sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

O equilíbrio do Costa, custa

A vida do António Costa está difícil. 
Eu não sou especialista de ciclismo. Em criança era mesmo um ciclista cheio de medo. Mas o Costa parece aqueles sprinters que têm que ir sempre atrás dos ciclistas de fundo porque não têm fôlego (no caso, ideias) para, nas proximidades da meta, saírem disparados do pelotão (com um discurso de três palavras, inteligência, crescimento, emprego, repetidas à exaustão). 

O problema do sprinter é falhar o tempo de arranque.
Se for muito cedo, vai queimar todas as calorias, ficar sem fôlego e, no final, ser ultrapassados pelos atletas do pelotão.
Se for muito tarde, não vai conseguir recuperar o atraso relativamente aos homens da frente.

Fig. 1 - O sucesso do sprinter passa por arrancar da molhada no tempo certo

O Costa não podia sair mais tarde.
Como era preciso arrumar o Seguro da frente, a coisa não podia ter sido mais adiada. É que entre as Europeias e as Legislativas não havia mais nenhum acontecimento que pudesse justificar o arranque.
Mesmo assim foi (e é) acusado de oportunismo.

Mas, agora parece que saiu cedo de mais.
O Costa ganhou as Primárias do PS em 29 de Setembro. 
Já se passaram quase 3 meses e o homem ainda não disse nada. Diz que "lá mais para a frente, lá para Março, vou falar".
O sprinter está a fazer contenção para poupar as poucas energias (ideias) que tem.
O problema é que no pelotão vem o Passos Coelho e a cortar a desvantagem mostrando resultados ao nível do desemprego, emprego, crescimento económico, exportações, equilíbrio das contas públicas e externas.

Piscar o olho à esquerda e à direita.
Num dia diz "não faço alianças à direita", mas no outro dia tem que dizer que "o governo PS + PSD foi extraordinário" e termina dizendo outra vez que "não quis dizer nada disso mas antes o contrário."

Outro caso é a privatização da TAP.
O PS assinou pela mão do Sócrates no Memorando de Entendimento (17 de Maio de 2011) que iria privatizar a TAP. Agora, o Costa vem dizer que o PS não assinou nada disso e que sempre foi contra a privatização.
Melhor dizendo, é a favor mas é contra pois o Estado tem que continuar a mandar para meter lá mais "uns amigos do PS" tipo o que foi feito na Portugal Telecom.
Disse o Correio da Manhã em 2005 (ver) que, desde o filho do Professor Marcelo até ao do Otelo Saraiva de Carvalho, a PT era a mamadeira deles todos. Afinal, o homem que queria "os patrões no campo pequeno" rendeu-se ao grande capital.

Fig. 2 - O melhor a fazer com a TAP era aplicar o modelo Líbio: queimar tudo e acabar com aquilo de uma vez por todas.

Vejamos o que diz, textualmente, o memorando assinado pelo Sócrates
3.31. O Governo acelerará o programa de privatizações. 
O plano existente para o período que decorre até 2013 abrange transportes (Aeroportos de Portugal, TAP, e a CP Carga), energia (GALP, EDP, e REN), comunicações (Correios de Portugal), e seguros (Caixa Seguros), bem como uma série de empresas de menor dimensão. 
O plano tem como objectivo uma antecipação de receitas de cerca de 5,5 mil milhões de euros até ao final do programa, apenas com alienação parcial prevista para todas as empresas de maior dimensão. 
O Governo compromete-se a ir ainda mais longe, prosseguindo uma alienação acelerada da totalidade das acções na EDP e na REN, e tem a expectativa que as condições do mercado venham a permitir a venda destas duas empresas, bem como da TAP, até ao final de 2011

O Costa e restantes xuxalistas não devem saber ler.
Vou explicar o texto pois os do PS são tão toscos da cabeça que não sabem o que assinaram.
Ou pensam que o povinho português é muito burro e, se calhar, até é.

1) Até ao final do programa, o governo compromete-se a alienar a ANA, TAP, CP Carga, GALP, EDP, REN, CTT e Caixa Seguros e outras empresas menores. 

2) Na venda inicial, parcial, prevê-se um encaixe de 5500 milhões €.

3) Depois, se as condições de mercado o permitirem, o Governo compromete-se a vender a totalidade da EDP, REN e TAP

Reparem como eles mentem.
Dizem que o Memorando"não obriga privatizar a TAP porque a receita prevista com as privatizações, 5500 milhões€, já foi ultrapassada."
Mas o Memorando não diz nada disso, diz "cerca de 5,5 mil milhões de euros com a alienação parcial" sendo que o Governo se compromete, depois, avançar para a privatização total "se as  condições de mercado o permitirem".

Os xuxalistas apostam no facto de o povo português ser pouco informado.
Tenho a certeza que nem uma em cada mil pessoa foi ler o que realmente o Sócrates assinou sobre a privatização da TAP e das outras empresas públicas.
E é com isso que conta o PS.

Mas tenho que marretar.
Povinho do meu país, não acreditem nessa conversa do "outro caminho" pois esse caminho já o conhecem, é o caminho da bancarrota.

Fig. 3 - Digo que sou uma mulher, depois mete este "bigode de dedo" e digo que sou homem. E o povinho aceita uma coisa e logo o seu contrário como verdade.

Pedro Cosme Vieira

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Será falsa a redução do desemprego?

O PS voltou à política (da mentira).
O Ferro Rodrigues, que está cada vez mais feio e velho parecendo um monstro retirado de um filme qualquer de extraterrestres, veio dizer que, no tempo do Passos Coelho, o desemprego aumentou muito, não sei quantas centenas de milhar de cabeças.

Mas isso não tem qualquer correspondência com a realidade.
A realidade diz que, entre o dia em que o Sócrates entrou e o dia em que saiu, passou a haver mais 170 mil cabeças no desemprego quando ele tinha prometido que haveria menos 150 mil.
No caso do Passos Coelho, entre o dia em que entrou e os últimos dados, passou a haver mais pessoas no desemprego mas foram "apenas" 45 mil e está a reduzir rapidamente. 
Comparando o Sócrates com o Passos, por cada 1 pessoa que caiu no desemprego com o "política neoliberal" do Passos Coelho, tinham caido 4 pessoas com a "política de emprego e crescimento" dos xuxialistas.
Parece impossível mas é a realidade dos factos. 

Fig. 1 - Evolução da taxa de desemprego 1:2004-10:2014 (dados: INE)

Se tudo continuar assim.
Quando chegarmos ao dia das Eleições Legislativas de 2015, a taxa de desemprego já estará abaixo da taxa verificada no dia em que o Passos Coelho tomou posse. 

O que têm os xuxalistas a dizer?
1) A subida do desemprego no tempo do Sócrates foi por causa da Crise  do Sub-Prime e, assim que o Sócrates saiu, a crise acabou.
A verdade é que, entre meados de 2005 e meados de 2008, quando rebentou a crise, o desemprego manteve-se estável mas muito alto, na ordem dos 9% da população activa. Depois, realmente, a crise externa coincidiu com a subida do desemprego mas os seus efeitos foram mais extensos e mais pronunciados porque houve políticas de "protecção dos desempregados" que funcionam sempre como entrave à recuperação económica.
E a crise não acabou assim que saiu o Sócrates

2) Não pode ser verdade, os dados estão martelados e é devido à emigração.
Existem alguns problemas nos dados mas não justificam por si a quebra no desemprego e o emprego tem aumentado. Relativamente ao mínimo (1.º Trimestre de 2013),o total de pessoa empregadas aumentou 173 mil pessoas (3.º Trimestre de 2014), um aumento médio de 11500 pessoas por mês. Ainda faltam 560 mil empregos relativamente ao valores do 2.º trimestre 2008 (quando começou a crise) mas já só falta recuperar 240 mil relativamente a quando saiu o Sócrates.
O Sócrates "perdeu" 317 mil empregos e, até agora, o Passos 240 mil e está em recuperação.

O que será "martelar os dados" do desemprego?
É alterar os critérios de contagem dos empregados/desempregados pela alteração das políticas activas de emprego.
E, realmente, a pedido dos esquerdistas, o Passos Coelho / Portas deu início a estágios "financiados" para encaixar os desempregados em ambiente de trabalho o que altera a comparabilidade dos dados. 
Mas estão no mercado a produzir qualquer coisa e a valorizarem-se com o "learning by doing", o que é duplamente positivo.
Nessas "bolsas em ambiente de trabalho" as pessoas vão para um sítio qualquer trabalhar e recebem, somando tudo, uns 180€/mês.
Afinal, os esquerdistas reconhecessem que um salário baixo acaba mesmo com o desemprego.

O Salário Mínimo Nacional deveria ser de 250€/mês.
Na lógica da batata, só faz sentido haver um salário mínimo se estiver garantido que todas as pessoas que o queiram podem ter um emprego (perto de casa e razoavelmente adequado à sua formação) a ganhar esse salário. Então, o SMN deveria ser de tal forma que o Estado se pudesse comprometer a meter a pessoa a trabalhar em algum sítio, fosse numa autarquia, numa fábrica, numa escola, onde quer que fosse.
Seriam 12€/dia de trabalho.
E por 250€/mês já era possível arranjar emprego para toda a gente.
Depois, a pessoa saia quando quisesse deixar de trabalhar ou arranjasse um emprego melhor remunerado.
Um bocado como o Ronaldo que arranjou lugar no Andorinhas de Santo António (como muitos outros).

Será que as pessoas que têm arranjado emprego estão a produzir alguma coisa?
Primeiro, não há necessidade que estejam a produzir riqueza mas apenas que estejam a aumentar a probabilidade de arranjar um emprego "normal". É assim parecido com o Escola em que a criança deixa de contar como desempregado mas não está a produzir nada.
Mas como é que eu vou saber se as pessoas estão a produzir riqueza?
Parece muito difícil.
Vamos ver se eu sou capaz.

Uma conta simples.
Comparando com 2T2008, o PIB aumentou 8,9% em termos nominais enquanto que o emprego aumentou 4,3% o que traduz que a produtividade por pessoa empregada aumentou 4,4%, nada mal não ter diminuído o que traduziria que o povo estava a "fazer gaiolas".
Se olharmos para a evolução relativamente à Alemanha e ao Reino Unido, vemos mesmo que o nosso desempenho (em termos de melhorias na produtividade) tem sido idêntico ao destes países tidos como exemplo.

Fig. 2 - Evolução da produtividade considerando 3T2007-2T2006 = 100, por pessoa empregada (dados: Eurostat, cálculos e grafismo do autor)

Fig. 3 - Afinal, a situação tem evoluído bem e está a ficar boa.

Pedro Cosme Vieira

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

José Pinto de Sousa à Presidência da República

O PS está (estava) com uma grave problema. 
Não tem candidato para a Presidência da República. 
O Soares está muito velho e gasto, são já 90 anos. Queria que fosse o Guterres e, realmente, seria um bom candidato porque agrada às velhinhas que usam fralda e vão à missa todos o dias, mesmo às que votam normalmente no Portas por ser "um bom menino". Mas o homem não quer.
Depois ficou a Manuel Alegre que também já está pesado, já são 78 anos, pelo que ganhou juizo e nem quer ouvir falar nisso. Colocou a condição "só me candidato se o meu ex-amigo Soares também se candidatar".
Depois, lembraram-se de mais um, um muito feio que fala com a boca cheia e de quem nem me lembro do nome, não é o Ferro Rodrigues, é o outro, um gordo, não é o Almeida Santos que também está velho como a terra, é o, o ..., não me lembro mas todos disseram "não obrigado".
Já me lembrei, é o Jaime Gama, que disse logo "não obrigado porque no 'Novo Banco dos Açores' ganho uma boa maquia que não quero perder".
Ainda se lembraram do Jorge Coelho, o tal do "quem se mete com o PS leva" mas, por um lado, tem no nome 'Sacadura' o que faz lembrar o Portas e, por outro lado, disse logo "não obrigado que tenho que ter tempo para gozar os 50mil  por mês (ver) que ganhava na empresa do Sr. Mota."

Mais quem?
Não ficou ninguém.
Então, tiveram que ir ao lote das "arcas das prendinhas deprimentes", aos desconhecidos, uma pessoa qualquer que diga  "quero defender o Estado Social contra o neoliberalimo, a política de direita e o ir além da troika do Passos Coelho", tipo um pastor da Serra da Lousã ou aquele Vieira dos Ena Pá 2000, uma pessoa qualquer.
A estratégia foi uma "brain storm" no qual combinavam nomes enquanto o Costa sorria para o povinho. A esperança era que, soltando um nome atrás de outro, alguém pudesse disser "sou eu, quero avançar."
José Jefferson era bom mas não havia no congresso ninguém com esse nome e era muito americanizado. Foram então surgindo coisas do tipo Morais da Nóvoa, Sampaio da Póvoa, Névoa do Sampaio, Sampaio da Silva, Silva não que faz lembrar o Cavaco, Sampaio da Costa, ... nomes atrás de nomes e ninguém dizia "prsente". Até que surgiu "Sampaio da Nóvoa" e alguém gritou lá do fundo.
"Sou eu, sou eu, estou disponível, estou disponível, estou disponível"

Pensando bem, José Pinto de Sousa é um nome muito melhor.
Não mete Passos, Coelho, Porta, Cavaco, Silva nem Gaspar, só por isso já é bom.
Depois, soa bem, mesmo bem.

Fig. 1 - José Pinto de Sousa é um nome forte.

Recordo que
Eu odeio o Sócrates.
Julgo que ele é o principal responsável por termos caído na bancarrota mas a democracia precisa do confronto de ideias, umas erradas e outras certas, e apenas desse confronto é que as boas ideias podem surgir buriladas.
Umas vezes as más ideias saiem vencedoras mas, na maioria das vezes, são as boas ideias as vencedoras.
O que dizem os especialistas na matéria é que, se não houver confronto, as boas ideias relaxam-se e acabam por se transformar em más práticas.
Por isso, a nossa democracia precisa que os esquerdistas indiquem um nome forte para candidato à Presidência da República e esse nome é o José Pinto de Sousa.

Observemos o passado.
Presidente socialista que se preze tem que ter estado em prisão preventiva.
O Mário Soares esteve em prisão preventiva.
O Jorge Sapaio esteve em prisão preventiva.
Eu ainda pensei que o Paulo Pedroso ou a Fátima Felgueiras, ao terem sido presos preventivamente, estivessem a fazer curriculo para serem agora candidatos à presidencia mas ainda não vi surgir nenhum destes nomes.
O Isaltino não dá porque é do PSD. 
Mas temos agora o José Pinto de Sousa que, por já ter no curriculo uma prisão preventiva declaradamente política, dá um candidato perfeito para a Esquerda.
Eu, concerteza, assino a proposta de candidatura e, se calhar, até vou votar nele.

Mas o Soares e o Sampaio estiveram preso antes do 25-abril
Blá, blá, antifascistas, não sei quê, que mais, inocentes, injustamente.
Ok, mas que nesse tempo também era muito mais fácil ser preso e conseguir sair daí dizendo "não fiz nada".
Como bastava dizer "Vivas à República" para levar duas bastonadas e passar uns dias na choldra, qualquer pessoa esquerdistas fazia curriculo num repente.

Agora é muito mais difícil.
É como um soldado dos dias de hoje arrancar uma medalha de "torre e espada" por actos heroíco e bravura. Sem turras para matar, como é que vai conseguir isso?
Só se o Cavaco for ver uma tourada, o bicho de 650kg se desmandar e saltar para a tribuna de honra. Nesse momento, o soldado salta em seu socorro e consegue lidar o bicho mas, para ser heroi suficiente para a Torre e Espada, tem que ser de olhos vendados e enquanto faz o pino apoiado em apenas um dos braços segurando a muleta no outro.

Fig. 2 - Torre e Espada por ter perdido um olho a defender o Cavaco de um touro que lidou de olhos vendados e enquanto fazia o pino.

Vejamos a carta do ex-Sócrates.
Quando uma pessoa vai presa não perde apenas a sua liberdade. Também é vítima de humilhações gratuitas. Por exemplo, o putativo candidato José Pinto de Sousa tem pedido que lhe levem roupa quente o que traduz uma humilhação trazida dos manuais dos campos de extermínio nazis, vergar a pessoa pela fome, a sede e o frio.
Depois, não lhe dão um computador para jogar copas, uma resma de papel para fazer aviões nem uma esferográfica azul para as palavras cruzadas. Dizem que "há o perigo de o detido fazer aviões para enviar contra a torre de Belém como aconteceu com as torres gémeas." E "fazer palavras cruzadas é um truque para enviar mensagens secretas para o 'motorista'." Além disso, "pode transformar a esperográfica azul numa arma de destruição massiva como fez o Saddam."
Se os fascistas tivessem este rigor, nunca o Álvaro Cunhal teria escrito o Cinco Dias Cinco Noites que é um livro extraordinário.
Ninguém tem o direito de prender a mente humana, de proibir alguém, nem que seja o maior criminoso de todos os tempos, de escrever, de se informar, de comunicar, de criar.
Nunca uma sociedade pode impor aos outros a lei do silêncio por ter medo que as suas ideias "torpedeiem a investigação".
As ideias erradas são para isso mesmo, para torpediar a verdade que, sendo mesmo a verdade, vai poder surgir da confusão totalmente reforçada.
Deêm lá um computador, papel e esferográfica azul ao homem para que ele possa dar asas à sua imaginação, preparar a sua candidatura à Presidência da República e lêr este poste.
É uma humilhação ter que escrever os seus "manifestos políticos" num papelito, a vermelho e tudo razurado.
Ninguém merece isso, nem que tivesse matado 1000 pessoas, sem que fossem criancinhas.

O processo do José Pinto de Sousa é perfeito.
Primeiro => O José consegue ficar rico sem ser possível atribuir-lhe um único facto ilícito.
É rico, ok, não tem de onde tenha vindo esse dinheiro, ok, e depois? O avô da minha mãe tinha uma filha que não tinha mãe e não era por isso que deixava de ser filha e de ser dele, era apenas "filha de mãe incognita."
A fortuna do José também é "filha de origem incógnita" mas não deixa de ser fortuna nem de ser dele.
Dizem que foi corrupção mas o primeiro-ministro não tem poder para despachar nada, passa tudo pelos ministros e, tanto quanto sei, ainda nenhum foi acusado de nada.
Não há um único acto de corrupção que lhe possa ser atribuido, foram as SCUTs? Os Viraventos? A Parque Ecolar? As Novas Oportunidades?
Seria mais de imputar crimes desses aos Guterres, Sampaio ou Teixeira dos Santos que meteram os filhos na Portugal Telecom e que me conste, não foi em nenhum concurso.

Segundo => Acusam o "motorista" de transportar malas de dinheiro.
Se uma pessoa é rica, e 25 milhões € já é qualquer coisa, é totalmente natural mandar o "motorista" ir bucar malas de dinheiro. Ser rico para viver como se fosse pobre não presta. 

Terceiro => Acusá-lo de "crime fiscal" é totalmente descabido porque o dinheiro obtido da corrupção está isento de IRS, não paga IVA nem imposto de selo.

Isto é tudo combinado.
Não há nenhum  crime por onde o possam agarrar.
Então, pediu ao Carlos Alexandre para o prender com muita publicidade.
Pediu ainda ao António Costa, amigo de longa data, para dizer "eu mal o conheci, eu dizia que era amigo dele porque ele tinha muito mau feitio e eu tinha medo que me pusesse fora da mama" porque o povo gosta das pessoas que são vítimas da pulhice dos amigos.
Tudo perfeito.

Mas porquê as aspa no motorista?
Podem pensar que agora não é crime ter "motorista", que o povo até pode casar-se com o "motorita", mas vai acabar por ser o único crime de que o bicho vai ser acusado.
Não vai ser como o Oscar Wilde que hoje consideramo-lo uma grave vítima do preconceito porque foi preso por ser gay.
Agora, o José vai ser acusado de ter contrado falsamente o "motorista" como se fosse seu motorista, ter passado recibos e feito decontos para a Segurança Social quando a Lei proibe de os fazer no caso de ser "motorista", pumba, chumba com "falificação de contrato", "lavagem de roupa suja", "infidelidade conjugal", tudo somado dá uns 600 mil crimes e 2000 anos de cadeia.

Há coisas que não cabem na cabeça de ninguém.
Um fulano qualquer tem fotografias de pornografia infantil no computador, 682 mil e tal.
Não é que o acusam de 682 mil e tal crimes?
Já viram se ele apresenta uma testemunha por cada crime de que é acusado?
Imaginem que um assaltante rouba 300 mil euros de um banco em notas de 20€. Acham que teria alguma lógica acusá-lo de 15000 crimes de roubo, um por cada nota?
E condenar uma pessoa destas a 19 anos de cadeia quando condenam um homicida a 12?
Nós chegamos mesmo ao fundo, daqui a nada estamos como no Pakistão onde matar a muler dá uma repreensão escrita e dizer "o Alá se calhar não é quem pensam" dá pena de morte.

Troquemos o José pelo Duarte Lima.
Alegadamente, o José queria ir para o Brasil (naturalmente porque tinha lá um emprego onde ganhava 12 mil € por mês e eu ainda não conheço ninguém que tenha um emprego sem lá nunca ir) e o Duarte Lima quer fugir de lá a sete pés.
Então, ia para lá o José em vez do Duarte e ficava cá o Duarte em vez do José.
Tudo perfeito, para quê os dois cá?

Fig. 3 - Também trocava a Ferreira Leite pela Juliana Paes.

Vamos então ao Brasil.
Há 3 anos eu escrevi um poste sobre o Brasil (ver) onde previa que o crescimento ia cair e a défice da balança corrente (i.e., o endividamento externo) ia aumentar.
Passados estes 3 anos, infelizmente, acertei, o Brasil teve desde então um crescimento anémico (+1,35%/ano) e entrou mesmo em recessão.

Fig. 4 - Evolução da taxa de crescimento do PIB brasileiro 2008-2014 (dados: ver)

Também em termos do endividamento externo (balança corrente), o Brasil manteve-se claramente no negativo.


Fig. 5 - Evolução da Balança Corrente brasileira 2004-2013 (dados: ver)

É assim que funciona o esquerdismo.
A princípio, a política dos subsídios e da despesa pública induz crescimento económico, foi também o que aconteceu em Portugal no guterrismo, depois o PIB começa a estagnar e o governa ataca o problema desequilibrando as contas com o exterior. Isto tudo termina com a bancarrota.
Com a quebra do preço do petrólio, as coisas lá para o lado do Brasil ainda vão piorar, em termos económicos, pois a Juliana continuará igualmente boa.

Pedro Cosme Vieira

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

O Costa, o Investimento público, as cheias de Liboa

O António Costa fala muito em investimento público.
Prega ele do alto da varanda da Câmara de Lisboa, retirando esse sermão dos manuais keyneseanos, que o investimento público induz crescimento económico, emprego e mesmo aumento da receita fiscal.
Assim o prega mas não o faz.
Afinal, prefere reduzir o IMI e o IRS do eu eleitorado a fazer investimento público em infraestruturas fundamentais para a cidade.
 
Mas essa é a "política de austeridade" do Passos Coelho!
Menos investimento público, menos despesa pública para poder haver menos impostos.
Afinal o Costa é tão troikista como o Passos Coelho.
 
Fig. 1 - Óh Seguro, tens que fazer o papel de polícia mau, dizes mal e prometes desfazer tudo o que o Passos fizer para, depois, eu aparecer a fazer o papel do polícia bom e ganharmos isto para o PS.
 
Mas voltemos a Lisboa.
O "agregado", seja ele o Estado, a Autarquia ou uma empresa privada mandatada pelo agregado, tem que fazer as coisas que o particulares não podem fazer. E uma dessas coisas é o sistema de drenagem das água pluviais.
Nós não podemos resolver o problema da água que cai no telhado na nossa casa nem no passeio em frente a ela porque, para isso, precisaríamos de um cano que fosse desde a nossa porta até ao rio mais próximo. Isto obrigaria a passá-lo por terrenos de muitas outras pessoas.
Também não é eficiente que o façamos porque a capacidade da canalização tem "economias de escala", aumenta mais que ao quadrado com o aumento do diâmetro da tubaria. Quer isto dizer que um tubo com 2,00 m de diâmetro, leva 5 vezes mais água que um tubo com 1,00 m de diâmetro.
 
Quantos tubos são necessário para drenar a água de Lisboa?
Lisboa está a ter mais do que uma cheia por ano. Se olharmos para os caudais de cheia passados (da Área Metropolitana de Lisboa - Norte), a cheia de 50 anos tem um caudal que é 8x o caudal de cheia de 1 ano.
 
Fig. 2 - Caudal de cheia na AML-Norte (Deste estudo, Quadro 28, Leal, Miguel H A., 2011) . 

É um perigo Lisboa estar a ter mais do que uma inundação cada ano.
Isto é muito perigoso porque se há o azar mais do que certo de, um dia, acontecer aquela cheia que só se vê uma vez a cada 50 anos, a cidade vai ficar gravemente destruida.
As cheias que existem todos os anos são um aviso sério para o que pode vir ai.
Havendo mais que uma cheia por ano, os dados indicam que a capacidade do sistema de esgoto das águas pluviais de Lisboa tem que ser multiplicado por 10.

Porque será que o Costa não faz este investimento público?
Se é tão a favor o investimento público; e, de facto, causa aumento do emprego e da receita fiscal; sendo que há necessidade disso, era de avançar imediatamente.
Eu penso que é ele saber que tudo isso que diz é mentira e por serem obras que, estando enterradas,  não dão votos.
Além do mais, quando vêm as cheias, culpa o São Pedro pela chuva e o "Governo Central" por "não fazer investimento" e o seu eleitorado come como bom.
Mas a chuva está aí, toda a gente sabe que todos os anos ela cai do Céu e que, de vez em quando, chove muito mais. O Passos Coelho, coitado, não lhe compete fazer o sistema de esgotos das terreolas por esse país fora porque ela pediram autonomia.

Fig. 3 - Inaugurar esgotos não dá votos nem "convergência à esquerda"

O que tem que ser feito.
Não eixa de ser interessante que o Costa queira municipalizar os transportes públicos que não falta que possa fazer e se abestenha de fazer o saneamento das águas pluviais.
Naturalmente, que iso tem que ser feito pelo município, tem que haver um aumento muito significativo da capacidade das condutas.
A cidade de Lisboa tem que cobrar o IRS, IMI no máximo e ainda taxas e taxinhas sobre os esgotos e outras coisas para poder pagar estas infra-estruturas e deixar-se de só meter flores e foguetes onde o eleitorado passa.

Fig. 4 - Isto acontece repetidamente nas Avenidas!

Falando só um bocadinho do Sócrates.
Eu acredito que o Sócrates desviou muito dinheiro.
Não só desviou milhões como a uma governação ruinosa estragou milhares de milhões.
Mas foi possível que esse dinheiro todo fosse desviado e esse prejuizo todo causado porque temos um Estado que se mete em tudo.

Interessante.
O António Costa referei-se ao Sócrates como "o Eng. José Sócrates" quando prometeu que, sendo ele a mandar no PS, as pessoas do PS tornariam-se a tratar por "camaradas".

Mas não é sobre isso que quero meditar.
É que eu não acredito que exista o risco de, agora que está longe do poder, o Sócrates continuar a praticar crimes desses.
Também não acredito que exista o risco de fuga e, se ele fugisse, ele é Demasiado vaidoso para tal. E, até seria óptimo se ele fugisse porque nem nos chateava mais nem gastava dinheiro dos impostos lá na cadeia.
E também não acredito que fosse agora destruir provas porque, penso eu, para estar preso é porque já existem provas suficientes para, futuramente, o condenar. Não quero acreditar que se prenda uma pessoa para "ver no que dá, pode ser que a gente venha a encontrar provas".
Então, o famoso tribunal impoluto que julga os grande crimes mente.
E não fica bem o tribunal que se diz defensor da lei e dos bons costumes mentir tão descaradamente.
E como souberam os jornalistas de que o Sócrates ia ser preso no aeroporto? É que, desta vez, não há a esculpa dos "senhores advogados" porque o "arguido" não tinha advogado constituido pelo que quem violou o segredo de justiça foi o tribunal.

É um perigo.
As cheias de Lisboa são um perigo.
Um primeiro-ministro, directores do SEF e de outras coisas serem corruptos é um perigo.
Um tribunal que é o garante da legalidade mentir e cometer ilegalidades é um perigo.
Dar boleia as mulheres bonitas é um perigo.

Fig. 5 - Dar boleia a esta mulher é mais perigoso do que dar boleia à mala do Sócrates.
 
Pedro Cosme Vieira

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

A verdadeira razão porque o Sócrates foi detido

Muita gente se pergunta. 
Dizem que, lá em París, o motorista do Sócrates levantava dinheiro e ia-lho entregar. Mas que indícios existiam para justificar que os portugas mandassem  a gendermery perseguir o motorista do Sócrates pelas ruas de Paris?
Como é possível que um movimento bancário de cem ou duzentos mil euros entre a conta de uma mãe e a de um filho possa dar origem à detenção de um ex-primeiro ministro em pleno aeroporto?

Querem saber a verdade?
Tem a ver com as famosas escutas que, por ordem do Supremo, foram destruídas dos CD's.
Quem é que ouviu as escutas?
Toda a gente.
Quem era o juiz que estava a ouvir as escutas do Godinho que foram destruídas?
O Juiz Carlos Alexandre.
Quem mandou fazer as diligências todas que culminaram na detenção do Sócrates no aeroporto?
O Juiz Carlos Alexandre.
Será coincidência?
Não acredito.

Sempre achei interessante.
O que diz nos livros sobre "não se pode fazer cópia seja qual for o meio utilizado". 
Mas memorizar na nossa cabeça é fazer uma cópia. Então, decorar um texto ou aprender uma música viola os direitos de autor.
Ali foi igual. Mandaram destruir os CD.s mas o povo não esqueceu.

O "crime" não tem importâncioa nenhuma.
Iamginem que o Sócrates dizia "os 20 milhões de euros resultam de eu ter roubado um homem que ganhou o euromilhões".
Quem era esse homem? "Não sei pois não cheguei a perguntar-lhe, era um homem."
Como o roubo é um crime particular, precisa de queixa para que avance. Então, já está justificado de onde veio o dinheiro.
Será que estava obrigado a declara-lo ao fisco?
Não porque o dinheiro não é resultado de trabalho, rendimentos de capital, resultado do jogo, doação.
O fisco não tributa os roubos.

Será crime transportar dinheiro roubado?
Já ouviram algum assaltante de um velhte ser acusado de #transpportar o dinheiro que estava dentro da carteira roubada" mas "12 anos de cadeia por ter branqueado o dinheiro que roubou dizendo à mulher que o ganhou à lepra".
São tudo coisas que não fazem qualquer sentido e que servem apenas para, não se apanhando o criminoso com a mão na massa, usa-se um estratagema qualquer.

Fig. 1 - "A menina acredite que eu sou muito rico e tenho cancro terminal, veja estes documentos" (falsos).
Mas, no amor, vale tudo menos tirar olhos.

Dizem os ciganos.
Que o pior em ser cigano é que tem sempre que ter no bolso a factura da carteira, da roupa que traz vestida, dos sapatos, do telemóvel, do corte de cabelo e apenas pode trazer dinheiro no bolso se tiver o talão do multibanco. Se a roupa for de marca, tem ainda que ter um documento qualquer a provar que não é contrafeita.
Se apanham um cigano sem as facturas todas em dia, deixam-no logo em leitão.
Vêm um cigano com um rádio de automóvel na mão. É logo acusado de "branqueamento de capitais e fuga ao fisco" porque não tem porque não tem guia de transporte para o rádio. Depois, ainda o acusam de  "falsificação de documentos" porque a factura dos sapatos obtida na feira foi emitida por um equipamento em que o software não foi verificado pela administração fiscal.
Do rádio, se o roubou ou não, não interessa. Do resto, apanha 12 anos de cadeia.

Faz-me lembrar o Al Capone.
Com isto não estou a comparar o Sócrates com o Al Capone mas apenas o processo.
O Al Capone matou, roubou, espancou, fez milhões de crimes mas nunca foi condenado por nenhum deles.
Foi condenado por "fuga aos impostos".
Porque matava, extorquía, corrompia e roubava, enriqueceu. Um dia chegaram lá os das finanças e meteram-no na cadeia por "não declaração de rendimentos".
Como o O.J. Simpson passou-se o mesmo. 
Mais uma vez, com isto não estou a comparar o Sócrates com o O J Simpson mas apenas o processo.
Escapou de ter alegadamente assassinado a mulher mas foi condenado por arrombar uma porta para "subtrair" um troféu que tinha ganho. 
Outra pessoa qualquer acabava com uma multa, estes acabaram com penas de dezenas de anos.

Fig. 2 - Estou perdido.

Eu odeio o Sócrates.
Mas um Estado de Direito não deveria usar expedientes destes, não deveria usar o princípio de que o fim justifica os meios.
Será que na justiça também vale tudo, menos tirar olhos?

A detenção foi má para o homem mas boa para o país.
Aumenta a probabilidade de o Passos ganhar as legislativas o que tem impacto na evolução das taxas de júros da dívida pública portuguesa pois o António Costa (e todo o PS) tem um discurso de que "gastar é que é bom".

Fig. 3 - As taxas cairam rapidamente para mínimos históricos

Pedro Cosme Vieira.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Chuva em Lisboa, sol no aeroporto

Ouvi o António Costa dizer. 
"Se o país fosse governado como Lisboa" mas esqueceu-se de dizer que em 2012 Lisboa recebeu do Passos 286 milhões € (ver, Económico) o que correspondeu a 43% da dívida bancária de médio e longo prazo da autarquia lisboeta (ver, JN). 
Este dinheiro foi para "comprar" os terrenos do Aeroporto de Lisboa que tinham sido expropriados nos anos 1930, no tempo da ditadura do Salazar. 

No meu entendimento de leigo. 
Em termos morais, se um terreno é expropriado e, posteriormente vendido pelo Estado com ganho, esse ganho deve ser entregue aos descendentes dos proprietários expropriados. 
Se foi a autarquia que o pagou, o justo seria capitalizar o dinheiro que a autarquia pagou à taxa de juro média que a autarquia pagou e seria esse que a Autarquia deveria receber do Estado. 
Depois, se os terrenos foram vendidos por mais dinheiro, a diferença deveria ser entregue aos descendentes dos antigos proprietários e não ficar em quem o expropriou.

Mesmo as parcelas que foram compradas.
No tempo da ditadura as pessoas que se opusessem ao Estado corriam o risco de sofrer sérias consequências. Da mesma forma que as "vendas" que os judeus fizeram na Alemanha, Áustria, França e demais países durante os anos 1930 e 1940 foram consideradas confiscos, estas compras também foram confiscos porque tiveram por trás a ameaça de um Estado totalitário.

Se o Costa governasse Portugal onde iria buscar essa massa?
Talvez esteja a contar que a Troika se esqueça de cobrar os 78 mil milhões € que nos emprestou para taparmos a bancarrota do Sócrates. 
Assim uma coisa tipo Madeira que pede dinheiro emprestado à República do qual sabe que nunca vai pagar sequer um euro.

Fig. 1 - Se a Madeira fosse governada como Lisboa, seria governada exactamente como é. 
Os de Lisboa até já nos estão a copiar a estratégia de mamar no contenente à custa das cheias.

A RTP e a liga dos campeões.
Pura e simplesmente, as pessoas que tiveram esta ideia deveriam ser imediatamente demitidas. 
A RTP suga-nos todos os meses uma parte muito substancial dos 2,65€ que pagamos na conta da electricidade para pagar 19 milhões por uns jogos é uma vergonha (ver).
Além dos milhões que nos cobram juntamente com a electricidade ainda recebem todos os anos milhões para cobrir os prejuízos além do orçamento.

E é concorrência desleal.
O argumento é que "transmitir jogos da Liga dos Campeões é um serviço público". Então, como a TVI ia transmitir os jogos dos campeões europeus, deveria receber parte da contribuição audiovisual para pagar os direitos. Naturalmente, não havendo a concorrência desleal da RTP, o preço a pagar seria significativamente menor. E nunca estaria em causa o acesso das pessoas a essa coisa que é mais importante que o telejornal.

Fig. 2 - Despedimento imediato dos fulanos da RTP.

Os vistos gold e a regularização dos imigrantes americanos.
Os países desenvolvidos lutam contra a baixa natalidade. 
Como fica muito caro criar um filho e o resultado que se retira dai é nulo. Então, é melhor ter um gato ou um peixe.

Fig. 3 - Um gato gordo fica mais barato que um filho magro.

Fig. 4 - Se é triste ver o gato gordo morrer, arranja-se uma carpa que dura mais de 200 anos.

Em alternativa, há os imigrantes.
Ficam muito mais baratos do que fazer e criar filho. Não berram de noite, não é preciso levar ao infantário, à escola, ao ballet, à natação, nada, e já vêm prontos a trabalhar.
Melhor ainda é entrarem cá pessoas com 500 mil euros.
Bastavam 450000 imigrantes desses para pagar a nossa dívida pública.

Os vistos gold têm vários problemas.
Deveriam seguir o exemplo americano.
Serem considerados vários critérios e, cada um, contar para a atribuição de uma pontuação ao candidato ao visto.
Mas deveria contar não só o investimento imobiliário, o depósito bancário e os postos de trabalho criados mas também a escolaridade e a capacidade de criar riqueza no nosso país.
E isto deveria ser feito de forma rápida e transparente. Qualquer pessoas ser capaz de calcular a sua pontuação e, caso entrasse um pedido de visto com a pontuação desejada, o visto deveria ser atribuído automaticamente.

Será a medida do Obama de legalizar os imigrantes ilegais correcta?
Não parece lógico dar visto de trabalho a uma pessoa que estão  ilegalmente na América há mais de 5 anos.
Será igual a promover a guarda prisional todas as pessoas que estejam presas há mais de 10 anos. Digamos que conhecem a cadeia por dentro. 
Mas, em termos práticos, tem alguma lógica.

São comprovadamente trabalhadores que não levantam problemas.
Que já está há 5 anos na América sem nunca ter chamado a atenção da polícia é porque é trabalhador. Claro que sabemos que violou a lei da imigração, entrou saltando a fronteira mas, se dissermos que o fez por amor à América, isso pode ser ultrapassado.
Digamos que o sistema é que falhou na identificação de uma pessoa válida para a sociedade americana.

Fig. 5 - Milhões de portugueses emigraram ilegalmente, milhares para os USA

E, a todo o tempo, o legalizado pode ser expulso.
É que a legalização vai ser de "segunda escolha".
Se o imigrante causar algum problema, zumba, imediatamente posto fora.
Por isso, parece-me um bom negócio para a América.
E também é um bom negócio para o imigrante pois vive sempre com medo de ser deportado para países onde ele não quer estar seja o México, Honduras, o Brasil ou Portugal.

Podíamos ter 50 milhões.
Não existe um número óptimo de pessoas para um país. A Austrália é 80 vezes maior que Portugal e tem pouco mais que o dobro da nossa população.
O Japão tem o triplo da nossa área mas tem 12 vezes mais população e 70% do território são montanhas.
Por isso, nós temos 10,5 milhões mas tanto podíamos ter 1 milhão como 50 milhões  de pessoas.
A única questão é que não fazemos filhos suficientes para termos 50 milhões e não nos conseguimos adaptar a uma população em contracção.
Até poderia ser bom juntarmos à nossa população uns 40 milhões de chineses, indianos ou africanos a trabalhar para nós. Impúnhamos que cada um tinha que pagar 1000€/ano para renovar o visto e, depois, dávamos-lhe liberdade para irem trabalhar por essa Europa fora. Num repente, arranjávamos 40000 milhões € por ano, dinheiro suficiente para o António Costa governar Portugal como tem governado Lisboa.

Fig. 6 - Mim palecer chinês mas sele plimo dileito de Vasco Loulenço e segundo de José Cid.

Pedro Cosme Vieira

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Taxas e taxinhas

O António Costa lembrou-se de cobrar 1€ 
a cada pessoa que sai no Aeroporto da Portela ou no Porto de Lisboa. 
Em 2016 vai cobrar 1€ por dia de dormida penso eu que em establecimentos hoteleiros.
Tenho dúvida se os que saiem dos cacilheiros mas aqui é que a taxinha dá uma pipa de massa pois a Transtejo transporta 23 milhões de passageiros por ano (2013, ver, p.7).
Esta taxinha é gravíssima não pelo seu valor mas por se aplicar a não votantes em Lisboa.

O que nos ensinou a História. 
Os governos são tentados a cobrar impostos às pessoas que não fazem parte da sua base de apoio (seja o apoio eleitoral como nas democracias ou militar como nas ditaduras). 
Lembram-se da frase do Luís Amado "não se pode acabar com a ADSE porque são apoiantes do PS"?
Os governos funcionam assim.

Se o PS tem apoio no Sul.
Vai apoiar obras públicas e transferencias para as populações do Sul em detrimento das do Norte.

Se o PS tem apoio nos Funcionários Públicos.
Vai aumentar os seus salários à custa de aumentos de impostos para toda a gente.

Se o CDS tem apoio nos velhinhos com pensões baixas.
Vai aumentar as pensões à custa do corte de outros que sejam apoiantes do PS.

A história ensina-nos
Que esse processo leva à perseguição das minorias e mesmo à limpeza étnica.
Quando havia qualquer poblema, a culpa era sempre dos judeus, dos ciganos, dos pretos, dos Jeovás, dos hipermercados ou dos latifundiários.

Reparem no surto da Legionéla.
No meu entendimento, o foco foi a água pública canalizada. Por causa disso é que a Câmara de Vila Franca de Xira mais que duplicou a quantidade de cloro que mete na água da rede pública e foi mandado que as pessoas deixassem de tomar banho de chuveiro.
Mas, assim que o cloro apagou qualque vestigio de que a rede pública podesse ser a causadora do foco, o Presidente da Câmara de Vila Franca atacou logo um grupo minuritário: as grandes empresas. 
Até passou a ofereceu dinheiros públicos para que as vítimas possam intentear acções judi«ciais contra as empresas.
Não assim que o Staline acabou com a "burguesia"?
Não assim que o Hitler acabou com os jdueus?
é a técnica de atirar para um minoria (a Sociedade de Adubos de Portugal) uma coisa que, mais que provável, foram os próprios serviços municipais os responsáveis.

A DGS podia publicar um mapa.
Pegavam na morada das pessoas infectadas, e faziam um mapa onde marcavam com uma bolinha vermelha o local onde a pessoa mora. Depois, marcavam a azul onde a pessoa trabalha.
Desta forma viamos a localização geográfica do foco. 
Porque será que não fazem isto?
Não falta lá pessoa e têm estes dados mas não querem que saibamos.
Connosco ignorantes podem atirar com ataques às minorias que não se podem defender.

O Princípio da Igualdade 
que está escrito na nossa Constituição procura evitar este fenómeno de acusar / espoliar as minorias em favor da maioria. 
É que sempre que há uma crise qualquer, e estão sempre a acontecer, vem logo ao de cima a ideia de que os responsáveis são os outros, sejam os alemães, o grande capital, os especuladores, os bancos, os patrões, o Passos Coelho, o Gasparzinho ou mesmo o Pinto da Costa e o Carlos Queirós.

Vamos imaginar o futuro.
Cobrar uma taxa aos passageiros do Aeroporto (não votantes) permite baixar o IRS e o IMI dos lisboetas (votantes). Então, este processo tem vantagens para quem está no poder que passará a ter mais votos. Esta dinâmica que se observa na Madeira (pelas transferências do "contenente" para periodicamente regularização da dívida pública) e em Angola (pelas receitas do petróleo) leva à perpetuação do regime.

Como será o futuro da taxinha.
Em 2015 vai ser de 1€ por passageiro o que, dirão, não é nada. Então, caso seja legal e verificando-se que o número de passageiros não diminuiu, em 2016 a taxa vai ser de 2€, em 2017 de 5€ e em 2018 de 10€.
Em 2015 vai-se aplicar aos aviões e aos navios de cruzeiros, em 2016 aos autocarros e em 2017 aos cacilheiros.
A taxinha vai crescer até se transformar numa taxa e, depois, ficará mesmo uma taxona.
Em 2020, vai toda a gente querer fazer aeroportos para cobrar a taxona. 
E quem é que se vai opor a essa taxa? Os lisboetas não porque vão ser beneficiados e os passageiros nem sabem a quem se podem queixar pelo que estão a pagar.

Fig. 1 - Com o tempo, a taxinha vai-se transformar numa taxona.

Depois, outros municípios vão ver nas taxinhas a galinha dos ovos de ouro.
Os municípios vizinhos de Lisboa vão cobrar 0,25€ por cada pessoa que atravesse o seu município para entrar em Lisboa. Dirão que "uma taxinha de 0,25€ que não é nada e vai ser para compensar as populações locais da poluição dos automóveis. Além do mais, vai servir para fazer um fundo para a manutenção das estradas gerido pela Dr. Isabel, a filha do presidente da câmara".

Depois vêm as taxinhas nas autoestradas.
Os municípios onde passam as autoestradas vão também ter direito a cobrar uma taxa de 0,25€ por  cada automóvel que atravessar o seu município. Vão à empresa concessionária das autoestradas e obrigam-nas a meter a taxinha em cima dos seus clientes. 
Depois, os municípios de onde é captada a água que bebemos, por onde passam as ondas hertzianas do nosso telemóvel, e por demais razões, vão arranjar taxinhas para tributar quem não é residente no seu município de forma a baixar o IMI, o IRS dos seus eleitores e fazer obras megalómanas.

Faz-me lembrar os tempos medievais.
Em que, as pessoas não podiam ir a lado nenhum pela enormidade das portagens que existiam. Cada ponte que se passava, cada cavalo que se trocava, cada estalagem que se visitava, cada terriola por onde se passava, pumba, lá vinha uma taxinha qualquer.
Até ao SEC. XIX a Cidade do Porto tinha uma vala (que hoje é a Estrada da Circunvalação) que, quem atravessasse, tinha que pagar uma taxinha. E as mercadorias pagavam "direitos aduaneiros".

Fig. 2 - Há pouco mais de 100 anos, entrar no Porto obrigava a pagar "direitos alfandegários"

A Legionela e o Ébola.
Ambas são doenças infecto-contagiosas mas o Ébola contamina-se de pessoas para pessoa e a Legionela passa de um local para a pessoa e morre ai.
Então, os casos de Ébola crescem de forma exponencial porque cada pessoa doente tem potencial para contaminar outras pessoas. Assim, de dia para dia o número de casos aumenta.
No caso da Legionela, a progressão é aritmética porque o foco de contaminação não se multiplica. Então, enquanto os focos estiverem activos, o número de casos é constante.
Além do mais, a mortalidade do Ébola (70%) é muito superior à mortalidade da Legionela.

E o Ébola estará controlado?
Ultimamente a nossa comunicação social não tem falado do Ébola pelo que dá ideia de que o problema está controlado.
Mas, de facto, não, apenas está estável. Em Junho havia menos de 10 novos casos por dia e agora estamos com 150 novos casos por dia.
Se vos recordar que, nos surtos anteriores, em média, cada surto teve 140 infectados, vemos que 150 novos infectados por dia é muita coisa.
Já não existe a situação explosiva que se verificou até finais de Agosto mas, havendo uma distracção, a coisa pode explodir novamente. É que há 3000 pessoa contaminadas que são 3000 focos potenciais da doença.

Fig. 3 - Evolução do número de novos casos de Ébola (dados: OMS)

E como vai a nossa economia?
Vai benzinho.
Nos últimos 4 trimestre tem estado a crescer uma média de 1,1%/ano.
A taxa de desemprego está a descer já estando quase ao nível de 2011.
As taxas de juro da dívida pública e que as empresas estão a pagar está em mínimos históricos. Depois de estas longos meses no patamar de 6,0%/ano, desceu depois da mensagem de ano novo do Cavaco para 3,7%/ano e, nas últimas semanas, está estável nos 3,2%/ano. Nada mal se pensarmos que o Sócrates nos endividou a 4,4%/ano.

Fig. 4 - Evolução da taxa de juro da dívida pública a 10 anos (Investing.com)

"Mas a taxa de desemprego está mal calculada"
Dizem os esquerdistas.
Talvez. Mas, como eu já referi repetidamente, a taxa de desemprego não traduz exactamente as pessoas que estão desempregadas. É apenas um número que, quando é maior há mais pessoas desempregadas e, quando é menor, há menos pessoas desempregadas.
O que sabemos é que, em Jan de 2005 estava em 7,5%, depois o Sócrates prometeu criar 150 mil postos de trabalho e, em  Jan de 2011 esse número tinha aumentado para 12,1%. Depois veio a calamidade e, em Jan 2013 esse número saltou para 17,5% mas agora está nos 13,1%.
O que quer dizer este 13,1%?
Que hoje há menos pessoas desempregadas do que havia em Janeiro de 2013.
Tentar agora, pegar numa lupa e dizer que isto é por causa de as pessoas terem morrido, emigrado, estarem desanimadas ou a receber estágios já é pedir demais a este indicador.
É como a nossa temperatura. Estávamos doentes e o termómetro indicava 41ºC. Depois, descendo para 40ºC já é uma melhoria, Mas essa melhoria não diz nada quanto à qualidade do termómetro. 

Os vistos Gold.
Ouvimos na comunicação social que é mau os nossos jovens saírem de Portugal para irem, por exemplo, para a Inglaterra, França, Alemanha ou Espanha.
Então, tem que ser bom que pessoas de outros países venham para Portugal.
E é muito mais barato do que fazer portugueses.
O problema dos vistos Gold é que a lei não é desenhada à prova de corrupção.

O Salazar deu um Visto Gold ao Gulbenkian.
Em 1942 o Gulbenkian estava na França de Vichy (a França estava ocupada pelos Nazis). Quando o Salazar soube que o Calouste Gulbenkian queria vir para Portugal, mandou o cônsul pegar num carro trazê-lo pessoalmente para cá.
É que o homem tinha vagões de dinheiro.

Fig. 5 - O Calouste Gulbenkian tinha um filho, o Nubar (e uma filha), mas o Salazar não se importou que praticamente os deserdasse porque a massa ficou na Fundação.


As leis do trabalho deveriam ser muito mais flexíveis.
De forma a que pudessem ser dados vistos de trabalho a estrangeiros com valor.
Deveriam ser possível concentrar as 1860h anuais de um contrato de trabalho normal em apenas 6 meses. Desta forma, seria possível ter estrangeiros nas actividades agrícolas sazonais sem quebrarem as ligações ao seu país de origem. 
É assim nos USA e na Inglaterra, porque não pode ser aqui? Será que somos mais civilizados?
Se é assim, acho estranho porque tanta gente quer ir para estes 2 países, muito mais que para o nosso.

Mas como vamos desenhar um sistema à prova de corrupção?
As pessoas são intrinsecamente corruptas.
Podemos pensar que a corrupção nasce da necessidade mas, vendo, no caso do processo Godinho e neste caso dos vistos, que pessoas que têm bons empregos e levam vidas confortáveis aceitam luvas, isto não tem solução fácil mas pode ser melhorado.
Penso que neste caso concreto, a solução terá que passar pela transparência dos processos, as pessoas que pedem visto gold têm que dar autorização para que os seus processos sejam públicos. 
Vamos supor que há necessidade de manter o sigilo sobre um processo, vamos supor, de um magnata da droga que traz 100 milhões de euros, neste caso deverá ser obrigatório que seja o Ministro da Economia a classificar o processo.
O Estado até pode ser "corrupto", serem dados vistos a pessoas que obtiveram o seu dinheiro por meios pouco lícitos, um bocado como acontecia com os corsários ingleses, mas as pessoas que concedem os vistos têm que ter sempre em mente o interesse de Portugal e não o seu interesse pessoal.

Fig. 6 - Só com transparencia é que se vê quem está a meter dinheiro ao bolso.

E o Costa disse alguma coisa?
Disse que, daqui a 10 anos, vamos estar uma maravilha.
E disse também que, afinal, já não ia desfazer nada do que era contra.
Obrigou o Seguro a ser contra a aplicação da taxa de IVA de 23% à restauração mas é para manter.
Obrigou o Seguro a ser contra a alteração do mapa judiciário mas é para manter.
Obrigou o Seguro a ser contra o corte dos salários e das pensões mas são para manter.
Só lhe falta a anunciar que o seu ministro das finanças vai ser o Gasparzinho.

"As sanções contra a Rússia são ilegais"
Diz o Putin.
Mas mandar carros blindados, diversas armas, misseis que mandaram abaixo aviões e soldados para a Ucrânia já é legal,
Andarem a matar povinho na Síria já é legal.
Proibir a importação de maças já é legal.
Isto só indica que, afinal, as sanções estão a causar dor.

É que há um ano eram precisos 44 Rublos para comprar um Euro e agora são precisos 57 Rublos.
Isto traduz que tudo o que compram ao estrangeiro está 30% mais caro.
É o problema da desvalorização, as coisas estrangeiras ficam mais caras.

Fig. 7 - Vem passar uns dias à minha Rússia que, em Euros, aqui está tudo 30% mais pequenino.

Pedro Cosme Costa Vieira

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

A nacionalização da banca

Os esquerdistas estão sempre a falar da nacionalizaçãoda banca. 
Não só os comunas como também muitos socialistas continuamente defendem a nacionalização da banca. 
Isto tem fases altas e baixas mas, com a falência do BES, a fase passou a ser alta. 
Vejamos que isto não faz qualquer sentido pois, se nós quisermos, os bancos ficam automaticamente nacionalizados.
Basta mudarmos a nossa conta para a Caixa Geral de Depósitos.
Este caso é que é mesmo uma democracia directa.

O que é a banca?
Há pessoas que poupam parte do seu rendimento para poderem, no futuro, ter um pé-de-meia para fazer face às contingências ou a uma compra mais avolumada.
Por exemplo, algumas pessoas poupam porque querem que os filhos venham a frequentar uma universidade enquanto que outras poupam porque têm medo de virem a ficar desempregadas ou doentes. 
Para fazermos face ao risco de desemprego, doença, divorcio, acidente, etc., os especialistas em previdência dizem que devemos ter poupanças no valor do nosso rendimento anual. Se, por exemplo, uma pessoa ganha 400€/mês deverá ter 4800€ de poupanças e se ganha 2000€/mês deverá ter 24000€ de poupanças.
Imaginando que, em média, temos um azar a cada 10 anos, para fazer face aos azares devemos poupar 10% do nosso rendimento, seja isso pouco ou muito. Uma pessoa que ganhe o SMN deve poupar 45€ por mês.

Mas o que é poupar?
Pode parecer estranho mas poupar nada tem a ver com guardar notas.
Poupar é a pessoa A deixar de consumir bens e serviços no presente para que a pessoa B os possa consumir. 
Depois, no futuro a pessoa B deixa de consumir bens e serviços para que a pessoa A os possa consumir.
Poupar é transferir consumo entre pessoas, o aforrador permite que o devedor consuma e este, mais tardem, permite que o aforrador consuma.

E se eu guardar dinheiro?
Quando eu meto dinheiro debaixo do colchão, de facto estou a emprestar os meus rendimentos poupados ao Banco Central Europeu (a taxa de juro zero) porque este emite novas notas que empresta a outra pessoa. 

E se eu guardar ouro?
Antigamente a moeda era o ouro e o Banco Central não podia imprimir ouro. 
Mas, mesmo neste caso, quando eu guardo ouro estou a emprestar os meus recursos a outras pessoas pelo sistema de preços.
Se eu guardo ouro, os preços (em ouro) vão diminuir (o preço do ouro vai aumentar) de forma a que os recursos que eu não comprei encontrei outro comprador.
A diferença entre o ouro (qualquer sistema em que o Banco Central não controla a inflação) é que, no caso do ouro, eu empresto um bocadinho a cada pessoa que possui ouro.

Quando guardamos notas ou ouro.
Então, quando meto dinheiro debaixo do colchão, estou a emprestar os meus rendimentos poupados ao Banco Central Europeu (a taxa de juro zero) que, emitindo novas notas, os empresta a outra pessoa e, quando guardo ouro colchão a emprestar os meus rendimentos poupados às outras pessoas que têm ouro (porque o seu preço aumenta).
Quando gastarmos as notas ou vendermos o ouro, as outras pessoas deixam de consumir para que nós possamos aumentar o nosso consumo de bens e serviços.

E onde entram os bancos?
Na sua origem, um banco era um sítio onde as pessoas apenas depositavam os valores. Era uma caixa forte que conseguia guardar as nossas notas e ouro de forma mais segura.
Com o passar do tempo, os bancos tornaram-se "agências de casamento". Umas pessoas depositam a parte do seu rendimento que poupam (denominado em euros), e outras pessoas vão aos bancos e pedem esses valores emprestados seja para consumir ou para investir.

Fig. 1 - A Banca é uma intermediaria entre os depositantes (os pescadores) e os devedores (as freguesas). Naturalmente, sem pescadores (sem depositantes), não há banca. 

Mas os bancos têm muito dinheiro.
Isso é totalmente falso. 
Os bancos só têm papeis, têm papeis a dizer que devem dinheiro aos depositantes (a quem chamam passivo) e papeis que dizem que há pessoas que lhes devem dinheiro (a quem chamam activo). 

Lembram-se da Dona Branca?
Um banco é uma empresa especial porque é difícil observar se o activo (quem deve dinheiro aos bancos) é suficiente para pagar o passivo (os nossos depósitos). 
Como o activo são papeis que traduzem devedores do banco, é muito difícil ao comum dos mortais (impossível por causa do sigilo bancário) verificar se os papeis traduzem mesmo activo ou se não são alucinações do tipo daquela casa de "investimento" em selos que avaliava cada selo em centenas de milhar de euros quando não valiam nada.

Os bancos são obrigados a certos rácios.
Para poderem funcionar, os bancos centrais verificam a qualidade dos activos dos bancos e obrigam-nos a respeitar certos rácios.

Primeiro, têm que ter capitais próprios.
O capital próprio são, tal como os depósitos, recursos mas que, em caso de falência, os seus donos perdem-nos. 
Se acontecer um imponderável que leve o banco à falência, da massa falida (o que der o activo) primeiro são pagos os depósitos, depois as obrigações e, só por fim e se sobrar alguma coisa, é que é pago o capital próprio.
Então, os capitais próprios são como um seguro, uma garantia, em como os depositantes vão receber o seu dinheiro de volta.

O Core Tier 1.
O capital próprio dos bancos tem este nome esquisito. 
Actualmente, se um banco tem um activo de 100€, tem que ter 8€ de capital próprio.
Quer isto dizer que, para um banco emprestar 100€ tem que ter pelo menos 8€ próprios e 92€ alheios (dos depositantes e obrigacionistas).
Por exemplo, o Novo Banco precisou de 4900 milhões € por tinha de activo 61250 milhões €.

Segundo, têm que ter depósitos.
Se para emprestar 100€ o Banco precisa de 8€ de capitais próprios, tem que ter 83,33€ de depósitos pelo que só pode ter 8,67€ de outras fontes de financiamento como, por exemplo, empréstimos de outros bancos.

Relação de alavancagem dos depósitos.
Dividindo o activo pelos depósitos, não pode dar um rácio maior que 120%.
Não quer isto dizer que os bancos inventam ou criam crédito.
O que quer dizer é que não basta ter capital próprio para que o banco possa funcionar. Também o banco não pode funcionar pedindo crédito junto dos outros bancos.
O banco é obrigado a ter depósitos.
Mesmo que um banco tenha muito dinheiro dos seus donos, se não tiver depósitos, não pode emprestar dinheiro.

Vamos à nacionalização dos bancos.
Vamos supor que o BXP tem o seguinte balanço (apenas a título ilustrativo)

Activo
Crédito a clientes =>  70000M€

Passivo
  Capitais próprios                     => 5600M€  (8,0% do total)
  Depósitos                               => 58333M€ (83,3% do total)
  Empréstimos de outros bancos => 6067M€ (8,7% do total)
TOTAL               => 70000M€

Vamos supor que eu defendo a nacionalização do BXP.
Então, pego no depósito de 1000€ que tenho no BXP e tranfiro-o para a CGD (que é um banco público).
Neste mesmo momento, o BXP tem que diminuir o seu activo em 1200€ e a CGD pode aumentar o seu activo em 1200€.
Naturalmente, o BXP vai reduzir o seu capital próprio em 96€ e a CGD vai aumentar o capital próprio em 96€.
Se todas as pessoas quiserem que o BXP seja nacionalizado, transferem os seus depósitos para a CGD.
Lentamente, o BXP vai desaparecendo e a CGD vai crescendo até que o BXP desaparece.
O BXP acaba, por decisão democrática dos depositante, por ser nacionalizado (absorvido pela CGD).

Será que os esquerdistas têm os depósitos na CGD?
Se não têm então, são como o Frei Tomás, pregam uma coisa e fazem outra.

A "intervenção" na Portugal Telecom
A brigada do reumático, dos esquerdistas aos direitistas ressabiádos, tem muito medo que a PT "passe a ser estrangeira". Por isso, defendem uma nacionalização da PT.
Bem sei que dizem que defendem "apenas uma intervenção" mas, se somos um estado de direito, para fazer "apenas uma intervenção" o Estado tem que ser dono da Portugal Telecom.
Por isso, "apenas um intervenção" é o mesmo que uma nacionalização.

Argumentam que vamos perder uma das nossas melhores empresas.
A PT foi a vaquinha de leite do regime.
Sempre que era preciso meter um amigo, um filho, um camarada a ganhar bem, metia-se na CGD (lembram-se do Vara?) ou na PT.
Faz-me lembrar o Catroga na EDP.

A PT já é uma empresa estrangeira, é 100% brasileira!
Pertence à Oi a 100%
E foi o governo socialista do Sócrates que manobrou as coisas para que a Oi passasse a ser brasileira.
Foi "uma pequena intervenção" possível porque a PT e o governo socialista era a mesma coisa.

Fig. 2 - A brigada do resgate fala da PT - Portugal Telecom quando a empresa se chama Oi - Brasil Telecom

Agora, o que será melhor?
H0 - O negócio em Portugal da Oi - Brasil Telecom continuar na sua posse.
H1 - Vender esse negócio a uma empresa francesa
H2 - Vender esse negócio a uma empresa que se diz portuguesa quando sabemos que pertence à filha do presidente da República Angolana. 
O que acham que será melhor?
Eu preferia alemães,

E porque não pode a PT ser portuguesa?
Porque não temos poupanças.
Os esquerdistas defendem que o que é bom para a economia é consumo, cada vez mais consumo, então, as nossa empresas vão ter que ser vendidas aos estrangeiros que poupam. 
Um país que gasta o que tem e o que não tem, acaba por ter que vender as suas empresas aos estrangeiros. 

Um ano de silêncio.
Será que o Costa vai aguentar um ano inteirinho de silêncio?
Será que o Passos Coelho vai governar um ano inteirinho com apenas a oposição do PC e do BE?
Eu até chego a pensar que o Costa foi ameaçado de morte pelo regime. Raptaram-lhe a mulher e os filhos e, caso ele diga alguma coisa que desagrade ao Portas, matam-nos logo. 
Olhando bem, realmente ele fala com medo. E engana-se porque o manda fazer assim. Mandam-lhe uma papeizitos cheios de erros que ele tem que ler na televisão para que os entes queridos possam continuar vivos.

Fig. 3 - Se o António Costa disser alguma coisa de jeito, se conseguir articular duas ideias, matem-lhe logo a família.

Quais são as linhas políticas do Costa?
Acabar com a fome e as guerras no mundo.
Também vai acabar com o sofrimento das criancinhas.
E vai fazer isto tudo de forma inteligente, vai baixar impostos (o IRS, o IVA da restauração, a contribuição para a ADSE, o IMI), e vai subir os salários dos funcionários públicos, as pensões dos velhinhos, as transferencias para a educação e para a saúde.
Vai ser um período ainda melhor do que os 6 anos do socratismo.
Como eu anseio por essa vitória do Costa.

Fig. 4 - Também vai fazer com que as mulheres gordas e feias fiquem assim, com aquela mãozinha marota.

O que estará a correr mal no BES?
O Banco Espirito Santo deve falir.
Deve ser organizada uma sessão em bolsa onde sejam transaccionados os activos e passivos do BES.
Anuncia-se aos quatro ventos em que dia vai ser o leilão da venda e os diversos intervenientes no mercado, onde se incluem os actuais accionistas do BES. apresentam propostas.
Se o Banco de Portugal quizer fazer o Novo Banco, compra os activos/passivos que bem entender mas paga-os ao preço de mercado e não ao preço que bem entender.
Fazer como está a ser feito, um burocrata a decidir o que "é bom" e o que "é mau" e a que preço compra, é arriscado e não há necessidade.
A liquidação dos bancos é uma prática corrente nos países desenvolvidos pelo que, se Portugual aspira a pertencer a esse grupo, tem que liquidar o BES quanto antes.
Já o deveria ter feito no BPP, no BPN e, agora, deve ser imediatamente feito com o BES. Não é "rapidamente" mas sim imediatamente, hoje mesmo.

O Lázaro Resuscitou mas voltou a morrer.
Foi um grande milagre ter resuscitado quando já cheirava mal mas, poucos dias depois, voltou a morrer.
E, no entretanto, comeu, bebeu e espalhou mau cheiro e doença lá pela aldeia.
O BES também resuscitou como Novo Banco mas, além de já ter perdido 1/3 dos depósitos, está a oferecer taxas de juro que são proibitivas para que o banco seja rentável.
Mais dia, menos dia vai-se transformar num novo BPN mas 10 vezes maior.

Pedro Cosme Vieira

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | Best Hostgator Coupon Code