pode ser comprado e vendido vezes sem conta.
O produtor fica sem responsabilidades no pagamento do financiamento porque o dinheiro obtido não é um empréstimo mas resulta da venda de um activo financeiro. 
A responsabilidade do pagamento ao investidor passa para o comprador das maçãs.

3 = O investidor que emprestou o dinheiro, precisando rapidamente de reaver a massa, "vende" os créditos.

Houve problemas!
Se um ano a produção for superior às 75t, o excedente é vendido na hora.
O problema é que, chegamos a Março de 2030, 4 meses antes de as maças serem colhidas e entregues, o produtor prevê que só vai ter 50t porque na sua zona houve uma geada tardia!!!!
Então, à cautela, vai ao mercado e compra 25t para entrega em Julho pagando 0,40€/t. Vai ter um "pequeno prejuízo" mas evita o risco de, mais tarde, as maçãs estarem ainda mais caras.
Este "mercado secundário" vai ter milhares de transacções de pessoas que nunca vão chegar a ter as maças em sua posse, tentando ganhar na margem entre a compra e a venda.
Estas transacções dão liquidez ao mercado permitindo que os bons investimentos tenham financiadores e também "digerem" a informação que vai surgindo como a evolução do estado do tempo, da procura e de novos pomares.

A Esquerda é a nova Direita.
A dicotomia Esquerda /Direita tinha por base a ideia de que a Esquerda era progressistas, inovadora, e a Direita retrograda, conservadora.
Mas o que observamos é exactamente ao contrário, a Esquerda quer repor o passado, manter o que existe, conservar os velhinhos nas casas a cair, combater a nova economia enquanto que a Direita quer a mudança.
Por isso, a Esquerda tem medo do que é novo, dos mercados que surgiram das novas tecnologias, a Uber, os arrendamentos de curta duração, os hosteis, os contratos de trabalho na hora.
Com a diminuição dos custos de transacção induzidos pelos computadores e pela Internet, o número de transacções financeiras por cada euro de bens tem tendência a explodir mas isso não traz qualquer mal à nossa sociedade, muito antes pelo contrário.

Imaginem um novo mercado de segurança.
Existem 10000 câmaras espalhadas na cidade e há pessoas que, no conforto do seu lar, umas em Portugal, outras em Moçambique ou no Bangladesh, observam o que se passa, 24 horas por dia.
Existe um algoritmo que calcula quantas pessoas devem estar a observar e quais as câmaras monitorizadas.
Vamos supor que, numa situação normal, há 100 pessoas.
De repente chegaram uns motoqueiros é, na próxima hora, é preciso aumentar para 250 pessoas. Então, é enviado uma SMS a 500 pessoas (que previamente mostraram disponibilidade) e são aceites pelo sistema as primeiras 150 que fizerem log-in.
O pagamento é feito mediante o "apanhar" de diamantes: aparecem na imagem diamantes amarelos e, em cada que a pessoa carregue, recebe 0,50€ (forma de garantir que a pessoa está mesmo a observar a imagem).
Também as pessoas podem contratar o serviço para sua casa, colocando uma câmara em cada divisão que serão monitorizadas por alguém que pode estar a milhares de quilómetros de distância.
Tudo isto é progresso, tudo isto é futuro que os esquerdistas querem torpedear com o argumento de que "não dá direitos aos trabalhadores".
Mas tudo o que as pessoas quiserem fazer de forma informada e livre, é positivo para as pessoas.

Quem é que não quer ser livre?
Os esquerdistas dizem que tirar liberdades é bom para as pessoas!

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