terça-feira, 15 de agosto de 2017

Fogos florestais: o progresso obriga à mudança

A "tecnologia" do incêndio florestal. 
As árvores são formadas por celulose (tem outras moléculas mas simplifiquemos) que é açúcar  polimerizado que oxida continuamente (é o normal envelhecimento da madeira e de tudo que é orgânico), libertando energia:
      (n)C6H10O5 + O2 => CO2 + H2O + Energia (4kcal/g)
Esta reação nas condições normais de humidade e temperatura é muito lenta, demorando milhares  de anos a oxidar uma simples folha de papel (que é feita quase integralmente de celulose).
Claro que existem fungos que conseguem realizar esta oxidação muito mais rapidamente (o apodrecimento) e mesmo animais (por exemplo, as térmitas) mas, mesmo assim, a oxidação ocorre de forma muita lenta e incompatível com um incêndio pois, a 60.ºC, os seres vivos morrem (acontece a pasteurização).

Aumentando a temperatura, a velocidade de oxidação acelera.
Se abaixo dos 100.ºC a oxidação é muito muito lenta, acima dos 300.ºC a celulose começa a decompor-se muito mais rapidamente em carvão (sólido) e em gases (simplificadamente, metano e monóxido de carbono).
      C6H10O5  + Calor => Carvão (C) + gases (CH4 e CO)
Quando mais elevada for a temperatura, mais rápida é esta decomposição que se chama "destilação".
Agora, o carvão arde ficando em brasa (a combustão mantém-se estável porque a camada exterior da "pedra" não deixa o oxigénio  entrar) mas os gases ardem muito rapidamente chegando a explodir.
A elevada temperatura, uma folha de papel que demoraria milhares de anos a oxidar, oxida numa fração de segundo.

Um incêndio é um "reator" com uma reação em cadeia.
Para que aconteça a decomposição da madeira, a temperatura tem que se manter acima dos 300.ºC o que acontece quando o carvão está a arder "por baixo".
Sem a temperatura fornecida pelo carvão, a madeira não liberta gases e não se transforma em mais carvão necessário para alimentar o "reator".
Os gases, porque atingem elevadas temperaturas, também ajudam a fornecer o calor necessário para que a madeira se continue a decompor.

 Fig. 1 - Esquema de uma fogueira ativa

A frente de fogo.
Tem a vegetação rasteira, muito fina e seca, a fornecer calor para que os arbustos e copas das árvores libertem gases inflamáveis que vão criar temperaturas muito elevadas (por irradiação) que ajudam a propagação do incêndio junto ao chão.
A dinâmica é favorecida em terrenos a subir e a favor do vento.


Fig. 2 - Esquema da frente de incêndio

Qual o efeito da água no "reator"?
A água arrefece o "reator" o que, por um lado, para a reação acelerada de oxidação do carvão e, por outro lado, evita que a madeira liberte mais gases combustíveis.
É semelhante a, quando no campismo fazíamos uma fogueira (bem sei que agora é proibido), ao efeito de espalharmos o material (deixaria de haver temperatura suficiente para a reação em cadeia continuar).

O contra-fogo é a tecnologia "inversa" à água.
Não arrefece a "reação em cadeia" na hora em que ela está a acontecer mas, queimando previamente parte da vegetação rasteira, deixa de haver densidade de combustível suficiente para que a temperatura atinja os valores necessários para que o fogo se auto-alimente.
Assim, quando a frente de fogo chegar a uma área previamente "tratada" com o contra-fogo, não consegue continuar.

Agora, a minha proposta para controlar os fogos florestais.
Usar água é pouco eficiente no combate aos fogos florestais porque:

A) A água tem pouca capacidade de apagar fogos o que obriga a transportar continuamente grande quantidades e a grandes distâncias (em camiões e aviões).

B) Tem que haver estradas até ao local o que é impossível porque a frente de fogo é dinâmica, e o transporte aéreo é muito caro.

C) O dinamismo da frente de incêndio obriga a que seja preciso repetidamente combater o incêndio (o que regamos agora de nada vai servir daqui a um minuto porque o fogo caminha para a frente).

D) Como a dinâmica é incerta, não é possível fazer um planeamento dos meios (os bombeiros têm que ficar à espera da chegada da frente de fogo).

Contra-fogo com uma tela de pano ignífugo.
Um pano ignífugo é uma tela feita em fibra de vidro, leve e barata, que serve de barreira à propagação de calor, chama e não arde.
Quando temos uma "estrada" estreita onde se vai fazer o contra-fogo, há o problema de haver um atravessamento ao longo da linha em chamas e ainda de o sapador sofrer muito calor.
O pano ignífugo vai fazer uma muralha com 3 metros de altura e uma extensão de 100 metros o que dá tempo para que a linha de contra fogo se afaste da "estrada".
Como o pano evita a passagem de calor, a necessidade de meios para evitar os atravessamentos tornam-se muito reduzidos podendo mesmo ser feito sem necessidade de água.
Naturalmente, eu proponho uma tela com 3 metros de altura e 100 m de extensão mas isso terá que ser determinado por experimentação no terreno.
Esta tela não será de difícil uso (mesmo com vento) porque pode ser usado na horizontal (deitada sobre o material a queimar).

Fig. 3 - Esquema de contra-fogo com tela ignífuga


Quanto custará a tela ignífuga?
Estive a ver uns preços e anda na ordem dos 5€/m2.
3 m x100 m = 300 m2 que custarão 1500€.
Pensando que terá um sistema de suporte e controlo (pegas, pilares e apoios), ficará nos 3000€.
E a tela pode ser usada vezes sem conta.

Na frente de fogo.
E tecnologia da tela ignífuga também pode mesmo ser usada como auxiliar das mangueiras de água na frente de fogo, situação em que será apenas necessário usar água no que passar por baixo da tela e não a apagar o fogo diretamente.

Fig. 4 - O contra-fogo faz-me lembrar que nem tudo o que está queimado é feio





terça-feira, 8 de agosto de 2017

Robôs: os novos inimigos dos esquerdistas

Como os robôs são máquinas ...
E como máquinas são capital e capital lembra capitalistas, ai está o inimigo público a abater pelos esquerdistas.
É o grande capital que vai tomar conta dos robôs e, com isso, tomar conta dos indefesos trabalhadores.
Por causa disso, mais impostos sobre o capital em particular, sobre os robôs.
Já uma taxa de 100€/mês sobre as máquinas de lavar roupa porque estão a destruir o emprego das mulheres de limpeza.

O que seria o homem sem tecnologia?
Há cerca de 5000 anos, no fim da idade da pedra, quando as pessoas viviam da recolha e caça, estimo que vivessem no território do atual Portugal continental um máximo de 3000 pessoas.
Essa população seria formada por famílias com 5 pessoas, 2 adultos e 3 crianças.
As famílias organizavam-se em clãs, cada um formado por 20 famílias.
E haveria uns 30 clãs espalhados pelo território que agora é Portugal.
Apesar de haver poucas pessoas, mesmo assim, passavam fome e necessidades materiais de toda a espécie, incluindo naturalmente, a doença.
Esta minha estimativa não tem fonte sólida (ver aqui) mas também pouco interessa para aqui.

Hoje somos 10000000 pessoas.
Hoje, apesar de viverem 3330 pessoas do território em que vivia apenas 1 pessoa, é inquestionável que  vivemos com muito mais qualidade de vida.
E isto não se deve ao facto de sermos mais inteligentes, fortes, altos ou bonitos que os nossos antepassados pré-históricos mas deve-se apenas à tecnologia e ao capital que se foram acumulando ao longo dos séculos.

Um pequeno modelo com capitalista.
Para compreendermos como funciona a nossa economia com especialização capitalista / agricultor vou apresentar uma pequena economia agricultura com apenas duas pessoas: o capitalista que produz "terra arável" e o agricultor que "cultiva a terra".
Será matematicamente muito simples e "estática" no sentido de que os indivíduos trabalham sempre 10h/dia.

Vamos à caracterização do meio ambiente:
1 - Inicialmente existe um baldio com 1000 unidades de área onde cada "recoletor" consegue obter 0,1 kg de alimentos por cada hora de trabalho.
2 - Se o baldio fosse transformado em "terra arável", nesses 1000 ua seria possível o "agricultor" produzir 1,0kg de alimento por hora (tecnologia proporcional).
3 - São precisas 100 horas de trabalho para transformar 1 ua de baldio em 1 ua de "terra arável".
4 - A "terra arável" regride para baldio à razão de 5% por ano.
5 - A "função de bem-estar", U, diz que uma pessoa vive melhor se comer mais (Y é a produção diária) e se trabalhar menos (T é o trabalho diário) segundo a seguinte relação:
  U = Y^0.5 - T^0.5
Atualmente trabalham ambos 10h/dia tendo um nível de vida igual a (1/10)^0.5 = 0,32

A especialização capitalista / agricultor.
Os recoletores reúnem-se e fazem um contrato em que um deles vai ser o capitalista (transforma o baldio em terra arável que passa a ser sua) e o outro vai ser seu empregado recebendo metade do que produzir como agricultor.
Depois de muitos anos de investimento, com 10h/dia de trabalho o equilíbrio atual é haver 730 m2 de terra arável onde o agricultor produz 7,3kg/dia dos quais recebe 3,65kg/dia de salário.
Agora, o nível de vida aumentou para (3,65^0.5 = 0,60

O capitalista demorou muitos anos de trabalho para acumular os 730 m2 de terra arável.
Inicialmente teve que trabalhar 20000h sem nada receber (endividar-se e passar fome) para poder ter os 200m2 que tornaram  a agricultura mais rentável que a recoleção. 
Depois, ainda teve que trabalhar muito mais até atingir os 730m2 de equilíbrio.
Claro que agora o agricultor esquerdista pode dizer "a terra arável a quem a trabalha" esquecendo que este capital apenas existe porque o capitalista trabalhou e poupou ao longo dos anos.
Se o agricultor expropriar metade de capital (para dizer que é justo) passando ambos a ser agricultores, não haverá nenhum problema no curto-prazo mas, o problema surge de cada ano 5% desse "seu" capital desaparecer até voltar tudo a ser baldio.

Vamos então aos robôs.
Um robô não é nada mais que uma máquina/ferramenta.
Se, inicialmente, uma máquina/ferramenta era uma vara endurecida na fogueira, depois uma pedra atada com cabedal a uma vara e por ai fora, agora um robô é o mesmo conceito mas tendo um computador como "cérebro". 
Um robô não é em nada diferente do cão domesticado que o caçador usava na pré-história: o cão acabou com a atividade de "batedor humano" com muita vantagem.
Mas que primitivo quereria que o seu filho fosse batedor humano?
Como exemplo de robôs temos a máquina de lavar roupa (que libertou a mulher da cozinha), o multibanco (que transfere dinheiro a qualquer hora do dia sem custos) ou uma máquina de soldar chapas (que diminuiu radicalmente o custo de ter um automóvel).

Será que os robôs vão acabar com os empregos?
Claro que não, isso é uma tontaria que a esquerda abraça e que está ao nível dos programas do canal História onde pessoas aparentemente sadias defendem que descendemos de répteis vindos do Espaço.

Os robôs vão acabar com os taxistas.
Isto é uma verdade como a canalização acabou com os aguadeiros (pessoas que vendiam água), as garrafas de gás acabaram com as carumeira (mulheres que cortavam caruma nos matos do interior para ser vendida nas cidades) e os tratores acabaram com os fazedores de carros de bois.
Mas não ouço ninguém a defender essas profissões talvez porque já passou algum tempo desde que desapareceram.
Vão acabar os taxistas e muitas outras profissões que conhecemos hoje mas isso é o normal progresso da humanidade, outras surgirão. Por exemplo, é do meu tempo o aparecimento dos portageiros nas auto-estradas e é do meu tempo o seu fim.
O certo é que cada vez teremos empregos mais agradáveis e onde seremos mais produtivos.

A próxima revolução está nos veículos sem condutor.
Já há veículos que circulam em auto-estrada sem condutor.
Parece pouco mas, mais do que transportar um passageiro que não quer conduzir, já permite que um camião vá de um "terminal TIR" até outro "terminal TIR" sem intervenção humana.
Isto vai ser uma revolução na logística, ser possível dizer a uma palete de carga "vai até ao terminal TIR de Estugarda num máximo de 36 horas" e pronto, ser a palete a "procurar" a melhor forma de chegar lá.

O trânsito nas cidades.
Aparentemente o problema dos congestionamentos dentro das cidades é haver muitos carros a circular.
Mas se repararem bem, o problema está nos carros parados e estacionados que ocupam bem mais de metade do espaço que deveria ser usado para a circulação automóvel.
O veículo autónomo (e que se deve vir a chamar apenas "autónomo" tal como o "veículo automóvel" se reduziu a automóvel) vai ter a capacidade de, sem ninguém lá dentro, desaparecer para se enfiar num estacionamento longe da vista.
Agora não em apetece escrever mais sobre isto mas pense como seria possível enfiar milhares de autónomos baixinhos em cavescom apenas 1,60 m de pé-direito, todos encostadinhos. Na área onde hoje cabe um automóvel estacionado, no futuro caberão 50 autónomos.

Eu tenho este robô em casa! Será que corro perigo de vida?







quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Serão os automóveis elécticos o futuro à nossa espera?

Como estamos de férias, tenho que falar de algo levesinho. 
Estive ontem um bocadinho na praia e posso garantir que as portuguesas estão com corpos muito bonitos.
Quanto aos homens, não reparei!
Será que é por causa do imposto que o Costa meteu nas bebidas com açúcar?
Quanto aos carros, a industria (ou a comunicação social) está a caminhar em dois sentidos que considero ter pouco potencial para melhorar as nossas vidas e poderiam concentrarem-se em algo mais valioso.

Será que os carros elétricos são o futuro?
Peguei na minha fatura deste mês, retirei os 3,02€ da "contribuição audiovisual" e calculei o preço da energia elétrica que foi de 57,23€ / 228kwh = 0,251€/kwh.
Pensando que a carga da bateria e descarga têm um rendimento aproximado de 80%, a energia de um veículo elétrico colocada na roda sem considerar o ISP (imposto sobre os produtos petrolíferos) é de 0,30€/kwh.

Vejamos o preço dos combustíveis fósseis.
Para podermos comparar com os automóveis que usam combustíveis fósseis temos que retirar o ISP.
Na primeira semana de Agosto o gasóleo está cotado a 1,663 USD/gallon o que se traduz em 0,37€/litro. Acrescentando despesas de distribuição e IVA teremos, sem ISP, um preço na ordem de 0,50€/l.
Cada litro de gasóleo tem 9,0kwh de energia e o motor diesel tem um rendimento de 35% (potência colocada na roda) o que dá 3,15kwh/litro.
então, o preço da energia produzida com gasóleo será de 
0,50€/litro / 3,15 kwh/litro = 0,16€/khw.

Não pode ser!
A energia na roda de um automóvel elétrico custa 0,30€/kwh enquanto que a energia na roda de um automóvel a gasóleo custa 0,16€/kwh.
O gasóleo custa metade da eletricidade.
O problema é a desinformação e os impostos (o ISP e o IVA sobre o ISP).
A gasolina fica um pouco mais cara, 0,22€/kwh, porque o motor tem menor rendimento mecânico.

Vejamos agora as contas apresentadas na comunicação social.
Os nossos automóveis têm uma bateria de chumbo com uma capacidade de armazenamento de 0,6 kwh que permite uma potência de 150w durante 4 horas, suficiente para um ciclista a circular a 20km/h em estrada plana. Assim, a nossa bateria totalmente carregada dá para percorrer 80km de bicicleta.
A bateria de chumbo tem como principal vantagens usar um material que existe em abundância na Natureza (o chumbo) e ter uma potência de pico muito elevada (750w) mas tem as desvantagens de o chumbo ser venenoso (é um metal pesado) e de pesar 13kg (1kwh por 20kg).
Em comparação, os carros elétricos e híbridos usam baterias de Lítio que é uma matéria-prima rara.
O ZOE, o carro elétrico da Renault, tem uma bateria 67 vezes mais capaz, com 40kwh cujo carregamento custará cerca de 12€ (um preço de 0,25€/kwh e um rendimento de 85%). 
Se compararmos com Gasóleo, esta bateria é equivalente a 12 litros de combustível que, sem ISP, custariam na ordem dos 6,00€.
O ZOE anuncia que consegue percorrer 400km com 40kwh o que se equipara ao anúncio de um consumo de 3,0litros/100km dos carros Diesel de gama equivalente.
Mas, como sabemos, o mínimo que consegui fazer no meu carrito 107 foi um resvalar de 10% (4,2litros/100km para um anúncio de 3,8litros/100km).

E ainda falta o preço, a duração e o peso.
A bateria de lítio pesa cerca de 10kg/kwh o que dá 400 kg para a bateria do ZOE (também tem baterias menores).
Mais peso quer dizer que o caro elétrico vai gastar mais energia!
Só permite cerca de 400 carregamentos totais e 800 carregamentos meios o que dá para 160000km se não houver resvalar muito grande no consumo.
A bateria é muito cara.

E o aquecimento?
Por cada kwh na roda, o motor diesel produz 2 kwh de calor à borliex. Assim, um carro diesel a 60km/h que gasta 3,0l/100km produz além dos 5,7 kw na roda, mais de 10kw de calor que pode ser usado para aquecer o interior do nosso automóvel.
Nos carros elétricos, o aquecimento vai roubar energia à bateria o que faz com que, nos dias frios no Norte da Europa, pelo menos metade da energia da bateria tenha que ser usada no aquecimento.
Assim, no Inverno o consumo duplica e a duração da bateria reduz-se a metade.

Será que a eletricidade não produz CO2?
Eu gasto mais ou menos 60 litros de gasolina por mês que precisaria de 160kwh de energia electrica.
Isso corresponde a 70% da energia que eu gasto em minha casa.

Dados actualizados.
Fui ver dados à wikipedia e diz o seguinte:
A autonomia de uma bateria de 40kwh é de 300 km (e não de 400 km).
A bateria custa 79€/mês para um percurso máximo de 12500km/ano, 40 cargas/ano, o que dá 24€ por cada carregadela mais os 12€ pela electricidade!
O peso do ZOE é de 1428kg que compara com os 912kg do Clio.

Concluindo?
Para já, veículo electrico eficiente terá que ser uma bicicleta porque os motores a explosão pequenos não funcionam bem.
O preço da eletricidade terá que ser muito menor, na ordem de 1/3 do preço atual, para que os automóveis elétricos se tornem competitivos face aos automóveis normais.
Não tem a ver com baterias nem com autonomia mas apenas com o custo do combustível que é muito mais barato se usarmos gasóleo.

Mais importante é o preço da bateria.
Uma bateria de lítio tem um preço com IVA de 300€/kwh, 12000€ num veículo com autonomia inicial de 300km (40khw e um consumo de 0,13khw/km).
A bateria vai perdendo capacidade. Se for substituida quando atinge 50% da capacidasde inicial, conseguem-se aproximadamente o equivalente a 750 recargas o que dá, numa bateria normal de 24khw  (que custa 7200€) qualquer coisa como 140 mil km.
Isto dá um custo da bateria (sem consumo de electricidade) ligeiramente superior a 5€/100km.
Assim, para os veículos electricos serem competitivos face aos veículos a conbustíveis fósseis (sem ISP), o preço da bateria tem que descer dos actuais 300€/khw para 100€/khw (que é o preço das baterias de chumbo mas que pesa muito mais, uma de 40kwh pesaria 1100 kg)
Só acho estranho ninguém fazer estas contas.
Será que estou enganado?
Que os investidores que meteram milhares de milhões de euros na Tesla estão malucos?
Lanço aqui o desafio para que os esquerdistas que anunciam que eu não digo coisa com coisa.

Cuidado com o Sol que é como o Amor, mata devagarinho.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

O modelo de combate aos fogos florestais está errado

🙏A floresta não rende quase nada.
As estatísticas mostram que a área florestal e de mato ardida tem uma média de 125 000 ha por ano o que representam 1,4% do território nacional (ver).
Estes 1,4% traduzem que um terreno arde a cada 70 anos.
Em termos económicos, se tivermos um pinhal de 10000m2 com 500 árvores com 30 anos avaliados em 4000€ (um rendimento de 133€/ano) e a madeira queimada perder 50% do valor, um seguro contra incêndio custará qualquer coisas como 30€/ano/ha.
Comparando com a despesa de "limpar o mato", é melhor gastar os 30€/ano no seguro pois este dinheiro só dá para 3 horas/ano de limpeza que não dá nem para aquecer a roçadoura.
Resumindo, em termos médios, um hectare de pinhal rende 100€/ano.
Para se ver quão miserável é o rendimento da floresta, para cobrir o meu custo salárial seriam precisos 650 ha de pinhal o que é uma enormidade.
E eu a trabalhar 24h por dia, 7 dias por semana não conseguiria limpar esses 650ha de pinhal de forma a evitar o risco de haver um incêndio florestal!
 
Fig. 1 - O meu custo salarial corresponde a um pinhal do tamanho de grande parte da Cidade do Porto
 
Gastam-se 200 milhões€/ano em combate florestal.
Se a floresta, como dizem, rende 1300 milhões €/ano este custo corresponde a 15% do rendimento da floresta o que traduz que o decisor político pensa que os meios de combate reduzem a área ardida em pelo menos 90%.
Vejamos de onde tirei este número.
Para ser economicamente racional, gastam-se os 200 milhões porque, se não se combatesse os incêndios, o rendimento da floresta seria inferior a 1100 milhões€.
  Rendimento Potencial sem incêndios = 1300/(1-1,4%) = 1320
Daqui tira-se que o risco de incêndio, x, resolve a desigualdade seguinte
  1320*(1-x) < 1100  <=> x > 1100/1320 - 1 =16,7%
A redução terá que ser de pelo menos 16,7%/(16,7%-1,4%) - 1 = 91,5%

Venham mais 4 aviões.
O Costa resolveu a guerra da propaganda encomendando mais 4 aviões com capacidade para combater fogos florestais.
Mas ninguém ainda deu conta que o modelo de combate aos fogos florestais está errado?
Que daqui a nada se gasta mais dinheiro a combater os fogos florestais que todo o prejuizo possível de acontecer?
Se um ha rende 100€/ano, como se pode obrigar os velhinhos do interior a cortar o mato?
E para quê gastar tanto dinheiro se o mato não tem qualquer valor?
 
Ordenar a floresta não é destruir o coberto vegetal.
Ordenar será dividido a zona florestal em favos e desenhadas "faixas de corta-fogo" onde, em caso de incêndio num favo, possa ser garantido que o fogo não sai dessa área.
Se os favos tiverem 1000 ha e a faixa de conta-fogo de 25 metros, teremos um desmatamento de 1,6%.
Naturalmente, o combate ao incêndio seria apenas na faixa de corta-fogo e o corta-fogo feito contra o vento e a subir.
Deixar os bombeiros à espera que a frente de fogo chegue é uma perda de tempo pois vai passar e um perigo de vida.

Fig. 2 - O contra-fogo deve ser feito contra o vento para "cortar" o caminho à frente de fogo.
Os bombeiros garantem com os auto-tanques que o contra-fogo não atravessa a "faixa de contra-fogo" o que é muito mais simples do que enfrentar a frente de fogo.
 


 Fig. 3 - Em terreno inclinado, o contra-fogo deve ser feito a subir (e contra o vento).
É mais fácil um contra-fogo em terreno acidentado (exactamente o mais difícil de apagar com meios convencionais) porque a inclinação ajuda a encaminhar o contra-fogo.
 
Será que alguma vez veremos corta-fogos?
Não acredito nisso.
Claro que deveria ser feito um ensaio de combate com contra-fogo massivo mas não temos governantes com estaleca para isso.
O que veremos é mais e mais aviões, helicópteros, autotanques e bombeiros.
E também veremos mais e mais incêndios florestais porque há cada vez menos pessoas nas zonas florestais e a floresta cada vez rende menos.
 
Fig. 4 - Só vos peço que não pensem mais em fogos e que descansem a mente com um pouco de ioga.
iooooooooooooooooooooooooooo
Que par de pés ;-)

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Os fogos florestais, os ciganos e o estupor moral

Estes 3 pontos têm em comum a desinformação dos esquerdistas.
Os esquerdistas falam muito em direitos liberdades e garantias mas, de facto, o que eles defendem são sociedades como o Maduro está a construir na Venezuela ou os Castro criaram e mantêm em Cuba (talvez seja mais desconstruir).
Claro que os problemas que hoje se vivem na Venezuela não resultam da tentativa dos chavistas de fazerem uma "democracia popular onde o homem não mais explora o homem" mas sim da agressão do imperialismo americano.
Apesar de na franja dos ignorantes e mamantes das pensões dos pais as ideias esquerdistas entrarem como a salvação da humanidade, não conseguem explicar porque não fogem pessoas dos USA para a liberdade de Cuba e da Venezuela.
 
Vamos aos fogos florestais.
Ensinou-nos o Maquiavel que, para manter o povinho obediente ao seu príncipe, é preciso arranjar um "inimigo do povo" (que não se possa defender) a quem meter as culpas todas. Depois, bradando "não é culpa minha, eu nem sabia de dada" esfola-se o "inimigo do povo" na praça pública e já estão os problemas todos resolvidos e com o povinho a aplaudir.
No caso dos fogos florestais, os esquerdistas arranjaram o Eucalipto Globus e a Portugal Telecom como "inimigos do povo".
Dizem os esquerdistas que os incêndios acontecem por causa dos eucaliptos. O problema é que eu fui ver as estatísticas e esta afirmação é completamente falsa.
Entre 1996 e 2014 (ver os dado do ICFN) arderam em média 125 mil ha por ano dos quais apenas 15,4% foram eucaliptal.
 
Então querem saber o que são os "fogos florestais"?
Em 50,2 % é matagal que resulta da degradação da floresta mediterrânica/atlântica original depois de séculos de pastoreio seguido de abandono em que não aconteceu a recuperação natural da floresta por  o solo ser muito pobre em nutrientes.
É formado por erva, arbustos e árvores pequenas de que a acácia é cada vez mais visível. Pode ser muito denso (o Maqui) ou mais espaçado (o Garrigue).
Os matagais não têm qualquer rentabilidade económica.
 
E a Portugal Telecom.
É completamente falso que os incêndios sejam maiores por causa da falha de comunicações porque quando não havia telecomunicações os incêndios não eram tão grandes nem causavam tantas vítimas mortais. Nem no tempo do Salazar em que nem sequer havia telefone.
 
Em 2016 arderam 160 500 ha (até 15 de outubro).
Em 2016, tendo a geringonça herdado a mesma proporção de eucaliptal que no período 1996/2014, arderam mais 35000 ha que a média.
Concerteza que a culpa não foi da geringonça, só pode ter sido do Passos Coelho ou de outra coisa qualquer.
 
Querem saber porque há fogos florestais?
Porque a Natureza é mesmo assim e assim tem sido ao longo dos milhares de milhões de anos que dura a vida na terra.
Tanto é assim que os fetos têm o tronco debaixo da terra, as ervas guardam os nutrientes nas raízes  e  as sementes das árvores das florestas de climas temperados só germinam depois de um incêndio.
Porque pensam que a luz vermelha e laranja a piscar são usadas como sinal de perigo?
Porque imitam o fogo e os animais (sim, nós somos animais) têm gravado nas suas mentes que o fogo é o maior dos perigos, coisa que foi metida nas nossas mentes pelo processo evolutivo. 
 
Será possível acabar com os fogos florestais (e com a erosão das praias)?
É possível mas não vai lá com bombeiros, aviões, telecomunicações nem o fim do eucalipto. Vai lá com a destruir de toda a vegetação usando pastoreio e queimadas.
Se for usado pastoreio de ovelhas e cavalos, nenhuma árvore resiste porque são comidas em pequeninas e a casca arrancada em grandes (pelos cornos das ovelhas e as barrigas dos cavalos). Ficam apenas as giestas que os pastores queimam em Setembro (queimavam porque agora não há pastores).
Era essa a paisagem despida que tínhamos até aos princípios do século XX, árvores muito raras e terra nua.
O "problema" é que isso aumenta muito a erosão o que é bom porque combate a erosão costeira.
 
Os ciganos.
A melhor forma de acabar com os ciganos é obrigar as crianças ciganas a ir à escola.
Foi isso que fizeram com os nativos da Austrália.
Claro que o politicamente correcto é dizer que somos todos iguais e que os ciganos são portugueses como os outros mas todos sabemos que não é assim.
Quando vamos sozinhos na rua de madrugada e nos aparecem ciganos ou africanos pela frente (não posso dizer pretos senão levo mais dias sem ordenado, apesar de também haver brancos e indianos em África) , sentimos um frio miudinho na espinha.
Isto não é ser racista pois é uma resposta biológica.
Apoio a 100% do Ventura no sentido de que temos que falar disto.
Temos que pensar porque as nossas cadeias estão cheias de ciganos.
Que políticas de empowerment têm que ser feitas para que isto deixe de acontecer.
Se os ciganos são 0,7% dos portugueses, nas cadeias só pode haver 0,7% de ciganos.
Há algum guarda prisional, juiz, professor ou médico que seja cigano?
É capaz de haver um ou dois que eu não conheço mas teria que haver 0,7%.
 
O "estupor moral" do Ronaldo.
Uma vez mais os esquerdistas indignaram-se com uma frase, desta vez do Dr. Gentil Martins.
Mas será que os esquerdistas se esqueceram que o que o Ronaldo fez é crime em Portugal? E é crime porque os esquerdistas dizem que é "a exploração da mulher pelo homem, a mercantilização da mulher no seu mais puro estado".
Se todas as pessoas acham que fez muito bem, e eu sou uma das pessoas que acham, porque não se permite que isso seja feito em Portugal?
Eu meti uma petição à Assembleia da República (e que deu origem à actual legislação das barrigas de aluguer) a pedir a liberalização do uso dessa tecnologia.
 
As motivações do Gentil Martins são válidas.
Porque é uma questão religiosa.
O Gentil é da velha guarda, um homem temente a Deus e aos ensinamentos da Santa Madre Igreja que dizem que a maternidade é algo divino.
Não é apenas o Gentil Martins que diz isso mas toda a Igreja.
São contra isso e também contra o aborto, o divórcio, a fornicação recreativa e muitas mais coisas.
Se a nossa Constituição diz que temos que respeitar os ciganos, pretos e demais também diz que temos que respeitar as convicções religiosas de cada um.
 
Lembram-se do homem que "se entregou a Deus"?
Em Novembro de 2015 houve uma inundação em Lagoa-Algarve em que morreu um homem. O ministro foi logo lá e disse aquilo em que sempre acreditou "Deus nem sempre é amigo ... entregou-se a Deus e Deus com certeza que lhe reserva um lugar adequado".
Apenas um homem morreu, já com 80 anos, e grelharam o Sr. Ministro Calvão da Silva (mais conhecido por "o padreco") só porque falou em Deus quando deveria ter falado da Portugal Telecom e das folhas de eucalípto que entopem as canalizações.
Um morto e não 64 como nos fogos de Pedrogão Grande!
O Costa é mesmo um artista da propaganda.
 
Agora que estamos em praias, recordo que nós portugueses somos conhecidos por adorarmos a beleza feminina da zona de transição entre as pernas e as costas (apesar de a imagem não parecer paritária, a segunda e a quarta são travestis e a terceira é arraçanada de cigana e vietnamita).
 

quinta-feira, 13 de julho de 2017

A Ucraniana foi-se e mais coisas

Foi por vontade de Deus.
Disse a minha mãe abaixo dos seus 86 anos e continuou:
"Pior seria se a quisesses mandar embora e ela não nos saísse da porta a chorar e a berrar."
Uma coisa que tenho aprendido na vida é que não existe nada que, por si só, nos faça feliz. Quando olhamos para um carro, um barco, uma bicicleta ou uma mulher e pensamos "aquilo fazia-me feliz", estamo-nos apenas a tentar enganar pois, se tivéssemos aquilo, continuaríamos exactamente no mesmo estado de felicidade em que estamos.
Claro que ela é boa mas vou-vos mostrar o email que recebi esta manhã, depois de eu a tentar ajudar com o acesso a uma base de dados bibliográfica de forma totalmente desinteressada,  para verem o quão é uma pessoa infernal:
"
i told you that i connected to VPN many times, but i cant load article from SCOPUS.com, its preview version, not full access. Am i idiot that cant repeat same as i was doing from residence? i was loading a lot from scopus.com system!!!
How many times i have to repeat that?
Please enough talk about Scopus. In spite of identify problem what can be problem or ask somebody, you repeat the same. If you not able or have no wish to help with that, just say it.
Its ridiculous.
I am tired repeat the same, so please no more about Scopus.
"
O crescimento económico.
É uma regularidade estatística que, ao longo do ciclo económico, os períodos de crise são acompanhados por aumento do desemprego e os períodos de expansão acompanhados por diminuição do desemprego.
Se, por exemplo, a economia contrai 10%, não é por cada um dos trabalhadores ficar 10% menos produtivo mas por haver menos 10% de pessoas a trabalhar.
Serve isto para dizer que, por um lado, nem a crise do tempo do Passos Coelho foi tão grave nem o crescimento pós 2013 é tão bom como os esquerdistas querem fazer crer.
Diria mesmo que nem a estagnação da década 2000/2010 do Socratismo foi tão estagnação como parece à primeira vista.
De facto, o que traduz o "verdadeiro" crescimento económico é quanto cada um de nós é capaz de aumentar na nossa produção individual (a que se chama produtividade) e isso, infelizmente, não está a aumentar.
Em termos numéricos, apesar de não vermos crescimento económico desde 2000, no período 2000-2010 o crescimento da produtividade foi de 1,8%/ano e está a cair desde 2010, -0,7%/ano no governo do Passos e -0,1%/ano nos últimos 5 trimestres do Costa.
Fig. 1 - Evolução da produtividade desde que entramos no Euro (dados INE, cálculos do autor)

Fig. 2 - Evolução da produtividade (detalhe da Fig. 1)
Para termos um crescimento na "tendência" de 2000/2008
Teríamos que crescer em 2017 um valor próximo dos 4,6%
O problema é que nem próximo vamos lá chegar.
Lembram-se do primeiro país da Zona euro a falir, a Irlanda?
Qual foi o crescimento da Irlanda no 1.º Trimestre de 2017?
7,2%
O problema já identificado no Observador (Alberto Gonçalves, Uma experiência do Terceiro Mundo, 8/7/2017) é que o Costa, em presença de um mau resultado (um crescimento poucochinho) ataca com desgraças maiores (o período de ajustamento do Passos Coelho) quando teria que comparar com a tendência de longo prazo.
Mas o homem é um artista (não repito as palavras do Alberto Gonçalves para não sofrer outra suspensão).
O mundo florestal.
Eu Li algures que a floresta portuguesa contribui com 1300 milhões € por ano para o nosso PIB o que representa 0,7% da riqueza criada em Portugal.
Eu até penso que representa menos pois ainda ninguém fez um estudo sobre o valor do "recurso natural" sem incluir o trabalho e a maquinaria utilizada na sua criação e extracção.
Será errado considerar nas contas as exportações da industria papeleira e mesmo da cortiça pois grande parte da matéria prima é importada e as exportações têm valor industrial incorporado.
Vamos imaginar que desistimos como país completamente da exploração da madeira e transformamos a nossa "cultura florestal" em verdadeira floresta não comercial (sem pinheiros nem eucalíptos e com uma grande diversidade de espécies) ou em terrenos de pastoreio com Etíopes como pastores (mandamos vir 10 mil apenas para trabalhar como pastores).
Qual será o prejuízo para o país?
0,7% a menos no PIB.

Alguém mandou as pessoas para aquela estrada, para a morte.
Alguem lembrou-se de cortar a autoestrada e um GNR qualquer desviou o trânsito para aquela estrada.
E as pessoas, vendo o fogo, avançaram pensando "vou conseguir passar".
O problema é que não conseguiram e, agora, está tudo caladinho e assim continuará.

Vamos a isso, esquerdistas que eu apoio!
Penso que não faz sentido ter na mão dos privados 60% do nosso território para produzir 0,7% do PIB.
Vamos lá a uma proposta legislativa para  expropriar todos os terrenos florestais e converte-los em floresta virgem, sujas e desordenadas como a Mãe Natureza gosta para o bem do Ambiente.
Por agora é tudo.
Estou cansado de aturar gajas.
Vou ter que me virar para homens, o problema é que, havendo uma zanga, eles têm a mão pesada.
És lindinho mas tens escoliose
Apócrifo da Silva

terça-feira, 16 de maio de 2017

O crescimento dos 2.8%

Olá amigos,
Estes últimos dias foram dias de milagres.
O Papa veio cá beatificar os Pastorinhos (pelo milagre da queda), o Salvador foi a Kiev ganhar a Eurovisão, O Vitória deu mais uma vitória para o glorioso Benfica e, como tudo está ligado, o Centeno fez a nossa economia crescer 2.8%.
Por hoje vou-me concentrar apenas no crescimento dos 2.8% a ver se será o tal milagre que a Irmã Lúcia precisa para se juntar aos outros pastorinhos.
 
Vamos então ao crescimento.
Como todos sabemos ou deveríamos saber, a produção resulta de trabalho (as horas que o pessoal passa na "fábrica") e de capital (máquinas, instalações e outras coisas menos físicas).
O trabalho é remunerado com os salários e o capital com juros, dividendos, rendas e outras coisitas.
 
O que é o capital?
Como todos sabemos o que é o trabalho (é estar no local de trabalho a operar "máquinas"), não preciso concentrar-me a falar sobre isto. Apesar dos falhados dizerem que não, se trabalharmos mais horas ou mais pessoas trabalharem, maior será a produção.
O capital (na perspectiva histórica) é tudo o que conseguimos acumular no passado.
Nos anos idos trabalhamos e produzimos coisas que fizemos o sacrifício de não consumir imediatamente. Quer isto dizer que o capital de hoje traduz a soma de toda a poupança do passado.
Em vez de irmos passar férias ao Algarve, compramos um frigorífico.
 
A decisão de poupar e investir.
Como poupar traduz um sacrifício, para que alguém invista (e outro alguém poupe) é preciso que o capital seja remunerado com juros, dividendos, rendas, royalties e tudo o que possamos mais imaginar.
Quanto maior a taxa de remuneração do capital, maior será o incentivo para haver poupança e investimento.
 
Para o trabalhador de nada interessa haver investimento.
Esta afirmação é muito forte mas vamos ver se copnsigo explicar o meu objectivo.
Havendo investimento (aumento de capital), a produção aumenta mas esse aumento é para remunerar o investimento. Então, como o aumento de produção vai todo para o investidor, o trabalhador fica exactamente na mesma.
Por esta razão, a chave para a melhoria de vida das pessoas não é o investimento nem ter bons gestores ou emrpesários porque estes "factores" terão que ser remunerados exactamente com o aumento da produção!
Por alguma razão os bons investidores dos países mais desenvolvidos não vêm investir nos países mais pobres.
 
Mas ainda existe a "Inovação Tecnologia"
Se mantivermos o capital e o trabalho constantes, ainda assim a economia cresce por causa, dizem, da inovação tecnológico.
De facto não é nada disso pois a Inovação Tecnológica não é mais que um tipo de capital que também tem que ser remunerado (protegido através das patentes).
O que acontece é que, depois de desaparecer o capital, depois das máquinas e equipamentos ser completamente amortizado, ainda sobra um bocadinho que dura para todo o sempre.
Por exemplo, quem descobriu a forma de controlar o fogo foi remunerado durante muitos anos mas, mesmo agora milhares de anos depois, com esse capital totlmente amortizado, ainda usamos essa invenção no nosso dia a dia.
Falei do fogo mas podia ter falado da máquina a vapor, do motor de explosão, do micro-processador, a Penincilina ou dos Lusíadas. São inovação muito importantes no nosso dia a dia que já estão amortizadas completamente.
 
O potencial de crescimento da produtividade.
Se retirarmos o efeito do trabalho (a taxa de desemprego) no crescimento económico, obtemos o crescimento potencial da economia.
E é isso que vou calcular para os anos depois de 1990, o que já dá uma ideia boa de qual poderá vir a ser o nosso crescimento depois de "digeridos" os desempregados.
Pegando nos dados do Banco Mundial e fazendo umas contas simples, deu-me entre 1990 e 2015 (ainda não tem lá dados para 2016) um crescimento médio de 1,26%/ano, 0,32%/trimestre.
 
Fig. 1 - Até 2010 o crescimento corrigido do ciclo económico foi de 1,6%/ano e, desde então, está a zero (dados: Banco Mundial, cálculos pela Maria Clara)

Acham o crescimento pouco?
Mostro alguns países nossos conhecidos apenas para terem uma ideia de que esses sonhos dos "12 sábios do PS" de que podemos ter crescimentos de 3,0%/ano são apenas uma alucinação de quem não percebe nada do assunto.´
Nós, como 1,26%/ano não somos os maiores mas nem nos localizamos assim tão mal (estamos entre a Espanha e os EUA).
 
País  => Crescimento corrigido do ciclo económico (1990/2015)
Italy => 0,6%/ano
Cyprus  => 1,0%/ano
Canada  => 1,2%/ano
France  => 1,2%/ano
Denmark  => 1,3%/ano
Spain  1,3%/ano
Portugal 1,3%/ano
United States 1,3%/ano

Belgium  => 1,4%/ano
United Kingdom => 1,4%/ano
Austria  => 1,5%/ano
Greece  => 1,5%/ano
Germany  => 1,5%/ano
Czech Republic => 1,5%/ano
Netherlands => 1,6%/ano
Finland  => 1,7%/ano
Sweden  => 1,8%/ano
Luxembourg => 2,4%/ano
Poland  => 3,2%/ano
Ireland  => 3,4%/ano
 
Só agora vou ao nosso crescimento conjuntural de 2,8%/ano.
Como a taxa de desemprego  no 1.º trimestre 2017 diminuiu de 12,4% para 10,1%, por este efeito o crescimento do PIB terá que ser corrigido de 2,6 pontos percentuais.
Sendo que a economia cresceu 2,8%/ano, isso traduz que o crescimento da produtividade corrigido o ciclo económico foi de 0,2%/ano.
 
Fabuloso resultado.
No período 1990-2015, a produtividade aumentou uma média de 1,3%/ano.
O Costa+Centeno conseguem 0,2%/ano e já são os novos milagreiros.
O melhor é alguém atirar-se abaixo de um prédio de 100 andar, invocar estes santos milagreiros e logo teremos novamente o Papa cá, o Festival ganho e o Benfica Campeão.
Mas atirem-se de rés do chão.
Mas "fabuloso" não quer dizer "uma história com animais"?

Fig. 2 - Se 1,6%/ano foi bom, o problema é que nos estamos a afastar cada vez mais para baixo da tendência de 1990-2010 (Relativo à Fig. 1 e com projecções da geringonça para 2017).
 
Amanhã.
A Ucranianazinha está zangada comigo, já há 8 dias que não me responde aos emails.
O problema é que amanhã vai saber os resultados do exame imuno-histoquímico e estou muito mais preocupado do que ela.
Será que em quer castigar por eu lhe ter dito que não lhe pagava a cirurgia?
As mulheres são assim, são bichos esquisitos (ai que isto vai-me dar outro processo).

A minha mãe também fez um teste ao marcadores tumorais .
Em Abril o médico disse "Vamos repetir as análises daqui a 2 meses porque o marcador subiu para 7,6 e se continuar a subir tem uns meses de vida"
Repetiu o exame, fui lá a semana passado e "Óptimo, o marcador desceu para 5,0."
Mais um anito a cair a pensão no meu bolso :-)

Fig. 3 - JC, desta já escapei e a ucranianazinha que se dane que não tem pensão.

Por falar em milagres.
Já repararam que os milagres são sempre "milagres médicos" e em países onde os médicos não valem a ponta de um chavo?
Já estou mesmo a ver que a Ucranianazinha vai para o Ucrânia e, daqui a nada, acontece o milagre da cura.
Não estará a Igreja Católica a cair num ridículo pior que dizer aos candidatos a terroristas suicidas que têm no Céu 72 virgens à sua espera?
Já são tantos os santos que eu até brinco com a minha mãe choné com o Santo Inácio de Boiola.

Um abraço

quarta-feira, 10 de maio de 2017

A Europa está a ser invadida

Mas não é pelos islamistas. 
Como todos sabemos, o Reino Unido decidiu deixar de ser membro da União Europeia.
Houve um referendo que todas as instituições internacionais disseram ser livre e justo e a maioria foi em favor da saída.
Sendo que decidiu democraticamente divorciar-se, a União Europeia, na figura dos seus dirigentes, não deveria começar, à moda do encornado despeitado, a começar a dizer que "A coisa vai-lhes sair cara"

O que pode fazer o Reino Unido?
Pura e simplesmente rasgar todos os tratados sem necessidade de perguntar nada seja a quem for.
E é mesmo isso que está previsto no Tratado de Lisboa: se nada for feita, se nada for dito, ao fim de 24 meses da invocação do Art. 50, os tratados caducam.
Se caducam, as relações entre o Reino Unido e os demais países passa-se a reger por acordos bilaterais que existem ou possam passar a existir e a acordos multilaterais como, por exemplo, sobre Cartas de Condução ou Passaportes.

Todo o homem tem a tendência a se tornar num ditador.
O presidente da Comissão Europeia não tem qualquer poder mas gosta de dizer que tem.
Não é diferente com o Jean-Claude Juncker que falou em francês porque "o inglês está a perder relevância na Europa"
Como se pode ser tão cego e tão tosco.
Ontem estive a ouvir a meia final do festival da canção e, em 18 canções, 17 foram cantadas em inglês e nenhuma em francês, nem mesmo a belga.
Mais estranho é que todas as músicas pareciam retiradas de hits da música anglo-saxónica, havendo mesmo cópias claras e até uma meio rap.
Mesmo países altamente "esquisitos" como a Geórgia, Arménia ou Arzebeijão, cantaram em inglês.

E mesmo olhando para a France 24.
O canal de notícias europeu não é a Euronews e a France 24 tem um canal em inglês.
Será que depois de Brexit vamos passar a ter a Euronouvelles a BBC vai passar a ter um canal em francês?
Não, da mesma forma que ninguém conta com a aparição da Nossa Senhora de Fátima para o próximo dia 13, não creio nisso.

A grande invasão é americana-inglesa.
Quando vem um espanhol ou italiano ao meu emprego fala em inglês o que seria impensável há 20 anos atrás.
Quando os refugiados vindos de países do mais variável aparecem nas praias europeias, vindos da Síria, Bangladesh ou Afeganistão, falam inglês.

O incidente do Mata Leão.
Aquele GNR deve ser pura e simplesmente despedido.
Está ali um panasca, totalmente pacífico, a fazer uma filmagem da fuça dele próprio e vem um, cobardemente, por trás e asfixia-o.
Além de despedido deverá chumbar com um indemnização exemplar porque a asfixia põe a integridade física daquele boiola em perigo e podia mesmo te-lo matado.
Imaginam quantas aquele animal irracional já deve ter feito? Só que desta foi apanhado.

A  raposa e as uvas.
Ao longo da nossa vida confrontamo-nos com muitos problemas.
Um problema diário é queremos ter coisas que não conseguimos adquirir.
Na Ciência Económica é o princípio da insaciabilidade que traduz que, se tivéssemos mais recursos, concerteza que aumentaríamos a qualidade e a quantidade de bens e serviços que consumimos.
E isto vem a propósito do mulherido.
Há muitas gajas boas por esse mundo fora, todo o homem é confrontado a toda a hora por visões para as quais só tem tempo de pensar "Meu Deus, vendo este rabinho e estas pernas fica provado que existes mesmo).
Mas, como Pinto da Costa só há um, logo somos levados a pensar "Deve ser chata como tudo e frígida".
Para levarmos uma vida saudável temos que pensar assim, ter o pensamento do pobretana "Eu não queria esse Mercedes SLK 350 nem que mo desses porque gasta muita gasolina e não tem lugar para levar a cadeira de rodas da minha mãezinha."
(Penso que já perceberam que) Estou a falar nisto por causa da ucranianazinha não em querer.
Parece contra-natura uma fulana que não tem onde cair morta, de beleza discutível e que ganha 110€/mês dizer "eu amo-te mas é como amigo" a um fulano que ganha num mês o que ela ganha em 2 anos e ainda tem a pensão da minha mãe que não é tão pequena como isso.
Mas tenho que acreditar nas palavras da minha mãezinha "Meu filho, o que vai ser da tua vida com mais uma doente aqui em casa, já não te basto Eu? E olha que ela não tem pensão."

Fig 1 - Deve ser chata como tudo e sempre agarrada à mãe que não se cala de dizer "Onde é que foste arranjar este falhado?"

Sim, é que aquilo do melanoma não é brincadeira nenhuma. 
O exame histológico deu "estrutura muito feia" e agora estamos à espera dos exames aos marcadores imunohistoquímica.
Bem sei que era apenas um "sinal preto" mas, se os marcadores dão "positivo", tem que fazer análise ao gânglio sentinela (que custa dinheiro) e a coisa pode tornar-se feia muito rapidamente.
Anda ontem estive a falar com a Paula e o irmão, apesar de ser acompanhado, apareceu-lhe um sinal preto nas costas que tirou. Estava tudo bem e, ao fim de pouco mais de 3 anos, estava debaixo da terra.

A única forma de combater o melanoma.
É a excisão. Por isso, todos nós que temos sinais pretos (eu não tenho nenhum :-), devemos tira-los o mais rapidamente possível mesmo que o médico de família diga "isto não é nada".
Tirar por, se não for nada e o tirarmos, tudo bem. Se ficar lá e for melanoma, mata-nos rapidamente.
A ucranianazinha viu há uns 7 ou 8 anos atrás que lhe apareceu um sinalzinho preto muito pequenino que foi crescendo, crescendo. Ainda foi, há 6 anos atrás, a um médico ucraniano que lhe disse "se fosse, já tinha morrido".
Agora, 6 anos depois, a coisa está preta e dia 28 de Junho vai voltar à terra desse médico.
O médico está à espera que ela lá chegue morta para dizer "é, é."

As eleições para a Câmara do Porto.
O candidato do PSD é meu colega de trabalho.
Eu tenho dúvidas porque não é muito comunicativo, não é simpático e tem medo do contacto com as pessoas. 
Para fazerem uma avaliação da sua personalidade, somos mais ou menos da minha idade, trabalhamos juntos há 25 anos, sou do grupo dele (de Economia), e nunca falou comigo.
Passa, diz bom dia ou boa tarde e continua o seu caminho.
Nem nunca em apertou a mão.
E no meu emprego somos pouco mais de 100 profs e acontece desde muito antes de eu ter sido classificado como o professor mais odiado da Europa.

Mas eu nunca votaria Rui Moreira e muito menos Pizarro.
Defendo que devem aparecer a votação diversas soluções para os mesmos problemas. Que mesmo que PP, PS e PSD pensem o mesmo, devem procurar diferenças para que os eleitores possa ter por onde escolher.
Por isso, a ideia do Rui Moreira de não ter convicções políticas e de meter no mesmo saco 3 gatos sempre me pareceu antidemocrático.
E o Pizarro, primeiro derrotado autárquico do PS a ser cabeça de lista nas eleições seguintes, parece só querer tacho.
Não gosto nem de um nem do outro.

E o Trump ter demitido o do FBI?
O Trump foi eleito pelo voto do povo americano.
O director do FBI não foi eleito, é um funcionário.
Não pode haver um funcionário continuamente a colocar em causa a legitimidade dos eleitos.
Se é assim tão bom, que se candidate a presidente dos EUA.
Se o Trump não gosta dele, tem toda a legitimidade de o mandar embora desde que respeitando a lei.



terça-feira, 2 de maio de 2017

O nosso crescimento / O congestionamento nas cidades

Hoje vou falar de dois assuntos relativamente importantes.
Um é o crescimento económico do nosso país que os esquerdistas, agora, apelidam de maravilhoso mesmo sendo metade do que os 12 sábios do PS anunciaram vir a ser.
Outro é a mobilidade nas cidades que um maluco, o Elon Musk da Tesla Inc. e da PayPal, diz ser possível resolver com túneis.

Vamos começar pelo crescimento económico.
O nível de vida das pessoas mede-se (com algumas falhas) pelo PIB per capita.
Nos últimos 60 anos observamos 3 tendências de crescimento económico.
   1960/1973 => +7,0%/ano
   1975/2000 => +3,0%/ano
   2001/2008 => +0,5%/ano
Sendo que no ano 2000 o Salário Mínimo Nacional era de 318,20€/mês, como é possível, ao fim de 20 anos praticamente sem crescimento económico, virmos a ter 600€/mês?

Fig. 1 - Evolução do PIB per capita 1990-2015 (dados: Banco Mundial)

Fig. 2 - A boa notícia é que estamos a convergir com a Grécia (percentagem do PIBpc relativamente ao espanhol, dados: Banco Mundial)

O descongestionamento das cidades não passa por mais infraestruturas.
Ao comparar um computador de hoje com um de 1990, as dimensões são iguais mas o de hoje faz 250000 operações no tempo que o outro demorava a fazer apenas uma.
A inovação tecnológica conseguiu meter 250000 computadores onde antes apenas cabia um e com a vantagem de hoje a caixa estar bastante mais vazia.
Com a mobilidade nas cidades, tem que acontecer o mesmo, com as mesmas infraestruturas terá que ser possível reduzir substancialmente o tempo das deslocações.
Não nos podemos esquecer que, apesar de os veículos nos centros das cidades circularem a uma velocidade média abaixo dos 10km/h, não existem qualquer limite físico nem de segurança para que essa velocidade não possa aumentar para os 50km/h.
Mas esse aumento não pode ser imaginado com milhares de milhões de euros enterrados em túneis e viadutos mas sim em sistemas de transportes "inteligentes" ao ponto de os veículos não precisarem de semáforos ou sinais de STOP nos cruzamentos.
 
São dois assuntos light.
É que, depois de tantos meses em estado de coma, convem começar por algo levezinho.
 
Fig. 3 - Depois de 6 meses de coma, com esta imagem deixa de haver o risco de ter um ataque cardíaco
 

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Venezuela - Os esquerdismos, a pobreza e a ditadura

Boa tarde amigos.
Bem sei que tenho andado muito pouco activo!
Como não encontro razão substancial para, de repente, a minha mente ter feito um shut down, atiro as culpas para o evoluir da idade ou, mais provável, para a Ucrânianazinha.
 
Estas últimas semanas foram difíceis.
A mocinha não tem assistência médica. Acontece, de forma compreensível, que os estrangeiros que estão em Portugal, apenas têm acesso ao nosso SNS se tiverem visto de residência. Como não tem, tem que invocar o seguro de saúde que é o mesmo que dizer que tem que pagar do seu próprio bolso.
Então, tendo eu arranjado uma consulta de dermatologia na Dr.a Natividade Rocha pro bono e sendo que o diagonóstico foi "melanoma", a mocinha andou, tem andado, muito preocupada de forma que ontem o excisou na Clínica Douro Centro Médico que fica na Boavista-Porto.
Eu não fui (talvez estejamos afastados de forma permanente e irreversível).
Agora, são mais 15 dias de stress à espera dos resultados.
Se vier Positivo, há que ir outra vez à faca :-(
 
Os esquerdistas e a Venezuela.
Mas hoje quero falar de outras coisas, de como os esquerdistas tanto defenderam a revolução esquerdista na América do Sul.
Sim, mesmo aquele que agora banqueiro no Banco de Portugal onde lá está só a mamar dos nossos impostos.
Sim, a mamar dos nossos impostos porque, se não fosse a maquia que lá recebe sem nada fazer (porque também não o sabe fazer) essa massa entraria no orçamento de estado como receita.
Sim, estou a falar daquele que tanto falava contra o capitalismo mas que, assim que meteu a mão à massa, logo se calou.
Sim, afinal, foi aquilo tudo porque queria mamar na vaca das mamas gordas.
Agora vou falar no nome dele o que, com certeza, é um carimbo para mais um processo.
Sim, estava a falar do Sr. Professor Doutor Louçã.
 
 
Fig. 1 - Também eu gostava de ter qualquer coisinha no Banco de Portugal

 
A esquerda é a mãe da pobreza e da ditadura.
A ideia de pegar no que os ricos têm e dividi-lo pelos mais pobres parece levar a uma sociedade mais justa e em que as pessoas são mais livres.
Os esquerdistas chamam a quem é mais rico os exploradores, especuladores, esbanjadores e, aos outros todos, explorados, esforçados, trabalhadores.
Pegando na riqueza dos patrões, fiquemo-nos nos 10% da população, e dividindo-a pelos  restantes 90%, com certeza que vamos libertar os trabalhadores do jugo dos patrões, da necessidade de engolir sapos para poder ter o que comer ao fim do dia, da ditadura dos horários e das metas impostas pela avaliação de desempenho.
Isto, por parecer lógico, é que consegue convencer uma percentagem significativa da população. 
 
Se fizermos uma análise ao eleitorado das esquerdas.
Os esquerdistas colhem os votos das pessoas menos instruidas e mais mamonas.
Nas esquerdas antigas (maioria no PC e no PS) vemos velhos desdentados e analfabetos, daqueles que o José Cid disse virem de um sítio qualquer e, por isso, sofreu um boicote qualquer mas estava errado pois a maioria destes está lá para o Sul.
Nas esquerdas modernas (maioria no BE e ainda no PS) vemos filhos com 30 anos que vivem à custa dos pais e fundionários públicos que não fazem a ponta de um corno.
Certo, por esta análise, eu deveria ser do BE ou de coisa pior como o Partido dos Animais e da Natureza que é outra cambada de mentecaptos.
 
Hoje entrou uma vespa no gabinete de uma colega.
Veio a correr gritando "Tenho lá uma vespa que deve ter 20cm, anda lá matá-la" (bem sei no que estão a pensar, que este erro resulta de os homens mentirem às mulheres relativamente à fita métrica).
Eu defendi-me logo "Eu? Para ser despedido? Chama é a Liga de Defesa dos Animais e eles que a adoptem como animal de estimação pois é bem menos perigosa que esses cães assassinos que atacam crianças e que eles defendem."
Não existe qualquer diferença entre o frango que está assar no espeto, o porco cortado em febras no talho ou o cordeiro assado no forno e qualquer outro animal seja cão, gato ou piriquito.
Se se mata o frango, também se pode matar o cão.
 
Porque a ideologia esquerdista leva à estagnação económica.
Por variadíssimas razões estudadas e comprovadas pela Ciencia Económica mas, para não perderem tempo, vou apenas falar do risco.
 
Para haver crescimento, novas ideias têm que ser implentadas.
Todos nós que fazemos alguma coisas na vida (e isto não se reduz à nossa vida), achamos que eramos capazes de gerir a nossa "empresa" como está a ser gerida.
Depois de irmos uma dúzia de vezes ao barbeiro já nos achamos capazes de cortar cabelo, de andarmos um anito no ginásio, já nos achamos capazes de ser personal trainers daquelas gajas boas, depois de alguns anos no nosso emprego, já sabemos fazer tudo em piloto automático.
Olhando para uma sociedade assim, em que cada dia se repete o que se fez no dia anterior, os patrões são dispensáveis.
O problema é que para haver crescimento económico e desenvolvimento é preciso que hoje, com o mesmo esforço, consigamos criar mais valor do que criamos ontem e isso está apenas ao alcance de alguns.
 
A economia é tal e qual a escola.
Olhando para as crianças no primeiro dia de aulas, nada as separa. Mas, começando os testes, há umas que têm suficiente e outros, aparentemente iguaisinhos aos demais, têm excelente.
Digamos que a mente das crianças, aquele tecido gelatinoso que está dentro dos seus crânios, numas crianças tem mais capacidade de resolver os problemas dos testes que nas outras.
Na economia é igual, há pessoas que têm mais capacidade de criar valor, mais capacidade inventiva, inovadora, de observar oportunidades de criar valor e de implentá-las de forma eficiente.
 
Mas inovar tem riscos.
Se é verdade que apenas uma minoria de pessoas é criativa, existe ainda o problema de o lançamento de um novo produto no mercado acarretar custos iniciais e pode resultar, com grande probabilidade, num fracasso o que implica um prejuizo para o seu inventor.
Então, se o produto tiver sucesso (i.e, se o novo produto for entendido pelos consumidores como algo com maior valor do que o bem que vem substituir), tem que haver uma margem para compensar o risco do fracasso.
Em termo de esperança matemática, sendo
  LPA= Lucro do produto antigo (lucro normal, aceitável pelos esquerdistas)
  LS = Lucro em caso de sucesso
  PF = Prejuizo em caso de fracasso
  ProbS = Probabilidade de sucesso
O inventor apenas lançará o novo produto se: 
    LS * ProbS - PF * (1-ProbS) > LPA
Se, por exemplo, a probabilidade de sucesso for de 5% então, o lucro de lançar com sucesso um novo produto terá que ser mais de 20 vezes o lucro aceitável pelos esquerdistas.
Sendo assim, quem tiver sucesso, ficará rico e será atacado pelos esquerdistas que se "esquecem" que essa inovação apenas aconteceu porque o individuo correu o risco de perder as suas poupanças num fracasso mais que certo.
Tal como na raspadinha, sem o engodo do prémio gordo, não há inovação.
E por cada raspadinha premiada há muitas e muitas que fracassam.
 
Porque a ideologia esquerdista leva à repressão.
Porque os esquerdistas nunca reconhecem que estão errados.
Quando a economia pára,os esquerdisa em vez de arrepiarem caminho, acham sempre que é preciso "aprofundar o processo revolucionário".
E esse aprofundar é retirar mais aos ricos e dar mais aos pobres.
É atacar os especuladores, os exploradores do povo e os populistas onde se incluem os seguidores do Fethullah Gülen, a Mary Le Pen e o Trump.
Como cada "aprofundamento" leva a mais afundamento, o povinho começa a ver que a coisa não dá resultado e os esquerdistas têm que se virar para um estado policial.
Os culpados de tudo são os especuladores internacionais, os americanos encabeçados pelo racista e sexista Trump.
 
Por falar no Trump ter ajudado as mulheres.
Na sociedade maxista em que vivemos é entendido que uma mulher para ter sucesso na vida tem que ser o mais parecido com um homem.
Mas as mulheres burras bonitas e sofisticadas não podem ter sucesso?
É isso que a Ivanka Trump quer dizer quando diz que o pai ajudou as mulheres.
As mulheres também podem ter sucesso pela sua beleza e têm que o assumir sem complexo de inferioridade.
Quem tem cão, caça com cão, quem não tem, caça com gato.
Um homem bonito também pode usar a sua beleza para ter sucesso na vida.
 
Fig. 2 - Se a Irina andasse tapadinha, tinha que fazer limpezas para ganhar a vida.
 
"As coisas demoram tempo a dar resultado"
Quando os esquerdistas veem a economia a desabar, pedem mais tempo.
Não é possível transformar a sociedade capitalista em que o homem explora o homem numa sociedade justa da noite para o dia.
Há muitos interesses a combater, há todo o sistema que é corrupto.
Agora até parece que sou presidente de um clube de futebol.
 
 
Fig. 3 - Se o Maduro fosse um democrata não haveria povo na rua a pedir eleições, ele próprio as marcava.
 
 
 
 
 
 


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