terça-feira, 16 de maio de 2017

O crescimento dos 2.8%

Olá amigos,
Estes últimos dias foram dias de milagres.
O Papa veio cá beatificar os Pastorinhos (pelo milagre da queda), o Salvador foi a Kiev ganhar a Eurovisão, O Vitória deu mais uma vitória para o glorioso Benfica e, como tudo está ligado, o Centeno fez a nossa economia crescer 2.8%.
Por hoje vou-me concentrar apenas no crescimento dos 2.8% a ver se será o tal milagre que a Irmã Lúcia precisa para se juntar aos outros pastorinhos.
 
Vamos então ao crescimento.
Como todos sabemos ou deveríamos saber, a produção resulta de trabalho (as horas que o pessoal passa na "fábrica") e de capital (máquinas, instalações e outras coisas menos físicas).
O trabalho é remunerado com os salários e o capital com juros, dividendos, rendas e outras coisitas.
 
O que é o capital?
Como todos sabemos o que é o trabalho (é estar no local de trabalho a operar "máquinas"), não preciso concentrar-me a falar sobre isto. Apesar dos falhados dizerem que não, se trabalharmos mais horas ou mais pessoas trabalharem, maior será a produção.
O capital (na perspectiva histórica) é tudo o que conseguimos acumular no passado.
Nos anos idos trabalhamos e produzimos coisas que fizemos o sacrifício de não consumir imediatamente. Quer isto dizer que o capital de hoje traduz a soma de toda a poupança do passado.
Em vez de irmos passar férias ao Algarve, compramos um frigorífico.
 
A decisão de poupar e investir.
Como poupar traduz um sacrifício, para que alguém invista (e outro alguém poupe) é preciso que o capital seja remunerado com juros, dividendos, rendas, royalties e tudo o que possamos mais imaginar.
Quanto maior a taxa de remuneração do capital, maior será o incentivo para haver poupança e investimento.
 
Para o trabalhador de nada interessa haver investimento.
Esta afirmação é muito forte mas vamos ver se copnsigo explicar o meu objectivo.
Havendo investimento (aumento de capital), a produção aumenta mas esse aumento é para remunerar o investimento. Então, como o aumento de produção vai todo para o investidor, o trabalhador fica exactamente na mesma.
Por esta razão, a chave para a melhoria de vida das pessoas não é o investimento nem ter bons gestores ou emrpesários porque estes "factores" terão que ser remunerados exactamente com o aumento da produção!
Por alguma razão os bons investidores dos países mais desenvolvidos não vêm investir nos países mais pobres.
 
Mas ainda existe a "Inovação Tecnologia"
Se mantivermos o capital e o trabalho constantes, ainda assim a economia cresce por causa, dizem, da inovação tecnológico.
De facto não é nada disso pois a Inovação Tecnológica não é mais que um tipo de capital que também tem que ser remunerado (protegido através das patentes).
O que acontece é que, depois de desaparecer o capital, depois das máquinas e equipamentos ser completamente amortizado, ainda sobra um bocadinho que dura para todo o sempre.
Por exemplo, quem descobriu a forma de controlar o fogo foi remunerado durante muitos anos mas, mesmo agora milhares de anos depois, com esse capital totlmente amortizado, ainda usamos essa invenção no nosso dia a dia.
Falei do fogo mas podia ter falado da máquina a vapor, do motor de explosão, do micro-processador, a Penincilina ou dos Lusíadas. São inovação muito importantes no nosso dia a dia que já estão amortizadas completamente.
 
O potencial de crescimento da produtividade.
Se retirarmos o efeito do trabalho (a taxa de desemprego) no crescimento económico, obtemos o crescimento potencial da economia.
E é isso que vou calcular para os anos depois de 1990, o que já dá uma ideia boa de qual poderá vir a ser o nosso crescimento depois de "digeridos" os desempregados.
Pegando nos dados do Banco Mundial e fazendo umas contas simples, deu-me entre 1990 e 2015 (ainda não tem lá dados para 2016) um crescimento médio de 1,26%/ano, 0,32%/trimestre.
 
Fig. 1 - Até 2010 o crescimento corrigido do ciclo económico foi de 1,6%/ano e, desde então, está a zero (dados: Banco Mundial, cálculos pela Maria Clara)

Acham o crescimento pouco?
Mostro alguns países nossos conhecidos apenas para terem uma ideia de que esses sonhos dos "12 sábios do PS" de que podemos ter crescimentos de 3,0%/ano são apenas uma alucinação de quem não percebe nada do assunto.´
Nós, como 1,26%/ano não somos os maiores mas nem nos localizamos assim tão mal (estamos entre a Espanha e os EUA).
 
País  => Crescimento corrigido do ciclo económico (1990/2015)
Italy => 0,6%/ano
Cyprus  => 1,0%/ano
Canada  => 1,2%/ano
France  => 1,2%/ano
Denmark  => 1,3%/ano
Spain  1,3%/ano
Portugal 1,3%/ano
United States 1,3%/ano

Belgium  => 1,4%/ano
United Kingdom => 1,4%/ano
Austria  => 1,5%/ano
Greece  => 1,5%/ano
Germany  => 1,5%/ano
Czech Republic => 1,5%/ano
Netherlands => 1,6%/ano
Finland  => 1,7%/ano
Sweden  => 1,8%/ano
Luxembourg => 2,4%/ano
Poland  => 3,2%/ano
Ireland  => 3,4%/ano
 
Só agora vou ao nosso crescimento conjuntural de 2,8%/ano.
Como a taxa de desemprego  no 1.º trimestre 2017 diminuiu de 12,4% para 10,1%, por este efeito o crescimento do PIB terá que ser corrigido de 2,6 pontos percentuais.
Sendo que a economia cresceu 2,8%/ano, isso traduz que o crescimento da produtividade corrigido o ciclo económico foi de 0,2%/ano.
 
Fabuloso resultado.
No período 1990-2015, a produtividade aumentou uma média de 1,3%/ano.
O Costa+Centeno conseguem 0,2%/ano e já são os novos milagreiros.
O melhor é alguém atirar-se abaixo de um prédio de 100 andar, invocar estes santos milagreiros e logo teremos novamente o Papa cá, o Festival ganho e o Benfica Campeão.
Mas atirem-se de rés do chão.
Mas "fabuloso" não quer dizer "uma história com animais"?

Fig. 2 - Se 1,6%/ano foi bom, o problema é que nos estamos a afastar cada vez mais para baixo da tendência de 1990-2010 (Relativo à Fig. 1 e com projecções da geringonça para 2017).
 
Amanhã.
A Ucranianazinha está zangada comigo, já há 8 dias que não me responde aos emails.
O problema é que amanhã vai saber os resultados do exame imuno-histoquímico e estou muito mais preocupado do que ela.
Será que em quer castigar por eu lhe ter dito que não lhe pagava a cirurgia?
As mulheres são assim, são bichos esquisitos (ai que isto vai-me dar outro processo).

A minha mãe também fez um teste ao marcadores tumorais .
Em Abril o médico disse "Vamos repetir as análises daqui a 2 meses porque o marcador subiu para 7,6 e se continuar a subir tem uns meses de vida"
Repetiu o exame, fui lá a semana passado e "Óptimo, o marcador desceu para 5,0."
Mais um anito a cair a pensão no meu bolso :-)

Fig. 3 - JC, desta já escapei e a ucranianazinha que se dane que não tem pensão.

Por falar em milagres.
Já repararam que os milagres são sempre "milagres médicos" e em países onde os médicos não valem a ponta de um chavo?
Já estou mesmo a ver que a Ucranianazinha vai para o Ucrânia e, daqui a nada, acontece o milagre da cura.
Não estará a Igreja Católica a cair num ridículo pior que dizer aos candidatos a terroristas suicidas que têm no Céu 72 virgens à sua espera?
Já são tantos os santos que eu até brinco com a minha mãe choné com o Santo Inácio de Boiola.

Um abraço

quarta-feira, 10 de maio de 2017

A Europa está a ser invadida

Mas não é pelos islamistas. 
Como todos sabemos, o Reino Unido decidiu deixar de ser membro da União Europeia.
Houve um referendo que todas as instituições internacionais disseram ser livre e justo e a maioria foi em favor da saída.
Sendo que decidiu democraticamente divorciar-se, a União Europeia, na figura dos seus dirigentes, não deveria começar, à moda do encornado despeitado, a começar a dizer que "A coisa vai-lhes sair cara"

O que pode fazer o Reino Unido?
Pura e simplesmente rasgar todos os tratados sem necessidade de perguntar nada seja a quem for.
E é mesmo isso que está previsto no Tratado de Lisboa: se nada for feita, se nada for dito, ao fim de 24 meses da invocação do Art. 50, os tratados caducam.
Se caducam, as relações entre o Reino Unido e os demais países passa-se a reger por acordos bilaterais que existem ou possam passar a existir e a acordos multilaterais como, por exemplo, sobre Cartas de Condução ou Passaportes.

Todo o homem tem a tendência a se tornar num ditador.
O presidente da Comissão Europeia não tem qualquer poder mas gosta de dizer que tem.
Não é diferente com o Jean-Claude Juncker que falou em francês porque "o inglês está a perder relevância na Europa"
Como se pode ser tão cego e tão tosco.
Ontem estive a ouvir a meia final do festival da canção e, em 18 canções, 17 foram cantadas em inglês e nenhuma em francês, nem mesmo a belga.
Mais estranho é que todas as músicas pareciam retiradas de hits da música anglo-saxónica, havendo mesmo cópias claras e até uma meio rap.
Mesmo países altamente "esquisitos" como a Geórgia, Arménia ou Arzebeijão, cantaram em inglês.

E mesmo olhando para a France 24.
O canal de notícias europeu não é a Euronews e a France 24 tem um canal em inglês.
Será que depois de Brexit vamos passar a ter a Euronouvelles a BBC vai passar a ter um canal em francês?
Não, da mesma forma que ninguém conta com a aparição da Nossa Senhora de Fátima para o próximo dia 13, não creio nisso.

A grande invasão é americana-inglesa.
Quando vem um espanhol ou italiano ao meu emprego fala em inglês o que seria impensável há 20 anos atrás.
Quando os refugiados vindos de países do mais variável aparecem nas praias europeias, vindos da Síria, Bangladesh ou Afeganistão, falam inglês.

O incidente do Mata Leão.
Aquele GNR deve ser pura e simplesmente despedido.
Está ali um panasca, totalmente pacífico, a fazer uma filmagem da fuça dele próprio e vem um, cobardemente, por trás e asfixia-o.
Além de despedido deverá chumbar com um indemnização exemplar porque a asfixia põe a integridade física daquele boiola em perigo e podia mesmo te-lo matado.
Imaginam quantas aquele animal irracional já deve ter feito? Só que desta foi apanhado.

A  raposa e as uvas.
Ao longo da nossa vida confrontamo-nos com muitos problemas.
Um problema diário é queremos ter coisas que não conseguimos adquirir.
Na Ciência Económica é o princípio da insaciabilidade que traduz que, se tivéssemos mais recursos, concerteza que aumentaríamos a qualidade e a quantidade de bens e serviços que consumimos.
E isto vem a propósito do mulherido.
Há muitas gajas boas por esse mundo fora, todo o homem é confrontado a toda a hora por visões para as quais só tem tempo de pensar "Meu Deus, vendo este rabinho e estas pernas fica provado que existes mesmo).
Mas, como Pinto da Costa só há um, logo somos levados a pensar "Deve ser chata como tudo e frígida".
Para levarmos uma vida saudável temos que pensar assim, ter o pensamento do pobretana "Eu não queria esse Mercedes SLK 350 nem que mo desses porque gasta muita gasolina e não tem lugar para levar a cadeira de rodas da minha mãezinha."
(Penso que já perceberam que) Estou a falar nisto por causa da ucranianazinha não em querer.
Parece contra-natura uma fulana que não tem onde cair morta, de beleza discutível e que ganha 110€/mês dizer "eu amo-te mas é como amigo" a um fulano que ganha num mês o que ela ganha em 2 anos e ainda tem a pensão da minha mãe que não é tão pequena como isso.
Mas tenho que acreditar nas palavras da minha mãezinha "Meu filho, o que vai ser da tua vida com mais uma doente aqui em casa, já não te basto Eu? E olha que ela não tem pensão."

Fig 1 - Deve ser chata como tudo e sempre agarrada à mãe que não se cala de dizer "Onde é que foste arranjar este falhado?"

Sim, é que aquilo do melanoma não é brincadeira nenhuma. 
O exame histológico deu "estrutura muito feia" e agora estamos à espera dos exames aos marcadores imunohistoquímica.
Bem sei que era apenas um "sinal preto" mas, se os marcadores dão "positivo", tem que fazer análise ao gânglio sentinela (que custa dinheiro) e a coisa pode tornar-se feia muito rapidamente.
Anda ontem estive a falar com a Paula e o irmão, apesar de ser acompanhado, apareceu-lhe um sinal preto nas costas que tirou. Estava tudo bem e, ao fim de pouco mais de 3 anos, estava debaixo da terra.

A única forma de combater o melanoma.
É a excisão. Por isso, todos nós que temos sinais pretos (eu não tenho nenhum :-), devemos tira-los o mais rapidamente possível mesmo que o médico de família diga "isto não é nada".
Tirar por, se não for nada e o tirarmos, tudo bem. Se ficar lá e for melanoma, mata-nos rapidamente.
A ucranianazinha viu há uns 7 ou 8 anos atrás que lhe apareceu um sinalzinho preto muito pequenino que foi crescendo, crescendo. Ainda foi, há 6 anos atrás, a um médico ucraniano que lhe disse "se fosse, já tinha morrido".
Agora, 6 anos depois, a coisa está preta e dia 28 de Junho vai voltar à terra desse médico.
O médico está à espera que ela lá chegue morta para dizer "é, é."

As eleições para a Câmara do Porto.
O candidato do PSD é meu colega de trabalho.
Eu tenho dúvidas porque não é muito comunicativo, não é simpático e tem medo do contacto com as pessoas. 
Para fazerem uma avaliação da sua personalidade, somos mais ou menos da minha idade, trabalhamos juntos há 25 anos, sou do grupo dele (de Economia), e nunca falou comigo.
Passa, diz bom dia ou boa tarde e continua o seu caminho.
Nem nunca em apertou a mão.
E no meu emprego somos pouco mais de 100 profs e acontece desde muito antes de eu ter sido classificado como o professor mais odiado da Europa.

Mas eu nunca votaria Rui Moreira e muito menos Pizarro.
Defendo que devem aparecer a votação diversas soluções para os mesmos problemas. Que mesmo que PP, PS e PSD pensem o mesmo, devem procurar diferenças para que os eleitores possa ter por onde escolher.
Por isso, a ideia do Rui Moreira de não ter convicções políticas e de meter no mesmo saco 3 gatos sempre me pareceu antidemocrático.
E o Pizarro, primeiro derrotado autárquico do PS a ser cabeça de lista nas eleições seguintes, parece só querer tacho.
Não gosto nem de um nem do outro.

E o Trump ter demitido o do FBI?
O Trump foi eleito pelo voto do povo americano.
O director do FBI não foi eleito, é um funcionário.
Não pode haver um funcionário continuamente a colocar em causa a legitimidade dos eleitos.
Se é assim tão bom, que se candidate a presidente dos EUA.
Se o Trump não gosta dele, tem toda a legitimidade de o mandar embora desde que respeitando a lei.



terça-feira, 2 de maio de 2017

O nosso crescimento / O congestionamento nas cidades

Hoje vou falar de dois assuntos relativamente importantes.
Um é o crescimento económico do nosso país que os esquerdistas, agora, apelidam de maravilhoso mesmo sendo metade do que os 12 sábios do PS anunciaram vir a ser.
Outro é a mobilidade nas cidades que um maluco, o Elon Musk da Tesla Inc. e da PayPal, diz ser possível resolver com túneis.

Vamos começar pelo crescimento económico.
O nível de vida das pessoas mede-se (com algumas falhas) pelo PIB per capita.
Nos últimos 60 anos observamos 3 tendências de crescimento económico.
   1960/1973 => +7,0%/ano
   1975/2000 => +3,0%/ano
   2001/2008 => +0,5%/ano
Sendo que no ano 2000 o Salário Mínimo Nacional era de 318,20€/mês, como é possível, ao fim de 20 anos praticamente sem crescimento económico, virmos a ter 600€/mês?

Fig. 1 - Evolução do PIB per capita 1990-2015 (dados: Banco Mundial)

Fig. 2 - A boa notícia é que estamos a convergir com a Grécia (percentagem do PIBpc relativamente ao espanhol, dados: Banco Mundial)

O descongestionamento das cidades não passa por mais infraestruturas.
Ao comparar um computador de hoje com um de 1990, as dimensões são iguais mas o de hoje faz 250000 operações no tempo que o outro demorava a fazer apenas uma.
A inovação tecnológica conseguiu meter 250000 computadores onde antes apenas cabia um e com a vantagem de hoje a caixa estar bastante mais vazia.
Com a mobilidade nas cidades, tem que acontecer o mesmo, com as mesmas infraestruturas terá que ser possível reduzir substancialmente o tempo das deslocações.
Não nos podemos esquecer que, apesar de os veículos nos centros das cidades circularem a uma velocidade média abaixo dos 10km/h, não existem qualquer limite físico nem de segurança para que essa velocidade não possa aumentar para os 50km/h.
Mas esse aumento não pode ser imaginado com milhares de milhões de euros enterrados em túneis e viadutos mas sim em sistemas de transportes "inteligentes" ao ponto de os veículos não precisarem de semáforos ou sinais de STOP nos cruzamentos.
 
São dois assuntos light.
É que, depois de tantos meses em estado de coma, convem começar por algo levezinho.
 
Fig. 3 - Depois de 6 meses de coma, com esta imagem deixa de haver o risco de ter um ataque cardíaco
 

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Venezuela - Os esquerdismos, a pobreza e a ditadura

Boa tarde amigos.
Bem sei que tenho andado muito pouco activo!
Como não encontro razão substancial para, de repente, a minha mente ter feito um shut down, atiro as culpas para o evoluir da idade ou, mais provável, para a Ucrânianazinha.
 
Estas últimas semanas foram difíceis.
A mocinha não tem assistência médica. Acontece, de forma compreensível, que os estrangeiros que estão em Portugal, apenas têm acesso ao nosso SNS se tiverem visto de residência. Como não tem, tem que invocar o seguro de saúde que é o mesmo que dizer que tem que pagar do seu próprio bolso.
Então, tendo eu arranjado uma consulta de dermatologia na Dr.a Natividade Rocha pro bono e sendo que o diagonóstico foi "melanoma", a mocinha andou, tem andado, muito preocupada de forma que ontem o excisou na Clínica Douro Centro Médico que fica na Boavista-Porto.
Eu não fui (talvez estejamos afastados de forma permanente e irreversível).
Agora, são mais 15 dias de stress à espera dos resultados.
Se vier Positivo, há que ir outra vez à faca :-(
 
Os esquerdistas e a Venezuela.
Mas hoje quero falar de outras coisas, de como os esquerdistas tanto defenderam a revolução esquerdista na América do Sul.
Sim, mesmo aquele que agora banqueiro no Banco de Portugal onde lá está só a mamar dos nossos impostos.
Sim, a mamar dos nossos impostos porque, se não fosse a maquia que lá recebe sem nada fazer (porque também não o sabe fazer) essa massa entraria no orçamento de estado como receita.
Sim, estou a falar daquele que tanto falava contra o capitalismo mas que, assim que meteu a mão à massa, logo se calou.
Sim, afinal, foi aquilo tudo porque queria mamar na vaca das mamas gordas.
Agora vou falar no nome dele o que, com certeza, é um carimbo para mais um processo.
Sim, estava a falar do Sr. Professor Doutor Louçã.
 
 
Fig. 1 - Também eu gostava de ter qualquer coisinha no Banco de Portugal

 
A esquerda é a mãe da pobreza e da ditadura.
A ideia de pegar no que os ricos têm e dividi-lo pelos mais pobres parece levar a uma sociedade mais justa e em que as pessoas são mais livres.
Os esquerdistas chamam a quem é mais rico os exploradores, especuladores, esbanjadores e, aos outros todos, explorados, esforçados, trabalhadores.
Pegando na riqueza dos patrões, fiquemo-nos nos 10% da população, e dividindo-a pelos  restantes 90%, com certeza que vamos libertar os trabalhadores do jugo dos patrões, da necessidade de engolir sapos para poder ter o que comer ao fim do dia, da ditadura dos horários e das metas impostas pela avaliação de desempenho.
Isto, por parecer lógico, é que consegue convencer uma percentagem significativa da população. 
 
Se fizermos uma análise ao eleitorado das esquerdas.
Os esquerdistas colhem os votos das pessoas menos instruidas e mais mamonas.
Nas esquerdas antigas (maioria no PC e no PS) vemos velhos desdentados e analfabetos, daqueles que o José Cid disse virem de um sítio qualquer e, por isso, sofreu um boicote qualquer mas estava errado pois a maioria destes está lá para o Sul.
Nas esquerdas modernas (maioria no BE e ainda no PS) vemos filhos com 30 anos que vivem à custa dos pais e fundionários públicos que não fazem a ponta de um corno.
Certo, por esta análise, eu deveria ser do BE ou de coisa pior como o Partido dos Animais e da Natureza que é outra cambada de mentecaptos.
 
Hoje entrou uma vespa no gabinete de uma colega.
Veio a correr gritando "Tenho lá uma vespa que deve ter 20cm, anda lá matá-la" (bem sei no que estão a pensar, que este erro resulta de os homens mentirem às mulheres relativamente à fita métrica).
Eu defendi-me logo "Eu? Para ser despedido? Chama é a Liga de Defesa dos Animais e eles que a adoptem como animal de estimação pois é bem menos perigosa que esses cães assassinos que atacam crianças e que eles defendem."
Não existe qualquer diferença entre o frango que está assar no espeto, o porco cortado em febras no talho ou o cordeiro assado no forno e qualquer outro animal seja cão, gato ou piriquito.
Se se mata o frango, também se pode matar o cão.
 
Porque a ideologia esquerdista leva à estagnação económica.
Por variadíssimas razões estudadas e comprovadas pela Ciencia Económica mas, para não perderem tempo, vou apenas falar do risco.
 
Para haver crescimento, novas ideias têm que ser implentadas.
Todos nós que fazemos alguma coisas na vida (e isto não se reduz à nossa vida), achamos que eramos capazes de gerir a nossa "empresa" como está a ser gerida.
Depois de irmos uma dúzia de vezes ao barbeiro já nos achamos capazes de cortar cabelo, de andarmos um anito no ginásio, já nos achamos capazes de ser personal trainers daquelas gajas boas, depois de alguns anos no nosso emprego, já sabemos fazer tudo em piloto automático.
Olhando para uma sociedade assim, em que cada dia se repete o que se fez no dia anterior, os patrões são dispensáveis.
O problema é que para haver crescimento económico e desenvolvimento é preciso que hoje, com o mesmo esforço, consigamos criar mais valor do que criamos ontem e isso está apenas ao alcance de alguns.
 
A economia é tal e qual a escola.
Olhando para as crianças no primeiro dia de aulas, nada as separa. Mas, começando os testes, há umas que têm suficiente e outros, aparentemente iguaisinhos aos demais, têm excelente.
Digamos que a mente das crianças, aquele tecido gelatinoso que está dentro dos seus crânios, numas crianças tem mais capacidade de resolver os problemas dos testes que nas outras.
Na economia é igual, há pessoas que têm mais capacidade de criar valor, mais capacidade inventiva, inovadora, de observar oportunidades de criar valor e de implentá-las de forma eficiente.
 
Mas inovar tem riscos.
Se é verdade que apenas uma minoria de pessoas é criativa, existe ainda o problema de o lançamento de um novo produto no mercado acarretar custos iniciais e pode resultar, com grande probabilidade, num fracasso o que implica um prejuizo para o seu inventor.
Então, se o produto tiver sucesso (i.e, se o novo produto for entendido pelos consumidores como algo com maior valor do que o bem que vem substituir), tem que haver uma margem para compensar o risco do fracasso.
Em termo de esperança matemática, sendo
  LPA= Lucro do produto antigo (lucro normal, aceitável pelos esquerdistas)
  LS = Lucro em caso de sucesso
  PF = Prejuizo em caso de fracasso
  ProbS = Probabilidade de sucesso
O inventor apenas lançará o novo produto se: 
    LS * ProbS - PF * (1-ProbS) > LPA
Se, por exemplo, a probabilidade de sucesso for de 5% então, o lucro de lançar com sucesso um novo produto terá que ser mais de 20 vezes o lucro aceitável pelos esquerdistas.
Sendo assim, quem tiver sucesso, ficará rico e será atacado pelos esquerdistas que se "esquecem" que essa inovação apenas aconteceu porque o individuo correu o risco de perder as suas poupanças num fracasso mais que certo.
Tal como na raspadinha, sem o engodo do prémio gordo, não há inovação.
E por cada raspadinha premiada há muitas e muitas que fracassam.
 
Porque a ideologia esquerdista leva à repressão.
Porque os esquerdistas nunca reconhecem que estão errados.
Quando a economia pára,os esquerdisa em vez de arrepiarem caminho, acham sempre que é preciso "aprofundar o processo revolucionário".
E esse aprofundar é retirar mais aos ricos e dar mais aos pobres.
É atacar os especuladores, os exploradores do povo e os populistas onde se incluem os seguidores do Fethullah Gülen, a Mary Le Pen e o Trump.
Como cada "aprofundamento" leva a mais afundamento, o povinho começa a ver que a coisa não dá resultado e os esquerdistas têm que se virar para um estado policial.
Os culpados de tudo são os especuladores internacionais, os americanos encabeçados pelo racista e sexista Trump.
 
Por falar no Trump ter ajudado as mulheres.
Na sociedade maxista em que vivemos é entendido que uma mulher para ter sucesso na vida tem que ser o mais parecido com um homem.
Mas as mulheres burras bonitas e sofisticadas não podem ter sucesso?
É isso que a Ivanka Trump quer dizer quando diz que o pai ajudou as mulheres.
As mulheres também podem ter sucesso pela sua beleza e têm que o assumir sem complexo de inferioridade.
Quem tem cão, caça com cão, quem não tem, caça com gato.
Um homem bonito também pode usar a sua beleza para ter sucesso na vida.
 
Fig. 2 - Se a Irina andasse tapadinha, tinha que fazer limpezas para ganhar a vida.
 
"As coisas demoram tempo a dar resultado"
Quando os esquerdistas veem a economia a desabar, pedem mais tempo.
Não é possível transformar a sociedade capitalista em que o homem explora o homem numa sociedade justa da noite para o dia.
Há muitos interesses a combater, há todo o sistema que é corrupto.
Agora até parece que sou presidente de um clube de futebol.
 
 
Fig. 3 - Se o Maduro fosse um democrata não haveria povo na rua a pedir eleições, ele próprio as marcava.
 
 
 
 
 
 


segunda-feira, 17 de abril de 2017

Isto é muito importante para os homens

A menstruação é um dos problemas mais grave na vida dos homens. 
Tenho a certeza que já estão a dizer "Fosca-se que o bloggista assassino pifou de vez" mas não, nunca estive tão lúcido.
 Apesar de a menstruação ser um defeito das mulheres (não gritem que vou já clarificar este ponto), afeta muito o relacionamento amoroso dos homens não só porque em 20% do mês a mulher não quer fazer daquilo mas também porque uma grande maioria fica irritadiça ou mesmo impossível de aguentar.
O grave disto é que é exatamente nestes dias que os homens se iniciam no vinho, nas putas e, mais grave ainda, no gravíssimo e degradante hábito de ver jogos de futebol.
Atrás do vinho e das putas, já sabemos, vem o défice, a dívida pública e os populistas de direita pois, os esquerdistas são apenas utópicos que procuram com as suas extraordinárias ideias construir a sociedade perfeita onde o homem não explora o homem.
 Já agora, o homem, a mulher, o porco, a galinha, o coelho, elefante, o leão do circo, o mosquito, mais não sei quantos animais e bebidas com açúcar não exploram o homem, a mulher, o porco, a galinha, o coelho, elefante, o leão do circo, o mosquito, mais não sei quantos animais nem bebidas com açúcar.
Por este andar em que os utópicos estão a tomar conta de tudo, qualquer dia a única coisa politicamente correta e possível sem pagar um imposto ou uma taxa será apanhar na bolha.
Melhor dizendo, bolha não é correto, no novo léxico esquerdista politicamente correto, é "fazer o amor no órgão sexual masculino recetor". 
Tenho que fazer uma pequena correção pois é "fazer o amor no órgão sexual masculino recetor inferior" porque "fazer o amor no órgão sexual masculino recetor superior" (leia-se, manápula) não paga imposto mas é pecado mortal apesar de muito usado por padres, seminaristas e professores universitários.
Mas também causa divórcios porque nesses dias as mulheres têm o olfato apurado e, por causa disso, descobrem perfumes no pescoço dos homens que nunca deveriam descobrir.
Atrás do perfume vêm as discussões, a louça partida e, como nem todos os homens são como o Carrilho que aguenta estoicamente, a pancadaria e, por fim, os assassinatos.


Eu fui ao ginecologista!
Um velhote todo divertido.
Fui lá com a ucranianazinha pois, como já toda a gente já sabe, sofre de endometriose.
Eu arranjei-lhe Transtec 35 microg/h que ela cola 1/4 quando começa a sentir uma dorsita. Depois, quando a coisa aperta, vai Naproxeno.
Antes de ir, estive a investigar todo o seu passado clínico da ucranianazinha para escrever um "relatório médico" para o médico poder, rapidamente, ter acesso a toda a informação.
Claro que ela dizia "O médico não vai querer ler nada disto e, se for bom, olha para mim e vê logo o que eu tenho."
 
Mas eu lembrei-me de uma história de um médico.
Um paciente foi ao médico e, às perguntas "doí-lhe isto, doí-lhe aquilo," respondia sempre, "eu vim cá para o Sr. Doutor me dizer o que eu tenho e não o contrário."
Ao fim de 5 minutos o médico disse "O Sr. vai ter que ir a um médico mas a um veterinário pois eles é que descobrem tudo sem o paciente falar. Mas aviso-o já, na grande maioria dos casos, o tratamento consiste no abate sanitário."

Vamos então ao velhote.
Foi no Arrábida, custou 70€ e o velhote chamava-se Dr. António Alves.
O velhote é muito simpático e engraçado como se exige em alguém com tal especialidade.
Mas, na conclusão, disse uma coisa interessante.
Se uma mulher tem dores menstruais, a primeira coisa que tem a fazer é interromper a menstruação tomando pílulas de forma contínua.
Apontou a pilula "Esogestrel 0.15 mg + Etinilestradiol 0.02 mg" (conhecida por Merchion) que se vende em pacotes com 63 pastilhas (que dão para 2 meses), e tomar disso até pelo menos aos 50 anos.
Se, no entretanto, quiser tentar engravidar, interrompe o tratamento.
Good bye menstruação.
Só assim é que se pode parar a endometriose de evoluir.

Ai mas isso não é natural!
Lá na Ucrânia as pessoas não gostam de tomar comprimidos, só tomam coisas naturais como chá de limão (com rodelas de limão lá dentro), mel, pólen e geleia real.
Dizem que é por não serem naturais mas a verdadeira razão é o preço.
Os medicamentos não são comparticipados e uma carteira de 63 pílulas custa cerca de 450 Hryvnas (15€).
Quando uma professora universitária ou um médico ganham 3200 Hryvnas (110€) por mês para pagar as despesas todas, já vêm que não é possível tomar comprimidos.
Se calhar por isso é que as pessoas morrem por lá tão novos, não tendo nada a ver com Chernobyl.

Terá a menstruação alguma função biológica?
Cada vez mais pessoas concluem que não.
Que é apenas um defeito que a Seleção Natural não conseguiu corrigir.
Apenas causa desconforto, dor, perda de ferro (anemia) e de dias de trabalho e de brincadeira.
E, como já disse, faz os homens gastarem o seu orçamento em putas, vinho e idas ao futebol com todas as consequências macroeconómicas nefastas que dai nascem e mesmo incidentes diplomáticos que podem levar à guerra na Europa, entre os países do Norte e os desgraçados dos países do Sul ,que têm "o défice mais baixo da história da democracia".

Concluindo.
Se tem uma mulher rabugenta, sempre com "dores de cabeça" e irritadiça, interrompa-lhe a menstruação enfiando-lhe pílulas todos os dias até à sua morte (por causas naturais ou outras).
Mesmo se tiver uma filhinha que apenas não quer ir à piscina ou à ginástica argumentando "Pai, são coisas que não te posso contar" meta-lhe na bebida sem açúcar uma pílulasinha que isso logo passa.
No caso de ter uma sogra ainda abaixo dos 50, aplique-lhe o mesmo tratamento que vai ver que a sua vida vai melhorar significativamente.
Pouca dinheiro não só no vinho e nas putas como as pílulas (que uma caixa com 63 custa 1,34€) ainda lhe vai permitir poupar dinheiro em pensos e outras porcarias que as mulheres gastam.

Será natural andar de carro?
Há tanta coisa que não é natural, desde andar de carro e usar sapatos até beber água desinfetada.
Mas termos acesso a coisas tecnológicas é o que permite que vivamos até aos 90 anos de idade (e que trabalhemos até aos 70 anos com ocupações leves e a viver com acesso a muitos bens e serviços) quando os antigos só duravam até aos 30 anos (como Jesus, ok, foi por meios tecnológicos que o despacharam para junto do Pai) e tinham que trabalhar de sol a sol a cavar terra para passar uma vida de fome e de miséria.
Homens, vamo-nos unir e acabar com a menstruação.

Autor desconhecido

sexta-feira, 7 de abril de 2017

O processo

Tenho que dizer alguma coisa sobre o meu processo.
Mas não o vou fazer porque me sinto cheio de raiva, de sentimento de injustiça ou pensando que, com isto, vou desmascarar seja quem for. 
É que, enquanto individuo, não penso ter sofrido qualquer dano, antes pelo contrário (como demonstrarei).
Faço-o apenas porque outras pessoas sofrem todos os dias o mesmo e não conseguem ter a liberdade de espírito para tomar a vacina de forma a deixar a forças malignas trabalhar à vontade.

De que terei sido acusado?
Um dia recebi um email de um advogado dizendo que eu escrevi neste blogg barbaridades em meu nome e da faculdade de economia do porto.
Vi logo que já estava condenado fosse do que fosse porque nunca jamais escrevi nada em nome de quem quer que fosse pois nunca fui para isso mandatado.
Bem, minto porque já escrevi "livros de termos" com as notas dos meus alunos, mas foi a única coisa que já fiz em nome dos meus patrões.
além do mais, desde o outro processo que sofri há 10 anos, condenado com o mesmo argumento, faço o mínimo possível em nome da minha entidade patronal (i.e., trabalho o mínimo possível), tendencialmente, zero.

Os escritos foram à comissão de ética.
Estes, tal qual o santo ofício, declararam que eu causava desprestigio à instituição.
Não cometi nenhum crime punido com 3 anos de cadeia (como prevê a Lei para coisas feitas fora do trabalho) mas apenas, o santo ofício, disse, cometeu um pecado que nos diminuiu o prestigio.
Isto sem nenhum perito em prestígio nem nenhuma fundamentação quanto à minha obrigação enquanto trabalhador de uma instituição de manter o seu prestígio.
Eu até perguntei a uma pessoa "E se eu andar nu num centro comercial, será que a comissão de ética se vai pronunciar"?
Pelos vistos sim, se for eu.

A pena disciplinar é o próprio processo.
O processo disciplinar é uma espécie de rede de aranha em que o visado, o inseto, se debate até perder as suas forças. Quanto, por um lado, mais injusto e estúpido for o processo e, por outro lado, mais forte for o inseto, mais se vai debater e maior vai ser o dano que vai sofrer.
É que, por um lado, quem acusa é pago à hora com dinheiros públicos tendo, por isso, um incentivo a distrair-se a inventar coisas para o seu patrão que quer o inseto condenado. Por outro lado, o inseto tem que pagar do seu bolso a defesa.
Assim, porque já sei como isto funciona, recusei-me sempre a receber qualquer carta ou a consultar qualquer peça processual.
Assim, não sei do que sou acusado, nem nunca o saberia pois seria qualquer coisa como "violação do dever de zelo" nem quero saber.
Se, por acaso, alguém o quiser saber, terá que o pedir a alguém, talvez ao reitor da universidade do porto.

O que será o dever de zelo?
Lá existe uma definição "O dever de zelo consiste em conhecer e aplicar as normas legais e regulamentares e as ordens e instruções dos superiores hierárquicos, bem como exercer as funções de acordo com os objectivos que tenham sido fixados e utilizando as competências que tenham sido consideradas adequadas."
Mas nunca ninguém diz quais são as normas legais e regulamentares, diz que ordens e instruções dos superiores hierárquicos foram violadas, apresentam os objetivos fixados e em que medida as funções se desviaram deles.
Fica lá apenas escrito "violou o dever de zelo"
Não será exatamente isto que vemos quando Joshef K. à sua afirmação "Estou inocente" ouve o acusador perguntar "Mas está inocente de quê?"
Como pode alguém dizer que está inocente de ter violado o dever de zelo se nunca lhe é dito o que é que violou?

No final, tive 30 dias de férias.
Estes 30 dias devem-me custar 1500€. Claro que eu ganho 3760€/mês mas, como não pago IRS e outros descontos, em termos líquidos vai ficar nos 1500€ de prejuízo (sim, eu estou no escalão mais elevado do IRS e ainda pago sobre-taxa).
Mas não dei 21 horas de aulas que correspondem a 10% do meu trabalho letivo anual.
Por isso, deixei de trabalhar 10% do meu tempo e cortaram-me 5% do meu rendimento.
Acho que foi um bom negócio, só tenho pena que não seja assim todos os semestres: depois de uma semanita de aulas, 30 dias de férias.
Se quiserem assim, assino logo por baixo.

Venham mais destas.
Não penso fazer lógica nenhuma uma pena como a que eu sofri. 
Se fizesse lógica, eu faltar ao trabalho seria positivamente visto pela minha entidade patronal (com o correspondente não pagamento) mas não, metem-me logo outro processo disciplinar.
Por isso, o processo disciplinar não passa de espírito de porco em que se tem que fazer o que se imagina que o inseto não quer que se faça.
Por isso, a pena que vamos sofrer é o próprio processo, vermo-nos acusados de nada, com a condenação mais do que certa por causa de coisas que não fazem qualquer sentido.

Quanto a mim, já estou imune a palhaçadas.

O meu conselho para todos os perseguidos.
Mentalizem-se que, façam o que fizerem, já estão condenados. Por isso, não façam nada.
Não recebam cartas, intimações nem leiam nada que diga respeito ao vosso processo.
Eu, já faz 10 anos, que não vou levantar o meu correio ao cacifo. Até já ninhos de rato lá deve haver.

Depois, metalizem-se que ter um processo é bom.
Esta aprendi com um amigo meu italiano.
É bom sinal não gostarem de nós no emprego porque isso traduz que o nosso salário está acima do valor das coisas que produzimos.
Quanto menos gostarem de nós, mais nos quiserem ver pelas costas, mais felizes devemos estar porque mais ganhamos acima das nossas possibilidades.
Mau sinal é quando gostam muito de nós: estamos a ser explorados.

Outra coisa é que, depois, temos mais um argumento para não fazermos nada: "Não vale a pena esforçar-me porque, faça eu o que fizer, já sei que não vão gostar de mim, eu sou um coitado de um perseguido".

Cumprimentem sempre os algozes e façam de conta que são uns desgraçados tontos.
Seja forte e faça-se fraco.
Seja inteligente e faça-se burro.
Odeie e faça-se amigo.
Troque-lhes as voltas que os coitados até vão começar a dizer, por vergonha, de terem feito tamanha maldade a um desgraçado imbecil "Não fui eu que fiz o processo, foi o reitor."

Tomem a vacina contra processos.
Deixem fluir, chato é ter dores de reumático mas até isso se ataca com umas pastilhas de Naproxeno.
Deixem fluir essas energias negativas, conversar muito e trabalhar pouco, pegar num lápis e dizer que vai fumar e, se mesmo assim a coisa não funcionar, vão ao médico de família e peçam 15 dias de baixa médica porque "Não consigo dormir e tenho ataques de pânico e já não consigo levantar o abono de família."

Por falar nisso.
Estou com tensão arterial alta e os meus dentes estão a caminhar para a frente o que, diz o meu médico, é devido ao stress.
Se não estivesse aqui a ucranianazinha (que quer ir às minhas aulas), já teria metido uns 15 dias a ver se a coisa melhorava.
E se 15 dias não chegarem, voltem lá que ele dá-vos mais 145 dias.
O meu falecido pai, entre baixas e dias na biblioteca sem fazer nada, esteve apenas 9 anos seguidos, desde os 61 até se reformar por limite de idade já passava dos 70.

Um abraço camaradas.


quinta-feira, 9 de março de 2017

O cancelamento da conferência do JNP e a minha suspensão de 30 dias

Porque será que eu agora pouco escrevo? 
Será porque me aplicaram uma suspensão de 30 dias sem receber salário?
Não porque nessa suspensão também está incluído que não trabalho.
Assim, estamos quites: eu não recebo mas também não trabalho.
Até cheguei a ponderar pedir ao Sr. Diretor que me aplicasse 45 dias a ver se apanhava até às férias da Páscoa e a fazer o mesmo todos os semestres.
Tenho pena é do Bilinho que está a dar as "minhas" aulas e ninguém lhe paga.
Afinal, ele é que foi o castigado.
Se não é por causa disto, porque será?

A liberdade dos esquerdistas é a tirania.
Liberdade é deixarmos os outros dizer o que nós não queremos ouvir, é deixar os outros tomar as opções que não achamos recomendáveis.
Se as pessoas dizem apenas o que queremos ouvir, então, não precisam de liberdade.
E é essa a liberdade dos esquerdistas: podes dizer e escrever tudo o que te venha à cabeça desde que isso seja o que eu quero ouvir e ler.
Senão, estás fodido, vais apanhar com toda a ética da esquerda, sim, eu fui julgado pela comissão de ética da universidade do porto.
Sim, tudo em letra pequenina.

Mas é por causa da ucranianazinha.
Eu estou solteiro há muitos e muitos anos, descontando os tempos em que era criança e o tempo de estudante que andei metido com a brasileira, já lá vão mais de 20 anos.
O que eu não percebo é como os homens casados conseguem ter cabeça para trabalhar!
A coisa começa por nada, um sinal que apareceu na cara, um telefonema de alguém que falou em português e que eu tenho que descobrir quem foi e o que disse, ou por um "estou hoje de mau humor"
Depois, aquilo vai aumentando, aumentado, passa para um berreiro que inclui sempre "bem a minha mãe me disse que os homens portugueses não prestam para nada" e acaba num "o pior dos namorados que eu tive era 1000 vezes melhor do que tudo e, ainda por cima, és velho, cheiras mal e só usas roupas usados que os ciganos tiraram aos mortos para tas venderem a 0,50€ a peça."
E, o pior, é que quando eu decido "estou farto, vou meter esta gaja porta fora do meu carro aqui mesmo no meio da VCI e que venha a polícia busca-la" ela muda de registo como que por milagre, começa a pedir-me desculpa e, passados apenas 10 segundos, já sou a melhor pessoa que encontrou na vida dela.

Eu bem tento o meu melhor.
Mas fico sem cabeça para mais nada.
Tanto tenho que lhe fazer uma massagem por todo o corpo como logo nem lhe posso tocar na mão.

Eu queria falar sobre o salário mínimo nacional.
Quero apenas dizer que, entre o ano 2000 e 2017 a economia nominal per capita cresceu cerca de 47% (média de 2,3%/ano) enquanto que o Salário Mínimo Nacional aumentou 75% (média de 3,3%/ano).
O crescimento da economia nacional per capita traduz o aumento da produtividade de cada trabalhador e o SMN traduz quanto os menos produtivos viram o seu salário aumentado.
Em 17 anos, os trabalhadores menos classificados, aqueles que estão mais expostos à concorrência internacional (não os funcionários públicos como eu), o Estado diz que agora, apenas podem trabalhar se o salário for superior em quase 20% relativamente aos ganhos de produtividade ao que era em 2000.

O resultado?
Os desclassificados (principalmente, mulheres e jovens) têm cada vez mais dificuldade em trabalhar com um contrato de trabalho.
Ficam-se pelas 30h/mês como Empregadas Domésticas e uns recibos verdes.
É que não existe nenhum estudo científico que diga que a imposição de um Salário Mínimo protege os trabalhadores de produtividade menor.
O máximo que existe é que, se for abaixo de 35% do PIB per capita, não tem muito efeito negativo.
Mas os esquerdistas não deixam nunca a tecla de que é preciso aumentar e aumentar e aumentar uma coisa que só serve para prejudicar quem anunciam que estão a beneficiar.

Mas têm que reconhecer que vale a pena ouvir impropérios da ucranianazinha!

(Não posso assinar senão os esquerdista despedem-me, também queriam uma gaja assim e não aquelas lesbicas esganiçadas)

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

O Carrilho, a violência, a eutanásia

Será que numa relação temos direitos sobre a outra pessoa? 
No modelo tradicional de relação amorosa, um parceiro passa a ter direitos sobre o outro parceiro.
E, como estamos mergulhados nesse modelo tradicional, achamos natural esses direitos.
E é isso que mostram os estudos de opinião.
Por exemplo, ninguém considera como uma violação o marido ter práticas sexuais com a mulher em algum dia que ela não o queira.

E, realmente, é demais!!
Diz o nosso Código Penal que quem, por meio não muito violento, coagir a mulher a práticas sexuais é punido com pena de prisão de 1 a 6 anos (Art.º 164-2).
Estão ali os dois nus enroscados e a mulher diz "hoje não porque doí-me a cabeça". O homem aperta-a um pouquinho e ela abre as gambias para ele meter o carrinho na garagem e, depois de repetir isto uma meia dúzia de vezes ao longo do ano, o homem apanha 15 anos de cadeia.

Não faz qualquer sentido.
Eu acho que se uma pessoa diz "Não", além de não ser preciso invocar qualquer razão, tem que ser respeitada a sua vontade mas, daqui, comparar o parceiro sexual normal com um violador é anedótico.
A mulher disse ontem sim, hoje diz não, amanhã diz outra vez sim, depois não e por ai fora para no fim do mês o homem tantos anos de cadeia como se a tivesse matado.
Isto é totalmente diferente de alguém ser agarrado por um desconhecido na rua e ser obrigado a práticas sexuais contra a sua vontade.

Fig. 1 - Não deve ter sido nada de positivo!

Mas vamos ao Carrilho.
Se o homem não pode obrigar a mulher a ter práticas sexuais, também não tem o direito de lhe impor seja o que for na sua vida privada.
A mulher tem o direito de fazer o que bem entender da sua vida seja embebedar-se, cheirar mal, cantar desafinado, usar mini-saia e decotes provocantes ou mesmo ter relações sexuais com outras pessoas.
Quem não gosta disso, pura e simplesmente, salta fora do comboio. 
Não pode é, argumentando, "eu amo-te muito e isto é para o teu bem", proibi-la de ter amigos, sair à noite, beber uns copitos ou fazer o que bem entender da sua vida e, caso isto aconteça, tentar destruí-la em termos pessoais e profissionais.
Eu penso mesmo que isto é mais violência do que "pressiona-la" a deixar meter a minhoquinha na quentinho.

Mas sexo também tem a ver com religião.
Se analisarmos os pecados, as religiões combatem a felicidade e o prazer.
E, como o sexo dá prazer, as religiões elegeram as suas práticas como principal mal da humanidade.
É uma focalização tão forte no sexo que, quando a Bíblia diz que o Adão comeu do fruto da árvore da sabedoria (sem mais nada especificar), foi logo dito que "a Bíblia diz que fomos expulsos do Paraíso porque o Adão carimbou a Eva." 
A cobrinha não seria nada mais do que a minhoca do Adão e que o primeiro homem, olhando para a sua minhoca (que nessa altura falava) e para a toca da Eva, somou dois com dois e pensou, o lugar desta minhoquinha é na toquinha da Eva.

Eu sou contra a eutanásia.
Faz agora um ano, quase que mataram a minha mãe num hospital. Não vou dizer o nome desse hospital apenas porque a minha mãe continua a fazer lá hemodiálise.
A minha mãe falava, tal com fala hoje, queria viver (diz que quer durar pelo menos mais 10 anos), não tem  dores insuportáveis (controlo-as facilmente com buprenorphine) mas uma médica decidiu há uma ano, sem nada perguntar à minha mãe nem a mim, que estava na hora de morrer. O argumento foi " A coitadinha está a sofrer tanto que o melhor para ela é acabarmos com o seu sofrimento."

Mas será que a morte liberta do sofrimento?
Concerteza que não. 
A morte apenas acaba com a vida e a vida tem alegrias, tristezas, felicidade e sofrimento.

E agora vamos a questões práticas.
Será que uma pessoa idosa, doente e num momento de sofrimento, estará suficientemente lúcida para tomar a decisão de acabar com a sua vida?
Não.
A minha mãe ainda hoje, quando acordou, pensou durante longos minutos que estava na praia. Quando eu liguei o televisor disse admirada "Como conseguiste arranjar electricidade aqui no meio do areal? Compraste uma televisão a pilhas?"
Com o passar dos minutos começou a dizer "Interessante que esta praia é muito parecida com o meu quarto. Olha, olha, apareceu ali um guarda-fatos igual ao meu, deve ter sido trazido pelas ondas."
E, depois, ficou bem. 

Uma médica disse-me.
"Se não desligarmos a hemodiálise a sua mãe nunca mais morre."
Se não morrer mais, paciência, é sinal que eu continuo a receber a pensão.
Naturalmente que as pessoas não morrerem mais é um problema económico grave, o óptimo seria meter no dia do nascimento de cada um um bomba na cabeça programada para explodir aos 70 anos.
Mas não se pode fazer porque, olhando o que aconteceu com o Hitler, daqui a nada, nós próprios somos vistos como um fardo para a sociedade.

Nós temos que nos sentir seguros.
Não eu ter todo o cuidado com a saúde da minha mãe, dar-lhe os medicamentos à hora, comidinha, tudo como deve ser, leva-la para um hospital com a ideia de que vai melhorar e, pura e simplesmente, matarem-na.
A minha mãe passou-me logo um procuração a dizer que "Quando eu não estiver no meu juizinho, o meu filhinho passa a ter poder de decisão sobre o que se passa comigo."

Fig. 2 - Afinal a Morte não é assim, veste bata branca, usa estetoscópio e trabalha num hospital

A sociedade pós verdade.
Agora o Centeno, o Carlos Costa e a pós verdade.
Claro que já ninguém se lembra mas há uns meses, o Centeno continuamente atacava o governador do Banco de Portugal.
Era uma novela mesmo feia.
Um dia isso acabou!
Alguém é capaz de identificar o acontecimento que fez com que o Centeno deixasse de atacar o Carlos Costa?
Eu lembro-me.
Foi o Teixeira dos Santos ter obtido por parte do governador do Banco de Portugal o "atestado de idoneidade" para ser presidente do BIC.
Concerteza que foi apenas uma coincidência temporal.


Provavelmente, vou ter outro processo por ter identificado esta coincidência!
Antigamente havia a honradez da "palavra". Agora, já nada vale, é tudo uma má interpretação.
Digamos que o Centeno se transformou num cabalista, o que foi dito pela sua boca quer dizer tudo o que quisermos que diga e também o seu contrário.
E isto e a imagem seguinte (foi eu que a censurei, à cautela)

Em nova isto estava mais no sítio mas ainda estou aqui para a brincadeira.

Agora tenho que ir dar o lanche à minha mãezinha que a pensão está quase a chegar.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

A vaca voadora vai acabar com a geringonça

A vaca voadora deveria fazer voar o crescimento. 
Sendo que queria esquecer a década da estagnação económica com endividamento desenhada pelos esquerdistas do PS (a década 2000/2010) e, mais recentemente, os anos da crise do Sub-prime e das dívidas soberanas de 2008-2012, aguentados estoicamente pelo Passos Coelho, quando os 12 Sábios do PS anunciaram que no quadriénio 2016-2019 a economia iria crescer uma média de 3,1%/ano e o António Costa mostrou uma vaca a voar, pensei mesmo que o Costa era o verdadeiro D. Sebastião há tantos anos esperado.

O problema é que o Costa é apenas populismo de esquerda.
Vão dizer que eu estou enganado porque que populismo é apenas um fenómeno da direita, lá do Trump da da Le Pen. 
Do lado da esquerda é a construção da Sociedade Utópica onde não há exploração do homem pelo homem, onde o grande capital e as multinacionais não existem e onde cada um vive optimamente com o seu bocadinho de terra onde cultiva as suas batatas, couves e cebolas em harmonia com a Natureza e sem maltratar os animais. Naturalmente, nessa sociedade utópica cada um receberá um salário capaz de satisfazer as suas necessidades e trabalhará de acordo com as suas capacidades.
Camarada Costa, manda vir essa sociedade o mais rapidamente possível!

Mas a vaca está a fazer voar os juros!
Parece que a vaca voadora leva agarrada às tetas não o crescimento mas as taxas de juro!
O mais certo é o Costa ter que mandar um míssil, daqueles que os Iranianos andam a testar, à vaca a ver se a coisa pára de subir.

Fig. 1 - Evolução da taxa de juro soberana portuguesa a 10 anos

A culpa será mesmo da vaca voadora ou do VIAGRA da dívida e do SMN?
OK, bem sei que o Centeno, o Costa e o Marcelo não se cansam de repetir que o défice vai ficar nos 2,3% do PIB.
Vamos supor que tal vai ser conseguido. Como o PIB 2016 deve ficar nos 184850M€, o endividamento líquido do Estado em 2016 deveria ter aumentado, 
184850M€ * 2,3% = 4250M€

E quanto diz o Banco de Portugal que aumentou a Dívida Pública?
Durante 2016, a dívida pública aumentou 9500M€, 5,1% do PIB.
Bem sei que anuncia lá que a Geringonça aumentou os depósitos em 4000M€ mas, feitas as contas, dá um aumento líquido da dívida de 5500M€.
Fazendo a conta em sentido inverso, dá
   5500/184850 = 2,98% do PIB

Para que servem os 4000 milhões de "almofada"?
Para quê pagar juros sobre 4000 milhões €?
É porque o Costa não acredita no que diz.
O Costa acredita que, pelo que está a fazer, vem aí tempestade e da grossa.

E quantas coisas terão sido marteladas?
Não faz qualquer sentido o aumento da receita fiscal em combustíveis e em tabaco.
Se o imposto sobre os combustíveis só subiu um cêntimos e o consumo não aumentou, não pode ter havido um aumento de mais de 50% na receita fiscal.
É apenas um artifício para enganar o povinho.

E há o problema da Economia.
Bem sei que na Ucrânia o Salário Mínimo mais do que duplicou.
Agora, a ucranianazinha está a ganhar como professor universitária menos que o salário mínimo!
E o argumento é o mesmo dos 12 sábios do PS:

1 = A subida dos salários não causa desemprego
2 = Salários mais elevados vai causar um aumento do rendimento.
3 = Mais rendimento causa mais consumo
4 = Mais consumo causa mais produção
5 = Mais produção causa mais emprego.
6 = As contas públicas melhoram por causa do aumento para a SS, IRS e IVA.

Onde falha isto?
Na premissa inicial que é falsa: se a subida dos salários não causasse desemprego, os salários em todo o mundo aumentariam para 1000000€ por hora para logo aumentarem para 1000000€ por segundo.
Parece-me que é este o salário no Zimbabué mas em Dólares de Lá, que nem valem o papel usado.

Para terminar, falar um bocadinho na ucranianazinha.
Reconheço que é boa, um bocadinho pequena para o meu gosto mas boa.
O problema é que decidiu que não me quer.
Como todos sabemos, quando isto acontece, nada mais um homem pode fazer que não seja aceitar e ir à sua vida.
Podia desejar-lhe felicidades mas seria falso da minha parte.
O que eu espero é que tenha uma vida de miséria e que, daqui a uns mesitos, me mande um e-mail a pedir que a vá socorrer.
Imagino chegar lá e ela toda chupadinha, com as mamas já pequenas reduzidas a uns balõezitos esvaziados.

Fig 2 - Dear Pedro, as I have told you, darker hair made me even more beautifull. Lets go make love.

Kisses my dear, fuck you

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Os reis magos e o diabo

Bem sei que tenho estado ausente. 
Estive a ver a minha última mensagem e já foi há 50 dias. Penso que nunca estive tanto tempo sem escrever nada.
No entretanto, estive 15 dias de baixa médica, tive guerras terríveis com a ucranianazinha e fiz outras tantas vezes a paz e tive conhecimento de um boato de que vou sofrer a maior pena disciplinar que jamais foi aplicada nos 62 anos que dura o meu posto de trabalho (por causa deste blog quando a Constituição garante a liberdade de expressão e eu não ofendi ninguém do meu emprego nem fiz nada de mal no meu emprego),

Estou a escrever porque a minha cabeça libertou-se, parcialmente, da ucranianazinha.
As mulheres têm o poder para dar cabo da cabeça dos homens. Como, dizem as estatísticas, as nossas cabeças são muito frageis e não conseguem compreender o que as mulheres dizem, quando elas começam a fazer jogos de sedução e repulsa, dão-nos um nó cego.
Mas, depois de uma desentoxicação feita com muita meditação zen, caminhadas e ..., já estou um pouco liberto.

Vamos ao Diabo e aos Reis Magos.
Quando o Passos Coelho falou nestas figuras biblicas, penso que ninguém compreendeu a quem ele se estava a referir.
O Diabo é exactamente o Passos Coelho ajudado pela Maria Luís à direita e a Cristas à esquerda.
Os Reis Magos são o FMI, a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu.

O Passos queria dizer que ...
Estadno a geringonça a trilhar novamente o caminho já experimentado pelo Sócrates em 2008-2009-2010, não demora nada o Costa vai deixar de conseguir financiar o Estado, vai ter que pedir novamente um  resgate à Troika e, novamente de urgência, o Passos Coelho vai ter que assumir a governação.

Vamos aos factos sobre a taxa de juro.
A dificuldade em arranjar financiamento traduz-se na taxa de juro que os investidores exigem para emprestarem dinheiro a Portugal.
E, desde que, em Março de 2015, atingiram um mínimo de 1,6%/ano, as taxas de juro nunca mais pararam de aumentar tendo ontem ultrapassado os 4%/ano o que já não se observava desde Março de 2014, já lá vão 58 meses.


Fig. 1 - Evolução das taxas de juro a 10 anos da dívida pública portuguesa

Dizem os esquerdistas: "Isso está a acontecer por toda a parte"
Dizem mas não é verdade.
O povo português, contrariamente ao americano que elegeu o Trump mesmo contra toda a comonicação social, é muito seguidista da propaganda transmitida na nossa comunicação social que é toda, mas mesmo todinha, virada para o lado dos esquerdalhos.
E o Costa é só propaganda, fala em reposição de tudo e de nada mas, no entanto, eu vou em 2017 receber menos 20% do que recebi em 2010. 
Além do "aumento colossal no IRS" do Gasparzinho que o Costa disse ser amoral, aqueles outros 10,1% que o Passos cortou na minha futura reforma e que o Costa disse cobras e lagartos, nunca mais ouvi uma palavra de "vou repor".

Mas vamos ao que interessa.
Como eu ensinava, a diferença entre a taxa de juro portuguesa e a alemã traduz a probabilidade de Portugal bancarrotar.
Digo "ensinava" e não ensino porque, tendo eu sofrido a pior pena disciplinar de sempre, só posso ser muito mau, o pior que jamais passou pelo meus emprego. Sendo eu a pior pessoa de sempre, tenho agora a liberdade para nunca mais ensinar nada. Fazendo 52 anos brevemente e não tendo a ucranianazinha  para me gastar o dinheiro, não preciso fazer mais nada na vida porque, sendo despedido, tenho direito a mais de 3 anos de subsídio de desemprego e, depois, posso-me reformar aos 57 anos.
Então, eu ensinava isso e a nossa diferença para a taxa de juro alemã (o famoso spread de risco) também não tem parado de subir.
O risco em 2015 estava estável em 2,0%/ano face à Alemanha e 0,7%/ano face à Espanha e hoje está em 3,8%/ano face à Alemanha (+ 1,8pp) e 2,5%/ano face à Espanha ( + 1,8pp).
Interessante notar que o aumento do risco face à Alemanha é exactamente igual ao aumento face à Espanha o que os esquerdalhos querem esconder quando dizem "isso está a aconteccer em todos os países do sul da zona euro."

 Fig. 2 - Evolução do spread português face à Alemanha e à Espanha (dados: BCE)

Como nos comparamos hoje com Março de 2011?
Os reis magos anunciaram o resgate em Março de 2011 e, na altura, o spread de risco da nossa taxa de juro a 10 anos face à alemã era de 4,4%/ano. Hoje estamos com um spread de 3,8%/ano o que se verificava apenas 3 meses antes do pedido do resgate (em Dezembro de 2010)!!!!!


Fig. 3 - Comparação entre Março de 2011 (zero nas absissas) e dos últimos tempos do spread de risco português face à alemanha (dados: BCE)
Lá terão que vir outra vez os reis magos.
E, mais uma vez, pela mão das esquerdas e no seguimento das "políticas de crescimento e emprego" keyneasianas. 
Olhando para a evolução das nossas taxas de juro, a probabilidade de Portugal ter que pedir um segundor esgate antes das eleições autárquicas é enorme.

As percentagens e os pontos percentuais.
Haverá leitores mais atentos que dirão "o bicho não sabe nada porque refere %/ano e deveria ter referido pontos percentuais."
De facto, não é bem assim.
Quando temos uma taxa de juro com risco, por exemplo 5,00%/ano, e outra taxa de juro sem risco, por exemplo, 1,00%/ano, a diferença "simples" é em pontos percentuais, 5,00-1,00 = 4,00 pontos percentuais.
Mas estes 4,00 pontos percentuais não medem o risco de perda total implícita na taxa de juro que deve ser calculo como:
      (1+5,00%/ano)/(1+1,00%/ano) -1 = 3,96%/ano
Este cálculo traduz que uma pessoa que tenha emprestado dinheiro a este país tem uma probabildaide de 3,96 de no próximo ano perder todo o seu dinheiro.

Vamos supor que a bancarrota implica um hair-cut, perdas, de 30%.
Para o nosso spread de 3,8%/ano face à Alemanha, isso traduz uma probabilidade de acontecer a bancarrota em cada um dos próximos 10 anos de
    %bancarrota*70% + (1 -%bancarrota)*100% = 1-3,8%/ano

1 -%bancarrota*30% = 1-3,8%/ano
%bancarrota = 3,8%/ano/30%= 12,7%/ano

A probabilidade de Portugal bancarrotar nos próximos 12 meses e atirar três vezes uma moeda ao ar e, das três vezes, sair cara!
Parece-me bastante elevada!

Fig. 4 - Para não ser despedido, só posso por mulheres boas destas

Este testo foi iscrito ao abrigo do acordo hortugráfico por Mário Soares, Internado nomeru 354 do Hospital da Cruz Vermelha.
Querem saber a pergunta simples que me fizeram quando recuperei a consciência? Aqui vai:
-Onde está o marfim?
- Que marfim?
- O marfim!
- O marfim?
- Sim o marfim, o que tinha o selo.
- Que selo?
- O selo com o vara!
- Que vara, vara é feminino?
- O vara e não a vara.
- O vara?
- Sim, o vara que meteu 1000 milhões da CGD na mão do Berardo.
- Bernardo, que Bernardo?
- Berardo.
- O melhor é voltar para o meu coma!

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