segunda-feira, 26 de setembro de 2016

O fim dos taxis está muito próximo

A geringonça está a preparar a machadada final nos táxis.
Os táxis são uma tecnologia muito antiga, do tempo em que as carroças eram muito caras e de manutenção difícil, quase ninguém sabia conduzir e o custo da mão de obra (do cocheiro) era baixo.
Ao longo das décadas tudo isto mudou, o que foi contrariado pelo aumento das restrições legais à profissão de taxista.
Para avaliarem a facilidade de manter um carro funcional, na segunda-feira passada fui à oficina mudar o óleo ao meu carro sendo que a anterior vez que o tinha feito tinha sido em Abril do ano passado, há 17 meses, 26 mil km atrás, sem nunca nada mais fazer do que meter gasolina (talvez 1600€).

Vejamos o custo do transporte individual.
O meu carro custou 10000€ e dá para 300000km. Somando um consumo de 4,5litros/100km, com amortização, combustível, seguro, manutenção e portagens, o custo fica ligeiramente abaixo dos 0,15€/km.
Este custo é metade do preço de uma viagem em autocarro nos STCP (Porto) ou na CARRIS (Lisboa) que têm uma média de 0,30€/km e um oitavo do preço de uma viagem de táxi que andará numa média de 1,2€/km (incluindo a bandeirada).

Mas eu sou o condutor e não levo dinheiro!
Sou o condutor mas isso não me causa desgaste nenhum relativamente a ir sentado no lugar do morto.
Aposto mesmo que pelo menos 80% das pessoas que precisam de transportes não fazem qualquer sacrifício em conduzir o veículo.

By the way
A minha ucrhanianhazinha gostou do meu carrinho, tendo mesmo dito "Your car is huge inside, I could live in it" o que é bom indicativo. Olhando para um carro tão pequenino e dizer "It is huge" liberta-me um pouco do pior dos pesadelo de um homem pode viver: ouvir "You pendrive is enormously small".
Pelo lado das ucrhanihanazinhass, o pior pesadelo é que lhes digam "Your boobs are so tiny looking like a  par of fried eggs."

Mas vendo os ovos, não se saber se a carne é ou não gostosa
 
Porque será que ainda existem táxis?
Não parece ter lógica económica que existam clientes para carros com condutor quando quase todos nós somos capazes e até sentimos gosto em conduzir.
Para existir tem que haver algum problema.
Mas antes de falar desses problemas, vou explicar a economia dos táxis.

O mercado fechado.
O mercado de táxis é fechado no sentido de que o número é limitado por lei e o preço é igual em todos.
1 => Existe limite na quantidade.
2 => Não é possível fazer descontos no preço.

Estas duas condições traduzem que os taxistas fazem um cartel o que, apesar de estar regulamentado por lei, é contrário à lei da concorrência.
Ao formarem um cartel, quem sofre são os clientes que têm que pagar um preço mais elevado e andam menos de táxi do que andariam se o mercado fosse concorrencial.

Quem ganha com o mercado fechado?
Podemos pensar que são os taxistas atuais.
Se qualquer pessoa pudesse pegar no seu carro e fazer transportes de passageiros, o preço do transporte iria por ai abaixo fazendo como os salários dos condutores fossem cada vez menores.
Se hoje, por exemplo, ser taxista rende 6€/h, este valor diminuiria e, no final, só pessoas disponíveis para ganhar menos é que continuaria a fazer transportes. Por esta razão é que em Londres só se veem indianos a conduzir táxis.

(POR FAVOR, NÃO LEIA O QUE VEM A SEGUIR: escrevi indiano como um termo genérico para "Pessoas oriundas de países onde o salário médio está abaixo de 100€/mês e que imigram para o ocidente à procura de uma vida melhor sujeitando-se a trabalhar como taxistas por tuta e meia e, as mulheres, a trabalhar deitadas e a casar com o Pinto da Costa ou com professores decrépitos que já lá só vão com dose de 100 mg de Viagra".)


Quem ganha não são os taxistas mas os detentores das licenças.
Vamos supor que o custo sem condutor de um táxi é 0,25€/km e que faz uma média de 100km/dia a 1,00€/km. Neste caso o táxi tem uma margem de 100€/dia-25€/dia = 75€/dia.
Se um motorista estiver disponível para trabalhar por 60€/dia então, depois de pagos todos os custos, o dono da licença ganha 15€/dia o que, para uma taxa de juro de 5%/ano, traduz que a licença vale 112 mil€ (uma obrigação perpétua, =15/((1+5%)^(1/365)-1).)

Vamos imaginar o liberalizar do mercado (a quantidade e o preço).
O preço do transporte irá diminuir e o tempo de paragem também o que fará com que a margem que antes era de 75€/dia, vai diminuir até aos 60€/dia, altura em que o valor da licença cai a zero.
Nesta primeira fase, quem perde são os donos das licenças.

Na segunda fase, os motoristas que exigem rendimento mais elevado, vão sair para atividades alternativas enquanto que vão entrando pessoas que estão disponíveis a trabalhar ganhando menos. Começarão a aparecer mulheres, jovens estudantes, indianos, africanos e mais pessoas "marginais" porque atualmente, com o GPS nem é preciso saber as ruas da cidade nem sequer compreender bem o português (o cliente pode mesmo escolher diretamente no GPS para onde quer ir).

Qualquer das limitações é fundamental.
O principal justificação para que a licença tenha valor é a limitação da quantidade de táxis (por exemplo, um máximo de uma licença por cada 1000 eleitores) mas a impossibilidade de negociar preço também é importante para aumentar o seu valor (é um cartel)

Agora a Geringonça vai limitar as limitações à entrada de novos operadores.
Se deixarmos entrar qualquer um com o preço que quiser (ver, projeto legislativo), os preços vão inevitavelmente cair até que apenas as pessoas disponíveis para trabalhar ao salário de equilíbrio concorrencial (baixo rendimento horário) ficam no mercado.
Vejamos se o que a Geringonça pretende impor aos transportadores (a que chama TVDE) é suficiente para restringir as entradas
  A) Carros só podem ter um máximo de 7 anos => não me parece
  B) Condutor tem que fazer 30h de formação => não me parece
  C) Têm que ter seguro idêntico ao dos taxistas => não me parece
  D) Não podem andar na via BUS => não me parece
  E) Não têm benefícios fiscais => não me parece
Nenhuma destas limitações me parece um limite à entrada pelo que serão incapazes de manter a atual situação de cartel.

É como a escravatura.
Quem tem licenças vai perder a aparente riqueza que elas aparentemente representavam mas os condutores  sem licença não perdem nada.
Comparemos emtão com a escravatura.
Imaginemos que, em mercado concorrencial, um trabalhador livre ganha 500€/mês e que nesse mesmo mercado livre um escravo custa 200€ em comida e alojamento (não ganha nada).
Apesar de o escravo parecer mais barato 300€/mês, não é assim porque é preciso comrpar o escravo e, em concorrência, o preço de compra do escravo vai traduzir o valor atual de todos esses 300€ que o homem livre iria receber a mais (63 mil € para uma taxa de juro de 5%/ano e 40 anos de trabalho).
Além desta igualdade, acontecia que o escravo não tinha incentivos para trabalhar (trabalhava pouco e só a poder de porrada)
Foi por isto que a escravatura acabou e não por a humanidade se ter tornado mais humana.

Como vejo os transportes públicos do futuro.
Para verem que não estamos sob uma limitação tecnológica mas apenas legal, vou trabalhar com carros iguais ao meu, i.e., que precisam de condutor.
Vou pensar como vai funcionar o mercado dividindo-o em veículos e clientes.

A) Do lado dos veículos
Pessoas compram carros para alugar sem condutor.
Vão a um stand e compram um carro qualquer, novo ou usado, grande ou pequeno, da marca que quiserem e da cor que bem entenderem, a gasolina, gasóleo, GPL, gás natural ou elétricos.
O carro terá apensa que ter um GPS capaz de transmitir a localização do veículo.
Poderá haver pessoas que têm um veículo e outras que têm 1000.
Estou a imaginar que o veículo tem uma luzinha que pode ser vermelha (ocupado) ou verde (livre).

Regista-se o carro em sites de aluguer de veículos sem condutor.
O registo vai servir para ligar a parte dos veículos à parte dos passageiros.
No registo, o dono vai dizer informação que ajude o passageiro a escolher o veículo.
Vai ter que introduzir as características do veículo e quanto quer pelo transporte.
O preço do transporte pode ser simples (0,50€/km), mais elaborado (1,00€ + 0,30€/km + 0,05€ por minuto) ou ser um modelo complexo que incluía, entre outras variáveis, os quilómetro percorridos, tempo da viagem, hora do dia, consumo de combustível, portagens, número de passageiros e peso transportado e que esteja aberto a dar "promoções em cartão".
 O preço será transparente para o cliente através de um simulador.
A cada momento, o site vai interrogar o GPS do carro para saber onde este se encontra.

A) Do lado dos passageiros
Quando o cliente precisa de um carro ...
Procuram nos sites especializados que lhes fornecerão um apanhado dos carros disponíveis com a distância a que estão estacionados, as suas caraterísticas e o preço da viagem pretendida. A pessoa escolhe o veículo e dirige-se para o local onde o mesmo está estacionado.
O cliente também se pode dirigir diretamente a um veículo estacionado que esteja livre (com a luzinha verde) e, usando um ecrã tátil localizado numa janela, perguntar-lhe qual é o preço da viagem que pretende fazer.

Quando chega ao carro, enfia o Multibanco na ranhura e arranca.
O cliente enfia o multibanco na ranhura que tem na porta e marca o código o que faz as vezes da chave. A porta abre-se e, a partir dai, pode por o carro a trabalhar e fazer a sua viagem, desde o ponto em que está até onde bem entender. 
No final da viagem, estaciona o carro num sítio qualquer e, assim que fechar a porta, a sua conta bancária é debitada e o recibo eletrónico emitido. 

Onde está o problema tecnológico para que isto não exista?
Em lado nenhum mais que não seja na necessidade de haver no mercado um seguro contra todos os riscos.
Pode acontecer o cliente arranhar a pintura, rasgar os estofos, ter um acidente ou mesmo roubar o veículo e desmonta-lo para vender as peças. Se eu tiver 1000 carros que custaram 10 milhoes€, a perda de um carro será de apenas 0,1% pelo que todos os riscos se podem diversificar e traduzir numa parcela, talvez 0,05€/km, a somar aos 0,15€/km mas, se tiver apenas um carro, o risco fica relativamente grande. A forma de ultrapassar este problema é o mutualismo, o aparecimento de seguros contra todos os riscos que ultrapassem esta "falha de mercado."
Talvez seja preciso o cliente identificar-se com o Cartão de Cidadão, talvez seja preciso que a conta bancária tenha um saldo mínimo mas tudo vai passar, para além da liberalização da legislação, pelo aparecimento de um seguro que cobra os riscos do aluguer de veículos sem condutor.

As eleições americanas estão a chegar a um ponto de empate.
Hoje é o primeiro debate entre o Trump e a Clinton.
Interessante que, depois de a Cinton ter em Abril uma vantagem de 9 pontos percentuais, agora os dois candidatos estão taco a taco. Na sondagem das sondagens que eu vou construindo, hoje a Clinton está com uma vantagem de 0,7 pontos percentuais, com um erro de previsão na ordem dos 2,4 pontos percentuais.
A Clinton ainda tem vantagem que é mais significativa se descermos ao nível dos estados mas tudo está em aberto.

Evolução da média das sondagens sobre as presidenciais americanas Trump/Clinton

Finalmente, o défice público.
Não tenho confiança nas contas da Geringonça e, mesmo que estejam correctas, o importante, como diziam os esquerdistas quando o Passos Coelho era primeiro ministro, é a taxa de crescimento da economia e a dívida pública (que é o que temos que pagar).
Mesmo assim, estou a ler na televisão que a odéfice foi menor em 81 milhões que o ano passado.
Ora fazendo uma conta simples, se o ano passado o défice foi de 3,1% e este ano queremos que seja 2,5%, teria que haver uma redução de 0,6% PIB que, em 7 meses, precisaria de uma redução de 650 milhões €.
     185*7/12*0,6% =  650 milhões€.
Com uma poupança de 81 milhões €, atira o défice para os tais 3% que o FMI referiu.
Mas vamos aguardando que a Geringonça vai-se estatelando como está a acontecer ao PSOE.
E, no entretanto, o meu salário vai sendo "reposto".

Não tenho visto a menina porque tem estado doente.
Estive a calcular o índice de massa corporal e tem 17,7.

O imc desta deve ser muito maior que 17,7.

Um abraço

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

A bomba nuclear norte coreana e o défice abaixo dos 2,5% e o crescimento nos 1,8%

São tudo coisas que queremos acreditar.
Eu ainda quero acreditar que, um dia, aparecerá uma gaja toda boa, de olhos azuis, bater à porta do meu gabinete a oferecer-se para ser minha amante.
Todos queremos acreditar que a Miss Mundo vai terminar com as guerras e fome no mundo mas, pensamos depois, "Tu eras boa era para fazer aquilo que eu sei" (pensou o Trump e assim o fez).

Numa viagem de avião ...
O Sr. Comandante avisa "Tenho a dolorosa obrigação de vos avisar que ambos os motores pararam e, como estamos no meio de nenhures, o avião vai cair dentro de 10 minutos. Façam o que precisarem fazer pois as vossas vidas chrgaram muito brevemente ao fim.
Uma jovem bem jeitosa levanta-se e grita "Por favor, eu sou uma menina e eu não quero morrer antes de alguém me fazer uma mulher de corpo inteiro, fazer aquilo que vocês homens sabem"
Levantou-se um homem nos seus 30 anos e ofereceu-se logo "Vamos ali para traz que eu faço-a já uma mulher"
Chegados lá atrás o homem tirou a camisa, tirou as calças e disparou logo "Queres ser uma mulher de corpo inteiro? Passa isto a ferro e cuidado com o duplo vinco senão ainda levas no focinho."

Será que a Coreia do Norte tem a bomba atómica?
Nem pensar nisso. 
O problema da BA de hidrogénio tem uma dimensão mínima de 225 kt e uma verdadeira Bomba H tem uma potência na ordem de 15000 kt e a coisa que rebentou foi anunciado que estava abaixo das 10kt.
E foi anunciado que a explosão aconteceu exactamente ao mesmo tempo que um terramoto para não ser possível medir no exterior qual a verdadeira potência da anunciada bomba.
O bicho esteve à espera que acontecesse um terramoto e, pumba, foi ai que rebentou a bomba.



E porque será que toda a gente dia que acredita?
Para ver se o bicho se convence que estamos convencidos de que ele tem a bomba o que, talvez, o faça acabar com essa toleira de tentar fazer bombas atómicas.

O défice e o crescimento são outra brincadeira.
Já estou como o cigano que vende coisas a partir da carroça 
"O défice numa loja qualquer é 2,2% mas para para o estimado freguês não vai ser 2,2%, 2,3% nem 2,4%, vai ser mesmo 2,5%. Mas como o freguês me parece estar enteressado, faço um défice de 2,5% e um crescimento de 1,8% se levar os dois em conjunto."
Não vai ser nada disso e só não compreendo porque a UTAO teima em dizer que o défice vai ser de 2,6% e o crescimento de 1,0% quando nem perto disto vão estar. Mas vamos esperar para ver onde a coisa vai cair que será, naturalmente, na cabeça do contribuinte.

Será que a Sobretaxa do IMI vai cair só no "grande capital"?
Naturalmente que não pois, se os esquerdistas tributarem apenas os ricos, como só há meia dúzia, a medida não dá receita nenhuma.
Agora, vai ser tudo uma questão de definição de rico. Lembrem-se que, antigamente, ser rico era ganhar o Salário Mínimo Nacional (530€/mês, 14 meses por ano) mas que, no governo do Sócrates, isso foi alterado para o Índice de Apoios Sociais (419,22€/mês, 12 meses por ano). Sim sim, e foi esse mesmo do olhinho, o Vieira da Silva que reduziu o patamar de rico de 7420€/ano para 5030,62€/ano, uma redução de mais de 30%. 
Agora vai ser igual, vão cortar as unhas até  eu me tornar um exemplo de "grande capital" (eu tehnho mhais de cinhquenta mhil euhros no bahnco!).
 
Aghora, a quehstão da muhlher vinhda de leshte.
Vhou ter que mehter um haga no mehio de cahda palahvra pahra que eshta parhte do texhto não poshsa ser tradhuzida pelo guhogla.
Nhão é que apahrecheu meshmo umha jovhem, vinhda de um pahís do lehste, pahra tenhtar fazher-me fehliz? De cahsa dehla ahté ao mheu gabhinete tehve que fahzer quahtro mhil, duzhentos e dohze quilhomehtros.
A coithadinha tehm trinhta e um anhos, ohlhos cinzehntos claros que shão azhul mahrinho ao shol, pehsa quahrenta e sehte quilos, é dohutorahda em ecohnomhia e prohfessohra nuhma univehrsidahde ucrhaniana e, conhfessohu-me, dehpois de fahzer umhas conhtas ao câmhbio da horha, "nhão pohsso anhdar de auhtocharro porhque gahnho cehnto e thrês euhros pohr mhês."
Dihgo-vos qhue é em bhom e ahté cenhto e três euhros por mhês ainhda lhos pohsso dhar, pesno que sehrá fáhcil amohrtizha-los.
Fihquei meshmo com pehninha, a coitahdinha até me mohstrou a carhteira onhde tihnha tohda a sua forhtuna que pouhpou ao lonhgo de tohda a suha vihda, mehia dúhzia de nohtas de vinhte euhros.
O intehressahnte é qhue mhe cohnheceu neshte blohgue!  Diz que tradhuziu no guhgla e qhue, por parhtilhar das mihnhas idheias, decihdiu vhir phor ai abhaixo.
(Teshtei o tehxto no guhogla e a mhoça nhão vhai meshmo conhseguir trahduzir eshta pahrte) 


O mhais cerhto é acabarhmos arraçahnados um cohm o ouhtro, com umha dúzhia de fihlhinhos.

A Clinton tem uma saúde de ferro.
Andei a pesquisar na internete e até encontrei quem dissesse que tinha SIDA. Desde demência até embolia pulmunar, encontrei de tudo.
Já o Trump, tem a mulherzinha para atestar que "Estar tudo em ordem" (tahmhbém vehio de lehste).

O Bill Clinton também está caquético, sempre com a boca aberta. Deve ser a maldição Lewinsky!

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

A vitória do Trump e a derrota da CGD

Não acham estranho que o presidente mexicano tenha convidado o Trump? 
Sendo certo, segundo os opinion makers, que o Trump vai perder por muitos, para que se deu o Presidente Enrique Peña Nieto ao trabalho de convidar o Trump para uma "visita de estado" com direito a uma conferência de imprensa conjunta?
Será que o Nieto é louco ao ponto de atribuir alguma probabilidade à hipótese estrambólica de o Trump vir a ser o próximo presidente americano?
Para responder a esta questão, fui ao www.realclearpolitics.com ver como andam as sondagens a 2 meses das eleições (que serão no próximo dia 9 de novembro).

Desde março, foram apresentados 179 resultados.
Mas são sondagens muito diferentes. Umas são inquéritos num site, outras são o acompanhamento semanal de uma painel (fixo) enquanto que outras são perguntas feitas pelo telefone. Também umas têm s
o dois candidatos e outras têm 4.
Num primeiro passo, homogeneizei os valores considerando apenas 2 candidatos e dividindo a abstenção e os votos nos outros candidatos proporcionalmente pelos 2 candidatos.
Num segundo passo, fiz uma média móvel ponderada pelo tamanho da amostra (dividi por 10 as sondagens em sites por não terem o mesmo rigor estatístico), considerando o peso de 10% à última sondagem.

O que observo 
é que, desde abril (mês 4), as intenções de voto estão sempre a subir mas que há dois incidentes que causam um trambolhão, o primeiro, em princípios de junho (mês 6) e o segundo em finais de julho (mês 7). Também observo que em meados de julho o Trump ultrapassou ligeira a barreira dos 50%, altura em que o Obama foi dizer numa visita de estado que "o Trump não é adequado para ser presidente da América e é mesmo um perigo para a ordem e paz mundiais."

Fig. 1 - Evolução das sondagens americanas (Trump vs. Clinton, média móvel de 179 valores, realclearpolitics)

Afinal, o Trump pode mesmo ganhar.
Pois se olharmos para as sondagens, em abril a Clinton tinha uma vantagem de quase 10 pp, depois, foi oscilando e agora está com uma vantagem de apenas 2 pontos percentuais, vantagem essa que se está a esfumar muito rapidamente.
Lá para finais de setembro, o Trump vai ultrapassar outra vez a Clinton e, se não houver mais nenhum sobressalto, chegados a novembro, o Trump vai mesmo ganhar e ser o próximo Presidente dos Estados Unidos da América do Norte.

O que eu quero falar sobre a caixa Geral de Depósitos tem a vem com o Slimani.
Como todos sabem, o Slimani é um jogador de futebol que o Sporting "despediu" por 30 milhões €.
Quer isto dizer que, o Sporting para dispensar os serviços do Slimani, o moço teve que pagar 30 milhões €.
Agora, para a CGD dispensar um colaborador tem que lhe pagar, em média, 233mil€ por cabeça.
Sim, diz a comunicação social que estão guardados 700milhões € para despedir 3000 trabalhadores

O que será que vos diz esta comparação?
Que o Slimani produz mais do que o salário que estava a ganhar no Sporting e, pelo contrário, os colaboradores da CGD recebem mais ordenado do que produzem.
Assim, o Slimani era um activo para o seu empregador enquanto que os colaboradores da CGD são um passivo.

Será que a geringonça não tem o dever de proteger os contribuintes?
Fui fazer uma simulação para a indemnização por despedimento colectivo (ver, simulador). 
Um trabalhador que ganhe 3000€/mês e que tenha 20 anos de serviço, tem direito a 48458€.
Se eu fosse despedido (em despedimento colectivo, tenho 27 anos e 4 meses de serviço) teria direito a 88104€.
Sendo assim, que contas está a fazer a geringonça e qual o fundamento legal para, em média, ir entregar 233 mil € a cada cabeça?
Será que a Geringonça é livre de entregar o valor que bem entender a quem bem entender?
Eu penso que não, que tem que se limitar ao que diz a Lei pois, caso contrário, estaremos em presença do esbanjar de recursos públicos que pertencem a todos nós.

Será que eu mereço o ordenado que recebo?
Claro que não e prova disso é que no meu emprego estão mortinhos por me despedir e, mesmo assim, eu não me voluntario a sair dali.
Penso mesmo que, no dia em que eu deixar de lá aparecer, vão mandar foguetes ao ar e estourar garrafas de champanhe. Mas o problema é que se, por um lado, os esquerdistas me odeiam, por outro lado, como sou funcionário público, defendem os meus direitos. E eu tenho direitos.
E qual será o meu futuro?
O mais certo é atribuírem-me cada vez menos trabalho até que fique totalmente sem fazer nada, em casa, a receber o mesmo, incluindo o subsídio de refeição (já estive assim 20 meses). Assim como o meu professor Augusto Rocha e Silva que esteve anos e anos sem nada fazer mas que, infelizmente, acabou por não resistir e "morrer num acidente estúpido" (suicidou-se da mesma forma que o Primo Levi! Não acham muita coincidência ter também caído no vão das escadas?).

Fig. 2 - Primo Levi, à volta de 1950


Finalmente, as prioridades da minha vida.
Quando eu andava pelas igrejas, diziam-me que tinha que fazer um "exame de consciência" para, assim, identificar quais são as prioridades da minha vida.
Depois de muitos anos a pensar, cheguei à conclusão que a minha prioridade é ser feliz.
Não é ter amigos, ser simpático, trabalhar, gostarem de mim como colega de trabalho, ser uma fodilhão de renome, nada disso, é ser feliz, eu próprio.
Vem isto a propósito de uma crónica que li no fim de semana num jornal qualquer (quando eu me lembrar do nome, escrevo-o aqui) que dizia, em resposta a uma leitora, que ter filhos era uma perda de tempo. Imaginei logo que a crónica era uma confissão sobre a sua má qualidade da autora enquanto filha.

A minha mãe disse-me apenas uma vez ...
Meu filho, eu dei-te a vida e criei-te o melhor que pude para que, agora que estou necessitada, trates de mim. Se tiveres que deixar de trabalhar, deixa pois eu estou primeiro porque te dei a vida e esses não te deram nada. Além disso, não te agradecem e eu, além de te agradecer em vida, quando chegar ao Céu, vou pedir a Deu por ti.
E assim eu faço desde há 23 anos, no principio estando ela válida e hoje, acamada e sem dizer coisa com coisa.
Claro que a minha mãe tem mais 5 filhos cuja primeira frase, por unanimidade, foi "mete-a no asilo que já nem sabe onde está".
Mas, se eu disse, "estarei sempre aqui", não é agora que vou abandonar o barco.

A questão que eu coloca.
Mas não terá um filho a obrigação de deixar o seu trabalho e uns anos da sua vida para ser escravo dos pais quando eles disso têm necessidade?

Por oposição, há o filho de uma colega minha.
A mãe está um pouco aflita com falta de dinheiro e o filho, pelo contrário, está médico e a ganhar balurdios, diz ela que mais de 3000€ por mês.
Não é que a mãe, esganada de dinheiro, lhe está a dar 850€/mês para ele pagar a prestação da casa e ele nada mais diz que não seja "preciso de juntar dinheiro para me casa"?
Isto é o que na minha terra se chama um grande filho da puta, não no sentido de que a mãe anda na estrada mas no sentido de que, filhos destes, dá gosto abortar.



Que Deus vos ilumine e guie no caminho da descoberta das prioridades da vossa vida. 
E, depois, cortem a direito com tudo o que se meter no meio do caminho para a felicidade.
Maria Clara

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Dívida e Défice, não bate a bota com a perdigota


O Estado gasta dinheiro, é a despesa pública.
Gasta massa em salários, pensões, aquisição de bens e serviços, subsídios.
Depois, estes gastos têm que ser financiados com impostos (IVA, IRS, ISP, IC, IMI) e taxas (TSU, ...) e, quando esta receita não é suficiente, tem que se endividar.
Naturalmente que se tem que verificar a igualdade seguinte:

   Despesa = Receita + Endividamento

Qualquer 4.a classe compreende isto.
Mesmo que seja uma 4.a classe muito fraquinha, daquelas (como a minha) feitas na "passagem administrativa" de 1975.

Fui ver a execução orçamental para Junho 2016.
Para já, no site da DGO só encontrei os dados para o primeiro semestre (ver).
    Despesa efectiva 39546,4M€
    Receita efectiva   36679,2M€

Diz a execução orçamental que o défice / endividamento foi de 2867,2M€
Eu, 4a classe atrasada, concluiu que o endividamento líquido no primeiro semestre deveria resultar desta diferença

   Endividamento = Despesa - Receita
   Endividamento = 39546,4M€ - 36679,2M€
Mas, diz o Banco de Portugal, que foi de 3903M€
Quem o diz é o Banco de Portugal (ver), fonte mais credível que a Geringonça, sobre o aumento da "Dívida na ótica de Maastricht líquida de depósitos da administração central".
Como é possível que o Estado tenha tido um défice de 2867,2M€, e, no entretanto, se endivide em 3903M€ e isto tudo bata certo?

3903,0M€ = 39546,4M€ - 36679,2M€ ?

Vamos fazer a prova dos nove às contas da Geringonça
Do lado da dívida temos 
    3+9+0+3+0 => 1+5 = 6
Do lado da despesa menos a receita temos 
    (3+9+5+4+6+4) - (3+6+6+7+9+2)  => (3+1)-(3+3) => 2
A prova dos 9 não bate certo.
Deve ser de ter feito a 4a classe nas novas oportunidades.

Terá a ver com o famoso aumento nos impostos sobre os combustíveis e o tabaco?
Mesmo assim, não chega.
Estamos a falar no primeiro semestre de um desvio de mais de 1000 milhões de euros entre o endividamento e o défice anunciado.


Mas sobre isto já eu tinha falado e ninguém comentou (ver
Mas o pior +e que, só em julho 2016, a dívida pública aumentou mais 2311M€!
Eu não posso estar a ler bem as estatísticas mas, aparentemente, é o que diz o Banco de Portugal.
Apenas em um mês, a dívida pública líquida passou de 221996M€ para 224307M€.
Só posso, e o BP, estar a delirar.
Não há ninguém capaz de perguntar aos especialistas em economia que aparecem na televisão e nos jornais como é possível que isto tenha acontecido?

 Lanço daqui uma pergunta directa aos 12 sábios do PS.
Estimados sábios
1. Elisa Ferreira,
2. Fernando Rocha Andrade, 
3. Francisca Guedes de Oliveira, 
4. João Galamba, 
5. João Leão, 
6. João Nuno Mendes, 
7. José Vieira da Silva, 
8. Manuel Caldeira Cabral, 
9. Mário Centeno,
10. Paulo Trigo Pereira, 
11. Sérgio Ávila e 
12. Vítor Escária
Para onde foram estes mais de 3000 milhões de euros de aumento da dívida pública do Estado que não aparece no défice orçamental?
Será que estão a fazer o TGV e não dizem nada a ninguém?
Será que estão a ajudar o Maduro?
Por favor, ajudem-me que eu estou a dar em maluco. 
Nem durmo a pensar "E se os meus alunos me perguntam para onde foi estes 3000 milhões € não orçamentados até julho e eu digo que não sei? Vou desprestigiar totalmente a universidade onde vendo aulas."

Já agora, porque será que ninguém pergunta por estes números?
Porque será? Terão os jornalistas medo que lhes aconteça o que está a acontecer aos seus colegas da Venezuela, a verdadeira democracia na óptica dos nossos esquerdistas e comunistas?
É que, desde 1 de janeiro de 2016 até 31 de julho de 2016, diz o Banco de Portugal que a Dívida Pública aumentou 6214 milhões de euros, qualquer coisa como 5,5% do PIB dos primeiros 7 meses.

É que, segundo as contas do Banco de Portugal, o défice dos primeiros 7 meses está acima dos 5% do PIB

Recordo que o Costa, no orçamento que diz estar a correr bem, tem lá que o défice para os 12 meses de 2016 vai ser de 4125M€ e que, até 31 de julho, já nos endividou em 6214M€.
Já está 2009M€ acima do orçamento todo de 2016.
E ninguém diz nada.

O défice? Não sei, não me lembro, ide-vos todos foder.

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