sábado, 16 de janeiro de 2021

Não era o Costa contra o "Não há alternativa"?

Quando Portugal Bancarrotou, a Troika obrigou-nos à austeridade.

O coitado do Passos Coelho fez o melhor que sabia para cumprir o Memorando de Entendimento ao mesmo tempo que apregoava aos sete ventos que não havia alternativa.

Nesse tempo, diziam os esquerdistas encabeçados pelo actual primeiro ministro António Costa, "Existe sempre alternativa".

Decorridos apenas meia dúzia de anos, voltamos ao discurso do "Não há alternativa" com a diferença de, agora, a oposição ser o PSD e estar conformada com os ditames ditatoriais do Costa (a multa já vai em 1000€ e, daqui a nada, não usar máscara dá uma pena de trabalhos forçados no Tarrafal).

Quem está no poder tem sempre tendência a pensar que a sua proposta é a única possível. Aconteceu no passado, está a acontecer agora e voltará a acontecer no futuro. É uma falta de ginástica intelectual.

Digamos que é a "política circular", quem sobe ao poder repete o que antes, na oposição, dizia ser inaceitável.

 

Primeira questão - Será que o confinamento dá resultado?

Estivemos confinados entre meados de Março e princípios de Junho (com abertura parcial em Maio). Nessa altura, dizia o Costa, que era obrigatório confinar porque o SNS não aguentava centenas de novos casos por dia. Acabou o confinamento e, rapidamente passamos a milhares de casos por dia e o SNS aguentou!!!!

Isto quer dizer que o confinamento imposto pelo estado de emergência de Março-Junho foi totalmente ineficaz. 

Na altura, o milagre foi tão grande que até desmantelaram os hospitais de campanha e cancelaram as encomendas de ventiladores.

Lembram-se do recolher obrigatório no principio de Dezembro? Serviu para quê? Quais foram os resultados?

Zero, não deu qualquer resultado.


Segunda questão - Porque estará a aumentar o número de novos infectados?

Já sabemos que isso iria acontecer e ainda vai piorar desde 1859!!!! Sim, não me enganei no ano, sabemos isso desde 1859, quando Charles Darwin publicou o livro "A Origem das Espécies".

Não tem nada a ver com o Natal nem com o comportamento dos portugueses mas antes com a natural evolução do vírus. Isto porque, com o tempo, as estirpes que têm maior poder de contágio tornam-se "sobreviventes", aumentando assim a infecciosidade, a duração dos sintomas e diminui a mortalidade (para se propagar durante mais tempo).

 

Vejamos como funciona um ataque do vírus.

Uma célula tem muitas portas em que cada porta tem uma chave. Vamos supor 5 portas em que a chave é caracterizada por 4 números. Então, do ponto de vista do vírus, a célula são 20 digitos, por exemplo,

3542.5468.7932.5463.8925

 Cada vírus tem um conjunto de números, por exemplo, 10 números. Se uma sequência de 4 números coincidir com a chave de uma porta, este consegue infectar, por exemplo, os vírus 2546843523 e 5765468349 conseguem entrar pela porta 2.

Os anticorpos que o nosso organismo produz, induzidos pela infecção ou pela vacinação, vão bloquear a chave do vírus, alterando pelo menos um dígito (por exemplo, o anticorpo soma 1 ao quarto dígito, passando os vírus para 2547843523 e 5766468349, respectivamente).

 

As mutações e recombinações.

Os vírus "cruzam-se" mudando os números em posições homólogas ou acontecem mutações. A maior das alterações acontecem fora da chave mas, por "azar" pode acontecer uma alteração que abra outra porta.

Por exemplo, o vírus 2546843523 passa a ser 2546892523. Agora, o vírus passa a ter duas chaves, a chave 5468 para a porta 2 e a chave 8925 para a porta 5. Se for mais fácil o vírus entrar pela porta 5, este vírus mudado vai-se começar a propagar mais rapidamente que os "irmãos" da variedade antiga.

Acontece ainda que o anti-corpo não consegue bloquear a infecção já que 2547892523 continua a ter a chave da porta 5. Desta forma, as pessoas vacinadas tornam-se novamente vulneráveis à infecção.

 

Vamos analisar o que se passa no Brasil.

Motivado por limitações financeiras e materiais, não houve confinamento imposto pelas autoridades pelo que, apesar de ter havido alguma alteração voluntária do comportamento individual, a infecção seguiu o seu normal percurso. Desta forma, as alterações que se observa derivam da "guerra", por um lado, de mais e mais pessoas terem adquirido imunidade natural por terem sido infectadas e, por outro lado, de eventuais alterações na "chave" do vírus.

O Brasil tem claramente duas ondas o que indica o aparecimento de uma nova chave em finais de Julho. A primeira tem a crista no dia 150 (finais de Julho) desde o início da pandemia e uma segunda crista está a acontecer agora (esperemos).

Evolução do número de novos positivos relativamente ao primeiro pico (dados, wiki).


Estimando que, inicialmente, o R era de 1,6, isso traduz que, para se atingir o R igual a 0,9 de finais de Julho foi preciso ter cerca de 40% da população imunizada. Isto traduz que, em finais de Julho, já cerca de 90 milhões de brasileiros tinham sido infectadas (por cada teste positivo, houve 35 infectados que não foram detectados).

A partir de então, a nova variante, a Covid-19-B, começou a ganhar terreno na população levando ao aparecimento da segunda onda.

Evolução do R no Brasil (dados, wiki).A variante Covid-19-B tanto pode ser 50% mais contagiante como estar a reinfectar as pessoas.


Pergunta 3 - Será que o Covid-19-B é 50% mais contagiante ou está a reinfectar?

Olhando para os números, parece-me que no Brasil as pessoas (as tais 35 não detectadas) estão a ser re-infectar. Isto implica que as pessoas vacinadas não ficam imunes à nova variante variante brasileira!

E ainda existem as variantes da África do Sul, do Reino Unido e sabe-se lá quantas ainda vão aparecer.

 

Pergunta 4 - Durante quantos anos podemos estar em confinamentos?

Um dia alguém vai concluir que o confinamento não é a solução sendo que, então, será preciso adoptar a alternativa que, agora, dizem não existir.

Querem saber qual é a alternativa ao confinamento?

Isso vai ficar para o próximo poste :-)  mas tem a ver com a linha de montagem de automóveis!


segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Também vou votar no Ventura

Ser politicamente correcto é ser morno.

Os esquerdista dizem que o Ventura é racista porque afirma que os ciganos são um problema mas nada fazem para acabar com a pobreza, habitação degradada, baixa competência profissional e grande incidência de encarceramento desta comunidade de portugueses.

Os esquerdistas dizem que o Ventura é contra os imigrantes mas matam-nos no SEF, prendem pessoas que arriscam a sua vida ao atravessar o mar e que apenas querem vir ganhar a vida de forma honesta, dão-lhes sedativos, amarram-nos a carrinhos de bagagem e mandão-os embora sem lhes darem qualquer hipóteses de mostrarem o seu valor.

 

Mas o problema é a nossa estagnação económica.

Quando o Cavaco Silva se candidatou, em 2006, a Presidente da República, perguntou "Porque será que a Espanha cresce e nós não?".

Decorridos 14 anos, Portugal continua divergir da média da Zona Euro.

Em 1999, o nosso PIB per capita era 62% da média dos países da Zona Euro. Decorridos 21 anos, estamos com 58%. Tanta bazuca e bazófia esquerdista a anunciar reposição de direitos e estamos cada vez mais pobres.

Apesar de os esquerdistas dizerem que, no 25 de Abril de 1974 éramos um país pobre o atrasado e que, no entretanto, nos desenvolvemos, isso é falso pois o desenvolvimento aconteceu principalmente entre 1959 (quando entramos na EFTA) e 1974 (passamos de 40% para 56%).

Considerando os 46 anos entre 1974 e 2020, 17 anos foram governos de Direita e 29 anos foram governos de Esquerda (6 em cada 10 anos).

Nos 17 anos dos governos de direita a economia cresceu 6 pp (no Cavaquismo, entre 1985 e 1995) enquanto que nos 29 anos dos governos esquerdistas, a economia contraiu 4 pp. 

Evolução do PIB per capita português relativamente à média dos 27 países da Zona Euro, 1960:2020 onde podemos ver que estamos a cair desde 1999.

(Dados do Banco mundial, cálculo da média e grafismo do autor)

Revelação 3:15-17
“Conheço a tuas obras, que nem és frio nem quente; oxalá foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és quente nem frio, vomitar-te-ei da minha boca. Porquanto dizes: 'Rico sou, e estou enriquecendo, e de nada tenho falta' e não sabes que és um coitado, miserável, pobre, cego e nu.”


Será que tudo o que o Ventura diz está correcto?

Claro que não, nem que o homem fosse Deus.

Mas agrada-me que diga no programa do seu partido que "(...) as nossas teoria e prática políticas fundam-se nas reflexões de autores como Adam Smith (...) Ludwig von Mises (...) ou Friedrich von Hayek (...)".

Como eu próprio já fui enredado na máquina destrutiva esquerdistas, onde deturpam totalmente o que a pessoa diz, mudo de canal quando os comentadores, esquerdistas transvestidos de direitistas, dizem que o Ventura diz coisas terríveis que não diz. Por exemplo, eu vi os debates com o Ventura e é totalmente alucinado dizer que o moço foi derrotado em todos os debates e por muito :-)

Um abraço


sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Contra o Covid-19, vestir roupa com fartura

As doenças respiratórias transmitem-se pelos perdigotos.

Os vírus respiratórios, para terem sucesso, têm que "obrigar" as vítimas a emitir perdigotos e para isso, "obrigam" as vítimas a tossir e espirrar (e, por isso, é que os assintomáticos, que não tossem, propagam menos).

Ao tossir ou espirrar, a vítima lança no ar milhões de pequenas partículas de muco carregadas de vírus. Se algumas destas partículas forem respiradas por outra pessoa, o vírus passa a ter a oportunidade de a contaminar.

Então, quanto maior a densidade de partículas de muco no ar, maior a probabilidade de outra pessoa as inspirar e maior é a probabilidade de haver novos contaminados.

Um mecanismo por demais conhecido, simples de compreender e que ninguém pode-o negar. Não são as mãos, as moedas, os alimentos que transmitem o vírus mas as gotículas que estão no ar.

 

Então, porque há mais doenças respiratórias no Inverno?

Porque as pessoas têm as janelas fechadas, não deixando diluir as gotículas de muco.

Se uma pessoa contaminada espirra numa sala de aula, estando as janelas fechadas, as gotículas de muco não saem mais dali. Passa-se um minuto, dois, uma hora, duas, e as gotículas continuam a voar.

No Verão, com tudo aberto, a corrente de ar leva as gotículas para o exterior, diluindo as gotículas e tornando improvável que encontrem alguém.


Tudo aberto, implica frio ambiental.

E por isso é que as pessoas, sejam alunos numa sala de aula, pacientes num hospital, passageiros num autocarro ou comedores num restaurante, pedem para que fechem as janelas.

O problema é que isso vai expandir o vírus.

Sendo que as janelas e portas estão abertas, não vai ser possível nem desejável por questões económicas e ambientais aquecer os espaços.


Temos que usar meios individuais de protecção.

A minha falecida mãe, mesmo acamada, gostava de ir ao café. Prevendo eu que o interior potenciava doenças respiratórias, ficávamos sempre na esplanada, fizesse calor ou frio de rachar.

Quando estava frio de rachar, além de roupinha com fartura, metia-lhe uma botija de água quente na barriga, entre o casaco e a camisola. E ainda levava uma manta para meter nas perninhas dela e minhas.

Claro que havia pessoas que insistiam para que entrássemos dizendo "Com este frio, a sua mãe ainda vai apanhar pneumonia" porque, na sua ignorância, não sabiam que a pneumonia vem do frio mas de bichos que andam no ar. O certo é que a minha mãe nunca teve qualquer problema pulmonar.

 

Eu não tenho aquecimento em casa e nunca tive frio.

Fui ao Rui, o Ciganos do Lamarão, e comprei-lhe um enorme saco com "kispos" e outro enorme saco com calças e camisolas, a 5€. Só "kispos" tenho 50 e camisolas umas 100.

Se está frio, visto 4 pares de calças, e dois "kispos".

Se está calor, ando nú.

A dormir, uso 3 ou 4 calças de pijama, dois "kispos", um colchão de espuma com 20cm de espessura que arranjei no lixo e 4 edredons. Quando está pior, ainda meto uma garrafa de 2 litros cheinha de água quente.

Não há frio que me ataque e não gasto um cêntimo em aquecimento.

Se estamos no Inverno, com temperaturas negativas, não podemos pensar que estamos no Brasil.

Frio? Vai de retro Satanás! Vou ter que abrir o casaco porque estou mesmo cheio de calor.


quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Será a Iniciativa Liberal mesmo liberal e de direita?

Esta questão foi levantada por André Ventura no debate para as presidenciais.

Para decidirmos se a Iniciativa Liberal é de direita, temos que ver o que é ser de direita.

Em termos genéricos, a Direita defende a liberdade individual (o bem colectivo surge da decisão do indivíduo na sua procura pela felicidade própria), enquanto que a Esquerda defende ser necessário o Estado comandar a vida individual das pessoas porque o interesse individual, na maior-parte das vezes, prejudica o colectivo.

O Estado "controla" a economia usando 4 vectores principais: i) Produtor de bens e serviços, ii) Proibição de certas actividades privadas, iii) Transferência entre uns (que pagam impostos) e outros (que recebem subsídios), iv) Determinação administrativa de preços, salários, taxas de juro e de câmbio.

Então, a Direita defende "menos Estado", o que está condensado no Consenso de Washington (ver).

Reduzir o peso do Estado na Economia:

    Equilíbrio das contas públicas e redução da dívida pública.

    Redução dos gastos públicos.

    Privatização das empresas públicas.

    Redução das limitações às actividades privadas. 

Não haver controle administrativo de preços:

    Taxa de Juros, Taxas de Câmbios, Preços e Salários devem ser determinados pelo mercado.

Abertura da Economia ao exterior:

    Não deve haver tarifas nem barreiras ao comércio internacional.

    Não deve haver barreiras ao Investimento Directo Estrangeiro.

 

Será que existe algum partido que defenda estes "valores" da Direita?

É difícil porque a propaganda esquerdista conseguiu introduzir na mente das pessoas que ninguém precisa pagar o que o Estado dá.

O Estado mete milhares de milhões na TAP e o único problema é que "a União Europeia não permite meter todos os anos dinheiro que cai do céu para salvar uma empresa estratégica para Portugal".

O Estado mete subsídios nos restaurantes, dinheiro que, mais uma vez, cai do céu, aos trambolhões.

O Estado aumenta o salário mínimo em 30€/mês para 665€/mês e ficamos todos contentes porque isso "vai melhorar a economia por ser um reforço do poder de compra dos portugueses" o que tem implícito que quem vai pagar esse aumento são os espanhóis.

Como na mente ignorante existe a separação entre nós que recebemos e o outro, o grande capital, que paga, torna-se muito difícil defender os valores da Direita que sofrem imediato ataque serrado da comunicação social esquerdista.


Vejamos a "grande reportagem" sobre o André Ventura.

O único objectivo é a destruição de caráter e não a discussão das ideias de Direita.

Primeiro, é total ilegalidade, apresentar um programa, seja a denegrir ou elogiar, sobre um candidato à presidência da república a dias das eleições.

Segundo, não falam dos valores da Direita mas procuram apenas a destruição do carácter de quem defende essas ideias. Nem o Salazar usou a televisão para fazer campanha contra o Humberto Delgado. 


Perdem uns, ganham outros.

Implementar os valores de Direita têm impacto na vida das pessoas, positivo em alguns mas negativo em muitos.


A Direita defende o fim do salário mínimo e dos subsídios.

O fim da intervenção no mercado de trabalho "obriga" a dar liberdade contratual às partes. Isso passa por acabar com o Salário Mínimo (ou a reduzir-lhe o impacto, fazendo-o igual ao IAS que, actualmente, é de 438,81€/mês) e com a Negociação Colectiva de Trabalho. Obriga ainda ao fim do princípio de que duas pessoas com a mesma categoria profissional têm que ganhar o mesmo salário.

Obriga ainda a reduzir as "transferências sociais", passando o sistema de reformas a ter menos pesado (pensões e contribuições menores).

Deve ser reduzida a carga fiscal sobre as empresas (fim do IRC) mas, em caso de crise, quem não se aguentar tem que falir, nada de subsídios.  Perguntei aos meus alunos "Se não houver qualquer subsídio público, será que vai deixar de haver restaurantes?" e a resposta unânime foi "Não. Uns irão à falência mas outros aparecerão". 

Recordo que os subsídios dados aos restaurantes, apesar de parecerem inócuos, vão ser pagos por todos nós. Mesmo o dinheiro que vem da "europa", vamos ter que o devolver sob a forma de contribuições futuras pois o "dinheiro" ainda não nasce nas árvores.

Se os dinossauros não se tivessem extinguido, nunca os mamíferos (de que nós somos um exemplo) poderiam ter vingado.

 

A Direita defende que a produção deve ser nas empresas privadas .

Defende os professores mas as escolas não devem ser propriedade pública. Se o Estado quer que todas as crianças andem na escola, dá um "cheque" ao aluno e este, com total liberdade, escolhe a sua escola seja de propriedade pública ou privada.

Defende os enfermeiros e os médicos mas os hospitais não devem ser propriedade pública. Se o Estado quer que todas as pessoas tenham acesso à saúde, deve dar um "cheque" ao doente e este, com total liberdade, escolhe o hospital onde quer ser tratado ou centro de saúde onde quer ser seguido, seja de propriedade pública ou privada.

Defende os polícias mas as esquadras e as prisões não devem ser propriedade pública. Da mesma forma que vemos seguranças privados nos hospitais públicos e "controladores" de estacionamento nas estradas públicas, a segurança também deve ser concessionada a privados.

 

Vejamos a TAP.

É uma empresa pública falida mas em que as dívidas estão garantidas pelo Estado (é dívida pública). Assim, se a TAP fechar hoje, o Estado tem honrar essas dívidas que serão uns 3000 milhões €. Esta dívida vem do passado e tem que ser honrada. Outra questão é o que fazer com a TAP no futuro.

No futuro tem que ser privada e rentável. Se o Estado pensar que a TAP é estratégica deve fazer transferências anuais a partir do orçamento do estado (como faz com as empresas de transporte colectivo de passageiros) para o privado, por exemplo, 300 milhões € por ano mas não pode ter uma empresa pública onde esconde défices, à moda de Moçambique, e dizer que está tudo bem.

Não é ter uma TAP privada em que é o presidente da câmara do Porto que decide que rotas a empresa deve ter, é ter uma empresa privada que tem que ser rentável mesmo isso obrigue a ter uma dimensão substancialmente menor.

 

Vamos falar um bocadinho dos estrangeiros.

A liberdade individual defendida pela Direita deve-se traduzir em liberdade de movimentação de pessoas, logo, a entrada de imigrantes. 

O problema é que quem vota é português!

Como já repeti, defendo que deve haver total liberdade de entrada em Portugal a todas as pessoas que queiram vir trabalhar mas não se lhe podem ser aplicados os mesmos direitos que aos portugueses.

Por exemplo, um agricultor ao contratar 500 pessoas do Bangladesh para trabalhar nas suas estufas deve ser livre de negociar as condições do contrato (salário, alojamento, alimentação, horário). Se essas pessoas ganham actualmente na sua terra 0,50€/h, não será explorá-los pagar-lhes a viagem, alojamento e alimentação e ainda 1,0€/h. Não é defender essas pessoas proibir que venham para cá ganhar 1,00€/h.


A conclusão fica com cada um.

Agora, quando ouvirem o Mayan e o Ventura já poderão ver que há muita coisa que não é de Direita.



quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Quem terá razão na guerra do 5G (entre operadores e regulador)

Os nossos telemóveis usam o 4G e vem ai o 5G.

O 5G é um novo protocolo de transmissão para o telemóvel que tem vantagens (maior velocidade de tráfego, maior densidade de utilizadores e menos atraso) mas também desvantagens (menor distância entre o telemóvel e a antena).

Quanto maior a capacidade da rede 5G, mais próximas têm que estar as antenas que, no limite, têm que estar a menos de 100 metros uma da outra.

A grande densidade de torres introduz elevados custos físicos o que torna, em termos de engenharia, óptimo que haja apenas um operador monopolista.


O problema é difícil.

Por um lado, havendo um monopolista este vai explorar os consumidores e ter lucros supra-normais. Por outro lado, havendo vários operadores, os custos vão ser superiores.

Claro que os esquerdistas dirão que o Estado deve ser o fornecedor monopolísta do serviço mas, já vimos repetidamente, que os trabalhadores vão-se apropriar desse poder de monopolista e ainda impôr prejuízo à empresa de que a TAP é apenas um pequeno caso. Soma a isto gestores políticos incompetentes.

Num segundo patamar (também por imposição da UE), os esquerdistas defenderão um monopólio regulado mas também funciona mal porque o regulador tem dificuldade em conhecer a estrutura de custos do monopolista e a ingerência política (os tachos) é no sentido de haver uma má regulação.

Agora, o Estado (representado pela ANACOM) quer ter concorrência no mercado e, sabendo dos elevados custos físicos, quer que isso aconteça com o mínimo possível de antenas.


As frequências são um recurso natural que nos pertence.

Os nossos Wifi's usam frequências à volta dos 2,4GHz (e outros, à volta dos 5GHz). Como o alcance dos nossos equipamentos é pouca (praticamente, a radiação não sai das nossas casas), não faz mal "privatizarmos" essa frequência dentro das nossas casas sem pedirmos autorização a ninguém (a espaço dentro de casa pertence-nos). 

No caso dos telemóveis, como vão ser usadas frequências no "espaço público", é necessário haver a privatização de canais. Assim, quando um operador quer "vender" comunicações móveis tem que comprar um canal.


O regulador decidiu dividir o mercado em "real" e em "virtual".

Vejamos o exemplo da WhatsApp ou da Skype (que são operadores virtuais).

Podemos realizar chamadas usando o nosso telemóvel que se liga ao equipamento Wi-Fi que pertence ao café. Depois, a nossa voz ou imagem vai pela a rede de fibra óptica que pertence à NOS, e, finalmente, a rede de dados móveis da Vodafone que se liga ao outro telemóvel.

A WhatsApp não é dona da infraestrutura por onde viajam os nossos dados nem paga qualquer valor pelo seu uso. 

A ideia da ANACOM é fazer algo semelhante: quem comprar os canais vai ter que permitir que outros operadores virtuais entrem no mercado (como a NOWO), usem a sua infraestrutura mediante o pagamento de um valor a definir pela ANACOM (em comparação com outras empresas europeias em situação semelhante). 

 

A tecnologia permite custos muito baixos mas ...

De facto, em termos tecnológicos, não é preciso instalar torres com antenas!

Quando "compramos" um serviços de televisão+Internet, a fibra óptica que entra em nossa casa permite tráfego acima de 1Gbps. Então, basta colocar na varanda uma antena 5G ligada à nossa box. O operador faz uma proposta, por exemplo, desconto de 50%, e ficamos todos contentes.

Além disso, nos grandes clientes (por exemplo, um estádio de futebol, uma universidade, uma fábrica, um hospital) pode a antena ser da responsabilidade do cliente. 

Telemóvel do tempo da Guerra do Vietname


Concluindo.

1 = A ANACOM tem razão, se vai privatizar um recurso que nos pertence, tem todo o direito a impor condições no sentido de nos favorecer. Se não houver ninguém interessado, nesse caso, a ANACOM terá que rever as suas condições.

2 = A ANACOM erra ao ser conservadora. As frequências que vai privatizar, 0,7GHz, são muito baixas o que não permitirá melhorias significativas relativamente ao actual 4G. Deveria juntamente privatizar canais nos 25GHz mesmo que essas frequências fossem apenas usadas nos centros das cidades (com as antenas nas varandas), estádios (onde se juntam 50 mil pessoas num pequeno espaço), universidades e escolas (para potenciar a investigação científica e aulas on-line), fábricas (para poder haver comunicação entre máquinas) e nas auto-estradas (para poder haver condução remota de veículos).


E como estamos do Covid-19?

Mesmo com todas as restrições, paramos num "planalto" com uma média de 4500 positivos por dia. É muito mas não há muito mais que possa ser feito.

É ter fé na vacina e esperar que não seja a nova hidroxicloroquina.

Casos de positivos em Portugal (zero é o inicio da pandemia em Portugal, 2.03.2020, dados, wiki).

Tenho um bocadinho de fé de que a vacina funcione.

Um problema são as as re-infecções por os anticorpos durarem pouco. Olhando para o que se passa na Índia onde actualmente o número de novos positivos é 20% do máximo observado em meados de Setembro, há a indicação de que as re-infecções são pouco significativas.

Evolução do número de novos positivos na Índia em que o máximo é 100% (média de 7 dias, dados, wiki)


Outro problema são as mutações (em termos mais rigorosos, são recombinações de genes).

Daqui a um ou dois meses, olhando para os casos, já vamos ter respostas a estas duas questões.

 



segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

O que pensa o André Ventura sobre os imigrantes

Os esquerdistas chama todos os nomes feios ao Ventura.

Mas nada dizem quanto às políticas que defende.

O Ventura é muito inteligente e trabalhador e, por isso, foi um brilhante aluno de Direito e um grande comentador de futebol. Mas, quanto à Economia, não tem conhecimentos aprofundados pelo que existe pouco detalhe no programa do CHEGA, condensando-se tudo no liberalismo de Adam Smith. Pode parecer pouco mas, para mim, é suficiente para poder detalhar o que o CHEGA defende para os imigrantes.


1 = O trabalho é um factor de produção.

Os sociólogos confundem o trabalho com o ser humano que vende trabalho (e o consumo com o ser humano que consome) mas, do ponto de vista da Economia, o trabalho é um factor de produção em tudo idêntico às matérias-primas, aos bens e serviços intermédios, ao capital, ao empreendedorismo e à organização social. O trabalho é imprescindível para haver produção mas também os outros factores de produção o são.

O trabalho compra-se e vende-se sendo o seu preço o salário. O trabalhador vende trabalho recebendo o salário e o produtor compra trabalho pagando o salário. 

 

2 = O comércio é bom para quem vende e para quem compra.

Cada um de nós consome uma multiplicidade de bens e serviços desde batatas a comunicações móveis e não seria de todo possível produzirmos com o nosso trabalho um bocadinho de cada coisa que consumimos. Posso-me imaginar a cultivar batas e couves mas já não me imagino a fazer um televisor, um automóvel, um telemóvel ou a produzir a electricidade que consumo ou o tráfego de Internet que utilizo. Não é possível produzir um bocadinho de cada coisa porque a produção tem uma escala mínima, por exemplo, uma fábrica de automóveis tem que produzir pelo menos 100 000 unidades por ano.
Como não podemos produzir um bocadinho de cada coisa, vendemos o nosso trabalho a alguém e com o salário que recebemos, podemos comprar os bens e serviços de que necessitamos. Quem nos paga o salário vai vender a produção para obter os recursos necessários.
Sempre que duas pessoas, de forma livre e informada, realizam uma transacção em que o comprador paga e o vendedor recebe o preço (por exemplo, em comprar o descafeinado e o Sr. João vender o descafeinado), ambos ficam numa situação melhor.
Se eu vendo o meu trabalho por um determinado salário, seja este qual for, e se alguém me contrata pagando o salário, eu fico melhor e quem me contrata também fica melhor.
Se alguém está disponível a vender o seu trabalho recebendo 1€/h e alguém está disponível a comprar esse trabalho por esse salário, ambos ficam melhor.

3 = O comércio internacional (importações e exportações) é bom para ambas as economias.

Da mesma forma que o comércio local é bom para cada um de nós pois permite que troquemos trabalho por bens e serviços, o comércio internacional também é bom para ambos os países intervenientes.
Se o Algarve tem boas praias e bom clima, pode produzir e vender bens e serviços que incorporam esse recurso natural a cidadãos de países cujas praias e clima são fracos (por exemplo, semanas de turismo aos  alemães). Em troca do dinheiro recebido, os algarvios podem comprar bens ao exterior, por exemplo, carros alemães. Ficam a ganhar os algarvios porque vendem um recurso que, de outra forma, teria pouco uso e, com isso, podem comprar carros alemães mas também ficam a ganharporque podem passar férias em locais muito mais agradáveis que os existentes na Alemanha em troca de umas horas de trabalho a fazer automóveis.

4 = O comércio internacional deve incluir o trabalho.

O trabalho tem que ser visto como um bem ou serviço em tudo idêntico ao milho, batatas ou petróleo que importamos e aos sapatos ou automóveis que exportamos. Se pode ser argumentado que a importação de trabalho é diferente da importação de milho porque obriga à deslocação do trabalhador ao local onde este é executado,  podemos comparar com a exportação de turismo que, de forma semelhante, obriga à deslocação do consumidor do seu país até ao país onde o turismo é produzido (e consumido).
Se no país A o trabalho é pouco produtivo por falta de algum outro factor de produção, por exemplo, capital, beneficia se exportar trabalho para o país B onde o trabalho é mais produtivo. Em troca, o país A vai poder importar bens e serviços que não conseguiria produzir (que o país B é mais eficiente a produzir) e o país B paga a importações de trabalho exportando bens e serviços.

Vejamos um exemplo numérico.
Os países A e B têm cada um 1000 km2 de terra agrícola onde se produz milho segundo a regra de transformação Milho = Terra^0,35 * Trabalho^0,65
O país A tem 1000 trabalhadores pelo que o salário (a produção por trabalhador) será de:
     SalárioA = (1000^0,35 * 1000^0,65)/1000 = 1,00€
Como o país B tem apenas 100 trabalhadores (tem mais capital por trabalhador), o salário no país B vai ser superior ao salário no país A:
     SalárioB = (1000^0,35 * 100^0,65)/100 = 2,24€

O país B contrata 100 trabalhadores pagando um salário de 1,20€.
É óbvio que as pessoas do país B que vendem o seu trabalho ao país A ficam com um salário superior mas os que ficam no país B também melhoram para 1,04€ (porque a quantidade de capital por pessoa aumenta).
Mas também melhoram as pessoas do país B porque ficam com parte do ganho do comércio.
Assim, no país B ficam com 
     SalárioB = (1000^0,35 * 200^0,65 - 100*1,2)/100 = 2,31€
Em troca da importação de trabalho, o país B exporta 100*1,2€ milho que compensa o país A já que com essas 100 unidades de trabalho apenas produziria 66,2€ de milho.

 
Já perceberam o que o CHEGA defende relativamente aos imigrantes?

Ainda não perceberam? Então aqui vai.

1 = Todo o cidadão do mundo que queira vir trabalhar para Portugal, será livre de o fazer.

Mas atenção, da mesma forma que o turista africano vem a Portugal comprar turismo sem ter autorização de residência, o trabalhador virá vender trabalho em Portugal sem cá ter residência. Não ter residência vai facilitar a vida ao trabalhador porque não vai precisar de ter visto de entrada.

2 = O "importador" é que autoriza a entrada do trabalhador.

Vamos supor que um agricultor localiza no Paquistão um grupo de 100 pessoas disponíveis para vender o seu trabalho a executar numas estufas irrigadas pelo Alqueva. Tal como o turista negoceia um pacote turístico, o agricultor e os paquistaneses negoceiam as horas de trabalho, as condições de alimentação e de alojamento e o salário de forma livre e sem qualquer limite legal mínimo ou máximo. Fechado o acordo, o empregador passa o contrato de trabalho a escrito e as pessoas podem entrar em Portugal mostrando este documento, sem visto ou outra burocracia qualquer.


2 = O "trabalho importado" não é rendimento.

Não tendo a pessoa autorização de residência, o trabalho que vende será tratado como um bem ou serviço não sendo, por isso, tributado em TSU nem IRS.
O trabalhador recebe o dinheiro, passa um recibo e mete a massa ao bolso.
Não desconta para nada.
 
3 = O seguro de saúde.
Os impostos indirectos  (IVA, Imposto sobre o Tabaco, etc.) pagos pelas pessoas que vêm vender trabalho é identificado pelo NIF e usado para pagar o "seguro de saúde" e o "seguro de responsabilidade civil" (para cobrir eventuais prejuízos causados a terceiros onde se incluem, por exemplo, roubos).  
 
4 = E é tudo.
Só acrescento uma pequena restrição.
No sentido de manter as ligações da pessoa à sua comunidade original, quem vem vender o trabalho não pode estar em Portugal mais de 9 meses seguidos.
 

É isto que fazem os suíços!

Da mesma forma que importamos bananas a um preço inferior ao preço da banana da Madeira, também não tem nada de racista, populista ou xenófobo permitir que venham pessoas vender trabalho ao preço que acharem mais conveniente para elas e menor que o praticado por cá.

É exactamente isto que fazem os suíços,  um dos países mais civilizados do mundo.


Proibir é sempre pior que "explorar"

Os esquerdistas vão dizer que este plano é explorador e que, por isso, as pessoas devem ser espancadas e mortas quando dizem querer vir trabalhar para Portugal.

Mas proibir alguém de vir trabalhar é sempre pior do que essa pessoa vender o trabalho por um salário qualquer.

Uma pessoa vende o trabalho em Marrocos por 1,00€/hora ficará melhor se o vender em Portugal por 2,50€/hora e sem o risco de se meter num barquito e morrer afogado.


As condolências entregues em Abril na embaixada da Ucrânia nunca existiu.

Um dia, o Marcelo diz que  não dá condolências quando há processos criminais em curso. Mas não havia processos criminais em curso quando houve as mortes pelos incêndios de Pedrogão? E quando houve a derrocada da pedreira em Borba?

No mesmo dia o Ministro diz que não sabia de nada.

No dia seguinte, afinal, já tinha ido à embaixada, pessoalmente, e, de boca, apresentou as condolências em Abril!!!!!!!!!

Será que o ministro vai ao consulado da Ucrânia (e de todos os outros países) sempre que morre um ucraniano de causas naturais?

Não, isto foi um pedido e, por isso, é que a embaixadora meteu os pés pelas mãos.

É outro processo como o do achamento das armas de Tancos. ainda vamos ouvir falar no Zé Bastonadas que telefonou ao ministro como informador a dizer que tinha o verdadeiro corpo do ucraniano todo amassado e que o que apareceu foi roubado de um cemitério de Lisboa.


sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Mataram o Ilhor Homeniuk porque entenderam que ele vinha trabalhar!

Todos os dias morrem muitas pessoas.

De cancro, ataque cardíaco, covid-19, acidentes de carro, quedas, homicídios.

Todas estas mortes causam tristeza enorme.

No caso do assassinato do ucraniano nas instalações do SEF é grave ter praticado por agentes da autoridade mas muito mais grave é que apenas aconteceu porque, pensaram que o homem vinha trabalhar.


O homem tinha um visto de 10 dias.

Os inspectores do SEF não falam Ucraniano e o Homeniu não falava Português pelo que a conversa está sempre sujeita a descompreensões.

Os do SEF perguntaram ao Homeniu "O que é que vem fazer a Portugal?".

- Venho a uma entrevista de emprego - disse o  Homeniu.

- Então vem trabalhar!

- Não, venho apenas a uma entrevista de emprego. Depois, logo se verá.

- Mas então, está com vontade de trabalhar em Portugal?

- Sim, se eu venho a uma entrevista de emprego, estou com vontade de trabalhar em Portugal.

Mataram o homem à pancada.


Até morreu um membro da família Carreira que só diz verdades. "Há piores, Socialistas" (em açoriano :-).


Se ele tivesse dito.

- Não, eu venho a uma entrevista de emprego mas é apenas para enganar, o que eu quero é vir para Portugal para roubar e para viver à custa de subsídios.

Neste caso, seria recebido com banda de música, banquete e uma medalha  de comendador atribuída por Sua Ex.a o Sr. Presidente da República.


Portugal até gostava do Homeniu por ser um homem trabalhador mas morto.

Se o Homeniu estivesse vivo, mandavam-no embora com bilhete pago pelo contribuinte português. Mas morto, talvez por dar adubo à terra, já a viúva teve que pagar 2200€.


Devemos aceitar todas as pessoas que queiram trabalhar.

Seja marroquino, turco, libanês, indiano, bissau, chinês, what ever. Se quiser vir trabalhar, de preferência 14h por dia, devemos receber essa pessoa de mãos abertas pois o que falta aqui é quem trabalhe.

São precisas mãos para apanhar maçãs, pêras, azeitonas, para amanhar as terras, guiar os rebanhos pelo monte, "limpar" matos e florestas, lavar estradas, recolher lixo, tanta e tanta coisa que é preciso fazer.

E existem milhões de pessoas competentes por esse mundo fora, a ganhar 1€/h, e que a quem temos o dever moral de dar uma oportunidade.

Venham a nós os trabalhadores.

 

 

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Despedir e cortar salários não eram coisas do Passos Coelho?

Acho impossível o que tenho ouvido nos últimos dias da boca dos esquerdistas.

Quando o Passos Coelho teve que salvar o país e não apenas uma empresa, "cortar salários e despedir pessoas era a estratégia neoliberal do empobrecimento expansionista."

Lembram-se do Ministra das Pernas a Tremer falar repetidamente disto? Dos neoliberais que pensam em em esmagar os trabalhadores?

Lembram-se que a TAP tinha sido privatizada (na altura eu disse que nem que me dessem 700 milhões € eu queria a TAP dado o buraco que já então havia), com os encargos subsequentes fora da esfera do contribuinte e os esquerdistas fizeram toda a campanha a dizer que iriam re-nacionalizar a TAP?

 

Pois ai está o resultado.

Começou por serem necessários 300 milhões. depois passou para 1200 milhões para logo passar a 1700 milhões (até ao fim do ano). Agora já se fala em 3200 milhões mas considerando apenas até ao fim de 2022.

A TAP não vai à falência, a TAP já faliu há muitos anos, estando apenas "ligada à máquinas" (ao contribuinte) de onde vai recebendo milhares de milhões.

O problema dos esquerdistas não está nos milhares de milhões que nunca conseguem TAPar o buraco, é o enquadramento jurídico.

 

Até estou a tremer das pernas com essa mentira. Foi o Passos Coelho que cortou os salários e despediu na TAP e a portaria é do Cavaco Silva

 

E vai ser outra tragédia com o salário mínimo.

Nada tem a ver com nada mas esta subida contínua do SMN a 5,8%/ano quando não tem havido crescimento da produtividades vai, um dia, rebentar com a nossa economia.

Já não me admiro se o Ministro das Pernas a Tremer a defender que o SMN volte a ser 505€/mês. 





terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Está na hora de acabar com a TAP

Na comunicação social publicitam muitos argumentos a favor da TAP.

Dizem que é o maior exportador português, que dá emprego a 10000 pessoas, que tem milhares e milhares de fornecedores e, ainda, que é importantíssimo para o nosso turismo.

Claro que se esquecem de dizer que o valor, em euros, das exportações não interessam porque o relevante é o Valor Acrescentado porque  a maior parte da produção da TAP são importações (os combustíveis e os aviões). 

Também se esquecem de dizer que, se essas pessoas não trabalhassem na TAP, trabalhariam noutro sítio qualquer. Se Portugal tem 5 milhões de trabalhadores, dizer que 10 mil trabalham na TAP parece-me ser, relativamente pouco. Finalmente, os milhares de fornecedores também me parecem uma percentagem pequena do total de fornecedores que existem em Portugal


Será a TAP eficiente?

Vamos supor que a TAP era competitiva e eficiente como os demais operadores de aviação. Neste caso, não teria prejuizos anos após anos (e não apenas desde Março de 2020).

Se a TAP dá prejuízo para fazer o mesmo que as low-cost fazem sem ter prejuízo, então, não é competitiva e está apenas a causar dano no mercado de transportes aéreos de passageiros.

 

 O que acontecerá quando a TAP desaparecer?

Se as rotas forem rentáveis, outras companhias transportarão os passageiros.

Se os trabalhadores forem competentes outras companhias os contratarão.

Se os fornecedores tiverem qualidade e bom preço como a concorrência, não verão aparecer novos clientes no lugar da TAP.


O problema das empresas públicas é que, uma vez criadas, nunca mais desaparecem.

Quando, em Março de 1945, o Salazar decidiu fundar a TAP, talvez até se justificasse que o Estado assumisse o protagonismo nos transportes aéreos porque estes ainda estavam embrionários. Isso talvez também tivesse justificado o Estado ter-se "apropriado", nos finais do Séc. XIX, do Porto de Leixões. O problema é que, no entretanto, tudo mudou e as empresas públicas continuam como monopólios.

Qual a justificação para as empresas de transportes colectivo de passageiros serem públicas em Lisboa e Porto e monopólios?

Qual a justificação para a CP, a RTP e tantas outras coisas que só dão prejuízo serem públicas?

NENHUMA.

 

 No ano 1945, os aviões eram barcos com asas.

 Quando surgem os prejuízos ...

Claro que os esquerdistas podem dizer que não há mal nenhum em ter empresas públicas e que estas são aida melhor geridas que as empresas privadas.

O problema é que as empresas privadas, quando apresentam prejuízos, vão à falência e dão lugar a outras. As empresas públicas quando dão prejuízo, tornam-se monopolista, destruindo por Lei a concorrência de eventuais empresas privadas mais eficientes.

Mais uma vez os esquerdistas vão dizer "és um vigarista, cobarde e troca tintas" em vez de apresentarem uma razão lógica para as empresas públicas absorverem milhares de milhões de euros em subsídios do Estado e, mesmo assim, ser proibido que os privados façam esses serviços sem nada receberem do contribuinte.

 

Eu penso que o André Ventura leu um poste meu.

Eu defendi em variados postes que os funcionários públicos não podem ser competentes, antes pelo contrário. Defendi e defendo que as pessoas competentes têm que ser deixadas livres para poderem trabalhar nas empresas privadas e, desta forma, poderem gerar riqueza.

Eu penso isto e todos os que não são funcionários públicos também o pensam. Quantas vezes me lembro da minha mãezinha que, era eu pequenino, e não se cansava de me dizer "És tão preguiçoso que só te safas na vida se fores funcionário público." Eu ainda tentei fugir para o sul de África para fugir a esse karma mas a minha mãe encontrou-me e lá eu tive que vir. Nessa altura disse-me pelo telefone "Vem que arranjei-te um lugar como professor no público, estás de férias metade do ano e a outra metade não precisas fazer nada. Além disso, estamos à rasca e precisamos que nos compres uma casinha."


O que disse eu e o André Ventura retomou?

Contratar como funcionários públicos todas as pessoas que são razoavelmente capazes de trabalhar e estão a receber Rendimento Mínimo.

Vamos supor que uma família de 10 pessoas (2 pais, duas avós e 6 filhos) recebem 1157€/mês de RSI. Em vez deste dinheiro, arranja-se um emprego público para 2 adultos a ganhar o Salário mínimo.

Mesmo que não façam nada, entretêm-se e vão-se valorizando como pessoas pois o emprego não é só rendimento mas também aumenta o amor-próprio da pessoa. 

Ouvimos os esquerdistas dizerem que o André Ventura é o Diabo na Terra mas ainda não ouvimos ninguém dizer que esta ideia não é uma boa ideia.

 


 




quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

O esquerdista lisboeta deveria ter criado a "Medina Eats Lisbon" há 3 anos

 A Uber Eats distribui comida do restaurante até ao cliente.

É uma empresa multinacional, privada que criou este serviço do nada do nada porque o seu criador viu uma oportunidade de ter lucro. 

A UBer Eats, como qualquer empresa privada que não recebe subsídios do Zé Contribuinte, vai procurar maximizar o seu lucro e, para isso, negoceia condições com os seus clientes, o mais favoráveis possível para si. Mas a Uber Eates não é um monopólio já que qualquer pessoa pode fazer entregas de comida ao domicílio. O dono do restaurante é livre contratar seja quem for, primo, irmão, filho ou amigo, de bicicleta, trotineta ou avião para entregar a comida e, também o cliente, pode ir ele buscar a comida ou mandar seja quem for.

Não nos podemos esquecer da Telepizza!

A Uber Eats é apenas mais um operador no mercado de transporte de comida e, por isso, um restaurante apenas a escolhe se, desta forma, conseguir melhores resultados que usando as alternativas.

Se há 3 anos não existia Uber Eats e os restaurantes viviam, com mais esta alternativa, só podem estar melhor.

O Medina Eats Lisbon mostra a fraqueza da economia esquerdista.

A generalidade das pessoas, onde eu me incluo, é capaz de imaginar formas de optimizar os produtos e os processos produtivos que existem e conhecemos. Por exemplo, já me acho capaz de melhorar a metodologia de ensino do meu mestre de judo. No entanto, não é capaz de imaginar coisas novas, inovações desruptivas.

Vejamos os transportes colectivos de passageiros.

O Medina é capaz de imaginar os melhores sítios para meter paragens, melhorar rotas, adquirir autocarros mais eficientes, tudo subsidiado pelo Zé Contribuinte mas não é capaz de imaginar novas formas de mobilidade a custo competitivo.

Por causa desta incapacidade, o desgoverno do Costa apenas promete repor o passado. 

RE-nacionalizar a TAP para ser gerida como era no antigamente e, com isso, abrir um buraco sem fim.

Criticava duramente o "neoliberalismo aplicado ao mercado do trabalho pela dupla Passos Coelho + Portas" mas não foi capaz de a alterar nem um bocadinho.

Criticava duramente o "neoliberalismo da Cristas aplicado ao mercado do urbano" mas não foi capaz de a alterar nem um bocadinho.

Criticava o "colossal aumento no IRS+IMI+contribuição para a ADSE pelo duplo Gaspar" mas não foi capaz de diminuir nem um bocadinho, ainda aumentou o imposto sobre os combustíveis, o tabaco, ...

 

É uma vergonha a directora da DGS, a avozinha Graça, se ter deixado contaminar.

Será que a avozinha não usa máscara? Não lava as mãos? Não se abstém das reuniões familiares alargadas?

Se cumpre tudo o que diz ser suficiente para não sermos contaminados, porque razão foi contaminada?

Das duas uma, ou não cumpre ou cumprir não é suficiente.

 

A boa notícia é que a segunda vaga está a ceder. 

Mas a razão para isto não são as proibições mas o medo das pessoas.

Quando os números voltarem a estar abaixo de 100 por dia, lgo as pessoas voltam a relaxar, ou talvez antes.

 

Evolução de novos casos positivos em Portugal, na abcissa está o dia desde o primeiro caso, 2 de Março de 2019  (dados, DGS)


 

segunda-feira, 23 de novembro de 2020

O congresso do PCP e as vacinas

Eu sou completamente a favor do congresso do PCP.

Se o PCP fez congressos com a PIDE em cima deles, cargas policiais, prisões e desterros para o Tarrafal, um viruzito lhes vá meter medo. Se os comunas não têm medo, as outras pessoas também não devem ter porque meter 600 pessoas no congresso é muito menos que os alunos de uma escola secundária. Diria mesmo que, pelas 7h da manhã, no Cais do Sodré se juntam mais de 600 pessoas e não vejo ninguém perder tempo de antena com isso. Até penso que o vírus não anda nos transportes públicos.

Se os comunas se querem juntar para se ouvirem uns aos outros, não virá mal ao mundo por causa disso.

Deixem os poucos comunas que ainda existem viver o resto dos seus dias à vontade.

O Chicão é politicamente um zero, mentecapto.

O moço não sabe o que há-de dizer. Conteúdo programático de direita, nem sabe o que isso é mas podia estudar e preparar-se mas não. Também poderia haver pessoas no partido, criar uma task force, um departamento de marketing político, que o aconselhassem, mas também não. Ligam a câmara, o rapaz vira os olhos para cima para ver se se recorda do que está no ar e repete de forma inflamada.

 

Estou muito pessimista relativamente às vacinas.

Bem, sempre estive pessimista.
Existem 2 problemas nas vacinas que estão ligados. O primeiro são as recaídas, as re-infecções, e o segundo é saber a razão porque há pessoas que a vacina "não pega".

As re-infecções tanto podem traduzir que, ao fim de uns meses, a nossa imunidade acaba como que existem várias estirpes de vírus em circulação e que a imunidade é apenas para uma estirpe.

Também a vacina não pega pode ser pela mesma razão, a existência de várias estirpes de covid-19.

Havendo várias estirpes, mesmo que agora a vacina conseguisse reduzir 99,9% dos casos, o 0,1% que representa uma estirpe minoritária vai começar a ganhar terreno. Se hoje é 0,1%, daqui a uns meses será 99,9% e o vírus terá ganho a batalha contra a vacina. 

As estirpes minoritárias podem ser mutações e "nascerem" a todo o tempo.

Erradicar a varíola foi fácil porque a imunidade é para todo o sempre e o vírus não tem mutações.


E como vai ficar a Economia?

Prevejo dias sombrios, piores que os enfrentado pelo Sócrates em finais de 2010 pelo que o Costa também não se vai aguentar.

Quando começar a ser preciso despedimentos (como os da TAP) e austeridade por não haver dinheiro (a bazuca da Europa é cada vez mais uma miragem), o Costa vai perder o riso trocista e vai-se abaixo.


segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Quem está esquecido e quer aparecer, malha no Chega!

O Chega é um partido liberal, logo, de direita.

O Chega! defende que a Economia deve ter por base Adam Smith, isto é, o liberalismo, em que existe  propriedade privada e estado de direito. Assim, o indivíduo tem o direito e a liberdade de fazer o que bem entender na procura da sua felicidade individual. Digo "sua" e "individual" para reforçar que o indivíduo (com os seus interesses e limitações - a restrição orçamental) é o centro da sociedade e não a sociedade em si, o colectivo, como defendem os esquerdistas.

O bem comum resultará de cada um procurar e conseguir o bem individual e não de o governo decidir o que é melhor para cada um de nós no melhor interesse da sociedade (sendo que ninguém consegue saber o que isso é, excepto as misses: acabar com as guerras e a fome no Mundo).

Por exemplo, terá lógica subsidiar todos os anos as empresas públicas de transporte colectivo de passageiros com mais de mil milhões de euros se as pessoas preferem andar de carro? Se gostam de subsídios, seria melhor reforçar o RSI (o Estado entrega às empresas públicas de transportes quatro vezes o valor que gasta em Rendimento Mínimo!!!!! sem contar com a TAP).


Os do PSD e do CDS esquecidos têm aparecido com uma copia da propaganda do António Costa.

São tão faquinhos de pensamento que nem conseguem criar insultos próprios. Precisam de ir buscar a cartilha que o PS criou de "partido xenófobo, racista, extremista e populista".

O último foi um meia leca, ex-qualquer coisa, desaparecido no nevoeiro, que vem atacar o Rui Rio por ter  conseguido o que já ninguém conseguia fazia há 24 anos: nos Açores, mandar abaixo o governo corrupto dos césares. Lembrando que o Estaline foi, na segunda guerra mundial, aliado, só quem não percebe nada de política é que pode afirmar que existem excluídos do processo de alianças com vista à vitória.

Será que já ninguém se recorda que o Rendimento Mínimo acabou por imposição do CDS de Paulo Portas para fazer parte do governo do Durão Barroso?  

Será que já ninguém se recorda que a Pena Máxima aumentou de 20 anos para 25 anos pela mão do Laborinho Lúcio quando fazia parte do governo do Cavaco Silva?

Ao longo do tempo, a direita foi-se transformando em socialista e, sendo o André Ventura uma pessoa de extraordinária inteligência, viu uma oportunidade recuperando os temas perdidos da direita.

 

O que eu penso da pena máxima.

Actualmente, não tem lógica nem capacidade de graduar o mal. Aplica-se a mesma pena de 25 anos a quem mata uma pessoa e a quem mata 100 pessoas.

Na pena deveria haver uma graduação, por exemplo, a pena máxima ser 50 anos e o homicídio ter uma pena de 40% da pena máxima "remanescente". Desta forma se um criminoso matasse uma pessoa, apanhava 20 anos,  50 * 40%, se matasse duas já apanhava 32 anos, 50 * 40% + 50 * (1-40%)*40%, e se matasse  3 pessoas apanhava 39,2 anos,  50 * 40% + 50 * (1-40%)*40% + 50 * (1-40%)^2*40%. Desta forma, no acto de loucura, o criminoso sentiria uma pressão para parar.

Depois, podia-se actuar ao nível da "pena suspensa" e da "liberdade condicional". Nos crimes leves seria preferível uma pena de 10 anos em que o condenado cumpria 1 ano e tinha 9 suspensos penas e nos crimes pesados, uma pena de 40 anos em que cumpria 10 e tinha 30 em liberdade condicional.

A pessoa que matou 3 pessoas, era condenada a 39,2 anos de prisão mas podia pedir "liberdade condicional" ao fim de 10 anos, por bom comportamento e por não oferecer perigo. Assim, ficaria livre mas sujeito a vigilância, se cometesse algum outro crime, poderia ser imediatamente preso para cumprir um pouco mais da pena.

É assim nos USA, por exemplo, condenam a 60 anos de cadeia mas só 20% é que são efectivos.

A diminuição da cadeia efectiva tem como objectivo poupar dinheiro aos contribuintes.


Eu sou a favor do rendimento mínimo mas deveria ter uma pequena mudança.

É um valor muito pequenino. Uma família de com 2 adultos e 4 crianças, sem qualquer rendimento, recebe 600€/mês (considerando 14 meses por ano). É muito pouco para pagar casa, água, electricidade, televisão, comida e transportes.

Considerando a despesa do estado, é muito inferior a 0,4% do total, muito menos do que o gasto na CP.

O problema é que desincentiva as pessoas de trabalhar pois, se um dos adultos trabalhar e receber o SMN, o RSI virá reduzido para 145€/mês (se estiver a trabalhar quando pede).

Uma alteração que faria seria abater menos quando a pessoa trabalha. Em vez de "descontar" 80% do rendimento, descontava apenas 40%. Assim, se o "homem" trabalhasse pelo SMN, o RSI viria reduzido para 473€.

Além disso, deveria ser feito um esforço para meter as pessoas a trabalhar mesmo que fosse na autarquia afazer qualquer coisa.

Os empregos públicos não devem ser para os mais capazes (que encontram emprego no privado) mas exactamente para os menos capazes. 

Uma ideia será empregá-los na linha de escolha e reciclagem de sucata e resíduos.

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