segunda-feira, 21 de Abril de 2014

Porque não monoparentais e multiparentais?

Hoje fiz uma petição à Assembleia da República.
Eu penso que no sociedade onde as crianças concebidos fora do casamento são cada vez em maior percentagem, há divórcio, é permitido o aborto e existem casamentos entre pessoas do mesmo sexo, já é hora de abrir as práticas médicas associadas à reprodução À generalidade das pessoas e não apenas aos casais de sexos diferentes que sejam provadamente inferteis. 
Se concordarem, por favor, assinem.
http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT73311

Petição à Assembleia da República para a introdução de alterações à
Lei n.º 32/2006 de 26 de Julho da Procriação Medicamente Assistida
Enviada no dia 21 de Abril de 2014
  
Ex.mo Sr.a Presidente da Assembleia da República,
Quando foi aprovada a Lei n.º 32/2006 de 26 de Julho relativamente ao uso de técnicas de Procriação Medicamente Assistida – PMA, Portugal era uma sociedade muito mais conservadora e fechada do que actualmente o é. Prova disso é que, entretanto, o aborto foi liberalizado até às 12 semanas de gestação (Lei nº 16/2007 de 17 de Abril) e passou a ser possível o casamento entre pessoas do mesmo sexo (Lei n.º 9/2010 de 31 de Maio).
Além do mais, desde 2006 o número de nados vivos em Portugal decresceu 30%, estando já significativamente abaixo do limiar de substituição da população.
Assim sendo, está na hora de democratizar e expurgar a Lei n.º 32/2006 de 26 de Julho dos preconceito negativos que existiam em 2006 relativamente às técnicas de PMA e que se traduzem i) na limitação da sua aplicação a apenas casais inférteis, ii) no secretismo associado à doação de gâmetas e iii) na proteção dada na Lei n.º 32/2006 aos pré-embriões que vai além da proteção dada pela Lei nº 16/2007 aos embriões resultantes da forma de procriação considerada natural.
Com todos estes motivos em mente, venho pedir à Assembleia da República que promova a alteração legislativa da Lei n.º 32/2006 de 26 de Julho da Procriação Medicamente Assistida nos seguintes termos:

Artigo 4.º – Condições de admissibilidade
1 – Revogado
2 – Revogado

Artigo 6.º – Beneficiários
1 – Revogado e substituido por – São benefíciários das técnicas de PMA os pais genéticos, a mãe uterina, os país adoptivos e, de forma superveniente, as crianças que vierem a nascer.
2 – Revogado e substituido por – Podem ser benefíciários das técnicas de PMA todas as pessoas a quem a lei não proíba de tentar ter filhos da forma considerada natural.

Artigo .... – Contrato Familiar
1 – O grupo familiar da criança que vier a nascer é composto pelos pais genéticos e, no caso de existirem, pela mãe uterina e pelos pais adoptivos.
2 – Crianças com os mesmo pais genéticos podem ter grupos familiares diferentes.
3 – Todos os membros do grupo familiar têm que se vincular ao Contracto Familiar que tem que:
    a) Ter a forma escrita;
    b) Ter data anterior à implantação do pré-embrião;
    c) Explicitar quem serão, para os efeitos legais, os pais das crianças que vierem a nascer (mínimo de um e máximo de dois).
    d) Explicitar se os membros do grupo familiar que não os pais legais têm a obrigação de prestar alimentos às crianças que vierem a nascer (por defeito, não). Quem prestar alimentos tem direito de, no futuro, exigir alimentos às crianças.
    e) Explicitar se os membros do grupo familiar que não os pais legais têm direitos ou obrigações hereditários relativamente às crianças que vierem a nascer (por defeito, não).
4 – Os membros do grupo familiar que não venham a ser os pais legais terão pelo menos direitos e deveres semelhantes aos dos avós.

Artigo 8.º - Maternidade de substituição
2 – Alterado – Entende-se por «maternidade de substituição» qualquer situação em que a mulher se disponha a suportar uma gravidez por conta de outrem e a entregar a criança após o parto fora do previsto no Contrato Familiar.
3 – Alterado – Se à data do nascimento da criança não existir Contrato Familiar ou se o mesmo for omisso neste ponto, a mulher que suportar uma gravidez de substituição de outrem é havida, para todos os efeitos legais, como a mãe da criança que nascer.

Artigo 10.º - Doação de espermatozóides, ovócitos e embriões
Revogado

Artigo 15.º - Confidencialidade
2 – revogado e substituido por – As crianças que vierem a nascer em resultado da aplicação de técnicas de PMA têm o direito a tomar conhecimento dos termos do Contrato Familiar.
3 – Revodado
4 – Revogado

CAPÍTULO III - Inseminação artificial
Revogados os Artigos 19.º a 23.º

CAPÍTULO IV Fertilização in vitro
Revogados os Artigos 24.º a 29.º

Artigo 35.º - Beneficiários
Revogado

Artigo 44.º - Contra-ordenações
1 - a) Revogado
1 - c) Revogado

Artigo 47.º - Outras técnicas de PMA

Revogado 

Vamos fazer uns filhinhos ...

sexta-feira, 18 de Abril de 2014

Esta semana não há novidades

O FC do Porto perdeu a taça.
Doeu perder estando a jogar contra dez e com uma vantagem de 1,9 golos.
Mas o desporto é mesmo assim. É a vingança daquele golo ao minuto 92 que deu o campeonato do ano passado.
E dizem os entendidos em economia que o fim da crise se deve exactamente ao Benfica estar vitorioso.
E eu a pensar que o Passos tinha um dedo nisso.

Fig. 1 - Pintinho, só podemos brincar com a cobrinha se tiveres o atestado médico em dia. 

Falou-se nos cortes para 2015 e da tabela única.
Relativamente ao que está orçamentado para 2014 (um défice de 4.0% do PIB), para fechar 2015 com um défice de 2.5% é preciso cortar ainda mais (na despesa pública ou aumentar impostos) uns 2500 milhões €. 
O governo fala em cortes de 1500 milhões porque este ano está a correr melhor que o esperado mas o mais certo é a coisa resvalar mais uma vez. 
Não nos podemos esquecer que o PEC IV previa um défice de 1% para 2014 e ficamos nos 4,9% com muitas receitas adicionais. 
Apesar de alguns comentadores dizerem que "a cortar a torto e a direito também eu era capaz", de facto não é assim. Cortar é muito mais difícil do que pagar a crédito porque o porco, antes de deixar meter a faca, grunhe. 
Já ninguém se lembra da cassete do Seguro do "precisamos de mais 2 anos" porque esses 2 anos vieram sem qualquer sobressalto. 

Fig. 2 - Se berrar desse resultado, não havia leitão.

A tabela única vai-me entrar no bolso.
Mas vai ser apenas o tornar efectivo dos cortes de que já fui vítima. 
O Passos vai pegar nos índices da função pública e vai mexer nos escalões de forma a dar um salário líquido igual ao que vigora em 2014, com os cortes de 10% que vêm do tempo do Sócrates e com o reforço de 2% de 2014.
Também nas pensões vai transformar a CES noutra coisa qualquer mas dando exactamente as mesmas pensões que vigoram agora. 
Claro que haverá pequenas diferenças porque a CES e os cortes de salários são sobre o rendimento total mas, em média, vai ser a mesma coisa.

Volta e meia, volta a insustentabilidade da dívida pública.
As mesmas pessoas que defendem que Portugal deve ter défice público para pagar salários, pensões e outra despesa corrente que tem que ser financiado recorrendo aos mercados financeiros também defendem que Portugal não pode pagar o que actualmente deve.

Fig. 3 - Eu não sou caloteiro, sou especialista em re-estruturações de dívidas e em quebra de contratos.

Mas a dívida, com as taxas de juro como estão agora, é totalmente sustentável.
Em 2014 o défice sem juro será, previsionalmente, zero e em 2014 haverá um superávite de 1,5% do PIB.
Pensando que este valor se mantém no futuro, que temos um crescimento de 1,2%/ano e que a taxa de inflação será de 2%/ano então, sem mais nada, nos próximos 35 anos a dívida pública diminuirá 2% do PIB cada ano. Para uma taxa de juro média de 2,5%, podemos ter um défice médio de 0.9% do PIB.
Claro que era mais fácil viver no regabofe do Guterres e do Sócrates mas não é tão difícil de conseguir como os economistas toldados pelo esquerdismo querem fazer crer. 
E por hoje fico-me por aqui pois, além de não haver sobre o que falar, toda a semana tenho andado cheio de preguiça.

Pedro Cosme Costa Vieira

sexta-feira, 11 de Abril de 2014

O salário minimo deveria desaparecer, ponto.

Não existe qualquer justificação para a existência de salário mínimo.
Durante muitos anos acreditou-se que fazer uma sangria, um defumadouro ou prometer ir a Fátima a pé curava qualquer doença. E se falarmos com as pessoas mais atrasadas, estas crenças ainda existem.
Da mesma forma, há muita gente que acredita que subir o salário mínimo acaba com a pobreza. 
No entanto, não existe nenhuma razão lógica que ligue umas coisas às outras. Nem as sangrias fazem bem à saúde nem o salário mínimo acaba com a pobreza, muito antes pelo contrário.


Imaginemos o Cristiano Ronaldo.
Vamos supor um mundo em que existe o Cristiano, o Messi, o Bale, o Rooney e o Ibraibrovic mas em que só existe um clube, o Real Duarte, que os queira contratar.
Se o clube contratar os 5 jogadores terá um ganho total de 140 milhões € pelo que poderá pagar até 28 milhões € por jogador. No entanto, como na equipa não podem jogar só atacantes, o ganho de contratar mais um jogador decresce com o número de jogadores previamente contratados.
.. Jogadores contratados --- Ganho total ---- Ganho no jogador 
............ 1 ---------------------- 100M€ ----------- 100M€
............ 2 ---------------------- 127M€ ------------ 27M€
............ 3 ---------------------- 136M€ ------------- 9M€
............ 4 ---------------------- 139M€ ------------- 3M€
............ 5 ---------------------- 140M€ ------------- 1M€
O salário pago não vai depender do total que o clube vai ganhar com as contratações mas apenas com o que ganha com o último jogador e com o que os jogadores vão perder se não forem contratados.
Como não existem mais clubes que possam contratar o jogadores (o clube é "monopolista") então o melhor que o clube tem a fazer é contratar os 5 jogadores (mesmo sabendo que apenas 2 ou 3 vão jogar) pagando um salário de 1M€ por jogador. Desta forma o clube fica com um lucro de 135M€.
Se um dos jogadores se recusar a assinar, terá um prejuízo de 1M€ (pois mais ninguém o contrata) e o clube fica na mesma.

Fig. 1 - Com uma sangriazita e uma benzedela, o joelho vai ao sítio num já está.

E se houvesse mais clubes?
Vamos agora supor que existem 10 clubes a disputar os jogadores com o Real Duarte, RD. Agora, o jogador que se recusar a assinar com o RD por 1M€ pode ser contratado por outro clube induzindo nele um ganho de 100M€.
Então, a concorrência vai fazer com que exista apenas um destes jogadores em cada clube e com um salário próximo dos 100M€. 


Esta é a justificação para haver Salário Mínimo.
Sob o pressuposto de que existe apenas um empregador e muitos trabalhadores então, o salário de todos vais ser igual ao ganho da contratação do último trabalhador (a produtividade marginal do trabalho). Nesta situação o "monopolista" vai ter um lucro muito grande "à custa do trabalhador".
Apesar de a economia produzirá na sua máxima capacidade (estará em pleno emprego) esse ganho não vai para os trabalhadores porque a distribuição da riqueza é favorável ao empresário.


Exemplo numérico.
=> Número de trabalhadores na economia = 100
=> n é o número de trabalhadores empregados
=> Produtividade marginal do último trabalhador contratado = 101 - n 
Resulta daqui
=> Nível de desemprego = 0%
=> Produção de pleno emprego = 5050€
=> Salário de pleno emprego = 1€/trabalhador
=> Total de salários de pleno emprego = 100€
=> Rendimento médio dos trabalhadores (contando com os desempregados) = 1€/trabalhador
=> Lucro de pleno emprego do empresário = 4950€


O impacto do salário mínimo.
A imposição de um salário mínimo fará com que o empregador pague um salário mais elevado a cada trabalhador mas também fará com que algumas pessoas fiquem no desemprego. Desta forma, apesar de o total dos salários ficar maior, por haver desemprego, em termos globais na economia haverá menos bens disponíveis. A questão é que esses bens deixarão de estar disponíveis para o "monopolista" e não para os trabalhadores que, globalmente, ficam a viver melhor. 


Exemplo numérico.
Vou agora considerar um salário mínimo de 50€/trabalhador
Resulta daqui
=> Nível de desemprego  = 50% (das 100 pessoas só 50 arranjam trabalho)
=> Produção total = 3775€
=> Total de salários pagos = 50 x 50 = 2500€
=> Rendimento médio dos trabalhadores (contando com os desempregados) = 25€/trabalhador
=> Lucro do empresário = 1275€


Mas existe outra possibilidade: um imposto.
Vamos supor que, em vez do salário mínimo, o governo cria um imposto de 70% sobre os lucros e que esse imposto vai ser distribuído pelos trabalhadores. 
Agora, o "monopolista" continua a pagar 1€/trabalhador e a contratar toda a gente pelo que continuaremos a ter uma situação de pleno emprego. 


Exemplo numérico.
Com o imposto de 70% sobre os rendimento teremos:
=> Nível de desemprego = 0%
=> Produção de pleno emprego = 5050€
=> Salário de pleno emprego = 1€/trabalhador
=> Total de salários de pleno emprego = 100€
=> Lucro de pleno emprego antes de imposto = 4950€

Agora vêm os impostos distributivos
=> Imposto (a distribuir pelos trabalhadores) = 3465€
=> Rendimento médio dos trabalhadores (contando com os desempregados) = 44,65€/trabalhador
=> Lucro livre de impostos = 1485€

O imposto regulariza os rendimentos (o rendimento dos trabalhadores fica maior que com o salário mínimo) e o lucro do empresário também fica maior.

Existem alternativa ao Salário Mínimo => IRS progressivo.
Se o problema é a existência de apenas um empregador, o salário mínimo consegue diminuir a "exploração do trabalhador" mas à custa de desemprego e de perda de riqueza.
Pelo contrário, a existência de impostos progressivos (politicas redistributivas) aumenta o rendimento dos trabalhadores (pobres) sem afectar o emprego nem a produção de riqueza.
Então, a existência de um IRS progressivo é mais eficaz na promoção da justiça social que a imposição de um salário mínimo.
Combater a pobreza passa mais por politicas de apoio ao rendimento (rendimento social para os trabalhadores pobres) do que pelo introdução de estrangulamentos no mercado de trabalho.
Esta conclusão aplica-se a todos os preços: não se combate a pobreza proibindo os preços dos bens issenciais de subir (porque deixarão de existir à venda) mas com politicas de apoio ao rendimento dos pobres. 


Mas a Alemanha acabou de introduzir o Salário Mínimo.
É um erro terrível. Recordo que os alemães não são infalíveis tendo mesmo sido os originários das maiores atrocidades vividas no Séc XX.
O SM alemão vai ser de 8,5€/h o que traduz um encargo para o empregador de 19000€/ano (1864h/ano e TSU de 20%). Este valor corresponde a 57,3% do PIB per capita alemão, maior que o nosso SMN de 485€/mês que corresponde a 53,5% do PIBpc.
Por comparação, nos USA o salário mínimo federal é de 5,35€/h, mais baixo que o alemão quando têm um nível e riqueza que é quase 60% maior.
Em termos relativos o SM dos USA é 26% do PIBpc, menos de metade do nosso e do alemão. 
Para a alemanha ter um salário mínimo do nível dos USA teria que ficar pelos 3,40€/h e nós nos 1,40€/h.

Fig. 2 - Agora, o mínimo são 8,50€ à hora.

Depois chamem o Tarzan.
Depois venham com a lengalenga de que o mercado de trabalho americano ajusta muito mais rapidamente que o europeu e com uma taxa de desemprego mais baixa. Digam que é das intervenções do FED e que o nosso BCE tem que fazer o mesmo. 
Para o nosso salário mínimo ficar ao nível do americano, 26% do PIB pc, terá que descer para 292€/mês.


Além do mais, existem muito empregadores.
A teoria e a evidência económica mostra que, havendo 3 empresas, já não existe poder de monopólio. Por isso é que existem em Portugal 3 operadores de telemóvel e 3 canais de televisão.
E é um facto que, para cada trabalhador, existem mais de 3 potenciais empregadores pelo que não existe "monopólio" no mercado de trabalho.
Então, não existe qualquer justificação para a existencia de um salário mínimo e, mesmo que existisse, um imposto progressivo resolveria o problema de forma muito mais eficiente.


Porque surge agora a questão do aumento do SMN?
Porque temos, por um lado, um Passos Coelho que sabe que a subida do SM é negativo para as pessoas e um Portas que tenta praticar demagogia política ao mais alto nível. Compatibilizar as duas coisas é como caminhar na corda bamba mas a alternativa é entregar o cordeiro aos lobos (i.e., entregar o poder aos esquerdistas).
É o dilema retratado na Lista de Schindler. 1) trato mal as pessoas e exploro-as até à exaustão ou 2) faço de bonzinho com as pessoas e os carrascos matam-nas sem pestanejar.
O salário mínimo deveria acabar de vez mas não existem condições políticas para que isso aconteça. O povinho não está preparado para isso.

Em política
As medidas não são absolutamente certas nem erradas pois dependem do impacto que têm na alternância do poder.
Se o Salário Mínimo aumentar 3,1% para para 500€/mês, é mau mas poderá haver medidas na Concertação Social que anulem o efeito deste aumento. Por exemplo,
=> aumentar o número máximo de horas do Banco de Horas;
=> os contratos a termo certo poderem ser renovados até 8 anos;
=> Introdução de flexibilidade em baixa no salário por acordo individual até o limite máximo de 15% do contrato colectivo de trabalho.
É preferivel o dano dos 3,1% corrigido parcialmente com algumas medidas de flexibilização a voltar aos desvarios socialistas.

Pedro Cosme da Costa Vieira

sexta-feira, 4 de Abril de 2014

A Venezuela optou pelo "caminho do crescimento"

A Venezuela tem levado à prática o que defendem os esquerdistas.
Se escutarmos bem o que defendem os nossos esquerdista, na Venezuela o Maduro está a levar à prática o que por aqui defendem. É o "outro caminho", "o camnho do crescimento", que vai substituir o "caminho da austeridade" do Passos Coelho.
É o slogan do "parem de escavar" e deitemo-nos à sombra da bananeira à espera que os alemães nos sustentem.

1 -> Aumentou os salários para "valores socialmente aceitáveis".
Esta política tem tradução literal para o nosso esquerdês. É a defesa da subida do salário mínimo, dos salários da função pública e da decida dos impostos sobre o trabalho (a TSU e o IRS). Também inclui a subida das pensões e dos subsídios sociais.
A lengalenga é que, subindo os salários e as pensões, haverá um reforço da procura interna que leva à expansão do emprego, da receita fiscal e do PIB. Como a dívida Pública é medida em termos do PIB então, gastando mais, a dívida Públia diminui.
Com essa ideia em mente, em 2011 o salário mínimo (e as pensões) da venenzuela subiu 25%, em 2012 mais 32,5% e em 2013 mais outros 59%.
O problema é que a realidade é totalmente às avessas desta lengalenga esquerdista pois o aumento dos salários apenas causa desemprego, inflação e aumento da despesa pública e da dívida (motivado pelo aumento dos salários público e das pensões).
Em 2012 a inflação venezuelana estava nos 20%/ano, em 2013 subiu para os 56%/ano e, actualmente, já está acima de 60%/ano.
Interessante é observar que o aumento dos salários foi mais que totalmente comido pelo aumento dos preços. Assim, apesar do anunciado pelo Maduro de que o nível de vida dos trabalhadores ia aumentar, diminuiu. 
Com a inflação, também veio o desequilíbrio das contas externas e a desvalorização da moeda.

Fig. 1 - Andia Segurio e el grupio dels 70 apanhiar el autobus del crescimiento


2 -> Congelou / baixou os preços e as taxas de juro para "valores justos"
Como os preços dispararam para cobrir o aumento no custos de produção e de importação, toca de acusar os "especuladores" de estarem a ganhar à custa da crise. Vai daí, obrigou os comerciantes a vender tudo com 50% de desconto (copiou do Pingo Doce).
Baixar os preços para valores socialmente aceitáveis traduz-se para o nosso esquerdês com o "acabar com as rendas excessivas da electricidade, da água e das telecomunicações" e "renegociar as PPPs". Também se traduz por "baixar os preços dos serviços públicos" (à custa de prejuízo das empresas públicas) e por "subsidiar os preços das empresas privadas essenciais" (por exemplo, dos transportes públicos e das ex-SCUTS).
Baixar os juros traduz-se para o nosso esquerdês por "renegociar prazos e juros da dívida pública", "proibir os despejos de quem não paga a prestação da casa" e pôr "o futuro banco de fomento e a CGD a financiar as nano-micro-medias empresas a taxas de juro iguais às alemãs".

E o que resultou da "politica de crescimento e de coesão social"?
A bancarrota do Estado venezuelano e a falta de produtos nos postos de venda (o racionamento).
Naturalmente, se o preço de venda é mais baixo que o preço de compra ou de produção, deixa rapidamente de haver produtos à venda.
Se o banco se financia a uma taxa de juro superior à taxa de juro a que pode emprestar dinheiro, o crédito acaba.
Se o Estado gasta mais do que recebe em impostos, primeiro, endivida-se e, depois, vai à bancarrota.


Fig. 2 - "Se soubesse como a iniciativa iria ser politizada, não teria assinado o 'Manifesto dos 70' a pedir a reestruturação da dívida pública." Fui colhido de surpresa. António Saraiva.

Veio, naturalmente, o empobrecimento. 
Em 1998, o nível de vida dos venezuelanos era de 615€/mês (medido pelo PIBpc, ppc) e, decorridos 5 anos, tinha caído para 475€/ano (Portugal está nos 1270€/ano). Afinal, o "caminho do crescimento" tão defendido pelo Seguro e Companhia e que foi implementado em 1999 na Venezuela apenas leva ao empobrecimento e à bancarrota (o Estado tem que pagar 12%/ano na dívida em Dólares Americanos, a 10 anos e 9,5%/ano a 2 anos).


Porque não falam os esquerdistas portugueses do empobrecimento da Venezuela?
Na Venezuela, o "caminho do crescimento" causou um empobrecimento de 23%.
Sobre Portugal, os esquerdistas falam que a contracção do PIB de 7% que ocorreu entre 2011 e 2013 "por causa da austeridade do Passos Coelho" é um enorme empobrecimento do país.
Mas então, não falam da Venezuela porquê?
Ser burro não é cometer erros mas cometê-los e nada aprender com eles.


Fig.3- Evolução do PIB per capita, paridade do poder de compra da Venezuela, USD (fonte Tradingeconomics)

Comparemos a esperança de vida.
Além do PIB per capita em paridade de poder de compra, um indicador muito importante da qualidade de vida das populações é a esperança média de vida à nascença.
Como o Pinochet, tomando o poder no Chile em 1973, implementou políticas "neoliberais" de austeridade altamente destrutivas da qualidade de vida das populações (dizem os esquerdistas), comparando a Venezuela com o Chile, o desempenho da esperança de vida deve ter melhorado na Venezuela e piorado no Chile.
Mas não. Em 1972 no Chile as pessoas viviam menos 2,6 anos que na Venezuela e, em 2011, no Chile as pessoas já duram mais 5 anos  e a diferença está cada vez maior (Ver, Fig. 4).
Em cada ano, os chilenos passaram a durar mais 2,3 meses que os venezuelanos.

Fig. 4 - Evolução da Esperança Média de Vida (Dados: Banco Mundial)

Vamos agora à nossa execução orçamental para 2013.
O défice público dado como uma percentagem do PIB é um número que agrega muita coisa segundo determinados critérios. O número de um ano per si não traduz uma verdade absoluta porque o número pode variar em função da metodologia utilizada mas, mantendo-se a metodologia (da EuroStat), observando os números ao longo do tempo já dobtemos uma indicação da evolução da saúde das contas públicas do nosso país.
É quase como a hipertensão que pode ter valores de referencia diferentes em pessoas diferentes mas que sabemos que, aumentando ao longo do tempo, é mau. 


O nosso problema é que somos intrujões.
Não são só os 70 caloteiros do manifesto, muitos dos quais já pertenceram a governos, os que pretendem enganar os nossos parceiros.
Genericamente, todos nós já fizemos juras de amor eterno sabendo que nunca as cumpriríamos.
Também os nossos governantes acordaram em 1992 que o nosso défice público seria, no máximo, de 3% do PIB e o melhor que conseguiram (conseguimos pois fomos nós que os metemos lá), e com muita marretada nas contas, foi um défice de 3,1% do PIB (ver, Fig. 4).
Invariavelmente, se um ano nos aproximamos dos 3%, logo a seguir resvalamos para depois os governantes dizerem que "conseguimos diminuir o défice". Tudo marretadas nas contas pois o que interessa é que a média esteve sempre acima dos 4%.


Fig. 4 - Défice público português (dados: EuroStat)

Terá o resultado de 2013 sido bom?
O défice ficou nos 4,9% do PIB, acima da média dos últimos 20 anos e muito acima da meta final de 0,5% do PIB.
E se pensarmos que o Sócrates prometeu no PEC4 para 2013 uns 2% sem austeridade, 4,9% parecem tremossos.
Mas todos sabemos que o PEC 4 eram só balelas e também sabemos que a Espanha fechou 2013 com um défice de 7,3% do PIB e a Irlanda com 7,5%. REcordo também que, há uns meses atrás, ninguém imaginava possível que o défice acabasse abaixo dos 5% do PIB. Não há nenhum comentador que tenha afirmado, em meados de 2013, que fosse possível acabar o ano nos 5,5% do PIB quanto mais abaixo dos 5%.
Claro que houve medidas adicionais não repetíveis mas é o que tem acontecido todos os anos pelo que, comparando com 2009 e 2010 onde o défice foi de 10% do PIB, já fizemos um bom caminho, metade, e em condições muito difíceis, em que houve uma correcção das contas externas em mais de 10% do PIB e aconteceu um garrote no crédito (e, consequentemente, no investimento).
Então, não podemos dizer que o nosso número esteja mau.

E as taxas de juro estão em minimos históricos.
Como sempre disse o Passos Coelho e o Gasparzinho, se fossemos capazes de cumprir um pouquinho mais que o acordado com a Troika, os credores iriam compreender que tinhamos vontade de pagar e, assim, as taxas de juro iriam diminuir significativamente.
Sim, eu sempre acreditei que fosse verdade mas nunca pensei (nem ninguém excepto talvez o Gasparzinho) que as taxas de juro atingissem tão rapidamente minimos históricos.
A 5 anos, que é um prazo muito razoável, as taxas de juro nunca estiveram tão baixas. Até Dezembro 2013, o melhor que pensei que fosse possível era que a taxa de juros (a 5 anos) ficasse nos 5%/ano.
Contra todas as expectativas, na noite do discurso de ano novo do Cavaco começaram a cair e já está nos 2,65%/ano  e com vontade de cair um pouco mais (Ver, Fig. 5).

Fig. 5 - Evolução das taxas de juro a 5 anos (Investing.com)

Até os Certificados de Tesouro Poupança Mais que pagam uma taxa de juro média líquida de IRS de 3,09%/ano já estão acima da taxa de 2,65%/ano a que o Estado se consegue, se quizer, financiar.
Por isso é que tanta gente tem metido as suas poupanças neste instrumento financeiro.

Fig. 6 - Venha connosco que nós estamos no bom caminho. 

Mas foram os portugueses que conseguiram os 4,9%
Este é o novo slogan dos esquerdistas.
Então quem havia de ser, os alemães?
Nós portugueses é que tinhamos problemas pelo que somos nós que temos que ser responsáveis pela sua resolução.
Como dizia o poeta "Atira-te ao Mar e diz que te empurraram" que logo vem o Tarzan para te salvar.

Fig. 7 - Só espero que o Seguro consiga uma vitoriazita nas europeias, o suficiente para segurar as cavalgaduras do PS (e do PSD, que também as tem em fartura). Dessa forma, continuemos a ouvir as suas divertidas burridades.

Pedro Cosme Costa Vieira

sexta-feira, 28 de Março de 2014

O mundo que há-de vir

A conhecimento ciêntífico é muito importante. 
No passado, o conhecimento era opinativo pelo que havia necessidade de usar a força para fazer valer os pontos de vista. Era o tempo da religião, da filosofia, da moral e da estética.
Demonstrativo do problema da opinião enquanto conhecimento é já todos termos dito "é boa como o milho" para logo outros nos terem contrariado com "não é nada de especial".
Com o aparecimento do positivismo, passou a haver uma procedimento para dirimir os diferentes pontos de vista.


O que será o positivismo.
É aceitar como verdadeiro apenas aquilo de que exista uma prova (positiva).
O argumento religioso de que "tem que haver outra vida depois da morte porque, caso contrário, a nossa vida não faria sentido" não é uma prova positiva porque parte de uma afirmação negativa "caso contrário, a nossa vida não faria sentido". Mas de onde se retira que a vida tem que fazer sentido não podendo ser apenas um conjunto de reacções químicas? Se aceitamos que a vida das moscas não faz sentido, porque é que a dos peixes, das pombas, dos ratos, dos cães, dos macacos ou a nossa precisa de fazer sentido? 


Fig.1 - Se vivo, logo, a minha vida faz sentido mesmo que eu não saiba qual é. No entretanto, vou comendo, bebendo e fazendo mais mosquinhas sem pensar mais nisso.


"Deus existe pois, caso contrário, quem teria criado o Universo?". Ora aí está mais uma prova negativa, "caso contrário, quem teria criado o Universo?", não sei. Também não sei o nome das pessoas que morreram em Hiroshima e, no entanto, morreram (ouvi eu falar). 
O positivismo obriga a que as opiniões em conflito esgrimam as suas provas, sejam elas dados retirados da realidade, experiências controladas ou deduções matemáticas, até que todas as diferenças fiquem anuladas e as pessoas fiquem amigas e de acordo.


Está-nos no sangue impor a opinião pela força.
O exemplo acabado é aquela lengalenga que o Sócrates destila na RTP com a Cristina Esteves que, por ser muito boa pessoa, nunca teve a coragem de o confrontou com a verdadeira verdade. O bicho até teve o descaramento de dizer que, no dia do jogo Portugal-Coreia do Norte, estava na escola quando nesse dia 23 de Julho de 1966 já não havia escola há muito e, para mais, o jogo começou às 15h de um Sábado.
As conversas do bicho fazem-me lembrar o Salazar depois do AVC que ainda fazia de conta que despachava os assuntos do governo.
Já com o José Rodrigues dos Santos, a coisa piou muito mais fino porque houve confronto de ideias e apresentação de factos.
O bicho teve que reconhecer que "não vim preparado para isto". Pois não, mesmo puxando para a frente e para trás a cassete do PEC4, o bicho chegou à conclusão de que o que afirmava não fazia sentido ao ponto de ter chegado ao fim em sintonia com o Passos Coelho "também eu fiz austeridade mas da boa".
Mas, como já vimos, "boa" é apenas uma opinião estética.
Quando não conseguimos argumentar só sobra a gritaria, o insulto e a via-de-facto.

Fig. 2 - Eu é que tenho razão, sua porca!

Na Economia também há muito disso.
A Economia é uma ciência e, portanto, o comentário opinativo tem que morrer quando em presença de factos contrários.
Eu ando a massacrar há anos que a austeridade não tem efeitos recessivos e que, em período de crise, a descida dos salários diminui o desemprego, aumenta as exportações e induz crescimento económico.
Mas há prémios Nobel que dizem o contrário, como o Krugman e o Stiglitz, mas estes homens estão completamente ultrapassados pelos dados. Eles forma bons mas há muitos anos, com o Figo, mas agora estão ultrapassados.
A nossa recessão de 2011-2013 deve-se ao ajustamento das nossas contas com o exterior (a balança corrente) que aconteceu pelo esgotar do endividamento externo e não às politicas de austeridade do Passos Coelho.
O que dizem os comentadores, Ferreira Leite, Bagão Felix, etc., etc.,  que afirmavam há uns meses que haveria recessão em 2014 por causa do reforço da austeridade quando se observa um crescimento cada vez mais robusto?
Continuam a dizer o mesmo.

O que diz a Economia?
Não só os modelos teóricos como os dados empíricos mostram que os países com contas equilibradas têm bom desempenho económico e que o "crescimento keynesiano" defendido pelos esquerdistas é uma balela.
O "crescimento keynesiano" resulta de o Estado tentar estimular a economia com mais despesa pública e menos impostos de que resulta um défice das contas públicas (e externo). 
Peguemos nos dados passados e vê-se que essa lengalenga não leva a lado nenhum.
A austeridade foi implementada pelo Cavaco Silva (1985-1995) e a lengalenga foi implementado entre 1995 (Guterres) e 2011(Sócrates), com 2 anos de intervalo do Durão Barroso. 
Enquanto que o Cavaco (1985-1995) conseguiu um crescimento no PIB per capita de 3,7%/ano sem endividamento externo, os esquerdistas (1995-2011) conseguiram apenas 1/3 deste crescimento (1,3%/ano) e com um endividamento de 9% do PIB (125€/mês por cada pessoa).
Mas, mesmo olhando para estes números, cabeça burra não muda de cassete.

Fig. 3 - Os países têm que ser como eu: para me manter boa, tenho que manter um equilíbrio entre as calorias que entram e as que saiem.

Mas, na nossa vida, ainda há lugar para a filosofia.
Porque temos curiosidade sobre tudo e sobre muitas dessas coisas a ciência nada pode dizer. 
Uma dessas coisas é o Futuro e as opções morais (o bem, o mal e o aceitável) que temos que fazer para chegar a esse Futuro .
Será moral a clonagem humana para fazer indivíduos brainless que possam fornecer órgãos ao individuo original?
Será moral introduzir um gene terminator nos embriões humanos de forma a que as pessoas morram impreterivamente aos 80 anos de froma a não se tornarem um fardo para a sociedade?
Será moral seleccionar os embriões humanos de forma a desenvolver certas caraterísticas físicas, por exemplo, a inteligência?


O Marcos Azevedo chamou-me à atenção para o Admirável  Mundo Novo 
Um livro de futurologia de Aldous Huxley que foi publicado em 1932.
Em termos globais, o livro é pessimista relativamente ao progresso. 
O autor está preso no paradigma do trabalho escravo para o qual basta o trabalhador ter força bruta. 
Desta forma, imagina uma economia tem por base a industria da procriação que produz pessoas deliberadamente burras, escuras e atarracadas que são os meios de produção e uma minoria de pessoas inteligentes, loiras e de elevada estatura que governam o mundo e vivem dependentes da produção dos atarracados. 
Huxley também está preso à ideia de que a sociedade apenas é estável se for piramidal em que poucos mandam e muitos obedecem cegamente. Desta forma, antecipa que uma sociedade de iguais, todos inteligentes, será uma sociedade caótica.
Em 1932 vivia-se o nascimento da ditadura social-socialista de Hitler que defendia um mundo onde os arianos (inteligentes, altos e loiros) dominavam um mundo povoado de povos atrasados (burros, escuros e atarracados). Assim, Huxley também é uma critica a esta sociedade "perfeita". 
Huxley não antecipou o progresso das máquinas (os robôs) e a consequente sofisticação do processo produtivo que aconteceu desde então e que precisa de pessoas cada vez mais capacitadas e criativas. 
Mas um livro de futurologia não é para prever o Futuro mas apenas serve para nos questionarmos sobre as escolhas morais relativamente à técnica.

Será moral retirar às mulher o amor de mãe e às pessoas o amor de filho?
No livro as mulheres não têm filhos porque é quase proibido. Digo quase porque a ditadura acontece pela educação, lavam ao cérebro, e não pela força. Não há um aparelho policial repressivo porque o sistema de condicionamento das vontades é perfeito (quase).
O autor acha que o amor de mãe é algo de verdadeiramente maravilhoso pelo que o fim da sua existência é uma perda irreparável.
Mas o autor não previu o que está a acontecer: é que actualmente, mesmo ser proibido, as mulheres não querem ter filhos (e os homens ainda não os podem ter). 

Será moral pensar os seres humanos como meios de produção?
Se as mulheres não têm filhos, a reprodução é necessária para fazer a economia funcionar. Existe fecundação in vitro e cada embrião é dividido dezenas de vezes para produzir, numa "linha de montagem", dezenas de pessoas idênticas, burras, escuras e atarracadas que são usadas no processo produtivo. 
Há a ideia que estas pessoas são felizes (por causa do condicionamento) e apenas são considerados crises de felicidade nas pessoas inteligentes. O óptimo é ser burro pois ser inteligente é um fardo por causa dos dilemas morais. 
No nosso mundo, quando se fala da falta de filhos, considera-se ser um problema do Estado Social, de como vai ser possível a Segurança Social pagar as nossas reformas. 
Então, também estamos a pensar nos vindouros como meios de produção ao nosso serviço, ao serviço de quem está actualmente vivo. 

Fig. 4 - Como pode a família Duncan levar os 17 filhos à escola?

Será que o Não-existente gostaria de se tornar Existente?
Se não fossem os nossos pais nós não existíamos nem nunca viríamos a existir. A Bíblia tem uma referencia ao que nunca existiu e compara o homem que não aproveita a vida  com o que nunca existiu (Ecles 6:3). O autor bíblico considera que existir é melhor que não existir.
Claro que os nossos país tinham um objectivo para nós independente da nossa vontade (que não existia). No caso dos meus país era um fé inabalável de que tinham que fazer cristãozinhos para poderem entrar nos reinos dos céus. 
Será que alguém pensa transformar um Não-existente num Existente sem antecipar qualquer utilidade ao Existente que não seja o direito que tem o Não-existente em passar a existir? 

Se se eu transformar um Não-existente num Existente e depois o matar?
Será que o Não-existente, mesmo tendo existido apenas por breves instantes, fica mais feliz que se tivesse sido sempre Não-existente?
Daqui vem a dúvida moral sobre o aborto, o suicídio assistido, a eutanásia e a pena de morte. 

Será que devemos ter por base moral o Não-existente ou o Existente?
O Não-existente transforma-se em Existente e, no futuro, tornara-se de novo Não-existente pela morte.
No nosso julgamento dos pais, se são bons ou maus, devemos ter como base que, se não fosse a sua vontade, os filhos ter-se-iam mantido Não-existentes ou sem depois de já serem Existentes, poderiam ter sido melhor tratados?
Pensemos uns pais que têm uma doença qualquer genética e que têm 20 filhos dos quais escolhem os 4 que são saudáveis matando os restantes 16 filhos que são doentes.
Pensemos noutros pais com a mesma doença que, por causa do risco, não têm filhos.

Quais destes pais fizeram a escolha moral mais correcta?
Os primeiros transformam 20 Não-existentes em 20 Existentes, escolhem 4 e transformam os outros 16 novamente em Não-existentes. 
Os segundos não transformam nenhum Não-existente.
Eu considero que os primeiros pais fizeram a escolha moral mais correcta porque permitiram que alguns Não-existentes se tornassem Existentes. 

Fig. 5 - Esta é para ficar.

Fig. 6 - Quanto a esta, tenho pena porque até é simpática, mas é para derreter. 
.
Como vamos resolver a nossa crise demográfica?
Termos que fazer escolhas morais e nessas escolhas teremos comparar o nada fazer com o fazer algo que, actualmente, pensamos ser imoral.
Temos que relaxar tudo o que de moral existe sobre a reprodução, destruir todos os preconceitos, o que não vai ser fácil. 
Temos que comparar o nada fazer e que vai levar ao rápido minguar da nossa população com o fazer coisas verdadeiramente chocantes.

E o grupo dos 70 caloteiros?
Pior que o  Huxley que errou passados 80 anos nas previsões, os 70 caloteiros no próprio dia em que anunciaram que Portugal não poderia pagar a sua dívida a menos que a taxa de juro fosse 3%/ano, já a taxa de juro estava a baixo dos 2%/ano. 
É impressionante como as taxas de juro da dívida pública têm estado a cair, a atingir mínimos históricos impensáveis ainda no dia da mensagem de ano novo do Cavaco.
Esta queda deve-se a mensagem de ano novo do Cavaco e de as sondagens mostrarem que o PSD+CDS está, lentamente mas de forma firme, a subir e o PS a cair. 
Afinal nós somos um povo inteligente e não somos um bando de mentecaptos caloteiros. 
E com o défice de 0,5% do PIB que está previsto no Pacto Orçamental, em 30 anitos conseguiremos colocar a divida pública de volta aos 60%.
Lá para 2045 as pensões e os salários podem ser repostas ao nível de 2010. 
Não é assim tanto tempo. 

Fig. 7 - Nunca as taxas de juro estiveram tão baixas (a 3 anos já estão abaixo de 1,6%/ano).

Podem ver o ficheiro huxley-aldous-1932-Admiravel-mundo-novo.pdf.

Pedro Cosme Costa Vieira

sexta-feira, 21 de Março de 2014

O Programa Cautelar é o último tiro do PS

O Passos tem 2015-19 dominado. 
Quando o Gasparzinho saiu, em Maio de 2013, com uma carta em que colocava dúvidas quanto à capacidade de o Passos Coelho conseguir manter o rumo da consolidação orçamental, os nossos credores também ficaram com dúvidas o que fez disparar as taxas de juro: se em meados de maio de 2013 a taxa de juro a 5 anos estava em 4,0%/ano e em princípios de Julho de 2013 atingiu os 7,3%/ano. 
A entrada da Maria Luís (e do Pires e Lima, alguém sabe que é feito dele, da Cristas, do Mota Soares e do Portas ?) parecia o voltar ao caminho socialista para o abismo mas, porque os esquerdistas começaram logo a gritar que "a Maria Luís é mais do mesmo", os nossos credores começaram a acreditar que a Maria era mesmo igual ao Gasparzinho: consolidação por convicção. 
Sem o saberem, os esquerdistas estavam (e estão) a apoiar o Passos Coelho (e a todos nós). Quanto mais o Seguro disser que não é possível o consenso com o Passos porque ele só pensa em austeridade, mais os agentes económicos acreditam que o Passos vai mesmo continuar o caminho da consolidação orçamental.


O Passos ganhando as legislativas de 2015.
Não haverá problema de financiamento. 
As taxas de juro estão muito baixas aponto de, nos prazos até aos 48 meses, estarem a bater mínimos históricos. 
Então, se o Passos ganhar as legislativas de 2015, o que eu penso ir acontecer, Portugal não terá qualquer dificuldade em obter financiamento para rolar os 200 mil milhões da dívida pública.  
Se o PS, com as "políticas de crescimento", entre 2010 e 2011 não conseguiu controlar a subida da taxa de juro de 2,4%/ano para 12,5%/ano e o Passos com as "políticas de austeridade" fê-las voltar aos 2,4%/ano (ver, Fig. 1) então, o caminho do Passos torna, aos olhos dos nossos financiadores, a nossa divida pública e a nossa economia  como sustentáveis.

Fig 1 - Evolução da taxa de juro a dívida pública a 4 anos (fonte: investing.com)


O Passos não tem qualquer necessidade de um programa cautelar.
Para quê se as taxas de juro de mercado são cada vez mais baixas?
Como a Sr.a Merkel confirmou ao Passos o que o ministro Schauble tinha dito em 2011 ao Gasparzinho (apoio total), mais não é preciso.
Esta conquista do Passos resulta de ter (termos) conseguido, em apenas 2,5 anos, trazer um endividamento externo de 145€/mês por pessoa para um superávite de 8,30€/mês por pessoa (ver, Fig. 2).

Fig. 2 - Evolução do endividamento ao exterior (Balança Corrente, €/mês/pessoa, Banco de Portugal)

Mas em 2010 vivia-se melhor que agora.
Pois os socratistas dizem isso, que no seu tempo os portugueses viviam melhor, mas esquecem-se de dizer que, nesse tempo, cada mês, cada português se endividava em 145€ ao estrangeiro . Nos 75 meses meses que durou o mandato socialista, cada português endividou-se em 11 mil euros ao estrangeiro.
Cada família de 4 pessoas endividou-se ao estrangeiro em quase 50 mil€. 
Naturalmente que, assim, vivíamos melhor mas era à custa do calote. 
 
Mas o défice público está mais dificil de controlar.
O défice (e a dívida) público está difícil de controlar porque existem leis que foram feitas no passado mas que têm impacto na despesa pública actual e futura. 
São as regras de atribuição das pensões, os salários fixos dos funcionários públicos e os encargo com os "serviços públicos" (empresas públicas de transportes e de comunicação social). No meio também aparecem as PPPs e as "energias alternativas" cujos negócios ruinosos foram traduzidos em contractos que é necessário honrar (rasgá-los é inconstitucional pois viola o principio da confiança e do Estado de direito).
O Mário Crespo reformou-se (mais uma despesita para a segurança social) mas merece-o porque teve o mérito de, muitas vezes, terminar os seus programas com "e terminado hoje, mais um milhão de euros dos contribuintes que foi à vida na RTP". Foi muito atacado em termos pessoas usando dinheiros públicos (na RTP e na RDP) mas nunca ninguém disse "o Mário mentiu". Não, aquilo é mais que verdade, cada dia, mais um milhão de euros ali, outro milhão na CP, outro na REFER, na METRO, etc. etc. etc. e, ao fim do ano, soma milhares de milhões.

As empresas públicas.
São uma espécie de cancro da próstata: todos (os homens) têm ou virão a ter que sofrer as suas consequencias e o bicho arde, chateia, corroí mas não morre mais. 
Apesar de o Passos ter conseguido, em termos numéricos, reduzir o défice "apenas" para metade, todos sabemos que o tem feito com toda a determinação.

Mas em 2010 vivia-se melhor que agora.
Pois vivia porque cada pessoa recebia em benesses do Estado mais 120€/mês do que pagava de impostos e agora só recebe 60€/mês. Naturalmente, nesse tempo vivia-se melhor que agora mas à custa do calote do Estado. 
É já conseguiu cortar o bicho para a metade. O problema é que lá para 2017 o bicho do défice tem que estar totalmente morto.

Fig. 3 - Défice público (€/mês/pessoa, Banco de Portugal)


Agarra-me senão eu bato-lhe.
O Seguro está como os franganotes que querem prometer porrada mas que, se chegarem a vias de facto, sabem que vão apanhar uma coça de todo o tamanho.
O Seguro antecipa que ganhando as legislativas de 2015 com o discurso eleitoralista do "vou anular esta austeridade do Passos e vou avançar pelo caminho do crescimento e emprego", as taxas de juro voltam a subir e o crédito volta a secar.
Depois, o Seguro imagina-se a levar à cena o papel do Holland: ir de cabeça baixa pedir ajuda à Sr.a Merkel e voltar de mãos a abanar.

Fig. 4 - Podes pedir mas não levas nada daqui (imagem da Merkel quando era mais nova).


Os esquerdistas estão a ficar sem cartuchos.
Os últimos 12 meses de governo Sócrates foi semelhante ao que se tinha vivido, 10 anos antes, no naufrágio do submarino Kursk.
O submarino, depois de anos de má manutenção denominada de кейнсианская рост (tradução: crescimento keynesiano), entrou nuns exercícios militares denominados por ипотечный кризис (tradução: crise do sub-prime).
O bicho começou a perder potência e a ordem de comando foi ACELERAR na despesa pública.
Aceleram e aceleram mas o bicho não andava até que se ouviu uma pequena  explosão.
Logo o contra-almirantado Sócrates veio dizer "não precisamos de pedir ajuda a ninguém" e contra atacou com o УИК 1 (tradução: PEC 1).
O problema é que o submarino começou a descer de forma descontrolada, havendo necessidade de novas injecções de divida com  o УИК2 e  o УИК3 mas o bicho já tinha entrado na Антикризисная спираль (tradução: espiral recessiva).
De repente, aconteceu a grande explosão e o bicho afundou de vez.

Fig. 5 - Evolução da taxa de juro a 10 anos nos finais do socratismo (fonte, Tradingeconomics)

О, мой бог нам нужно иметь УИК четыре
(tradução: Ai meu Deus que precisamos já do PEC4)
O problema é que já não havia salvação.
Apesar de ainda haver algumas bolsadas de ar, os marinheiros sabiam que estavam condenados. 
Os motores estavam parados e o governantes negavam-se a pedir ajuda.
Mais minuto, menos minuto, viria a morte. Só lhes restava rezar e escrever às escuras, umas notas de despedida para a família.
Моя мать, страна обанкротилась (tradução: Minha mãe, o país bancarrotou)

Fig. 6 - Um paralisou e o outro, desde então, repete qualquer coisa sem sentido (PEC 4, PEC 4, PEC 4, ...)

O tiro da bancarrota e do 2.º resgate.
O socratismo caiu sem ter reconhecido, nem então nem desde então, que cometeu erros.
Como pensam que tudo o que fizeram foi correcto, o Passos iniciar outro caminho seria, naturalmente, iniciar o caminho da perdição.
Como nos primeiros meses do Passos as taxas de juro não pararam de subir, parecia que o seu e nosso destino estava traçado: as politicas de austeridade estavam a levar Portugal, tal como aconteceu com a Grécia meses antes, para a Bancarrota e para a necessidade de um 2.º Resgate.
O problema é que, em Janeiro de 2012, as taxas de juro começaram a descer e Portugal começou a poder pedir dinheiro emprestado, primeiro a 3 meses depois a 6 meses e, finalmente, a 18 meses. 
Afinal Portugal não iria bancarrotar pelo menos já.
O primeiro tiro acertou na água.


O tiro da Espiral Recessiva.
Portugal até se podia financiar mas à custa do empobrecimento dos portugueses pois tínhamos iniciado uma espiral recessiva.
O Estado cortava da despesa e aumentava impostos mas o défice ainda aumentava porque:
    1) As famílias ficavam com menos rendimento 
    2) As famílias consumiam menos o que levava a que pagassem menos IVA
    3) As empresas não tinham a quem vender o que aumentava o desemprego
    4) Mais desemprego diminuía as contribuições e aumentava  a despesa social
    5) O défice público aumentava.
O caminho contrário (mais despesa e menos impostos => mais rendimento => mais emprego =>  menos défice) era o caminho correcto.
O problema é que em princípios de 2013 a economia começou a crescer com intensidade e o desemprego a cair com força.
O segundo tiro também acertou na água.

Fig. 7 - Os dois primeiros tiros acertaram na água.

O tiro da Saída Limpa.
Há uns meses já nos conseguíamos financiar com prazos curtos, a espiral recessiva já era só fumaça mas o Passo, à cautela, avançou com a ideia de pedir um "mini resgate". 
Na altura a taxa de juro a 10 anos estava nos 6,0%/ano e não havia a certeza se conseguiríamos em meados de 2014 uma boa taxa de juro. A ideia do governo era que "apenas será possível uma 'saida à irlandesa' se a taxa de juro a 10 anos descer para entre 4,0%/ano e 4,5%/ano".
Como o Sócrates tinha pago mais no primeiro mandato, os esquerdistas (e eu) pensaram que tal era impossível pelo que atacaram como lobos esfomeados.

Fig 8 - O Seguro atacou à força toda, cheio de fome, com o último tiro: a Saída Limpa.

Se houver um programa cautelar.
Primeiro, o Seguro vai poder dizer que o Passos falhou. 
Depois, pode fazer (alguns) disparates porque terá algum dinheiro (fala-se em 17000 milhões €).
Finalmente, tendo que rasgar as promessas eleitorais do "rasgar a austeridade" pode dizer que está amarrado de pés e mãos pelo que o anterior governo "neoliberal" do PSD+CDS  assinou em nome de Portugal.

O problema é que a taxa de juro a 10 anos já está abaixo dos 4,5%/ano.
Há 3 meses Portugal até se podia financiar mas teria de ter o apoio dos BE porque a taxa de juro ainda era razoavelmente altas.
Mas desde o discurso de ano novo do Cavaco, as taxas de juro começaram a afundar tendo, a 10 ano, fechado hoje nos 4,27%/ano e, a 3 anos, nos 1,70%/ano (neste prazo o Sócrates pagava 4%/ano).
O terceiro tiro acertou na água.

E os 70 asnos?
1,70%/ano é muito menor que os 3,0%/ano que os 70 da bancarrotagem dizem Portugal ter que impor aos credores.
Os 70 estão tão senis que pedem um máximo de 3,0%/ano quando já vamos nos 1,7%/ano.
É mesmo de quem não tem o que dizer.


Fig. 9 - A taxa de juro a 10 anos fechou hoje nos 4,27%/ano


E agora Seguro?
E agora o que haverá para dizer?
É continuar com o mesmo discurso, engatar o mp3 como faz tão bem o PCP com a cassete que gravou no anos 1970 da exploração dos trabalhadores, do fim do capitalismo e da união dos povos soviéticos de que a união entre ucranianos e russos é um bom exemplo.
É continuar a repetir que estamos a caminho da bancarrota, que precisamos de um 2.º resgate, que a espiral recessiva e o aumento do desemprego são uma realidade, que o programa cautelar já é uma realidade.
E é continuar a dizer que vai por outro caminho, o caminho do crescimento sustentável, da austeridade inteligente, do neokeynesianismo iluminado.
E que o socratismo foi um sucesso estrondoso, que divida pública diminuiu, o défice público foi controlado, o salário mínimo aumentou 25%, os gays passaram-se a poder casar e que os Estaleiros Navais de Viana do Castelo se tornaram o maior construtor naval do mundo.
É capaz de haver sempre quem acredite pois ainda há quem vá a Fátima a pé.

Pedro Cosme Costa Vieira 

sexta-feira, 14 de Março de 2014

Uma simulação da nossa população futura

Existem muitos problemas que se resolvem com o tempo. 
Os médicos dizem que as listas de espera se resolvem com o tempo porque os pacientes morrem.
Os advogados dizem que as pendências se resolvem com o tempo porque prescrevem e os litigantes morrem. 
O Keynes disse que o tempo, o logo-prazo, resolve os problemas da dívida pública "porque estaremos todos mortos". 
Mas isto não é verdade porque novas pessoas nascerão e os problemas continuaram sobre essas pessoas.
No caso da natalidade, não vai ser o enfiar da cabeça na areia e dizer que não temos nenhum problema que vai resolver o apagamento demográfico.

Fiz uma simulação.
Sobre a dinâmica de uma população de 10 milhões de habitantes idêntica à nossa que está em equilíbrio (com a fertilidade 1 filha por mulher, nascendo e morrendo 125000 pessoas) e, de um momento para o outro, a fertilidade passa para 0,65 filhas por mulher (passam a nascer 81500 pessoas). 
Porque as pessoas demoram muito tempo a morrer (cerca de 80 anos), a princípio o impacto na população da redução da fertilidade é muito pequeno (reduz 40 mil/ano, 0,4%) mas, ao fim de 30 anos, a população começa a reduzir rapidamente (reduz 10% a cada 9 anos, 100 mil/ano, ver a figura 2). 
Pensando que a população portuguesa se vai manter nos 10 milhões por entrada de imigrantes, por causa da redução inicial ser lenta, ao fim de 23 anos temos 10% de imigrantes mas, ao fim de outro tanto tempo já temos 24% e, ao fim de 80 anos a população imigrante torna-se maioritária.
Quando uma pessoa que nasce hoje chegar aos 80 anos, a maioria dos portugueses terá origem no estrangeiro. 

Fig. 1 - Com a fertilidade em 0,65M/M, daqui a 80 anos a população portuguesa fica minoritária

Fig. 2 - Nos primeiros 30 anos a população cai lentamente mas depois cai 1,2%/ano

Fig. 2 - Com a fertilidade em 0,65M/M, a proporção de velhos/novos quase que triplica

Ser liberal não é defender o fim do Estado.
É reduzir o Estado às funções estritamente necessárias.
O Teorema de Coase que é a base fundadora do liberalismo económico porque prova que o mercado é capaz de resolver a maioria dos problemas das pessoas, também prova que existem situação em que isso não acontece sendo, nestes casos, obrigatória a intervenção do Estado. 
A melhor forma de provar que o mercado não consegue resolver um problema concreto é verificar na prática se o resultado está longe do pretendido.
Porque na China a população crescia muito depressa foi preciso impor a politica do filho único. 
Porque na Europa a população está em contracção, é preciso impor uma politica que resolva este problema, se é que existe o concenso de que o apagamento demográfico é um problema.

Podem ver o ficheiro com as tabelas de sobrevivência (do INE), o código usado na simulação (em R) e o ficheiro Excel neste directório do DropBox (com data de 14.03).

Pedro Cosme Costa Vieira

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