segunda-feira, 16 de julho de 2018

Mundial de Futebol e os meios jogos

Ok, a França ganhou mas não ganhou grande coisa.
Eu acho o futebol chato porque, uma vez uma equipa marcando, é muito difícil a outra dar a volta. 
Mais chato ainda é quando, tal como no Campeonato do Mundo de Futebol, o modelo é a eliminar porque as grandes equipas, aquelas que daria gosto ver jogar umas contra as outras, nunca se encontram.
Se a França tivesse jogado contra a Alemanha, Brasil, Argentina, Itália, Espanha (e Portugal ;-), ai, talvez os jogos tivessem ficado na memoria.
Agora, tudo joguitos tipo Moreirense / Farense, dá pouco gosto.
Então, veio-me à ideia que o formato do campeonato do mundo poderia ser alterado e, em vez de um modelo "taça da liga", poderia ser um verdadeiro campeonato onde veríamos jogos a sério, ou melhor, meios jogos a sério.

Os meios jogos.
Atualmente, os finalistas fazem 7 jogos espalhados durante 6 semanas que, contando com alguns prolongamentos, dão cerca de 720 minutos de jogo.
Se dividirmos esse tempo em meios jogos (uma duração de 45 minutos), as equipas poderão realizar 16 meios jogos, mais juntos no tempo, por exemplo, de 2 em 2 dias.

Como eu organizaria a coisa.
O campeonato começaria com os quartos de final onde haveria 6 grupos de 6 equipas cada, em que os cabeças de série seriam quem já ganhou o campeonato do mundo. Cada equipa jogaria 5 meios jogos e passariam 3 equipas por grupo.
Nas meias finais, teríamos 3 grupos de 6 equipas em que já haveria duas equipas boas por grupo. Haveria novamente 5 meios jogos mas passariam à final apenas 2 equipas por grupo.
Na final teríamos 6 equipas que jogariam 5 meios jogos. Neste grupo final com certeza que teríamos as grandes equipas mundiais.
O tempo de jogo seria de 15 meios jogos e com 36 equipas (atualmente, são 32).

Cada jogo seriam dois meios jogos.
Começava o jogo, fazia-se uma meia parte de 22,5 minutos, trocava-se de campo, fazia-se a outra parte meia parte e acabava.
Depois, fazia-se um intervalo de 10 minutos e entravam outras 2 equipas para o campo, fazendo o seu meio jogo.
Assim, com um bilhete, viam-se dois meios jogos.

Até metia um meio jogo de mulheres.
Porque não misturar no intervalo dos jogos um campeonato do mundo feminino com 18 seleções?
No espaço de 3 horas, haveria no mesmo campo, dois meios jogos masculinos e um meio jogo feminino.
Talvez fosse melhor do que proibir as televisões de captar imagens de mulheres bonitas!









sexta-feira, 13 de julho de 2018

Economia, mercados financeiros e derivados

Os esquerdistas falam que os mercados financeiros são um perigo.
Se a economia são mil euros, os mercados financeiros transaccionam um milhão de euros e os mercados de derivados mil milhões de euros.
O que vou (tentar) explicar neste poste é que, apesar de ser verdade esta desproporção, tal resulta apenas de haver baixos custos de transacção e que não trazem qualquer perigo à economia, pelo contrário.

Comecemos pelo "mercado" de resultados desportivos.
Este mercado é educativo porque não tem por base nenhum bem económico, apenas especulação quanto aos resultados desportivos.


Imaginemos o campeonato 2018/2019 onde há 18 equipas, um total de 153 jogos em que o resultado de cada jogo pode ser "Ganha-casa" ou "Empata".
Cada combinação resultado/jogo vai ser transformada numa "acção" que pode ser transaccionada.
Exemplo de acção será "Ganha-casa / Portimonense- Sporting" (jogo da 7.a ronda).
Então, iniciada a épocas, o mercado vai ter 306 "empresas cotadas" em que, a cada semana, 17*2 empresas "são liquidadas".

O mercado.
Cada pessoa tem uma conjectura quanto à probabilidade de um determinado resultado acontecer. Isto traduz que a empresa liquidada "Ganha-casa / Portimonense- Sporting" se concretiza favoravelmente.
No mercado, umas pessoas "compram" e outras pessoas "vendem" acções a um determinado preço.
No momento da transacção, o comprador paga o preço ao vendedor que fica com ele o que traduz um empréstimo "estranho". 
No fim do jogo, se o resultado for o previsto pelo comprador, o vendedor paga-lhe 10€. Caso contrário, o vendedor fica com o dinheiro.
Por exemplo, o João comprou uma acção por 0,90€ dando esse dinheiro à Maria.

Se o resultado for favorável, teremos
Resultado do João = +10€ - 0,90€ = 9,10€
Resultado da Maria = +0,90€-10€  = -9,10€

Se o resultado for desfavorável, teremos
Resultado do João = - 0,90€ = -0,90€
Resultado da Maria = +0,90€  = +0,90€

Como funciona a transacção de entrada no mercado.
Por simplicidade, vamos supor que, a cada 15 minutos, há um leilão que junta as propostas que entraram no sistema.
As pessoas têm previsões quanto à probabilidade de cada um dos 306 acontecimentos possíveis.
Por exemplo, o João prevê que o "Ganha-casa + Portimonense- Sporting" tem 10% de probabilidade de se concretizar pelo que coloca uma oferta de compra de 1000 acções ao preço de 0,90€/acção (um investimento de 900€ que pode perder). Neste caso, prevê ganhar 1000*(+10%*10€ - 90%*0,90€) = +100€
Já a Maria prevê que a probabilidade seja de 8% pelo que também coloca uma oferta mas de compra de 1000 acções a 0,90€/acção (recebe um crédito de 900€). Neste caso, prevê ganhar 1000*(-8%*10€ + 92%*0,90€) = +28€ com o risco de ter que pagar 10000€.
O leilão vai permitir que esta transacção se materialize.

Como funcionam as transacções de saída do mercado.
Havendo muitas pessoas continuamente a realizar compras e vendas, o preço de cada acção vai evoluindo ao longo do tempo em resultado da informação que vai sendo conhecida, por exemplo, um jogador que se lesiona ou um treinador que é despedido. Essa evolução traduz a probabilidade que, em média, as pessoas atribuem a cada acontecimento.
Imaginemos que a Maria, de repente, acha que a probabilidade aumenta para 12% e vê que o preço evoluiu para 1,1€/acção. Então, a Maria querendo anular o seu risco e porque não pode anular a sua posição, vai fazer uma transacção simétrica: vai comprar 1000 acções ao Alberto por 1100€.
A Maria, porque houve uma desvalorização, teve um prejuízo de 1100€-900€ mas conseguiu transferir para o Alberto o risco dos 10000€ de perdas.

Motivado pelos baixos custos de transacção.
Imaginemos que as transacções são gratuitas e que a "CMVM" cobra uma taxa de 1% sobre os 10€.
Então, vai haver milhões e milhões de transacções ao longo do tempo.
Uma pessoa vai entrar no mercado, por exemplo, adquirindo 250€ de diferentes acções e, a toda a hora, porque recebe informação que acha importante, vai recompor a sua carteira de activos.
Sempre que uma pessoa encontre um preço que, dadas as suas previsões, permita um ganho, faz uma transacção de recomposição da carteira.
Até pode acontecer que o investidor nunca chegue a esperar pela liquidação, i.e., nunca chegue a receber ou a pagar os 10€, vindo o seu ganho da diferença entre comprar e vender.
Os baixos custos de transacção fazem com que possa haver milhares de milhões de euros transaccionados, em valores 1000 vezes superior ao facturado pelos clubes mas essas transacções não traduzem nada pois a maioria delas anula-se.
Por exemplo, o João, porque recompõe a sua carteira centenas de vezes por dia, pode ao longo da época ter comprado e vendido milhões de euros, mantendo-se com uma carteira de 250€.  

Porque é o mercado financeiro positivo para a economia?
Primeiro, porque tudo o que as pessoas fazem, desde que não se prove que causa prejuízo aos outros, é positivo para a economia.
Segundo, tudo está nos custos de transacção baixos e na circulação da informação sobre a economia.
Vou dar um exemplo.

Um proprietário está a pensar plantar um pomar.
Tem um terreno que não produz nada e, com um investimento de 100000€, consegue passar a produzir, em média, 100 toneladas de maças por ano.
O proprietário pensa amortizar o investimento em 25 anos à taxa de juro de 5%/ano e precisa de  15000€/ano para tratar do pomar.
Em média, o preço de venda das maças terá que ser no mínimo 0,25€/kg.
Mas existem problemas.
1) O proprietário não tem dinheiro e o terreno não serve como garantia.
2) A produção só começa em 2025.
2) O preço médio das maças é na ordem dos 0,40€/kg mas na época da colheita é muito baixo, 0,10€/kg, porque os compradores aproveitam-se da situação de necessidade dos produtores.
3) A produção média é de 100 t/ano mas há anos em que é apenas 50 t pelo que a venda antecipada tem problemas. 

Vamos ao mercado futuro de fruta.
1 = O produtor conseguiu vender 75 t/ano de fruta em todos os julhos dos anos de duração do pomar, em 2025, 2026, ..., 2049 a 0,35€/kg. Por exemplo, o produtor obriga-se a entregar 75t de maçã em 2030 pela qual o comprador se obriga a pagar 26250€.
Se descontarmos estas vendas ao presente à taxa de 5%/ano, dará 260 mil€.

2 = O produtor vai usar as vendas já realizadas "vendendo" parte delas para obter financiamento. Assim, as vendas criaram um "activo financeiro" que pode ser comprado e vendido vezes sem conta.
O produtor fica sem responsabilidades no pagamento do financiamento porque o dinheiro obtido não é um empréstimo mas resulta da venda de um activo financeiro. 
A responsabilidade do pagamento ao investidor passa para o comprador das maçãs.

3 = O investidor que emprestou o dinheiro, precisando rapidamente de reaver a massa, "vende" os créditos.

Houve problemas!
Se um ano a produção for superior às 75t, o excedente é vendido na hora.
O problema é que, chegamos a Março de 2030, 4 meses antes de as maças serem colhidas e entregues, o produtor prevê que só vai ter 50t porque na sua zona houve uma geada tardia!!!!
Então, à cautela, vai ao mercado e compra 25t para entrega em Julho pagando 0,40€/t. Vai ter um "pequeno prejuízo" mas evita o risco de, mais tarde, as maçãs estarem ainda mais caras.
Este "mercado secundário" vai ter milhares de transacções de pessoas que nunca vão chegar a ter as maças em sua posse, tentando ganhar na margem entre a compra e a venda.
Estas transacções dão liquidez ao mercado permitindo que os bons investimentos tenham financiadores e também "digerem" a informação que vai surgindo como a evolução do estado do tempo, da procura e de novos pomares.

A Esquerda é a nova Direita.
A dicotomia Esquerda /Direita tinha por base a ideia de que a Esquerda era progressistas, inovadora, e a Direita retrograda, conservadora.
Mas o que observamos é exactamente ao contrário, a Esquerda quer repor o passado, manter o que existe, conservar os velhinhos nas casas a cair, combater a nova economia enquanto que a Direita quer a mudança.
Por isso, a Esquerda tem medo do que é novo, dos mercados que surgiram das novas tecnologias, a Uber, os arrendamentos de curta duração, os hosteis, os contratos de trabalho na hora.
Com a diminuição dos custos de transacção induzidos pelos computadores e pela Internet, o número de transacções financeiras por cada euro de bens tem tendência a explodir mas isso não traz qualquer mal à nossa sociedade, muito antes pelo contrário.

Imaginem um novo mercado de segurança.
Existem 10000 câmaras espalhadas na cidade e há pessoas que, no conforto do seu lar, umas em Portugal, outras em Moçambique ou no Bangladesh, observam o que se passa, 24 horas por dia.
Existe um algoritmo que calcula quantas pessoas devem estar a observar e quais as câmaras monitorizadas.
Vamos supor que, numa situação normal, há 100 pessoas.
De repente chegaram uns motoqueiros é, na próxima hora, é preciso aumentar para 250 pessoas. Então, é enviado uma SMS a 500 pessoas (que previamente mostraram disponibilidade) e são aceites pelo sistema as primeiras 150 que fizerem log-in.
O pagamento é feito mediante o "apanhar" de diamantes: aparecem na imagem diamantes amarelos e, em cada que a pessoa carregue, recebe 0,50€ (forma de garantir que a pessoa está mesmo a observar a imagem).
Também as pessoas podem contratar o serviço para sua casa, colocando uma câmara em cada divisão que serão monitorizadas por alguém que pode estar a milhares de quilómetros de distância.
Tudo isto é progresso, tudo isto é futuro que os esquerdistas querem torpedear com o argumento de que "não dá direitos aos trabalhadores".
Mas tudo o que as pessoas quiserem fazer de forma informada e livre, é positivo para as pessoas.

Quem é que não quer ser livre?
Os esquerdistas dizem que tirar liberdades é bom para as pessoas!

sexta-feira, 29 de junho de 2018

O Papa Xico e o populismo

Não há qualquer dúvida que todas as religiões são populistas. 
Ao prometerem o Céu eterno a quem for bom (e cumprir os mandamentos) e o Inferno a quem for mau, não se pode ser mais populistas.
Claro que se pode dizer "mas os padres acreditam mesmo que podem dar o Céu eterno às pessoas" mas o acreditar não lhes retira populismo pois a mensagem deveria ser "eu acredito que vais ter o Céu mas isso ainda não teve confirmação credível por parte de ninguém que lá tenha estado".
Nem o Lázaro que, alegadamente esteve no Reino dos Céus e voltou à Terra, disse fosse o que fosse sobre esses tempos passados alegadamente no Céu.
Vem isto a propósito do Papa Xico ter nomeado mais um cardeal português que "apoia as suas ideias".


Mas o que são, afinal, as ideias do Papa Xico?
Será que tem alguma ideia teológica, isto é, referente ao Deus descrito na Bíblia e à interpretação que a Igreja faz da mensagem desse Deus que seja diferente das ideias que os outros papas tinham?
Não.
O que pensa Xico sobre a sexualidade? O mesmo.
O que pensa Xico sobre o celibato dos padres? O mesmo.
O que pensa Xico sobre as mulheres? O mesmo.
Se pensa o mesmo, porque quer a Igreja (e a comunicação social) dar a ideia de que tem ideias diferentes?
Demagogia e populismo.

A diferença está apenas na comunicação.
Lembra-me a diferença entre um pai sério a dizer "vais apanhar porrada" ou um pai sorridente a dizer "vais levar tautau".
A diferença entre austeridade e cativações.

Faz-me lembrar a Bem Aventurança pregada pelos vendedores
"Bem aventurado auele que acredita sem ver porque será enganado"

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Será sábio o Sousa Cintra ter rescindido com o treinador?

Esta questão é muito discutida em democracia.
O mandato do governo tem uma determinada duração e, pergunta-se, se será lícito e ético o governo assinar contratos para além do término do mandato.
A resposta tem que ser "é lícito e ético" porque, caso contrário, o governo não poderia fazer quase nada.
Por exemplo, não poderia contratar funcionários públicos (ou os contratos teriam que ser sempre a termo certo, renovados ou não a cada novo governo).
No caso do Sporting, o Bruno de Carvalho ficou sem o Jesus e, depois de algumas dificuldades, contratou um treinador no dia 18 de junho porque os trabalhos de pré-época começavam no dia 21 de junho. Depois, veio a destituição no dia 23 de junho.
Os da oposição vieram, na altura, dizer que o treinador não prestava e não valia o ordenado contratado.
Em Portugal os ordenados que o Sporting paga são, genericamente, muito elevados pois, por exemplo, em 2017/18 o Del Neri (que em 2004 treinou o Porto umas semanas) ganhou 450 mil€ no Udinese e  o Mihajlović, mesmo sendo o quarto treinador mais caro de Itália, estava a ganhou 1,5 milhões€/ano no Turino (penso que brutos).
 
Vamos ao contrato.
Eu não tive acesso ao contrato mas está depositado na Federação Portuguesa de Futebol (alguém que vá lá ver).
Vamos supor que o contrato foi assinado no dia 18 de junho e é válido até 30/06/2021 (ver).
Vamos supor que o SCP-SAD denunciou o contrato passados 10 dias, no dia 28 de junho alegando que estava dentro do período experimental e sem mais nada invocar (ver).
Será que o SCP-SAD tem razão jurídica para o despedimento?
Eu penso que não por duas razões.
 
Razão primeira - Cláusula 11.a do CCT dos treinadores de futebol.
Primeiro, a existência de período experimental não resulta genericamente do contrato mas deve ser estabelecido e ter um prazo máximo de 15 dias (parágrafos 1.º e 2.º da Cláusula 11.a).
 
1- Apenas poderá estabelecer-se um período experimental no primeiro contrato de trabalho ...
2- O período experimental não poderá ser superior a 15 dias ...
 
Assim, se nada lá estiver escrito, não se pode concluir que as partes acordaram em que o prazo seja o máximo possível, isto é, de 15 dias.
Bem sei que o parágrafo 3.º parece contraditório com estes 2 primeiros:
 
3 - O período experimental pode ser excluído por acordo escrito entre as partes.
 
mas, no meu entendimento, este parágrafo só tem aplicação no caso em que foi estabelecido no contrato de trabalho um período experimental.
Por exemplo, no contrato de trabalho do dia 18 de junho dizia "estabelece-se um período experimental de 15 dias" para, por exemplo, no dia 20 de junho, vir um acordo escrito fora do contrato dizer "fica sem efeito a existência de período experimental prevista no contrato de trabalho".
 
Razão segunda - Cláusula 7.a do CCT dos treinadores de futebol.
Prevê a existência de um contrato promessa de trabalho!!!!
E, naturalmente, no contrato promessa ainda não começou a contar qualquer período experimental.
Como o contrato de trabalho tem mais força legal que o contrato promessa de trabalho e, neste último caso, se o clube não contratar o treinador, tem que lhe pagar 70% dos ordenados previstos, parece-me muito optimista alegar despedimento por "período experimental" e pensar que não vai pagar nada, nem os 10 dias que o homem trabalhou.
 
Voltamos ao problema da legitimidade.
Ouvi na comunicação social que o contrato são 2 milhões líquidos o que traduz um valor bruto de 4 milhões por ano.
O contrato são 3 anos e 12 dias o que dá um total na ordem dos 12 milhões de euros.
Este encargo vai persistir para todo o sempre, para além do termo do mandato do Sousa Cintra!!!!
 
Teria sido melhor renegociar o contrato.
Primeiro, o prazo deveria ter sido diminuído para 1 ano com mais 2 anos de opção por parte do SCP-SAD. Dava a entender que mantinha a duração de 3 anos mas, de facto, só tinha a duração de 1 ano.
Segundo, o ordenado deveria ser diminuído para os 1,5 milhões brutos que estava a ganhar no Turino mais 1,5 milhões no caso da ganhar o campeonato, 1 milhão se ganhasse a Liga Europa, 500 mil se ganhasse a Taça de Portugal e 250 mil se ganhasse a taça da liga e mais uns prémios por vitória e para o segundo lugar. Daria a entender que o valor aumentava estando a reduzir significativamente.
Partir para a "denúncia do contrato" tão levianamente, sem se ter a certeza que o homem não presta, parece-me muito pouco sensato.
 
Até na careca me sinto um novo Vale e Azevedo, "está resolvido" 
 
Finalmente, os ex-jogadores do SCP-SAD
Eram tão bons e tinham tantas razões para a rescisão por justa causa que ninguém os quer contratar!!!!
Como já disse, vai ser como o Bruma que teve que bater os 12 milhões a menos que o Sousa Cintra lhes perdoe a indemnização. 
 
 
 
 
 
 
 

terça-feira, 26 de junho de 2018

O turismo, as cidades e os nativos

Fui viver para a cidade do Porto há 35 anos. 
Foi no dia 15 de Outubro de 1983, quando entrei para a universidade.
Nesse tempo, havia muitas casas degradadas, muitas famílias a viver em quartos minúsculos e em casas velhas.
Havia ainda famílias "ocupas" de casas velhas e degradadas do tempo dos retornados de África.

Com o passar dos anos.
As principais faculdades também saíram do centro da cidade, principalmente a faculdade de engenharia e a faculdade de ciências.
Os cafés foram ficando vazias, as velhotas deixaram de ter clientes para os quartos e foram morrendo.
As famílias foram abandonando as condições de vida degradantes e deslocaram-se para casas melhores nos subúrbios.
As casas foram fechando e a degradação foi tomando cada vez mais o centro da cidade.

Depois veio o turismo.
Foi um processo lento que se começou a notar com a "primavera árabe".
Começaram, primeiro, a aparecer meia dúzia de estrangeiros na baixa, depois vieram os barcos Douro acima, os cruzeiros, os voos low cost, os hosteis e a cidade foi-se transformando para mais dinamismo.
As casas começaram a ser recuperadas ao ponto de hoje, quando dou o meu passeio semanal pela baixa, ter continuamente que atravessar de passeio para passeio por causa das obras.

Vamos ao problema das rendas.
Por causa do congelamento das rendas, os contratos antigos tinham rendas ridículas.
Bem sei que os esquerdistas não sabem nada de economia mas, por uma questão de racionalidade económica, esta situação tinha que ser corrigida. Não era para defender os donos das casas mas apenas por racionalidade económica.

Como se faz um país mais rico?
Este é um problema económico central à economia. Vejamos as condições que levam a um país ser o mais rico possível.

Primeiro) O valor atribuído às coisas vem das pessoas.
Bem sei que a Natureza tem direito a existir fora da vontade dos humanos mas o valor económico das coisas resulta directamente do interesse que as pessoas, nós, temos nelas. Esse valor pode ser indirecto (podermos vender as coisas a alguém que tem maior interesse nelas do que nós).


Segundo) Cada pessoa é diferente e, por isso, atribui valor diferente às coisas.
Todos temos gostos diferentes, uns gostam da cor vermelha, outros azul e outros ainda verde.
Há pessoas que gostam de casas viradas para a rua e outras preferem o sucesso das traseiras.

Terceiro) A riqueza é máxima se cada coisas ficar com a pessoa que lhe atribui maior valor.
Vamos imaginar duas pessoas, o João e a Maria, e dois bens, um carro e uma mota.
O João atribui o valor de 10000€ ao carro e 15000€ à mota e a Maria atribui o valor de 5000€ à mota e 10000€ à mota.
Imaginemos que o João é dono do carro e a Maria da mota, a riqueza total será 15000€ = 10000€+5000€.
Agora, se trocarem ficando o João a mota e a Maria com o carro, a riqueza total aumenta para 25000€, 15000€+10000€.

O sistema de preços de mercado
Faz com que as pessoas que atribuem mais valor a uma coisa vai ficar proprietários dessas coisas.
O conceito de valor que a pessoa atribui está ligado, naturalmente, à restrição orçamental de cada pessoa.

Oh riqueza, será um desperdício acabares na cama de um homem que adore mulheres gordas

Vamos ao que interessa.
Se uma velhota atribui o valor de 100€/mês a uma casa velha (até porque não pode pagar mais).
Se um turista atribui o valor de 1000€/mês por essa mesma casa velha depois de reabilitada (vamos supor que reabilitar a casa implica uma amortização de 400€/mês).
A senhora velhota sair e dar lugar à reabilitação vai ajudar os pedreiros e aumentar a riqueza do país.

E o que fazer à velhota?
Terá que arranjar outra casa cuja renda seja de apenas 100€/mês.
Se esta senhora não conseguir arranjar, não querendo nós transforma-la numa sem abrigo, aqui entra o Estado com os bairros sociais.

O que o Estado pode fazer.
Vou começar por tocar num ponto que ninguém se tem lembrado, as cérceas.
O centro das cidades, além dos centros históricos que interessa preservar como memória histórica, existem grandes limitações ao que se pode construir em temos de volumetria e altura.
Estas limitações são um "direito público" que podem ser "privatizadas" com o mesmo impacto que teria vender terrenos novos.
Se, por exemplo, as cércea passar de 5 pisos para 12 pisos, sem necessidade de aumentar as infra-estruturas como as ruas, tubagens de água, saneamento, electricidade, fibra óptica, a área disponível para construção mais do que duplica.
Claro que (e essa é a razão para existirem) os conservadores (de esquerda e de direita) irão dizer que vamos destruir as cidades e que, com isso, vamos acabar com o turismo mas tal não corresponde em nada à verdade. Se em Nova York os prédios mais pequenos têm 20 pisos e os intermédios têm 50 pisos e é uma das cidades com mais turismo do mundo, ...

Os prédios mais pequeninos de NY têm 20 pisos e os médios entre 30 e 50 pisos.

O que eu defendo.
Nos centros históricos até deixo que se mantenham as cérceas actuais que, no caso do Porto, até são bastante razoáveis (por exemplo, a rua dos Mercadores tem uns 5 metros de largura e prédios com 20 metros de altura) mas, fora destes centros e onde o impacto visual é praticamente nulo, duplicava ou triplicava as cérceas actuais. 
Esses aumentos seriam por venda de direitos, 50% para as autarquias e 50% para o Estado central.
Assim, seria algo positivo para os donos dos imóveis, para os nativos (mais oferta de habitação), para os turistas (mais área para alojamento e mais trabalhadores no sector do turismo) e para as pessoas das outras regiões (a venda dos direitos seria receita pública).
Se o preço das casas nas cidades andar nos 1500€/m2 e a construção custar 750€/m2, tal traduz que o aumento da cércea poderá ser vendido por 750€/m2 o que traduz um potencial enorme para aumentar a riqueza do nosso país.
Mas penso que somos, enquanto eleitores, conservadores de mais para isto sendo mais popular o discurso demagógico do combate aos despejos das velhinhas.


Só um bocadinho do Bruno de Carvalho.
Caiu e está com um esgotamento nervoso.
Aconselhava a ir ao Bruxo de Fafe pois também acredito que está a ser vítima de bruxaria.
Tem que levar "defumações, encruzilhadas e rezas de contra-fogo para banir Lúcifer" senão, nunca mais volta a ser presidente do SCP.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Eu votaria Bruno de Carvalho

O homem está a ser injustiçado. 
No dia 5 de Março de 2017, o BdC foi eleito com 86% dos votos, um total de 18755 votos, nas eleições mais concorridas de sempre (tsf).
Apesar de eleito de forma clara, BdC nunca recebeu a aprovação dos "notáveis" nem da comunicação social.
Então, decorridos 13 meses, no rescaldo do jogo Atlético de Madrid - Sporting, começou o "ataque ao castelo".

Vejamos o facto precursor.
Depois do jogo do Atlético de Madrid o que o BdC queria dizer era "... [precisamos] rectificar nos treinos o que não fizemos bem [em Madrid] (...) e espero que consigamos corrigir aquilo onde não estivemos tão bem” (palavras do Fernando Santos depois do jogo contra a Espanha em que Portugal empatou, ver)
"De 11 (...) fomos nove, muitas vezes, e isso paga-se caro (...) [Fomos 9 porque] Coates e Mathieu fizeram o que os avançados do Atlético não conseguiram [fazer,] com o 2-0 a surgir sem nada terem feito para isso".
Realmente, em Madrid, a defesa do Sporting parecia que tinha sido paga para perder.
O Sporting tinha todas as condições para ultrapassar o Atlético de Madrid mas com aquelas duas fífias que deram origem aos 2 golos, a coisa tornou-se impossível.

E depois!
Os jogadores amuaram e retaliaram com uma derrota vergonhosa contra o Marítimo, com um frango monumental do Rui Patrício, que valeu a perda do segundo lugar e, pior ainda, perder com o Aves na final da Taça de Portugal.
Jogadores a ganhar milhões de euros por ano amuados
Ninguém me tira a ideia da cabeça de que os jogadores do Sporting perderam contra o Marítimo e contra o Aves de propósito, para darem cabo do Bruno de Carvalho.

Cheira-me a esturro!!!!
Bem, não quero fazer insinuações mas, se o Sporting perdesse com o Marítimo, o Benfica ia buscar mais de 40 milhões à Liga dos campeões ..., para onde foram os tais 1.9 milhões levantados em notas? ... e para os jogadores até seria positivo!!!!! pois conhecendo o BdC como todos conhecemos, já se sabia que ia atacar os e foi isso que os jogadores usaram como principal argumento para pedir a rescisão com justa causa!!!!!e libertarem-se das clausulas de rescisão!!!!!


A comunicação social é só veneno.
Ontem, Rui Santos sobre o novo treinador do Sporting, não se cansava de dizer "nunca ganhou nada".
Mas o que disse Rui Santos quando o Sérgio Conceição (que o melhor que tinha conseguido tinha sido um 7.º lugar na liga francesa)?
"Sérgio Conceição tem o perfil ideal para liderar o FC Porto" (ver)
O que tinham ganho Pedroto, Mourinho ou Fernado Santos quando foram para o Porto?
O que tinham ganho Jesus ou Rui Vitória quando foram para o Benfica?
O que tinham ganho Laszlo Boloni (2002), Malcolm Allison (1993) ou Rodrigues Dias e Fernando Mendes (1991) quando foram para o Sporting?
E foram todos campeões nacionais de futebol.

O que disse a consultora PwC?
Diz que as rescisões dos jogadores têm um impacto negativo nas contas do Sporting de 16,5 milhões de euros (ver, ponto 3).
Mas não diziam que a rescisão de apenas o frangueiro Rui Patrício seria um prejuízo de 18 milhões?
Não valiam os jogadores que rescindiram mas de 100 milhões de euros?

Finalmente, a AG destitutiva.
É já no Sábado e vai ser destitutiva do Bruno de Carvalho ou do Marta Soares.
Se o Bruno de Carvalho tiver menos de 50% a favor, vai-se embora mas se tiver mais de 50% o Marta Soares e demais apaniguados têm que ir embora.
Eu tenho quase a certeza absoluta que o Bruno de Carvalho vai ganhar esta batalha porque, tirando o ataque da comunicação social, não vejo que tenha havido qualquer alteração entre 5 de Março de 2017 e 23 de Junho de 2018.
Se em 5 de Março de 2017 teve 86% dos votos expressos (e em 17 de Fevereiro de 2018 a alteração dos estatutos pedida por BdC teve 87,5%), não vejo como agora o Marta Soares consiga arranjar 50% mais 1 voto para destituir o Bruno de Carvalho.
Mas vamos aguardar com serenidade, que <<como diria o meu tio avô Pinheiro de Azevedo, "é só fumaça" e "bardamerda para todos aqueles que não são do SCP">>



segunda-feira, 18 de junho de 2018

A mobilidade social tem duas faces

Demora 125 anos a sair da pobreza. 
Foi este o resumo das notícias sobre um relatório da OCDE. 
Primeiro, vamos compreender este número.
Peguemos nas pessoas que conhecemos e vamos meter 1/3 em cada uma das 3 classes em que as famílias se dividem, "mais pobres", "médios" e "mais ricos".
Depois, andemos 125 anos para trás, até ao ano de 1893, e tentemos indagar se os avós/bisavós dos nossos conhecidos pertenciam ao mesmo grupo que ela pertencem actualmente.
O "125 anos" traduz que, decorridas 5 gerações, 50% das pessoa que em 1893 eram "mais pobre" hoje os seus descendentes são "médios" (e 50% continuam "mais pobres").
Noutra perspectiva, a cada geração, 100 famílias "mais pobres" dão origem a 87 famílias "mais pobres" e 13 famílias "médios" 

O que é ser "mais pobre"?
É um conceito relativo de forma que um "mais rico" em 1893 até vivia muito pior que um "médio" de agora (por exemplo, o dentista arrancava os dentes a frio!!!).
Assim, apesar de os "mais pobres" estarem condenados a gerar "mais pobres" isso não quer dizer que não há progresso e melhoria nas condições de vida.

O reverso da medalha.
Se os "mais pobres" têm dificuldade a passar a "médios", isso traduz que os "médios" também têm dificuldade a passar a "mais pobres" (porque, em cada grupo, há sempre 33.3% das pessoas).
Assim, política que favoreçam o "ascensor" social terão o efeito perverso de favorecer o "descensor" social.

Razões para a pouca mobilidade social.
Há diversas razões/hipóteses.

1) Razões orgânicas/genéticas.
Vamos supor que uma pessoa consegue gerar rendimento elevado porque tem alguma característica genética particular seja inteligência, beleza ou jeito para o desporto.
Vamos supor que essas características se transmitem geneticamente aos seus filhos (filho de peixe sabe nadar).
Vamos supor que "pessoas com mais sucesso" têm filhos com outras "pessoas com mais sucesso".
Então, os filhos de famílias de sucesso acima da média vão também ter sucesso acima da média, perpetuando-se as famílias no escalão de rendimento.

2) Razões económicas.
Por sorte, uma família teve sucesso e acumulou fortuna (por exemplo, Cristiano Ronaldo).
Ao transmitir o património aos seus filhos, mesmo que estes não tenham grande capacidade, vão continuar ricos.

3) Razões sociais.
O grupo defende-se da entrada de outros (favorecimento).
Assim, quando há necessidade de contratar um trabalhador, vão escolher alguém do seu grupo de rendimento. Como os ricos estão em lugares melhor remunerados, vão contratar os filhos de outros ricos que vão ter melhores salários que os filhos dos "mais pobres" com igual capacidade, perpetuando os grupos sociais.
Também a ideia de que os mais ricos não casam com mais pobres e os ciganos não gostarem que haja casamentos fora da etnia são barreiras social.

Acredito que a Sara Sampaio vá ter filhas bonitas

quarta-feira, 13 de junho de 2018

O Sporting e o acordo Trump-Kim

Primeiro, o Sporting para falar da cotação da SAD.
A comunicação social tem transmitido a ideia de que as acções da Sporting-SAD desvalorizaram muito com o Bruno de Carvalho e, ultimamente, com as rescisões dos jogadores e que, porque agora foi alegadamente destituído, subiram astronomicamente.
Dizem que a cotação traduz o valor da Sporting SAD e que o Bruno de Carvalho está a destruir valor pois as rescisões estão a causar um prejuízo de mais de 100 milhões €.

Vamos à verdade.
A cotação "disparou" hoje 30% com apenas 2531,16€ transaccionados. Assim, porque a liquidez é muito pequena, qualquer pessoa com alguns euros é capaz de meter ofertas de compra que causem um grande aumento ma cotação.
Até pode um amigo dar as ordens de compra e outro as ordens de venda, como fazem os da máfia para enganar as pessoas (leva-las a comprar títulos que estão a subir).

Será que o Bruno de Carvalho destruiu valor?
A cotação das acções no dia 4 de Abril de 2018, véspera do jogo Sporting-Atlético de Madrid e do poste que iniciou a guerra com os jogadores, estava em 0,60€/acção, um valor total para a SAD de 23,5 milhões €.
Depois das rescisões de jogadores avaliados em mais de 115 milhões €, seria de esperar que o valor passasse a ser zero pois 23,5 milhões € - 115 milhões € = - 91,5 milhões €, mas não, ontem estava a 0,61€/acção, praticamente a mesma coisa.



Ninguém acredita nesses valores para os jogadores ou ...
Se a cotação ontem, 0,61€/acção, é praticamente a mesma do dia 4 de Abril, as pessoas não acreditam no valor dos jogadores ou acreditam que quem rescindiu vai pagar cara a ousadia pois, não sendo reconhecida justa causa na rescisão, as indemnizações vão ser pesadas.

O que diz o Contrato Colectivo de Trabalho.
Os comentadores vão buscar o Par.º 1 do Art. 50 para afirmarem que, se não for dada razão aos jogadores, estes têm que pagar o valor dos salários do tempo de contrato que falta cumprir mas não é isso que diz lá.
O parágrafo referido diz "em montante não inferior" não prevendo um limite superior!

Artigo 50.º - Responsabilidade do jogador em caso de rescisão unilateral sem justa causa
1 — Quando a justa causa invocada nos termos do artigo 43.o venha a ser declarada insubsistente por inexistência de fundamento ou inadequação dos factos imputados, o jogador fica constituído na obrigação de indemnizar o clube ou sociedade desportiva em montante não inferior ao valor das retribuições que lhe seriam devidas se o contrato de trabalho tivesse cessado no seu termo.

Agora cruzemos com o Artigo 46.º e vemos que o jogador está obrigado a pagar a clausula de rescisão:

Artigo 46.º - Resolução por iniciativa do jogador sem justa causa quando contratualmente convencionada
1 — Pode clausular-se no contrato de trabalho desportivo o direito de o jogador fazer cessar unilateralmente e sem justa causa o contrato em vigor mediante o pagamento ao clube de uma indemnização fixada para o efeito.

O Rui Patrício e o William de Carvalho têm clausulas de rescisão de 45 milhões €, o Bas Dost são 60 milhões €, O Gelson Martins e Bruno Fernandes estão nos 100 milhões €.
É um risco muito grande de virem a acabar na miséria.
Talvez por isso é que os contratos dos jogadores têm clausulas de rescisão e, tirando este episódio do Sporting, ninguém vai por esse caminho da invocação da "justa causa".
Vejam a aberração de o Braga perder 20% do passe do Battaglia sem nada ter feito.

Segundo, o papel assinado entre o Trump e o Kim.
O Kim Jon-un tinha uma amante, a cantora Hyon Song-wol, que adorava.
O tio e outros comparsas obrigaram o Kim a executar com as próprias mãos, a tiro de metralhadora, a amada(entre outras cantoras). 
Isto no dia 20 Agosto 2013 e o Kim aguentou com valentia.


Não sei como pode alguém estranhar que, à primeira oportunidade, o Kim tenha executado todos os que o forçaram a matar a sua amante. 
Uns a tiro de metralhadora antiaérea mas o tio teve tratamento especial, foi comido vivo por 120 cães (confirmar).



O que eu soube de fonte fidedigna.
Dias depois de ter tomado posse, o Trump recebeu a seguinte mensagem no Whatsapp.

Holy might President Trump, 
I am your admirer on the part of touching the women in that place.
Please start telling that you are going to destroy the North Korea if they do not stop that bulshitt of nuclear bombs to give me some room to maneuver.
When you come here to visit us you can put you big hands whoever you want that will even be an honor (and whoever complains ... machine gun).
My name is Kim Jong-un and, together, we will be nobel of peace.

O Trump mandou lá imediatamente o Dennis Rodman que confirmou a veracidade da mensagem.
A partir dai, cada um cumpriu a sua parte na encenação.


E soube ainda mais.
Quando entrou, quem mandava na Assembleia Popular Suprema (equiparada à nossa Assembleia da República) eram os partidários do tio do Kim. Mas, lentamente, a CIA foi matando os deputados e substituindo-os por outros muito parecidos e favoráveis ao Kim.
Quando o Kim obteve a maioria, deu cabo dos que sobravam, com a tal metralhadora antiaérea e os 120 cães que só comem deputados. 

Este era um dos 120 antes das "reestruturação da Mesa da Assembleia Geral"

Vamos ao texto.
Ninguém perguntou pelo texto ao Mikhail Gorbachev quando disse que a URSS ia ser democratizada.
Também ninguém perguntou ao Deng Xiaoping quando disse que ia transformar a China numa economia de mercado.
Porque querem agora um texto com centenas de páginas e formas de verificação?
Isso não interessa para nada pois o Kim Jong-un já é um dos nossos.

sábado, 9 de junho de 2018

O Acordum é uma derrota total do Marta Soares

Como sabem, o Marta Soares meteu uma providência cautelar. 
MS marcou em 28 de maio uma assembleia geral para o dia 23 de junho com o objectivo de destituir o Bruno de Carvalho, BdC.
Como o BdC tem o poder executivo e disse "essa coisa nunca se irá realizar", o MS meteu uma providência cautelar na tentativa de forçar BdC a fazê-la.
Sendo que o MS veio dizer "ganhei" e, pelo contrário, o BdC dizer "o MS foi derrotado em toda a frente" vou neste poste tentar clarificar junto dos sportinguista um pouquinho do que foi decidido.

1 = Será que o Tribunal reconheceu que o MS continua Presidente da Mesa da AG em funções?
Não.
O MS alegou que era sócio do SCP e Presidente da Mesa da AG e o Tribunal veio dizer, "avancemos porque onde há fumo, deve haver fogo", textualmente fumus boni iuris.
O Tribunal disse ainda que não tinha tempo para investigar a questão da legitimidade do MS para marcar a AG: "o procedimento cautelar, porque urgente e conducente a uma providência provisória, não se compadece com as indagações probatórias próprias do processo principal”
Então, na parte do reconhecimento do direito a pedir, o Tribunal não reconhece que o MS é o presidente em exercício da MS mas apenas que "se afigura sumariamente demonstrada a existência da qualidade do Requerente e indiciariamente a convocatória da Assembleia Geral por quem de direito."
E o MS não deu conhecimento ao Tribunal nem pediu que este se pronunciasse sobre o facto de, no entretanto, o BdC ter nomeado outra comissão transitória para o substituir (em resposta ao vazio deixado pelo aplicação do Par. 3.º do Art. 38.º dos Estatutos).

E ainda tem mais.
O MS pede explicitamente ao tribunal para obrigar o BdC a "d) Permitir ao Requerente exercer as suas funções como Presidente da Mesa da Assembleia Geral;"
E o pedido foi recusado (foram todos).

2 = Qual foi o direito que o MS disse estar em perigo?
Deveria ter alegado que era um " prejuízo grave e dificilmente reparável para o Sporting" do estilo "o Rui  Patrício vale 6 vezes o seu peso em ouro e, sem esta assembleia, esse valor derrete". Mas não, disse haver perigo para a sua integridade física.
(O RP pesa 84kg e 18 milhões a 35€/g dão 514kg de ouro)
Claro que pode ele, em termos cautelares, não aparecer lá mas alegou que tinha que estar obrigatoriamente a presidir a AS, o que é falso à luz do Par. 2.º do Art. 53.º Estatutos:

2 – O Presidente é substituído, nas suas faltas e impedimentos, pelo Vice-Presidente; na falta ou impedimento deste, pelos restantes membros da mesa, segundo a ordem por que foram indicados na lista em que hajam sido eleitos; na falta ou impedimento de todos, será o Presidente substituído pelo Presidente do Conselho Fiscal e Disciplinar ou por quem o deva substituir. 

3 = O que veio dizer o Tribunal.
Por um lado, não está provado que venha a sofrer dano e, por outro lado, o que o MS pede não tem nada a ver com a defesa da sua integridade física mas "simplesmente o cumprimento das formalidades necessárias para a sua integral realização".
Até fica no ar a pergunta de como pode "a entrega do ficheiro excel com indicação dos números de sócios, nome e última quota paga" proteger a integridade física do MS.

Concluindo.
"indefere-se liminarmente o presente procedimento cautelar.
Custas pelo requerente."
Isto quer dizer que nenhum dos pedidos foi atendido e que, portanto, no dia 28 de Maio não vai haver Assembleia Geral do SCP.

Porque fugir da voz dos Sportinguistas?
O Bruno de Carvalho marcou para 21 de Julho uma Assembleia Geral Electiva dos órgãos que se demitiram, incluindo o Presidente da AS.
Porque não vai o Marta Soares a votos?
Afinal, não é só o BdC que não quer ouvir os Sportinguistas.
É que já apareceu a candidatura ‘Feitos de Honra, Leais ao Sporting’ (ver, Observador)

Este boneco é perfeito para presidente da mesa pois é presidente dos bombeiros e nunca apagou incêndio algum.

terça-feira, 5 de junho de 2018

As criancinhas não sabem nada, os anos dos professores e o Jesus

Uns testes às crianças do 5. ano dizem coisas terríveis. 
Primeiro, que não souberam responder que Portugal fica no Sudoeste da Europa.
Eu também não o sabia (pensava que ficávamos na parte ocidental da Europa).
Segundo, não souberam dar uma cambalhota.
Eu também tive que treinar muito. Já adulto, quando tinha que dar, no Kung Fu, cambalhotas (não levem isto para ...), toda a semana tinha que tomar comprimidos contra o enjoo.
Isto tudo é normal e aceitável, simplesmente, por causa da estatística!


Há 70 anos, quantos faziam a 4.ª classe?
Segundo a minha mãe, 3 ou 4 numa turma de 40 pelo que podemos apontar para uma percentagem de 10%. Apenas os mais inteligentes (ou que tinham melhor memória) conseguiam.
A título apenas ilustrativo, pegando na QI e assumindo que as criancinhas todos têm média de 100 pontos e desvio padrão de 15 pontos, se no passado o sucesso escolar na 4.a classe era de apenas 10% dos melhores, as criancinhas que chegavam ao 5.º ano eram mais inteligentes (QI médio 126 pontos) que as de agora.

A contagem do tempo para os professores.
O costa meteu no Orçamento de Estado que eu ia mudar de escalão.
Meteu, eu já pedi várias vezes a mudança de escalão que não me deram mas sou contra isso dos escalões.
Não existe qualquer lógica para, com o decorrer do tempo, haver um aumento do salário do funcionários públicos.
Em 2015, o Passos Coelho disse, defendeu e propôs que os escalões dos funcionários fossem repensados.
O António Costa, demagógico e populista, veio dizer enquanto estava na oposição que ia dar tudo a todos.
Agora diz que não pode dar.
Se fosse honesto, estava no tempo de dizer "afinal o Passos Coelho tinha razão, isto dos escalões é um monstro".
Tenho muita pena que os professores ou quem quer que seja (onde eu me incluo) não ganhem 500000€/mês, líquidos e pagos 14 meses no ano que o Jorge Jesus vai ganhar para a Arábia mas não é possível.
Só é possível no mundo da ilusão, demagogia e populismo em que os esquerdistas vivem.

Os professores ganham demais.
O salário está baixo quando há 100 lugares para preencher e só aparecem 20 trabalhadores.
Pelo contrário, o salário está elevado quando há 20 lugares para preencher e só aparecem 100 trabalhadores.
No caso da profissão de professor, há 10 lugares e aparecem 1000 pessoas, habilitadas, capazes e totalmente disponíveis.
Nas pessoas que ganham mais, adivinhem quem está incluido!
Naturalmente, eu.
No outro dia a minha mãe perguntou-me "Lá os do teu emprego, porque será que te pagam?"
- Por sou funcionário público - respondi.


Por falar no Jorge Jesus.
Quando existe um contrato de trabalho e a pessoa é despedida sem razão, são-lhes devidos os salários mas apenas até encontrar novo emprego e, depois dai, pela diferença entre o salário que ganhava e o que passou a ganhar.
Assim, como o Jorge Jesus encontrou um emprego a ganhar mais, nada lhe é devido pelo Sporting mesmo que o despeça sem justa causa.
Eu penso que ficava bem ao Jorge Jesus ajudar o Bruno de Carvalho até porque falhou em toda a medida. Deveria devolver qualquer coisinha, metade da diferença entre o que está a ganhar e o que vai ganhar.
Se, em termos líquidos, vai ganhar 9 milhões e ganhava 4 milhões no Sporting, dava 2,5 milhões para ajudar os coitadinhos (e são dedutível no IRS).

domingo, 3 de junho de 2018

Marta Soares vs. Bruno de Carvalho. Quem terá razão?

Vejamos a sequência de factos.
Existe uma guerra entre o Bruno de Carvalho e notáveis do Sporting que, em termos institucionais, se materializam no Marta Soares enquanto presidente da assembleia geral do SCP.
Neste poste, depois de muitos juristas se terem pronunciado contra Bruno de Carvalho, vou-vos mostrar que o bicho tem razão.
Vamos então à fita temporal dos factos.

17 de Maio 2018 = Marta Soares demitiu-se. 
Chamou a comunicação social e anunciou a sua demissão e de todos os membros da Mesa da Assembleia Geral assim como da maioria dos membros do Conselho Fiscal que caiu. 

24 de Maio 2018 = Marta Soares marca assembleia de destituição.
Depois de uma reunião acalorada em que apelou à demissão do Bruno de Carvalho, avançou com a marcação de uma assembleia geral para demitir Bruno de Carvalho e demais membros da direcção.

31 de Maio 2018 = Marta Soares nomeia Comissão de Fiscalização. 
A Comissão de Fiscalização tem 5 pessoas (Henrique Monteiro, João Duque, Luís Pinto de Sousa, Rita Garcia Pereira e António Paulo Santos).

1 de Junho 2018 = Bruno de Carvalho afasta Marta Soares. 
Bruno de Carvalho nomeou a Comissão Transitória para a Mesa da Assembleia Geral o que fez com que tivesse acabado o mandato do presidente e demais mesa da assembleia geral.

Vamos agora aos estatutos e à Lei.
A demissão / renúncia.
Se olharmos para os Estatutos do Sporting Clube de Portugal, nunca aparece a palavra "demissão" mas apenas "renúncia" (tecnicamente, apenas há demissão no caso de uma relação de trabalho remunerado). 
Podíamos então pensar que o Marta Soares pedindo a demissão foi o mesmo que nada dizer mas tal não o é verdade porque no português corrente os termos demissão e renúncaa são usados com o mesmo significado (ver, por exemplo, Sócrates demite-se quando estava a renunciar).
Atendendo ao uso corrente, este lapsus linguae não tem importância podendo ser rectificado (Art. 249.º do Código Civil Português - "O simples erro de cálculo ou de escrita (...) apenas dá o direito à rectificação desta.") .
Marta Soares vem, posteriormente, dizer à agência Lusa que "não apresentei, formalmente, a demissão do cargo, que tinha que ser comunicada ao Conselho Fiscal".
Ora, segundo o Par. 1.º - Art. 39.º dos Estatutos do SCP, a renúncia não carece de forma específica pelo que  pode ser feita de forma verbal, escrita, por SMS, pela comunicação social, por sinais de fumo, pelo acenar da cabeça ou por outra forma qualquer.
Sendo que não acredito que o Marta Soares não o tenha dito verbalmente ao Conselho Fiscal que se demitia, o anúncio à comunicação social pelo Presidente da MAG de que apresentou a demissão é mais do que suficiente para  o CF tomar disso conhecimento.

Assembleia de destituição do Bruno de Carvalho.
O Bruno de Carvalho foi eleito e apenas pode ser destituído com justa causa (Par. 2.º Art. 40.º dos Estatutos) o que terá que ser apurado em sede de processo disciplinar.
Então, para poder ser marcada a assembleia de destituição, primeiro, o Conselho Fiscal e Disciplinar teria que instaurar, instruir e concluir um processo disciplinar onde a recomendação de pena fosse a destituição e, só depois, poderia ser marcada a assembleia de destituição.
Ao identificar esta falha e porque o Conselho Fiscal e Disciplinar estava demissionário (e, nessa qualidade não quis avançar com o processo). o Marta Soares nomeou a Comissão de Fiscalização.

A comissão transitória da MAG.
O Par. 2.º / Artigo 39° diz "O efeito da renúncia não depende de aceitação"sendo a dúvida quando se efectiva.
"se a renúncia constituir causa da cessação do mandato da totalidade dos membros do órgão, a renúncia só produzirá efeito com a tomada de posse dos sucessores, salvo se entretanto for designada a comissão ... de fiscalização" (Par. 3.º do Art. 39.º)
O Marta Soares  e a MAG pensam, pensavam, que sendo válida a primeira parte do parágrafo, mesmo demissionários estão (estavam) na plenitude das suas funções mas, ao nomearem a comissão de fiscalização (ao abrigo do Par. 1.º do Art. 40.º), pela segunda parte do parágrafo, imediatamente efectivaram a cessação dos seus mandatos.

Podem dizer que o Par. 3.º do Art. 39.º não diz isso.
Aqui é que pode haver controvérsia, sendo argumentado que, nada sendo dito, a MAG não cai e que cai apenas o órgão cuja comissão foi nomeada.
Mas este artigo e este parágrafo aplicam-se a todos os órgãos sociais incluindo a MAG e o Art. 3.º ao não dizer no fim a palavra "respectivamente", está a determinar a cessação imediata de todos os outros órgão demissionários e não só daquele para o qual foi nomeada a comissão.
Por absurdo, vamos supor que o Par. 3.º não se aplica à MAG. Então, a efectivação da renúncia aconteceria sempre no fim do mandato, deixando de fazer sentido falar na renúncia da MAG.

Quem tem o poder para nomear a Comissão Transitória para a Mesa da Assembleia Geral?
Vamos supor que todos os membros a MAG morriam na queda de um avião ou fugiam para parte incerta.
Apesar de os Estatutos do SCP nada referirem quanto à nomeação de uma comissão transitória da MAG,  só ficaria a Direcção com poder para fazer coisas, no caso, para assumir as funções da MAG ou para nomear alguma comissão que suprisse a falta, com o poder para marcar as eleições para a MAG.
Se assim não fosse, o clube deixaria de funcionar.
A cessação do mandato do Presidente e da MAG fez com que deixassem de existir pelo que a Direcção tem a obrigação de assumir os seus poderes ou a nomear uma comissão a quem atribui esses poder.

Vamos supor que morriam todos.
Direcção, Mesa da Assembleia Geral, Conselho Fiscal e Disciplinar.
Ai seria mais difícil mas, à luz do direito das sociedades comerciais e associações, teria que ser feita uma assembleia informal que supriria a falta da convocação, que elegeria uma MAG, uma comissão eleitoral e outra de fiscalização e que convocaria uma nova assembleia com o objectivo de dar origem ao processo eleitoral.
A Natureza tem sempre que preencher o vácuo.

O Morto Soares já foi, o Jesus também, já só faltam meia dúzia de sportingados

sexta-feira, 1 de junho de 2018

A boa vontade dos jogadores do Sporting

Imaginemos esta situação. 
O jogador Rui Patrício joga no Sporting onde ganha 285714,29€ por mês.
Sim, duzentos e oitenta e cinco mil setecentos e catorze euros e vinte e nove cêntimos por mês.
Tem 30 anos e tem contrato até 2022 o que perfaz 16 milhões de euros em ordenados futuros.
Nos últimos 2 jogos meteu 3 frangos.
(O Bruno de Carvalho deveria ser mais que demitido, ser crucificado, frito em óleo quente, por ter assinado contratos destes com jogadores que não conseguem ganhar nada, nem contra o Clube Desportivo das Aves)

Vamos então à boa vontade.
Vamos supor que o Rui Patrício tem dois contrato nas mãos:
  Contrato 1 = 6 anos a ganhar 280 mil €/mês e 18 milhões € para o Sporting
  Contrato 2 = 6 anos a ganhar 500 mil €/mês e 0 milhões € para o Sporting.
Acham que, se o Bruno de Carvalho se demitir, o Rui Patrício irá escolher o Contrato 1 podendo escolher o Contrato 2?

Penso que não preciso dar a minha resposta!
Os jogadores são como carneiros a caminho do matadouro, rabeiam mas acabam por levar a choupada.
Naturalmente, o jogador inteligente que está num momento de sucesso está sempre à procura de um argumento qualquer para se libertar do preço do passe.
O problema é que isso não é fácil senão ninguém pagaria transferência milionárias.

Esta pergunta aplica-se a todos.
Acham que o Neymar abateu ao seu salário os 222 milhões € que o PSG pagou ao Barcelona pela transferência se o tivesse podido não fazer?

Será que o Sporting vai falir se perder todos os jogadores?
Fui ao www.transfermarkt.pt/sporting-lissabon/startseite/verein/336 ver o valor que atribuem aos jogadores do Sporting e, em 28 jogadores, somei 202,5 milhões € em que 60% deste valor vem de 6 jogadores (Gelson Martins, 30M€; William Carvalho, 25M€; Bruno Fernandes, 20M€; Bas Dost, 19M€; Rui Patrício, 16M€; Marcos Acuña, 14M€).
Agora, vamos supor que estes jogadores se vão embora não conseguindo o Sporting qualquer valor de transferência. Será que o Sporting vai falir?
Nem pensar.

Primeiro - Será que os jogadores valem mesmo 202,5M€?
Isto é uma ilusão.
Nos últimos 10 anos, o Sporting comprou dezenas e dezenas de jogadores mas só conseguiu 8 transferências acima dos 10M€ (João Mário, 40M€; Islam Slimani, 30,5M€; Adrien Silva, 24,5M€; Marcos Rojo, 20M€; Rúben Semedo, 14M€; Bruma, 13M€; João Moutinho, 11M€; Ricky van Wolfswinkel, 10M€) pelo que é muito discutível que o plantel tenha 6 jogadores que o Sporting possa fazer acima de 10M€ e muito menos que consiga 202,5M€.

Segundo - O importante é a liquidez.
Qualquer pessoa, empresa ou SAD precisa conseguir manter-se, mês a mês, acima da linha de água, tem que entrar (cotizações, bilhetes, publicidade, direitos televisivos, prémios, "vendas") pelo menos tanto dinheiro como o que sai (salários, juros, "compras").
Quando não o consegue, tem que pedir dinheiro emprestado, aumentando o pagamento em juros.
E depois, "toda a gente sabe que a dívida não é para pagar, é para gerir" (Eng. Sócrates).
O Sporting fez uma média de 0,8 boas vendas por ano mas fez dezenas de compras que lhe sugaram o dinheiro todo que recebeu. Por isso, as vendas em nada têm ajudado a liquidez a manter-se acima da linha de água.

Vai para a falência técnica.
A falência técnica traduzida por um saldo negativo entre o activo e o passivo não tem qualquer problema desde que, no dia a dia, conseguirmos equilibrar as entradas e as saídas.
Vejamos a TAP que tem um capital negativo na ordem dos 1000 milhões € e continua a voar (e, parece, que a crescer e a dar lucros desde que foi privatizada).

O que acontece se os jogadores saírem todos?
Acontece um rombo imediato no activo que, caso contrário, só acontecerá daqui a uns anitos  porque os jogadores não valem um caracol.
Lembram-se do Mantorras que, foi do Alverca para o Benfica por 1 milhão de contos (5M€) e o Vale e Azevedo, que não saia por menos de 18 milhões de contos (90M€)?
Por quanto saiu?
Não se recorda? Pois foi para o Estaleiro Futebol Clube onde fez dupla com o Nico Calabria.

Deixem jogar o Matorras!

O que vai acontecer.
Jogar bem é difícil, é preciso muito apoio por parte da equipa e a história mostra que a grande maioria dos jogadores que saiu em rotura acabou mal.
Lembram-se do André Carrillo que foi para o Benfica?
Não jogou mais.
Lembram-se do Edgar Patrício de Carvalho Pacheco, o Edgar que em 1998 era no Benfica o novo Eusébio até que foi para o Málaga em rotura, com um contrato de 10 anos a ganhar 25000€/mês? 
Tinha feito 37 internacionalizações nos sub-21 e fez 1 internacionalização nos séniores!
Esteve os 10 anos do contrato (fez uma média de 20 jogos por ano) e, depois, acabou com 7 jogos no Boavista e 12 no Alki Larnaca (que nunca ouvi falar, desceu nesse ano à 2.a divisão cipriota, e já não existe).
Encostou as botas aos 32 anos (para comparar, o Ronaldo tem 33).

Os jogadores que "rescindirem contrato por justa causa" vão encostar as botas.
Só se safou o Moutinho porque teve todo o apoio do Pinto da Costa (e é um jogador especial).

O Sporting vai contratar menos melões.
Primeiro, o Bruno vai pegar noutros jogadores mesmo que mancos e vai-lhes atribui os tais 202,5M€ em falta no balanço.
Depois, deixam de entrar as dezenas de jogadores, contratados sem critério, que têm entrado todos os anos.
E tudo continuará na mesma.

Será que continuo a dar razão ao Bruno de Carvalho?
Ainda acho que tem mais razão.
Um jogador que recebe 285714,29€ por mês acha-se ofendido quando quem lhe paga o salário a tempo e horas lhe pede contas do desempenho?
Quando sofre um frango e, porque responde "fiz o meu melhor" enquanto se penteia, ficar chocado por ser apelidado de "menino mimado"?
Tenho pena é dos milhões que ganham o salário mínimo nacional e têm sempre o chefe a calcar-lhe os calcanhares a ver se cumprem as metas.
O Bruno de Carvalho é semelhante ao agricultor que tem que lidar com bois de 1000 kg. Se mostrar fraqueza, é esmagado.
O Bruno ganha 10mil€/mês e é o patrão de quem ganha 285714,29€/mês e mais.

É preciso ter pulso firme!



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